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terça-feira, 27 de agosto de 2013

Asteróide potencialmente perigoso 2007 CN26 visita a Terra sem perigo

Diagrama da órbita do asteróide 2007 CN26 (em azul) - Crédito: NASA/NEO Program

Esta quarta-feira, 28 de Agosto de 2013, o asteróide potencialmente perigoso 2007 CN26, com cerca de 300 metros de diâmetro, fará a sua aproxumação máxima à Terra, passando a uma distância segura de 4,5 milhões de Km, não havendo perigo de impacto.
O Projecto Telescópio Virtual vai transmitir imagens em tempo real do asteróide 2007 CN26 através da internet, com início pelas 1:30 h UT (2:30 h, em Lisboa) de 28 de Agosto de 2013. A transmissão é comentada em inglês.

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Asteróide próximo da Terra (NEO) 2005 WK4

A imagem mostra uma colagem de imagens de radar do asteróide próximo da Terra (NEO), 2005 WK4, obtidas por cientistas da NASA, em 8 de Agosto de 2013.
A rocha espacial, entre 200 e 300 metros de diâmetro, tem forma arredondada e é ligeiramente assimétrica. Observada enquanto roda, algumas características sugerem a presença de regiões planas e uma protuberância próxima do equador.
No momento das observações, o asteróide 2005 WK4 encontrava-se a cerca de 3.100 mil km, o que corresponde a 8,2 distâncias lunares.
Os dados foram obtidos num intervalo de 6,5 horas, enquanto o asteróide completou cerca de 2,4 rotações.
A NASA detecta, monitoriza e caracteriza asteróides e cometas que passam perto da Terra, usando telescópios espaciais e no solo.
O Programa de Observação de NEOs (em inglês, Near-Earth Object), conhecido por "Spaceguard" (Guarda Espacial), descobre estes objectos, caracteriza alguns deles, e calcula as suas órbitas para saber se algum poderá ser potencialmente perigoso para a Terra.
O maior conhecimento das características físicas dos asteróides ajuda os cientistas no cálculo mais preciso das suas órbitas, tornando mais fiáveis as previsões sobre futuras aproximações e probabilidades de impacto.

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

NASA vai reactivar a sonda WISE para caçar asteróides

Ilustração da sonda Wide-field Infrared Survey Explorer ou WISE, na sua órbita à volta da Terra. Em Setembro de 2013, os engenheiros da NASA vão tentar activar novamente a nave para caçar mais asteróides e cometas, integrada no projeto chamado NEOWISE - Crédito: NASA / JPL-Caltech

A NASA vai reactivar a sua nave espacial WISE caçadora de asteróides para ajudar a identificar objectos potencialmente perigosos perto da Terra, assim como aqueles adequados para missões de exploração de asteróides.
A sonda Wide-field Infrared Survey Explorer ou WISE que descobriu e caracterizou milhares de asteróides em todo o sistema solar, antes de ser colocada em hibernação, voltará ao serviço por mais três anos, a partir de Setembro. O objectivo é descobrir e caracterizar objectos próximos da Terra (NEOs), isto é, rochas espaciais que podem ser encontradas em órbita dentro de 45.000 mil km do percurso da Terra à volta do Sol. A agência espacial americana prevê que o WISE possa descobrir cerca de 150 novos NEOs e, ainda, caracterizar as propriedades, como o tamanho, albedo e propriedades térmicas, de outros 2.000.

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

NASA divulga órbitas de asteróides potencialmente perigosos (PHAs)

O gráfico mostra as órbitas (em cor azul) dos asteróides potencialmente perigosos, cerca de 1400 no início de 2013. A imagem mostra, apenas, os trajectos no sistema solar interior. A órbita da Terra está representada a branco - Crédito: NASA/Photojournal

A NASA divulgou o mapa de "asteroides potencialmente perigosos" designados por PHAs. Nele estão representadas as órbitas de mais de 1.400 desses corpos celestes já conhecidos e cujas trajectórias passam muito perto da Terra.
Os PHAs são considerados perigosos porque são bastante grandes (pelo menos 140 metros de largura) e as suas órbitas os aproximam demasiado da órbita do nosso planeta (dentro de 7,5 milhões de quilómetros). No entanto, de acordo com os cientistas, esta classificação não significa que um desses asteróides vai impactar a Terra. Embora perigosos, não constituem "uma ameaça preocupante para os próximos cem anos".
A observação e o estudo deste tipo de asteróides permite aos cientistas calcular as suas órbitas com mais rigor, facilitando previsões mais precisas sobre futuras aproximações e probabilidades de impacto.
Fonte: NASA/Photojournal e Space.com

quinta-feira, 25 de julho de 2013

Os misteriosos centauros podem ser cometas, segundo observações do telescópio WISE

A ilustração mostra uma criatura Centauro junto com os asteróides( à esquerda) e cometas (à direita) - Crédito:NASA/JPL-Caltech

Os centauros são pequenos corpos celestes que orbitam o Sol, entre Júpiter e Neptuno. Até agora, os astrónomos não tinham a certeza se os centauros são asteróides arremessados ​​para fora do sistema solar interior ou cometas vindos de longe que viajam em direcção ao Sol. A sua dupla natureza deu-lhes o nome da criatura mitológica grega cuja cabeça e tronco são humanos e as pernas são as de um cavalo.
Mas, um novo estudo baseado em observações do telescópio de infravermelhos Wide-field Infrared Survey Explorer (WISE), da NASA, determinou que a maioria dos centauros é constituída por cometas.
Os resultados sugerem que cerca de dois terços da população de centauros são cometas, vindos dos confins gelados do nosso sistema solar. Os dados infravermelhos do WISE, juntamente com observações anteriores de luz visível, mostraram que muitos dos centauros têm cores escuras como fuligem e azul-cinza, sinais indicadores de cometas. No entanto, não está claro se o restante um terço da população é composta de asteróides.
"Assim como as criaturas míticas, os objectos centauro parecem ter uma vida dupla", disse James Bauer, do Laboratório de Propulsão a Jato da NASA em Pasadena, Califórnia, e autor principal de um artigo publicado online na revista científica Astrophysical Journal, em 22 de Julho. "Os nossos dados apontam para uma origem como cometas para a maioria dos objectos, e provenientes do sistema solar mais profundo." Fonte: NASA

quinta-feira, 30 de maio de 2013

Asteróide que se aproxima da Terra, esta sexta-feira, tem a sua própria lua

Primeiras imagens de radar do asteróide 1998 QE2, obtidas quando se encontrava a cerca de 6 milhões de quilómetros da Terra. O pequeno ponto branco no canto inferior direito é a lua, ou satélite, orbitando o asteróide 1998 QE2 - Crédito: NASA / JPL-Caltech / GSSR 

Esta sexta-feira, 31 de Maio de 2013, o asteróide 1998 QE2 faz a sua maior aproximação à Terra, a cerca de 5.800 mil quilómetros, ou cerca de 15 vezes a distância entre a Terra e a Lua. O asteróide foi descoberto a 19 de Agosto de 1998, pelo Massachusetts Institute of Technology Lincoln Near Earth Asteroid Research (LINEAR). Esta é a maior aproximação que o asteróide fará ao nosso planeta, pelo menos nos próximos dois séculos.
O asteróide está a ser seguido, via radar, por cientistas da NASA e cujas imagens revelaram que 1998 QE2 é um asteróide binário, isto é, tem a sua própria lua (o ponto branco nas imagens). Existe um corpo principal com cerca de 2,7 quilómetros de diâmetro e um período de rotação de menos de quatro horas. A estimativa preliminar para o tamanho do satélite do asteróide, ou lua, é de aproximadamente 600 metros de largura.
As imagens de radar de 1998 QE2 revelam, também, várias características da sua superfície escura que sugerem grandes concavidades. As imagens divulgadas pela NASA foram obtidas na noite de 29 de Maio de 2013, quando o asteróide se encontrava a cerca de 6 milhões de quilômetros da Terra ou 15,6 distâncias lunares.

quinta-feira, 11 de abril de 2013

NASA confirma o seu plano para capturar um asteróide

Ilustração de uma nave espacial robótica utilizando tecnologias avançadas de propulsão eléctrica solar (Solar Electric Propulsion) ou (SEP), que pode ser usada para encontrar, capturar e realojar um asteróide num ponto estável na vizinhança da Lua - Crédito:Analytical Mechanics Associates

O director da NASA, Charles Bolden, confirmou nesta quarta-feira (10 de Abril) que os Estados Unidos pretendem capturar um pequeno asteróide, e aproximá-lo da Terra para ser estudado.
O projecto de orçamento para 2014, apresentado neste mesmo dia pelo presidente Obama, e que deverá ser aprovado pelo Congresso, prevê 17.700 milhões de dólares (13.544 milhões de euros) para financiar os programas da NASA, onde se inclui uma verba (105 milhões de dólares) para a primeira fase do ambicioso plano para capturar um asteróide, chamado "Asteroid Initiative" (Iniciativa Asteróide), que é procurar uma rocha espacial que possa ser rebocada através de um robô para uma órbita estável próxima da Lua, previsto para 2019.
Seria uma rocha pequena, com cerca de 7 metros de diâmetro e 500 toneladas de peso, pois se caísse para a Terra não haveria perigo de impacto, porque iria desintegrar-se ao entrar na atmosfera terrestre.
Mais tarde, astronautas vão descer no asteróide, utilizando a cápsula Orion, actualmente em desenvolvimento, para a sua exploração e, ao mesmo tempo, testar diversas tecnologias.
A Estação Espacial Internacional continua sendo um objectivo importante no programa espacial dos Estados Unidos. O primeiro voo de teste da cápsula Orion, que substitui os vaivéns espaciais, será em 2014. Também continua a construção do telescópio espacial James Webb, sucessor do Hubble, para além das viagens a Marte e a um asteróide.

domingo, 10 de março de 2013

Quatro asteróides aproximaram-se da Terra numa só semana

Asteróides e cometas que atravessam o Sistema Solar constituem um potencial perigo para a vida na Terra - Crédito: NASA (reprodução)

Na última semana, quatro asteróides visitaram a Terra. Uma rocha do tamanho de um campo de futebol e três mais pequenas passaram na nossa vizinhança, entre 4 de Março e hoje (10 de Março). Todos eles foram descobertos este mês, como está registado nos seus nomes, 2013, ano da descoberta.
Os asteróides viajam a velocidades extraordinárias. Talvez tenham razão aqueles cientistas que baptizaram o sistema solar como um "campo de tiro cósmico"! E o nosso bonito Planeta Azul está nesse movimentado campo!
O maior asteróide, 2013 ET, com cerca de 140 metros de comprimento, aproximou-se da Terra este sábado (9 de Março), passando dentro de 965.606 km ou próximo a 2,5 vezes a distância entre a Terra e a Lua. Até 3 de Março, quando foi descoberto, ninguém sabia da sua existência. Mas se houvesse um impacto, ele poderia ter destruído uma cidade.
Também no sábado, um pequeno asteróide de 7 metros de diâmetro, 2013 EC20, fez um voo rasante ao nosso planeta, a uma distância de 150.000 km, menos da metade da distância à Lua.
Outras duas rochas espaciais aproximaram-se da Terra nos últimos sete dias, asteróide 2013 EC e asteróide 2013 EN20, que sobrevoaram o planeta a 4 e 10 de Março, respectivamente.
O asteróide 2013 EC, com 12 metros de comprimento, passou a cerca da mesma distância da Lua, perto de 383,000 km, em 4 de Março. Foi descoberto apenas dois dias antes.
O asteróide 2013 EN20, de 7 metros de diâmetro, aproximou-se do nosso planeta hoje, logo a seguir à órbita da Lua. Só foi descoberto a 7 de Março.

quarta-feira, 6 de março de 2013

Grande asteróide aproxima-se da Terra este fim-de-semana

Gráfico da órbita do asteróide 2013 ET (azul escuro) - Crédito: NASA/JPL Small-Body Database

Um asteróide recentemente descoberto, com o tamanho de um campo de futebol (100 metros de largura), vai passar a 960.000 km da Terra neste fim-de-semana.
A rocha espacial, designada 2013 ET, vai fazer a sua maior aproximação no sábado, 9 de Março, poucos dias depois de outro asteróide de 10 metros de largura, 2013 EC, ter passado em segurança a 370.000 km do nosso planeta, em 4 de Março de 2013.
Na sua maior aproximação, o asteróide 2013 ET vai passar a uma distância equivalente a 2,5 vezes a da Terra à Lua, tornando-se dificel de ver. O Virtual Telescope Project (Projecto de Telescópio Virtual), da responsabilidade do astrofísico Gianluca Masi, vai transmitir ao vivo o voo deste asteróide por telescópio, na sexta-feira(8 de Março), com início às 02:00 EST (19:00 GMT), e que pode ver-se no endereço http://www.astrowebtv.org
De acordo com os cientistas, não há perigo de 2013 ET atingir o planeta, tal como aconteceu com o asteróide 2013 EC. No entanto, as suas passagens causam alguma preocupação, atendendo a que ambos foram descobertos há poucos dias.

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

O que explodiu sobre a Rússia?


Utilizando informação vinda de todo o mundo, os cientistas determinaram o tamanho, peso, trajectória e órbita do asteróide que explodiu sobre a cidade de Cheliabinsk, nos Montes Urais da Rússia, em 15 de Fevereiro de 2013.
Os astrónomos suspeitam que tenha vindo da cintura de asteróides entre Marte e Júpiter e que pertence à família de um conjunto de asteróides denominados Apollo - cuja órbita cruza a da Terra - um dos tipos de Asteróides Próximos da Terra (Near Earth Asteroid ou NEO).
É de salientar o contributo dos cidadãos para o conhecimento do asteróide, através dos inúmeros vídeos amadores que captaram a sua entrada na atmosfera. As imagens divulgadas na internet permitiram aos cientistas verificar que o meteoro fez um "impacto rasante" através da atmosfera da Terra, voando num ângulo de 20º acima da horizontal.
O evento também foi observado por satélites no espaço e detectado por sensores sónicos distribuídos pelo planeta.
Os especialistas estimam que a explosão da rocha espacial, com cerca de 17 metros de diâmetro e 10 mil toneladas de peso, libertou uma energia equivalente a cerca de 500.000 toneladas de TNT. A onda de choque resultante estilhaçou muitos vidros de janelas, ferindo mais de mil pessoas.
Passadas duas semanas sobre o acontecimento, o vídeo divulgado pela NASA mostra os progressos feitos na compreensão da origem e composição da rocha espacial inesperada e que surpreendeu todo o planeta.
Mais informações em http://science.nasa.gov/science-news/science-at-nasa/2013/26feb_russianmeteor/

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Novas evidências sugerem que um asteróide (ou cometa) deu o golpe final nos dinossauros

Ilustração do impacto de um grande objecto espacial com a Terra - Crédito: wikimédia commons

Cada vez se acredita mais que o impacto de um asteróide ou cometa, com alguns quilómetros de diâmetro, devastou os ecossistemas da Terra há milhões de anos, e vitimou boa parte dos seres vivos da época, incluindo os dinossauros e outros répteis gigantes.
Utilizando uma técnica de datação de alta resolução, cientistas do Centro de Geocronologia da Universidade de Berkley, na Califórnia, e de universidades holandesas e britânicas conseguiram determinar com mais precisão as datas de extinção dos dinossauros e do impacto do asteróide ou cometa, que ocorreu por volta do mesmo período.
O evento aconteceu no norte da província Yucatán, no México, e é conhecido por impacto de Chicxulub, nome de uma pequena cidade mexicana perto do local, no mar, onde caiu o objecto espacial.
Os resultados obtidos, publicados na revista Science, mostram que as datas estão tão próximas, que os pesquisadores acreditam que o corpo espacial que atingiu a Terra, se não foi totalmente responsável pela extinção a nível mundial, pelo menos deu o golpe final nos dinossauros.
A nova data do impacto, 66.038 mil anos atrás, é a mesma, dentro dos limites da margem de erro, daquela que é sugerida para a extinção em massa, ocorrida há cerca de 66.043 mil anos atrás. A descoberta esclarece as dúvidas existentes sobre se o impacto ocorreu, de facto, antes ou após a extinção, caracterizada pelo desaparecimento quase imediato de registos fósseis de dinossauros terrestres e muitas criaturas marinhas.

Asteróide próximo da Terra pode ser observado em Portugal, sexta-feira (15)

Asteróide 2012 DA14 vai passar através do sistema Terra-Lua, sexta-feira (15 de Fevereiro de 2013) - Crédito: NASA (reprodução)

Nesta sexta-feira (15 de Fevereiro de 2013), o asteróide 2012 DA14 vai passar muito perto do nosso planeta, fazendo a maior aproximação à Terra que se conhece, para um corpo deste tamanho, embora sem perigo de colisão.
A passagem de 2012 DA14 perto da Terra inicia-se, pelas 19:40, na direcção da Constelação de Virgem, terminando, às 02:00, próximo da Estrela Polar.
Em Portugal, a rocha espacial metálica poderá ser observada como um pequeno ponto luminoso no céu, apesar do seu tamanho, entre as 19:40 (hora de Lisboa) de 15 de Fevereiro e as 02:00 do dia seguinte, de acordo com informações do Centro Ciência Viva (CCV) de Constância.
Por essa altura, o asteróide estará "mais mais brilhante e perto da Terra pelas 19:40, podendo ser visto, com céu muito escuro, até de madrugada com uns binóculos de "boa abertura", normalmente usados para observação de aves".
No céu, o asteróide distingue-se das estrelas por ser um pequeno ponto de luz - luz reflectida do Sol - em movimento.
Para observar o asteróide durante a madrugada, já deverá ser preciso um telescópio amador, pois a magnitude do asteróide aumenta ao longo da sua trajectória.

domingo, 3 de fevereiro de 2013

Asteróide, do tamanho de meio campo de futebol, faz uma aproximação à Terra recorde, em 15 de Fevereiro

Asteróide 2012 DA14 aproxima-se da Terra, atingindo a menor distância conhecida para um asteróide do seu tamanho (cerca de 45 metros de diâmetro), em 15 de Fevereiro de 2013, sem perigo de colisão. A rocha espacial passa dentro da órbita lunar e abaixo dos satélites geoestacionários, a cerca de 27.700 km - Crédito:NASA/JPL-Caltech

O asteróide 2012 DA14, com metade do tamanho de campo de futebol, vai passar muito perto da Terra em 15 de Fevereiro, a uma distância inferior à dos satélites geoestacionários de meteorologia e comunicações, muito mais perto do nosso planeta do que a Lua.
Segundo os especialistas da NASA, a órbita da rocha espacial está bem estudada e não há perigo de colisão com a Terra. Esta passagem tão próxima é uma oportunidade única de analisar melhor o asteróide.
Com base no seu brilho, os astrónomos estimam que 2012 DA14 tem cerca de 45 metros de diâmetro. Mesmo perto da Terra, ele vai aparecer apenas como um ponto de luz no maior dos telescópios ópticos.
O asteróide estará mais próximo da Terra em 15 de Fevereiro, por volta das 23:24 CET (02:00 EST e 19:24 UT), quando estiver a uma distância de cerca de 27.700 km (17,200 milhas) - ou perto de 1/13 da distância à Lua - acima da superfície da Terra.
Embora passando dentro do anel de satélites geoestacionários, localizado a cerca de 35.800 km (22,200 milhas) acima do equador, 2012 DA14 ainda estará bem acima da grande maioria dos satélites, incluindo a Estação Espacial Internacional. Passará rapidamente, a uma velocidade de cerca de 7,8 quilómetros por segundo, no sentido sul-norte em relação à Terra.

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

NASA descarta impacto do asteróide Apophis com a Terra em 2036

Asteróide Apophis foi descoberto em 19 de Junho de 2004. De acordo com os cálculos efectuados por cientistas, ele não vai impactar a Terra em 2029, embora passe muito perto, nem em 2036 - Crédito: UH / IA 

Após a passagem - bastante distante - do asteróide Apophis pela Terra, os cientistas da NASA colocaram de lado a possibilidade do asteróide Apophis chocar com a Terra, durante um voo rasante em 2036. Os cientistas utilizaram informação actualizada obtida através de telescópios em 2011 e 2012, bem como os novos dados conseguidos com a aproximação do asteróide a cerca de 14,5 milhões de Km do nosso planeta, em 9 de Janeiro de 2013.
Descoberto em 2004, o asteróide, que é do tamanho aproximado de 3,5 campos de futebol, chamou logo a atenção de cientistas e meios de comunicação, porque os cálculos iniciais da órbita indicavam uma possibilidade 2,7 por cento de um impacto com a Terra, durante um sobrevoo em 2029. Cálculos posteriores eliminaram essa hipótese, restando ainda uma possibilidade remota de impacto em 2036.
No entanto, os novos dados proporcionados recentemente por observação óptica e radar permitem descartar a hipótese de um impacto do Apophis com a Terra em 2036, segundo os cientistas da NASA.
Para Don Yeomans, director do programa Near-Earth Object Program (NEO), da NASA, "a probabilidade de impacto, tal como estão agora, é inferior a um num milhão, o que nos deixa confortáveis para dizer que podemos efectivamente descartar um impacto com a Terra em 2036. O nosso interesse no asteróide Apophis vai ser essencialmente científico."

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Telescópio Herschel capta imagens do asteróide Apophis, mais próximo da Terra hoje

O Observatório Espacial Herschel, da Agência Espacial Europeia (ESA) captou o asteróide Apophis no seu campo de visão durante a aproximação à Terra, em 5 e 6 de Janeiro de 2013. A imagem mostra o asteróide Apophis em três comprimentos de onda: 70, 100 e 160 microns, respectivamente - Crédito: ESA/Herschel/PACS/MACH-11/MPE/ESAC

O asteróide Apophis, considerado potencialmente perigoso, faz a sua maior aproximação à Terra hoje, 9 de Janeiro de 2013, passando a cerca de 14,5 milhões de Km, não constituindo qualquer perigo de impacto para o nosso planeta, pelo menos desta vez.
Aproveitando a sua maior proximidade, o Observatório Espacial Herschel, da Agência Espacial Europeia (ESA), fez novas observações do asteróide, durante o fim-de-semana passada. Os dados mostram que o asteróide parece ser maior do que a primeira estimativa, e menos reflexivo (reflecte menos luz).
O telescópio Herschel fez as primeiras observações em infravermelho térmico do asteróide, e em diferentes comprimentos de onda.
A rocha espacial catalogada (99942) Apophis (anteriormente 2.004 MN4), é muitas vezes apelidada de "o asteróide do fim-do mundo', após as primeiras observações feitas quando foi descoberto, em 2004, em que se calculou uma probabilidade de 2,7% de atingir a Terra em Abril de 2029. Dados posteriores eliminaram a hipótese de impacto nesta data, embora o asteróide vai passar muito perto, dentro de 36 000 km da superfície da Terra, mais próximo ainda do que as órbitas dos satélites geoestacionários.
Apophis regressará novamente à Terra em 2036, mas não se sabe a que distância, pois prevê-se que a aproximação de 2029 alterará substancialmente a sua órbita.

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Asteróides e cometas para observar em 2013

A 9 de Janeiro de 2013, o asteróide 99942 Apophis, de 270 metros de diâmetro, passará a 14,5 milhões de Km da Terra - Crédito; NEO NASA (Near Earth Object)

Em 2013, a Terra será visitada por vários corpos espaciais, como sempre. No entanto, dois asteróides e dois cometas serão mais notados, quer pelo seu tamanho, raridade ou proximidade do nosso planeta, tornando-se relativamente fáceis de observar.
Na próxima semana, a 9 de Janeiro de 2013, o asteróide "99942 Apophis" - assim chamado em homenagem ao deus egípcio do mal e da escuridão - passará a cerca de 14,5 milhões de quilómetros da Terra.
Avistada pela primeira vez em 2004, esta rocha espacial com cerca de 270 metros de diâmetro, tem uma massa capaz de libertar uma energia equivalente a 25 mil bombas de Hiroshima, caso atingisse o nosso planeta. É considerado um asteróide potencialmente perigoso, pela sua massa e trajectória.
Quando foi descoberto, o "Apophis" causou preocupação entre os especialistas, pois os cálculos preliminares efectuados indicavam uma probabilidade de 2,7% de atingir a Terra em 2029, atendendo à sua trajectória. Cálculos posteriores mais precisos corrigiram os valores encontrados, embora continue a existir "um pequeno risco de impacto" a 13 de Abril de 2036, segundo a NASA, com uma probabilidade de menos de um para 250 mil.

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

As cores dos asteróides troianos de Júpiter

Ilustração dos novos resultados da sonda WISE mostrando, tanto à frente como atrás de Júpiter, grupos de asteróides troianos, em órbita com o gigante gasoso. Observações do WISE também confirmam a suspeita anterior de que há mais asteróides no grupo da frente (cerca de 40% a mais) - Crédito: NASA/JPL-Caltech

Novos resultados do telescópio de infravermelhos WISE, da NASA, revelam que os asteroides troianos de Júpiter (Jovian Trojans) - asteróides que se movimentam à volta do Sol na mesma órbita que Júpiter - são constituídos por rochas predominantemente escuros, com alguma cor bordô, e superfícies opacas reflectindo pouco a luz do Sol.
Os asteróides troianos de Júpiter seguem a mesma órbita que Júpiter, distribuídos em dois grupos, um à frente e outro atrás do gigante gasoso. As observações do WISE também confirmam que há mais asteróides troianos (cerca de 40% mais) no grupo que vai à frente de Júpiter do que no grupo que o segue atrás.
Os resultados estão a ajudar os astrónomos a perceber a origem destes asteróides. O telescópio WISE mostrou que os dois grupos têm rochas muito semelhantes, sem outras vindas de partes diferentes do Sistema Solar.
Os troianos não se parecem com os asteróides do cinturão principal, entre Marte e Júpiter, nem com a família de objectos gelados do cinto de Kuiper, nas regiões exteriores perto de Plutão.

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Asteróide vai passar mais perto da Terra do que a Lua, nesta sexta-feira (12 de Outubro)

Diagrama da órbita do asteróide 2012 TC4 - Crédito: Solar System Dynamics

Um asteróide recentemente descoberto vai passar mais próximo da Terra do que a Lua, nesta sexta-feira (12 de Outubro).
A rocha espacial, de nome 2012 TC4, tem cerca de 17 metros de largura e vai aproximar-se até 95.000 quilómetros da Terra, cerca de um quarto da distância à Lua. No entanto, de acordo com os cientistas, não representa qualquer perigo para o nosso planeta.
O asteróide 2012 vai passar suficientemente perto para poder ser observado e fotografado através de telescópios, brilhando com uma magnitude de aproximadamente 14.
Já hoje, 11 de Outubro, a asteróide poderá ser visto ao vivo e online, nos sites The Virtual Telescope Project e Slooh Space Camera.
2012 TC4 está a ser observado pela NASA, via radar, para determinar melhor a sua órbita desde a descoberta, em 4 de Outubro.
O asteróide 2012 TC4 é um dos dois asteróides a passar pela Terra, esta semana, a uma distância inferior à distância lunar. No domingo (7 de Outubro), uma rocha espacial maior - 32 metros de largura - chamada 2012 TV passou a uma distância de 255000 km, ou cerca de 0,7 vezes a distância da Terra à Lua, situada, em média, a cerca de 383000 km do nosso planeta.
Fonte: Space.com

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Asteróide passa pela Terra esta terça-feira(13 Set.)

Diagrama da órbita, em azul, do asteróide 2012 QG42 - Crédito: NASA/JPL

O asteróide 2012 QG42, que pode ter o tamanho de três campos de futebal, passa pela Terra hoje (13 de Setembro).
A rocha espacial tem entre 190 e 430 metros de largura e foi descoberta no mês passado. Os cientistas dizem que não há hipótese de atingir o nosso planeta nesta sua maior aproximação, em que passa a uma distância cerca de 7,5 vezes a distância Terra-Lua.
No entanto, 2012 QG42 é considerado um "asteróide potencialmente perigoso" pelo Minor Planet Center em Cambridge, Massachusetts, isto é, ele pode representar uma ameaça no futuro.
Pode observar-se online a passagem ao vivo do asteróide nos endereços:
http://www.virtualtelescope.eu/webtv/
http://events.slooh.com/
Fonte: Space.com

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Asteróide Vesta na despedida da sonda Dawn

Mosaico completo de Dawn que sintetiza algumas das melhores vistas da sonda sobre o asteróide gigante Vesta. A montanha elevada no pólo sul - mais de duas vezes a altura do Monte Everest - é visível na parte inferior da imagem. O conjunto de três crateras conhecidas como o "boneco-de-neve" pode ser visto na parte superior esquerda. - Crédito: NASA / JPL-Caltech / UCAL / MPS / DLR / IDA

A missão Dawn, da NASA, apresentou dois mosaicos como despedida de Vesta, utilizando algumas das últimas imagens da sonda enquanto se afastava do gigante asteróide.
O primeiro é um mosaico em preto e branco, mostrando o asteróide completo, criado com as melhores imagens da sonda Dawn, enquanto estudou Vesta desde Julho de 2011 a Setembro de 2012.
O segundo conjunto de imagens é um mapa de relevo, com código de cores, do hemisfério norte de Vesta, a partir do pólo ao equador. Ele incorpora imagens captadas por Dawn nas altas latitudes do norte, e que eram escuras quando a sonda chegou, em Julho de 2011.