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domingo, 4 de março de 2012

Emissão de sulfureto de hidrogénio na África

No final de Fevereiro de 2012, o satélite Terra da NASA, captou esta imagem, em tom natural, mostrando a coloração verde pálido das águas do Oceano Atlântico, ao longa da costa da Namíbia, África, numa extensão de cerca de 150 km - Crédito: NASA/Jeff Schmaltz, LANCE/EOSDIS MODIS Rapid Response Team at NASA GSFC

A cor verde não resulta da formação de fitoplâncton - que apresenta cores mais vivas - mas indica altas concentrações de enxofre em águas com baixa concentração de oxigénio.
Periodicamente, há emissão de gás sulfídrico (sulfureto de hidrogénio) ao longa da costa do deserto da Namíbia. As correntes oceânicas transportam para a região águas pobres em oxigénio, que pode esgotar-se devido a processos químicos e biológicos. Os sedimentos no fundo do mar local, são também ricos em matéria orgânica. Quando a matéria orgânica se decompõe num ambiente pobre em oxigénio, pode resultar emissão de sulfureto de hidrogénio. Antes dos satélites, os moradores da região identificavam o gás pelo seu cheiro característico a ovos podres.
Estes processos não alteram apenas a cor das águas, são também tóxicos para os organismos marinhos locais. Morrem peixes nas águas pouco oxigenadas, no entanto, as suas carcaças permitem a vida de outros, como as aves e lagostas da região que se alimentam delas. Até mesmo algumas espécies de foraminíferos - minúsculos organismos marinhos com concha - prosperam nos sedimentos pobres em oxigénio do fundo do mar, ao largo da costa da Namíbia. É o ciclo da vida em pleno funcionamento.
Fonte: NASA/Earth Observatory

sábado, 11 de fevereiro de 2012

O redemoinho e o plâncton

Ampliação do redemoinho sinalizado pela "explosão" de fitoplâncton  no Atlântico Sul, captado pelo satélite Terra, em 26 de Dezembro de 2011 - Crédito: NASA/Earth Observatory/Jesse Allen

O satélite Terra, da NASA, captou esta imagem, em cor natural, de um profundo redemoinho (eddy) no Oceano Atlântico, cerca de 800 Km a sul da África do Sul, em 26 de Dezembro de 2011.
A imagem ampliada mostra a estrutura de vórtice do redemoinho, marcada em azul claro pela proliferação de plâncton, com cerca de 150 Km de largura.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

A Terra vista do Espaço: proliferação de fitoplâncton em forma de oito(8)

Proliferação de fitoplâncton, em forma de oito, no Oceano Atlântico Sul - Crédito: ESA

Imagem do satélite Envisat, adquirida em 2 de Dezembro de 2011, mostrando uma proliferação de redemoinhos de fitoplâncton, em forma de oito(8), no Oceano Atlântico Sul, a cerca de 600 km a leste das Ilhas Malvinas.
Nesta altura no hemisfério sul, o oceano enriquece-se em minerais com a mistura das águas superficiais e as águas mais profundas. O fitoplâncton depende desses minerais, desenvolvendo-se desta maneira, normalmente na primavera e no verão.
Estes organismos microscópicos são a base da cadeia alimentar marinha, e desempenham um grande papel na remoção do dióxido de carbono da atmosfera e da produção de oxigénio nos oceanos. Ajudando a regular o ciclo do carbono, o fitoplâncton é importante para o sistema climático global. Pode apresentar-se com diferentes cores, como o azul e verde da imagem, indicando diferentes tipos e quantidades de fitoplâncton.
Os satélites de observação terrestrre monitorizam estas algas, quando proliferam, tentando identificar as espécies e a sua toxicidade através do pigmento de clorofila que apresentam (a sua cor).
Atendendo a que o fitoplâncton é sensível às mudanças ambientais, é importante a sua monitorização relativamente às alterações climáticas ou até para identificar as proliferações potencialmente prejudiciais.
Fonte: ESA

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Explosão de cores no Mar de Barents


Uma explosão massiva de fitoplâncton, com milhões de organismos microscópicos, fez explodir estes tons brilhantes de azul e verde no Mar de Barents, comum na área durante o mês de Agosto. A imagem foi obtida pelo Moderate Resolution Imaging Spectroradiometer ( MODIS ), do satélite Aqua, em 14 de Agosto de 2011. A cor azul leitosa indica que existe, provavelmente, cocolitóforos, que é plâncton microscópico com uma carapaça de carbonato de cálcio branco. Quando vistos através da água do oceano, os cocolitóforos tendem a ser azul brilhante. Outras cores podem resultar de sedimentos ou outras espécies de fitoplâncton, particularmente diatomáceas.
A área na imagem está localizada imediatamente a norte da península escandinava. Todos os anos ocorrem explosões de plâncton com centenas ou mesmo milhares de quilómetros no Atlântico Norte e Oceano Ártico, fazendo com que muitas espécies prosperem nestas águas frias, que tendem a ser mais ricas em nutrientes e vida vegetal que as águas tropicais.
Fonte: Earth Observatory