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quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Dados da NASA revelam um grande desfiladeiro debaixo da capa de gelo da Gronelândia


Dados de uma missão científica da NASA revelaram evidências de um grande desfiladeiro, até agora desconhecido, escondido debaixo da capa de gelo da Gronelândia. Os dados sugerem que é um desfiladeiro rochoso contínuo, que se estende desde quase o centro da ilha e termina abaixo do fiorde do Galciar Petermann, no norte da Gronelândia.
O desfiladeiro apresenta características de um vale de rio sinuoso, ao longo de pelo menos 750 Km, o que o torna maior que o Grand Canyon, nos Estados Unidos. Nalguns pontos, a sua profundidade pode ir até aos 800 metros. Pensa-se que é anterior à camada de gelo que cobre a Gronelândia nos últimos milhões de anos.
Os cientistas usaram dados de radar obtidos em milhares de quilómetros, através de meios aéreos, recolhidos por cientistas da NASA e pesquisadores do Reino Unido e da Alemanha, ao longo de várias décadas. Uma grande parte desses dados foram obtidos entre 2009 e 2012, durante a Operação IceBridge da NASA, uma campanha científica aérea que estuda o gelo polar.
Os pesquisadores acreditam que o desfiladeiro desempenha um papel importante no transporte da água de degelo subglacial, desde o interior da Gronelândia até a borda da camada de gelo, no oceano Árctico. Mas, há 4 milhões de anos, as evidências sugerem que o desfiladeiro era um grande sistema fluvial, que transportava a água do interior para o litoral, antes da presença da capa de gelo.
Os resultados foram publicados num artigo científico na revista Science.
Fonte: NASA

terça-feira, 12 de março de 2013

Frio extremo e poluição causaram a grande diminuição de ozono no Árctico, em 2011

Mapas das concentrações de ozono sobre o Árctico, obtidos pelo satélite Aura, da NASA. A imagem da esquerda mostra uma concentração relativamente alta, em 19 Março de 2010, e à direita um nível baixo, na mesma data em 2011 - Crédito: NASA / Goddard 

Frio extremo, produtos químicos fabricados pelo homem, e uma atmosfera estagnada, são consideradas as principais causas do aumento do que foi chamado buraco do ozono do Árctico, segundo um novo estudo da NASA.
O estudo publicado no Journal of Geophysical Research-Atmospheres mostra que, embora o cloro seja o maior responsável pela grave perda de ozono no inverno de 2011, as temperaturas excepcionalmente baixas e persistentes também ajudaram a destruição do ozono. Além disso, condições atmosféricas pouco comuns bloquearam o transporte pelo vento do ozono dos trópicos, impedindo o reabastecimento do ozono sazonal até Abril.
Segundo o comunicado da NASA, grande parte de ozono encontrado no Árctico é produzido nos trópicos e transportado para o Árctico. Aqui, a maioria do ozono é destruído dentro do chamado vórtice polar, uma região de ventos circulares fortes que intensificam no final de outono e isolam a massa de ar no interior do vórtice, mantendo-a muito fria.
Na maioria dos anos, o vórtice do Árctico é levado para latitudes mais baixas mais no final do inverno, onde quebra. Em 2011, isso não aconteceu. Uma atmosfera invulgarmente calma fez que o vórtice do Árctico permanecesse forte durante quatro meses, mantendo as temperaturas baixas mesmo depois de reaparecer o Sol em Março, o que levou à destruição de mais ozono.
As concentrações de ozono subiram rapidamente e atingiram níveis normais em Abril de 2011, quando o vórtice desapareceu e o transporte de ozono tropical foi retomado.

sábado, 9 de fevereiro de 2013

Mais de 2,5 milhões de pessoas pedem para que o Árctico seja um santuário protegido

Campanha "Salve o Árctico"

A organização ambientalista Greenpeace já recolheu mais de 2.500 milhões de assinaturas para que toda a área do Pólo Norte seja declarada um santuário ecológico protegido.
Hoje é o último dia em que é possível assinar a petição através da página da internet http://www.savethearctic.org/pt/, que representa uma declaração de compromisso pessoal para proteger o Árctico, onde sejam proibidas as prospecções petrolíferas e a pesca industrial.
A organização também pede aos estados membros do Conselho do Árctico, como a Rússia, Canadá e Estados Unidos, que apoiem a protecção das águas internacionais em relação às actividades humanas mais contaminantes.

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Gelo do Árctico atingiu a menor extensão desde que é observado por satélite

Os dados de satélite revelam o novo recorde de extensão mínima do gelo marinho do Árctico, a partir de 16 de Setembro de 2012, comparado com a média da extensão mínima nos últimos 30 anos (em amarelo) - Crédito: NASA/Goddard Scientific Visualization Studio

A capa de gelo do Oceano Árctico atingiu a sua extensão mínima anual de verão, batendo um novo recorde para o valor mais baixo em 16 de Setembro, de acordo com informações do National Snow and Ice Data Center (NSIDC).
Os dados recolhidos por satélites mostram que, neste ano de 2012, o gelo do mar diminuiu para 3,41 milhões de quilómetros quadrados, quase 300000 milhas quadradas a menos do que a extensão mais baixa registada por satélite, em meados de Setembro de 2007, que foi de 4,17 milhões de quilómetros quadrados) (animação com a redução do gelo no verão)
A diminuição foi superior à área do estado do Texas, nos Estados Unidos, que mede aproximadamente 268600 milhas quadradas. No entanto, os especialistas alertam que ainda há possibilidade de haver mais redução do gelo do mar provocada por mudança de ventos.

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Ilha de gelo à deriva no Estreito de Nares, no Árctico

A imagem do satélite Terra, da NASA mostra os fragmentos resultantes do iceberg libertado do glaciar de Petermann movendo-se lentamente no Estreito de Nares, no Árctico - Crédito: NASA/Earth Observatory/Jeff Schmaltz

Em meados de Julho de 2012, um enorme iceberg libertou-se do glaciar de Petermann, no noroeste da Groenlândia. Esta ilha de gelo, nomeada PII-2012, foi-se afastando lentamente do glaciar, seguindo o Estreito de Nares, entre a Groenlândia e a Ilha Ellesmere.
Por volta de 4 de Setembro, o iceberg começou a fragmentar-se. A imagem em cor natural do satélite Terra da NASA, em 13 de Setembro de 2012, mostra o fragmento principal e dois pequenos à deriva no estreito.
PII-2012 separou-se do glaciar de Petermann, ao longo de uma fractura, visível em imagens de satélite, a partir de 2001. O iceberg formado era parte de uma plataforma de gelo do glaciar que se estende sobre o oceano.
Embora o desprendimento do iceberg possa não ser uma consequência directa do aquecimento global, acredita-se que as alterações climáticas têm um papel importante na queda deste ano da extensão do gelo do Árctico, que foi inferior ao recorde estabelecido em 2007, atingindo o mínimo desde que é observado por satélite, em 1979.
Fonte: Earth Observatory

sábado, 25 de agosto de 2012

Activistas do Greenpeace ocupam uma plataforma petrolífera para defender o Árctico

Activistas do Greenpeace escalam a plataforma petrolífera da companhia Gazprom, em 24 de Agosto, para proteger o Árctico - Crédito: Denis Sinyakov / Greenpeace

Um grupo de activistas do Greenpeace ocuparam, esta sexta-feira (24 de Agosto) a plataforma petrolífera Prirazlómnaya, da empresa russa Gazprom, localizada na zona do mar de Pechora, ao sul do mar de Barents, no Oceano Glacial Árctico.
Os seis activistas, entre os quais estava Kumi Naidoo, o director da organização, escalaram com cordas as Torres da plataforma, onde permaneceram algumas horas suspensos, interrompendo a actividade perfuradora da instalação flutuante.
A acção faz parte da nova campanha de protecção do Árctico. O objectivo é fazer que a empresa Gazprom termine, para sempre, as perfurações à procura de petróleo naquele ambiente natural único.

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Greenpeace tenta impedir a exploração de petróleo no Árctico


Na passada quinta-feira (19), um grupo de 35 activistas de Greenpeace ocupou a plataforma de descarga da empresa petrolífera Shell, em Dock Sud, na província de Buenos Aires.
Disfarçados de ursos polares, os ecologistas penduraram um cartaz pedindo colaboração de todos (Ajude a deter a Shell) para pressionar a companhia a parar a exploração do Árctico.
No seu comunicado, os ambientalistas lembram que Shell é a primeira grande companhia internacional a realizar explorações no Árctico para extrair petróleo, e outras irão seguir-se se nada for feito para evitar.
Segundo Greenpeace, as reservas de petróleo do Árctico "poderiam cobrir apenas três anos da actual procura mundial de crudo". Além disso, "iriam contribuir para o aumento significativo das emissões de carbono e a sua exploração seria uma grave ameaça para o ecossistema do Árctico".
Para a organização, o Árctico é vulnerável e merece a mesma protecção que a Antárctida tem actualmente.
O protesto contra a Shell faz parte da campanha internacional "Salve o Árctico", lançada pelo Greenpeace há menos de um mês, na qual já participaram 1 milhão de pessoas em todo o mundo, através da plataforma http://savethearctic.org/pt/
Fonte: comunicado de Greenpeace Argentina

terça-feira, 24 de abril de 2012

Criado o mapa da variação da espessura do gelo durante o Inverno, no Oceano Árctico

Espessura do gelo Árctico em Março de 2011, medida pelo satélite CryoSat, da Agência Espacial Europeia - Crédito: ESA

Foi criado o primeiro mapa que mostra como varia a espessura do gelo na superfície do Oceano Árctico durante o Inverno, com base nos dados captados pelo satélite CryoSat, da Agência Espacial Europeia (ESA). Os resultados deste estudo foram apresentados hoje na Royal Society, em Londres.
O primeiro mapa da espessura do gelo do mar Árctico foi apresentado, em Junho de 2011, utilizando os dados adquiridos entre Janeiro e Fevereiro desse ano. O mapa, agora divulgado, mostra a variação da espessura do gelo marinho durante toda a estação de Inverno, com os dados completos do CryoSat entre Outubro de 2010 a Março de 2011 e que pode ser visto neste endereço.
Este é considerado o primeiro mapa gerado a partir de dados de muito alta resolução, em comparação com medições de satélite anteriores.

Espécies marinhas do Árctico aumentaram e aves estão em declínio

Morsa (Odobenus rosmarus) no Árctico - Fonte: wikipédia

A população de mamíferos marinhos e peixes do Árctico aumentou, mas as aves diminuiram, revela um novo relatório científico divulgado nesta segunda-feira na Conferência do Ano Internacional Polar 2012, em Montreal, Canadá.
O documento foi apresentado pelo Programa de Monitoramento da Biodiversidade Circumpolar (CBMP), do Programa de Conservação da Fauna e Flora Polar (CAFF), e resulta da nova análise da evolução de 890 populações de 323 espécies de vertebradas da região árctica, entre 1970 e 2007.
Segundo o estudo, as espécies marinhas do Árctico aumentaram globalmente, devido ao crescimento das populações de mamíferos e ao grande aumento nas populações de peixe. As populações de vertebrados marinhos têm tendência para aumentar nos oceanos Árctico e Pacífico e a diminuir no Oceano Atlântico norte, talvez por influência do clima árctico e exploração comercial.
No caso das aves, as suas populações têm diminuído lentamente mas de forma constante desde o final da década de 90, declínio que pode estar associado ao aquecimento global, ao degelo e à falta de alimento, embora as causas possam variar conforme a espécie.
O estudo alerta para esta diminuição das aves marinhas nos últimos anos, receando que possa ser o início de um declínio a longo prazo, e reconhece a importância do seu acompanhamento nos próximos anos.
Fonte: Programa de Conservação da Flora e Fauna do Ártico (CAFF)

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Dois mil cientistas pedem que seja proibída a pesca comercial no Oceano Árctico

Árctico - Fonte: wikipédia

Mais de dois mil cientistas de 67 países pediram, numa carta aberta divulgada hoje, o estabelecimento de um acordo internacional de pesca para proteger o Oceano Árctico, proibindo a pesca comercial nas zonas que ficaram recentemente acessíveis por causa do degelo.
Os novos mapas mostram que, nos últimos verões, a perda permanente de gelo marinho abriu cerca de 40% da região, antes inacessível, tornando viável a pesca industrial pela primeira vez.
“Os cientistas reconhecem a necessidade crucial de um acordo internacional que proíba o início da pesca comercial, até que possam ser definidas medidas de gestão baseadas no conhecimento científico”, escreveu Henry Huntington, director de ciência do departamento do Árctico do Instituto Pew Center.

Oceano Árctico liberta metano, potente gás de efeito de estufa

As águas do Oceano Árctico libertam metano, um potente gás de efeito de estufa, através das fissuras do gelo do mar e áreas do mar parcialmente cobertas de gelo, de acordo com o novo estudo da NASA. A imagem foi obtida sobre o Oceano Árctico numa latitude de aproximadamente 71 graus Norte, em 15 de Abril de 2010 - Crédito: NASA/JPL-Caltech

Um novo estudo da NASA revelou que o Oceano Árctico é uma nova fonte importante de metano na região polar norte.
Uma equipa de investigadores mediu níveis surpreendentes de metano, um potente gás de efeito de estufa, provenientes de fracturas no gelo do mar Árctico e de áreas do mar parcialmente cobertas de gelo. O estudo faz parte de uma campanha para entender melhor de onde vêm os gases de efeito de estufa e onde estão a ser armazenados no sistema Terra.

quinta-feira, 1 de março de 2012

Webcam ao vivo mostra Siku, o filhote de urso polar

Siku com um mês de idade (reprodução)
Siku é uma pequena cria de urso-polar (macho) nascida, em novembro de 2011, no Scandinavian Wildlife Park, na Dinamarca. Como a mãe não tem leite, ele foi retirado e está a ser alimentado por tratadores. Agora já pode ser visto, ao vivo, na Internet.
O nome do filhote significa "gelo marinho" na língua da Gronelândia. De acordo com os responsáveis do parque, é um nome simbólico, pois os ursos polares são totalmente dependentes do gelo marinho para a sua sobrevivência. É no gelo que descansam e se alimentam.
No entanto, o aquecimento global está a diminuir rapidamente o gelo no mar Árctico. As últimas previsões indicam que o urso polar pode estar extinto na vida selvagem dentro de 40 anos.
O Scandinavian Wildlife Park está a desenvolver um novo programa de informação sobre as alterações climáticas, o gelo marinho no Oceano Ártico e os ursos polares. Este programa irá decorrer em torno de Siku, que será o Embaixador de todos os ursos polares selvagens que vivem no Ártico.

Gelo mais antigo do Árctico está a desaparecer

As imagens mostram a cobertura de gelo do Oceano Árctico em 1980 e 2012, observada pelos sensores de microondas do satélite Nimbus-7, da NASA, e pelos sensores do Programa de Satélites Meteorológicos de Defesa, do Departamento de Defesa dos Estados Unidos. O gelo de vários anos (plurianual) aparece em branco brilhante, enquanto a cobertura média de gelo do mar está entre azul claro e branco leitoso. Os dados mostram a cobertura de gelo para o período de 1 de novembro até 31 de janeiro, nos respectivos anos - Crédito: NASA/Goddard Scientific Visualization Studio

Um novo estudo da NASA mostra que o gelo da camada mais espessa e mais antiga do Oceano Árctico está a desaparecer mais depressa que o gelo mais novo e mais fino das bordas da capa de gelo flutuante do Árctico. Este rápido desaparecimento do gelo mais antigo torna a camada de gelo flutuante ainda mais vulnerável a desaparecer no verão.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Satélites detectam grande quantidade de água doce no Árctico que poderá arrefecer a Europa

No Oceano Árctico está a acumular-se água doce do degelo - (reprodução)

Usando satélites da Agência Espacial Europeia (ESA), cientistas do University College of London e do National Oceanography Centre descobriram que se está a formar uma enorme bolsa de água doce no Oceano Árctico, durante os últimos 15 anos. Se os ventos mudarem e esta água correr para o norte do Atântico, a Europa poderá arrefecer.
Os pesquisadores mediram a altura da superfície do mar entre 1995 e 2010, e verificaram que, a oeste do Árctico, ela subiu cerca de 15 centímetros desde 2002. O volume de água doce aumentou pelo menos 8.000 Km cúbicos, ou cerca de 10% de toda a água doce do Oceano Ártico.
De acordo com a pesquisa publicada no jornal científico Nature Geoscience, se o vento mudar de direcção, essa água doce poderá libertar-se para o resto do Oceano Árctico e até mesmo para o norte do Atlântico. Esta movimentação de água fresca poderá provocar o arrefecimento da Europa, pois irá diminuir uma corrente oceânica vinda da Corrente do Golfo, que mantém o clima da Europa relativamente moderado, comparado ao de países com latitudes semelhantes.
Fonte: ESA

sábado, 15 de outubro de 2011

Focas-aneladas estão a morrer com doença desconhecida, no Alasca

Uma doença misteriosa, possivelmente causada por um vírus, está a matar muitas focas-aneladas, na costa do Alasca.

As foca-aneladas, Pusa hispida, estão a morrer no Alasca com doença desconhecida - Fonte: wikipédia

Desde Julho deste ano, as focas doentes têm chegado à praia, na costa do Árctico, e o número de vítimas vai aumentando. De acordo com o Serviço de Pesca da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA), esta espécie passa a maior parte do ano na água ou em pedaços de gelo e raramente vem à praia.
Os biólogos acreditam que a doença se deve a um vírus. Os animais apresentam lesões com sangue nas barbatanas traseiras, pele irritada à volta do nariz e dos olhos e perda de pêlo.
A doença pode ter atingido, também, outras espécies. Foram encontradas algumas morsas mortas na costa noroeste do Alasca com lesões semelhantes. Além disso, caçadores locais relatam que encontraram lesões de pele em focas de outro tipo.
As focas mortas estão a ser analisadas em diversos laboratórios, para determinar a causa da doença, enquanto as encontradas doentes e vivas são deixadas na praia, para uma possível recuperação. A sua localização remota e outras dificuldades logísticas não permitem o tratamento veterinário dos animais doentes na praia.
Fonte: ÚltimoSegundo

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

"Buraco" de ozono no Árctico

Observações da missão Aura no Árctico mostram uma redução da camada de ozono em algumas áreas, no inverno de 2011. Em meados de Março de 2011, a quantidade de ozono era muito baixa (cores roxo e cinza sobre a região polar norte), a uma altitude de aproximadamente 20 km. Foram observados, no mesmo dia e à mesma altitude (cores azul escuro), grandes quantidades de monóxido de cloro, o principal agente de destruição química do ozono na estratosfera polar inferior fria. A linha branca marca a área em que ocorreu a destruição química do ozono - Crédito: NASA/JPL-Caltech

Um estudo publicado online no domingo, 2 de Outubro, na revista Nature mostra que houve uma grande diminuição da camada de ozono sobre o Árctico, durante o último inverno e primavera, comparável à observada em alguns anos, na Antárctida, onde se forma um "buraco" a cada primavera, desde meados dos anos 1980. A perda de ozono superou 80% acima de 18-20 Km de altitude.
Os dados indicam que essa redução do ozono foi causada por um período anormalmente prolongado de temperaturas extremamente baixas na estratosfera no Pólo Norte.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Gelo no Árctico está a atingir o mínimo histórico

O degelo do Árctico afecta directamente a vida das algas e dos pequenos animais que formam a cadeia alimentar da qual dependem os peixes, os mamíferos como os ursos polares, as focas e o próprio homem - Crédito: wikipédia

O gelo flutuante sobre o Árctico este verão diminuiu até um mínimo recorde. Nos últimos cinco anos observaram-se as menores extensões de gelo no mar, desde que começaram as medições por satélite, na década de 1970.
Este ano, a extensão do gelo do mar Árctico é comparável ao nível mais baixo registado em 2007. De acordo com os cientistas da Universidade de Bremen, na Alemanha, o gelo do mar no início de Setembro era mesmo inferior ao registado nesse ano.

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Greenpeace alerta para o degelo do planeta

"O Homem Vitruviano em fusão" - Crédito: Nick Cobbing / Greenpeace

A tripulação do navio quebra-gelo da organização ambientalista Greenpeace ajudou artista John Quigley a recrear o famoso desenho de Leonardo da Vinci, "O Homem Vitruviano", no gelo do Árctico para alertar para o degelo que continua, como consequência das alterações climáticas.
 Fonte: Greenpeace Internacional

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Os efeitos das alterações climáticas no Árctico estão a ser mais rápidos do que se pensava

Um novo relatório de pesquisa sobre o Árctico, apresentado hoje em Copenhague, mostra que os efeitos da alteração climática já se notam e que as mudanças estão a acontecer de um modo mais rápido do que se pensava. A cobertura de neve está reduzida, a estação de Inverno é mais curta e a tundra está a descongelar.

Tundra na Gronelândia - Fonte: wikipédia

Actualmente, o Árctico é uma das zonas do globo que está a aquecer mais rapidamente. As medições de temperatura do ar mostram que o mais recente período de cinco anos tem sido o mais quente desde 1880, quando o monitoramento começou e os mecanismos de feedback apontam para o início de uma aceleração do aquecimento do clima. Outros dados, a partir de anéis de árvores, entre outras coisas, mostram que as temperaturas de verão, nas últimas décadas têm sido das mais elevadas, em 2000 anos. Como conseqüência, a cobertura de neve em Maio e Junho diminuiu cerca de 20 por cento. A temporada de Inverno tornou-se também, quase duas semanas mais curta, em apenas algumas décadas. Além disso, a temperatura do permafrost aumentou entre meio grau e dois graus, começando a descongelar.

Glaciar Mendenhall, no Alasca. O glaciar recuou 2,82 km, desde 1958, quando foi criado o lago Mendenhall, e mais de 4,0 km, desde 1500 e continuará a recuar num futuro previsível - Fonte: wikipédia

O permafrost armazena grandes quantidades de carbono. Os dados mostram que há cerca de duas vezes a quantidade de carbono no permafrost do que há hoje na atmosfera.
O carbono vem do material orgânico que foi "congelado" no chão durante a última era glacial. Enquanto o chão está congelado, o carbono mantém-se estável. Mas, como o permafrost derrete, há um risco que o dióxido de carbono e metano, um gás de estufa 20 vezes mais potente que o dióxido de carbono, sejam lançados na atmosfera, o que poderia aumentar o aquecimento global.
No entanto, também é possível que a vegetação possa crescer depois do descongelamento do solo, absorvendo o dióxido de carbono. Os conhecimentos actuais não permitem ter a certeza sobre o que pode acontecer na tundra, se ela vai absorver ou produzir mais gases com efeito de estufa no futuro.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Alteração climática destroi as costas do Árctico

Um duplo estudo tornado público hoje conclui que o aquecimento global está destruindo as costas do Árctico, através da erosão que afecta não só as populações humanas mas também a sobrevivência das espécies locais de plantas e animais.

As costas do Árctivo constituem cerca de um terço do total das costas do planeta (imagem de satélite) - Fonte: wikipédia

Os resultados foram apresentados por uma equipa de trinta cientistas de dez países, que analisou a situação de 100.000 Km de costa, cerca de 25% das fronteiras terrestres dos oito países que têm a norte o Oceano Árctico.
De acordo com Volker Rachold, investigador do Instituto Alfred Wegener de Potsdam (este da Alemanha), a erosão das costas do Árctico avança a uma média de meio metro por ano, mas em algumas zonas chega a ser de dez metros por ano. As áreas mais afectadas estão na zona russa, mar de Laptev e o este da Sibéria.
As costas do Árctivo constituem cerca de um terço do total das costas do planeta, daí que o estudo alerta que a erosão pode vir a afectar grandes áreas no futuro.
Este retrocesso da costa é consequência do aquecimento global que é agravado no Círculo Polar Árctico, onde o aumento de temperatura é o dobro do aumento da temperatura média global.

O degelo do 'permafrost' favorece a erosão dos terrenos - Fonte: wikipédia

Este aquecimento está a descongelar parte do 'permafrost' costeiro, isto é, a camada de gelo permanente dos níveis mais superficiais do solo própria das regiões muito frias, o que desagrega o já fragmentado solo onde assenta, que assim fica totalmente exposto à acção do Oceano Árctico.
O documento sobre o "Estado da Costa Árctica 2010" refere o grande impacto deste processo de erosão grave nos ecossistemas árcticos costeiros e na população humana da região.

A destruição costeira do Árctico afecta os grandes rebanhos da região - Fonte: wikipédia

Os mais afectados são os animais selvagens que vivem nas regiões, como os grandes rebanhos, especialmente de renas, e os frágeis ecossistemas de lagos de água doce perto da costa. O homem também é afectado, mas dada a pequena população no litoral norte do planeta, não será a principal vítima deste problema ambiental.
A situação torna-se mais preocupante quando, tal como reconhece Rachold, há "grandes interesses" económicos e comerciais para os quais o degelo abre as rotas marítimas para a exploração da região árctica, rica em recursos naturais como o petróleo.
Fonte: El Mundo