Mostrar mensagens com a etiqueta Espécies Invasoras. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Espécies Invasoras. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 10 de setembro de 2013

Comissão Europeia propõe novas medidas contra as espécies invasoras

Em Portugal, o chorão-das-praias, Carpobrotus edulisinvade dunas e zonas arenosas - Crédito: wikipédia

A Comissão Europeia (CE) apresentou nesta segunda-feira um conjunto de medidas legislativas com o objectivo de impedir o aumento do número de plantas invasoras na Europa.
Umas das propostas apresentadas aos 28 Estados-membros é a elaboração, em conjunto, de uma lista de plantas invasoras preocupantes para a União Europeia (UE). “As espécies seleccionadas serão banidas da UE, deixando de ser possível importá-las, comprá-las, utilizá-las, libertá-las ou vendê-las.” Além disso, durante o período de transição (não especificado na nota), serão adoptadas medidas para apoiar os comerciantes, criadores e proprietários destas espécies.
Segundo a CE, existem actualmente na Europa mais de 12 mil espécies exóticas, isto é, espécies que estão fora do seu habitat natural. Destas, apenas 15% são invasoras, pois crescem e reproduzem-se rapidamente, prejudicando o ecossistema onde se encontram.
As espécies invasoras causam prejuízos económicos calculados em 12 milhões de euros por ano, com riscos para a saúde pública, infra-estruturas e culturas agrícolas. A nível ambiental, estas espécies danificam os ecossistemas e conduzem à perda de biodiversidade.
Portugal também é afectado pelas espécies exóticas, cujo número tem aumentado, segundo informação no site do projecto Invasoras, da Universidade de Coimbra. Actualmente, existem em Portugal continental cerca de 670 espécies exóticas, das quais 8% têm comportamento invasor.
Desde 1999, Portugal tem legislação que regula a introdução de espécies exóticas, e onde estão assinaladas as invasoras proibidas. Entre as mais conhecidas e problemáticas estão as acácias, as mimosas, o chorão-das-praias ou o jacinto-de-água.
Fonte: Invasoras e Comunicado Europeu

sábado, 4 de maio de 2013

A pesca excessiva está a causar a proliferação de medusas

Medusa-da-lua (Aurelia aurita), é uma alforreca (ou água-viva) comum em todos os oceanos do planeta, principalmente em águas costeiras - Crédito: wikipédia

A pesca excessiva está a fazer prosperar as medusas que, desde o início da década de 2000, invadiram muitos dos mares de todo o mundo, como o Mar do Japão, o Mar Negro, o Mar Mediterrâneo e outros.
Segundo um novo estudo do Institut de Recherche pour le Développement (IRD), publicado no Boletim de Ciência Marinha, tão grande proliferação desses seres marinhos gelatinosos deve-se, principalmente, à pesca excessiva que faz desaparecer não só os seus predadores, como o atum e as tartarugas marinhas, mas também outros peixes mais pequenos que competem com eles pelo zooplâncton.
Os pesquisadores alertam que as medusas estão a beneficiar, sobretudo, do excesso de pesca de pequenos peixes pelágicos. Sardinhas, arenques e anchovas, por exemplo, alimentam-se de zooplâncton como as medusas, sendo, por isso, os seus principais competidores.
Em áreas onde muitos destes peixes são capturados, o nicho ecológico fica livre para as medusas e elas podem prosperar. Além disso, os pequenos peixes comem os ovos e as larvas das medusas, contribuindo para regular a população. Na sua ausência, não há nada que impeça a proliferação de medusas.

segunda-feira, 18 de março de 2013

Nova ferramenta online sobre plantas invasoras em Portugal

Acácias são plantas invasoras em Portugal (wikipédia)

O novo site «invasoras.uc.pt» tem como objectivo "sensibilizar e educar a população para proteger os habitats nativos e áreas de produção florestal e agrícola".
O projecto, coordenado pela investigadora Elizabete Marchante, é uma criação da Universidade de Coimbra em parceria com o Politécnico da mesma cidade, o Centro de Ecologia Funcional e o Ciência Viva.
As plantas invasoras têm impactos negativos na biodiversidade e podem originar vários problemas, nomeadamente o aumento do risco de incêndios e alterações na disponibilidade hídrica.
Os desequilíbrios provocados nos ecossistemas pelas plantas invasoras podem ser muito graves e afectarem outras espécies. É o caso, por exemplo, do priolo, uma ave endémica de S. Miguel, e que está seriamente ameaçada devido ao avanço de plantas invasoras, que estão a destruir a floresta nativa da qual depende. A sua conservação passa pelo controlo das espécies invasoras e recuperação da floresta laurissilva que constitui o seu habitat natural.
O site é uma ferramenta online onde o cidadão comum pode conhecer melhor as plantas invasoras em Portugal, através de fichas descritivas das espécies, e ainda como podem ser controladas. Além disso, permite uma maior participação de todos, assinalando focos de plantas invasoras no território nacional, através de uma aplicação para dispositivos Android e um mapa de avistamentos.
Professores e educadores também encontram materiais de apoio para actividades de educação ambiental dirigidas aos mais novos.
Fonte: Via CiênciaHoje

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Espécies exóticas invasoras são um problema crescente para o ambiente e a saúde da Europa

Vespa asiática ou velutina (Vespa velutina nigotorax) inicia o ninho, na primavera. Esta espécie mata as abelhas na colmeia e come-as. Chegou a Portugal em 2011 - Crédito imagem: wikipédia

De acordo com dois relatórios publicados pela Agência Europeia do Ambiente (AEA), o número de espécies exóticas invasoras está a crescer na Europa e pode provocar danos nas espécies autóctones, para além de poder prejudicar também a saúde humana.
Estas espécies exóticas constituem também uma grande ameaça à biodiversidade. Das 395 espécies nativas da Europa que estão classificadas como "criticamente em risco de extinção" na Lista Vermelha das espécies ameaçadas da União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais, 110 estão nessa situação devido às espécies invasoras.
Para os seres humanos, um dos efeitos mais perigosos das espécies exóticas invasoras é serem portadoras de doenças. É o caso do mosquito-tigre, acusado de transmitir 20 doenças diferentes, como a febre amarela e a febre chikungunya, ou plantas como a ambrósia-gigante, que potencia alergias como a febre-dos-fenos, duas das espécies estudadas pela AEA.
Os estudos da Agência Europeia do Ambiente ajudam a conhecer melhor as espécies invasoras e os impactos que podem causar na biodiversidade, saúde e economias europeias, fornecendo pistas para o seu controlo.

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Mamíferos de várias partes do mundo invadiram a Europa

Cria de javali (Sus scrofa). O javali é um mamífero invasor da Europa, segundo o novo estudo. Foi introduzido na Sicília, no período neolítico, por volta de 9000 a 8000 aC - Crédito: Sander van der Wel/wikipédia

Mamíferos de outras partes do mundo invadiram a Europa mais do que se pensava. Um novo estudo descobriu que 71 espécies de mamíferos invadiram a Europa desde o período neolítico, onde se incluem visons, javalis, mapaches, musaranhos e castores, enquanto outras 30 espécies do continente invadiram outro local europeu, onde se adaptaram com sucesso.
Segundo o relatório publicado na revista Integrative Zoology, pelo menos 58 dessas espécies introduzidas prejudicam directamente ou a saúde humana ou o ambiente.
A pesquisa segue trabalhos anteriores que analisaram as espécies de mamíferos que invadiram a Europa desde 1500 dC e incide mais particularmente naquelas que agora ameaçam a biodiversidade nativa.
Os pesquisadores descobriram que os mamíferos foram introduzidos na Europa pelo menos em 740 ocasiões, tendo conseguido reconstruir a data de introdução em 635.

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Serpente pitão birmanesa com mais de 5 metros foi encontrada na Florida


Uma serpente pitão birmanesa, com mais de cinco metros de comprimento e 75 quilos de peso, foi encontrada no Parque Nacional de Everglades, na Flórida, Estados Unidos.
Pesquisadores da Universidade da Flórida consideram que é o maior exemplar da espécie já encontrado nesse estado americano. O animal encontrava-se em período de gestação, contendo um número recorde de 87 ovos no seu corpo.
As pitões birmanesas (Python molurus bivittatus), serpentes gigantes constritoras nativas da Ásia, encontram-se agora por todo o sul da Florida. Segundo os especialistas, o tamanho do animal mostra até que ponto esta espécie «invasora» se adaptou bem na região, onde não tem predadores que a ameace.
Nos últimos anos, a população de pitões tem aumentado drasticamente, tanto em número como em dispersão geográfica, causando um forte impacto nas populações de mamíferos dessa área dos Estados Unidos, conhecida por ter um ecossistema único no mundo.
Os Everglades, uma extensa superfície pantanosa que ocupa quase todo o sul da Florida, continha uma grande variedade de mamíferos e aves autóctones. No entanto, as suas populações têm diminuído, sendo cada vez mais raro vê-los. Este declínio coincidiu com a propagação das pitões nos Everglades, libertadas pelas pessoas quando já não podiam cuidar delas, pelo perigo que representavam ou pela grande quantidade de alimentos que exigiam.
Actualmente, como medida de protecção da área, é proibído importar para os USA pitões birmanesas e outras três espécies de grandes serpentes. Além disso, a sua caça foi legalizada.
Fonte: ÚltimoSegundo e Naturlink

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Mexilhão africano encontrado pela primeira vez no Algarve

Mexilhão castanho (Perna perna), nativo da África e que foi descoberto nas costas do Algarve, pela primeira vez - Fonte: wikipédia

Foi descoberto no Algarve, pela primeira vez, o mexilhão castanho da espécie Perna perna, nativa de África. Os animais foram detectados, em Julho de 2011, pela investigadora Carla Lourenço, do Centro de Ciências do Mar (CCMAR), na zona de Vilamoura e Ilha do Farol. Pela primeira vez, este mexilhão foi encontrado nas zonas costeiras Atlânticas que banham o continente europeu.
O estudo foi publicado em Abril, na revista Marine Biodiversity Records.

terça-feira, 6 de março de 2012

Turistas e cientistas ameaçam os ecossistemas da Antárctida

Actualmente, várias espécies invasoras já se fixaram na Antárctida, como a gramínea Poa annua, em Portugal conhecida por relva-dos-caminhos. O Protocolo de Protecção Ambiental do Tratado da Antárctida proíbe a introdução intencional de espécies invasoras, mas os cientistas detectaram que os visitantes as levam involuntariamente para o continente - Fonte: wikipédia

Turistas e cientistas estão a ameaçar a Antárctida, um dos ecossistemas mais intocados do planeta, ao levarem consigo, sem saberem, sementes de plantas exóticas invasoras.
Um estudo científico publicado segunda-feira na revista Proceedings of the National Academy of Science (PNAS), revela que os visitantes estão a introduzir, de maneira involuntária, espécies invasoras na Antárctida. As espécies invasoras constituem uma das principais causas das mudanças na biodiversidade registadas em todo o mundo. Até agora, este problema ainda não tinha sido detectado de maneira significativa neste continente.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Canguru encontrado no jardim de uma casa na Inglaterra


Uma britânica encontrou um pequeno canguru no jardim da sua casa na região de Dorset, no oeste da Inglaterra. O animal, também conhecido como wallaby (australiano), passou duas horas no jardim e fugiu, antes da chegada do representante da ONG britânica de protecção aos animais RSPCA, que tinha sido chamada.
Não se sabe de onde veio o animal mas, de acordo com a moradora, ele parecia bem alimentado e saudável. A organização ambientalista informou que existem vários cangurus vivendo soltos na Grã-Bretanha.
Fonte: ÚltimoSegundo

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Caranguejo-rei invade a Antárctida

Milhares, talvez milhões, de caranguejos-rei estão a deixar as águas frias profundas e deslocam-se subindo em direcção à Antárctida.
De acordo com James McClintock, professor de Biologia Marinha Polar da Universidade do Alabama em Birmingham, e outros pesquisadores da vida marinha interessados ​​no continente, a situação é muito preocupante porque o ecossistema vulnerável pode ser eliminado.

Caranguejo-rei, Paralithodes camtschaticus - Fonte: wikipédia

Os caranguejos não existem na Antárctida, o continente mais austral da Terra, talvez há milhões de anos por causa das baixas temperaturas. No entanto algo deve ter mudado, pois eles já estão a aproximar-se da plataforma que circunda a Antárctida, vindos de zonas profundas entre 1.800 e 2.700 metros (6.000 e 9.000 pés).
Os moluscos, caracóis e estrelas do ecossistema, por causa da adaptação ao seu ambiente, têm protecções macias e nunca tiveram predadores deste tipo. Poderão ser a principal presa para os caranguejos-rei.
A perda de moluscos únicos pode comprometer organismos com compostos usados no combate a doenças, como as ascídias, por exemplo, que produzem um agente que combate o cancro de pele. O desaparecimento destas espécies pode significar a perda da cura para doenças.

Ascídias, ilustração de Ernest Haeckel - Kunstformen der Natur , 1904 - Fonte: wikipédia

Não se conhece a causa desta invasão, mas os cientistas acreditam que está ligada ao aquecimento do clima pela intervenção humana.
O aparecimento dos caranguejos-rei pode trazer, ainda, outros impactos para a Antárctida. A região tem vindo a tornar-se um destino popular para turistas, mas agora os caranguejos estão a atrair também os pescadores.
Segundo McClintock, "Todo o ecossistema pode mudar. E isto é apenas o exemplo de uma espécie expandindo-se para um novo território. Certamente haverá mais à medida que o clima for aquecendo".
Fonte: ScienceDaily

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Espécies invasoras podem provocar extinções em massa

Um estudo da Universidade norte-americana de Ohio publicado na revista “PLoS ONE”, revela que as espécies invasoras podem travar a formação natural de novas espécies e desencadear extinções em massa nos ecossistemas.

Os peixes placodermos desapareceram na extinção em massa no final do período devoniano
Fonte: wikipédia

Alycia Stigall estudou o colapso da vida marinha no planeta entre 378 e 375 milhões de anos atrás, a extinção em massa do final do Devónico, e concluiu que, na realidade, foi uma crise de biodiversidade provocada pelas invasões de novas espécies durante esse período, que impediram a especiação. Da mesma forma, nos ecossistemas modernos, onde as espécies invasoras são agressivas, pode esperar-se uma perda de especiação semelhante, como resultado da crise da biodiversidade moderna.
O nosso planeta atravessa uma crise da biodiversidade e um grande número de espécies invasoras, introduzidas pelas actividades humanas, está a espalhar-se pelo planeta. Neste contexto, a investigação constitui um alerta para o perigo que elas representam na redução da taxa de especiação nos ecossistemas, podendo levar à extinção em massa.
Mais informações em Público.pt

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Vespa asiática, predadora de abelhas melíferas, em Espanha

A vespa asiática, 'Vespa velutina nigritorax', foi detectada, pela primeira vez, em Espanha. Trata-se de uma espécia de vespa com comportamento agressivo e devoradora de abelhas melíferas.

Vespa velutina nigritorax, predadora de abelhas melíferas - Fonte: wikipédia

A Vespa Velutina  tem o seu habitat natural na China, ao norte da Índia e Indonésia. Em 2004 entrou na França trazida por um contentor de madeira no porto de Bordéus. Desde então espalhou-se pelo sul do país e já colonizou algumas regiões do centro.
Esta espécie invasora representa um grande perigo, pois é capaz de dizimar colónias inteiras, representando uma enorme ameaça para os apicultores europeus. As abelhas europeias não têm defesas contra ela, ao contrário das asiáticas, Apis Cerana, que se defendem de um modo engenhoso, rodeando a invasora em grupos numerosos formando uma bola e gerando, por acumulação, uma temperatura superior a 45ºC, que acaba por matar a vespa, mais sensível ao calor que as abelhas. Há notícias que as abelhas francesas também já começaram a defender-se (ver vídeo)
As espécies exóticas invasoras são consideradas uma das maiores ameaças à biodiversidade local. Neste caso, a Vespa Velutina vem complicar ainda mais a situação das abelhas melíferas que, em muitos lugares do planeta, estão a desaparecer por causas ainda não claramente conhecidas.


Mais informações aqui

domingo, 14 de novembro de 2010

Lagostim-vermelho americano

A introdução de espécies exóticas num ecossistema diferente do seu é uma das principais causas de perda de biodiversidade no mundo de hoje. E por causa da globalização, o homem colabora, voluntária ou involuntariamente, nestas "migrações" de espécies.

O lagostim-vermelho da america, Procambarus clarkii, espécie exótica invasora de Portugal
Fonte: wikipédia

O lagostim-vermelho da america, é um crustáceo de água doce, uma espécie endémica do golfo do México, que foi introduzida no rio Guadalquivir, em Espanha, quando alguns exemplares se escaparam de umas instalações de aquacultura, em 1973.
Actualmente o lagostim americano surge em quase toda a Península Ibérica, incluindo Portugal, onde é considerada uma espécie de risco ecológico.
Mais informações sobre o lagostim-vermelho em Portugal.

sábado, 23 de outubro de 2010

Espécies Invasoras, Alterações climáticas e Ecossistemas

Miconia calvescens é uma espécie arbórea nativa da América Central e do Sul, conhecida por ser uma planta invasora, quase uma praga nas florestas do Taiti, Havaí, Sri Lanka e outras partes do Pacífico, Ásia e Caribe.
Miconia calvescens- Fonte: wikipédia

A introdução (como planta ornamental) e o estabelecimento da Miconia no Tahiti está a transformar profundamente os habitats nativos.
A Miconia pode crescer até uma altura máxima de 15 metros. A sombra das suas folhas enormes impede que qualquer outra planta cresça nas proximidades. Esta planta compete com as plantas naturais, acabando por fazê-las desaparecer.
O sistema de raízes da Miconia calvescens é superficial o que, com chuvas fortes, agrava o risco de deslizamento de terras nas encostas íngremes. Como consequência, no Tahiti e no Havaí, aumentaram os níveis de sedimentos nas comunidades ribeirinhas, no litoral e recife.
Com as alterações climáticas, em determinadas épocas do ano, a precipitação vai aumentar nestas regiões, o que vai agravar mais os deslizamentos de terras e os seus impactos ambientais sobre a erosão do solo, a pesca nos recifes, e as funções das bacias hidrográficas.
A invasão da Miconia calvescens afecta, indirectamente, a biodiversidade costeira e serviços dos ecossistemas e cria riscos públicos. Os especialistas calculam que 40 a 50% das plantas endémicas do  Tahiti podem estar em risco de extinção, devido à disseminação da Miconia calvescens.
As espécies invasoras e as alterações climáticas são duas das maiores ameaças do mundo natural, e os seus efeitos combinados podem ser desastrosos tanto para o ambiente como para a economia. Miconia calvescens é, apenas, um exemplo.
É esta a ideia central do estudo realizado pelo Programa Mundial sobre Espécies Invasoras (GISP), com o apoio do Banco Mundial, "Espécies Invasoras, Alterações climáticas e Ecossistemas", que define os vínculos que existem entre as espécies invasoras e as alterações climáticas e o que se deve fazer para atenuar o seu impacto.
Fonte: Espécies Invasoras, Alterações climáticas e Ecossistemas