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quarta-feira, 20 de junho de 2012

Portugal vai ajudar a procurar a misteriosa energia escura do Universo

Ilustração do Telescópio Espacial Euclides, da ESA, que será lançado em 2020, para estudar a energia escura e a matéria escura do Universo - Crédito: ESA - C. Carreau

A Agência Espacial Europeia (ESA) aprovou esta terça-feira (20 de Junho) a missão Euclides, que deverá ser lançada em 2020, com o objectivo de explorar o lado misterioso do Universo, a energia escura e a matéria escura.
Cerca de 1000 cientistas de mais de 100 institutos de vários países vão participar na missão, entre eles vários investigadores portugueses. O projecto de cooperação científica tentará responder por que é que o Universo está a expandir-se a uma velocidade cada vez maior, em vez de abrandar devido à atracção gravitacional. Supõe-se que isso acontece devido à misteriosa energia escura, que está a acelerar a expansão do Universo.

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Missões científicas da ESA estudarão o Sol e a "energia escura"

Ilustração da sonda Solar Orbiter observando o Sol - Crédito: ESA

A Agência Espacial Europeia (ESA) anunciou no passado dia 4 de Outubro as suas duas próximas missões científicas para estudar a influência do Sol e a natureza da "misteriosa" energia escura. O Comité do Programa Científico da ESA seleccionou as missões Solar Orbiter e Euclid (Euclides), com lançamentos previstos para 2017 e 2019, respectivamente.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Galex ajuda a confirmar a natureza da energia escura

Os astrónomos acreditam que a expansão do universo é regulada por duas forças: a força da gravidade, que actua contrariando (desacelera) e uma misteriosa energia escura, que afasta a matéria e o espaço para longe. Na realidade, pensa-se que a energia escura está a empurrar o cosmos a velocidades cada vez maiores.

A energia escura é uma força suave e uniforme que domina a gravidade, fazendo acelerar a expansão do universo. Nesta ilustração, a energia escura está representada pela grelha roxa superior, e a gravidade pela grelha verde inferior. A gravidade resulta de toda a matéria no universo, mas os seus efeitos são localizados e diminuem rapidamente com as grandes distâncias - Crédito: NASA / JPL-Caltech

Novos resultados do telescópio Galaxy Evolution Explorer, da NASA, (Galex) e do telescópio anglo-australiano da Montanha Siding Spring, da Austrália, confirmam que a energia escura é uma força suave e uniforme, que actualmente domina sobre os efeitos da gravidade. As observações foram feitas a partir de medições cuidadosas das separações entre pares de galáxias (na imagem estão exemplos de alguns desses pares).
Os resultados constituem uma das melhores confirmações independentes sobre a natureza da energia escura, que está a acelerar a expansão do universo.
Acredita-se que 74% do nosso universo é constituído por energia escura. A matéria escura ocupa 22% e a matéria normal, formada por átomos ou que compõe os seres vivos, planetas e estrelas, corresponde apenas a cerca de 4% do universo.
A idéia da energia escura surgiu durante a década anterior, com base no estudo de supernovas. Estas emitem luz, constante e mensurável, formando as chamadas "velas padrão", que permitem calcular as suas distâncias à Terra. Com elas, as observações revelaram que a energia escura estava a afastar os objectos celestes para longe, com velocidades cada vez maiores.

O diagrama ilustra duas maneiras de medir o quão rápido o universo está em expansão - a "vela padrão", método que envolve estrelas que explodiram (supernovas) em galáxias, e o método da "régua padrão", que envolve pares de galáxias. Crédito da imagem: NASA / JPL-Caltech

Parece que desde sempre a energia escura e a gravidade têm estado em competição. No início do universo, a gravidade dominou a energia escura. No entanto, cerca de 8 biliões de anos após o Big Bang, como o espaço se ampliou e a matéria ficou diluída, as atracções gravitacionais enfraqueceram e a energia escura passou a estar em vantagem. Daqui a biliões de anos, a energia escura será ainda mais dominante. Os astrónomos prevêem que o nosso universo será um deserto cósmico, com as galáxias de tal maneira afastadas que quaisquer seres inteligentes que possam viver nelas não serão capazes de ver outras galáxias.
Fonte: NASA