Elefante africano fêmea e cria - Crédito: wikipédia
No Parque Nacional Garamba, no Congo, foi encontrado um grupo de 22 elefantes mortos, incluindo crias, muitos deles mortos com uma única bala na cabeça. Todo o marfim tinha sido retirado dos elefantes adultos, mas a carne não, o que leva a crer que o motivo nada tem a ver com a falta de alimentos.
Funcionários do parque, cientistas e autoridades congolesas acreditam que o exército do Uganda – um dos parceiros mais próximos dos Estados Unidos na África - foi o responsável pela morte dos elefantes, tendo levado mais de um milhão de dólares em marfim. Alguns dias após o massacre, os guardas do Parque viram um helicóptero militar de Uganda voando baixo pela área, e que se afastou quando foi detectado.
O massacre de elefantes africanos está a tomar proporções muito elevadas. Os grupos conservacionistas dizem que os caçadores ilegais exterminam dezenas de milhares de elefantes por ano, mais do que nas últimas duas décadas.
A maioria do marfim ilegal – segundo especialistas, cerca de 70% -- vai para a China. Esta procura do marfim alimenta o comércio ilegal e financia guerrilhas na África Central. Alguns dos mais conhecidos grupos armados da África caçam elefantes e usam as suas presas para comprar armas, ajudados pelas mafias do crime organizado que transportam o marfim por todo o mundo, usando a corrupção e explorando todas as falhas existentes nos países.


















