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quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Mapa 3D do bojo central da Via Láctea mostra que tem a forma de um amendoím

Ilustração que mostra qual a forma da Via Láctea, quando vista de perfil e de uma perspectiva completamente diferente da que se tem a partir da Terra. O bojo central parece uma bola brilhante de estrelas em forma de amendoim. Os braços em espiral e as suas nuvens de poeira associadas formam uma banda estreita - Crédito: ESO/NASA/JPL-Caltech/M. Kornmesser/R. Hurt

Dois grupos de astrónomos usaram dados de telescópios do ESO e criaram o melhor mapa a três dimensões de sempre das zonas centrais da Via Láctea. Os cientistas descobriram que a região interna da nossa galáxia se parece com um amendoim ou uma estrutura em X, quando observada de certos ângulos. Estruturas semelhantes também foram observadas nas protuberâncias centrais de outras galáxias.
O mapeamento foi conseguido com a ajuda de dados públicos do telescópio de rastreio em infravermelho VISTA do ESO e também a partir de medições dos movimentos de centenas de estrelas muito ténues situadas no bojo central, utilizando o telescópio MPG/ESO de 2,2 metros. O objectivo era obter uma visão muito mais clara da estrutura do bojo central da Via Láctea.

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Ilusão de óptica cósmica numa imagem do Hubble


À primeira vista, esta imagem do telescópio Hubble parece mostrar duas gigantes galáxias entrelaçadas uma na outra numa fusão cósmica para formar uma só. No entanto, é apenas uma questão de perspectva.
Por acaso, estas galáxias parecem estar alinhadas do ponto de vista da Terra e do Hubble. Em primeiro plano, está a galáxia anã irregular PGC 16389 - vista como uma nuvem de estrelas - que encobre parte da sua galáxia vizinha APMBGC 252 125-117, que aparece de perfil e se encontra mais distante.
A imagem do Hubble mostra, também, outras galáxias ainda mais distantes, incluindo uma em espiral vista de frente, no lado direito.
Crédito: ESA/Hubble & NASA, Acknowledgement: Luca Limatola

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Telescópio Hubble explora a origem das galáxias do Universo actual

Ilustração com imagens de galáxias actuais organizadas na forma da sequência de Hubble. O diagrama descreve e separa as galáxias de acordo com a sua morfologia: em espiral (S), elíptica (E) e lenticular (S0). À esquerda do diagrama estão as elípticas, com galáxias lenticulares no meio, e as espirais aparecem nos ramos à direita. As galáxias espirais no ramo inferior apresentam barras no seu centro (galáxia espiral barrada). O nosso universo local exibe grandes galáxias, totalmente formadas e com formas complexas - Crédito: NASA, ESA, M. Kornmesser

As galáxias são importantes blocos de construção fundamentais do Universo. Os astrónomos utilizaram observações do telescópio espacial Hubble para explorar a evolução galáctica no início do universo, e estudar a anatomia de galáxias, pelo menos 1 bilião de anos após o Big Bang.
Os cientistas estudaram os tamanhos, formas e cores de galáxias distantes de mais de 80% da história do Universo. As galáxias actuais apresentam uma variedade de formas diferentes, e são classificados através de um sistema conhecido como a sequência de Hubble (sugerida porEdwin Hubble)
Os astrónomos descobriram que há 11 biliões de anos atrás as galáxias já mostravam esta mesma sequência. Embora pequenas e em processo de formação, a anatomia de galáxias, quando o Universo ainda era muito jovem, não é diferente de galáxias do Universo actual.

quarta-feira, 24 de julho de 2013

Formação explosiva de estrelas pode afectar o crescimento das galáxias

Visualização tridimensional das correntes de gás emanadas pela galáxia próxima NGC 253 (galáxia do Escultor), com formação explosiva de estrelas, observadas pelo radiotelescópio ALMA, no Chile. O eixo vertical mostra a velocidade e o eixo horizontal corresponde à posição ao longo da parte central da galáxia. As cores representam a intensidade da emissão detectada pelo ALMA, onde o rosa corresponde à emissão mais intensa e o vermelho corresponde à mais fraca - Crédito:ALMA (ESO/NAOJ/NRAO)/Erik Rosolowsky

Novas observações do telescópio ALMA no Chile, fornecem a melhor explicação de sempre sobre como a formação estelar vigorosa pode ejectar enormes quantidades de gás, fazendo com que as futuras gerações de estrelas não tenham combustível suficiente para se formar e crescer.
A imagem mostra uma visualização, a três dimensões, das correntes do gás frio de monóxido de carbono observadas pelo Alma na galáxia próxima do Escultor, com formação explosiva de estrelas (ver vídeo).
A Galáxia do Escultor, também conhecida como NGC 253, é uma galáxia em espiral situada na constelação austral do Escultor. Situada a cerca de 11,5 milhões de anos-luz do Sistema Solar, é a galáxia com formação estelar explosiva mais próxima de nós e visível no hemisfério sul.
Utilizando o telescópio Atacama Large Millimeter/submillimeter Array (ALMA), os astrónomos descobriram colunas gigantes de gás frio e denso sendo ejectadas a partir do centro do disco galáctico.
Estes resultados podem ajudar a explicar o facto dos astrónomos terem encontrado muito poucas galáxias de massa elevada no cosmos. Modelos de computador mostram que as galáxias mais velhas, vermelhas, deveriam ter consideravelmente mais massa e um maior número de estrelas do que se observa actualmente. Parece que os ventos galácticos ou as correntes de gás ejectado são tão fortes que retiram à galáxia o combustível necessário à formação da nova geração de estrelas.

quinta-feira, 18 de julho de 2013

Big Brother da Via Láctea

A Grande Irmã da Via Láctea, a galáxia NGC 6744, vista em ultravioleta pelo telescópio Galex, desactivado em Junho deste ano - Crédito: NASA/JPL-Caltech

A imagem mostra a galáxia NGC 6744, uma das mais semelhantes à nossa Via Láctea, no universo local. Foi captada em ultravioleta pelo telescópio espacial Galaxy Evolution Explorer (Galex).
NGC 6744 é maior do que a Via Láctea, com um disco que se estende por 175.000 anos-luz de diâmetro. Nota-se a grande extensão dos seus braços espirais, apresentando formação estelar nas regiões externas. A galáxia está localizada na constelação de Pavo, a cerca de 30 milhões de anos-luz.
O telescópio Galex foi desligado pela NASA, em 28 de Junho de 2013, após dez anos de actividade no espaço, estudando centenas de milhões de galáxias ao longo de 10 biliões de anos de tempo cósmico.
Fonte: NASA

quinta-feira, 18 de abril de 2013

Cientistas descobrem fábrica de estrelas no início do Universo

Ilustração da galáxia HFLS3 detectada, pelo telescópio Herschel, com formação explosiva de estrelas, no início do Universo (menos de um bilião de anos) - Crédito: ESA–C. Carreau

Com a ajuda do telescópio espacial Herschel, da Agência Espacial Europeia, astrónomos descobriram uma galáxia poeirenta muito distante, produzindo estrelas apenas 880 milhões de anos após o Big Bang, que criou o Universo há 13,7 biliões de anos, o que torna esta galáxia a mais antiga com formação explosiva de estrelas que se conhece.
A galáxia recém-descoberta, chamada HFLS3, é quase tão grande como a nossa Via Láctea, mas produz estrelas a uma taxa 2.000 vezes maior, uma verdadeira fábrica de estrelas do Universo primordial. Essas estrelas estão a formar-se a partir do gás interestelar extremamente rico em moléculas como o monóxido de carbono, amónia e água.
De acordo com as actuais teorias da evolução de galáxias, HFLS3 ou outras galáxias tão massivas não deveriam estar presentes logo após o Big Bang. As primeiras galáxias deveriam ser pequenas e, eventualmente, fundiram-se para formar os gigantes que existem no universo actual.
Essas pequenas galáxias primordiais tinham uma produção modesta de estrelas e, só mais tarde - quando o universo tinha um par de biliões de anos - começou a formar-se a grande maioria das galáxias maiores, com gás e poeira suficientes para produzir estrelas em quantidade.
Os astrónomos observaram que essas galáxias com produção explosiva de estrelas predominaram alguns biliões de anos depois do Big Bang.

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Telescópio ALMA localiza galáxias primordiais de forma rápida e precisa

A imagem mostra 6 galáxias do Universo primordial observadas pelo ALMA (a vermelho). As grandes circunferências vermelhas indicam as regiões onde as galáxias foram detectadas pelo APEX. Este telescópio não observou com nitidez suficiente para permitir identificar a galáxia correspondente, já que muitos objetos candidatos aparecem em cada circunferência. As observações ALMA, nos comprimentos de onda do submilímetro, encontram-se sobrepostas à imagem infravermelha da região, situada na constelação austral da Fornalha, no chamado Chandra Deep Field South, obtida pela câmara IRAC, a bordo do Telescópio Espacial Spitzer - Crédito: ALMA (ESO/NAOJ/NRAO), APEX (MPIfR/ESO/OSO), J. Hodge et al., A. Weiss et al., NASA Spitzer Science Center

Uma equipa de astrónomos utilizou o telescópio ALMA (Atacama Large Millimeter/submillimeter Array) para determinar a localização de mais de 100 galáxias, com formação estelar intensa, no Universo primordial.
No início do Universo, os eventos de formação estelar mais intensos ocorreram em galáxias distantes com grande quantidade de poeira cósmica. Estas galáxias são essenciais para compreender a formação e evolução galáctica ao longo da história do Universo, no entanto a poeira torna-as escuras, o que dificulta a sua identificação com telescópios ópticos.
O telescópio ALMA observa a radiação a maiores comprimentos de onda, por volta do milímetro, conseguindo imagens mais nítidas. Apenas em algumas horas, o novo telescópio fez tantas observações destas galáxias distantes como as que tinham sido feitas por todos os telescópios semelhantes de todo o mundo ao longo de mais de uma década.

quarta-feira, 13 de março de 2013

Telescópio ALMA observa a formação explosiva de estrelas com lente gravitacional

A montagem combina dados do ALMA com imagens do Telescópio Espacial Hubble da NASA/ESA, de quatro galáxias distantes. As imagens ALMA, apresentadas a vermelho, mostram as galáxias distantes de fundo a serem distorcidas pelo efeito de lente gravitacional, produzido pelas galáxias que se encontram em primeiro plano, e que são apresentadas a azul com dados do Hubble. As galáxias de fundo aparecem em forma de anéis de luz, os chamados anéis de Einstein, rodeando as galáxias mais próximas - Crédito:ALMA (ESO/NRAO/NAOJ), J. Vieira et al.

Observações feitas com o telescópio Atacama Large Millimeter/submillimeter Array (ALMA) mostram que a formação estelar mais intensa no cosmos ocorreu muito mais cedo do que se supunha anteriormente.
Pensa-se que a formação explosiva de estrelas aconteceu em galáxias brilhantes de grande massa, no Universo primordial. Estas galáxias convertem enormes reservatórios de gás e poeira cósmica em novas estrelas a uma taxa impressionante - muito mais rapidamente que a formação estelar noutras galáxias mais calmas como a nossa Via Láctea.
Olhando para estas galáxias distantes - a sua luz demorou muitos milhares de milhões de anos a chegar até nós - os astrónomos conseguem observar esta fase intensa do Universo jovem.
“Quanto mais distante estiver uma galáxia, mais longe no tempo a estamos a ver, por isso ao medir distâncias podemos reconstruir a linha cronológica de quão vigorosa é a formação estelar no Universo nas diferentes épocas da sua história de 13,7 mil milhões de anos,” disse Joaquin Vieira (California Institute of Technology, EUA), que liderou a equipa e é também o autor principal de um dos artigos publicados na revista Nature.
Usando o telescópio ALMA para captar a radiação emitida por 26 destas galáxias, os cientistas ficaram surpreendidos ao descobrir que muitas destas galáxias longínquas e poeirentas que estão a formar estrelas, se encontram ainda mais longe do que esperavam. Isto significa que, em média, os episódios de formação estelar intensa ocorreram há 12 mil milhões de anos atrás, quando o Universo tinha menos de 2 mil milhões de anos, ou seja, mil milhões mais cedo do que se pensava anteriormente.
Além disso, duas destas galáxias são as mais distantes deste tipo de galáxias alguma vez observadas - a sua luz começou a sua viagem quando o Universo tinha apenas mil milhões de anos - e numa delas detectou-se água entre as moléculas observadas, o que marca as observações de água mais distantes no cosmos publicadas até à data.

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Anéis coloridos da galáxia Andrómeda

Nova visão da galáxia de Andrómeda, obtida pelo Observatório Espacial Herschel, em luz inframelha distante . Crédito: ESA / Herschel / PACS & SPIRE Consortium, O. Krause, HSC, H. Linz

Coloridos anéis de poeira, semelhantes a redemoinhos, sobressaem nesta deslumbrante nova imagem da galáxia Andrómeda, captada pelo Observatório espacial Herschel.
Situada a 2,5 milhões de anos-luz de distância, é a maior galáxia próxima da Via Láctea. Os cientistas estimam que Andrómeda possa ter um trilião de estrelas, enquanto que a Via Láctea contém centenas de biliões. A sua proximidade faz dela um laboratório ideal para estudar a formação de estrelas e a evolução de galáxias.
Sendo sensível à luz infravermelha distante da galáxia, o observatório espacial revela os seus anéis de nuvens de poeira fria. Muita dessa poeira é a mais fria da galáxia - apenas algumas dezenas de graus acima do zero absoluto. As nuvens muito frias são mais brilhantes e aparecem com cor avermelhada, enquanto as mais quentes têm uma aparência azulada.
A imagem de Herschel também revela poeira entre os anéis concêntricos, assim como aglomeração de grãos de poeira, ou o crescimento de mantos de gelo sobre os grãos, na periferia da galáxia.
Outra espectacular visão dos anéis coloridos de Andrómeda, realçando as áreas de formação estelar, pode ser vista neste endereço.
Fonte: NASA

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Cientistas revelam a maior galáxia do Universo

Esta imagem da gigante galáxia espiral barrada NGC 6872 combina imagens de luz visível do telescópio Very Large, do Observatório Europeu do Sul (ESO), com dados em ultravioleta extremo do telescópio GALEX, da NASA e, ainda, dados infravermelhos adquiridos pelo telescópio espacial Spitzer, da NASA. A espiral tem 522.000 anos-luz (medidos entre as extremidades dos braços), o que a torna cerca de 5 vezes maior do que a nossa galáxia, a Via Láctea. A pequena galáxia de disco IC 4970, que está a interagir com NGC 6872, está localizada acima da região central da espiral - Crédito: NASA Goddard Space Flight Center / ESO / JPL-Caltech / DSS 

Embora a espectacular galáxia espiral barrada NGC 6872 já fosse classificada entre os maiores objectos estelares conhecidos, uma equipa de astrónomos dos Estados Unidos, Chile e Brasil descobriu, agora, que é a maior galáxia espiral alguma vez registada.
Os cientistas analisaram dados de arquivo da missão Galaxy NASA Evolution Explorer (Galex), e ficaram surpreendidos ao ver uma grande faixa de luz ultravioleta formada por jovens estrelas, indicando uma enorme galáxia. O satélite Galex foi construído para procurar a luz ultravioleta irradiada por estrelas novas. Foi desligado em Fevereiro de 2012.
A galáxia NGC 6872 mede cerca de 522.000 anos-luz, entre as extremidades dos seus braços exagerados, com cinco vezes o tamanho da nossa galáxia, a Via Láctea. Este tamanho fora do vulgar deve-se à interacção entre NGC 6872 e a pequena galáxia de disco IC 4970, localizada acima da região central da galáxia espiral. Os cientistas acreditam que esta tem um quinto do tamanho da primeira, e que terá sido atraída por ela, tornando NGC 6872 maior do que se julgava.
Este interessante par de galáxias encontra-se a 212 milhões de anos-luz da Terra, na constelação de Pavo, no hemisfério sul. Os astrónomos acreditam que as grandes galáxias, incluindo a Via Láctea, cresceram absorvendo inúmeros sistemas estelares mais pequenos, durante biliões de anos.
Fonte: NASA

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Galáxia monstruosa não apresenta núcleo brilhante

A galáxia elíptica gigante no centro da imagem, obtida pelo Telescópio Espacial Hubble, é o membro mais massivo e mais brilhantes do aglomerado de galáxias Abell 2261. A galáxia tem cerca de 10 vezes o diâmetro da Via Láctea, com um núcleo difuso preenchido com uma névoa de luz das estrelas. As observações do Hubble foram feitas em Março-Maio ​​de 2011 - Crédito: NASA; ESA; M. Postman, STScI; T. Lauer, NOAO, Tucson; equipa Clash.

Com a ajuda do Telescópio Espacial Hubble, astrónomos observaram uma nova e extraordinária gigantesca galáxia elíptica que pode ter aumentado devido à acção de um ou mais buracos negros no seu núcleo. A galáxia, com pouco mais de um milhão de anos-luz, tem cerca de 10 vezes o diâmetro da nossa galáxia, a Via Láctea.
Esta galáxia inchada pertence a um tipo incomum de galáxias com núcleo difuso, preenchido por uma névoa de luz das estrelas, onde deveria existir, normalmente, um pico de luz concentrada em torno de um buraco negro central.
Os astrónomos mediram a quantidade de luz das estrelas por toda a galáxia, denominada A2261-BCG, revelando que o núcleo da galáxia inchada, com cerca de 10.000 anos-luz, é o maior já visto.
O artigo descrevendo os resultados foi publicado, em 10 de Setembro de 2012, no Astrophysical Journal. Os astrónomos esperavam ver uma concentração ligeira de luz no centro da galáxia, marcando a localização do buraco negro e estrelas envolventes. Em vez disso, a intensidade da luz das estrelas permaneceu bastante uniforme em toda a galáxia.

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Telescópio Espacial Spitzer vê luzes de estrelas a vaguear

Ilustração de fluxos de luzes de estrelas errantes entre galáxias, observadas pelo telescópio Spitzer - Crédito: NASA / JPL-Caltech

Utilizando o Telescópio Espacial Spitzer, da NASA, uma nova pesquisa de cientistas sugere que um brilho misterioso de infravermelho, que atravessa todo o nosso céu, tem origem em estrelas errantes, arrancadas de galáxias.
Quando as galáxias crescem, elas fundem-se e tornam-se gravitacionalmente unidas, num violento processo de que resultam correntes de estrelas que estão a ser arrancadas das galáxias. Esses fluxos, chamados de "tidal tails" (caudas de maré), podem ser vistos na ilustração. Os cientistas dizem que o telescópio Spitzer está a captar o brilho colectivo de estrelas como essas, que permanecem no espaço entre as galáxias.
A ilustração é adaptada, em parte, a partir de imagens obtidas pelo Telescópio Espacial Hubble.
Crédito da imagem: NASA / JPL-Caltech

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

A Via Láctea está rodeada por um halo de gás quente

Ilustração do enorme halo de gás quente (em azul) à volta da galáxia Via Láctea. No canto inferior esquerdo da Via Láctea, estão a Pequena e a Grande Nuvem de Magalhães, duas pequenas galáxias vizinhas. O halo de gás está representado com um raio de cerca de 300.000 anos luz, embora possa estender-se bastante mais - Crédito: NASA/CXC/M.Weiss; NASA/CXC/Ohio State/A.Gupta et al.

Os astrónomos encontraram evidências que a nossa galáxia Via Láctea está envolta num enorme halo de gás quente, que se estende por centenas de milhares de anos-luz.
Estimou-se que a massa do halo é comparável à massa de todas as estrelas da Via Láctea. Se o tamanho e a massa desta nuvem de gás forem confirmados, poderia resolver o problema da "falta de bariões" na galáxia.
Os cientistas suspeitam que o halo é composto principalmente de hidrogénio, com um pouco de oxigénio e outros elementos. A temperatura, o tamanho e a massa foram estimados usando dados do Observatório de raios X Chandra, da NASA, Observatório Espacial XMM-Newton, da ESA e o satélite Suzaku, do Japão. O valor da temperatura do halo está entre 1 milhão e 2,5 milhões de graus Kelvin.

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Galáxia da idade das trevas do universo revelada através de lente gravitacional

Na imagem à esquerda surge o grande aglomerado de galáxias, chamado MACS J1149 2223. A lente gravitacional formada pelo gigante aglomerado ampliou, cerca de 15 vezes, a luz da galáxia mais distante recém-descoberta, conhecido como 1149-JD MACS, que as caixas à direita mostram com mais detalhe - Crédito: NASA/ESA/STScI/JHU

Utilizando o poder combinado dos telescópios espaciais Spitzer e Hubble e, ainda, um efeito de ampliação cósmica, os astrónomos descobriram uma galáxia que consideram ser a mais distante já encontrada.
A luz da galáxia primitiva viajou aproximadamente 13,2 biliões de anos-luz antes de ser observada pelos telescópios, isto é, quando o universo  tinha cerca de 500 milhões de anos.
Esta distante e antiga galáxia existia quando o universo começou a sair da chamada "idade das trevas". Durante este período, o universo passou de uma vastidão escura e sem estrelas para um universo reconhecível e cheio de galáxias. A descoberta desta pequena e fraca galáxia abre uma janela até às épocas mais remotas da história do universo.

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Alfabeto galáctico - galáxias com formas da A a Z

Voluntários do projecto Galaxy Zoo descobriram galáxias com formas das letras do alfabeto - Crédito: Galaxy Zoo 

Voluntários que participam do projecto online Galaxy Zoo mostraram que o universo é uma verdadeira sopa de letras, tem galáxias com formas de todas as letras do alfabeto de A a Z.
Desde 2007, o projecto Galaxy Zoo convida as pessoas em todo o mundo para classificar galáxias pela sua forma. Até agora, mais de 250.000 pessoas já classificaram cerca de 1 milhão de imagens, o que é considerado uma ajuda preciosa aos cientistas e um grande contributo para o conhecimento sobre a formação e evolução de galáxias.
No entanto, a actividade trouxe resultados inesperados e invulgares. Os voluntários descobriram galáxias com a forma de cada uma das letras do alfabeto. É um exemplo do fenómeno chamado pareidolia, em que o cérebro humano reconhece formas conhecidas em imagens aleatórias.
Segundo os cientistas, algumas dessas formas resultam de colisões entre galáxias.
Os responsáveis do site esperam a participação do público no novo projecto Galaxy Zoo,  agora enriquecido com mais 250 mil novas imagens de galáxias do universo profundo, do Telescópio Espacial Hubble, e galáxias do universo local, do telescópio terrestre Sloan Digital Sky Survey.
Entretanto, já se pode utilizar o alfabeto galáctico e escrever mensagens bem luminosas, no endereço http://www.mygalaxies.co.uk, um site criado por Steven Bamford, da Universidade de Nottingham, um dos membros do Galaxy Zoo.
Fonte: Space.com

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Retrato de família de galáxias

A imagem do Telescópio Espacial Hubble apresenta o par de galáxias, conhecido por Arp 116, formado pela galáxia elíptica gigante M60 (no centro), e a galáxia espiral azulada mais pequena, NGC 4647 (em cima e à direita) - Crédito: NASA/ESA

Duas galáxias muito diferentes foram fotografadas juntas pelo Telescópio Espacial Hubble. A brilhante galáxia elíptica gigante Messier 60 e a galáxia espiral NGC 4647, muito menor, formam um par peculiar e interessante conhecido por Arp 116.
Messier 60 é a terceira mais brilhante do aglomerado de mais de 1300 galáxias, na constelação de Virgem. É maior que a vizinha, e tem uma cor dourada devido ao grande número de estrelas antigas, frias e vermelhas. Pelo contrário, NGC 4647 tem muitas estrelas jovens e quentes que dão um tom azulado à galáxia.
M60 fica a aproximadamente a 54 milhões de anos-luz de distância da Terra e NGC 4647 a cerca de 63 milhões de anos-luz. Em qualquer um dos casos, a luz que vemos hoje foi emitida depois de se extinguirem os dinossáurios na Terra, embora em momentos diferentes.
Vistas da Terra, as duas galáxias parecem sobrepostas em parte, mas não há evidências claras de formação de novas estrelas. Quando duas galáxias interagem, a atração gravitacional mútua pode fazer colapsar as nuvens de poeira, provocando uma súbita formação explosiva de estrelas.
Embora não pareça ser a situação do par Arp 116, a análise detalhada das imagens do Hubble sugerem o início de uma certa interacção entre as duas galáxias.
O retrato desta família de galáxias é um mosaico de imagens tiradas em luz visível e infravermelha. Fonte: Hubble/ESA

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

WISE observou quasars e galáxias hot DOGs

Pesquisando todo o céu em infravermelho o telescópio WISE da NASA identificou milhões de candidatos a quasar (circulos amarelos) - Crédito: NASA/JPL-Caltech/UCLA

O telescópio espacial Wide-field Infrared Survey Explorer (WISE) descobriu uma enorme quantidade de buracos negros supermassivos e uma população menor de objectos raros, que os cientistas chamam de galáxias "hot DOGs" e que são galáxias quentes obscurecidas pela poeira.
As descobertas foram feitas a partir dos dados recolhidos pelo telescópio de infravermelhos WISE, da NASA, que examinou o céu inteiro, duas vezes, em luz infravermelha, entre Dezembro de 2009 e Fevereiro de 2011, captando milhões de imagens de objectos espaciais variados como, por exemplo, asteróides potencialmente perigosos para a Terra.
O catálogo completo das suas observações durante a missão foi lançado publicamente, em Março de 2012, permitindo aos astrónomos fazer novas descobertas.

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

As galáxias também podem ser solitárias

Galáxia irregular DDO 190, a nove milhões de anos luz do sistema solar, observada pelo Telescópio Espacial Hubble, em luz visível e infravermelho. Andrómeda está mais próxima da Via Láctea do que DDO 190 do seu vizinho mais perto - Crédito: ESA/Hubble & NASA

Tal como vivem alguns seres humanos no planeta Terra com nove biliões de humanos, também existem galáxias aparentemente isoladas num universo de milhões de galáxias. O Telescópio Espacial Hubble observou uma dessas galáxias solitárias, de nome DDO 190, captada na imagem acima.
O nosso sistema solar faz parte da grande galáxia espiral Via Láctea, que tem por companhia numerosas galáxias anãs. No entanto, a pequena galáxia irregular DDO 190 não tem vizinhos próximos. Na imagem podem ver-se, em fundo, um grande número de galáxias distantes, espirais, elípticas e outras de formas menos definidas.

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Um redemoinho azul no Rio: galáxia tranquila com explosões violentas de supernovas

Imagem da galáxia espiral NGC 1187, obtida com o Very Large Telescope do ESO, situada a cerca de 60 milhões de anos-luz de distância, na constelação do Erídano (O Rio). Em NGC 1187 aconteceram duas explosões de supernova nos últimos trinta anos, a última das quais em 2007, marcada pelo círculo na imagem - Crédito: ESO 

O telescópio Very Large do ESO (VLT) captou uma nova imagem espectacular e muito detalhada da galáxia NGC 1187, uma espiral perfeita situada a cerca de 60 milhões de anos-luz de distância na constelação do Erídano (O Rio).
Embora de aspecto tranquilo, esta impressionante galáxia já registou duas explosões de supernova nos últimos trinta anos, a última das quais em 2007.
Nesta observação do VLT, a galáxia é vista praticamente de frente, distinguindo-se cerca de meia dúzia de braços espirais proeminentes, cada um contendo enormes quantidades de gás e poeira. As zonas azuladas nos braços indicam a presença de estrelas jovens nascidas de nuvens de gás interestelar.
Na parte central de NGC 1187 brilha o bojo da galáxia com uma estrutura barrada, de cor amarela, quase todo constituído por estrelas velhas, gás e poeira. Pensa-se que a estrutura central em barra actua como um mecanismo que canaliza o gás dos braços em espiral para o centro, aumentando a formação estelar nessa região.

terça-feira, 31 de julho de 2012

Emissão de raios X a partir dos restos de uma supernova recente

Galáxia M83 vista pelo Observatório de raios X Chandra, da NASA. As cores vermelho, verde e azul, mostram energias de raios X baixas, médias e altas, respectivamente. A seta indica a localização da emissão de raios X pelo remanescente da supernova SN 1957D - Crédito: NASA/CXC/STScI/K.Long et al., Optical: NASA/STScI

Nova imagem de M83, obtida pelo Observatório de raios X Chandra, da NASA, em 2010 e 2011, uma das observações em raios X mais profundas de uma galáxia espiral para além da nossa. A visão mostra as energias de raios X baixas, médias e altas observadas pelo Chandra, representadas a vermelho, verde e azul, respectivamente.
Esta observação, resultante de uma exposição durante quase oito dias e meio, em 2010 e 2011, revelou pela primeira vez a emissão de raios X a partir dos destroços da explosão de uma supernova observada em 1957, nomeada SN 1957D, porque foi a quarta supernova descoberta nesse ano.
O remanescente da supernova encontra-se localizado na borda interna do braço espiral (assinalada por seta na imagem), um pouco acima do centro da galáxia M83, a cerca de 15 milhões de anos-luz da Terra.
A análise dos níveis de energia dos raios X, provenientes de SN 1957D, sugere que a estrela que foi destruída na supernova agora é uma estrela de neutrões ou pulsar, uma estrela que gira rapidamente, muito densa e que se formou por colapso do núcleo dessa estrela que explodiu. Além disso, este pulsar pode estar a produzir um casulo de partículas carregadas movendo-se rapidamente à sua volta, como uma nebulosa de vento de pulsar.
De acordo com os cientistas, se esta interpretação for confirmada, o pulsar em SN 1957D está a ser observado com uma idade de 55 anos, um dos mais novos pulsares conhecidos.
Fonte: NASA e Observatório Chandra