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domingo, 23 de setembro de 2012

Actividade solar, nos últimos cinco anos e meio, em vídeo


O vídeo mostra cinco anos e meio de observações em raios X (XRT) do disco solar.
Como ilustração do ciclo solar, o vídeo começa cerca de um ano antes da primeira inversão de polaridade das manchas solares que aconteceu no ciclo actual, em 8 de Janeiro de 2008.(http://goo.gl/GF3FR).
O ciclo solar é uma variação periódica na actividade do Sol, causada por um aumento gradual de complexidade e eventual inversão do seu campo magnético. O interior do Sol é como um dínamo que produz um campo magnético, que depois é incorporado no seu plasma. Como as regiões equatoriais do Sol giram mais depressa do que os pólos, o campo lentamente deforma até que arcos de linhas de campo magnético surgem e projectam-se na superfície da nossa estrela.
Estes arcos salientes mudam radicalmente a estrutura da coroa solar, dando origem a eventos energéticos como erupções solares (http://www.youtube.com/watch?v=FciD033Eaiw) e ejecções de massa solar (CMEs) (http://www.youtube.com/watch?v=BXTRu25ScTI) a partir de regiões activas.
O vídeo mostra o surgimento desses eventos - que vão aumentando com o tempo - e termina, nos dias actuais, menos de um ano antes do máximo de actividade solar, previsto entre o início e meados de 2013, depois do qual a polaridade (pólos positivos e negativos) do campo magnético solar terá invertido de novo e o número de regiões activas da coroa começa a diminuir também.

sexta-feira, 6 de abril de 2012

O 'rodopio' do Sol


Embora as imagens sejam engraçadas, ninguém está a brincar com o Sol e ele também não rodopia desta maneira (felizmente para nós).
O Helioseismic e Magnetic Imager instrumento (HMI), um dos três instrumentos do Observatório Solar Dinâmico (SDO), da NASA, está a fazer medições precisas do disco solar para estudar a sua forma.
Duas vezes por ano, a sonda SDO realiza uma manobra, um giro de 360 ​​graus, que permite remover as distorções do instrumento óptico a partir das imagens solares tomadas pelo HMI, para determinar com precisão o limite solar.
O nosso Sol é a esfera mais perfeita do sistema solar. Com as observações de alta resolução do instrumento HMI os cientistas podem verificar se a esfera solar muda ao longo do tempo como resultado do ciclo solar.
As imagens do vídeo correspondem ao giro da SDO realizado em 4 de Abril de 2012, e cujos resultados estão a ser analisados.

domingo, 11 de março de 2012

Astrónomo amador gravou uma série de explosões de rádio, durante uma erupção solar

O Sol, durante a erupção M8.6, em 10 de Março de 2012 - Crédito: NASA/SOHO

Ontem, 10 de Março de 2012, a mancha solar activa AR1429 produziu uma erupção (labareda) de classe M8.6, quase tão poderosa que uma de classe X. Durante a explosão, o astrónomo amador Thomas Ashcraft, do Novo México, gravou uma série de explosões de rádio, em 21 e 28 MHz. Os sons, que parecem rugidos, são causados pelas ondas de choque através da atmosfera do Sol, como consequência da labareda solar. Para Ashcraft, "esta é uma gravação de um dos eventos mais turbulentos em toda a Natureza!" Pode ouvir-se a gravação no Youtube ou no website do SpaceWeather.

sexta-feira, 9 de março de 2012

Meteorologia espacial: o Sol ainda não acalmou, mais uma tempestade geomagnética a caminho

As três imagens mostram a evolução da ejeção de massa coronal (CME) de hoje, 9 de Março, tal como foram capatadas pelo Observatório Solar Heliosférico (SOHO). O Sol está obscurecido nesta imagem, chamada de coronograph, de modo a observar melhor a atmosfera obscura - ou corona - em torno do Sol. As manchas brancas na imagem são "ruído" de partículas solares que atingem o instrumento de imagem da nave espacial SOHO - Crédito: SOHO / ESA e NASA

O Sol continua agitado, nesta sua fase do ciclo solar 24, a caminho do seu máximo, previsto para 2013. A mancha solar 1429 é bastante activa e produziu mais uma explosão moderada de classe M6.3 hoje, 9 de Março. Cerca de uma hora depois, houve uma ejeção de massa coronal (CME). Esta nuvem de material solar viaja a cerca de 700 Km por segundo, devendo atingir a magnetosfera - a camada exterior protectora dos campos magnéticos em volta do nosso planeta - no início da manhã de 11 de Março.

domingo, 29 de janeiro de 2012

Meteorologia espacial: erupção solar e CME

O Observatório Solar e Heliosférico (SOHO) captou a imagem de uma ejecção de massa coronal (CME) associada com uma erupção solar de classe X1.8, em 27 Janeiro de 2012, que não parece vir directa à Terra. Crédito: NASA/SOHO

A mancha solar 1402 continua activa e desencadeou uma explosão de classe X1.8, em 27 de Janeiro de 2012. No entanto, a mancha está a mover-se para o lado mais afastado do Sol, devido ao seu movimento de rotação. Deste modo, a explosão não foi dirigida directamente para a Terra.
A explosão também produziu uma ejecção de massa coronal espetacular (CME). O vídeo do Observatório Solar e Heliosférico (SOHO) mostra a nuvem afastando-se do sol a 2500 km/s.
Modelos a partir do Goddard Space Weather Center, da NASA, prevêem que a CME passará ao lado da Terra, em 30-31 de Janeiro.
O satélite GOES da NOAA também detectou a emissão de partículas (protões) solares energéticas (SEP) e que ainda estão a afectar a Terra hoje. Segundo a NOAA, é uma tempestade de radiação classe S2, não muito severa. Mesmo assim, pode afectar naves espaciais e satélites.
A imagem do satélite SOHO mostra manchas e estrias que resultam dos choques de protões energéticos nas câmaras a bordo da nave. Nota-se um aumento de impactos em 27 de Janeiro, após a CME pelas 19.30 h. O satélite também captou o planeta Mercúrio, à direita.

Crédito: SOHO
A actual tempestade de radiação, provavelmente terminará hoje, mais tarde.
Fonte: Space Weather.com / NASA

Link relacionado:
Classificando erupções solares (em inglês)

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Actividade solar explosiva no final de 2011


Durante um período de 36 horas, em 29-30 de Dezembro de 2011, uma região activa do Sol originou várias explosões, tal como se pode ver em luz ultravioleta extrema no vídeo com imagens do Observatório Solar Dinâmico.
A maior tempestade solar aconteceu com uma erupção média de energia e ejecção de massa coronal (CME), que se observa em forma de flash branco brilhante um pouco maior (a meio do clip de vídeo), seguido imediatamente por um jacto massivo mais escuro de plasma solar lançado para o espaço. Toda a actividade foi envolvida por grandes forças magnéticas.
Este período explosivo da nossa estrela no final do ano não causa surpresa, atendendo a que o Sol foi bastante activo em 2011.
Espera-se que o Sol continue bem activo em 2012 e anos seguintes. Ele encontra-se no seu ciclo solar 24, que atingirá o máximo em 2013.

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

As tempestades solares não podem destruir a Terra, dizem os cientistas da NASA


A NASA divulgou ontem (10 de Novembro) um vídeo onde o cientista de Heliofísica Alex Young, do Goddard Space Flight Center da NASA, fala o sobre a actividade natural do Sol, uma resposta da ciência a alguns pessimistas que querem fazer crer que a nossa estrela pode originar uma explosão de tal modo poderosa, capaz de destruir a Terra, e já em 2012.
De acordo com com a agência espacial, se o mundo acabar, a culpa não será do Sol, apesar de ele originar, por vezes, grandes erupções electromagnéticas e de partículas, levando as pessoas a recear que alguma dessas tempestades solares possa ser suficientemente intensa para provocar a destruição do planeta.