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terça-feira, 5 de março de 2013

Cometa vai passar à porta de Marte em Outubro de 2014

O gráfico de computador mostra a órbita do cometa 2013 A1 (Siding Spring), através do sistema solar interno. Em 19 de Outubro de 2014, espera-se que ele passe a uma distância inferior a 186.000 milhas (300.000 quilómetros) de Marte - Crédito: NASA / JPL-Caltech

O cometa 2013 A1, também chamado de Siding Spring, vai passar perto de Marte, em Outubro de 2014. O objecto foi descoberto por Rob McNaught, em 3 de Janeiro de 2013, no Observatório Siding Spring, na Austrália. No entanto, o estudo de observações de arquivo permitiram identificar o cometa por volta de Outubro de 2012.
A última trajectória do cometa 2013 A1, obtida pelo Programa Near-Earth Object, da NASA, indica que o corpo vai passar dentro de 300.000 quilómetros de Marte, e com uma forte possibilidade de passar muito mais perto.
Estimativas actuais, baseadas em observações de 1 de Março de 2013, dizem que passará a cerca de 50.000 quilómetros da superfície do Planeta Vermelho, uma distância duas vezes e meia a da órbita da lua exterior, Deimos. Os cientistas esperam que observações futuras possam fornecer dados para determinar uma órbita cada vez mais correcta.
De qualquer modo, Marte fica na faixa de caminhos possíveis para o cometa Siding Spring e não se pode excluir a possibilidade de um impacto. Os cientistas pensam que o corpo gelado - com um diâmetro entre 8 e 48 Km - já se encontra a viajar no espaço há mais de um milhão de anos, vindo da nuvem de Oort do Sistema Solar.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Cratera gigante de Marte mostra vestígios de um antigo lago

Camadas de rochas no chão da cratera McLaughlin, em Marte, mostram rochas sedimentares contendo evidências espectroscópicas de minerais formados através da interacção com a água. A imagem foi obtida pela sonda Mars Reconnaissance Orbiter, da NASA - Crédito: NASA / JPL-Caltech / Univ. do Arizona

A partir de dados recolhidos pela sonda Mars Reconnaissance Orbiter, em órbita de Marte, pesquisadores detectaram minerais que se formam na presença de água. A descoberta fornece novas evidências de um ambiente húmido subterrâneo e potencialmente habitável no planeta vermelho, o que torna ainda mais complexa a sua história evolutiva.
Os cientistas analisaram a informação recolhida pela sonda na cratera de McLaughlin, com um diâmetro aproximado de 92 Km e 2,2 Km de profundidade. No fundo da cratera, foi possível identificar camadas de rochas contendo carbonatos e minerais de argila, que se formaram por interacção com a água, um ingrediente necessário à vida
Mas, a cratera McLaughlin não apresenta canais de fluxo de água do exterior, sugerindo que a formação dos carbonatos e minerais de argila se deu num lago alimentado por água subterrânea dentro da bacia fechada da cratera. A sua profundidade permitiu o fluxo de água do subsolo para o interior da cratera.

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Rochas de Marte

Rochas marcianas, perto de Nili Fossae - Crédito: NASA/JPL-Caltech/University of Arizona

A imagem mostra parte do material ejectado de uma cratera de impacto, revelando muitas das rochas antigas de Marte. O impacto fragmentou diversos tipos de rochas e misturou-as de maneira a formar um bonito conjunto desordenado de cores, cada uma das quais representa uma rocha diferente.
A câmara HiRISE, da sonda Mars Reconnaissance Orbiter, captou a imagem numa região do planeta vermelho perto de Nili Fossae, em Março de 2012.

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Fluxo de lava esculpiu um elefante na superfície de Marte

Solo marciano que parece um elefante, uma ilusão criada por um fluxo de lava na região de Elysium Planitia. Os fluxos de lava cobrem extensas áreas da superfície de Marte - Crédito: NASA/JPL/University of Arizona 

Um fluxo de lava seco na superfície de Marte esculpiu o que parece ser o olho e a tromba de um elefante. Esta ilusão do elefante marciano fica na região de Elysium Planitia, a mais nova das áreas formadas por fluxo de lava em Marte.
A imagem foi obtida pela câmara High Resolution Imaging Science Experiment (HiRISE) a bordo da sonda Mars Reconnaissance Orbiter (MRO), da NASA, em 19 de Março de 2012, e é um bom exemplo do fenómeno de "pareidolia", em que se observam coisas (como animais) onde realmente não existem.
Fonte: Hirise

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Redemoinho de pó observado em Marte

Um redemoinho de poeira marciano, com cerca de 20 km de altura, foi observado no seu caminho sinuoso ao longo da região Amazonis Planitia, do Norte de Marte, em 14 de Março 2012. As imagens foram captadas pela câmera de alta resolução HiRISE da sonda Mars Reconnaissance Orbiter (MRO), da NASA - Crédito: NASA/JPL-Caltech/UA

Um redemoinho de poeira (ou diabo de poeira), com cerca de 20 Km de altura, foi observado movendo-se sinuosamente ao longo da região Amazonis Planitia, no norte de Marte, em 14 de Março de 2012. Pode ver um vídeo aqui.
O redemoinho, com pouco mais de 70 metros de largura, foi captado pela câmara de alta resolução Imaging Science Experiment (HiRISE), a bordo da sonda Mars Reconnaissance Orbiter (MRO), da NASA, que orbita Marte.

quarta-feira, 7 de março de 2012

Diabo de poeira em Marte

Redemoinho de pó, também chamado de diabo de poeira, observado pela sonda MRO da NASA, na superfície de Marte, em 16 de Fevereiro de 2012 - Crédito: NASA/JPL-Caltech/Univ. of Arizona

Um redemoinho-de-poeira ou diabo de poeira, com mais de 800 metros de altura e cerca de 30 metros de diâmetro, foi captado na superfície de Marte pela câmara HiRISE (Science Experiment Resolution Imaging ) a bordo da sonda Mars Reconnaissance Orbiter (MRO), da NASA.
O diabo de poeira apresenta um arco, produzido por uma brisa de oeste, a meia altura, formando uma 'serpente' de poeira, com a sombra projectada no solo marciano. 

sábado, 13 de agosto de 2011

Robô Opportunity da NASA chega à cratera Endeavour de Marte

Após quase três anos, o robô Opportunity da NASA chegou à cratera Endeavour para estudar rochas desconhecidas até agora.

Borda oeste da cratera Endeavour vista pelo robô Opportunity da NASA, em 6 de Agosto de 2011. A imagem em cor falsa faz sobressair as diferenças entre os materiais das rochas e dos solos. As rochas em tons claros, mais perto do robô, são semelhantes a outras encontradas na maior parte da missão. No entanto, as rochas mais escuras, um pouco mais afastadas, podem ser de um tipo diferente para o Opportunity investigar - Crédito: NASA/JPL-Caltech/Cornell/ASU

O robô chegou ao Ponto Espírito (Spirit Point) da borda da cratera, em 9 de Agosto de 2011, percorrendo 21 Km depois de terminar a exploração da cratera Victória, em Agosto de 2008, onde esteve cerca de dois anos, estudando o seu interior e arredores. A cratera Endeavour tem os depósitos geológicos mais velhos do que quaisquer outros encontrados pelo Opportunity.

domingo, 13 de março de 2011

Algum do dióxido de carbono perdido de Marte pode estar soterrado

Em rochas expostas, em Marte, foram identificados minerais com carbonatos, identificados com o espectrómetro da MRO - Crédito: NASA / JPL-Caltech / Univ. do Arizona

Imagem observada pela câmara de alta resolução HiRISE da sonda Mars Reconnaissance Orbiter, mostrando minerais de carbonatos, identificados a partir de observações de espectrómetro. Também se podem ver fracturas e possíveis camadas nas rochas de tons claros contendo os carbonatos.
A imagem abrange uma área de cerca de 460 metros de largura, no interior de uma cratera, sem nome, de cerca de 35 km de diâmetro e que está localizada na borda da cratera de Huygens, que tem 467 km de diâmetro (assinalada com a seta branca).

Zona de rochas expostas e que estavam soterradas a cerca de 5 Km de profundidade, em Marte. Abrange uma área de cerca de 560 Km, dominada pela cratera de Huygens. O impacto que escavou Huygens arrancou material do interior e algum depositou-se nas bordas da cratera. A pequena cratera de 35 Km de diâmetro (assinalada com seta branca), localizada na borda de Huygens, apresenta rochas expostas contendo minerais com carbonatos. - Crédito: NASA/JPL-Caltech/Arizona State Univ.

As escavações provocadas pelos pelos impactos, que formaram primeiro Huygens e depois a cratera menor, exposeram material nesta imagem que tinha sido enterrado a cerca de 5 km (valor estimado) de profundidade. Segundo alguns pesquisadores, os carbonatos podem fazer parte de uma extensa camada soterrada que aprisionou muito do carbono que existia inicialmente na espessa atmosfera marciana de dióxido de carbono.
Actualmente, Marte tem uma atmosfera fina quase toda constituída por dióxido de carbono, mas as evidências que a água líquida existiu na superfície sugerem que a atmosfera era muito mais espessa há biliões de anos. A identificação de carbonatos de ferro ou cálcio, no local desta imagem, e também de minerais de argila, indicam um ambiente húmido anteriormente. Na presença de água e outras condições, o dióxido de carbono da atmosfera pode ser capturado e transformado em  minerais de carbonatos.
Fonte: NASA

quinta-feira, 10 de março de 2011

Mars Reconnaissance Orbiter, cinco anos em Marte

A sonda Mars Reconnaissance Orbiter da NASA (MRO), saiu da Terra em 10 de agosto de 2005 e, depois de uma viagem de sete meses, começou a orbitar Marte, precisamente a 10 de março de 2006, com uma missão científica de procurar evidências de existência de água, no passado remoto de Marte.

Ilustração da Mars Reconnaissance Orbiter orbitando Marte - Fonte: wikipédia

A sonda observa detalhadamente com os seus instrumentos, a superfície de Marte, o seu subsolo e a atmosfera, aumentando o conhecimento do planeta vermelho. A missão tem fornecido muita informação sobre ambientes antigos, clima de Marte e alterações actuais no planeta. Nestes cinco anos de actividade, enviou mais de 70.000 fotografias, para além de toda a restante informação científica.
Recentemente, em março de 2011, MRO fotografou o robô Opportunity na borda da cratera "Santa Maria", onde ele investiga algumas rochas.
A missão da Mars Reconnaissance Orbiter foi programada para dois anos, no entanto ainda continua actualmente, atendendo aos excelentes resultados obtidos.

Imagem de alta resolução da câmara Imaging Science Experiment (HiRISE) da sonda Mars Reconnaissance Orbite, mostrando com detalhes sulcos de 1 a 10 metros de largura, numa escarpa da bacia de impacto Hellas, em Marte - Crédito: NASA / JPL-Caltech / Universidade do Arizona

Para além das suas observações científicas, a missão fornece suporte para outras naves espaciais, à medida que poisam no solo marciano e operam na superfície. As câmeras da MRO monitoraram a atmosfera marciana, procurando tempestades de poeira que poderiam afectar Phoenix e os Mars Exploration Rovers, Spirit e Opportunity. A Mars Reconnaissance Orbiter também apoiou a sonda Mars Odyssey da Nasa nas suas funções.

As câmeras da MRO capturaram a Phoenix Mars Lander com pára-quedas em direcção à superfície de Marte,em 2008 - Crédito: NASA/JPL-Caltech/University of Arizona

A sonda examinou potenciais locais de desembarque, em Marte, para a missão Mars Science Laboratory, que vai fazer descer um robô de superfície, Curiosity, num desses lugares, em agosto de 2012.
De acordo com Phil Varghese, responsável do projeto "Mars Reconnaissance Orbiter", depois de cinco anos em Marte, a nave espacial ainda está em excelentes condições, com capacidade para a realização de observações científicas, monitorando o ambiente de Marte e servindo como um relé.
Ainda segundo Phil Varghese, está a ser preparado o apoio à chegada do Mars Science Laboratory e às operações do robô na superfície de Marte. "Enquanto isso, vamos estender as observações científicas para um terceiro ano de Marte". Um ano marciano dura quase dois anos terrestres.
Fonte: NASA

O robô Opportunity, visto pela sonda MRO, na cratera marciana Santa Maria

A imagem colorida de alta resolução (HiRISE) da sonda Mars Reconnaissance Orbiter da NASA, mostra o robô Opportunity empoleirado na borda sudeste da cratera  "Santa Maria", em 1 de Março de 2011.

Robô Opportunity na cratera "Santa Maria", no 2.524º dia Marciano - Crédito: NASA/JPL-Caltech/Univ. of Arizona

A sonda é o pontinho azulado assinalado pela seta branca. A oeste da cratera são visíveis as marcas deixadas no solo pelo robô (imagem com mais resolução aqui)
Opportunity tem estado a estudar esta cratera relativamente recente, com 90 metros de diâmetro, para perceber melhor como ocorreu a formação da cratera durante o impacto e como se modificou pela erosão desde então. Em volta da cratera pode ver-se material mais claro que foi ejectado radialmente.
O espectrómetro da sonda MRO indica a presença de um sulfato hidratado nesse local. Brevemente Opportunity vai viajar para uma cratera muito maior, Endeavour, onde o espectrómetro detecta sulfatos hidratados e também filossilicatos formados num passado mais húmido.
Esta imagem faz parte do catálogo da câmara HiRISE do MRO, que pode ver-se neste endereço.
Fonte: NASA