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quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Elefantes africanos são exterminados pela caça ilegal

Elefante africano fêmea e cria - Crédito: wikipédia

No Parque Nacional Garamba, no Congo, foi encontrado um grupo de 22 elefantes mortos, incluindo crias, muitos deles mortos com uma única bala na cabeça. Todo o marfim tinha sido retirado dos elefantes adultos, mas a carne não, o que leva a crer que o motivo nada tem a ver com a falta de alimentos.
Funcionários do parque, cientistas e autoridades congolesas acreditam que o exército do Uganda – um dos parceiros mais próximos dos Estados Unidos na África - foi o responsável pela morte dos elefantes, tendo levado mais de um milhão de dólares em marfim. Alguns dias após o massacre, os guardas do Parque viram um helicóptero militar de Uganda voando baixo pela área, e que se afastou quando foi detectado.
O massacre de elefantes africanos está a tomar proporções muito elevadas. Os grupos conservacionistas dizem que os caçadores ilegais exterminam dezenas de milhares de elefantes por ano, mais do que nas últimas duas décadas.
A maioria do marfim ilegal – segundo especialistas, cerca de 70% -- vai para a China. Esta procura do marfim alimenta o comércio ilegal e financia guerrilhas na África Central. Alguns dos mais conhecidos grupos armados da África caçam elefantes e usam as suas presas para comprar armas, ajudados pelas mafias do crime organizado que transportam o marfim por todo o mundo, usando a corrupção e explorando todas as falhas existentes nos países.

Diabos-da-Tasmânia menos agressivos podem ajudar a salvar a espécie da extinção

Diabos-da Tasmânia mais agressivos, mordem mais e mais facilmente são infectados com o mortal cancro facial, altamente contagioso - Crédito: wikipédia

A agressividade dos diabos-da-Tasmânia, no sul da Austrália, está a facilitar a propagação dos tumores faciais, que são mortais e levaram a espécie à beira da extinção.
Investigadores da Universidade de Tasmânia descobriram que os animais menos mordidos por outros, os mais agressivos, têm mais tendência a infectar-se com este tumor mortal que outros exemplares mais pacíficos.
De acordo com Rodrigo Hamede, autor do artigo publicado na revista da Sociedade Ecológica Britânica, os diabos agressivos infectam-se ao morder os tumores de outros animais menos agressivos. Evoluir para se tornar menos agressivo pode ser a chave para salvar o diabo-da-Tasmânia.

sábado, 1 de setembro de 2012

Invertebrados em perigo de extinção

As joaninhas têm uma função ecológica importante, ao alimentar-se de outros pequenos insectos que podem destruir as plantas (AA)

Um quinto da população mundial de invertebrados está seriamente ameaçada pela pressão humana sobre os recursos naturais, ameaças que vão desde a perturbação do habitat ao aumento da temperatura, segundo o relatório publicado pela Sociedade Zoológica de Londres.
Os pesquisadores pedem mais estudos das populações vulneráveis para ajudar na implementação de planos de conservação de sucesso para os invertebrados que lutam para sobreviver.
Os invertebrados representam quase 80% das espécies que povoam o planeta e o perigo em que se encontram é preocupante, atendendo a que a humanidade depende deles para a sua sobrevivência.
O estudo analisou mais de 12 mil invertebrados que fazem parte da lista vermelha das Espécies Ameaçadas da União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN), tendo concluído que as espécies de água doce estão em maior risco de extinção, seguidas de perto por invertebrados terrestres e marinhos. Mesmo assim, verificou-se que a ameaça contra os invertebrados é semelhante à que existe contra os vertebrados e as plantas.

domingo, 8 de julho de 2012

Tartaruga 'George Solitário', património cultural do Equador

Tartaruga gigante da Ilha La Pinta (Galápagos), George Solitário, o último exemplar da sua subespécie, Chelonoidis nigra abingdoni - Fonte: wikipédia

O Equador iniciou esta semana o processo legal necessário para declarar George Solitário património cultural do país. A centenária tartaruga morreu em Junho, no Centro de Reprodução e Criação de Tartarugas, na Ilha Santa Cruz, de causas naturais, e era o último exemplar da sua subespécie, Chelonoidis nigra abingdoni.
George Solitário era uma tartaruga gigante originária da Ilha La Pinta e, durante muitos anos, foi o símbolo da conservação do património natural das Galápagos e do planeta e também "faz parte da memória colectiva e identidade cultural do Equador".
O corpo da tartaruga será embalsamado e exibido num centro dedicado exclusivamente a tartarugas terrestres. O centro, que ainda vai ser construído, terá o nome de George Solitário (Lonesome George).
Fonte: El Mundo.es

sábado, 7 de julho de 2012

Rebeldes congoleses matam ocapis e tratadores numa estação de conservação


O ocapi (Okapia johnstoni) é uma das duas espécies remanescentes da família Giraffidae, sendo a outra a girafa. A forma do seu corpo é parecida à da girafa, mas com o pescoço mais curto.
No mundo existem entre 10 e 20 mil ocapis, que vivem nas florestas húmidas da República Democrática do Congo ou espalhados em jardins zoológicos.
Os ocapis não estão classificados como espécie em perigo de extinção, mas são ameaçados pela destruição do seu habitat e pela caça furtiva.
O trabalho de protecção da espécie no país levou à criação, em 1992, da Reserva de fauna dos ocapis, que foi declarada Património Mundial da Unesco, em 1996. Actualmente está considerada Património em perigo. A Guerra Civil ameaçou tanto a vida selvagem como os trabalhadores da reserva.
Recentemente, uma estação de conservação de ocapis foi atacada por rebeldes congoleses, que mataram os 14 animais´existentes e, ainda, 5 pessoas (entre trabalhadores e familiares). Os rebeldes tentam eliminar tudo o que pode interferir nas suas actividades, como a extração de marfim e de ouro.
Fonte: ÚltimoSegundo

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Máfia dos rinocerontes volta as armas contra os leões da África do Sul

Casal de leões sul-africanos (Panthera leo krugeri) - Fonte: wikimédia commons

O comércio de ossos do leão sul-africano tornou-se no novo negócio dos bandidos asiáticos que se dedicam ao tráfico de chifres de rinoceronte. Os ossos do felino são usados para elaborar poções tradicionais.
"São as mesmas mafias que traficam os chifres de rinoceronte que estão a comercializar ossos de leão", assegura Jo Shaw, especialista em Comércio e Tráfico de Espécies do Fundo para a Protecção da Vida Selvagem da África Austral (EWT, sigla em inglês).
Na África do Sul, são criados leões em cativeiro, em péssimas condições, destinados à caça por turistas que pagam bem para isso. Agora sabe-se que os ossos dos leões dessas quintas de criação são comercializados a preços cada vez mais elevados. A proibição internacional da venda de ossos de tigre fez aumentar a procura de ossos de leão nos mercados asiáticos. Segundo a ONG britânica Lion Aid, o esqueleto de um leão pode atingir 10000 dólares, este ano.
Os conservacionistas receiam que os felinos sul-africanos se tornem num negócio tão lucrativo como o dos chifres de rinoceronte, e começem também a ser vítimas de caça ilegal, ameaçando os leões selvagens, dos quais apenas restam cerca de 20000 na África do Sul.
Para tentar travar o tráfico de ossos de leão e proteger os leões sul-africanos, está a decorrer uma campanha global na internet desde o passado 28 de Junho. O objectivo é recolher um milhão de assinaturas exigindo ao presidente da África do Sul, Jacob Zuma, que acabe com este comércio cruel de leões, uma iniciativa que surgiu na página web da Avaaz, uma organização que propõe acções a favor de causas sociais.
Fonte: El Mundo.es

domingo, 24 de junho de 2012

Nascimento em cativeiro de um rinoceronte da espécie mais ameaçada da Terra

Rinoceronte-de-Sumatra de nome Rosa, um dos cinco rinocerontes do Santuário de Way Kambas, criado pela Fundação Internacional para o Rinoceronte (IRF), em 1998, em pleno Parque Nacional Way Kambas, na Indonésia. Os restantes são Ratu, Bina, Torgamba, e Andalas, o pai da cria que nasceu recentemente - Fonte: wikipédia

Nasceu um rinoceronte-de-Sumatra no centro de reprodução em cativeiro do santuário para rinocerontes do Parque Nacional Way Kambas, na província de Lampung, no Sul da ilha de Sumatra.
O nascimento da pequena cria macho, que se encontra bem, foi celebrado com entusiasmo pela equipa responsável, que considera tratar-se de um momento histórico na conservação desta espécie, uma esperança de conseguir evitar a sua extinção total neste século. Existem menos de 200 rinocerontes-de-Sumatra em todo o planeta.
O rinoceronte-de-Sumatra (Dicerorhinus sumatrensis) é a mais ameaçada das cinco espécies que vivem no planeta. Este nascimento é o quarto que acontece em cativeiro em mais de um século, e é o primeiro na Indonésia. Os restantes verificaram-se no zoológico norte-americano de Cincinnati.
O rinoceronte-de-Sumatra é o mais pequeno dos rinocerontes, em que os indivíduos podem pesar até 950 Kg. É uma das três espécies que vivem na Ásia, além das duas do continente africano. Está classificado como espécie Criticamente em Perigo pela União Mundial para a Conservação (UICN). A sua população tem sido reduzida drásticamente com a caça furtiva por causa dos cornos, usados na medicina tradicional asiática, e pela destruição da floresta na Indonésia.
Mais informações em Publico.pt e Comunicado da Fundação Internacional para o Rinoceronte (IRF)

terça-feira, 19 de junho de 2012

Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas actualizada é apresentada na véspera da Conferência do Rio+20

Mais de um terço das raias estão ameaçadas de extinção pela pesca excessiva, como a raia-Leopardo (Himantura leoparda), de grande valor comercial, classificada como Vulnerável, na Lista Vermelha actualizada - Fonte: wikipédia

A Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas, da União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN) apresentou a sua mais recente actualização, hoje (19 de Junho), véspera da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, na cidade do Rio de Janeiro, Brasil (Rio+20).
A nova lista de espécies ameaçadas mostra que das 63.837 espécies avaliadas, 19.817 encontram-se ameaçadas de extinção, quase um terço do total, das quais 41% de anfibios, 33% de corais formadores de recifes, 25% of mamíferos, 13% de aves e 30% de coníferas.
A Lista Vermelha da UICN é um indicador importante da saúde da biodiversidade mundial e a sobrevivência de milhões de pessoas pode estar ameaçada pelo rápido declínio das espécies animais e vegetais do planeta
“A sustentabilidade é uma questão de vida ou morte para a população do planeta,” diz Julia Marton-Lefèvre, Directora Geral da UICN. “Um futuro sustentável não será possível sem conservarmos a diversidade biológica - as espécies animais e vegetais, os seus habitats e a sua genética - não somente por causa da natureza, mas também pelos 7 biliões de pessoas que dependem dela. A última Lista Vermelha da UICN é um alerta para os líderes mundiais que se reúnem no Rio para que salvem a rede vital do planeta."

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Cabra montês do sul dos Pirenéus, há 7000 anos, era gigante

Jovens cabras selvagens nos Alpes (Capra ibex) - Fonte: wikipédia

Um estudo publicado na revista 'Comptes Rendus Palevol' descreve a análise feita aos restos fósseis de cabra montês ibérica 'Capra pyrenaica pyrenaica', extinta no ano 2000. São descritos três crânios da espécie do Holoceno, dois machos e uma fêmea, entre 4.000 e 7.000 anos de antiguidade, encontrados no sudoeste dos Pirenéus, dois deles a grandes altitudes, em 1984 e 1994.
Os resultados apresentados sugerem que o tamanho destas cabras selvagens era 50% superior às cabras monteses mais modernas que viveram na Península Ibérica e se extinguiram em 2000. Além disso, apresentam um maior parentesco com o íbex-alpino (Capra ibex), que vive em estado selvagem na região dos Alpes.

terça-feira, 12 de junho de 2012

Extinção dos mamutes lanosos foi progressiva

Mamutes lanosos (Mammuthus primigenius) - Fonte: wikipédia

As últimas populações isoladas dos mamutes lanosos desapareceram há cerca de 4.000 anos, muito depois da extinção do Pleistoceno que dizimou grande parte da megafauna do mundo.
Não se sabe o que provocou o desaparecimento desses grandes mamíferos e vão sendo apontadas algumas hipóteses. Agora, um novo estudo sugere que os últimos mamutes desapareceram progressivamente, depois de um longo e lento declínio provocado por vários factores, como o aumento das temperaturas, alteração do seu habitat e a presença humana. Afirmações anteriores indicam que o mamute lanoso se terá extinguido de forma abrupta, em consequência, por exemplo, de doença, intervenção humana ou mesmo um problema climático.

sábado, 26 de maio de 2012

Agricultor filipino multado por ter morto e comido uma águia rara

Águia Filipina, espécie criticamente em perigo - Fonte: wikipédia

Um tribunal das Filipinas multou um agricultor por ter morto e comido uma águia rara, que é considerada a ave nacional do país. Em 2008, Bryan Balaon matou e comeu, juntamente com os amigos, uma águia Filipina (Pithecophaga jefferyi), uma espécie criticamente em perigo.
O julgamento foi o primeiro da nova lei para a Vida Selvagem no país, mas os conservacionistas consideram que a multa de 2.300 dólares imposta foi muito branda e que se perdeu uma oportunidade "para enviar uma mensagem importante contra os caçadores furtivos". Segundo a lei das Filipinas, matar uma espécie em extinção pode resultar em prisão, multa ou ambas.
Estimativas indicam que existem menos de 250 águias Filipinas adultas em estado selvagem. A espécie faz parte do programa de reprodução em cativeiro, na Fundação da Águia Filipina (The Philippine Eagle Foundation). O exemplar morto tinha sido libertado na natureza em 2006 e os seus restos foram descobertos através do disposito electrónico de rastreamento que levava.
Bryan Balaon afirma que não sabia que era um animal em perigo e vai recorrer da sentança num tribunal superior.
Fonte: BBC news

domingo, 29 de abril de 2012

A beleza do coral vermelho pode levá-lo à extinção

O coral vermelho forma colónias constituídas por milhares de indivíduos, pólipos de coral brancos com oito tentáculos, e que segregam um esqueleto de carbonato de cálcio (calcário) duro em tons de vermelho, devido à presença de ferro na sua estrutura. As colónias dos corais do género Corallium são ramificadas, podendo atingir alturas de 50 centímetros a mais de um metro e cores variadas como branco puro, tons de rosa, salmão, vermelho-sangue e laranja. A beleza dos corais do género Corallium pode levá-los à extinção, pela exploração a que estão sujeitos - Fonte imagem: wikipédia

A beleza do coral vermelho, uma espécie marinha da família Coralliidae, pode determinar o seu fim, pois é colhido de forma insustentável, muitas vezes ilegalmente, ​​para ser transformado em jóias caras ou objectos de arte.
A Polícia Marítima portuguesa, de Lagos e Portimão, detectou uma rede de captura e tráfico de coral vermelho, tendo detido três portugueses e três espanhóis que se dedicavam à extracção ilegal do raro coral vermelho de águas profundas, ao largo do Algarve.
Os suspeitos mostraram estar bem organizados e equipados para o efeito. Tinham o apoio de três embarçações e numa delas equipamento sofisticado para mergulho a profundidades de 90 metros e câmara hiperbárica, para descompressão na subida à superfície.
Foram apreendidos 32 Kg do precioso coral, que tem um elevado valor no mercado: na ordem dos 1000 euros por quilo, em bruto, podendo atingir preços entre 20 e 30 mil euros, depois de trabalhado, de acordo com as notícias divulgadas nos órgãos de informação (vídeo sobre a captura)

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Os koalas estão em perigo

A perda de habitat e a doença estão a ameaçar os os Koalas (Phascolarctos cinereus) - Fonte: wikipédia

Os koalas vão ser declarados "espécie ameaçada" em algumas zonas da Austrália. A medida tem como objectivo tentar evitar o declínio da população destes animais devido à seca, as alterações climáticas e doenças que os matam.
Deverão ser escolhidas algumas zonas a leste da Austrália, e espera-se que o koala seja declarado "espécie ameaçada" a sul de Queensland e "vulnerável" em algumas áreas de Nova Gales do Sul, de acordo com notícias da imprensa local.
Os koalas estiveram quase a desaparecer no princípio do século XX com a caça excessiva pela sua pele.

domingo, 22 de abril de 2012

Tigres-da-Tasmânia tinham diversidade genética limitada antes da extinção

Tigres-da-Tasmânia ou tilacinos num zoo. O último exemplar desta espécie morreu no Zoo de Hobart, em 7 de Setembro de 1936 - Fonte: wikipédia

O tigre-da-Tasmânia ou tilacino (Thylacinus cynocephalus) era o maior marsupial carnívoro, quando os primeiros europeus chegaram à Austrália. O último exemplar da espécie, parecido a um cão doméstico, morreu em cativeiro em 1936.
Graças à tecnologia, ainda se pode ver os últimos animais vivos em 7 pequenos filmes realizados no Hobart Zoo da Tasmânia e no London Zoo.
Agora, um novo estudo publicado online no jornal PLoS ONE sugere que a espécie já estava com problemas antes de extinguir-se. A análise de amostras de tecido retiradas de 12 exemplares de museu, recolhidas entre 1852 e 1909, revela que a população de tilacinos na Tasmânia tinha uma baixa diversidade genética antes da extinção, possivelmente como resultado do seu isolamento geográfico do continente australiano cerca de 10.000 anos atrás.

terça-feira, 27 de março de 2012

Uma espécie extinta de mocho foi descoberta na Madeira

O mocho-de-orelhas (Otus mauli) foi a primeira ave de rapina nocturna a extinguir-se na Madeira. Actualmente, só a coruja-das-torres nidifica no arquipélago - Fonte: wikipédia

Uma equipa internacional de investigadores, liderada por Juan Carlos Rando, da Universidade de La Laguna, Tenerife, Canárias, descreveu um novo tipo de fóssil de mocho-de-orelhas pertencente a uma nova espécie, o mocho-de-orelhas de Maul, a primeira ave extinta no arquipélago da Madeira (Portugal).

segunda-feira, 5 de março de 2012

Entre 600 e 900 espécies de aves podem extinguir-se até 2100, prevê um estudo

O colibri é uma das espécies de aves mais ameaçadas pelo aquecimento do clima - Fonte: wikipédia

Um estudo publicado na revista Biological Conservation Journal, prevê que poderão extinguir-se até 2100, "entre 600 a 900 espécies de aves, especialmente as tropicais como os colibris", em consequência do aquecimento global, se as temperaturas médias aumentarem 3.5ºC.
Segundo o estudo, "as aves mais afectadas serão aquelas que vivem em zonas montanhosas tropicais, nas florestas perto da costa, aquelas que já ocupam um território muito limitado e as que não têm acesso a territórios com altitudes mais elevadas".
Para os investigadores, a perda de habitat poderá agravar mais as extinções causadas pelas alterações climáticas e estimam que 89% das extinções vão acontecer nos trópicos.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Um fungo já matou milhões de morcegos nos Estados Unidos

Morcego da espécie 'Myotis lucifugus' com o "sindroma de nariz branco". É um dos morcegos mais comuns nos Estados Unidos, Canadá e México e uma das espécies mais afectadas. A situação é tão grave que poderá desaparecer em 20 anos do noroeste dos USA - Fonte imagem: wikipédia

Um fungo branco, de nome científico 'Geomyces destructans', está a dizimar as populações de morcegos nos Estados Unidos da América do Norte, e a um ritmo cada vez maior. Desde 2006, quando foram detectados os primeiros casos, as autoridades estimam que já morreram entre 5 e 7 milhões destes animais.
A doença é conhecida por "sindroma de nariz branco" ('White Nose Syndrome' ou WNS, na sigla em inglês), pois o fungo branco cresce no nariz, na membrana alar e orelhas dos morcegos enquanto hibernam. A doença faz com que acordem frequentemente, não os deixando descansar durante o inverno e acabam por morrer de frio e fome, já que nesta época não se alimentam e utilizam as reservas de gordura. Nalgumas grutas morreram cerca de 99% dos animais.
Uma das espécies mais afectadas é o pequeno morcego 'Myotis lucifugus', um dos mais comuns nos Estados Unidos, Canadá e México. A situação é grave para esta espécie, que poderá desaparecer em 20 anos do noroeste dos USA.
Os morcegos têm um papel importante no ecossistema, pois alimentando-se de insectos ajudam a controlar as pragas na lavoura e florestas e evitam a proliferação de mosquitos que podem transmitir doenças aos seres humanos. Assim, o declínio da sua população pode trazer consequências preocupantes para o homem no futuro, pelo aumento do número de insectos na natureza.
Fonte: El Mundo.es

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Mais de metade do território mundial dos anfíbios estará ameaçado até 2080

A extinção de anfíbios vai acelerar ao longo deste século - Fonte: wikipédia

Um estudo publicado ontem (17) na revista Nature revela que, até 2080, mais de metade do território mundial dos anfíbios será gravemente afectado pelas alterações climáticas, destruição do habitat ou por doenças. O relatório mostra que a situação dete grupo de animais é ainda mais preocupante que as actuais estimativas da comunidade científica.

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Orangotangos são mortos nas florestas indonésias da Ilha de Bornéu

Cria de orangotango - Fonte: wikipédia

De acordo com um estudo divulgado pelo jornal PLoSOne, os habitantes de Kalimantan, a parte indonésia da ilha do Bornéu, mataram pelo menos 750 orangotangos durante o período de um ano, para obtenção de carne e protegerem as suas culturas.
Para o autor do relatório, Erik Meijaard, estas taxas de morte são maiores do que se pensava anteriormente e são altas o suficiente para representar uma séria ameaça para a existência continuada de orangotangos em Kalimantan. O facto constitui uma grande ameaça à sua sobrevivência na área, onde os orangotangos já enfrentam problemas com a desflorestação do seu habitat, as florestas indonésias, onde vivem cerca de 90% dos 50.000 a 60.000 orangotangos selvagens.
Ambas as espécies de orangotango (Pongo pygmaeus e Pongo abelii ) estão ameaçadas de extinção na natureza. O objectivo do estudo é ajudar a compreender a gravidade das diferentes ameaças para estas espécies, a variação espacial das ameaças e das causas subjacentes (como factores sócio-económicos e ecológicos), conhecimentos cruciais no desenvolvimento de uma efectiva estratégia de conservação.
Fonte: jornal PLoSOne

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Rinoceronte-negro ocidental foi declarado extinto

Rinoceronte-nero (Diceros bicornis) - Fonte: wikipédia

A Lista Vermelha da União Internacional de Conservação da Natureza (IUCN, sigla em inglês), na sua actualização sobre as espécies ameaçadas para 2011, declarou oficialmente extinto o rinoceronte-negro ocidental (Diceros bicornis longipes) , uma subespécie rara de rinoceronte-negro da savana do centro-oeste da África. De acordo com a organização, 19.570 animais e plantas são considerados ameaçados, dos quais 245 em Portugal.