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sexta-feira, 3 de maio de 2013

Hubble observa os restos de uma supernova na galáxia vizinha Grande Nuvem de Magalhães

Remanescentes de supernova SNR B0519-69.0, imagem captada pelo telescópio Hubble - Crédito: ESA/Hubble & NASA. Acknowledgement: Claude Cornen

Objecto cósmico designado por SNR B0519-69.0, ou SNR 0519, numa espectacular imagem do Telescópio Espacial Hubble.
As finas camadas de cor vermelho-sangue na verdade são os restos de quando uma estrela instável explodiu violentamente como uma supernova, há cerca de 600 anos. Era uma anã branca, uma estrela semelhante ao Sol, nos estágios finais de sua vida.
Os restos SNR 0519 estão localizados a mais de 150.000 anos-luz da Terra, na constelação austral de Dorado (O peixe-espada), uma constelação que também contém a maior parte da galáxia nossa vizinha Grande Nuvem de Magalhães (LMC).
LMC é uma galáxia satélite da Via Láctea e é a quarta maior no nosso grupo de galáxias, o Grupo Local. Para além de SNR 0519, está galáxia também contém os remanescentes de uma supernova do mesmo tipo, SNR B0509-67.5, e com uma aparência muito semelhante que se pode apreciar noutra fantástica imagem do Hubble.
Fonte: NASA

Grande explosão de raios gama (GRB) é detectada pelo Telescópio Espacial Fermi

Os mapas mostram como parece o céu para energias de raios gama acima de 100 milhões de electrões Volt (MeV), com uma visão centrada no pólo norte galáctico. O quadro à esquerda mostra o céu antes da GRB 130427A, e à direita depois da grande emissão de raios gama detectada pelo telescópio Fermi, em 27 de Abril de 2013 - Crédito: NASA/DOE/Fermi LAT Collaboration

O Telescópio Espacial de raios gama Fermi, da NASA, detectou uma grande explosão de raios gama a partir de uma estrela moribunda numa galáxia distante.
A erupção, que os astrónomos chamam de GRB, foi classificada como GRB 130427A e produziu a radiação com mais energia alguma vez detectada num evento desta natureza. Foi registada pelo telescópio Fermi na consteleção de Leão (Leo), em 27 de Abril de 2013.
A produção de raios gama durou algumas horas, estabelecendo um novo recorde para a maior emissão de raios gama de uma GRB. Posteriormente, foi detectada em comprimentos de onda ópticos, infravermelho e rádio por observatórios terrestres, com base na sua localização dada pelo telescópio de raios X Swift, a cerca de 3,6 biliões de anos-luz de distância, o que é considerado relativamente perto para este tipo de evento cósmico.

sábado, 26 de janeiro de 2013

Expansão dos restos de supernova recriada em vídeo


Em 1901, a estrela GK Persei, a 1300 anos-luz da Terra, explodiu. A supernova tornou-se um dos objectos mais brilhantes no céu, chamando a atenção dos astrónomos.
A partir de imagens dos remanescentes da supernova, também conhecida por Nova Persei 1901, captadas durante mais de 60 anos por telescópios nas Ilhas Canárias, Espanha, foi possível criar um vídeo que reconstitui, em pormenor, a contínua expansão da supernova.
Os cientistas também construíram um modelo tridimensional dos restos deixados pela explosão, e que pode ser observado no vídeo. A reconstituição do evento cósmico revelou que a estrela ainda está a crescer com a impressionante velocidade de quase mil quilómetros por segundo.
Uma explosão supernova acontece quando o núcleo de uma estrela massiva entra em colapso, sob a pressão da sua própria gravidade, resultando uma forte erupção termonuclear, como a observada em 21 de Fevereiro de 1901, com GK Persei ou 'Nova Persei 1901'.
Fonte: DN Ciência

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Supernova Cassiopeia A: restos de uma estrela morta

Restos da supernova Cassiopeia A, observados pelo telescópio de raios X de alta energia NuSTAR, da NASA, sobrepostos a uma imagem de fundo em luz visível pelo Digitized Sky Survey - Crédito: NASA/JPL-Caltech/DSS

Bonita nova imagem dos históricos remanescentes da supernova Cassiopeia A, localizada 11.000 anos-luz de distância, captada pelo telescópio Nuclear Spectroscopic Telescope Array, ou NuSTAR, em raios X de alta energia.
Pensa-se que a luz da explosão estelar que criou Cassiopeia A atingiu a Terra há cerca de 300 anos, depois de viajar 11 mil anos até chegar ao nosso planeta.
A estrela já terminou há muitos anos, mas os seus restos ainda continuam activos. O anel exterior azul é onde a onda de choque da explosão supernova colide com o material circundante, atingindo partículas a velocidades elevadas.
Os raios X de luz com energias entre 10 e 20 KeV (mil electrões-volt) são azuis; raios-X de 8 a 10 keV são verdes, e raios-X de 4,5 a 5,5 KeV são vermelhos.
A imagem de fundo estrelado é do Digitized Sky Survey.
Fonte: NASA

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Um redemoinho azul no Rio: galáxia tranquila com explosões violentas de supernovas

Imagem da galáxia espiral NGC 1187, obtida com o Very Large Telescope do ESO, situada a cerca de 60 milhões de anos-luz de distância, na constelação do Erídano (O Rio). Em NGC 1187 aconteceram duas explosões de supernova nos últimos trinta anos, a última das quais em 2007, marcada pelo círculo na imagem - Crédito: ESO 

O telescópio Very Large do ESO (VLT) captou uma nova imagem espectacular e muito detalhada da galáxia NGC 1187, uma espiral perfeita situada a cerca de 60 milhões de anos-luz de distância na constelação do Erídano (O Rio).
Embora de aspecto tranquilo, esta impressionante galáxia já registou duas explosões de supernova nos últimos trinta anos, a última das quais em 2007.
Nesta observação do VLT, a galáxia é vista praticamente de frente, distinguindo-se cerca de meia dúzia de braços espirais proeminentes, cada um contendo enormes quantidades de gás e poeira. As zonas azuladas nos braços indicam a presença de estrelas jovens nascidas de nuvens de gás interestelar.
Na parte central de NGC 1187 brilha o bojo da galáxia com uma estrutura barrada, de cor amarela, quase todo constituído por estrelas velhas, gás e poeira. Pensa-se que a estrutura central em barra actua como um mecanismo que canaliza o gás dos braços em espiral para o centro, aumentando a formação estelar nessa região.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Hubble ajuda a descobrir a fonte de uma supernova na Grande Nuvem de Magalhães

Imagem do remanescente de supernova tipo Ia 0509-67,5, feita através da combinação de dados de dois observatórios da Nasa. O resultado mostra os tons suaves verde e azul do material aquecido ( a partir dos dados de raios-X), cercado pela concha rosa brilhante (dados ópticos), que mostra o gás ambiente sofrendo o impacto da onda de choque em expansão da supernova - Crédito: NASA, ESA, and B. Schaefer and A. Pagnotta (Louisiana State University, Baton Rouge); Image Credit: NASA, ESA, CXC, SAO, the Hubble Heritage Team (STScI/AURA), J. Hughes (Rutgers University)

Usando o Telescópio Espacial Hubble, os astrónomos resolveram um mistério de longa data sobre o tipo de estrela, ou o chamado progenitor, que originou uma supernova observada na galáxia Grande Nuvem de Magalhães.
Com base em observações anteriores de telescópios terrestres, os astrónomos já sabiam que um tipo de supernova tipo Ia tinha criado um remanescente chamado SNR 0.509-67,5, que fica a 170.000 anos-luz nessa galáxia vizinha, mas desconheciam o sistema estelar que a originou.

sábado, 3 de dezembro de 2011

Encontrada a primeira estrela companheira de uma supernova

Crédito: NASA

Em 2004, uma equipa internacional de astrónomos observou, pela primeira vez, uma estrela sobrevivente de um sistema de dupla estrela envolvendo uma explosão de supernova.
As supernovas são algumas das fontes mais importantes de elementos químicos no universo, cruciais para a compreensão da evolução das galáxias. Na ilustração, a estrela gigante vermelha progenitora da supernova (à esquerda) está a explodir, depois de ter transferido cerca de 10 massas solares de gás hidrogénio para a estrela companheira azul (à direita).
Fonte: NASA

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

As nuvens frias da Nebulosa Carina

Espectacular imagem de grande campo, que mostra as zonas de formação estelar na Nebulosa Carina. As observações feitas com a câmara LABOCA no telescópio Apex (sigla do inglês Atacama Pathfinder Experiment) instalado no planalto do Chajnantor, nos Andes chilenos, visíveis em tons de laranja, foram combinadas com a imagem no visível do telescópio Curtis Schmidt, instalado no Observatório Interamericano de Cerro Tololo. A nebulosa contém estrelas com uma massa total equivalente a mais de 25 000 sóis, enquanto a massa do gás e das nuvens de poeira corresponde a cerca de 140 000 sóis - Crédito: ESO/APEX/T. Preibisch et al. (Submillimetre); N. Smith, University of Minnesota/NOAO/AURA/NSF (Optical)

Observações feitas com o telescópio APEX no submilímetro permitiram revelar as nuvens frias de poeira onde se formam estrelas na Nebulosa de Carina. É um local de intensa formação estelar, que alberga algumas das estrelas de maior massa da nossa galáxia, considerado o sítio ideal para se estudar a interação entre as jovens estrelas e as nuvens que as originam.

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Telescópios da NASA e da ESA ajudam a desvendar o mistério de supernova observada por astrónomos chineses há cerca de 2.000 anos

Imagem do que resta do mais antigo exemplo documentado de uma supernova, conhecido por RCW 86. A supernova foi observada por astrónomos chineses, há cerca de 2.000 anos. A imagem foi obtida combinando vários comprimentos de onda, a partir dos dados de quatro telescópios espaciais diferentes. As cores azul e verde resultam da combinação de imagens de raios X dos Observatórios Espaciais de raios X Chandra, da NASA, e XMM-Newton, da ESA. Os raios-X mostram o gás interestelar que foi aquecido a milhões de graus, pela passagem da onda de choque da supernova - Crédito: NASA/ESA/JPL-Caltech/UCLA/CXC/SAO

Com base nos dados de quatro telescópios diferentes, os astrónomos conseguiram finalmente descobrir como ocorreu a primeira supernova documentada, que foi observada por astrónomos chineses, há cerca de 2.000 anos e, ainda, ficaram a parceber como os seus restos, conhecidos por RCW 86, se encontram espalhados por tão grandes distâncias.
Os resultados do estudo, publicados na revista online Astrophysical Journal, mostram que a explosão estelar aconteceu numa cavidade oca, permitindo que o material expelido pela estrela pudésse viajar mais rápido e mais longe do que seria de outra forma.

domingo, 23 de outubro de 2011

Também há estrelas no céu que são vampiros

Ilustração de uma estrela vampiro, sugando a matéria da sua companheira

A supernova é uma maneira em que uma estrela pode terminar a sua vida, explodindo num gigantesco fogo de artifício. As supernovas tipo Ia são particularmente importantes em Cosmologia, pois podem ser usadas como "velas padrão" para calcular distâncias no Universo e, por isso, são úteis para calibrar a expansão acelerada do Universo, impulsionado pela energia escura.
Apesar do hidrogénio ser o elemento mais comum no Universo, estas supernovas não apresentam o hidrogénio no seu espectro. Os cientistas pensam que as supernovas tipo Ia são produzidas em sistemas compostos por duas estrelas, onde uma delas é uma anã branca, o que resta no final da vida de estrelas como o nosso Sol.
As anãs brancas representam o produto final da evolução de estrelas com massas iniciais não superiores a algumas massas solares. Uma anã branca é composta por um núcleo estelar em final de combustão, abandonado quando uma estrela como o Sol ejecta as camadas exteriores no final da sua vida activa. Este núcleo é composto essencialmente por carbono e oxigénio. Este processo normalmente dá origem à formação de uma nebulosa planetária.
Quando estas anãs brancas se comportam como vampiros estelares, sugando a matéria da estrela companheira, acabam por se tornar mais pesadas que determinado limite, que é quase 1.4 vezes a massa do Sol, o que as torna instáveis e consequentemente explodem, como uma bomba termonuclear queimando o hidrogénio e o carbono de forma explosiva.
Fonte: ESO

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Nebulosa Carina e as suas estrelas

Nebulosa Carina, vista pelo Observatório de raios X Chandra, que já detectou mais de 14.000 estrelas nesta região de formação estelar da Via Láctea, assim como evidências de um aumento na formação de supernovas - Crédito: NASA/CXC/Penn State/L. Townsley et al.

A nebulosa Carina é uma região de formação estelar, situada no braço Sagittarius-Carina da Via Láctea, a 7.500 anos-luz da Terra. O Observatório de raios X Chandra já detectou mais de 14.000 estrelas nesta região.
No entanto, as observações do Chandra também evidenciam que tem havido destruição de estrelas massivas em explosões de supernova nas proximidades desta área do Universo.
Trumpler 15 é um dos dez aglomerados de estrelas do complexo Carina e está localizado na parte norte desta imagem. Chandra detectou um défice de fontes de raios X nesta zona, o que sugere que algumas das estrelas massivas deste aglomerado já foram transformadas em supernovas.
Além disso, foram detectadas seis possíveis estrelas de neutrões, que são os núcleos densos deixados para trás por estrelas que explodem em supernovas, uma evidência de mais actividade supernova em Carina. Observações anteriores só tinham detectado uma estrela de neutrões em Carina.
Fonte: NASA

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Galáxia anã que sopra bolhas de gás brilhante

Galáxia anã irregular Holmberg II, dominada por enormes bolhas de gás incandescente, que são evidências de supernovas - Crédito: NASA/ESA

O Telescópio Espacial Hubble, da NASA/ESA, captou esta imagem espectacular de uma galáxia anã irregular lançando enormes bolhas de gás brilhante.
A galáxia, de nome Holmberg II, situa-se a cerca de 9,8 milhões de anos-luz da Terra, no grupo de galáxias M81. Segundo os cientistas, as bolhas de gás espalhadas por toda a galáxia resultam de supernovas, poderosas explosões que marcam o fim de estrelas massivas.
As ondas de choque das supernovas disparadas através do espaço, sopram e aquecem a gás interestelar, formando as bonitas conchas (bolhas) que se podem ver actualmente.
Fonte: Hubble/ESA

Nobel da Física distingue Saul Perlmutter, Brian Schmidt e Adam Riess e a sua descoberta sobre a aceleração do Universo

A bonita galáxia NGC 5584, a 72 milhões de anos-luz, na constelação de Virgem, contém cerca de 250 estrelas variáveis cefeidas e uma recente supernova do Tipo Ia, objectos-chave para a determinação de distâncias astronómicas. NGC 5584 é uma das oito galáxias usadas para observações adicionais do Telescópio Espacial Hubble com o objectivo de melhorar a medição da constante de Hubble - o taxa de expansão do Universo. Os resultados do estudo corroboram a teoria de que a energia escura realmente é responsável pela aceleração da expansão do Universo - Crédito: wikipédia/NASA, ESA, A. Riess (STScI/JHU), L. Macri (Texas A&M University), and Hubble Heritage Team (STScI/AURA)

O Prémio Nobel da Física foi atribuído aos cientistas Saul Perlmutter, do Lawrence Berkeley National Laboratory (EUA), Brian Schmid, da Universidade Nacional Australiana e Adam Riess, da Universide Johns Hopkins (EUA) pela sua descoberta da aceleração da expansão do Universo através da observação de supernovas distantes.

sábado, 27 de agosto de 2011

Descoberta supernova Tipo Ia perto da Terra, pouco tempo depois de explodir

Astrónomos descobriram uma supernova Tipo Ia, o mais brilhante e energético tipo de explosão estelar, numa galáxia próxima. A supernova está localizada a cerca de 21 milhões de anos-luz, mais perto da Terra do que qualquer outro da sua espécie. Os astrónomos acreditam que foi detectada pouco tempo depois da sua explosão, tornando-se o evento mais próximo em quase 40 anos.

A jovem supernova Ia, PTF 11kly, na galáxia Pinwheel ( Messier101), relativamente perto da Terra - Fonte: D. Andrew Howell & BJ Fulton (LCOGT) et al., Faulkes Telescope North, LCOGT (APOD)

A nova supernova, chamada PTF 11kly, ocorreu na Galáxia Pinwheel (M101), localizada na constelação de Ursa Maior. Foi encontrada, em 23 de Agosto de 2011, durante uma pesquisa realizada pelo telescópio robotizado do Palomar Transient Factory (PTF), localizado no Observatório do Monte Palomar, na Califórnia, um telescópio especializado em descobrir e observar eventos astronómicos para acompanhar.

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Observatório Herschel descobre o mistério da origem da poeira cósmica

Novas observações em infravermelho do Observatório Espacial Herschel, da ESA, revelaram grandes quantidades de poeira fria nos restos da supernova SN1987A, que resultou de uma explosão estelar ocorrida a 170 mil anos-luz de distância, na Grande Nuvem de Magalhães, uma galáxia vizinha da Via Láctea, e que foi vista na Terra em 1987.

Comparação de duas imagens do remanescente de supernova SN 1987A - a imagem da esquerda foi tirada pelo Observatório Espacial Herschel, e na direita está uma visão ampliada da região circundada à esquerda, obtida com o Telescópio Espacial Hubble. O anel minúsculo rosa na imagem do Hubble mostra onde uma onda de choque da explosão está a atingir o material circundante, expulso da estrela antes da explosão. Não se conhece a origem dos anéis exteriores. Herschel vê em infravermelho, em comprimentos de onda maiores que a luz visível que o Hubble. Por isso, a sua imagem da supernova não é tão nítida, aparecendo apenas como um ponto difuso dentro do círculo. Mas esse ponto representa a importante descoberta de vastos reservatórios de poeira fria em torno de SN 1987A - Crédito: ESA / NASA-JPL / UCL / STScI

Esta descoberta confirma que as supernovas são capazes de produzir quantidades significativas de poeira em escalas de tempo muito curto, o que pode ajudar a explicar observações anteriores, pelo Herschel e outros observatórios, da abundante poeira no Universo primitivo.
Os resultados são publicados na revista online Science Express.

sábado, 11 de junho de 2011

Hubble observa o novo brilho da supernova 1987 A

Em 1987, a luz da explosão de uma estrela na galáxia vizinha, a Grande Nuvem de Magalhães, foi vista na Terra. A supernova resultante, designada por 1987A, ocorreu a cerca de 168.000 anos-luz, tão perto que era visível a olho nu, a partir do hemisfério sul. Foi a supernova mais próxima observada desde SN 1604, a supernova de Kepler, que ocorreu na Via Láctea. Desde o seu lançamento, o Telescópio Espacial Hubble tem sido utilizado para ajudar a estudar a evolução de SN 1987A.

SN 1987A é cercada por um anel de material que foi ejectado da estrela progenitora, milhares de anos antes da extrela explodir. O anel tem cerca de um ano-luz (6 triliões de Km) de largura. Dentro do anel, a nuvem de detritos está em expansão - Crédito: NASA, ESA e Challis Pete (Centro Harvard-Smithsonian para Astrofísica)

Num novo estudo, publicado em 9 de Junho, na revista Nature, uma equipa de astrónomos anunciou que a supernova, cujo brilho havia diminuido gradualmente, voltou a brilhar, duas ou três vezes mais do que na sua fase mais escura. Depois de 14 anos em que foi vista pela primeira vez, o seu brilho dimimuiu à medida que os elementos radioactivos produzidos pela supernova se iam deteriorando. Isso mostra que uma fonte de energia diferente iniciou a luz dos escombros, e marca a transição de uma supernova para um resíduo de supernova.

quinta-feira, 24 de março de 2011

Remanescente de supernova de Tycho

A Supernova de Tycho, observada pelo Chandra, revelou um padrão de "listas" de raios X, que podem explicar como se produzem os raios cósmicos que bombardeiam a Terra - Crédito: X-ray: NASA/CXC/Rutgers/K.Eriksen et al.; Optical: DSS

A imagem, obtida a partir do Observatório Chandra, dos restos da supernova de Tycho, produzida pela explosão de uma estrela anã branca na nossa galáxia. As zonas a vermelho, de raios X de baixa energia, mostram a expansão dos detritos da explosão de supernova e a azul, raios X de alta energia, mostram a onda de choque, uma concha de electrões extremamente energéticos. Estes raios X de alta energia revelam tabém um padrão de "listas" de raios X que nunca foi observado num remanescente de supernova.
Algumas das mais brilhantes bandas podem ser vistas no lado direito do remanescente, num fundo óptico do Digitized Sky Survey. Essas faixas podem fornecer a primeira evidência directa de que restos de supernova podem acelerar partículas a energias cem vezes superior ao alcançado pelo acelerador de partículas mais poderoso da Terra, o Large Hadron Collider.

Esta imagem do Chandra mostra a área de raios X de maior energia, detectada a partir do remanescente de supernova de Tycho. Estes raios-X mostram a onda de choque em expansão da supernova, uma concha de electrões extremamente energéticos. Na zona ampliada A as listas de raios X são mais brilhantes; em B as listas são mais fracas - Crédito: X-ray: NASA / CXC / Rutgers / K.Eriksen et al

Supõe-se que as listas de raios X são regiões onde a turbulência é maior e os campos magnéticos mais emaranhados do que as áreas circundantes. Os electrões ficam presos nessas regiões e emitem raios X enquanto se movimentam em redor das linhas do campo magnético.
Estes resultados poderiam explicar como se produzem os  raios cósmicos, partículas altamente energéticas que bombardeiam a Terra, e fornecer suporte para uma teoria sobre como os campos magnéticos podem ser dramaticamente amplificados em tais ondas de choque.
O remanescente de supernova de Tycho deve o seu nome ao famoso astrónomo dinamarquês Tycho Brahe, que registou ter visto a supernova em 1572. Está localizada na Via Láctea, a cerca de 13.000 anos-luz da Terra, na constelação de Cassiopeia. Devido à sua proximidade e brilho intrínseco, a supernova era tão brilhante que podia ser vista durante o dia a olho nu.
Fonte: NASA

quarta-feira, 23 de março de 2011

A nebulosa vermelha quadrangular

MWC922 possivelmente resulta de uma explosão supernova - Crédito: Peter Tuthill (Sydney U.) & James Lloyd (Cornell)

O sistema estelar quente MWC922 parece estar incorporado numa nebulosa de forma quadrangular. A imagem, em infravermelho, foi obtida a partir do Telescópio Hale de Monte Palomar, na Califórnia , e o Telescópio Keck-2, em Mauna Kea, no Havaí.
A principal explicação para a forma quadrada desta nebulosa diz que a estrela central ou estrelas de alguma forma expeliram um cone de gás durante uma fase final de desenvolvimento. Para MWC 922 , estes cones formaram-se quase em ângulo recto e são vistos de lado. Esta hipótese do cone tem por base os raios dispostos radialmente na imagem e que devem estender-se ao longo das paredes do cone. Os investigadores especulam que os cones vistos de outro ângulo, deviam parecer semelhantes aos gigantescos anéis da supernova 1987A, possivelmente indicando que, um dia, uma estrela em MWC 922 explodiu numa supernova análoga.
Fonte: APOD

terça-feira, 1 de março de 2011

Nebulosa do Véu em Cygnus Loop

Esta imagem do WISE, mostra os destroços resultantes da explosão de uma estrela, assim como outras estrelas no fim das suas vidas. A estruturas coloridas em forma de arco são remanescentes de uma supernova.

Nebulosa do Véu, parte visível do remanescente de supernova Cygnus Loop - Crédito: NASA / JPL-Caltech / UCLA

Localizada na constelação de Cygnus, o remanescente de supernova, chamada Nebulosa do Véu, foi criada pela explosão de uma estrela massiva, há cerca de 5.000 a 8.000 anos, enviando ondas de choque que continuam a interagir com o gás e a poeira entre as estrelas. É uma das maiores imagens do WISE apresentadas até agora, cobrindo uma área equivalente a quase nove por nove luas cheias.
A Nebulosa do Véu é o nome que geralmente se refere à parte visível da totalidade do remanescente de supernova, que foi vista inteiramente à luz de rádio e designada Cygnus Loop.
A porção da nebulosa, à direita é conhecida como Nebulosa Vassoura da Bruxa. Pode ser vista nesta imagem WISE como uma longa e fina nuvem vertical avermelhada de poeira. A estrela 52 Cygni , vista em azul brilhante, parece andar na nebulosa, como uma bruxa numa vassoura.

Nebulosa Vassoura da Bruxa, ponta oeste de Nebulosa do Véu, conhecida também por por NGC 6960, a 1400 anos-luz, na constelação de Cygnus - Crédito: Adam Block , Mount Lemmon SkyCenter , Univ. Arizona

As cores da Nebulosa do Véu resultam das ondas de choque da supernova que aumentaram a energia do gás e da poeira na região e fazendo-os brilhar em todo o espectro eletromagnético. Alguns astrónomos sugerem que a Nebulosa do Véu representa não um, mas dois remanescentes de supernovas que estão interagindo uns com os outros.
 
NGC 6992/95, ponta este da Nebulosa do Véu - Fonte: wikipédia

A estrela amarela brilhante, à esquerda do centro (primeira imagem), é a estrela Cygni UX, uma estrela gigante nos estágios finais de sua vida. UX Cygni varia o brilho a cada 565 dias (estrela variável), à medida que a sua superfície dilata e contrai. Tais estrelas criam uma grande quantidade de poeira nas suas atmosferas externas à medida que a estrela se torna numa nebulosa planetária, uma estrela moribunda cercada por camadas do seu material. A poeira que cerca UX Cygni dá-lhe uma aparência amarela.
Mais para cima e um pouco à direita da imagem, está uma estrela brilhante de cor ciano, AM Cygni, que é outra estrela variável chegando ao final de sua vida.
Na borda direita da imagem, vemos um objeto não identificado de cor laranja e brilhante. Possivelmente é uma estrela gigante vermelha, que também está na última fase da sua vida, lançando material para o ambiente à medida que se torna numa nebulosa planetária.
As cores azul e verde (ciano) representam principalmente a luz emitida pelas estrelas. Verde e vermelho representam, sobretudo, a luz emitida pela poeira quente.
Fonte: NASA

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Superfluido no núcleo de uma estrela de neutrões

Bonita imagem composta, em raios X e luz visível, de Cassiopeia A (Cas A),  um remanescente de supernova localizado na nossa galáxia, aproximadamente a 11.000 anos-luz de distância. Estes são os restos de uma estrela massiva que explodiu há cerca de 330 anos atrás (tempo terrestre). Os raios-X do Chandra aparecem em vermelho, verde e azul, juntamente com dados ópticos do Hubble em ouro.
No centro da imagem está uma estrela de neutrões, uma estrela ultra-densa criada pela supernova. Dez anos de observações com o Chandra revelaram um declínio de 4% na temperatura da estrela de neutrões, um resfriamento rápido de forma inesperada.


Dois novos artigos de equipas de investigação independentes mostram que o resfriamento é causado, provavelmente, por um superfluido de neutrões formado nas suas regiões centrais, a primeira evidência direta para este estado estranho da matéria no núcleo de uma estrela de neutrões.
A inserção mostra uma ilustração artística da estrela de neutrões no centro da CAS A. As camadas de diferentes cores na região de recorte mostram a crosta (laranja), o núcleo (vermelho), onde as densidades são muito maiores, e a parte do núcleo onde se pensa que os neutrões estão num estado superfluido (bola vermelha interna). Os raios azuis que emanam do centro da estrela representam os elevados números de neutrinos - quase sem massa, partículas de interação fraca - que são criados à medida que a temperatura do núcleo desce abaixo de um nível crítico e se forma um superfluido de neutrões, um processo que começou há cerca de 100 anos atrás, como observado da Terra. Estes neutrinos escapam da estrela, transportando energia com eles e fazendo com que a estrela arrefeça muito mais rapidamente.


Crédito: X-ray: NASA / CXC / xx; Óptica: NASA / STScI; Ilustração: NASA / CXC Weiss / M.

Utilizando um modelo que tem sido condicionado pelas observações do Chandra, foi previsto o comportamento futuro da estrela de neutrões. O resfriamento rápido deve continuar por algumas décadas e, em seguida, ele deve desacelerar.
Fonte: NASA / CHANDRA