Os relâmpagos criam ondas de baixa freqüência que circundam a Terra, um fenómeno conhecido como "ressonância Schumann". Grande parte da energia das ondas fica presa entre o solo e a camada ionosfera na atmosfera da Terra - mas agora mostrou-se que alguma energia sai para fora (para a ionosfera) - Crédito: NASA / Goddard Estúdio de Visualização Científica
Cada relâmpago, das inúmeras tempestades que ocorrem na Terra, cria ondas eletromagnéticas que começam a circular em torno da Terra presas entre a superfície da Terra e um limite de cerca de 60 milhas acima. Algumas das ondas - se tiverem precisamente o comprimento de onda certo - combinam-se, tornando-se mais fortes, e criam um efeito designado por "ressonância Schumann".
Esta ressonância fornece uma ferramenta útil para analisar a meteorologia da Terra, o seu ambiente eléctrico, e até mesmo para ajudar a determinar quais os tipos de átomos e moléculas existentes na atmosfera da Terra, o que até agora é feito apenas a partir de baixo (da superfície terrestre).
Agora, o instrumento Vector Electric Field Instrument (VEFI), da NASA, a bordo do satélite de Comunicação/Navegação Outage Forecast System (C/NOFS) da Força Aérea dos Estados Unidos, detectou "ressonância Schumann" a partir do espaço, o que surpreendeu os cientistas, pois os modelos actuais de "ressonância Schumann" indicam que essas ondas deveriam circular a baixas altitudes, entre o solo e uma camada da atmosfera terrestre chamada ionosfera.
Segundo Fernando Simoes, cientista da NASA e principal autor de uma publicação online sobre a descoberta no jornal Geophysical Research Letters, em 16 de Novembro, "há energia que está a sair para o espaço e isso abre muitas outras possibilidades para o estudo do nosso planeta a partir de cima" (do espaço).









