Mostrar mensagens com a etiqueta Zona Habitável. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Zona Habitável. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Formas de vida extremas podem ser capazes de sobreviver em planetas excêntricos

A ilustração representa um planeta hipotético, de órbita excêntrica, que se move através da zona habitável e, em seguida, afasta-se mergulhando num longo e frio inverno. Durante esta fase da órbita, qualquer água líquida no planeta vai congelar na superfície, no entanto, existe a possibilidade de que a vida poderia, em teoria, adaptar-se às novas condições, por exemplo, hibernando debaixo da superfície. Na Terra, a hibernação também é uma forma de ultrapassar as baixas temperaturas - Crédito: NASA/JPL-Caltech

Uma nova pesquisa revela que a vida pode ser capaz de sobreviver em mais exoplanetas do que os astrónomos pensavam.
Pesquisadores criaram uma nova ferramenta online, chamada "Galeria da zona habitável", e que determina o tamanho e a distância da zona habitável - região à volta da estrela onde pode existir água líquida - para cada sistema exoplanetário que foi descoberto e mostra quais os exoplanetas que orbitam nessa zona de conforto.
No seu movimento à volta do Sol, a Terra apresenta uma órbita circular, permanecendo sempre na sua zona habitável. Os resultados da pesquisa sugerem que os planetas alienígenas não precisam ser como o nosso planeta para serem capazes de suportar vida.
Muitos planetas de outros sistemas têm órbitas excêntricas, altamente elípticas e nas quais a distância entre o planeta e a estrela varia. Tais órbitas fazem com que o planeta se mova dentro e fora da zona habitável, dando-lhe breves períodos de condições mais benignas. De acordo com os pesquisadores, apesar de serem tão diferentes, planetas excêntricos podem abrigar vida, dependendo da percentagem do total da órbita passada na zona habitável.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Gliese 581d, candidato a primeiro exoplaneta habitável

O planeta extra-solar, Gliese 581d, pode ser considerado o primeiro planeta fora do Sistema Solar com condições para suportar vida. É a conclusão de uma equipa de cientistas liderada por Robin Wordsworth do Centro Nacional para a Investigação Científica da França, e que foi publicada na revista The Astrophysical Journal Letters.

Ilustração do sistema panetário à volta da estrela anã vermelha Gliese 581d  - Fonte: wikipédia

O Gliese 581d foi descoberto em 2007 e pertence ao sistema planetário de uma estrela anã vermelha, Gliese 581, com pelo menos quatro planetas, a cerca de 20 anos-luz, na constelação de Balança, na Via Láctea.
Gliese 581d é o planeta maior e está situado na fronteira exterior da região habitável do sistema estelar, onde pode haver água no estado líquido – uma das principais condições que permitiu a existência de vida na Terra. No entanto, o planeta foi considerado demasiado frio para a vida.

Zona habitável (azul) para o Sistema Solar e Sistema Estelar Gliese 581 (o planeta g pode não existir) - Fonte: wikipédia

Embora seja provávelmente um planeta rochoso, Gliese 581d tem uma massa de pelo menos sete vezes a da Terra, e cerca de duas vezes o seu tamanho. Além disso, só recebe menos de um terço da radiação solar que alcança a Terra e pensa-se que esteja sempre com o mesmo lado virado para o seu sol.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

NASA encontra candidatos a planetas de tamanho semelhante à Terra na zona habitável

A NASA e os cientistas do Kepler anunciaram a descoberta de 1235 candidatos a planetas, dos quais 68 têm um tamanho semelhante à Terra. Entre os novos candidatos a planetas, 54 estão na zona habitável - uma região onde pode existir água líquida na superfície de um planeta - cinco dos quais são de tamanho semelhante à Terra e orbitam na zona habitável das suas estrelas.

Kepler encontrou 54 candidatos a planetas na zona habitável

No entanto, os candidatos a planetas precisam de observações de acompanhamento para verificar se são planetas reais.

Candidatos a planeta descobertos por Kepler, de acordo com o tamanho
Crédito: William Borucki

Dos 54 candidatos encontrados na zona habitável, cinco estão perto do tamanho da Terra. Os restantes 49 candidatos da zona habitável têm um tamanho que varia entre o dobro do tamanho da Terra até maior do que Júpiter. As conclusões são baseadas nos resultados de observações, realizadas entre 12 de maio a 17 setembro de 2009, de mais de 156.000 estrelas no campo de visão do Kepler, no campo de estrelas que o Kepler observa, as constelações de Cisne e Lira, que abrange cerca de 1 / 400 do céu.
 Entre as estrelas com candidatos a planetas encontradas por Kepler, 170 mostram evidências de ter vários candidatos a planeta. Kepler-11 é uma delas, que os cientistas confirmaram formar o maior sistema planetário fora do nosso sistema solar, com seis planetas orbitando uma única estrela, localizado aproximadamente a 2.000 anos-luz da Terra.


Fonte: NASA