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domingo, 15 de setembro de 2013

Descoberta a maior população conhecida de aglomerados de estrelas e que fornece pistas sobre a matéria negra

A imagem do Telescópio Espacial Hubble mostra a maior população conhecida, mais de 160.000 aglomerados globulares, no agrupamento de galáxias Abell 1689. À esquerda, as inúmeras galáxias que compõem o gigante agrupamento de galáxias Abell 1689. A caixa perto do centro representa uma das regiões observadas pelo Hubble, que contém uma enorme colecção de aglomerados globulares, e que aparece ampliada, à direita. A visão é monocromática, tirada em comprimentos de onda visíveis, onde os aglomerados globulares aparecem como milhares de pequenos pontos brancos, que se parecem com uma tempestade de flocos de neve. As manchas brancas maiores são galáxias de estrelas - Crédito:NASA, ESA, J. Blakeslee

Com a ajuda do Telescópio Espacial Hubble, uma equipa internacional de astrónomos descobriu a maior e a mais distante população conhecida de aglomerados globulares, um número estimado de 160 mil, localizados perto do núcleo do gigante aglomerado de galáxias conhecido por Abell 1689. Em comparação, a Via Láctea abriga cerca de 150 desses aglomerados.
Ao estudar os aglomerados globulares deste enorme aglomerado de galáxias, os astrónomos descobriram que eles estão intimamente relacionados com a matéria negra e que podem ser usados como traçadores confiáveis ​​da quantidade de matéria escura contida em aglomerados de galáxias como Abell 1689.
O estudo dos aglomerados globulares é importante para compreender os primeiros e mais intensos episódios de formação estelar durante a formação de galáxias. Embora a matéria escura seja invisível, ela é considerada a estrutura gravitacional subjacente na formação de estrelas e galáxias. A compreensão da matéria escura pode fornecer pistas sobre como as grandes estruturas como galáxias e aglomerados de galáxias se uniram há milhares de milhões de anos.

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Estrela gémea mais velha do Sol prevê o futuro da nossa estrela

Ilustração do ciclo de vida de uma estrela parecida com o Sol. A imagem segue a vida de uma estrela parecida ao Sol, desde o seu nascimento, à esquerda, ao longo da sua evolução até chegar a uma gigante vermelha, à direita. À esquerda, vemos a estrela como uma protoestrela, embebida num disco de poeira à medida que se forma. Mais tarde torna-se uma estrela como o nosso Sol. Depois de passar a maior parte da sua vida nesta fase, a estrela começa gradualmente a aquecer, expandindo-se e tornando-se mais vermelha até se transformar numa gigante vermelha. A seguir a esta fase, a estrela lançará as suas camadas exteriores para o espaço que a circunda, formando um objeto conhecido como uma nebulosa planetária, enquanto o núcleo da estrela propriamente dita arrefece, dando origem a um resto pequeno e denso chamado anã branca. No friso cronológico estão assinalados os locais onde o nosso Sol e as gémeas solares 18 Sco e HIP 102152 se encontram neste ciclo de vida. Ao estudar a HIP 102152, podemos ter uma ideia de como será o futuro do nosso Sol - Crédito:ESO/M. Kornmesser (ligação para ver ampliação)

Uma equipa internacional, liderada por astrónomos no Brasil, utilizou o Very Large Telescope do ESO para estudar duas estrelas gémeas solares - uma que se pensou ser mais jovem que o Sol (18 Scorpii) e outra que se esperava que fosse mais velha (HIP 102152).
Os cientistas descobriram que a HIP 102152, situada a 250 anos-luz de distância da Terra, na constelação do Capricórnio, é a gémea solar mais velha conhecida até à data, estimando-se que tenha 8,2 mil milhões de anos de idade. Também se confirmou que '18 Scorpii' é mais nova que o Sol, com cerca de 2,9 mil milhões de anos de idade. O nosso Sol tem 4,6 mil milhões de anos.
As gémeas solares são as estrelas mais parecidas com o Sol, já que têm massas, temperaturas e abundâncias químicas muito semelhantes. São estrelas raras, mas outras classes como as análogas solares ou estrelas do tipo solar são mais comuns.
O estudo da gémea HIP 102152, uma estrela quatro biliões de anos mais velha que o Sol, permite aos cientistas prever o que pode acontecer à nossa própria estrela quando tiver essa mesma idade. Como o Sol é a fonte de energia e de vida na Terra, há um enorme interesse em saber como ficará dentro de alguns biliões de anos.
As novas observações fornecem também uma primeira ligação clara entre a idade de uma estrela e o seu conteúdo em lítio. O lítio, o terceiro elemento da tabela periódica, foi criado durante o Big Bang, ao mesmo tempo que o hidrogénio e o hélio. Há anos que os astrónomos querem saber porque é que algumas estrelas têm menos lítio que outras.

quarta-feira, 13 de março de 2013

Telescópio ALMA observa a formação explosiva de estrelas com lente gravitacional

A montagem combina dados do ALMA com imagens do Telescópio Espacial Hubble da NASA/ESA, de quatro galáxias distantes. As imagens ALMA, apresentadas a vermelho, mostram as galáxias distantes de fundo a serem distorcidas pelo efeito de lente gravitacional, produzido pelas galáxias que se encontram em primeiro plano, e que são apresentadas a azul com dados do Hubble. As galáxias de fundo aparecem em forma de anéis de luz, os chamados anéis de Einstein, rodeando as galáxias mais próximas - Crédito:ALMA (ESO/NRAO/NAOJ), J. Vieira et al.

Observações feitas com o telescópio Atacama Large Millimeter/submillimeter Array (ALMA) mostram que a formação estelar mais intensa no cosmos ocorreu muito mais cedo do que se supunha anteriormente.
Pensa-se que a formação explosiva de estrelas aconteceu em galáxias brilhantes de grande massa, no Universo primordial. Estas galáxias convertem enormes reservatórios de gás e poeira cósmica em novas estrelas a uma taxa impressionante - muito mais rapidamente que a formação estelar noutras galáxias mais calmas como a nossa Via Láctea.
Olhando para estas galáxias distantes - a sua luz demorou muitos milhares de milhões de anos a chegar até nós - os astrónomos conseguem observar esta fase intensa do Universo jovem.
“Quanto mais distante estiver uma galáxia, mais longe no tempo a estamos a ver, por isso ao medir distâncias podemos reconstruir a linha cronológica de quão vigorosa é a formação estelar no Universo nas diferentes épocas da sua história de 13,7 mil milhões de anos,” disse Joaquin Vieira (California Institute of Technology, EUA), que liderou a equipa e é também o autor principal de um dos artigos publicados na revista Nature.
Usando o telescópio ALMA para captar a radiação emitida por 26 destas galáxias, os cientistas ficaram surpreendidos ao descobrir que muitas destas galáxias longínquas e poeirentas que estão a formar estrelas, se encontram ainda mais longe do que esperavam. Isto significa que, em média, os episódios de formação estelar intensa ocorreram há 12 mil milhões de anos atrás, quando o Universo tinha menos de 2 mil milhões de anos, ou seja, mil milhões mais cedo do que se pensava anteriormente.
Além disso, duas destas galáxias são as mais distantes deste tipo de galáxias alguma vez observadas - a sua luz começou a sua viagem quando o Universo tinha apenas mil milhões de anos - e numa delas detectou-se água entre as moléculas observadas, o que marca as observações de água mais distantes no cosmos publicadas até à data.

Sistema estelar mais próximo encontrado no último século

O sistema binário de anãs castanhas, WISE J104915.57-531906, está no centro da imagem maior, captada pelo telescópio WISE, da NASA - Crédito: NASA/JPL/Gemini Observatory/AURA/NSF 

WISE J104915.57-531906, é um sistema estelar constituído por duas estrelas frias anâs castanhas. Foi descoberto pelo telescópio de infravermelho Wide-field Infrared Survey Explorer (WISE), da NASA, e é o sistema estelar mais próximo descoberto desde 1916, e o terceiro mais próximo do nosso Sol, a cerca de 6,5 anos-luz de distância.
Ambas as estrelas do sistema binário são anãs castanhas, estrelas tão pequenas em massa que nunca ficam quentes o suficiente para iniciar a fusão do hidrogénio. Como resultado, elas são muito frias e escuras, mais parecidas a um planeta gigante como Júpiter do que a uma estrela brilhante como o Sol.
O novo sistema foi baptizado de "WISE J104915.57-531906", por ter sido descoberto num mapa de todo o céu, em infravermelho, obtido pelo telescópio WISE. O Observatório Gemini, no Chile, também ajudou a identificar o objecto.
WISE J104915.57-531906 encontra-se a 6,5 anos-luz do Sol, uma distância considerada relativamente pequena em relação à Terra, o que poderá facilitar a procura de novos planetas exteriores ao Sistema Solar. O sistema está ligeiramente mais longe que a segunda estrela mais próxima, a estrela de Barnard, descoberta a 6 anos-luz do Sol, em 1916.
Os sistemas estelares mais próximos são: Alpha Centauri, descoberto a 4,4 anos-luz do Sol, em 1839 e a ténue Proxima Centauri, descoberta em 1917, a 4,2 anos-luz.
Fonte: NASA

quarta-feira, 6 de março de 2013

Medindo o Universo com mais precisão

Ilustração de um par de estrelas, binário de eclipse. Uma longa série de observações de binários de eclipse frios muito raros, levou à determinação mais precisa até agora da distância à Grande Nuvem de Magalhães, uma galáxia vizinha da Via Láctea, um passo importante na determinação de distâncias no Universo - Crédito:ESO/L. Calçada

Depois de quase uma década de observações cuidadas, uma equipa internacional de astrónomos mediu, com grande precisão, a distância à nossa galáxia vizinha, a Grande Nuvem de Magalhães.
Utilizando telescópios do Observatório de La Silla do ESO, no Chile, e outros, os astrónomos observaram cuidadosamente uma classe rara de estrelas duplas da Grande Nuvem, chamadas binário de eclipse, conseguindo deduzir um valor muito mais preciso da distância à Grande Nuvem de Magalhães : 163.000 anos-luz.
As novas medições constituem um passo crucial na determinação de distâncias no Universo, que ajudam a determinar melhor a taxa de expansão do Universo - a constante de Hubble - e são importantes para a compreensão da misteriosa energia escura, que faz acelerar a expansão.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Um coração celestial

A imagem em infravermelho do Telescópio Espacial Spitzer, da NASA, mostra a complexa região de formação de estrelas, de nome W5, onde se podem observar várias gerações de estrelas. No centro da cavidade oca em forma de coração, as estrelas mais velhas surgem como pontos azuis (outros pontos azuis são estrelas de fundo e de primeiro plano, não associados com a região).
Estrelas jovens estão alinhadas nos limites das cavidades, e algumas podem ser vistas como pontos rosa nas extremidades dos pilares de criação tipo tromba de elefante. Nas áreas brancas nodosas estão a formar-se as estrelas mais jovens. A cor vermelha indica poeira quente que impregna as cavidades da região, enquanto as verdes revelam nuvens densas.
Crédito: NASA / JPL-Caltech / Harvard-Smithsonian

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Telescópios da NASA descobrem clarões luminosos numa misteriosa protoestrela binária


O vídeo, obtido a partir de uma sequência de imagens do Telescópio Espacial Hubble, mostra uma protoestrela misteriosa que se comporta como uma luz intermitente. A cada 25,3 dias, o objecto, designado LRLL 54361, desencadeia uma explosão de luz que se propaga através da poeira e do gás à sua volta. Esta é apenas a terceira vez que este fenómeno cósmico raro é observado. Pode constituir uma oportunidade de estudar a formação de estrelas e a sua evolução inicial. Segundo os cientistas, duas jovens estrelas binárias próximass, ou ligadas gravitacionalmente, podem ser a fonte das explosões luminosas periódicas do objecto LRLL 54361.
Os astrónomos propõem que os clarões de luz são causados por interacções periódicas entre as duas estrelas e que acontecem quando o material, num disco circundante, cai subitamente sobre as jovens estrelas em formação e desencadeando uma explosão de radiação, cada vez que elas se aproximam uma da outra nas suas órbitas.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Dados do telescópio Kepler sugerem que existem "Terras alienígenas" próximas do nosso planeta

Planeta Anão Vermelho: A ilustração mostra um hipotético planeta com duas luas que orbitam na zona habitável de uma estrela anã vermelha - Crédito: D. Aguilar / Harvard-Smithsonian Center for Astrophysics

Com base em dados públicos do Telescópio Espacial Kepler, da NASA, astrónomos do Centro Harvard-Smithsonian de Astrofísica (CfA) estimam que, na nossa galáxia, seis por cento de estrelas anãs vermelhas têm planetas de tamanho semelhante à Terra na sua "zona habitável", a área do sistema estelar, onde a temperatura da superfície de um planeta em órbita permite manter água no estado líquido.
Três em cada quatro estrelas na nossa galáxia são anãs vermelhas, num total de pelo menos 75000 milhões. Apesar de pouco brilhantes, essas estrelas são bons lugares para procurar planetas semelhantes à Terra, e Kepler é a primeira missão da NASA capaz de encontrar planetas do tamanho da Terra dentro ou perto da zona habitável.
A maioria das estrelas vizinhas mais próximas do Sol são anãs vermelhas, cerca de 75% das estrelas mais próximas. Agora, os pesquisadores acreditam que podem encontrar uma "Terra alienígen" apenas a 13 anos-luz de distância.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

NGC 411 - aglomerado aberto de estrelas da Pequena Nuvem de Magalhães

Aglomerado aberto de estrelas, NGC 411, localizado na Pequena Nuvem de Magalhães, observado pelo Telescópio Espacial Hubble - Crédito: ESA/Hubble/NASA

Uma maravilhosa colecção de jóias cósmicas do Telescópio Espacial Hubble, NGC 411 é um aglomerado aberto de estrelas, localizado na Pequena Nuvem de Magalhães, uma pequena galáxia irmã perto da Via Láctea.
Neste tipo de aglomerado, as estrelas tendem a afastar-se ao longo do tempo, à medida que envelhecem, ao contrário dos aglomerados globulares da nossa galáxia - cerca de 150 - onde as estrelas bastante velhas estão fortemente unidas pela gravidade, formando um corpo quase esférico e conseguindo sobreviver mais de 10 biliões de anos da história da galáxia.
O aglomerado aberto NGC 411 é jovem, com pouco mais que um décimo da idade dos aglomerados globulares. As suas estrelas, embora não sejam todas do mesmo tamanho, são todas aproximadamente da mesma idade, tendo-se formado de uma só vez, a partir de uma nuvem de gás.
A imagem do Hubble mostra uma grande variedade de cores e brilhos das estrelas do aglomerado. Com isto os astrónomos conseguem diversas informações sobre as estrelas, incluindo a sua massa, temperatura e fase evolutiva. Estrelas azuis, por exemplo, têm temperaturas de superfície mais altas do que as vermelhas.
Fonte: NASA

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Estrela supergigante vermelha Betelgeuse, da constelação de Orion, em risco de colisão

Estrela supergigante vermelha Betelgeuse, captada pelo Observatório Espacial Herschel.  Tendo em conta o movimento de Betelgeuse pelo céu (para a esquerda), os arcos formados pelo seu próprio material  irão bater no filamento poeirento, situado mais à frente, dentro de 5000 anos, e a estrela também colide 12.500 anos mais tarde - Crédito da imagem: ESA / Herschel / PACS / L. Decin et al

A nova imagem da estrela supergigante vermelha Betelgeuse, captada em infravermelho pelo Observatório Espacial Herschel, da Agência Espacial Europeia (ESA), com a participação da NASA, revela a turbulenta história de perda de massa de uma estrela em fim de vida.
Betelgeuse surge sobre o ombro da constelação de Orion, o Caçador. Pode ser vista facilmente a olho nu, nas primeiras horas do céu nocturno de inverno, a nordeste do hemisfério norte. É a estrela laranja/avermelhada, um pouco acima e à esquerda do cinturão de Orion, formado pelas famosas três estrelas, conhecidas também pelas Três Marias. É a gigante vermelha mais próxima da Terra, a cerca de 700 anos-luz.
Com cerca de mil vezes o diâmetro do nosso Sol e 100 000 vezes mais brilhante, Betelgeuse aparece rodeada por uma série de arcos quebrados de poeira, à sua esquerda, constituídos por material ejectado por ela e  moldados pela onda de choque entre os ventos estelares e o meio interestelar, enquanto a estrela se move no espaço (da direita para a esquerda), a uma velocidade de cerca de 30 Km por segundo.
Ao longo dos tempos, a estrela dilatou, à medida que vai perdendo uma parte significativa das suas camadas exteriores, tendo evoluído para uma supergigante vermelha. Provavelmente caminha para uma explosão de supernova espectacular.
A imagem mostra uma estrutura linear intrigante mais longe da estrela, para além dos arcos poeirentos, e que pode representar um filamento empoeirado iluminado e ligado ao campo magnético galáctico local, ou a borda de uma nuvem interestelar. Se assim for, e tendo em conta o movimento de Betelgeuse pelo céu (para a esquerda), os arcos irão bater no filamento dentro de 5000 anos, e a própria estrela também colide 12.500 anos mais tarde, se ainda não tiver explodido em supernova!
Fonte: NASA

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Da escuridão nasce a luz

Imagem da nuvem escura, de nome Lupus 3, onde se estão a formar novas estrelas, tal como um enxame de estrelas brilhantes que já saiu desta maternidade estelar poeirenta, a cerca de de 600 anos-luz de distância, na constelação do Escorpião. A parte que aqui se mostra tem uma dimensão de cerca de 5 anos-luz.
É provável que o nosso Sol se tenha formado numa região de formação estelar semelhante, há mais de quatro mil milhões de anos.
Esta é uma das melhores imagens, obtidas no visível, deste objecto pouco conhecido, captada com o telescópio MPG/ESO de 2,2 metros, situado no Observatório de La Silla, no Chile.
Crédito:ESO/F. Comeron

sábado, 12 de janeiro de 2013

Enxame estelar 47 Tucanae, uma "bola" de estrelas exóticas

Imagem do brilhante enxame de estrelas 47 Tucanae (NGC 104), captada pelo telescópio VISTA (Visible and Infrared Survey Telescope for Astronomy) do ESO, instalado no Observatório do Paranal, Chile - Crédito: ESO/M.-R. Cioni/VISTA Magellanic Cloud survey

Nova imagem do enxame globular 47 Tucanae, obtida com grande pormenor em infravermelho pelo telescópio VISTA (Visible and Infrared Survey Telescope for Astronomy) do ESO, instalado no Observatório do Paranal, Chile.
Os enxames globulares são enormes nuvens esféricas de estrelas velhas ligadas entre si pela gravidade. Encontram-se a orbitar os núcleos das galáxias, tal como os satélites orbitam a Terra.
Situado a a cerca de 15 000 anos-luz, na constelação austral do Tucano, 47 Tucanae orbita a nossa Via Láctea e é um dos enxames globulares mais brilhantes e de maior massa que se conhecem, podendo ser observado a olho nu. Com cerca de 120 anos-luz de dimensão, é tão grande que aparece no céu com o tamanho da Lua Cheia. É conhecido por possuir muitas estrelas e sistemas estranhos e interessantes.
Existem cerca de 150 enxames globulares que orbitam a nossa galáxia. O 47 Tucanae é o segundo de maior massa, depois do Omega Centauri.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Astrónomos descobrem possível cinturão de asteróides em torno da estrela Vega

Os telescópios espaciais Spitzer e Herschel detectaram evidências de um cinturão de asteróides à volta de Vega, a estrela mais brilhante da constelação de Lira, localizada a 25 anos-luz do nosso Sistema Solar - Crédito: NASA/JPL-Caltech

Com base em dados dos telescópios espaciais Spitzer, da NASA, e Herschel, da ESA, os astrónomos descobriram o que parece ser um grande cinturão (cintura) de asteróides em torno da estrela Vega, a segunda estrela mais brilhante no céu nocturno do hemisfério norte.  A descoberta deste anel de detritos circundando Vega torna esta estrela semelhante à estrela Fomalhaut.
Os dados são consistentes para as duas estrelas, ambas com cinturões internos quentes e cinturões frios externos, separados por um espaço. Esta estrutura é semelhante ao que se passa no nosso próprio Sistema Solar, com o cinturão interno de asteróides e o cinturão externo de Kuiper.

Supernova Cassiopeia A: restos de uma estrela morta

Restos da supernova Cassiopeia A, observados pelo telescópio de raios X de alta energia NuSTAR, da NASA, sobrepostos a uma imagem de fundo em luz visível pelo Digitized Sky Survey - Crédito: NASA/JPL-Caltech/DSS

Bonita nova imagem dos históricos remanescentes da supernova Cassiopeia A, localizada 11.000 anos-luz de distância, captada pelo telescópio Nuclear Spectroscopic Telescope Array, ou NuSTAR, em raios X de alta energia.
Pensa-se que a luz da explosão estelar que criou Cassiopeia A atingiu a Terra há cerca de 300 anos, depois de viajar 11 mil anos até chegar ao nosso planeta.
A estrela já terminou há muitos anos, mas os seus restos ainda continuam activos. O anel exterior azul é onde a onda de choque da explosão supernova colide com o material circundante, atingindo partículas a velocidades elevadas.
Os raios X de luz com energias entre 10 e 20 KeV (mil electrões-volt) são azuis; raios-X de 8 a 10 keV são verdes, e raios-X de 4,5 a 5,5 KeV são vermelhos.
A imagem de fundo estrelado é do Digitized Sky Survey.
Fonte: NASA

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Telescópios espaciais observam padrões de tempo numa anã castanha

Ilustração da anã castanha, de nome 2MASSJ22282889-431026, observada pelos telescópios espaciais Spitzer e Hubble - Crédito: NASA / JPL-Caltech

Com ajuda dos telescópios espaciais Spitzer e Hubble, astrónomos observaram a atmosfera turbulenta de uma anã castanha, e criaram o "mapa do tempo" mais detalhado para este tipo de corpos frios semelhantes a estrelas.
Os telescópios observaram simultaneamente o objecto, a rodar a cada 1,4 horas. Os resultados sugerem ventos e nuvens envolvendo este estranho mundo.
As anãs castanhas formam-se por condensação de gás, como as estrelas, mas não têm a massa suficiente para fundir átomos de hidrogénio e produzir energia. Em vez disso, estes corpos, que alguns chamam de estrelas fracassadas, são mais parecidos a planetas de gás, com atmosferas variadas e complexas. As suas atmosferas podem ser semelhantes à do planeta gigante Júpiter.
A nova pesquisa pode ajudar uma melhor compreensão não só de anãs castanhas, mas também das atmosferas de planetas, fora do nosso sistema solar.
O estudo descrevendo os resultados, liderado por Esther Buenzli, da Universidade do Arizona, está publicado no Astrophysical Journal Letters.
Fonte: NASA

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Fantasma cósmico de Halloween

Bolha gigante produzida pelos ventos da enorme estrela Wolf-Rayet HD 50896, a estrela rosa no centro da imagem. A bolha, conhecida como S 308, tem cerca de 60 anos-luz de diâmetro e está localizada a 5.000 anos-luz de distância, na constelação de Cão Maior - Crédito:ESA, J. Toala & M. Guerrero (IAA-CSIC), Y.-H. Chu & R. Gruendl (UIUC), S. Arthur (CRyA–UNAM), R. Smith (NOAO/CTIO), S. Snowden (NASA/GSFC) and G. Ramos-Larios (IAM) 

O rosto de um fantasma de Halloween brilha em raios X no espaço. É a bonita imagem de uma bolha produzida pelos ventos intensos de uma estrela massiva, obtida pelo telescópio XMM-Newton, da ESA.
A bolha, conhecida por S 308, está a 5.000 anos-luz da Terra, na constelação de Cão Maior, e parece ser a cara de um cão ou de um lobo.
De acordo com a ESA, a bolha estende-se por 60 anos-luz e resultou por acção do forte vento emitido pela estrela de Wolf-Rayet HD 50896, a estrela rosa perto do centro da imagem e que constitui o olho direito deste estranho rosto.

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Telescópio Espacial Spitzer vê luzes de estrelas a vaguear

Ilustração de fluxos de luzes de estrelas errantes entre galáxias, observadas pelo telescópio Spitzer - Crédito: NASA / JPL-Caltech

Utilizando o Telescópio Espacial Spitzer, da NASA, uma nova pesquisa de cientistas sugere que um brilho misterioso de infravermelho, que atravessa todo o nosso céu, tem origem em estrelas errantes, arrancadas de galáxias.
Quando as galáxias crescem, elas fundem-se e tornam-se gravitacionalmente unidas, num violento processo de que resultam correntes de estrelas que estão a ser arrancadas das galáxias. Esses fluxos, chamados de "tidal tails" (caudas de maré), podem ser vistos na ilustração. Os cientistas dizem que o telescópio Spitzer está a captar o brilho colectivo de estrelas como essas, que permanecem no espaço entre as galáxias.
A ilustração é adaptada, em parte, a partir de imagens obtidas pelo Telescópio Espacial Hubble.
Crédito da imagem: NASA / JPL-Caltech

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Descoberto planeta de quatro estrelas

Planeta circumbinário PH1, descoberto através do programa Planet Hunters - Crédito: Haven Giguere/Yale

Os astrónomos amadores Kian Jek e Robert Gagliano descobriram um planeta através do projecto científico "Planet Hunters" (Caçadores de Planetas), organizado pela Universidade de Yale para envolver o público na identificação de exoplanetas (fora do sistema solar), com dados obtidos pelo telescópio espacial Kepler.
PH1, a cerca de 5000 anos-luz de distância da Terra, é o primeiro caso de um planeta orbitando uma estrela dupla que, por sua vez, é orbitada por um segundo par de estrelas distantes. O fenómeno é conhecido por 'planeta circumbinário" num sistema de quatro estrelas
Yale confirmou a descoberta deste planeta circumbinário num sistema de quatro estrelas, depois de analisar observações com os telescópios Keck, situados no monte Mauna Kea, no Havai.
O planeta é um pouco maior que Neptuno e pensa-se que é um gigante gasoso, orbitando as suas estrelas hospedeiras a cada 137 dias. O segundo par de estrelas orbita o sistema planetário onde a órbita do planeta é cerca de 900 vezes a distância entre o Sol e a Terra.
Fonte: NASA

Encontrado um planeta no sistema estelar mais próximo da Terra

A ilustração mostra o planeta em órbita da Alfa Centauri B, um membro do sistema estelar triplo mais próximo da Terra. A estrela Alfa centauri B é o objecto mais brilhante no céu e o outro objecto ofuscante trata-se da Alfa Centauri A. O nosso próprio Sol pode ser visto em cima à direita - Crédito: ESO/L. Calçada/N. Risinger (skysurvey.org) 

Astrónomos europeus descobriram um planeta com massa semelhante à da Terra, orbitando uma estrela do sistema triplo de Alfa Centauri, que é o mais próximo da Terra, embora distante para ser visitado.
O exoplaneta é o mais leve encontrado em torno de uma estrela como o Sol. O planeta foi detectado com a ajuda do espectrógrafo HARPS, montado no telescópio de 3.6 metros, no Observatório de La Silla, no Chile.
A Alfa Centauri é uma das estrelas mais brilhantes do céu austral, na constelação de Centauro, e é o sistema estelar mais próximo do nosso Sistema Solar, a 4.3 anos-luz de distância. Na realidade, é uma estrela tripla, formando um sistema constituído por duas estrelas semelhantes ao Sol, em órbita muito próxima uma da outra, chamadas Alfa Centauri A e B, e ainda uma outra estrela vermelha, mais distante e ténue, conhecida como Proxima Centauri.
O planeta foi detectado através de pequenos desvios no movimento da estrela Alfa Centauri B, criados pela atração gravitacional do planeta em órbita. É uma estrela muito semelhante ao Sol, embora seja ligeiramente mais pequena e menos brilhante.

sábado, 15 de setembro de 2012

Primeiros planetas encontrados orbitando estrelas como o Sol num aglomerado

A ilustração mostra um planeta gigante gasoso, à direita da sua estrela parecida com o Sol, e à volta, brilham as estrelas do aglomerado de Beehive, tornando o céu deste planeta, provavelmente, muito mais estrelado do que aquele que habitualmente se vê a partir da Terra, mesmo sem poluição luminosa - Crédito: NASA/JPL-Caltech

Astrónomos descobriram dois planetas gasosos gigantes que orbitam estrelas num aglomerado cheio de estrelas. São os primeiros planetas encontrados orbitando estrelas como o nosso Sol, num ambiente densamente povoado de estrelas.
Os planetas não são habitáveis, mas devem ter os céus muito mais estrelados do que aquele que se observa da Terra.
Os planetas são dois Júpiter quentes, gigantes gasosos em ebulição movendo-se muito perto das suas estrelas. Cada planeta orbita uma estrela diferente no aglomerado de Beehive (Colméia), na constelação de Caranguejo.
Os dois novos planetas são chamados Pr0201b e Pr0211b, o nome da respectiva estrela seguido por um "b", de acordo com a convenção da nomenclatura padrão para planetas. São os primeiros 'b's' de Beehive (as primeiras 'abelhas' da Colméia), como dizem os astrónomos. É uma referência ao som semelhante de 'b's' e 'bees' (abelhas).
Pesquisas anteriores em aglomerados já tinham detectado dois planetas em torno de estrelas de grande massa, mas nenhum tinha sido encontrado em torno de estrelas como o nosso Sol, até agora.