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domingo, 15 de setembro de 2013

Planta do tempo dos dinossauros tem esporos saltitantes

As cavalinhas (Equisetum ssp.), também conhecidas por rabo-de-cavalo, são plantas perenes e herbáceas, comuns em várias partes do mundo. Não têm flores nem sementes e reproduzem-se por libertação de esporos. São consideradas uma das formas de vida vegetal mais antigas do mundo, existindo há mais de 300 milhões de anos na Terra, quando ainda existiam dinossauros.
Observando esporos de cavalinha ao microscópio, pesquisadores franceses descobriram que eles se expandem e contraem, de acordo com a humidade ambiente, com um movimento muito rápido, fazendo com que os pequenos esporos saltem e, simultâneamenete, vão-se deslocando em várias direcções. Em câmara lenta fazem lembrar movimentos de ballet.
Esta característica associada ao vento ajudam a cavalinha a dispersar os esporos, de que ela depende para se reproduzir, o que os cientistas consideram uma grande vantagem evolutiva.
Fonte: ÚltimoSegundo

quinta-feira, 25 de julho de 2013

Fotossíntese das plantas observada a partir do espaço

No interior dos cloroplastos das células vegetais, a luz solar é convertida em energia, havendo emissão de  fluorescência no processo. Através de satélites, os cientistas podem detectar e medir essa fluorescência - Crédito: NASA Goddard's Conceptual Image Lab/T. Chase

O desenvolvimento das plantas dá-se através da fotossíntese, um processo que converte a luz solar em energia.
A luz dá às plantas a energia que elas precisam para crescer, mas quando recebem muita luz elas emitem o que é conhecido por fluorescência - luz invisível ao olho nu, mas detectável por satélites que orbitam a centenas de quilómetros acima da Terra.
Os cientistas da NASA criaram um novo método para transformar os dados de satélite em mapas globais, mais detalhados de sempre, sobre a fluorescência emanada a nível celular pelas plantas da Terra.
As plantas saudáveis ​​utilizam a energia da luz solar para realizar a fotossíntese e devolver alguma dessa luz na forma de um brilho fraco, mas mensurável. Isto significa que uma fluorescência abundante indica fotossíntese activa e uma planta em bom funcionamento, enquanto uma fluorescência fraca ou ausente pode significar que a planta está em stress ou morta.
Os mapas sobre o fenómeno permitem aos cientistas visualizar a saúde das plantas. Observando mudanças de intensidade ao longo do tempo, eles consegem distinguir plantas em stress, mortas ou inactivas da vegetação saudável e em crescimento. Além disso, podem ser importantes para os agricultores interessados ​​em detectar os primeiros indícios de stress das suas culturas e também para os ecologistas que procuram entender melhor a vegetação global e os processos do ciclo de carbono.
O vídeo que segue mostra explica como os cientistas observam a fotossíntese das plantas terrestres a partir do espaço:

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Simplesmente orquídeas!


Este bonito "patinho" é apenas um exemplar da orquídea Ophrys apifera. É um exemplo de pareidolia, um fenómeno mental que nos faz perceber imagens, como algo distinto e com significado, em situações variadas.
As orquídeas do género Ophrys vivem no solo desde o centro ao Sul da Europa, Norte da África, Ásia Menor, até as montanhas do Cáucaso, mas principalmente na região do Mediterrâneo. Constituem o grupo mais importante de orquídeas terrestres da Europa.
Outro exemplo do mesmo tipo é a orquídea Ophrys aesculapii onde se distingue uma face.



Crédito imagens: wikipédia

domingo, 24 de fevereiro de 2013

Abelhas são capazes de detectar e distinguir sinais eléctricos emitidos pelas flores

A descoberta que as abelhas são capazes de detectar o campo eléctrico produzido pelas flores abre uma nova compreensão sobre a percepção nos insectos e a comunicação nas flores.

As flores têm métodos de comunicação tão sofisticados como uma agência de publicidade, utilizando cores vivas, padrões e fragrâncias sedutoras para atrair os seus polinizadores.
Agora, uma pesquisa da Universidade de Bristol, no Reino Unido, publicada na revista Science, revela pela primeira vez que polinizadores, como as abelhas da espécie Bombus terrestris, também são capazes de detectar sinais eléctricos emitidos pelas flores, que permitem aos insectos distinguir entre as flores naturais pela sua carga eléctrica e encontrar as reservas de pólen e néctar.
Quando uma abelha se aproxima de uma flor, surge um pequeno campo eléctrico que potencialmente transmite informação que o insecto polinizador capta. Estes sinais eléctricos podem trabalhar em conjunto com outros sinais atraentes da flor e aumentar a sua publicidade. No entanto, os cientistas ainda não sabem de que forma as abelhas detectam esses campos eléctricos.
“Este novo canal de comunicação revela como as flores podem potencialmente informar os seus polinizadores sobre o verdadeiro estado das suas reservas de néctar e pólen”, disse Heather Whitney, co-autora do estudo.
Mais informações em Publico.pt e Science Daily

quinta-feira, 17 de maio de 2012

O primeiro Dia Internacional do Fascínio das Plantas


Amanhã, sexta-feira 18 de Maio, Portugal celebra o primeiro Dia Internacional do Fascínio das Plantas conjuntamente com mais 38 países de várias partes do mundo.
O evento foi lançado pela Organização Europeia para a Ciência das Plantas (EPSO, European Plant Science Organisation), com o objectivo de chamar a atenção da sociedade para o mundo fascinante das plantas e a sua importância na conservação do ambiente e na nossa vida, desde o ar aos alimentos e outros produtos derivados.
Neste dia, as pessoas são convidadas a organizar actividades fascinantes com plantas, capazes de atrair e entusiasmar outras pessoas. A nível mundial, estão previstos 565 eventos, organizados por 573 instituições, de acordo com os dados da EPSO.
Na página portuguesa do Dia Internacional do Fascínio das Plantas estão indicadas as instituições e iniciativas programadas no nosso país e outras informações.
Vídeo italiano sobre o evento "As plantas são fascinantes em todos os aspectos", por Martin Kater e música de Walter Bassani.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Descoberta floresta fossilizada com 298 milhões de anos, início do período Pérmico da História da Terra

Os pesquisadores dataram a floresta fóssil com uma idade de 298 milhões de anos, no início do Permiano, quando os continentes tinham uma distribuições muito diferente da de hoje. A Europa actual e a América estavam unidas e China ficava num continente afastado. O clima era semelhante ao ao actual - Fonte: wikipédia

Uma floresta com quase 300 milhões de anos foi encontrada numa mina no norte da China. A floresta de fetos arbóreos foi coberta e preservada por cinzas vulcânicas, como aconteceu com a cidade romana de Pompeia, sepultada pelas cinzas do Vesúvio durante a erupção de 79 d.C.
O estudo desta jazida fóssil, de grande extensão, está descrito na revista Proceedings of the Natural Academy of Sciences desta semana e permitiu reconstruir a composição botânica e a estrutura de uma floresta do início do Pérmico, fornecendo pistas sobre o clima da época e ajudando a compreender melhor a evolução das florestas da Terra numa altura em que ainda não havia flores.

domingo, 19 de fevereiro de 2012

NASA disponibiliza mapa global da altura das florestas da Terra

Mapa global da altura das florestas da Terra, produzido pelos sensores ICESAT/GLAS, MODIS e TRMM, da NASA. O mapa será uma ajuda para compreender melhor os habitats terrestres da floresta e o seu papel no ciclo do carbono da Terra - : Crédito: NASA/JPL-Caltech

Uma equipa de cientistas liderados pela NASA criou um mapa global de alta resolução da altura das florestas da Terra. Foram utilizados 2,5 milhões de impulsos de laser globalmente distribuídos e medidos a partir do espaço. Os dados foram colhidos, em 2005, pelo satélite ICESat da NASA (Ice, Cloud and land Elevation Satellite). Os investigadores complementaram os dados do satélite com outros tipos de dados para compensar dados não suficientes, efeitos da topografia e cobertura de nuvens.
De um modo geral, verifica-se que as alturas das florestas diminuem em altitudes mais elevadas e são maiores em latitudes mais baixas, diminuindo em altura quanto mais longe estão dos trópicos. A grande excepção encontra-se por volta dos 40º de latitude sul, nas florestas tropicais do sul da Austrália e Nova Zelândia, onde se destaca o eucalipto, uma das plantas com flores mais altas do mundo, podendo ultrapassar os 40 metros.
O mapa vai ajudar os cientistas a entender melhor o papel das florestas nas alterações climáticas e como a sua altura influencia os habitats da vida selvagem que albergam, ao mesmo tempo, ajudando-os a quantificar o carbono armazenado na vegetação da Terra.
Fonte: NASA

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Sobreiro - Árvore Nacional de Portugal

(wikipédia)

Vem hoje publicado no  Diário da República, o Sobreiro é a nossa Árvore Nacional, classificação que resulta duma petição das associações ambientalistas Transumância e Natureza e Árvores de Portugal.
O sobreiro está distribuído desde o Minho ao Algarve, ocupando mais de 716 mil hectares em Portugal.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Plantas podem "alertar" outras sobre perigos


Utilizando câmaras e equipamento adequado, cientistas da Universidade de Exeter, na Grã-Bretanha, concluiram que algumas plantas, quando são atacadas, libertam um gás invisível que "avisa" as outras para o perigo. Os cientistas acreditam que a sua experiência mostra que houve "comunicação" entre as plantas.

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Descoberta a primeira orquídea cujas flores só abrem de noite

Orquídea Brassavola nodosa, originária da América Central, foi uma das primeiras orquídeas americanas a serem levadas para a Europa - Fonte: wikipédia

Botânicos descobriram uma orquídea que só abre as suas pétalas de noite. A nova espécie, Bulbophyllum Nocturnum, é o primeiro exemplo conhecido pela ciência de uma espécie de orquídeas cujas flores abrem de noite e fecham de manhã, durando apenas uma noite.
A orquídea Bulbophyllum Nocturnum, encontrada na ilha da Nova Bretanha, perto da Papua-Nova Guiné, foi descrita por botânicos dos Jardins de Kew, em Londres. e do Naturalis (Centro holandês para a Biodiversidade), que publicaram a descoberta na revista "Botanical Journal of the Linnean Society".
Podem ver-se imagens da nova espécie de orquídea aqui.

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Vídeo: imagens de plantas em crescimento


O biológo Roger P. Hangarter, da Universidade de Indiana, nos Estados Unidos, que se dedica ao estudo de espécies vegetais, decidiu gravar em vídeo o desenvolvimento de plantas diversas, com o objectivo de entusiasmar os alunos para o estudo do tema.
O projecto, a que chamou ''Plants in Motion'' (Plantas em Movimento), é realizado com uma sequência de imagens que permitem a quem as observa acompanhar o crescimento das plantas.
Fonte: ÚltimoSegundo

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Planta com uso medicinal desde a antiguidade pode ser útil em novo tratamento contra o cancro

Um novo tratamento contra o cancro está a ser desenvolvido na Universidade de Bradford, à base de uma droga que tem o potencial de encontrar e destruir completamente os tumores sólidos, independentemente do tipo de cancro. O princípio activo do novo remédio é fabricado a partir de colchicina, um composto derivado do açafrão-de-outono (Colchicum autumnale), uma planta nativa britânica usada desde a antiguidade no tratamento de inflamações, como a gota.

O açafrão-de-outono já era usado como remédio na Grécia e no Antigo Egipto - Fonte: wikipédia

Segundo a pesquisa realizada pelos cientistas britânicos, a nova droga circula na corrente sanguínea, mas só é activada por uma substância química emitida por tumores malignos. Deste modo, o novo medicamento ataca as células cancerosas espalhadas no corpo, mas deixando intactos os tecidos saudáveis.

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Botânicos elaboraram uma lista de plantas conhecidas do planeta

Os Jardins Botânicos de Kew e do Missouri, instituições de referência mundial em biologia vegetal, anunciaram a conclusão de "A Lista de Plantas", uma base de dados que inclui 1,25 milhões de nomes científicos de plantas conhecidas.
É uma lista das mais completas de sempre de espécies vegetais conhecidas da Terra, fundamental para entender e documentar a diversidade vegetal e indispensável para planear, implementar e monitorizar os programas de conservação das plantas de todo o mundo. A Lista de Plantas tem igualmente links de publicações científicas relacionadas com as espécies em questão, para ajudar o trabalho de pesquisadores, tanto em Botânica quanto em Farmácia.


A realização de "A Lista de Plantas" concretiza um dos objectivos da Estratégia Global para a Conservação de Plantas (GSPC), que pediu uma lista de trabalho de espécies de plantas conhecidas, como um passo rumo a uma lista completa da flora mundial. A lista das plantas pode ser visitada em http://www.theplantlist.org/.
Na 10 ª Reunião da Conferência das Partes da Convenção sobre Diversidade Biológica, realizada em Nagoya, no Japão em Outubro de 2010, foi decidido criar até 2020 um banco de dados online de toda a flora conhecida no planeta.
"Ter uma lista precisa e abrangente da flora do mundo será um requisito fundamental para apoiar os futuros esforços de conservação das plantas," disse o Dr. Peter Wyse Jackson, presidente do Jardim Botânico do Missouri.
Fonte: Público.pt

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Fósseis de primeiras plantas encontrados na Argentina

Uma equipa de cientistas encontrou, na Argentina, esporos fossilizados, com idades entre 471 e 473 milhões de anos, de plantas de cinco espécies e que, de acordo com as análises feitas, são os mais antigos encontrados até agora. Esta descoberta fornece evidências que a origem das plantas terrestres terá ocorrido 8 a 12 milhões de anos mais cedo do que se pensava.

Planta hepática (actual), Conocephalum conicum - Fonte: wikipedia

Os fósseis encontrados são de plantas hepáticas, que pertencem à divisão Marchantiophytas. São organismos bastante primitivos, sem caule ou raiz, que podem ter evoluído a partir de algas verdes de água doce. Esta descoberta reforça a ideia que as hepáticas são as ancestrais de todas as plantas terrestres, isto é, foram elas que migraram da água para a terra firme e originaram todas as outras, até às plantas com sementes.
De acordo com os cientistas, a descoberta de espécies diferentes mostra que as plantas já tinham começado a se diversificar, logo a colonização da terra terá acontecido antes. Eles calculam que deve ter ocorrido no início do período Ordoviciano (entre 488 e 472 milhões de anos atrás) ou mesmo no final do período Cambriano (entre 499 e 488 milhões de anos atrás), no antigo continente Gondwana, de que fazia parte a actual América do Sul, onde foram encontrados os fósseis.

Há muito que se procura compreender quando as plantas passaram a colonizar a terra firme. A origem das plantas terrestres foi um dos acontecimentos mais importantes na história da vida na Terra. Foi o maior evento macroevolutivo com profundas consequências ecológicas, mas também teve efeitos enormes no ambiente do nosso planeta, como a alteração da composição da atmosfera, a desagregação das rochas e a formação do solo e, por isso, desde sempre as plantas foram e continuam a ser fundamentais nos ciclos climático, geológico e bioquímico, essenciais para a continuação da vida na Terra.
Mais informações aqui.