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sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Avaria irreparável do telescópio Kepler põe fim à sua missão de caçar exoplanetas semelhantes à Terra

Ilustração do telescópio espacial Kepler, o "caçador de exoplanetas" - Crédito: NASA

Depois de realizar vários testes, a NASA anunciou esta quinta-feira que desistiu de tentar restaurar o pleno funcionamento do telescópio espacial Kepler. No entanto, ainda poderá ser utilizado em novas pesquisas científicas, dentro das suas condições actuais.
Desde que foi lançado para o espaço, em 2009, o Kepler tem por missão procurar planetas com condições parecidas às da Terra noutros sistemas solares. Mas, duas das quatro peças que permitem ao telescópio apontar com precisão para uma dada direcção e manter-se estável deixaram de funcionar – a primeira em Julho de 2012 e a segunda em Maio passado.
Falharam todas as tentativas de reparar pelo menos uma das peças avariadas e, por isso, o telescópio Kepler não pode executar a missão para que foi construído. E assim termina a busca de planetas como a Terra noutros sistemas solares.
Kepler completou a sua missão principal, em Novembro de 2012, estando em missão prolongada até 2016. No entanto, a nave espacial precisa pelo menos de três dessas peças essenciais (rodas de uma espécie de giroscópio) funcionando correctamente, para poder continuar a procurar exoplanetas do tamanho da Terra, orbitando estrelas como o nosso Sol, dentro da chamada zona habitável - região à volta da estrela onde a temperatura superficial do planeta permite a existência de água líquida.

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Astrónomos fotografam o exoplaneta de menor massa em torno de uma estrela semelhante ao Sol

Exibindo uma cor magenta escura resplandecente, o recém-descoberto exoplaneta GJ 504B tem cerca de quatro vezes a massa de Júpiter, o que faz dele o planeta de menor massa já fotografado diretamente em torno de uma estrela como o Sol. Crédito: NASA Goddard Space Flight Center / S. Wiessinger

Utilizando dados infravermelhos do Telescópio Subaru, no Havaí, uma equipa internacional de astrónomos fotografou um planeta gigante orbitando a brilhante estrela GJ 504.
Os pesquisadores acham que o novo mundo, denominado GJ 504b, é cerca de quatro vezes mais massivo do que Júpiter e semelhante em tamanho, o que o torna o planeta de menor massa já detectado em torno de uma estrela como o sol, através de imagem directa.
"Se pudéssemos viajar para esse planeta gigante, veríamos um mundo ainda brilhando devido ao calor de formação com cor de cereja escura/magenta", disse Michael McElwain, que participou da descoberta e cientista do Goddard Space Flight Center, da NASA, em Greenbelt, Md. No entanto, "a nossa câmera de infravermelho revela que a sua cor é muito mais azul do que outros planetas fotografados, o que pode indicar que tem uma atmosfera com menos nuvens."
O exoplaneta GJ 504b orbita a sua estrela a cerca de nove vezes a distância de Júpiter ao Sol. A estrela G0 504 é do tipo G0, que é um pouco mais quente do que o Sol e fracamente visível a olho nu, na constelação de Virgem, a 57 anos-luz de distância. Os cientistas estimam que o sistema tem cerca de 160 milhões anos.
Os resultados da investigação serão publicados numa próxima edição do Astrophysical Journal
Fonte: NASA

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Cientistas podem ter captado imagem do exoplaneta mais leve até agora

Imagem obtida pelo Very Large Telescope do ESO (VLT) mostrando o planeta recém descoberto HD 95086 b próximo da sua estrela progenitora. A estrela propriamente dita foi removida da imagem durante o processamento, embora a sua posição se encontre marcada. Deste modo, o planeta aparece mais destacado, em baixo à esquerda. A circunferência azul corresponde ao tamanho da órbita de Neptuno no Sistema Solar - Crédito: ESO/J. Rameau

Utilizando o Very Large Telescope do Observatório Espacial do Sul (ESO), uma equipa de astrónomos conseguiu obter a imagem de um objeto ténue que se desloca próximo de uma estrela brilhante ao longo do céu, sugerindo que este corpo, designado por HD 95086 b, é um provável planeta em órbita da estrela HD 95086.
Com uma massa estimada em quatro a cinco vezes a massa de Júpiter, este pode ser o planeta com menos massa a ser observado, de forma directa, fora do Sistema Solar. . A descoberta é uma contribuição importante ao estudo da formação e evolução de sistemas planetários.
Embora os astrónomos já tenham confirmado a presença de quase um milhar de planetas em órbita de outras estrelas que não o Sol, quase todos foram descobertos recorrendo a métodos indirectos.
Alguns foram detectados pelos efeitos que produzem nas suas estrelas progenitoras, como a diminuição da luminosidade produzida quando os planetas passam em frente das estrelas (método dos trânsitos). Outros foram descobertos através do movimento ligeiro causado pela atracção gravitacional dos planetas nas suas órbitas (método das velocidades radiais). Até agora, apenas uma dúzia de exoplanetas foram observados directamente. 

quinta-feira, 18 de abril de 2013

Missão Kepler descobre os exoplanetas mais pequenos encontrados na "zona habitável" até ao momento

Semelhante ao nosso sistema solar, Kepler-62 tem dois mundos na zona habitável. Na ilustração, em primeiro plano está Kepler-62f, o menor exoplaneta conhecido na zona habitável de uma estrela. À sua direita, o pequeno objecto brilhante é Kepler-62e, orbitando na borda interna da zona habitável - Crédito: NASA Ames / JPL-Caltech

A missão Kepler da NASA descobriu mais dois novos sistemas planetários que incluem três planetas super-Terra que podem ser capazes de suportar vida. Os três encontram-se na "zona habitável", a área à volta de uma estrela onde a temperatura da superfície de um planeta em órbita permite existir água líquida.
A cerca de 1.200 anos-luz da Terra, na constelação de Lyra, está o sistema Kepler-62 com cinco planetas, 62b, 62c, 62d, 62e e 62f, os dois últimos orbitando na zona habitável de uma estrela menor e mais fria do que o Sol. Kepler-62f é um planeta rochoso, apenas 40 por cento maior do que a Terra, o que faz dele o exoplaneta mais próximo do tamanho do nosso planeta conhecido na zona habitável de outra estrela.
Kepler-62e, orbita na borda interna da zona habitável e é cerca de 60 por cento maior do que a Terra. Estes dois novos planetas estão entre os menores exoplanetas encontrados ainda na zona habitável da sua estrela.
Mais longe, aproximadamente a 2.700 anos-luz da Terra, na constelação de Cygnus (Cisne), o outro sistema planetário descoberto, Kepler-69, tem dois planetas, 69b e 69c, orbitando uma estrela parecida com o Sol. Kepler-69c é 70 por cento maior do que a Terra e encontra-se na zona habitável da estrela. Os astrónomos não têm a certeza sobre a sua composição, mas a sua órbita de 242 dias faz lembrar a do nosso vizinho planeta Vénus.
"A sonda Kepler tornou-se verdadeiramente numa estrela rock da ciência", disse John Grunsfeld, administrador associado da Directoria de Missões Científicas, na sede da NASA em Washington. "A descoberta destes planetas rochosos na zona habitável coloca-nos um pouco mais perto de encontrar um lugar como o nosso planeta. É só uma questão de tempo antes de sabermos se a galáxia tem um grande número de planetas como a Terra, ou se somos uma raridade."

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Astrónomos observam o que pode ser um planeta gigante gasoso em formação no disco de poeira de uma estrela

Ilustração de um planeta gigante gasoso a formar-se no interior do disco de poeira e gás que rodeia a jovem estrela HD100546, na constelação austral da Musca. Este protoplaneta está rodeado por uma espessa nuvem de material, de tal modo que, observada desta posição, a estrela é praticamente invisível e de cor vermelha devido à dispersão da luz pela poeira. Pensa-se que este sistema possui ainda um outro planeta gigante que orbita mais próximo da estrela - Crédito:ESO/L. Calçada

Utilizando o telescópio VLT (Very Large Telescope) do ESO, os astrónomos obtiveram o que pode ser a primeira observação directa de um planeta em formação, ainda envolvido por um espesso disco de gás e poeira.
Uma equipa internacional liderada por Sascha Quanz (ETH Zürich, Suíça) estudou o disco de gás e poeira em torno da jovem estrela HD100546, situada relativamente próxima, a 335 anos-luz de distância da Terra. A equipa surpreendeu-se ao descobrir o que parece ser um planeta em formação, ainda envolvido no disco de material que rodeia a estrela. O candidato a planeta será um gigante gasoso semelhante a Júpiter, localizado na região exterior do sistema, cerca de 70 vezes mais longe da sua estrela do que a Terra se encontra do Sol.

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Missão Kepler descobriu 461 novos candidatos a planetas

Tamanho dos candidatos a planetas Kepler: os dados mostram um aumento de 461 de novos candidatos. Actualmente, totalizam 2.740 potenciais planetas que orbitam 2.036 estrelas. Os maiores aumentos verificaram-se nos tamanhos semelhantes à Terra e nas super Terras, com 43 e 21 por cento, respectivamente - Crédito: NASA

A missão Kepler, da NASA, anunciou a descoberta de 461 novos candidatos a planetas. Quatro dos potenciais novos planetas são menores do que duas vezes o tamanho da Terra e orbitam a sua estrela na "zona habitável", a região do sistema planetário onde a água líquida pode existir na superfície de um planeta.
Os resultados são baseados em observações realizadas a partir de Maio de 2009 a Março de 2011, e mostram um aumento constante no número de candidatos a planeta com menor tamanho e do número de estrelas com mais de um candidato.
O último catálogo Kepler foi lançado em Fevereiro de 2012. Desde então, o número de candidatos descobertos nos dados de Kepler aumentou em 20 por cento, totalizando agora 2.740 potenciais planetas, orbitando 2036 estrelas. Os maiores aumentos verificaram-se no número de candidatos descobertos com um tamanho semelhante à Terra e super Terras, que cresceram 43 e 21 por cento, respectivamente.
De acordo com os novos dados, o número de estrelas descobertas com mais de um candidato a planeta aumentou de 365 para 467. Actualmente, supõe-se que 43 por cento dos candidatos a planeta Kepler podem ter planetas vizinhos.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Vemos as estrelas no céu, mas também existem biliões de planetas, dizem os cientistas

Uma nova análise de dados da missão Kepler, da NASA, encontrou evidências de pelo menos 100 biliões de planetas na nossa galáxia (Ilustração) - Crédito: NASA / JPL-Caltech

Há muito que vemos as estrelas no céu nocturno, mas agora os astrónomos dizem que o céu também está cheio de planetas.
Um novo estudo baseado em dados da missão Kepler, da NASA, encontrou evidências de biliões de planetas no céu da nossa galáxia, pelo menos 100 biliões.
A análise dos dados foi realizada por uma equipa de astrónomos do Instituto de Tecnologia da Califórnia, em Pasadena, que fornece ainda mais provas de que os sistemas planetários são a norma cósmica. Os cientistas fizeram a sua estimativa ao analisar planetas que orbitam uma estrela chamada Kepler-32 - cinco planetas. Segundo eles, estes planetas são representativos da grande maioria dos planetas na nossa galáxia e, assim, podem servir como um estudo de caso perfeito para compreender como se forma a maioria destes mundos.
"Há pelo menos 100 biliões de planetas, apenas na nossa galáxia", diz John Johnson, professor assistente de astronomia planetária no Caltech e co-autor do estudo, que foi recentemente aceito para publicação no Astrophysical Journal.
Mais informações em NASA

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Encontrado um planeta no sistema estelar mais próximo da Terra

A ilustração mostra o planeta em órbita da Alfa Centauri B, um membro do sistema estelar triplo mais próximo da Terra. A estrela Alfa centauri B é o objecto mais brilhante no céu e o outro objecto ofuscante trata-se da Alfa Centauri A. O nosso próprio Sol pode ser visto em cima à direita - Crédito: ESO/L. Calçada/N. Risinger (skysurvey.org) 

Astrónomos europeus descobriram um planeta com massa semelhante à da Terra, orbitando uma estrela do sistema triplo de Alfa Centauri, que é o mais próximo da Terra, embora distante para ser visitado.
O exoplaneta é o mais leve encontrado em torno de uma estrela como o Sol. O planeta foi detectado com a ajuda do espectrógrafo HARPS, montado no telescópio de 3.6 metros, no Observatório de La Silla, no Chile.
A Alfa Centauri é uma das estrelas mais brilhantes do céu austral, na constelação de Centauro, e é o sistema estelar mais próximo do nosso Sistema Solar, a 4.3 anos-luz de distância. Na realidade, é uma estrela tripla, formando um sistema constituído por duas estrelas semelhantes ao Sol, em órbita muito próxima uma da outra, chamadas Alfa Centauri A e B, e ainda uma outra estrela vermelha, mais distante e ténue, conhecida como Proxima Centauri.
O planeta foi detectado através de pequenos desvios no movimento da estrela Alfa Centauri B, criados pela atração gravitacional do planeta em órbita. É uma estrela muito semelhante ao Sol, embora seja ligeiramente mais pequena e menos brilhante.

sábado, 15 de setembro de 2012

Primeiros planetas encontrados orbitando estrelas como o Sol num aglomerado

A ilustração mostra um planeta gigante gasoso, à direita da sua estrela parecida com o Sol, e à volta, brilham as estrelas do aglomerado de Beehive, tornando o céu deste planeta, provavelmente, muito mais estrelado do que aquele que habitualmente se vê a partir da Terra, mesmo sem poluição luminosa - Crédito: NASA/JPL-Caltech

Astrónomos descobriram dois planetas gasosos gigantes que orbitam estrelas num aglomerado cheio de estrelas. São os primeiros planetas encontrados orbitando estrelas como o nosso Sol, num ambiente densamente povoado de estrelas.
Os planetas não são habitáveis, mas devem ter os céus muito mais estrelados do que aquele que se observa da Terra.
Os planetas são dois Júpiter quentes, gigantes gasosos em ebulição movendo-se muito perto das suas estrelas. Cada planeta orbita uma estrela diferente no aglomerado de Beehive (Colméia), na constelação de Caranguejo.
Os dois novos planetas são chamados Pr0201b e Pr0211b, o nome da respectiva estrela seguido por um "b", de acordo com a convenção da nomenclatura padrão para planetas. São os primeiros 'b's' de Beehive (as primeiras 'abelhas' da Colméia), como dizem os astrónomos. É uma referência ao som semelhante de 'b's' e 'bees' (abelhas).
Pesquisas anteriores em aglomerados já tinham detectado dois planetas em torno de estrelas de grande massa, mas nenhum tinha sido encontrado em torno de estrelas como o nosso Sol, até agora.

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Gliese 581g é o primeiro dos cinco exoplanetas potencialmente habitáveis

Ilustração dos cinco exoplanetas, potenciais mundos habitáveis​​, incluindo agora Gliese 581g, o melhor candidato exoplaneta parecido com a Terra até agora. Todos estes planetas são super Terras, com massas estimadas entre dois e dez massas terrestres. Os planetas são comparados com o nosso planeta, através dos "índices de semelhança com a Terra" (na última linha) - Crédito: Habitable Exoplanets Catalog (HEC)

O exoplaneta Gliese 581g é considerado o melhor candidato a exoplaneta potencialmente habitável, de acordo com novos dados apresentados pela equipa que o descobriu, em 2010.
Agora, Gliese 581g faz parte do Catálogo de Exoplanetas Habitáveis da Universidade de Porto Rico, em Arecibo, onde ocupa o primeiro lugar, ao lado de outros planetas fora do sistema solar, Gliese 667Cc, Kepler-22b, HD85512, e Gliese 581d. Constituem os cinco objectos com mais interesse como exoplanetas semelhantes à Terra, dois dos quais orbitando a mesma estrela, Gliese 581.

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Descoberto possível exoplaneta menor que a Terra

Ilustração do candidato a planeta UCF-1.01, visto em primeiro plano, e que pode ter a superfície coberta de magma devido à sua temperatura elevada, causada pela proximidade com a estrela - Crédito: NASA/JPL-Caltech

Durante observações com o Telescópio Espacial Spitzer, da NASA, astrónomos detectaram o que pensam ser um exoplaneta com apenas dois terços do tamanho da Terra, um dos menores já encontrados. O candidato a planeta, designado por UCF-1.01, orbita a estrela de nome GJ 436, localizada a uns 33 anos-luz de distância, o que o tornaria, possivelmente, o planeta menor que a Terra mais próximo do sistema solar.
O candidato provavelmente é rochoso e quente porque orbita muito perto da sua estrela, cerca de sete vezes a distância entre a Terra e a Lua.
Dada a sua proximidade, muito mais perto do que o planeta Mercúrio está do nosso Sol, a temperatura da superfície pode ser maior que 600 graus Celsius. Com esta temperatura, o exoplaneta não tem atmosfera e a sua superfície pode ser semelhante à de Mercúrio, cheia de crateras, ou então o calor extremo derreteu-a e o planeta está coberto de magma.

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Atmosfera de exoplaneta é "varrida" pela erupção da sua estrela

Ilustração sobre a evaporação da atmosfera do exoplaneta HD 189733b devido a uma erupção poderosa da sua estrela hospedeira. O telescópio Hubble, da NASA, detectou os gases escapando da atmosfera e o satélite Swift, da NASA, captou a explosão estelar - Crédito: NASA's Goddard Space Flight Center)

Uma equipa internacional de astrónomos detectou alterações significativas na atmosfera de um planeta fora do nosso Sistema Solar, em consequência de uma poderosa erupção da sua estrela hospedeira.
Os cientistas estudavam a atmosfera de um exoplaneta, com ajuda do telescópio Hubble e, logo depois de uma violenta explosão de raios X da estrela hospedeira, que foi observada pelo satélite Swift, a atmosfera do planeta libertava grande quantidade de gás.
O exoplaneta HD 189733b é, um gigante gasoso semelhante a Júpiter, mas cerca de 14 por cento maior e mais massivo. Orbita uma estrela apenas acerca de 3 milhões de milhas, ou 30 vezes mais perto que a Terra do Sol, completando uma órbita a cada 2,2 dias. A estrela, HD 189733A, tem 80 por cento do tamanho e massa do nosso Sol, localizada apenas a 63 anos-luz de distância, na famosa Nebulosa Dumbbell.
Para os astrónomos, este planeta é um "Júpiter quente", pois observações anteriores do telescópio Hubble mostraram que a sua atmosfera pode atingir temperaturas de cerca de 1.900 graus Fahrenheit (1.030 ºC).

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Astrónomos descobriram nova maneira de estudar atmosferas de exoplanetas

Ilustração do exoplaneta Tau Boötis b, um dos primeiros exoplanetas a ser descoberto, em 1996, e um dos sistemas planetários mais próximos que se conhece. Os astrónomos utilizaram o VLT do ESO para captar e estudar, pela primeira vez, a fraca radiação emitida pelo planeta. Ao aplicar uma nova técnica observacional, a equipa descobriu que a atmosfera do planeta parece ser mais fria a maior altitude, o contrário do que se esperava - Crédito: ESO/L. Calçada

Uma equipa internacional de astrónomos usou, pela primeira vez, uma nova técnica que permite estudar detalhadamente a atmosfera de um exoplaneta, mesmo que ele não passe em frente da sua estrela hospedeira.
Com ajuda do Very Large Telescope do ESO (VLT), os astrónomos conseguiram captar directamente o brilho fraco do planeta tau Boötis b, o que permitiu pela primeira vez estudar a estrutura da atmosfera de Tau Boötis b e determinar a sua órbita e massa de forma precisa.
A equipa de cientistas utilizou o instrumento CRICES montado no VLT, instalado no Observatório do Paranal do ESO, no Chile. Os astrónomos combinaram observações infravermelhas de alta qualidade (com comprimentos de onda da ordem dos 2.3 microns) com uma técnica nova que consegue extrair o fraco sinal emitido pelo planeta a partir radiação muito mais forte emitida pela estrela hospedeira.
Os resultados serão publicados na revista Nature.

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Descobertos dois exoplanetas vizinhos um do outro

A ilustração mostra como deve ser visto o planeta gigante gasoso Kepler-36c no céu do vizinho planeta rochoso mais pequeno, Kepler-36b - Crédito: Harvard-Smithsonian Center for Astrophysics/David Aguilar.

Utilizando informação do Telescópio Espacial Kepler, da NASA, astrónomos descobriram um par de planetas, de diferentes densidades, orbitando a sua estrela muito próximos um do outro.
Os planetas não se encontram na "zona habitável" - a região onde pode existir água líquida à superfície - pois estão muito perto da estrela mãe. As suas órbitas são as mais próximas já confirmadas.
O sistema recém-descoberto tem uma estrela subgigante, Kepler-36, muito parecida e ligeiramente mais quente que o nosso Sol, mas cerca de 2.000 milhões de anos mais velha e está situada a 1.200 anos-luz da Terra, na constelação de Cygnus (O Cisne),

domingo, 20 de maio de 2012

Candidato a planeta recém-descoberto pode estar a desintegrar-se

Ilustração do candidato a planeta, do tamanho de Mercúrio, que está a desintegrar-se e deixa um rastro de poeira, enquanto transita a sua estrela-mãe, chamada KIC 12557548, bloqueando intermitentemente a luz da estrela - Crédito: NASA / JPL-Caltech

Astrónomos podem ter detectado um possível planeta que está a desintegrar-se devido ao calor da sua estrela, situada a 1.500 anos-luz da Terra.
O candidato a planeta, de tamanho semelhante a Mercúrio, terá uma cauda de poeira, tal como um cometa. Segundo os cientistas, esse corpo empoeirado estará completamente vaporizado dentro de 200 milhões de anos.

terça-feira, 8 de maio de 2012

Luz de um exoplaneta "Super-Terra" detectada pela primeira vez

O Telescópio Espacial Spitzer detectou a luz directa emanada de uma super-Terra pela primeira vez, usando a sua visão infravermelha. A super-Terra é mais massiva que a Terra, mas mais leve do que os gigantes gasosos como Neptuno. Nesta ilustração, em luz visível na parte superior, o planeta fica 'perdido' no brilho da sua estrela. Quando visto em infravermelho, o planeta fica mais brilhante em relação à sua estrela (em baixo),  principalmente porque o calor escaldante do planeta brilha em luz infravermelha - Crédito: NASA/JPL-Caltech

O Telescópio Espacial Spitzer, da NASA, detectou luz vinda de uma super-Terra fora do nosso Sistema Solar pela primeira vez. O planeta não é habitável, mas a detecção da luz é um passo histórico na procura de sinais de vida noutros planetas.
O exoplaneta, de nome 55 Cancri e, é uma super-Terra pois é mais massivo que o nosso planeta, mas mais leve do que planetas gigantes como Neptuno. É duas vezes maior e com oito vezes mais massa que a Terra, orbitando a brilhante estrela 55 Cancri, durante 18 horas.
55 Cancri e já tinha sido analisado anteriormente, recorrendo ao método de transição, isto é, analisando como variou a luz da estrela mãe, quando o planeta passou na sua frente.

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Estrelas anãs brancas apanhadas a "comer" planetas rochosos, algo que também pode acontecer no sistema solar no futuro

Ilustração de uma estrela anfitriã que está a terminar o combustível do seu núcleo, dilata e a sua superfície torna-se mais fria. A estrela também perde massa, o que faz com que os planetas se movam mais para fora. A perturbação das órbitas pode levar a colisões que geram grandes quantidades de detritos rochosos - Crédito: “© Mark A. Garlick / space-art.co.uk / University of Warwick”

Uma equipa de astrofísicos da Universidade de Warwick, no Reino Unido, descobriu quatro estrelas anãs brancas, rodeadas de poeira que os cientistas dizem ser os restos de planetas semelhantes à Terra e que foram destruídos pelas estrelas, um evento cósmico destrutivo que também poderá acontecer um dia no nosso Sistema Solar.

quinta-feira, 29 de março de 2012

Via Láctea tem milhares de milhões de planetas rochosos orbitando nas zonas habitáveis de estrelas anãs vermelhas

Ilustração do pôr-do-sol na super-Terra Gliese 667 cC. A estrela mais brilhante do céu é a anã vermelha Gliese 667 C, que faz parte dum sistema estelar triplo. As outras duas estrelas mais distantes, Gliese 667 A e B aparecem no céu à direita. Os astrónomos estimam que, só na Via Láctea, devem existir dezenas de milhares de milhões destes mundos rochosos em órbita de estrelas anãs vermelhas de fraca luminosidade - Crédito: ESO/L. Calçada

Uma equipa internacional de astrónomos estimou que possam existir dezenas de milhares de milhões de planetas rochosos não muito maiores que a Terra girando em torno de anãs vermelhas na nossa galáxia Via Láctea e provavelmente cerca de uma centena na vizinhança imediata do Sol.
Esta é a primeira medição directa da frequência de super-Terras em torno de anãs vermelhas, que constituem cerca de 80% de todas as estrelas da Via Láctea.
A equipa utilizou observações obtidas com o espectrógrafo HARPS ( o "caçador de planetas" do ESO) instalado no telescópio de 3.6 metros que se encontra no Observatório de La Silla, do Observatório Espacial do Sul (ESO). Os astrónomos procuram exoplanetas que orbitam as anãs vermelhas, as mais comuns da Via Láctea. Estas estrelas apresentam fraca luminosidade e são pequenas quando comparadas com o Sol, no entanto são muito comuns e vivem durante muito tempo, correspondendo por isso a 80% de todas as estrelas da Via Láctea.

sexta-feira, 2 de março de 2012

Visualização dos sistemas planetários Kepler


Visualização dos sistemas planetários descobertos pelo telescópio Kepler, com mais de um objecto em trânsito, vídeo realizado por Daniel Fabrycky, da equipa científica da missão Kepler.
Há 885 candidatos a planetas em 361 sistemas, duplicando o número de sistemas relativamente ao primeiro vídeo "Kepler Orrery".
Neste vídeo, as órbitas estão em escala relativamente umas às outras, e os planetas em escala em relação uns aos outros (numa escala diferente das órbitas). As cores estão em ordem de semi-eixo maior e dois sistemas de planetas (242 no total) têm um planeta externo amarelo, 3 planetas (85) verde, 4 planetas (25) azul brilhante, 5 planetas (8) azul escuro, 6 planetas (1, Kepler-11 ) roxo.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Telescópio Hubble revela novo tipo de planeta extrassolar, em grande parte, constituído por água

Reprodução artística do planeta GJ1214b, uma super-Terra orbitando uma estrela anã vermelha, a cerca de 40 anos-luz da Terra. Novas observações do Telescópio Espacial Hubble, da NASA, revelam que é um mundo de água envolto por uma atmosfera espessa de vapor de água, o que faz de GJ1214b um novo tipo de planeta, desconhecido até agora - Crédito: : NASA, ESA, and D. Aguilar (Harvard-Smithsonian Center for Astrophysics)

Uma equipa internacional de astrónomos observou o planeta extrassolar GJ 1214b, usando o Telescópio Espacil Hubble. As observações revelaram um planeta diferente de qualquer um já conhecido. É formado, em grande parte, por água e está envolvido por uma atmosfera espessa cheia de vapor. O planeta é menor do que Urano, mas maior que a Terra.