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segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Impactos de cometas e outros corpos celestes podem criar células básicas da vida, sugere um novo estudo

Júpiter visto a partir da superfície gelada da lua Europa. Este salélite natural tem condições ambientais favoráveis à criação de aminoácidos por colisão de cometas ou outros corpos espaciais, de acordo com o novo estudo - Crédito imagem: NASA / JPL-Caltech

Um novo estudo realizado por uma equipa de cientistas, da qual faz parte a astrobióloga portuguesa Zita Martins, sugere que os impactos violentos de cometas gelados num planeta podem produzir aminoácidos, os blocos de construção das proteínas que compõem os organismos vivos. Estes blocos essenciais da vida também podem ser produzidos quando os meteoritos e outras rochas espaciais colidem com a superfície gelada de um planeta.
Os pesquisadores descobriram que as colisões de alta velocidade desencadeiam ondas de choque intensas que podem transformar compostos orgânicos simples, como água e gelo de dióxido de carbono, encontrados em cometas e em mundos gelados em aminoácidos, o primeiro passo para a vida. São estes "blocos constituintes da vida" que estão na origem de moléculas mais complexas, como as proteínas, assim como os componentes do ADN, a molécula que contém o património genético dos seres vivos.
Embora os impactos de cometas e asteróides sejam associados à destruição da vida, os resultados mostram que também contribuíram para aumentar as oportunidades de vida no Sistema Solar.
Os cientistas do Imperial College London, da Universidade de Kent e Lawrence Livermore National Laboratory fizeram a descoberta ao reproduzirem o impacto de um cometa, disparando projécteis através de uma arma de alta velocidade em alvos de misturas de gelo, com composição semelhante ao dos cometas. Do impacto resultaram aminoácidos, tais como glicina e D-e L-alanina.
O estudo publicado neste domingo (15 de setembro de 2013), na versão online da revista Nature Geoscience, contribui também para o estudo do processo da criação da vida na Terra, possivelmente iniciado há cerca de quatro mil milhões de anos, quando o planeta foi bombardeado por cometas e meteoritos.

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Considerado um grande asteróide próximo à Terra (NEO), afinal é um cometa!

A imagem da esquerda mostra o coma e a cauda de Don Quixote - características dos cometas - tal como foram revelados em luz infravermelha pelo telescópio Spitzer. O coma aparece como um brilho ténue em torno do centro do corpo, causado pela poeira e gás. A cauda, que aparece mais claramente na imagem da direita, aponta para o lado direito de Don Quixote, na direcção oposta do sol. A imagem do lado direito representa uma etapa de processamento de imagem mais elaborada, em que o brilho do coma foi removido. As manchas brilhantes em torno Don Quixote são estrelas de fundo, e a barra horizontal cobre artefactos de imagem causados ​​pelo processamento de imagem. - Crédito: NASA/JPL-Caltech/DLR/NAU

Durante 30 anos, os cientistas acreditaram que um grande objecto próximo à Terra (NEO), conhecido como 3552 Don Quixote, era um asteróide. Mas, usando o Telescópio Espacial Spitzer da NASA, astrónomos da Universidade de Northern Arizona descobriram que o terceiro maior corpo celeste que tem órbita entre o Sol e Júpiter é um cometa.
Os pesquisadores reexaminaram as imagens de Don Quixote desde 2009, quando ele estava na parte da órbita mais próxima do Sol, e observaram que ele tinha um coma ténue e uma cauda.
Os resultados mostram que Don Quixote não é um cometa morto, isto é, que perdeu a água e o dióxido de carbono do coma - nuvem gasosa que envolve o núcleo - e da cauda, restando uma rocha que se parece com um asteroide. Na realidade, Don Quixote é um cometa activo, com grandes depósitos de dióxido de carbono e, presumivelmente, gelo de água, com cerca de 18 Km de comprimento.

quinta-feira, 25 de julho de 2013

Os misteriosos centauros podem ser cometas, segundo observações do telescópio WISE

A ilustração mostra uma criatura Centauro junto com os asteróides( à esquerda) e cometas (à direita) - Crédito:NASA/JPL-Caltech

Os centauros são pequenos corpos celestes que orbitam o Sol, entre Júpiter e Neptuno. Até agora, os astrónomos não tinham a certeza se os centauros são asteróides arremessados ​​para fora do sistema solar interior ou cometas vindos de longe que viajam em direcção ao Sol. A sua dupla natureza deu-lhes o nome da criatura mitológica grega cuja cabeça e tronco são humanos e as pernas são as de um cavalo.
Mas, um novo estudo baseado em observações do telescópio de infravermelhos Wide-field Infrared Survey Explorer (WISE), da NASA, determinou que a maioria dos centauros é constituída por cometas.
Os resultados sugerem que cerca de dois terços da população de centauros são cometas, vindos dos confins gelados do nosso sistema solar. Os dados infravermelhos do WISE, juntamente com observações anteriores de luz visível, mostraram que muitos dos centauros têm cores escuras como fuligem e azul-cinza, sinais indicadores de cometas. No entanto, não está claro se o restante um terço da população é composta de asteróides.
"Assim como as criaturas míticas, os objectos centauro parecem ter uma vida dupla", disse James Bauer, do Laboratório de Propulsão a Jato da NASA em Pasadena, Califórnia, e autor principal de um artigo publicado online na revista científica Astrophysical Journal, em 22 de Julho. "Os nossos dados apontam para uma origem como cometas para a maioria dos objectos, e provenientes do sistema solar mais profundo." Fonte: NASA

quarta-feira, 24 de abril de 2013

O visitante: Cometa Pan-STARRS


Novo vídeo com timelapses e fotos do cometa Pan-STARRS que visitou o Sistema Solar em 2013, pelo fotógrafo P-M Hedén. Na parte final, as imagens mostram o cometa na proximidade (relativa) da galáxia de Andrómeda, enquanto se afasta, assim como algumas auroras boreais.

terça-feira, 23 de abril de 2013

Cometa ISON é captado pelo Telescópio Espacial Hubble

Imagem do cometa ISON (C/2012 S1), obtida pelo Telescópio Espacial Hubble, em 10 de Abril de 2013. A imagem foi captada em luz visível e adicionada a falsa cor azul para realçar detalhes na estrutura do cometa - Crédito: NASA, ESA, J.-Y. Li (Planetary Science Institute), eo Hubble Comet ISON Imaging Science Equipe

O cometa (C/2012 S1) ISON foi observado pelo Telescópio Espacial Hubble, em 10 de Abril, quando se encontrava um pouco mais perto da órbita de Júpiter, a uma distância de 386 milhões de milhas do Sol (394 milhões de milhas da Terra).
Mesmo ainda a uma grande distância, o cometa já está activo, à medida que a luz solar aquece a sua superfície e faz sublimar materiais voláteis congelados. A análise do coma de pó que rodeia o seu núcleo sólido gelado revela um forte jacto de partículas de poeira libertando-se do lado do núcleo do cometa voltado para o Sol.
As imagens do Hubble sugerem que o núcleo do ISON não tem mais que três ou quatro milhas (4,8 a 6,5 Km) de diâmetro, o que é considerado muito pequeno, atendendo ao alto nível de actividade observada.
Os astrónomos estão a usar estas imagens para medir a actividade do cometa e delimitar o tamanho do núcleo, de modo a conseguir prever, o melhor possível, o seu comportamento durante a aproximação máxima do Sol, a cerca de 700.000 milhas acima da sua superfície, em 28 de Novembro próximo.
O coma de poeira do ISON, ou a cabeça do cometa, tem aproximadamente 3.100 milhas (5.000 Km) de diâmetro, ou 1,2 vezes a largura da Austrália. A cauda de poeira estende-se por mais de 57 mil milhas (91.700 Km), muito além do campo de visão do Hubble.
O cometa ISON, um conglomerado de poeira e gelo, está a criar muitas expectativas entre cientistas e astrónomos, e muitos pensam que poderá ser o "cometa do século" com um brilho espectacular no final de Novembro, quando se aproximar do Sol.
Pensa-se que é a primeira vez que o cometa ISON vem ao interior do Sistema Solar. Assim, a sua chegada constitui uma oportunidade rara para estudar um novo cometa preservado desde a formação do Sistema Solar.
ISON significa 'International Scientific Optical Network', um grupo de observatórios, em dez países, que se organizaram para detectar, monitorizar e rastrear objectos no espaço.
Fonte: NASA

quinta-feira, 14 de março de 2013

Cometa Pan-Starrs em Bragança

Como a minha máquina viu o cometa Pan-Starrs, depois do pôr-do-sol, em Bragança, nesta quinta-feira (14 de Março). 

segunda-feira, 11 de março de 2013

O mau tempo não deixa ver o cometa Pan-STARRS


Dizem os especialistas que o cometa Pan-STARRS deve estar atrás destas nuvens azuis e negras. As condições meteorológicas não permitem ver o corpo espacial em Bragança hoje, e as previsões para os próximos dias também não são animadoras. Nos dias 12 e 13 ele vem acompanhado da Lua no início do quarto crescente. Se houver alguma aberta...
Descoberto em 2011, o cometa fez a sua maior aproximação ao Sol no domingo (10 de Março). Será visível, no hemisfério norte, durante o mês de Março, ficando cada vez mais ténue e difícil de observar.
Em Novembro próximo, chega o cometa ISON que os especialistas esperam que seja muito brilhante, e possa eclipsar o brilho da Lua Cheia.

quinta-feira, 7 de março de 2013

Cometa Pan-STARRS brilha no céu do hemisfério norte este mês

Talvez 12 e 13 de Março sejam os melhores dias para ver o cometa Pan-STARRS, quando ele surge no céu do pôr-do-sol, a oeste, não muito longe da lua crescente. Podem ser precisos binóculos para ver a cauda - Crédito:NASA

O primeiro dos dois cometas brilhantes previstos para 2013, cometa Pan-STARRS, começa a aparecer no céu nocturno do hemisfério Norte, nesta quinta-feira (7 de Março), depois de passar meses a aparecer no céu do hemisfério sul. Embora não tão brilhante como se pensava, será mais brilhante do que qualquer cometa visto nos últimos anos.
O cometa Pan-STARRS foi descoberto, em Junho de 2011, por astrónomos através do telescópio Panoramic Survey Telescope & Rapid Response System, ou telescópio Pan-STARRS, no Havaí, daí o seu nome.  Designado oficialmente por C/2011 L4, o cometa será facilmente visível a olho nu, embora os binóculos ajudem a detectá-lo melhor contra o céu crepuscular. Se o tempo permitir, o cometa pode ser tão brilhante quanto uma estrela de primeira magnitude.
A melhor maneira de ver o cometa, é procurá-lo a oeste, à esquerda do ponto do horizonte onde o sol se põe, logo depois do pôr-do-sol nos próximos dias. Quanto mais baixo for o horizonte ocidental, mais cedo se pode ver o objecto. Quanto mais para sul se viver na Terra, melhor também. Qualquer neblina no ar pode impedir de ver o cometa.

terça-feira, 5 de março de 2013

Cometa vai passar à porta de Marte em Outubro de 2014

O gráfico de computador mostra a órbita do cometa 2013 A1 (Siding Spring), através do sistema solar interno. Em 19 de Outubro de 2014, espera-se que ele passe a uma distância inferior a 186.000 milhas (300.000 quilómetros) de Marte - Crédito: NASA / JPL-Caltech

O cometa 2013 A1, também chamado de Siding Spring, vai passar perto de Marte, em Outubro de 2014. O objecto foi descoberto por Rob McNaught, em 3 de Janeiro de 2013, no Observatório Siding Spring, na Austrália. No entanto, o estudo de observações de arquivo permitiram identificar o cometa por volta de Outubro de 2012.
A última trajectória do cometa 2013 A1, obtida pelo Programa Near-Earth Object, da NASA, indica que o corpo vai passar dentro de 300.000 quilómetros de Marte, e com uma forte possibilidade de passar muito mais perto.
Estimativas actuais, baseadas em observações de 1 de Março de 2013, dizem que passará a cerca de 50.000 quilómetros da superfície do Planeta Vermelho, uma distância duas vezes e meia a da órbita da lua exterior, Deimos. Os cientistas esperam que observações futuras possam fornecer dados para determinar uma órbita cada vez mais correcta.
De qualquer modo, Marte fica na faixa de caminhos possíveis para o cometa Siding Spring e não se pode excluir a possibilidade de um impacto. Os cientistas pensam que o corpo gelado - com um diâmetro entre 8 e 48 Km - já se encontra a viajar no espaço há mais de um milhão de anos, vindo da nuvem de Oort do Sistema Solar.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Sonda Deep Impact da NASA observa ISON, o potencial "cometa do século"

Diagrama da órbita do cometa C/2012 S1 (ISON). Actualmente, ele está localizada no interior da órbita de Júpiter. Em Novembro de 2013, ISON vai passar a menos de 1,8 milhões km da superfície do Sol. O enorme aquecimento que sofre, durante esta aproximação do Sol, poderá transformar o cometa num objecto brilhante visível a olho nu - Crédito: NASA / JPL-Caltech

A sonda espacial Deep Impact, da NASA, captou as suas primeiras imagens do cometa C/2012S1 (ISON), durante um período de 36 horas, em 17 e 18 de Janeiro de 2013, a uma distância de 793 milhões de quilómetros.
De acordo com os cientistas da missão, este é o quarto cometa onde a sonda realiza observações científicas e também o ponto mais distante da Terra em que tentam transmitir dados de um cometa.
Deep Impact executou voos rasantes próximos nos cometas Tempel 1 e Hartley 2 e realizou observações científicas em mais dois - cometa Garradd e agora ISON.
O vídeo do cometa ISON foi gerado a partir dos dados iniciais adquiridos durante as observações. Os resultados preliminares indicam que, embora o cometa ainda se encontre muito afastado, no Sistema Solar exterior, ele já está activo. A partir de meados de Janeiro, a cauda do ISON já tinha mais que 64400 km.
O cometa ISON, um conglomerado de poeira e gelo, está a criar muitas expectativas entre cientistas e astrónomos, e muitos pensam que poderá ser o "cometa do século" com um brilho espectacular no final de Novembro próximo, na sua maior aproximação ao Sol. Alguns cientistas dizem que, no final do ano, quando ele voar mais perto do Sol, pode ser tão brilhante como a Lua e até pode ser visível em plena luz do dia.
ISON não será uma ameaça para a Terra, com uma maior aproximação ao nosso planeta a cerca de 64 milhões de quilómetros, em 26 de Dezembro de 2013.

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Asteróides e cometas para observar em 2013

A 9 de Janeiro de 2013, o asteróide 99942 Apophis, de 270 metros de diâmetro, passará a 14,5 milhões de Km da Terra - Crédito; NEO NASA (Near Earth Object)

Em 2013, a Terra será visitada por vários corpos espaciais, como sempre. No entanto, dois asteróides e dois cometas serão mais notados, quer pelo seu tamanho, raridade ou proximidade do nosso planeta, tornando-se relativamente fáceis de observar.
Na próxima semana, a 9 de Janeiro de 2013, o asteróide "99942 Apophis" - assim chamado em homenagem ao deus egípcio do mal e da escuridão - passará a cerca de 14,5 milhões de quilómetros da Terra.
Avistada pela primeira vez em 2004, esta rocha espacial com cerca de 270 metros de diâmetro, tem uma massa capaz de libertar uma energia equivalente a 25 mil bombas de Hiroshima, caso atingisse o nosso planeta. É considerado um asteróide potencialmente perigoso, pela sua massa e trajectória.
Quando foi descoberto, o "Apophis" causou preocupação entre os especialistas, pois os cálculos preliminares efectuados indicavam uma probabilidade de 2,7% de atingir a Terra em 2029, atendendo à sua trajectória. Cálculos posteriores mais precisos corrigiram os valores encontrados, embora continue a existir "um pequeno risco de impacto" a 13 de Abril de 2036, segundo a NASA, com uma probabilidade de menos de um para 250 mil.

sábado, 3 de novembro de 2012

Cientistas seguem fragmentação de cometa

O cometa 168p-Hergenrother fotografada pelo telescópio NOAO/Gemini, em 2 de Novembro de 2012, cerca das 6 a.m. UTC. Crédito: NASA/JPL-Caltech/NOAO/Gemini

O cometa Hergenrother está a atravessar actualmente o interior do sistema solar. Nas últimas semanas, este bloco de poeira gelada está a ser seguido por astrónomos amadores e profissionais, uma vez que tem apresentado uma série de explosões impressionantes de material poeirento.
Agora, observações telescópicas do cometa permitiram aos astrónomos descobrirem que o núcleo do cometa se separou pelo menos em quatro partes distintas, provocando um grande aumento no material de poeira da sua coma, a enorme atmosfera em torno do cometa formada pelo fluxo de poeira e gás libertados.
Quando iluminada pelo Sol, a poeira da coma reflecte a luz tornando-se visível da Terra. Com mais material devido à fragmentação, a coma do cometa 168P/Hergenrother tornou-se consideravelmente mais visível.
De acordo com os cientistas, os fragmentos são mais ténues que o núcleo, o que sugere que o material foi ejectado a partir da superfície. A fragmentação do cometa foi observada inicialmente em 26 de Outubro. Nem o cometa, nem qualquer dos seus fragmentos, constituem uma ameaça para a Terra. O cometa pode ser observado por um telescópio de tamanho maior e céu escuro, entre as constelações de Andrómeda e Lacerta.
Fonte: NASA

domingo, 15 de julho de 2012

Cometa 96P/Machholz 1 é observado aproximando-se do Sol


Cometa 96P/Machholz 1 é observado pelo instrumento LASCO C3 do observatório SOHO da NASA - Crédito: SOHO

O cometa 96P/Machholz 1 é captado pelo instrumento Lasco C3 do observatório SOHO, da NASA, tendo atingido o seu periélio (ponto mais próximo do Sol) em 14 de Julho de 2012. O cometa passa do canto inferior direito para o canto superior esquerdo das imagens SOHO.
96P/Machholz 1 foi descoberto em 1986 e apresenta um período orbital curto, completando uma órbita à volta do Sol a cada 5.24 anos. Como tem um período curto, esta já é a quarta vez que ele atravessa as imagens do observatório SOHO. Não é um cometa muito grande, mas os astrónomos consideram que tem uma bonita cauda de poeira.
Este cometa tem intrigado os cientistas, desde que descobriram que ele tem uma composição química diferente de outros cometas conhecidos. Em 2007, astrónomos do Observatório Lowell (Arizona) verificaram que ele contém quantidades significativamente menores de certos compostos (principalmente à base de carbono) do que quaisquer outros cometas que têm sido estudados de modo semelhante.

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Cometa Garradd está a ser analisado enquanto se afasta no Sistema Solar

Imagem do cometa Garradd (C/2009 P1) adquirida pelo satélite Swift, da NASA,  em 1 de Abril de 2012, quando se encontrava a 142 milhões de milhas de distância, ou 636 vezes mais distante que a Lua. A cor vermelha mostra a luz solar reflectida pelo pó do cometa (cauda); violeta mostra a luz ultravioleta produzida pelo grupo hidroxilo (OH), relacionado com a água. NGC 2895 é uma galáxia espiral barrada, localizada a 400 milhões de milhas de distância na constelação de Ursa Major. A imagem do satélite (delineada)  aparece dentro de uma imagem mais ampla da região, obtida em luz visível a partir da Digital Sky Survey. Crédito: NASA / Swift / D. Bodewits (UMD) e S. Immler (GSFC) e DSS / STScI / AURA

O cometa Garradd fez a sua maior aproximação ao Sol em 23 de Dezembro de 2011, passando a 118 milhões de milhas (1.27 AU) da Terra, em 5 de Março de 2012.
Actualmente, C/2009 P1, como também é conhecido, ainda se pode observar este mês com pequenos telescópios, enquanto se move a sul das constelações de Ursa Maior e Lynx.
Foi descoberto por Gordon J. Garradd no Siding Spring Observatory, Australia, em Agosto de 2009. De acordo com os astrónomos, esta terá sido a sua primeira viagem ao Sistema Solar interior, desde que chegou à Nuvem de Oort, uma área fria localizada nos limites do Sistema Solar e que pode abrigar biliões de cometas e asteróides gelados.
C/2009 P1, um cometa muito rico em poeira, está a ser investigado pelo satélite Swift da NASA, à medida que ele se afasta. É uma oportunidade para estudar como muda a actividade de um cometa a maiores distâncias do Sol.

domingo, 15 de abril de 2012

Caçando cometas e asteróides

Distinguir entre cometas e asteróides pode não ser fácil. Qual dos dois objectos, fotografados no centro das imagens A e B, é um cometa? E qual é o asteróide? A resposta virá depois.

Clicar na imagem para ampliar - Crédito: NASA

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Cintura de poeira de estrela criada por colisões entre cometas

A estrela Fomalhaut e o disco de pó que a rodeia, vistos pelo observatório Herschel, em infravermelho. Para explicar a emissão de partículas a partir do disco Fomalhaut, os astrónomos dizem que há uma produção constante de partículas de pó através de colisões diárias de cometas, em número que depende do seu tamanho - Crédito: ESA/Herschel/PACS/Bram Acke, KU Leuven, Belgium 

O Observatório Estacial Herschel, da Agência Espacial Europeia (ESA), descobriu que o anel de pó em torno da estrela Fomalhaut resulta da destruição de milhares de cometas de gelo que chocam entre si, todos os dias.

sexta-feira, 16 de março de 2012

O Sol destrói outro cometa


O cometa SWAN foi descoberto há poucos dias, e pensou-se que era um cometa "Sun grazer" ou "cometa rasante", isto é, com uma órbita que o leva perigosamente perto do sol. Na realidade, em 14 de Março de 2012, o Observatório Solar e Heliosférico (SOHO) da NASA, observou e gravou o fim do cometa SWAN quando mergulhou directamente no Sol, e não voltou a sair. Menos um problema espacial!

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Chuva de meteoros Oriónidas na madrugada deste sábado

A Terra está a passar, mais uma vez, pelos detritos deixados pelo cometa Halley provocando a conhecida "chuva de estrelas" resultante dos impactos das poeiras na atmosfera terrestre.

Chuva de meteoros Oriónidas, na madrugada de sábado, 22 de Outubro de 2011

É a chuva anual de meteoros Oriónidas, que acontece todos os anos em Outubro. O seu nome indica que os meteoros incandescentes parecem vir de um ponto (chamado radiante) na constelação de Orion.
Esta noite as Oriónidas atingim o seu pico, depois da meia-noite ou quando a constelação Orion estiver bem acima do horizonte, a este/sudeste no céu nocturno. Estima-se que possam ver-se 15-20 meteoros por hora antes do amanhecer.
No entanto, este ano talvez as Oriónidas sejam mais interessantes, irão atingir também a Lua e Marte. Estes dois planetas estarão na constelação de Leão, no momento mais activo da chuva.
Com um telescópio pode observar-se o brilho que resulta dos impactos na superfície lunar. Como a Lua não tem atmosfera, os meteoros impactam directamente na superfície do nosso satélite, provocando o aquecimento térmico das rochas lunares, que brilham durante breves instantes. É um espectáculo, sobretudo se os impactos são na face não iluminada.
Fonte: NASA Science

domingo, 16 de outubro de 2011

O famoso cometa Elenin aproxima-se mais da Terra hoje

Diagrama da órbita do cometa Elenin, na sua maior aproximação à Terra. As órbitas na imagem são codificados por cores. Os planetas são linhas brancas, e o cometa é uma linha azul. A linha branca brilhante indica a parte da órbita que está acima do plano da eclíptica, e a parte mais escura está abaixo do plano da eclíptica. O mesmo acontece para a órbita do cometa, a linha azul claro indica a parte acima do plano da eclíptica, e azul escuro na parte abaixo do plano da eclíptica - Crédito: NASA Jet Propulsion Laboratory

Hoje é o dia (16 de Outubro) em que o tão falado cometa Elenin, ou o que resta dele, faz a sua maior aproximação à Terra.
Os rumores espalhados pela internet mostravam o cometa como uma grande ameaça para a Terra, o que nunca foi. Era um cometa demasiado pequeno para influenciar o nosso planeta, a não ser que houvésse um impacto. Mas, em Agosto o planeta começou a desfazer-se depois de ser atingido por uma tempestade solar. Aparentemente a sua situação piorou com a passagem pelo Sol em 10 de Setembro.
Fotografias tiradas por astrónomos (podem ser vistas aqui) mostram uma diminuição de brillho e actualmente têm dificuldade em encontrá-lo, o que pode significar que, agora, ele não passa de um conjunto de detritos movendo-se no espaço, em vez de um cometa.
Elenin foi descoberto pelo astrónomo amador russo Leonid Elenin, em Dezembro de 2010. De acordo com os cientistas, o seu núcleo inicial devia ter, provavelmente, entre 3 a 5 Km de diâmetro. O que sobrou da sua destruição passa a cerca de 35.400 mil quilómetros da Terra, dirigindo-se para fora do Sistema Solar. Se não desaparecer totalmente, só regressará daqui a 12 mil anos.
Entretanto, um dia depois de Elenin, na manhã de segunda-feira (17), o pequeno asteróide 2009 TM8 também se aproxima do nosso planeta e, tal como o cometa, não representa qualquer perigo para a vida na Terra.
O asteróide 2009 TM8 tem cerca de 6,4 metros de largura e com o tamanho de um autocarro não muito grande. O ponto mais próximo da sua passagem será a 212 mil milhas da Terra, dentro da órbita da Lua.
Mais informações sobre as órbitas de asteróides/cometas na webpage de NASA Jet Propulsion Laboratory
Fonte: Space.com

sábado, 8 de outubro de 2011

"Chuva de estrelas" Dracónidas este sábado, 8 de Outubro

Mapa celeste (noroeste-norte), em 08/10/2011

Neste sábado ocorre uma "chuva de estrelas", visível na Europa e em Portugal, com o seu pico entre as 17 h e as 22 h, quando atinge intensidade máxima, em que pode ser entre 600 e 800 estrelas cadentes por hora. Deverá ser a chuva mais intensa desde 2002 e não deverá repetir-se na próxima década.
A chuva de meteoros resulta da passagem da Terra por entre os detritos deixados pela passagem do cometa 21P/Giacobini-Zinner. A cada seis anos e meio, este cometa completa uma órbita à volta do Sol, deixando um rastro de pó, que o nosso planeta atravessa no início de Outubro. A colisão com a atmosfera terrestre origina o espectáculo de fogo de artifício das partículas incandescentes que parecem ter a sua origem a noroeste, na constelação de Dragão, daí o seu nome de Dracónidas.
A visibilidade do fenómeno pode ser dificultada com a lua cheia. Por isso, é melhor escolher um local longe dos centros urbanos, onde a poluição luminosa é bastante grande, para melhor apreciar o espectáculo.
Mais informações sobre a chuva de meteoros dracónidas neste endereço (em inglês)