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terça-feira, 6 de março de 2012

Turistas e cientistas ameaçam os ecossistemas da Antárctida

Actualmente, várias espécies invasoras já se fixaram na Antárctida, como a gramínea Poa annua, em Portugal conhecida por relva-dos-caminhos. O Protocolo de Protecção Ambiental do Tratado da Antárctida proíbe a introdução intencional de espécies invasoras, mas os cientistas detectaram que os visitantes as levam involuntariamente para o continente - Fonte: wikipédia

Turistas e cientistas estão a ameaçar a Antárctida, um dos ecossistemas mais intocados do planeta, ao levarem consigo, sem saberem, sementes de plantas exóticas invasoras.
Um estudo científico publicado segunda-feira na revista Proceedings of the National Academy of Science (PNAS), revela que os visitantes estão a introduzir, de maneira involuntária, espécies invasoras na Antárctida. As espécies invasoras constituem uma das principais causas das mudanças na biodiversidade registadas em todo o mundo. Até agora, este problema ainda não tinha sido detectado de maneira significativa neste continente.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Descoberta floresta fossilizada com 298 milhões de anos, início do período Pérmico da História da Terra

Os pesquisadores dataram a floresta fóssil com uma idade de 298 milhões de anos, no início do Permiano, quando os continentes tinham uma distribuições muito diferente da de hoje. A Europa actual e a América estavam unidas e China ficava num continente afastado. O clima era semelhante ao ao actual - Fonte: wikipédia

Uma floresta com quase 300 milhões de anos foi encontrada numa mina no norte da China. A floresta de fetos arbóreos foi coberta e preservada por cinzas vulcânicas, como aconteceu com a cidade romana de Pompeia, sepultada pelas cinzas do Vesúvio durante a erupção de 79 d.C.
O estudo desta jazida fóssil, de grande extensão, está descrito na revista Proceedings of the Natural Academy of Sciences desta semana e permitiu reconstruir a composição botânica e a estrutura de uma floresta do início do Pérmico, fornecendo pistas sobre o clima da época e ajudando a compreender melhor a evolução das florestas da Terra numa altura em que ainda não havia flores.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

20% dos vertebrados do mundo estão ameaçados

174 cientistas de vários países fizéram uma avaliação do estatuto de conservação dos vertebrados a nível mundial. O estudo incidiu sobre 25 mil espécies de vertebrados (mamíferos, aves, anfíbios, répteis e peixes), pertencentes ao Livro Vermelho da União Internacional para a Conservação da Natureza. Uma em cada cinco espécies de vertebrados está ameaçada de extinção no mundo, e cerca de 52 espécies de mamíferos, aves e anfíbios movem-se, todos os anos, para uma categoria no estatuto de conservação mais próxima da extinção   (estatuto de conservação segundo as categorias de “pouco preocupante”, “quase ameaçado”, “vulnerável”, “em perigo”, “criticamente em perigo”, “extinto na natureza” ou “extinto”).


O relatório desta investigação, publicado na edição online da revista Science, em 26/10/2010, refere que 20%  dos vertebrados de todo o mundo estão hoje classificados como “quase ameaçados” – incluindo 25% de todos os mamíferos, 13% das aves, 22% dos répteis, 41% dos anfíbios, 33% dos peixes cartilaginosos e 15% dos peixes com ossos.
Os vertebrados são, apenas, 3% de todas as espécies da Terra, mas eles" representam papéis vitais nos seus ecossistemas e têm grande importância cultural e económica para os seres humanos". O declínio dos vertebrados é maior nas regiões tropicais, sobretudo no Sudoeste Asiático, com a expansão agrícola, o corte de árvores e a caça, entre outras causas.
Cada vez mais, as alterações climáticas em combinação com outras ameaças, é uma preocupação considerável, causando desequilíbrio do ecossistema, perda de habitat, declínio da população  e alterações na distribuição das espécies.
Cavalo Przewalski’(China e Mongólia), Equus ferus przewalskii, dado como extinto na natureza e agora em recuperação
Fonte: wikipédia
No entanto, de acordo com os investigadores, as perdas e o declínio teriam sido cerca de 20% maiores se não fossem algumas acções de conservação das espécies em perigo, embora com resultados mais positivos na luta contra as espécies invasoras do que na luta contra a perda de habitats ou a caça.

Mico-leão-dourado, Leontopithecus rosalia, espécie protegida e em recuperação, no Brasil
Fonte: wikipédia

Simultaneamente, o relatório Global Ocean Protection: Current Trends and Future Opportunities - da responsabilidade da IUCN, The Nature Conservancy e UNEP, entre outros, apresentado na Conferência da Biodiversidade, em Nagoya, Japão, afirma que alguns estoques de espécies marinhas comerciais estão próximos do colapso e não deveriam continuar a ser pescados. Os responsáveis pelo estudo realçam a necessidade de planos de uso sustentável de longo prazo.
No tratamento da crise de extinção, a primeira prioridade é conservar os serviços dos ecossistemas que precisamos para sobreviver. Os oceanos e as florestas prestam serviços vitais, repondo o oxigénio necessário à vida, regulando o clima, fornecendo recursos alimentares essenciais e armazenendo carbono.
Contudo, temos que garantir que a grande diversidade de vertebrados, que levou milhões de anos a evoluir, não se perca nas próximas décadas. Aumentar os esforços de conservação é um passo fundamental para reverter a situação, o que exige políticas e sistemas económicos que incentivem a gestão sustentável dos recursos limitados da Terra. E nós, como sociedade, teremos de repensar o nosso estilo de vida, de consumo e desperdício excessivos.
Mais informações aqui.
Global Ocean Protection: Current Trends and Future Opportunities (relatório em inglês-pdf)
Evolution Lost: Status and Trends of the World’s Vertebrates (relatório em inglês-pdf))
Conservação de sucesso (galeria de imagens)
Lutando pela sobrevivência (galeria de imagens)
Links relacionados:
Ministros chegaram ao Japão para tentar travar extinção das espécies
Primatas do Brasil: prioridade global

sábado, 23 de outubro de 2010

Abutres do Douro Internacional

As escarpas do rio Douro, no norte de Portugal, são o habitat dos abutres. O maior de todos é o grifo, Gyps fulvus e o menor, dos que aparecem no território, é o abutre do Egipto, Neophron percnopterus. São um importante indicador da saúde dos ecossistemas, os polícias sanitários da natureza.

Espécies Invasoras, Alterações climáticas e Ecossistemas

Miconia calvescens é uma espécie arbórea nativa da América Central e do Sul, conhecida por ser uma planta invasora, quase uma praga nas florestas do Taiti, Havaí, Sri Lanka e outras partes do Pacífico, Ásia e Caribe.
Miconia calvescens- Fonte: wikipédia

A introdução (como planta ornamental) e o estabelecimento da Miconia no Tahiti está a transformar profundamente os habitats nativos.
A Miconia pode crescer até uma altura máxima de 15 metros. A sombra das suas folhas enormes impede que qualquer outra planta cresça nas proximidades. Esta planta compete com as plantas naturais, acabando por fazê-las desaparecer.
O sistema de raízes da Miconia calvescens é superficial o que, com chuvas fortes, agrava o risco de deslizamento de terras nas encostas íngremes. Como consequência, no Tahiti e no Havaí, aumentaram os níveis de sedimentos nas comunidades ribeirinhas, no litoral e recife.
Com as alterações climáticas, em determinadas épocas do ano, a precipitação vai aumentar nestas regiões, o que vai agravar mais os deslizamentos de terras e os seus impactos ambientais sobre a erosão do solo, a pesca nos recifes, e as funções das bacias hidrográficas.
A invasão da Miconia calvescens afecta, indirectamente, a biodiversidade costeira e serviços dos ecossistemas e cria riscos públicos. Os especialistas calculam que 40 a 50% das plantas endémicas do  Tahiti podem estar em risco de extinção, devido à disseminação da Miconia calvescens.
As espécies invasoras e as alterações climáticas são duas das maiores ameaças do mundo natural, e os seus efeitos combinados podem ser desastrosos tanto para o ambiente como para a economia. Miconia calvescens é, apenas, um exemplo.
É esta a ideia central do estudo realizado pelo Programa Mundial sobre Espécies Invasoras (GISP), com o apoio do Banco Mundial, "Espécies Invasoras, Alterações climáticas e Ecossistemas", que define os vínculos que existem entre as espécies invasoras e as alterações climáticas e o que se deve fazer para atenuar o seu impacto.
Fonte: Espécies Invasoras, Alterações climáticas e Ecossistemas

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Sea Life do Porto e a Grande Barreira de Coral

O Sea Life do Porto comemorou o seu primeiro aniversário, formando um coral humano com cerca de 2000 crianças num tributo à grande barreira de coral da Austrália, o maior ecossistema da vida marinha do planeta.

Grande barreira de coral: - Fonte: http://www.anda.jor.br/?p=19320

"Depois do que aconteceu no Golfo do México e de outros acidentes do género, e apesar de não termos corais nas nossas costas, lembrámo-nos de que seria interessante tornar os portugueses mais conscientes deste tema", explicou ao Expresso o director do Sea Life do Porto, Luís Rocha.
Ler a notícia completa aqui.
Site oficial do Parque marinho da  Grande barreira de coral da Austrália
Animações interessantes sobre os efeitos das alterações climáticas nos recifes de coral e como evitá-lo