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terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Descoberto primeiro fóssil de ave com dentes adaptados para alimentos duros

Ilustração da ave Sulcavis geeorum em voo - Crédito: Stephanie Abramowicz

Enquanto as aves actuais possuem bico para se alimentarem, órgãos com proporções e formas variadas - reflectindo a diversidade de habitats -, os seus antepassados fósseis apresentavam dentes. Agora foi descoberto um novo fóssil que mostra que algumas aves fósseis evoluíram desenvolvendo dentes adaptados a dietas especializadas.
Um estudo dos dentes de uma nova espécie de ave primitiva, Sulcavis geeorum, publicado na última edição do Journal of Vertebrate Paleontology, sugere esta ave fóssil tinha os dentes capazes de comer presas com exoesqueletos duros, como insectos ou caranguejos.
Os investigadores acreditam que os dentes do novo exemplar fazem aumentar bastante a diversidade conhecida de formas de dentes das aves primitivas, revelando uma diversidade ecológica anterior não reconhecida.
Sulcavis geeorum é uma ave Enantiornithes, do Cretáceo Inferior (121-125 milhões de anos) da província de Liaoning, na China. Enantiornithes constituía um grupo primitivo (já extinto) de aves, as mais numerosas do Mesozóico (o tempo dos dinossauros). Sulcavis é a primeira descoberta de uma ave com dentes ornamentados de esmalte.

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Bicentenaria argentina, uma nova espécie de dinossáurio carnívoro, com 90 milhões de anos

Ilustração da nova espécie (reprodução)

O Museu Argentino das Ciências Naturais anunciou a descoberta dos restos fossilizados de uma nova espécie de dinossáurio carnívoro, que podem fornecer informações importantes para compreender a evolução dos antepassados das aves. Os seus ossos estão em exposição no museu.
A nova espécie foi designada por Bicentenaria argentina, o nome escolhido pelos investigadores do museu para comemorar os dois séculos da independência argentina e, também, os 200 anos da criação do museu.
Os cientistas pensam que este dinossáurio possa ser o primeiro representante encontrado de uma nova linhagem da família dos Coelurosauria, aqueles dinossáurios que eventualmente originaram as aves.(ligação ao vídeo de apresentação da espécie, no final da mensagem)

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Fósseis de tartarugas em pleno acto sexual, há 47 milhões de anos

Um dos pares de tartarugas fósseis já extintas Allaeochelys crassesculpta encontradas em Messel, na Alemanha. O macho (à direita), é cerca de 20% menor que a fêmea (à esquerda) e pode ser reconhecido pela sua cauda relativamente mais longa - Crédito: "Royal Society"

Uma equipa de cientistas alemães, da Universidade de Tübingen, encontraram os fósseis de duas tartarugas que estavam unidas na postura própria da cópula quando morreram. Assim foram encontradas, 47 milhões de anos depois, no local de Messel, perto de Darmstadt, na Alemanha. A descoberta vem publicada na revista 'Biology Letters' da Royal Society britânica.

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Encontrado fóssil de enguia aquática com uma coluna vertebral de animal terrestre

A enguia fóssil Tarrasius problematicus (reconstruída na imagem), de 345 milhões de anos de idade, tem uma surpreendente coluna vertebral semelhante à humana, de acordo com a nova pesquisa da Universidade de Chicago - Crédito: Lauren Sallan/University of Chicago

A descoberta do fóssil de uma enguia de 345 milhões de anos veio contrariar o método usado pelos paleontólogos, há muito tempo, para determinar se um animal é aquático ou terrestre. Até agora eles acreditavam que uma coluna com vários segmentos era uma característica exclusiva dos animais que vivem na terra, os tetrápodes. Mas este fóssil apresenta a mesma característica anatómica de um animal de terra, apesar de ser aquático. A descoberta sugere que esta anatomia evoluiu separadamente e pode ter surgido antes dos primeiros animais terrestres caminharem sobre a Terra.
A enguia da espécie Tarrasius problematicus viveu nas águas rasas onde hoje é a Escócia, no período Carbonífero entre 359 milhões e 318 milhões de anos atrás.
Tal como em muitos peixes, pensava-se que ela deveria ter uma coluna vertebral com dois segmentos, corpo e cauda. Mas a investigação publicada no periódico científico Proceedings of the Royal Society B descreve a coluna vertebral da enguia com cinco segmentos, muito mais semelhante à coluna dos animais terrestres, incluindo o homem.
Mais informações em University of Chicago Medical Center

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Fóssil de um tiranossauro asiático vai ser leiloado na Internet

'Tyrannosaurus bataar', Tyrannosaurus asiático - Fonte: wikipédia

O esqueleto de um dinossáurio que viveu há 70 milhões de anos no deserto de Gobi, na Ásia Central, vai ser leiloado pela Internet, no próximo dia 20 de Maio, com uma base de licitação de 875 mil dólares (671 mil euros).
O leilão vai ser feito pela Heritage Auctions, a leiloeira norte-americana especializada em leilões pela Internet. A empresa estima que o esqueleto de um 'Tyrannosaurus bataar' possa atingir um valor entre 950 mil e 1,5 milhões de dólares (720 mil euros e 1,1 milhões de euros). No mesmo dia serão leiloados outros fósseis e minerais raros.

terça-feira, 27 de março de 2012

Uma espécie extinta de mocho foi descoberta na Madeira

O mocho-de-orelhas (Otus mauli) foi a primeira ave de rapina nocturna a extinguir-se na Madeira. Actualmente, só a coruja-das-torres nidifica no arquipélago - Fonte: wikipédia

Uma equipa internacional de investigadores, liderada por Juan Carlos Rando, da Universidade de La Laguna, Tenerife, Canárias, descreveu um novo tipo de fóssil de mocho-de-orelhas pertencente a uma nova espécie, o mocho-de-orelhas de Maul, a primeira ave extinta no arquipélago da Madeira (Portugal).

quinta-feira, 1 de março de 2012

Pulgas gigantes podem ter incomodado os dinossáurios

Uma equipa internacional de cientistas descobriu fósseis (9) de pulgas gigantes, entre três e quatro vezes maiores que as actuais, nas províncias chinesas de Daohugou, Mongolia Interior e Liaoning. As pulgas foram datadas de épocas diferentes, do Jurássico médio (há 165 milhões de anos) e do Cretácico inferior (entre 145 e 99 milhões de anos). A descoberta das "pulgas jurássicas" vem publicada na revista Nature.
Seguir o link para ver imagem maior.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Os cavalos primitivos chegaram a ser tão pequenos como gatos domésticos, devido ao calor

Durante o Máximo Térmico do Paleoceno – Eoceno, há cerca de 56 milhões de anos, os cavalos primitivos reduziram o seu tamanho. Quando o clima arrefeceu, evoluiram para tamanhos maiores, tal como são actualmente - Fonte: wikipédia

Os primeiros cavalos que apareceram, hé 56 milhões de anos, eram muito pequenos. Mas, durante os 130.000 anos seguintes, chegaram a ficar tão pequenos como gatos domésticos.
Estes cavalos primitivos, Sifrhippus sandrae, encolheram de tamanho para se adaptarem às altas temperaturas, provavelmente provocadas por gigantescas erupções vulcânicas. É a conclusão de um estudo publicado nesta quinta-feira na revista Science, onde os pesquisadores estimam que os pequenos cavalos terão perdido cerca de 30% da sua massa corporal (reprodução artística comparando o cavalo moderno com o primitivo Sifrihippys).
Os cientistas consideram que estes resultados podem dar indicações de como é que os animais actuais vão adaptar-se ao aquecimento provocado pelas alterações climáticas provocadas pelo homem.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Descoberta floresta fossilizada com 298 milhões de anos, início do período Pérmico da História da Terra

Os pesquisadores dataram a floresta fóssil com uma idade de 298 milhões de anos, no início do Permiano, quando os continentes tinham uma distribuições muito diferente da de hoje. A Europa actual e a América estavam unidas e China ficava num continente afastado. O clima era semelhante ao ao actual - Fonte: wikipédia

Uma floresta com quase 300 milhões de anos foi encontrada numa mina no norte da China. A floresta de fetos arbóreos foi coberta e preservada por cinzas vulcânicas, como aconteceu com a cidade romana de Pompeia, sepultada pelas cinzas do Vesúvio durante a erupção de 79 d.C.
O estudo desta jazida fóssil, de grande extensão, está descrito na revista Proceedings of the Natural Academy of Sciences desta semana e permitiu reconstruir a composição botânica e a estrutura de uma floresta do início do Pérmico, fornecendo pistas sobre o clima da época e ajudando a compreender melhor a evolução das florestas da Terra numa altura em que ainda não havia flores.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Música nas noites do Jurássico


Assim cantavam os grilos da época dos dinossáurios, há 165 milhões de anos, produzindo os sons roçando uma asa contra a outra, tal como fazem os grilos modernos, e que se conhece por 'estridular'.
Um grupo de paleontólogos conseguiu reconstruir o som que emitia uma espécie de grilo do Jurássico médio, a partir de um fóssil da espécie com as asas muito bem conservadas e contendo as partes que emitem os sons. O exemplar foi identificado como uma nova espécie com o nome científico de 'Archaboilus musicus'.
Os cientistas compararam o aparelho de canto do fóssil com o de 59 espécies actuais e concluiram que o grilo primitivo teve que produzir sons musicais em frequências simples de cerca de 6.400 ciclos por segundo, que é cerca de metade da frequência dos grilos actuais, de acordo com o estudo publicado hoje na revista online Proceedings of the National Academy of Sciences.
Estes sons teriam ajudado os grilos a distinguir os da sua espécie entre todos os sons da floresta. Actualmente, os grilos com o mesmo tipo de sons simples e curtos são activos de noite, por isso os investigadores sugerem que este grilo jurássico também teria vida nocturna para evitar atrair predadores com o seu canto, como os pequenos dinossáurios que se alimentavam durante o dia.
Fonte: El Mundo   /   Grilo jurássico "Archaboilus musicus"

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Fósseis dos primeiros animais da Terra, com 760 milhões de anos


Exemplar de Otavia antiqua gen. et sp. nov., uma das minúsculas esponjas encontradas na Namíbia, com dimensões entre 0,3 mm e 5 mm, forma alongada ovóide a globular, cheia de buracos que permitem a passagem da água. É um dos mais antigos representantes de vida animal, com cerca de 760 milhões de anos (barra da escala 100 µm)  - Crédito: The first animals/South African Journal of Science

Uma equipa de pesquisadores descobriu fósseis de antigas esponjas em rochas da Namíbia, com idades compreendidas entre 760 e 550 milhões de anos, o que torna este organismo o mais antigo registo de vida animal na Terra (metazoários). Esta descoberta coloca a origem dos animais 100 a 150 milhões de anos mais cedo do que se pensava. Até agora, a comunidade científica considerava que a vida animal apareceu na Terra entre 600 e 650 milhões de anos.
Os fósseis, de nome científico Otavia antiqua gen. et sp. nov., foram encontrados no Parque Nacional de Etosha (norte), e também noutros pontos do país. Segundo o estudo publicado no South African Journal of Science, estas minúsculas esponjas são os nossos antepassados mais afastados.
Fonte: The first animals    via  ÚltimoSegundo

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Os gigantes saurópodes tinham grande sentido de equilíbrio


Uma equipa internacional e investigadores, liderada por cientistas do Conselho Superior de Investigações Científicas (CSIC), reconstruiu, em três dimensões, o crânio do saurópode 'Spinophorosaurus nigeriensis' ('lagarto com espinhas').
Esta investigação, publicada na revista 'PLoS ONE', permitiu concluir que estes dinossáurios do Jurássico tinham um grande sentido de equilíbrio, pois tinham um ouvido interno muito desenvolvido, o que lhes trazia uma grande coordenação olhos e cabeça.
O 'Spinophosaurus', era um herbívoro quadrúpedo de pescoço comprido, que podia alcançar 15 metros de comprimento. A cauda tinha umas saliências ósseas, semelhantes a espinhas, o que deu origem ao seu nome científico.
Os fósseis utilizados neste estudo foram descobertos no centro da Nigéria, no deserto do Sahara, em 2006, ao Sul de Agades. Pertencem ao Jurássico médio, há 165 milhões de anos. Foi o primeiro dinossáurio deste tipo encontrados nesta região.
Fonte: El Mundo.es

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Fósseis recolhidos por Darwin foram redescobertos, passados 165 anos, num velho móvel britânico

Cientistas britânicos descobriram fósseis que o famoso naturalista britânico Charles Darwin e os colegas recolheram nas suas expedições, mas que estiveram perdidos por mais de 165 anos.
Os fósseis foram encontrados, por acaso, pelo paleontólogo Howard Falcon-Lang, num velho móvel do Instituto Geológico Britânico (BGS, sigla em inglês), perto de Keyworth (Reino Unido).
Estes fósseis já foram fotografados e estão agora disponíveis ao público numa exposição online.
Falcon-Lang, que trabalha para o departamento de Ciências da Terra no Instituto Royal Holloway da Universidade de Londres, descobriu uma colecção de 314 slides de espécies recolhidas por Darwin e outros membros da equipa como John Hooker - um botânico amigo de Darwin - e John Henslow, mentor de Darwin em Cambridge.
Muitas das amostras redescobertas por Falcon-Lang foram recolhidas por Darwin, durante a sua famosa expedição a bordo do HMS Beagle, em 1834. Foi nesta viagem que Darwin começou a desenvolver a sua teoria da evolução das espécies.
Os slides apresentam centenas de amostras fossilizadas de plantas e outras espécies, onde uma das mais surpreendentes é a de um fungo de 400 milhões de anos que pode atingir o tamanho de uma árvore.
Fonte: Publico.pt / Colecção de slides de J D Hooker

domingo, 4 de dezembro de 2011

Encontrado o fóssil de um réptil marinho pré-histórico

Ilustração de Plesiossauros, répteis marinhos do Mesozóico - Fonte: wikipédia

Foram encontrados os restos fósseis de um plesiossauro, um réptil marinho contemporâneo dos dinossáurios, com mais de 110 milhões de anos. O seu esqueleto, quase completo, foi descoberto nas areias petrolíferas de um campo de prospecção, em Alberta, no Canadá.
Os répteis marinhos, já extintos, conhecidos por plesiossauros, surgiram no Triássico Superior e existiram durante toda a era Mesozóica, a era dos dinossáurios, até ao seu desaparecimento ocorrido há mais ou menos 65,5 milhões de anos, supostamente devido ao impacto de um meteorito, que vitimou também a grande maioria dos dinossáurios e muitas outras espécies, causando grande impacto na biodiversidade da Terra.
Fonte: Via DN ciência

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Descoberto cemitério de baleias pré-históricas no deserto de Atacama, no Chile


Paleontólogos descobriram, no deserto do Atacama, no norte do Chile, um grande cemitério de baleias pré-históricas, antepassados antigos das baleias modernas.
Segundo John Vega, director do sítio, já foram encontradas quase 15 baleias, sendo oito delas com mais de sete milhões de anos. O mesmo lugar continha, também, restos fósseis de outros animais como tubarões, focas e golfinhos.
O achado é considerado de importância mundial pela variedade e quantidade de fósseis descobertos no lugar. Além disso, muitos dos fósseis são esqueletos quase completos, o que os torna essenciais para poder compreendê-los.
Fonte: Estadão.br

Link relacionado:
31 baleias mortas na Nova Zelândia

domingo, 13 de novembro de 2011

Nautilus, mais que uma bonita concha

Nautilus, um fóssil vivo que pode estar ameaçado- Crédito: wikipédia

O Nautilus, Nautilus pompilius, é a mais conhecida das espécies de Nautilus. É um cefalópode, parente da lula e do polvo, que apresenta uma impressionante concha em espiral com câmaras que ele usa para flutuar, deslocando-se por meio de tentáculos. É considerado um fóssil vivo, com antepassados no final do período cambriano, há 500 milhões de anos. No entanto, a perfeição, a beleza e o alto valor comercial da sua concha está a colocá-lo em perigo de extinção.

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Encontrado fóssil de mamífero parecido com o esquilo da "Idade do Gelo"

Pelos restos encontrados, o pequeno mamífero extinto Cronopio dentiacutus podia comparar-se à personagem Scrat do filme da "Idade do Gelo", o esquilo-dente-de-sabre que passava o tempo a correr atrás da bolota, mas tendo por companhia os dinossáurios

Paleontólogos descobriram, na Patagónia argentina, os crânios fossilizados de um pequeno mamífero que viveu com os dinossáurios há 96 milhões de anos.
O mamífero extinto é o primeiro do Cretáceo tardio encontrado na América do Sul. A espécie pertence ao grupo também já extinto Dryolestida, parentes dos mamíferos marsupiais e placentários de hoje, e recebeu o nome científico de Cronopio dentiacutus.

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Encontrado um fóssil de serpente pitão que viveu na Alemanha

A Pitão-real, Python regius, tal como outras serpentes da família, prefere os habitats tropicais - Fonte: wikipédia

Um grupo de cientistas encontrou, na Alemanha, os restos fósseis de uma serpente pitão com cerca de 15 milhões de anos. As vértebras de um animal com 3,5 metros de comprimento foram descobertas na localidade bávara de Griesbeckerzell, perto da cidade alemã de Augsburgo, no sul do país.
A descoberta, anunciada pela Universidade de Tubinga, revela que durante um breve período de tempo este tipo de serpentes também habitou a europa central. De acordo com a paleontóloga Madelaine Böhme, da Universidade de Tubinga, nessa altura as temperaturas da região deveriam rondar os 19ºC em média, para que a pitão pudésse habitar aí. Actualmente, a temperatura média anual em Augsburgo é cerca de 8ºC.
A pitão, que pertence a uma família de serpentes constritoras, prefere o calor e habita principalmente regiões tropicais de Ásia e África. O fóssil encontrado viveu no Mioceno, um período mais quente e relativamente curto, numa altura em que as temperaturas na Alemanha eram subtropicais.
A diminuição das temperaturas há 14 milhões de anos, para um clima mais seco e frio, contribuiu para a extinção das serpentes pitão na Europa, cujos fósseis nunca foram encontrados em tempos geológicos posteriores.
Fonte: El Mundo.es

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Encontrados escaravelhos fossilizados coloridos

Escaravelhos fósseis coloridos, bem preservados, a cutícula é altamente reflexiva e cores metálicas brilhantes (Chrysomelids) - Crédito: M. McNamara.

Paleontólogos dos Estados Unidos encontraram dez fósseis de escaravelhos que conservam perfeitamente a sua forma e exoesqueletos intensamente coloridos, apesar de terem entre 15 milhões e 47 milhões de anos.
Segundo o estudo publicado na 'Proceedings of the Royal Society B', os cientistas conseguiram averiguar que as cores que vemos agora nos escaravelhos diferem ligeiramente das cores que eles tinham quando estavam vivos. A descoberta vai permitir conhecer melhor como eram estes animais há milhões de anos.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Descoberto o fóssil mais antigo do rinoceronte-lanudo

Investigadores chineses e americanos encontraram o fóssil mais antigo de um rinoceronte-lanudo, que pode ser o antepassado de todas as espécies conhecidas até agora, pois viveu há 3,6 milhões de anos, no Plioceno Medio.

Ilustração de Rinoceronte-lanudo Coelodonta antiquitatis, uma espécie extinta de rinoceronte nativa do norte das estepes da Eurásia , que viveu durante o Pleistoceno e sobreviveu ao último período glacial . Era um dos membros da megafauna do Pleistoceno. Eventualmente evoluiu a partir da espécie mais primitiva Coelodonta thibetana, encontrada na meseta tibetana, em 2007 - Fonte: wikipédia

Os restos fossilizados, um crânio completo e várias vértebras, foram localizados junto do Himalaya, local que devia ter um ambiente muito frio, embora o animal tenha vivido antes de começar a Grande Idade do Gelo do Pleistoceno (com início há 2,8 milhões de anos).
Segundo os paleontólogos, a descoberta deste fóssil sugere que os grandes herbívoros evoluiram antes do território ter ficado coberto de neve. Aconteceu com os rinocerontes, mas também com os mamutes-lanosos, as preguiças-gigantes ou os tigres-dentes-de-sabre, de que se conhecem muitos fósseis, mas não se sabe donde vieram e como se adaptaram a um ambiente com temperaturas abaixo de zero.
A nova espécie ficou com o nome científico de "Coelodonta thibetana", em homenagem ao local onde apareceu, em 2007. Este rinoceronte-lanudo não foi o primeiro a ser descoberto, mas é o mais primitivo. Antes dele já eram conhecidas outras três espécies todas elas extintas.