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quinta-feira, 14 de junho de 2012

Austrália vai criar a maior rede de áreas marinhas protegidas do mundo

Corais da Grande Barreira de Corais, no Mar de Coral da Austrália, que faz parte dos 3,1 milhões de quilómetros quadrados de áreas marinhas protegidas anunciadas pelo governo do país - Fonte: wikipédia 

O ministro do Ambiente da Auatrália, Tony Burke, anunciou esta quinta-feira (14) a criação da maior rede de reservas marinhas do mundo, onde haverá restrições à pesca e à exploração petrolífera e de gás natural, para contribuir na protecção dos oceanos, da sua vida selvagem e biodiversidade.
A rede de áreas marinhas protegidas daquele país vai passar de 27 para 60, abrangendo cerca de 3,1 milhões de quilómetros quadrados, incluindo todo o Mar de Coral, o que representa mais de um terço das águas territoriais australianas.
Esta medida, que deverá ser submetida a uma consulta pública antes de implementada, reforça a protecção de vários animais na região como baleias e golfinhos, tartarugas marinhas e milhares de espécies de peixes, incluindo o tubarão-touro ou outros como o dugongo (mamífero marinho parente do manati).

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Para os enamorados da Terra, um recife em forma de coração

Heart Reef (Recife Coração), na Grande Barreira de Coral, na Austrália (reprodução)

Heart Reef (Recife Coração) é um dos milhares de recifes que formam a Grande Barreira de Coral, na costa oriental da Austrália, a maior estrutura viva de coral, com cerca de 3.000 recifes individuais e 900 ilhas.
A Grande Barreira de Coral e todo o ecossistema que ela suporta enfrentam graves ameaças provocadas pelas actividades humanas como a poluição e a pesca excessiva e, ainda, as consequências do aumento das temperaturas do oceano ligadas às alterações climáticas.

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Ciclone Yasi deixa a Grande Barreira de Coral coberta de sedimentos

O ciclone Yasi, uma grande tempestade, com ventos fortes e chuvas torrenciais agitou as águas do Mar de Coral, na costa de Queensland, na Austrália. As claras águas rasas da Grande Barreira de Corais ficaram turvas pelos sedimentos trazidos à superfície pelas águas turbulentas. Em pouco tempo, a maior estrutura viva do mundo é afectada por dois eventos naturais, as grandes inundações e o ciclone.

Grande Barreira de Coral com sedimentos - Crédito: NASA/GSFC

Algumas secções do recife são visíveis no meio da água turva. O recife tem formas bem definidas e é mais verde que o ambiente à sua volta. A secção do recife que aparece aqui é perto de Whitsunday Island National Park.
A imagem obtida pelo satélite Aqua, em 4 de Fevereiro de 2011, revela sedimentos ao longo da maior parte da costa.
Fonte: Earth Observatory

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

As inundações de Queensland já afectam a Grande Barreira de Coral

As inundações que devastaram grandes áreas de Queensland, desde o final do ano passado, já estão a perturbar a Grande Barreira de Corais, na Austrália.
A parte sul do recife, numa extenção de cerca de 2.000 Km ao longo da costa nordeste de Queensland, na Austrália, começou a receber as águas poluídas das inundações, lançadas pelos rios de Queensland.
Vai demorar alguns anos para se conhecer o verdadeiro impacto das inundações, que podem vir a afectar todo o ecossistema do grande recife de coral, o maior em todo o mundo e Património Mundial da Humanidade.

Em imagem de satélite pode ver-se as águas contaminadas do rio Fitzroy em direcção ao recife de coral (04/01/2011)

De acordo com Michelle Devlin, o investigador da Universidade James Cook, de Townsville, que está monitorizando a entrada de água contaminada, apenas as enchentes das bacias do Burnett Mary e do río Fitzory, no centro de Queensland, já cobrem 11% da superfície do oceano da Grande Barreira de Corais. Os corais correm um risco directo pelos efeitos das águas contaminadas com fertilizantes, pesticídas e outros produtos.

Água doce e águas contaminadas matam os corais - Crédito: wikipédia

No entanto, o maior impacto imediato das inundações é a grande quantidade de água doce que está correndo para o mar e invadindo o recife. Água doce mata o coral, por isso os recifes costeiros mais superficiais, no caminho das correntes contaminadas, estão ameaçados. As correntes de águas turvas, ricas em nutrientes, espalham a água poluída de pesticidas e também sufocam os corais de águas mais profundas, bloqueando a luz e limitando a fotossíntese, enquanto que favorecem o crescimento de competidores dos corais, como as macroalgas.
Para o Instituto Australiano de Ciência Marinha, que estuda os efeitos a longo prazo de uma inundação no recife, a sua maior ameaça pode surgir daqui a cerca de três anos, o tempo normal para aparecer a maior ameaça singular do coral, a estrela-do-mar coroa-de-espinhos, Acanthaster planci.

Estrela coroa-de-espinhos, Acanthaster planci, alimenta-se dos corais

As microalgas resultantes das águas contaminadas constituem o alimento ideal para as larvas da coroa-de-espinhos, e estas estrelas são predadores dos corais. Cada fêmea põe cerca de 60 milhões de ovos por ano, e depois de uma inundação praticamente verifica-se uma "explosão" na população de estrelas coroa-de-espinhos, que demoram três anos a atingir a maturidade. As larvas, transportadas de um recife para outro, podem invadir toda a barreira, matando os corais.
Estas grandes inundações, dois anos depois das inundações de 2008/2009, em Queensland, favorecem o desenvolvimento das larvas das estrelas. Receia-se que possa acontecer um surto destes predadores. Os recifes de coral tipicamente levam até 25 anos para se recuperar de cada evento da estrela-do-mar, e a Grande Barreira de Corais já tem um surto populacional de estrelas em média a cada 15 anos.

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

As inundações de Queensland e a Grande Barreira de Coral

Sedimentos na costa de Queensland ameaçam a Grande Barreira de Coral, na Austrália

Imagem da Costa de Queensland, na Austrália, junto ao Cabo Bowling Green, observada (cor natural) pelo satélite Aqua da NASA, em 4 de Janeiro de 2011.
Os rios transbordaram e inundaram grande parte de Queensland, afectando milhares de pessoas. As suas águas deslocaram crocodilos e serpentes, desalojados dos seus habitats, mas também arrastam e transportam sedimentos que acabam por lançar no mar, junto à costa.
Junto ao Cabo Bowling Green, o Rio Burdekin tingiu de castanho (cor de lama) as águas costeiras e uma espécie de nuvem de sedimentos aproxima-se da Grande Barreira de Coral.
Nos sedimentos que chegam à costa, existem doses elevadas de nutrientes como azoto e fósforo dos adubos, o que aumenta o risco de proliferação de algas tóxicas (vulgarmente conhecido como maré vermelha), o que poderá levar ao encerramento da pesca e das áreas de natação. Grande quantidade de sedimentos também turva a água, interferindo na fotossíntese das plantas marinhas e matando alguns organismos. O grande recife de coral é um ecossistema muito sensível e relevante na vida na Terra, mas também é uma grande atracção turística e fonte de rendimento para a Austrália.
Fonte: Earth Observatory

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Inundações na Austrália ameaçam a Grande Barreira de Coral

O ínício de 2011 é uma verdadeira catástrofe para os australianos da província de Queensland. Mais de 40 cidades inundadas, com todos os prejuízos que isso acarreta. Têm de lutar contra a fúria das águas e proteger-se dos crocodilos e serpentes que também tentam procurar melhores condições.

Imagem de satélite de parte da Grande Barreira de Coral nas áreas costeiras de Queensland
Fonte: wikipédia

Agora chegou o alerta sobre a ameaça dos efeitos das inundações na Grande Barreira de Coral, considerada património mundial pela Unesco. Os detritos e pesticidas arrastados pelas águas que desaguam no mar são perigosos e podem afectar a cadeia alimentar e a vida dos corais (vídeo)

As águas contaminadas das inundações na Austrália podem destruir a vida na Grande Barreia de Coral
Fonte: wikipédia

Fonte: Público.pt