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segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Ondas criadas por relâmpagos na atmosfera terrestre saem para o espaço

Os relâmpagos criam ondas de baixa freqüência que circundam a Terra, um fenómeno conhecido como "ressonância Schumann". Grande parte da energia das ondas fica presa entre o solo e a camada ionosfera na atmosfera da Terra - mas agora mostrou-se que alguma energia sai para fora (para a ionosfera) - Crédito: NASA / Goddard Estúdio de Visualização Científica

Cada relâmpago, das inúmeras tempestades que ocorrem na Terra, cria ondas eletromagnéticas que começam a circular em torno da Terra presas entre a superfície da Terra e um limite de cerca de 60 milhas acima. Algumas das ondas - se tiverem precisamente o comprimento de onda certo - combinam-se, tornando-se mais fortes, e criam um efeito designado por "ressonância Schumann".
Esta ressonância fornece uma ferramenta útil para analisar a meteorologia da Terra, o seu ambiente eléctrico, e até mesmo para ajudar a determinar quais os tipos de átomos e moléculas existentes na atmosfera da Terra, o que até agora é feito apenas a partir de baixo (da superfície terrestre).
Agora, o instrumento Vector Electric Field Instrument (VEFI), da NASA, a bordo do satélite de Comunicação/Navegação Outage Forecast System (C/NOFS) da Força Aérea dos Estados Unidos, detectou "ressonância Schumann" a partir do espaço, o que surpreendeu os cientistas, pois os modelos actuais de "ressonância Schumann" indicam que essas ondas deveriam circular a baixas altitudes, entre o solo e uma camada da atmosfera terrestre chamada ionosfera.
Segundo Fernando Simoes, cientista da NASA e principal autor de uma publicação online sobre a descoberta no jornal Geophysical Research Letters, em 16 de Novembro, "há energia que está a sair para o espaço e isso abre muitas outras possibilidades para o estudo do nosso planeta a partir de cima" (do espaço).

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Nuvens brilhantes revelam que a atmosfera está intimamente ligada de um pólo ao outro

Bem alto no céu, perto dos pólos a cerca de 80 Km de altitude, por vezes surgem nuvens azul-prateadas, brilhando à noite. Observadas pela primeira vez em 1885, essas nuvens são conhecidas como noctilucentes e são pesquisadas há mais de um século.

Imagem composta da cobertura de nuvens noctilucentes sobre o Pólo Su,l em 31 de Dezembro de 2009. A temporada de nuvens de 2009 começou um mês da temporada de 2010 - Crédito: NASA HU / VT / LASP CU

Desde 2007, uma missão da NASA, denominada Aeronomia do Gelo na Mesosfera (AIM), mostrou que a formação das nuvens muda todos os anos, um processo que os cientistas acreditam estar intimamente ligado ao tempo e ao clima mundial.
Para Charles Jackman, um cientista atmosférico no NASA Goddard Space Flight Center em Greenbelt, Maryland, e cientista do projeto de AIM da NASA, "A formação das nuvens exige água e temperaturas extremamente baixas". "A temperatura acaba sendo um dos factores primordiais envolvidos quando as nuvens aparecem".
Assim, o aspecto das nuvens noctilucentes, também conhecidas como nuvens polares mesosféricas ou PMCs já que ocorrem na mesosfera, pode fornecer informações sobre a temperatura e outras características da atmosfera.

Nuvens noctilucentes sobre o pântano de Kuresoo, em Viljandimaa, Estónia - Fonte: wikipédia

Desde que estas nuvens foram descobertas, os investigadores têm aprendido muito sobre elas. Sabe-se que brilham porque estando altas reflectem a luz solar por cima do horizonte. São formadas por cristais de gelo de água, provavelmente criados à volta de poeira de meteoros. E só aparecem no verão.

quarta-feira, 13 de abril de 2011

As atmosferas da Terra e de Titã têm origem no mesmo bombardeamento cósmico

Pesquisadores espanhóis do Conselho Superior de Investigações Científicas (CSIC), descobriram que a atmosfera de Titã, satélite de Saturno, e da Terra têm a mesma origem. A análise dos dados obtidos pela missão Cassini-Huygens, um projeto da NASA, da Agência Espacial Europeia e da Agência Espacial Italiana, sugere que a evolução química das atmosferas dos dois astros foi marcada pelo último grande bombardeamento de asteróides e cometas, durante o formação do Sistema Solar, há cerca de 3.900 milhões de anos.

As atmosferas da Terra e Titã compartilham a origem: um bombardeamento de asteróides e cometas marcou a sua evolução - Crédito (Terra): wikipédia; Crédito (Titã): NASA / JPL / Space Science Institute

Segundo Josep Maria Trigo, do Instituto de Ciências do Espaço (CSIC-IEEC) e Francisco Javier Martín, do Centro de Astrobiologia (CSIC-INTA), autores do estudo publicado na revista 'Planetary & Space Science', este grande bombardeamento tardio, cerca de 600 milhões de anos depois do início da formação do Sistema Solar, começou quando Júpiter e Saturno migraram para as suas actuais órbitas, o que afectou outros corpos celestes, fazendo com que uma grande quantidade de asteróides e cometas com água e matéria orgânica começaram a colidir com planetas rochosos, como a Terra.
De acordo com os cientistas, a Terra e Titã são semelhantes, embora se tenham formado muito longe um do outro. As suas atmosferas têm em comum a abundância de azoto molecular, deutério, hidrogénio, carbono, azoto e oxigénio, o que faz sugerir uma mesma fonte, devido aos efeitos de cometas e asteróides.
Os investigadores também realizaram um estudo termodinâmico das condições atmosféricas dos dois corpos planetários. Os resultados sugerem que a evolução química das duas atmosferas teria sido semelhante, marcada por vários impactos. Na Terra, esse último grande bombardeamento, foi fundamental para enriquecê-la com os ingredientes básicos para a aparição da vida.

Cometas e asteróides contribuiram para a origem da vida, no aporte de água e compostos orgânicos à Terra primitiva - Crédito: wikipédia

A maioria dos vales e grandes crateras da Lua foram provocados pelo impacto destes objectos enriquecedores nesse período, tal como indicam as rochas lunares recolhidas nas missões Apolo da NASA. Outras evidências do papel destes impactos são a composição da crosta terrestre e do manto, com uma abundância de metais. Se estes metais tivéssem chegado nas primeiras fases do planeta, teriam migrado para o núcleo terrestre. Além disso, os vulcões emanam gases com anomalias características dos meteoritos condríticos.
Os pesquisadores acreditam que o último grande bombardeamento foi a chave para mudar o destino da Terra, um planeta que, há 3.900 milhões de anos atrás não era apropriado para a vida.
"A chegada de tais compostos e de partículas metálicas catalizadoras capazes de sintetizar moléculas orgânicas mais complexas sob a acção do fluxo da radiação solar, permitiu converter o nosso planeta no único oásis de vida que, por enquanto, conhecemos", asseguram os autores do estudo.
Um vídeo sobre o estudo (clicar na imagem).

Titã

Fonte: Centro de Astrobiologia via El Mundo

quinta-feira, 3 de março de 2011

Uma fina linha azul


A nave russa Soyuz acoplada (à direita) tendo como pano de fundo a linha fina da atmosfera da Terra e a escuridão do espaço. A imagem foi obtida pela tripulação da STS-133, na Estação Espacial Internacional, também visível, em parte, na foto (painés solares).
Crédito: NASA

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Camada de ozono poderá recuperar até 2050

Ontem, 16 de Setembro, data em que a Organização das Nações Unidas (ONU) asinalou  O Dia Internacional da Preservação da Camada de Ozono, foi apresentado, em Genebra, o relatório «Scientific Assessment of Ozone Depletion: 2010», elaborado pela Organização Mundial de Meteorologia (OMM) e pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA).

Buraco do ozono Antárctida (14/09/2010) - Fonte: NASA

De acordo com o estudo feito, a eliminação progressiva dos CFC's e outras substâncias prejudiciais à camada de ozono, está a dar resultados positivos, pois verifica-se que a concentração de ozono à escala mundial, nomeadamente no Árctico e Antárctida não tem variado.
O estudo aponta para uma recuperação da camada de ozono até meados deste século, atingindo os níveis registados antes de 1980. Exceptuam-se as regiões polares, mais afectadas pela destruição do ozono.
Mais informações aqui e aqui.

Links relacionados:
Acompanhe a evolução do buraco de ozono, em tempo real.
Química do ozono, animações interessantes em Educação.
Protocolo de Montreal
Protocolo de Quioto

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Vídeo da NASA mostra a actual contaminação atmosférica

O hemisfério norte do planeta é o mais afectado pelo monóxido de carbono, em grande parte devido aos catastróficos incêndios que recentemente queimaram milhares de hectares de florestas na Rússia e no Canadá e contaminaram a atmosfera, afectando pessoas, animais e plantas. Um dos gases contaminantes, o dióxido de carbono, é responsável por graves problemas respiratórios.
O vídeo da Agência Espacial Americana mostra o alcance mundial dessa contaminação, onde as concentrações mais elevadas são representadas a amarelo e vermelho.
Mais informações aqui.

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Protecção Solar

Evitar a exposição directa, quando o Sol está mais forte, e utilizar um protector solar pode minimizar ou evitar os efeitos nocivos da radiação ultravioleta na pele. É essencial conhecer o índice da radiação UV nas diferentes regiões e usar o protector correcto.
Clicando na figura pode obter-se, de uma forma simples e rápida, tudo o que se precisa conhecer da protecção contra o Sol.

Protecção Solar

Mas...

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Atmosfera terrestre

O ar é um material de suporte à vida dos seres vivos. Sem ele a vida não seria possível na Terra. Ele existe na atmosfera que envolve o nosso planeta.

Aurora Australis (Sul) observada a partir da Estação Espacial Internacional (21/06/2010)
Fonte: NASA

É visível a curvatura do horizonte da Terra e, directamente por cima (no centro da imagem em cima) uma linha azul ténue, da atmosfera superior.
Vivemos na troposfera , uma região de ar que começa no chão e sobe até cerca de 17 km (11 milhas). Mas a atmosfera eleva-se muito acima da troposfera, dividida em várias camadas, de acordo com as temperaturas, composição química e outros factores. Quanto maior a distância da superfície da Terra, mais rarefeito é o ar, isto é, contém menos oxigénio.

Pôr-do-sol e camadas da atmosfera vistos da Estação Espacial Internacional (14/06/2010)
Fonte: NASA

É na atmosfera que se encontra a camada de ozono, que protege os seres vivos dos efeitos nocivos da radiação UV. O Protocolo de Montreal e as suas emendas baniram o uso de químicos destruidores do ozono e a sua taxa de destruição parece ter abrandado.
A qualidade do ar é fundamental para a saúde pública e dos ecossistemas. Já não se pode negar que a actividade humana contribui para a poluição da atmosfera, com graves riscos para a biosfera. O aumento global das temperaturas de superfície, desde a década de 1950, está relacionado com o aumento dos gases com efeito de estufa. As alterações no dióxiode de carbono, metano, óxido nitroso, ozono, cobertura de nuvens, vapor de água e aerossóis contribuem para as alterações climáticas.
Pode obter-se mais informações sobre o estado actual da atmosfera no site oficial da Missão espacial Aura, da Nasa, que tem como objectivos estudar o ozono da Terra, a qualidade do ar e o clima. Existe há cerca de 5 anos e monitoriza a composição, a química e a dinâmica da atmosfera terrestre.
OurAmazingPlanet publica uma infografia que permite conhecer melhor a nossa atmosfera, a sua constituição e relação com a conquista do espaço pelo homem, pois só conhecendo podemos proteger.