domingo, 3 de julho de 2011

Mapa do Universo, um emaranhado de galáxias

George F. Smoot, professor da Universidade de Berkeley, na Califórnia, apresentou recentemente em Espanha, integrado no Festival de Starmus, celebrado em Tenerife, os últimos resultados de uma cartografia do Universo em que trabalha desde há anos e que se actualiza continuamente com novos dados.
No mapa realizado pelo professor, Prémio Nobel da Física em 2006, e pela sua equipa, as galáxias formam filamentos que, no seu conjunto, parecem o emaranhado dos neurónios do cérebro humano.
O vídeo simula a estrutura do Universo em 3D, onde cada ponto luminoso é uma galáxia.


Estudando o fundo de radiação de microondas produzidas após a explosão do Big Bang, com ajuda do satélite artificial COBE, Smoot demonstrou que pouco depois desta explosão havia no Universo umas pequenas irregularidades que deram origem à posterior formação das galáxias.
Na construção deste mapa, grande parte dos dados foram obtidos com o satélite COBE, com o seu sucessor, o satélite WMAP, e também com o satélite Planck, da Agência Espacial Europeia (ESA).

Mapa de Universo. Cada ponto luminoso é real e representa uma galáxia (reprodução)

Cada ponto que surge é real e foi observado do espaço e com telescópios terrestres, aparecendo o mapa como duas asas de borboletas. As zonas escuras não foram observadas. (ver vídeo do mapa do Universo em 3D de George Smoot aqui)
Até agora o professor e a equipa já conseguiram informação sobre dois milhões de galáxias e esperam atingir os 15 milhões em 2015, o objectivo do seu projecto BIGBOSS. Os seus estudos permitiram descobrir como se organizam as galáxias: "Mil milhões de galáxias formam um filamento e são de diferentes cores e formas". Segundo ele, é a força de gravidade que faz que pequenas estruturas se organizem noutras cada vez maiores.
O professor George Smoot explica e mostra, neste outro vídeo, como ele considera a estrutura do Universo.
Fonte: El Mundo.es

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