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quinta-feira, 8 de agosto de 2013

NASA já discute o que será necessário para um potencial pouso de missão robótica na lua Europa de Júpiter

Ilustração mostrando o gigante planeta gasoso Júpiter visto a partir da superfície gelada e irregular da sua lua Europa, em primeiro plano - Crédito: NASA / JPL-Caltech

A maior parte dos conhecimentos que os cientistas têm sobre a lua Europa, do gigantte Júpiter, resultou dos voos rasantes da sonda Voyager 2, da NASA, em 1979, e da sonda Galileu na segunda metade de 1990.
Os cientistas descobriram um planeta fracturado, coberto de gelo e com indícios de um oceano de água líquida debaixo da sua superfície, um ambiente que poderia ser favorável à vida microbiana.
Uma equipa de cientistas da NASA publicou um novo estudo na revista Astrobiology, onde se discute as questões mais importantes a resolver, no caso de uma missão pousar na superfície de Europa.
"Se um dia os humanos enviarem uma sonda robótica para a superfície de Europa, precisamos saber o que procurar e que ferramentas levar", disse Robert Pappalardo, principal autor do estudo, no Jet Propulsion Laboratory da NASA, Pasadena, Calif . "Ainda há muito que fazer antes de poder pousar na Europa, mas estudos como estes ajudam a concentrar-nos nas tecnologias adequadas para nos levarem até lá, e sobre as informações necessárias que ajudarão a escolher os possíveis locais de pouso. Europa é o lugar mais provável no nosso sistema solar, além da Terra, para ter vida actualmente, e uma missão no solo seria a melhor forma de procurar sinais de vida".
Fonte: NASA

Links relacionados:
Europa, lua de Júpiter, pode esconder grandes lagos de água líquida sob o gelo

terça-feira, 23 de abril de 2013

Água à volta de Júpiter resultou do impacto de um cometa, dizem os cientistas

O mapa mostra a distribuição assimétrica da água na estratosfera de Júpiter, tal como foi medida pelo Observatório Espacial Herschel. As cores branca e ciano indicam maior concentração de água e azul indica valores menores. O mapa foi sobreposto a uma imagem de Júpiter, obtida em comprimentos de onda visíveis com o Telescópio Espacial Hubble da NASA / ESA - Crédito: mapa Água: ESA / Herschel / T. Cavalié et al; imagem de Júpiter:. NASA / ESA / Reta Beebe (New Mexico State University)

Astrónomos demonstraram que quase toda a água presente na estratosfera de Júpiter, uma camada atmosférica intermédia, se deve ao cometa Shoemaker-Levy 9, que atingiu o planeta em 1994.
Os novos dados do Observatório Espacial Herschel revelam claramente uma distribuição assimétrica de água em todo o planeta, tendo mais água no hemisfério sul, onde ocorreu o impacto. Os astrónomos verificaram que pelo menos 95 por cento da água presente na estratosfera de Júpiter foi fornecido pela cometa Shoemaker-Levy 9, que afectou o hemisfério sul.
Há quase duas décadas que os astrónomos sabem que existe água na atmosfera superior dos planetas gigantes do sistema solar, mas não conheciam ao certo a sua origem. Essa água foi descoberta na estratosfera de Júpiter, Saturno, Urano e Neptuno, através das observações da sonda Infrared Space Observatory da ESA, em 1997.
Enquanto a origem da água nas camadas inferiores das suas atmosferas pode ser explicada como interna, a presença desta molécula nas camadas atmosféricas superiores surpreende, devido ao pouco oxigénio aí existente, o que fez pensar numa origem externa.

sexta-feira, 5 de abril de 2013

Energia química necessária à vida na lua Europa

Lua Europa, de Júpiter, numa composição colorida violeta, verde e imagens em infravermelho. À esquerda, uma visão da lua na cor natural e, à direita, em cor melhorada criada para realçar as diferenças subtis de cores na superfície. A parte branca e azulada clara da superfície de Europa é composta principalmente de gelo de água, com muito poucos materiais sem ser gelo. Em contraste, as regiões pintalgadas de castanho, no lado direito da imagem, podem estar cobertas por sais hidratados e um componente vermelho desconhecido. O terreno pintalgado de amarelo, no lado esquerdo da imagem, é causado por outro componente desconhecido. As linhas escuras e compridas são fracturas na crosta, algumas das quais com mais de 3.000 quilómetros de comprimento - Crédito:NASA/JPL/University of Arizona

Um novo estudo da NASA mostra que o peróxido de hidrogénio é abundante em grande parte da superfície da lua Europa, de Júpiter. De acordo com os autores, se o peróxido na superfície de Europa se mistura com o oceano debaixo da crosta, isso poderia constituir uma fonte de energia importante para formas de vida simples, se realmente existisse vida lá.
"A vida como a conhecemos necessita de água líquida, elementos como o carbono, azoto, fósforo e enxofre, e também de alguma forma de energia química ou luz para a formação da vida", disse Kevin Hand, do Jet Propulsion Laboratory da NASA, Pasadena, Calif. e principal autor do estudo publicado recentemente em Astrophysical Journal Letters.
"Europa tem a água líquida e elementos, e achamos que compostos como o peróxido podem ser uma parte importante da energia que é precisa. A disponibilidade de oxidantes, como o peróxido, na Terra foi uma parte fundamental para o aparecimento da vida multicelular complexa", disse o cientista.

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Actividade vulcânica de Io: vulcões fora do lugar?

Bonita imagem composta das crescentes luas de Júpiter, a vulcânica Io e Europa mais calma, obtidas a partir de duas imagens da sonda New Horizons, em 2 de Março de 2007, dois dias depois da sonda fazer a sua maior aproximação a Júpiter. A composição mostra as posições relativas de Io e Europa, que estavam passando uma pela outra na altura, embora separadas por 790.000 quilómetros. As imagens foram captadas a partir de 4,6 milhões de quilómetros de Io e 3,8 milhões de quilómetros de Europa. O lado nocturno de Io aparece iluminado pela luz reflectida a partir de Júpiter, que está fora de cena, à direita. O lado nocturno de Europa está escuro, em contraste com Io, porque esse lado da lua fica virado para fora a partir de Júpiter - Crédito:NASA/Johns Hopkins University Applied Physics Laboratory/Southwest Research Institute

Io (no topo) sobressai exibindo alguns dos seus vulcões. É o mundo com mais actividade vulcânica no Sistema Solar, com centenas de vulcões. Na imagem são visíveis três plumas vulcânicas. A mais evidente é a enorme nuvem do vulcão Tvashtar, com cerca de 300 quilómetros de altura, na posição de 11 horas no disco de Io. As outras duas plumas, muito menores, são: do vulcão Prometeu, na posição de 9 horas à beira do disco de Io, e do vulcão Amirani, visto entre Prometeu e Tvashtar, ao longo do terminador de Io (a linha que divide o dia e a noite).
A pluma do vulcão Tvashtar parece azul devido à dispersão da luz por pequenas partículas de poeira ejectadas, semelhante à aparência azul do fumo. Além disso, também se nota o contraste do brilho vermelho da lava quente na base da pluma do Tvashtar.

quarta-feira, 6 de março de 2013

O oceano da lua Europa está em contacto com a superfície

Ilustração da lua Europa (em primeiro plano), Júpiter (à direita) e a lua Io (no meio). Com as novas evidências na lua Europa, de Júpiter, os astrónomos acreditam que sais de cloretos sobem a partir do oceano líquido subterrâneo e alcançam a superfície gelada da lua, onde são bombardeados com o enxofre dos vulcões da lua Io, de Júpiter - Crédito: NASA / JPL-Caltech

Cientistas do California Institute of Technology(Caltech) e do Jet Propulsion Laboratory, da NASA, encontraram a maior evidência de que a água salgada do vasto oceano líquido debaixo da camada exterior gelada da lua Europa, na realidade não está isolada, mas está em contacto com a superfície gelada e, inclusivamente, há uma troca de produtos químicos.
A descoberta, baseada em dados colhidos desde a missão Galileo (1999 a 2003) até ao presente, sugere que há uma troca química entre o oceano e a superfície, tornando o oceano mais rico quimicamente.
Os investigadores detectaram produtos químicos na superfície congelada de Europa que só poderiam vir do oceano subterrâneo, o que implica que os dois estão em contacto e, potencialmente, pode constituir uma abertura para um ambiente que pode ser capaz de suportar vida como a conhecemos.
O trabalho está descrito num artigo que foi aceito para publicação no Astronomical Journal.

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Saturno e Tétis: a sorte grande e a terminação

Saturno e Tétis vistos pela sonda Cassini, em 10 de Janeiro de 2012 - Crédito: NASA/JPL-Caltech/Space Science Institute

O majestoso planeta Saturno e a sua pequena lua Tétis (1.062 Km de diâmetro), à esquerda da parte central, captados pela sonda Cassini, em 10 de Janeiro de 2012, a 2,3 milhões de Km de distância.
Nesta imagem, o hemisfério norte de Saturno ainda mostra evidências da grande tempestade que alastrou em boa parte de 2011. As sombras projectadas pelos anéis no hemisfério sul do planeta também estão a aumentar, enquanto chega o verão no hemisfério norte.
Fonte: NASA

domingo, 19 de fevereiro de 2012

Vénus e Júpiter em Bragança

Vénus logo a seguir ao pôr-do-sol, em 15 de Fevereiro de 2012, sudoeste de Bragança, Portugal.

Vénus seguido por Júpiter, mais atrás, depois do pôr-do-sol, em 17 de Fevereiro de 2012, sudoeste de Bragança, Portugal

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Júpiter visto pelo Very Large Telescope do ESO


Bonita imagem de Júpiter obtida em luz infravermelha, na noite de 17 de Agosto de 2008, com o instrumento Multi-Conjugate Adaptive Optics Demonstrator (MAD) montado no Very Large Telescope do ESO.
A foto em cor falsa é feita por combinação de uma série de imagens captadas ao longo de cerca de 20 minutos, através de três filtros diferentes (2, 2.14 e 2.16 microns).
A Grande Mancha Vermelha não é visível na imagem porque estava do outro lado do planeta durante as observações.
As observações foram feitas em comprimentos de onda infravermelho, onde a absorção devido ao hidrogénio e metano é forte, o que explica as cores diferentes de Júpiter quando observado em luz visível. Além disso, nos pólos do planeta, há uma maior neblina estratosférica (regiões de luz azul) gerada por interações com partículas que ficam presas no intenso campo magnético de Júpiter.
Fonte: ESO

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Europa, lua de Júpiter, pode esconder grandes lagos de água líquida sob o gelo

"Grande Lago" da lua Europa, por baixo de um 'terreno caótico'. Os cientistas especulam que existem muitos mais em todas as regiões rasas da capa de gelo da lua - Crédito: Britney Schmidt/Dead Pixel FX/Univ. of Texas at Austin

Cientistas da Universidade do Texas, em Austin, e outros descobriram o que parece ser um lago de água no estado líquido, com o volume dos Grandes Lagos da América do Norte, escondido na camada de gelo de Europa, a lua de Júpiter.
Tal como escreve Britney Schmidt, da Universidade do Instituto de Geofísica, na revista Nature, "a água pode representar um potencial habitat para a vida, e muitos mais lagos podem existir na capa de gelo de Europa".
Os dados sugerem que o recém-descoberto lago está por baixo de uma área de placas de gelo flutuante que parecem estar em colapso (conhecida por 'terreno caótico') fornecendo um mecanismo para a transferência de nutrientes e energia entre a superfície e um vasto oceano que já se inferiu existir abaixo da grossa capa de gelo que cobre Europa.
Esta informação poderia reforçar argumentos que os oceanos do subsolo de Europa representam um potencial habitat para a vida noutros lugares do nosso sistema solar.

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Júpiter e Io vistos pela nave espacial New Horizons


Júpiter e a sua lua vulcânica Io, uma montagem de imagens obtidas pela missão New Horizons, quando sobrevoou o gigante gasoso, no início de 2007.
Júpiter é uma composição em infravermelho, onde os comprimentos de onda usados destacam as diferentes altitudes das nuvens de topo do planeta. A cor azul assinala as nuvens de alta altitude e neblinas e o vermelho indica as nuvens mais profundas. A zona oval branco-azulada é a Grande Mancha Vermelha.
A imagem de Io, uma composição aproximadamente de cor verdadeira, mostra uma grande erupção em desenvolvimento no lado escuro de Io (ponto vermelho), no vulcão Tvashtar, a norte. A lava incandescente vermelha brilha por entre a nuvem vulcânica, cuja parte superior é iluminada pela luz solar. A nuvem parece azul devido à dispersão da luz por pequenas partículas no seu interior.
Fonte: NASA

sábado, 27 de agosto de 2011

Grande Mancha Vermelha, a maior tempestade conhecida no Sistema Solar

A Grande Mancha Vermelha de Júpiter foi descoberta no século 17 e, na realidade, é uma tempestade enorme, girando como um ciclone, que ainda está presente na atmosfera do planeta gigante, 300 anos depois.

A Mancha Vermelha de Júpiter muda a sua forma, tamanho e cor, às vezes dramaticamente. As alterações podem ser vistas, em alta resolução, nas imagens obtidas pelo Telescópio Espacial Hubble e apresentadas pela equipa do projecto Hubble Heritage. O mosaico apresenta uma série de imagens da Grande Mancha Vermelha obtidas pelo Hubble entre 1992 e 1999 - Crédito: Hubble Heritage Team (STScI/AURA/NASA) and Amy Simon (Cornell U.)

Diferente de um furacão de baixa pressão no mar das Caraíbas, no entanto, a Grande Mancha Vermelha roda no sentido contrário dos ponteiros do relógio (sentido anti-horário) no hemisfério sul, mostrando que é um sistema de alta pressão. Nesta tempestade os ventos podem atingir velocidades de cerca de 270 mph.
A Mancha Vermelha é a maior tempestade conhecida no Sistema Solar. Com um comprimento cerca de 25.000 Km, tem quase o dobro do tamanho da Terra e um sexto do diâmetro do próprio Júpiter.
A longa duração da Grande Mancha Vermelha pode ser devida ao facto de que Júpiter é, sobretudo, um planeta gasoso. Possivelmente tem camadas líquidas, mas não tem uma superfície sólida para dissipar a energia da tempestade, assim como acontece quando um furacão alcança terra no nosso planeta.
Fonte: Photojournal da NASA

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Nave espacial Juno foi lançada para a sua missão a Júpiter

A nave espacial Juno foi lançada esta tarde para a sua missão a Júpiter e de acordo com informções da NASA, está tudo a decorrer de acordo com o programado.

Lançamento da missão Juno da NASA num foguetão Atlas-551, a partir da base da Força Aérea do Cabo Canaveral, na Flótida - Crédito: NASA / JPL-Caltech

Depois de percorrer 2.800 milhões de quilómetros, em 5 anos, a sonda Juno irá orbitar os pólos do planeta 33 vezes e usar os seus oito instrumentos científicos para saber mais sobre o gigante gasoso, as suas origens, ambiente, estrutura e magnetosfera e, ainda, procurar descobrir se o seu núcleo é sólido ou gasoso.
Júpiter é o planeta mais massivo do Sistema Solar, com uma composição que se assemelha à de uma estrela. Com as suas luas, assemelha-se a um sistema solar em miniatura. Se fosse ainda mais massivo (80 vezes) poderia ter formado uma estrela.
"Júpiter é a Pedra de Roseta do nosso sistema solar", disse Scott Bolton, principal pesquisador da missão Juno. "É, de longe, o planeta mais antigo, contém mais material do que todos os outros planetas, asteróides e cometas juntos, e carrega no seu interior não só a história do nosso sistema solar mas também a nossa própria história. Juno vai lá como nosso emissário - para interpretar o que Júpiter tem a dizer".
O nome de Juno vem da mitologia grega e romana. O deus Júpiter cobriu-se com um véu de nuvens para esconder o seu mal, mas a sua esposa, a deusa Juno, foi capaz de espreitar através das nuvens e revelar a verdadeira natureza de Júpiter.
Fonte: NASA
Mais informações sobre a missão Juno no seu site da Web

Sonda Juno parte hoje para a sua missão a Júpiter

A sonda Juno, fechada no cimo do seu veículo de lançamento, o foguetão Atlas V-551, aguarda a partida no Complexo de Lançamento 41 do Cabo Canaveral, na Flórida. Crédito: NASA / Kim Shiflett

A sonda Juno inicia hoje, 5 de Agosto de 2011, a sua viagem de 5 anos até Júpiter, se o tempo o permitir. Será lançada entre as 16h34 e as 17h43 (hora de Lisboa) no foguetão Atlas V -551, a partir do Cabo Canaveral, na Florida, Estados Unidos.
Recebendo energia de três enormes painés solares e rodopiando como uma ventoinha, a nave deverá chegar a Júpiter em 2016, onde durante um ano vai estudar o gigante gasoso e tentar descobrir um pouco mais da história do Sistema Solar.
"O que há de especial sobre Juno é que estamos realmente olhando para uma das primeiras etapas, os primeiros tempos da história do nosso sistema solar", disse Scott Bolton, principal pesquisador da missão Juno. "Logo depois de se formar o Sol, o que aconteceu que permitiu que se formassem os planetas e por que têm os planetas uma composição ligeiramente diferente da do Sol?"
"Se pudéssemos começar a entender o papel que Júpiter desempenhou e como ele se formou e como influenciou, eventualmente, a formação dos outros planetas e a Terra e, talvez, até a própria vida", disse Bolton, "então saberíamos um pouco melhor como olhar para outros planetas semelhantes à Terra, talvez orbitando outras estrelas e como eles poderiam ser comuns e, ainda, os papéis que desempenham os planetas gigantes que vemos orbitando outras estrelas."
O vídeo mostra uma animação sobre a missão Juno, que inclui animações do lançamento e voo de 5 anos.


Mais informações no site da missão Juno

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

A nave espacial Juno transporta uma placa dedicada a Galileu

O lançamento da sonda Juno da NASA, para a sua viagem até Júpiter, está programado para amanhã, 5 de Agosto de 2011. Como homenagem pelo conhecimento que nos proporcionou sobre o planeta gigante gasoso, a bordo da nave espacial segue uma placa dedicada ao famoso astrónomo Galileo Galilei.

Uma placa dedicada ao famoso astrónomo Galileo Galilei segue na nave espacial Juno até à órbita de Júpiter - Crédito: NASA / JPL-Caltech / KSC

Utilizando a sua famosa luneta, Galileu descobriu, em 1610, os quatro principais satélites de Júpiter - Io, Europa, Ganimedes e Calisto - também conhecidos pelas 'luas de Galileu'.
A placa, que veio da Agência Espacial Italiana, mostra o auto-retrato de Galileu e inclui, também, um trecho que ele próprio escreveu sobre as observações de Júpiter, em 1610, e que se encontram arquivadas na Biblioteca Nacional Central de Florença.
Na viagem até Júpiter, a nave Juno leva ainda três tripulantes em miniatura, três pequenas estatuetas simbólicas: Galileu Galilei, o deus romano Júpiter e sua esposa Juno. Fazem parte de um programa educacional desenvolvido, numa parceria entre a NASA e o Grupo LEGO, para inspirar as crianças a explorar a ciência, tecnologia, engenharia e matemática.

Três figuras LEGO representando o deus romano Júpiter, sua esposa Juno e Galileo Galilei seguem a bordo da sonda Juno - Crédito: NASA / JPL-Caltech / KSC

Na mitologia grega e romana, Júpiter atraiu um véu de nuvens em torno de si para esconder a sua maldade. Do Monte Olympus, Juno foi capaz de revelar, através das nuvens, a verdadeira natureza de Júpiter. Juno tem uma lupa para significar a busca da verdade, enquanto o marido tem um relâmpago. O terceiro membro da tripulação LEGO é Galileo Galilei, que fez várias descobertas importantes sobre Júpiter utilizando o seu telescópio, que também vai com ele na viagem.
Fonte: NASA / NASA

domingo, 31 de julho de 2011

Sonda Juno aguarda lançamento no seu foguetão Atlas

Em 27 de Julho, a sonda juno foi colocada no cimo do foguetão Atlas V 551, para o seu lançamento a 5 de Agosto de 2011 - Crédito: NASA/Cory Huston

A sonda espacial Juno, da NASA, já se encontra no topo do foguetão Atlas, o United Launch Alliance Atlas V 551, na plataforma de lançamento de Cabo Canaveral ( ver vídeo)
O lançamento da sonda, que é movida a energia solar, está programado para 5 de Agosto de 2011, prevendo-se a sua chegada a Júpiter em 2016.
Juno vai estudar o planeta gigante a partir de uma órbita elíptica polar, dentro e fora do seu poderoso cinturão de radiação de partículas carregadas, com uma maior aproximação de cerca de 5.000 Km do topo das nuvens.

Juno vai ajudar a descobrir o segredo da origem e formação do Sistema Solar. Talvez possamos descobrir, também, o mistério da nossa origem - Crédito: NASA TV

Durante um ano, a sonda vai investigar as origens do planeta, a sua estrutura interior, a atmosfera profunda e, ainda, a sua enorme magnetosfera. O estudo científico de Juno sobre Júpiter ajudará a nossa compreensão sobre a origem e a formação do nosso Sistema Solar e outros sistemas planetários. É o estudo da nossa própria origem que continua sendo um grande segredo.
Fonte: NASA
Mais informações sobra a missão Juno aqui e site da missão Juno

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Missão Juno para explorar Júpiter

Com lançamento programado para 5 de Agosto de 2011, a nave espacial Juno deverá chegar a Júpiter, em 2016, para estudar o planeta gigante a partir de uma órbita polar elíptica, a partir de 5.000 Km do topo das nuvens, na maior aproximação.

A sonda Juno passa em frente a Júpiter (ilustração). Juno, a segunda missão no programa New Frontiers (Novas Fronteiras), da NASA, irá melhorar a nossa compreensão do sistema solar - Crédito: NASA / JPL-Caltech

O objectivo principal da missão é compreender melhor a origem e evolução de Júpiter. Para isso, durante um ano, a sonda vai investigar as origens do planeta, a estrutura interior, a atmosfera profunda e magnetosfera. Este estudo de Júpiter pode ajudar a entender a história do nosso próprio Sistema Solar e proporcionar uma nova visão sobre como se formam e desensenvolvem os sistemas planetários, na nossa galáxia e noutras.
Juno é a segunda de quatro missões espaciais a lançar este ano. Aquarius partiu a 10 de Junho para estudar a salinidade dos oceanos, seguindo-se Graal, em 8 de Setembro, para estudar o campo de gravidade lunar. Por último, Mars Science Laboratory e o robô Curiosity serão enviados para Marte, por volta de 25 de Novembro.
Mais informações sobre a missão Juno em http://missionjuno.swri.edu/ (em inglês)
Fonte: NASA/Juno

quinta-feira, 12 de maio de 2011

Oceano interno de magma em Io, lua de Júpiter

Io, a lua vulcânica de Júpiter, tem um oceano subterrâneo de magma derretido ou parcialmente derretido sob a sua superfície. A descoberta, obtida através de uma nova análise dos dados da sonda Galileu da NASA, é uma primeira evidência da existência deste tipo de camada de magma em Io e explica o facto desta lua ser o corpo mais vulcânico do Sistema Solar.

Estrutura interna de Io, lua de Júpiter, de acordo com dados da sonda Galileo, da NASA. A crosta de baixa densidade, com cerca de 30 a 50 km de espessura, tem cor cinza na secção transversal. Sob a crosta, está o recém-descoberto "oceano" de magma, derretido ou parcialmente derretido - também conhecido como astenosfera - colorido de vermelho, e com uma espessura superior a 50 Km. O manto surge amarelo-dourado. O manto é constituído de rochas ultrabásicas, ricas em silicatos de ferro e magnésio, capazes de conduzir a corrente eléctrica quando fundidas. As rochas ultrabásicas têm uma origem ígnea, isto é, formam-se a partir do arrefecimento do magma. Acredita-se que as rochas ultrabásicas terrestres derivaram do manto. O núcleo de Io, com cerca de 600 a 900 km de raio, é composto de ferro e sulfureto de ferro, prateado na imagem. Io está sob a influência do campo magnético de Júpiter, representado pelas suas linhas de campo (linhas azuis) que unem a região polar norte à região polar sul de Júpiter - Crédito: NASA / JPL / University of Michigan / UCLA

As sondas Voyager, da NASA, descobriram os vulcões de Io, em 1979, fazendo com que esta lua seja o único corpo conhecido do Sistema Solar, para além da Terra, a ter vulcões activos de magma. A actividade vulcânica resulda da compressão e alongamento de Io devido à gravidade de Júpiter.
Io produz cerca de 100 vezes mais lava a cada ano do que todos os vulcões da Terra. Os vulcões da Terra ocorrem em pontos localizados, como acontece com o "Anel de Fogo", em torno do Oceano Pacífico, mas os vulcões de Io são distribuídos por toda a superfície. Este facto explica-se pela existência de um oceano global de magma a cerca de 30 a 50 km abaixo da sua crosta.
Segundo alguns cientistas, o vulcanismo de Io mostra como pode ter sido a actividade vulcânica da Terra e da nossa Lua há biliões de anos, no início da sua formação, com um oceano de magma semelhante, antes de arrefecer.
Fonte: NASA

segunda-feira, 11 de abril de 2011

A nave espacial Juno, que vai observar Júpiter, será lançada no verão

Nave Juno em frente a Júpiter (ilustração) - Crédito: NASA/JPL-Caltech

A nave espacial Juno da NASA já se encontra na Flórida em preparação para o lançamento este verão. O veículo espacial, movido a energia solar, vai orbitar os pólos de Júpiter 33 vezes para saber mais sobre as origens do gigante gasoso, estrutura, atmosfera e magnetosfera. Demorará cinco anos para encontrar-se com o maior planeta do Sistema Solar, chegando em Julho 2016.
Juno será lançada para o espaço a bordo do foguete United Launch Alliance Atlas V, descolando do complexo de lançamento-41, na Base da Força Aérea de Cabo Canaveral, na Flórida. A sua partida está prevista para o período compreendido entre 5 e 26 de Agosto de 2011.
Mais informações sobre a nave espacial Juno em NASA/Juno
Fonte: NASA

quinta-feira, 31 de março de 2011

Impactos deixaram marcas nos anéis de Júpiter e Saturno

A nuvem de poeira do cometa Shoemaker-Levy 9 criou ondulações no anel de Júpiter -  Crédito: M. copyright Showalter

A ilustração mostra o cometa Shoemaker-Levy 9 indo contra Júpiter, em Julho de 1994, enquanto a sua nuvem de poeira cria um rastro ondulante no anel de Júpiter.
O cometa, tal como foi observado pelo Telescópio Espacial Hubble, aparece como uma seqüência de fragmentos avermelhados caindo em Júpiter, a partir do sul. A imagem do Hubble mostra, mais tarde, as manchas escuras onde pedaços do cometa já tinham colidido com o planeta. O débil anel, com base em imagens obtidas pela missão Galileo da NASA, normalmente é muito fraco, mas foi reforçado para a ilustração. As faixas mostram os rastros das nuvens de poeira do cometa. Os impactos destas partículas de poeira inclinaram o anel do seu eixo.

O anel de Júpiter mostra as ondulações provocadas pelo cometa Shoemaker-Levy 9 em julho de 1994 - Crédito: NASA / JPL-Caltech / SETI

Estas imagens, obtidas a partir de dados da sonda Galileo da NASA, mostram as ondulações subtis no anel de Júpiter e que os cientistas associaram com o impacto do cometa Shoemaker-Levy 9, em Julho de 1994. A imagem do topo foi obtida pela Galileo, em 9 de Novembro de 1996, e mostra a ponta do anel de Júpiter. A imagem do meio é uma versão da primeira, reforçada por computador para mostrar as ondulações. A terceira imagem mostra um modelo de computador construído a partir dos dados.

As imagens dos anéis de Saturno, obtidas pela sonda Cassini, revelam que também foram perturbados. Os cientistas atribuem as ondulações de Saturno a um objecto semelhante - provavelmente uma outra nuvem de fragmentos do cometa, no segundo semestre de 1983. O estudo vem publicado num artigo da revista Science.


Esta imagem da Cassini, obtida em Agosto de 2009, um mês antes do equinócio de Saturno, permite observar faixas alternadas claras e escuras, que se estendem a uma grande distância entre os anéis D (à direita) e C (à esquerda) de Saturno. Mostram variações no brilho dos anéis que são quase certamente causadas pelas mudanças no plano ondulado dos anéis, tal como as ondulações de um telhado de zinco.
Mais tarde, imagens durante o equinócio revelaram a verdadeira dimensão desta ondulação, estendendo-se completamente através do anel C, até a borda do anel B, numa extensão de cerca de 19.000 km - ver imagem de alta resolução.
Ver animação, numa série de três imagens, mostrando como os anéis de Saturno se comportaram como um anel de papelão ondulado, depois de ficarem inclinados em relação ao plano equatorial de Saturno (animação).

Fonte: NASA

sábado, 5 de março de 2011

Europa, a menor lua galileana

Lua Europa vista pela sonda Voyager 2 (1979) - Crédito: NASA/JPL/USGS

Imagem da Europa, o menor satélite Galileano, obtida pela sonda Voyager 2. As áreas brilhantes provavelmentesão são depósitos de gelo, enquanto que as áreas mais escuras podem ser da superfície rochosa ou áreas com uma desigual distribuição de gelo. Esta lua de Júpiter caracteriza-se pelas longas estruturas lineares que atravessam a superfície em várias direcções. Algumas destas estruturas lineares têm mais de 1.000 quilómetros de comprimento e cerca de 2 ou 3 km de largura. Podem ser fraturas ou falhas que perturbaram a superfície.

Lua Europa vista pela sonda Galileu - Crédito: NASA / / Universidade do Arizona JPL

Imagem a cores da lua Europa, obtida pela sonda Galileo da NASA. É uma combinação de imagens tiradas com filtros violeta, verde e infravermelho próximo, em 1998 e 1995, para mostrar as diferenças subtis nos materiais que cobrem a superfície gelada da lua.
As estruturas lineares avermelhadas características são algumas das fissuras e sulcos, com milhares de quilómetros de comprimento, causadas pelas marés provocadas pela atração gravitacional de Júpiter.
O terreno mosqueado avermelhado existe onde a superfície foi interrompida e blocos de gelo moveram-se em volta. O material vermelho não é um contaminante do gelo e pode ser constituido por sais criados a partir de um possível oceano sob a superfície congelada de Europa.
Vêem-se algumas estruturas circulares, que são pequenas crateras de impacto. A superfície de Europa apresenta poucas crateras, possivelmente devido a actividade geológica recente ou corrente, que eliminou as crateras de impactos mais antigas.
A falta de crateras, juntamente com outros elementos, levou os cientistas a supor que poderia haver um oceano de água líquida sob a superfície de Europa. Onde há água, pode haver vida. É por isso que Europa é um alvo de interesse para a exploração futura do sistema solar .
Fonte: NASA/Photojournal