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domingo, 19 de agosto de 2012

Possível pegada de dinossáurio encontrada em complexo espacial da NASA

Nodosaurus, o dinossáurio do Cretácico cuja pegada pode ter sido encontrada no complexo Goddard Space Flight Center da NASA - Crédito imagem: wikipédia 

O complexo da NASA do Centro Espacial Goddard (Goddard Space Flight Center), em Greenbelt (Maryland) pode conter uma pegada de dinossáurio, de acordo com uma notícia divulgada pelo 'Washington Post'.
Tudo indica que este campus da agência espacial americana, onde trabalham actualmente 7.000 cientistas e engenheiros mais voltados para o espaço, há cerca de 112 milhões de anos foi percorrido por um dinossáurio blindado, conhecido por nodosaurus.
A pegada foi descoberta por Ray Stanford, um paleontólogo amador, que já localizou cerca de 1400 restos de pegadas de dinossáurios e outros fósseis, desde 1994, na área de Maryland.
A pegada encontrada por Stanford corresponderia a um nodosaurus, uma espécie de dinossáurio anquilosaurio (herbívoro, quadrúpedo) do Cretácico, com o corpo coberto por placas dérmicas.
A marca encontrada no solo vermelho foi deixada pela pata traseira esquerda, apresentando um tamanho semelhante ao da pegada de um elefante, com quase 35,5 centímetros de largura (ver imagem).

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Bicentenaria argentina, uma nova espécie de dinossáurio carnívoro, com 90 milhões de anos

Ilustração da nova espécie (reprodução)

O Museu Argentino das Ciências Naturais anunciou a descoberta dos restos fossilizados de uma nova espécie de dinossáurio carnívoro, que podem fornecer informações importantes para compreender a evolução dos antepassados das aves. Os seus ossos estão em exposição no museu.
A nova espécie foi designada por Bicentenaria argentina, o nome escolhido pelos investigadores do museu para comemorar os dois séculos da independência argentina e, também, os 200 anos da criação do museu.
Os cientistas pensam que este dinossáurio possa ser o primeiro representante encontrado de uma nova linhagem da família dos Coelurosauria, aqueles dinossáurios que eventualmente originaram as aves.(ligação ao vídeo de apresentação da espécie, no final da mensagem)

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Gás metano expelido pelos dinossáurios saurópodos pode ter aquecido o clima da Terra no Mesozóico

Ilustração de uma paisagem de floresta do Jurássico tardio com saurópodos - Fonte: wikipédia

As vacas e outros ruminantes são responsáveis pela emissão de metano, poderoso gás de efeito de estufa, e um dos causadores do aquecimento global da Terra.
Um estudo publicado esta semana na 'Current Biology' sugere que este problema ambiental de emissão de metano já devia acontecer na era dos dinossáurios.
Segundo os investigadores, os dinossáurios saurópodos (herbívoros) que viveram no Mesozóico provavelmente emitiram grandes quantidades de metano que contribuiram para tornar mais quente o clima desse período.
Na realidade, foram os micróbios que viviam nos intestinos dos dinossáurios que produziram o metano. Em muitas espécies de herbívoros, como os ruminantes, o metano resulta da fermentação dos alimentos durante a digestão, por acção de micróbios existentes no tubo digestivo dos animais.

Fóssil de um tiranossauro asiático vai ser leiloado na Internet

'Tyrannosaurus bataar', Tyrannosaurus asiático - Fonte: wikipédia

O esqueleto de um dinossáurio que viveu há 70 milhões de anos no deserto de Gobi, na Ásia Central, vai ser leiloado pela Internet, no próximo dia 20 de Maio, com uma base de licitação de 875 mil dólares (671 mil euros).
O leilão vai ser feito pela Heritage Auctions, a leiloeira norte-americana especializada em leilões pela Internet. A empresa estima que o esqueleto de um 'Tyrannosaurus bataar' possa atingir um valor entre 950 mil e 1,5 milhões de dólares (720 mil euros e 1,1 milhões de euros). No mesmo dia serão leiloados outros fósseis e minerais raros.

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Alguns dinossáurios já estavam em declínio quando o asteróide os atingiu

Grandes herbívoros com chifres, como os ceratópsidos, já estavam com problemas quando o asteróide atingiu a Terra - Fonte: wikipédia

Um novo estudo publicado esta semana na 'Nature Communications' sugere que os dinossáurios já tinham problemas de sobrevivência antes de serem atingidos por um meteorito que atingiu a Terra, há 65,5 milhões de anos. Algumas espécies já haviam começado a extinguir-se 12 milhões de anos antes do impacto, no final do período Cretácico.
Os autores do estudo acreditam que provavelmente alguns dinossáurios teriam desaparecido mesmo que o asteróide não tivésse caído, embora tenha havido outros, como o 'Tyrannosaurus rex', que mantiveram a sua população ou a aumentaram durante o mesmo período.
A descoberta mostra a grande biodiversidade destes animais, muito diferentes na morfologia e na dieta, e com uma evolução diferenciada durante o Cretáceo.

quinta-feira, 1 de março de 2012

Pulgas gigantes podem ter incomodado os dinossáurios

Uma equipa internacional de cientistas descobriu fósseis (9) de pulgas gigantes, entre três e quatro vezes maiores que as actuais, nas províncias chinesas de Daohugou, Mongolia Interior e Liaoning. As pulgas foram datadas de épocas diferentes, do Jurássico médio (há 165 milhões de anos) e do Cretácico inferior (entre 145 e 99 milhões de anos). A descoberta das "pulgas jurássicas" vem publicada na revista Nature.
Seguir o link para ver imagem maior.

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

T.rex tinha a dentada mais poderosa do mundo animal

Tyrannosaurus rex, podia atingir 12 metros de comprimento e quatro de altura. Predador perigoso, era capaz de caçar grandes animais para alimentar-se e partir os ossos das presas com os dentes - Fonte: wikipédia

Uma simulação de computador mostrou que o 'Tyrannosaurus rex', que viveu há 65 milhões de anos, tinha a dentada mais poderosa do mundo animal, vivo ou já extinto, própria de um grande predador.
O estudo publicado recentemente na revista da Real Sociedade Britânica 'Biology Letters' demonstrou que o Tiranossauro rex podia exercer uma pressão entre 3,5 e 5,7 toneladas por dente quando mordia, sugerindo que ele era capaz de caçar grandes animais para alimentar-se e partir os ossos das presas com os dentes.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Os gigantes saurópodes tinham grande sentido de equilíbrio


Uma equipa internacional e investigadores, liderada por cientistas do Conselho Superior de Investigações Científicas (CSIC), reconstruiu, em três dimensões, o crânio do saurópode 'Spinophorosaurus nigeriensis' ('lagarto com espinhas').
Esta investigação, publicada na revista 'PLoS ONE', permitiu concluir que estes dinossáurios do Jurássico tinham um grande sentido de equilíbrio, pois tinham um ouvido interno muito desenvolvido, o que lhes trazia uma grande coordenação olhos e cabeça.
O 'Spinophosaurus', era um herbívoro quadrúpedo de pescoço comprido, que podia alcançar 15 metros de comprimento. A cauda tinha umas saliências ósseas, semelhantes a espinhas, o que deu origem ao seu nome científico.
Os fósseis utilizados neste estudo foram descobertos no centro da Nigéria, no deserto do Sahara, em 2006, ao Sul de Agades. Pertencem ao Jurássico médio, há 165 milhões de anos. Foi o primeiro dinossáurio deste tipo encontrados nesta região.
Fonte: El Mundo.es

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Asteróide que extinguiu os dinossáurios continua um mistério

Os cientistas pensam que a ruptura de um asteróide gigante, no cinturão principal de asteróides entre Júpiter e Marte, originou vários fragmentos que se deslocaram no espaço. Eventualmente, um deles colidiu com Terra, levando à extinção dos dinossáurios - Crédito: NASA / JPL-Caltech

Segundo informações divulgadas pela NASA, observações em infravermelho da sonda WISE indicam que, provavelmente, não foi um asteróide da familia Baptistina a causar o desaparecimento dos dinossáurios, há 65 milhões de anos.
A hipótese mais aceite pelos cientistas afirma que o impacto de um grande asteróide na Terra provocou a extinção dos dinossáurios e outras formas de vida do nosso planeta, embora não conheçam a sua origem ou como chegou à Terra. Um estudo divulgado em 2007, usando telescópios terrestres de luz visível, pela primeira vez sugeriu que um pedaço rochoso resultante de um enorme asteróide, conhecido por Baptistina, seria o responsável pelo desaparecimento dos dinossáurios.

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Último dinossáurio descoberto antes da extinção em massa

Uma equipa de pesquisadores da Universidade de Yale descobriu o mais jovem dinossauro preservado no registro fóssil antes do impacto catastrófico do meteoro de há 65 milhões de anos. A descoberta mostra que os dinossáurios não se extinguiram antes do impacto e fornece mais uma prova para saber se o impacto foi de facto a causa de sua extinção.

Pequenos mamíferos primitivos andam sobre um esqueleto de Triceratops, um dos últimos dinossáurios a existir antes da extinção em massa que deu lugar à era dos mamíferos - Crédito: Mark Hallett

Os restos fossilizados, provavelmente de um Triceratops, foram encontrados na formação Hell Creek, em Montana, em 2010. Estavam enterrados apenas 15 centímetros abaixo do limite K-T, a camada geológica que marca a transição do período Cretáceo para o Terciário no momento da extinção em massa que ocorreu há 65 milhões de anos atrás e, portanto, muito perto do tempo de impacto.

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Os espinossáurios também viveram na Austrália

Na Austrália foi descoberto o osso do pescoço de uma espécie de dinossáurio semelhante a um crocodilo, mostrando que esta espécie existiu em várias partes do planeta, inclusivamente nesta zona muito antes do que se pensava.

Os espinossáurios podiam viver na água e em terra, chegando a medir até 18 metros e um peso de 21 toneladas - Fonte: wikipédia

Estes dinossáurios de focinho longo e estreito como o de um crocodilo, foram encontrados anteriormente na América do Sul, Europa, África e Ásia, e os fósseis da Austrália, os primeiros vestígios encontrados aqui, são semelhantes a um espinossauro conhecido como Baryonyx na Inglaterra.

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Exposição com dinossáurios robóticos em Londres


A exposição "Era do Dinossauro", no Museu de História Natural de Londres, combina robôs e efeitos de computação gráfica para dar ao visitante uma ideia de como era o mundo há cerca de 65 milhões de anos.
Os dinossáurios são mostrados num contexto ecológico o mais real possível, conjuntamente com outros animais e plantas dos períodos Jurássico e Cretáceo e também os seus fósseis.
Fonte: ÚltimoSegundo

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Aves herdaram o sentido do olfacto dos dinossáurios

Novas pesquisas sugerem que as aves desenvolveram um melhor sentido de olfacto do que os seus ancestrais dinossáurios.
Actualmente, as aves são mais admiradas pelas suas capacidades de vôo, visão e equilíbrio mais do que pelo olfacto. Mas, um novo estudo publicado na revista Proceedings of the Royal Society B, mostra que o sentido do olfacto realmente melhorou durante a transição dinossáurio-ave, assim como a visão e o equilíbrio.

O dinossáurio Bambiraptor ajudou os cientistas a determinar que os pássaros herdaram um bom olfatco dos dinossauros e, ainda, o desenvolveram mais - Fonte: wikipédia

A equipa de investigação usou a técnica de tomografia computadorizada para visualizar, em 3D, os crânios de dinossáurios e aves extintas, para determinar o tamanho dos bolbos olfactivos, uma parte do cérebro envolvida no sentido do olfacto. Entre os pássaros modernos e mamíferos, os bolbos maiores correspondem a um aumento da sensação de cheiro (vídeo do estudo no final)
O estudo dos fósseis revelou detalhes interessantes sobre a evolução do sentido do olfacto entre as aves primitivas.
A ave mais antiga conhecida, o Archaeopteryx, herdou o sentido do cheiro de pequenos dinossáurios carnívoros, há cerca de 150 milhões de anos. Mais tarde, há cerca de 95 milhões de anos, os antepassados de todas as aves modernas desenvolveram, ainda mais, a sua capacidade olfactiva.

O Archaeopteryx, ave primitiva tinha um sentido de cheiro semelhante ao pombo actual - Fonte: wikipédia

A combinação de um sentido do olfacto mais aguçado, boa visão e coordenação nas primeiras aves modernas pode ter sido vantajoso para orientar-se na procura de alimento, companheiros ou habitats mais adequados.
A equipa também comparou alguns animais antigos e modernos. Os cientistas descobriram que os pássaros antigos, como o Archaeopteryx, tinham um sentido de cheiro semelhante ao pombo.

Aves mais inteligentes não precisam de um grande sentido de cheiro - Fonte: wikipédia

Para a Dra. Darla Zelenitsky, Professora Assistente de Paleontologia do Departamento de Geociências da Universidade de Calgary e principal autora do artigo publicado, "Os Abutres-da-Turquia e os albatrozes são aves bem conhecidos pelo seu sentido de cheiro aguçado, que eles usam para procurar comida ou navegar em grandes áreas". "A nossa descoberta de que pequenos dinossáurios Velociraptor, como Bambiraptor, tinham um olfato tão desenvolvido como estas aves sugere que o cheiro pode ter desempenhado um papel importante enquanto estes dinossáurios caçavam a sua comida".
O estudo constatou que entre as aves modernas, as espécies mais primitivas, como os patos e os flamingos, têm bolbos olfactivos relativamente grandes. As aves que vemos mais todos os dias, como, por exemplo, corvos, tentilhões e papagaios nas gaiolas, têm dos menores bolbos olfactivos. Coincide que são também as aves mais inteligentes, o que sugere que a inteligência avançada pode diminuir a necessidade de um sentido do cheiro poderoso.

Sentido do olfacto nas aves
(clicar na imagem para aceder ao vídeo)

Fonte: Universidade de Calgary/Notícias / ÚltimoSegundo (português)

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Descoberta nova espécie de dinossáurio que é elo de ligação entre dois grupos de dinossáurios

Uma equipa de cientistas liderada pelo Instituto Smithsonian descobriu um crânio fossilizado e as vértebras do pescoço de um dinossáurio que correspondem a uma nova espécie que é o elo de ligação evolutiva entre dois grupos de dinossáurios.
A nova espécie, Chauliodus Daemonosaurus , foi encontrada em Ghost Ranch (Rancho Fantasma), no estado do Novo México, nos Estados Unidos. A descoberta vem publicada na revista Proceedings of the Royal Society B.
Segundo Hans Sues, que liderou a equipa que descobriu o fóssil, analisando a estrutura óssea do fóssil, foi possível localizá-lo como o elo intermediário entre dinossáurios anteriores da América do Sul e terópodes mais desenvolvidos (ver imagens aqui).

Chauliodus Daemonosaurus era um terópode primitivo, o elo de ligação que faltava entre os primeiros dinossáurios predadores e os dinossáurios terópodes mais desenvolvidos - Fonte imagem: wikipédia

Os dinossáurios mais antigos conhecidos andavam ou corriam sobre as patas traseiras e incluiam espécies predadoras primitivas, como o Herrerasaurus. Eles viviam onde é hoje a Argentina e o Brasil, no início do Período Triássico, há cerca de 230 milhões de anos. O fóssil de Chauliodus Daemonosaurus veio preencher a lacuna entre os primeiros dinossáurios predadores e os dinossáurios terópodes que surgiram depois.
A nova espécie é um tipo primitivo de terópode e terá vivido há cerca de 205 milhões de anos, pouco antes do início do período Jurássico. Pelos achados não é possível prever a altura do Daemonosaurus chauliodus.
Fonte: Notícias (Instituto Smithsonian) via Estadão

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Dinossáurios podem ter sido atormentados pelos piolhos

Um novo estudo da evolução dos piolhos sugere que os dinossáurios foram infestados pelos piolhos, inclusive podem ter sido os primeiros hospedeiros do parasita. A nova descoberta também apoia a diversificação de aves e mamíferos antes do final da Era dos Dinossauros, e não depois do seu desaparecimento, como é actualmente aceite.
Os piolhos são especializados, com características próprias para cada hospedeiro, o que torna difícil a mudança para outros hospedeiros, ele evolui em estreita sintonia com seus anfitriões. Actualmente parasitam aves e mamíferos.

Fóssil de piolho de 44 milhões de anos (à esquerda) que ajudou no estudo da evolução de piolhos modernos (à direita) - Crédito: Vincent Smith (divulgação)

De acordo com pesquisador Vincent Smith, do Museu de História Natural, em Londres  "o registo de nosso passado está escrito nestes parasitas, e pela reconstrução da sua história evolutiva, podemos usar os piolhos como marcadores para investigar a história evolutiva dos seus hospedeiros". Os piolhos ajudaram, por exemplo, a entender quando os humanos começaram a usar roupas.
Os pesquisadores usaram os piolhos para compreender melhor os factores que estiveram na origem da diversidade de aves e mamíferos de hoje. Aceita-se que a extinção dos dinossáurios, há 65 milhões de anos, deu novos territórios e tipos de habitats para as aves e mamíferos, favorecendo a sua diversificação e expansão no planeta.
A análise do DNA de 69 espécies actuais do parasita indica que as espécies especializadas de piolho já existiam há mais de 75 milhões de anos, antes do fim dos dinossáurios. Os pesquisadores também usaram fósseis de piolhos de aves e mamíferos cujas idades foram determinadas pelas idades das formações geológicas em que foram encontrados.

Anchiornis huxleyi, espécie de dinossauro terópode com penas do período Cretáceo Inferior, da China. O nome específico huxleyi foi dado em honra de T. H. Huxley, o primeiro a propor o parentesco próximo entre dinossáurios e aves. Anchiornis significa "próximo a ave" - Fonte: wikipédia

Os resultados do estudo, publicado na revista Biology Letters, sugerem que as aves e os mamíferos começaram a diversificar antes da extinção em massa dos dinossáurios. Se os piolhos começaram a especializar-se por volta de 100 milhões de anos, isso poderia ser uma resposta ao aumento da diversidade de mamíferos e aves, ainda no tempo dos dinossáurios.
Nehum réptil ou anfíbio moderno tem piolhos. Penas e pêlos são importantes para este parasita. Sabe-se que muitos dinossáurios tinham penas, ou estruturas semelhantes a penas. Então, os dinossáurios podem ter sido hospedeiros adequados para os piolhos.
Fonte:  LiveScience / ÚltimoSegundo

quinta-feira, 24 de março de 2011

Dinossáurios de pescoço comprido eram como aspiradores antigos

Um estudo de cientistas britânicos sugere que os dinossáurios saurópodes evoluiram os seus pescoços longos para colher alimentos em grandes áreas com o mínimo de esforço.

Brachiosaurus, saurópode do Jurássico - Fonte: wikipédia

Os cientistas comparam os dinossáurios de pescoço longo aos aspiradores de pó mais antigos, máquinas pesadas que eram colocadas na parte mais central da sala e a mangueira comprida permitia aspirar o pó à sua volta, numa área grande sem ter que deslocar o aspirador, numa economia de esforço.
Segundo o relatório publicado na revista Biology Letters, o longo pescoço dos saurópodes gigantes do período Jurássico permitia aos animais alimentar-se em grandes áreas sem ter que gastar energia movendo os seus corpos pesados.
Os cálculos efectuados pelo Prof Graeme Ruxton, na Universidade de Glasgow e Dr. David Wilkinson, na Universidade de John Mooresem, em Liverpool, mostram que um brachiosaurus de 25 toneladas utilizava 80% menos energia ao procurar comida com um pescoço de nove metros do que se tivésse seis metros.
Com um pescoço de 6 metros, o Brachiosaurus só poderia ter alcançado o alimento imediatamente abaixo ou acima dele e teria que deslocar-se para conseguir mais, mas um pescoço mais comprido deu-lhe a capacidade de atingir as plantas mais longe sem se mover.
O pescoço longo e esguio apenas podia suportar uma cabeça pequena e leve, por isso os saurópodes mal mastigavam as plantas antes de as engolir, tendo digestões mais demoradas no estômago.
No entanto, os cientistas acrescentam que os benefícios de um pescoço longo rapidamente desaparecem se ele crescer muito.
Os saurópodes incluem muitos dos mais conhecidos animais pré-históricos, como o Diplodocus e o Apatosaurus - o dinossauro conhecido anteriormente como brontossauro. Alguns saurópodes tinham mais de 40 metros de comprimento do focinho à cauda e pesavam mais de 100 toneladas.
Fonte:
Guardian

sábado, 19 de março de 2011

Descoberto dinossáurio herbívoro gigante no Chile

O Atacamaticán chilensis, é uma nova espécie de dinossáurio gigante herbívoro, com pescoço e cauda muito longos, de cerca de oito metros de comprimento e de cinco toneladas.

(Reprodução)

Segundo o paleontólogo David Rubilar do Museu de História Natural do Chile e membro da equipa que o descobriu, "O Atacamatitán chilensis é o primeiro dinossáurio a ser baptizado no Chile". Apresentava pernas mais magras, talvez devido à geografia do local onde o animal viveu no passado e da sua alimentação.
Os restos fossilizados deste dinossáurio foram encontrados em 2000, no deserto do Atacama, um dos lugares mais áridos da Terra e onde a nova espécie viveu há cerca de cem milhões de anos. Ele alimentava-se dos frutos das araucárias, indicando que o lugar não era tão árido nessa época.
Para o pesquisador David Rubilar , esta descoberta é um grande contributo para a paleontologia do Chile e ajuda a um melhor conhecimento dos dinossáurios na América do Sul.
O estudo foi publicado na revista científica "Anais da Academia Brasileira de Ciências".


Fonte: ÚltimoSegundo

Links relacionados:
Museu Nacional anuncia descoberta de maior dinossauro brasileiro
Primeiro dinossauro angolano descoberto por português

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Encontrado dinossáurio capaz de dar pontapés poderosos

Um novo saurópode, chamado Brontomerus mcintoshi, foi descoberto em Utah, EUA. A nova espécie é descrita num artigo recentemente publicado na revista 'Acta Palaeontologica Polonica', por uma equipa internacional de cientistas do Reino Unido e dos EUA.

O novo saurópode Brontomerus mcintoshi tinha patas poderosas (ilustração) - Crédito: Francisco Gascó

O novo dinossáurio, membro do grupo dos saurópodes de pescoço longo, que inclui o Diplodocus e o Brachiosaurus, tinha poderosos músculos nas coxas que pode ter usado para afastar os predadores, ou para ajudar a caminhar sobre o terreno montanhoso áspero. O seu nome tem a ver com essa característica física, pois em grego 'Brontomerus' significa algo como 'coxas trovão'. A segunda parte do nome é uma homenagem ao paleontólogo John 'Jack' McIntosh, de la Universidad de Wesleyan, especialista em saurópodes.
O Brontomerus viveu há cerca de 110 milhões de anos, durante o Período Cretáceo, e, provavelmente, teve que lutar com ferozes "raptores", como o Deinonychus e Utahraptor.

Reconstrução do Brontomerus mcintoshi (a parte do esqueleto encontrada está representada a branco)
Crédito: Mike Taylor

Os ossos fossilizados dos esqueletos incompletos de dois espécimes de Brontomerus mcintoshi - um adulto e um juvenil - foram resgatados de uma pedreira já danificada e saqueada, em Utah leste, por pesquisadores do Museu Sam Noble. Alguns paleontólogos consideram que se trata de uma progenitora e a sua cria, embora não se possa provar. O adulto aparentava ter pesado cerca de 6 toneladas, aproximadamente o tamanho de um elefante grande, e medir 14 metros de comprimento. A cria, com um terço do tamanho, teria pesado cerca de 200 kg, o tamanho de um pônei, e com cerca de 4,5 m de comprimento.
Brontomerus é o último de vários dinossáurios encontrados nos passados 20 anos, o que contraria a ideia anterior de que os saurópodes desapareceram no início do Cretáceo. O osso invulgar do quadril do Brontomerus sugere não só que eram saurópodes ainda vivos e poderosos, mas que eles eram um grupo biologicamente diverso de animais.


Os saurópodes eram os dinossauros mais abundantes durante o período Jurássico e mais raros durante o Cretáceo Inferior. Há muito tempo que se pensa que os saurópodes foram bem sucedidos no Jurássico e foram substituídos por dinossáurios 'bico de pato' e dinossáurios com chifres no Cretáceo. No entanto, nos últimos 20 anos têm sido encontrados mais saurópodes do Período Cretáceo, o que pode significar que neste período eles foram tão diversos como no Jurássico, mas menos abundantes e com menor probabilidade de serem encontrados.
Fonte: New 'thunder-thighs' dinosaur discovered / Guardian

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Descoberta nova espécie de dinossáurio, antepassado do Triceratops

Uma nova descoberta de dinossáurio parece estar relacionada com as espécies de dinossauros com chifres, Triceratops. A recente descoberta mostra traços de um antepassado gigante da família, uma espécie de "pai" dos conhecidos Triceratops e Torosaurus.

Titanoceratops ouranos, incorrectamente classificado como sternbergi Pentaceratops 
Fonte: wikipédia

A nova espécie, chamada Titanoceratops ouranos, com uma massa estimada de 6,5 ton. e um crânio maciço, de oito metros de comprimento. Viveu no sudoeste americano durante o período final do Cretáceo, há cerca de 74 milhões de anos.
De acordo com Nicholas Longrich, o paleontólogo da Universidade de Yale que fez a descoberta, Titanoceratops é o mais afastado membro da família triceratop conhecido, sugerindo que o grupo evoluiu o seu grande tamanho, mais de cinco milhões de anos antes do que se pensava.
Triceratops - Fonte: wikipédia

Longrich fez a descoberta quando se deparou com uma descrição de um esqueleto parcial de um dinossáurio descoberto no Novo México, em 1941. Em 1995, o esqueleto foi preparado e identificado incorretamente como sternbergi Pentaceratops , uma espécie comum na região. Para o cientista, a espécie era muito diferente das outras Pentaceratops conhecidas, incluindo o peso que deveria ser o dobro. A nova espécie é muito semelhante ao Triceratops, nomeadamente com nariz mais longo e chifres ligeiramente maiores.
Torosaurus - Fonte: wikipédia

Longrich acredita que Titanoceratops é o antepassado comum do Triceratops e Torosaurus, e que estes se separaram alguns milhões de anos depois do Titanoceratops evoluir.
Para o paleontólogo, provavelmente este antepassado existiu apenas durante um milhão de anos, enquanto que a família triceratop existiu um total de cerca de 10 milhões de anos.
A descoberta, publicada no jornal Cretaceous Research, ajuda a esclarecer as origens ainda mal entendidas destes gigantescos dinossáurios com chifres, embora sejam necessários outros esqueletos fósseis mais completos, que ajudem a confirmar as diferenças, sem quaisquer dúvidas,  entre Titanoceratops e Pentaceratops.
Fonte: Newly Discovered Dinosaur Likely Father of Triceratops (Universidade de Yale)

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Tyrannosaurus Rex era um predador

Uma nova pesquisa publicada na revista Proceedings of the Royal Society B, revela que o Tyrannosaurus Rex era um predador e não um necrófago como as hienas.

T rex era um predador - Fonte: wikipédia

Cientistas da Zoological Society of London usaram um modelo ecológico baseado nas relações predatórias do parque Serengeti para determinar se o conhecido carnívoro se alimentava apenas de animais mortos.
Os hábitos de caça do T rex têm sido explicados até agora com base na sua morfologia, o que pode levar a erros pois duas espécies podem ter características físicas semelhantes e ter hábitos de alimentação muito diferentes, como acontece com os abutres e as águias.
Os pesquisadores concluiram que a única opção viável para o T. Rex era ser um predador e apenas os dinossáurios menores podiam ser necrófagos, pois conseguiam encontrar carcaças mais rapidamente.
Fonte: Estadão