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segunda-feira, 22 de julho de 2013

Sonda espacial capta uma ejecção de massa coronal (CME)

A nave Solar Terrestrial Relations Observatory, da NASA, ou STEREO-B, captou esta imagem de uma ejecção de massa coronal (CME) emergindo rapidamente do lado esquerdo do Sol, esta segunda-feira 22 de Julho de 2013. a CME dirige-se para Marte. A luz brilhante no canto inferior direito é o planeta Mercúrio - Crédito: NASA / STEREO

Nesta segunda-feira (22 de Julho de 2013), o Sol projectou uma ejecção de massa coronal ou CME, uma erupção solar que pode enviar biliões de toneladas de partículas solares para o espaço e que podem afectar os sistemas eletrónicos em satélites que orbitam a Terra.
De acordo com a NASA, esta CME não é dirigida ao nosso planeta, mas pode passar por Marte, onde existem sondas espaciais em actividade. Também poderá passar pela nave de observação solar STEREO-A, que será colocada em modo de segurança como protecção, caso se justifique.
As observações feitas indicam que as partículas solares foram ejectadas a cerca de 715 milhas por segundo, o que é uma velocidade bastante rápida para CMEs.
Fonte: NASA

sábado, 20 de julho de 2013

Buraco coronal gigante no pólo norte do Sol

A sonda espacial SOHO captou esta imagem de um enorme buraco coronal, no pólo norte do Sol, em 18 de Julho de 2013 - Crédito: ESA e NASA / SOHO

A imagem mostra um gigantesco buraco coronal, na área do pólo norte do Sol, captada em luz ultravioleta extrema pela sonda Observatório Solar e Heliosférico (SOHO), em 18 de Julho de 2013.
Os buracos coronais são regiões escuras, de baixa densidade da atmosfera externa do Sol, a corona. Contêm pouco material solar e têm temperaturas mais baixas, por isso, parecem muito mais escuros do que o ambiente à sua volta.
São carecterísicos do Sol e podem surgir em diferentes locais, com mais freqüência em diferentes momentos do ciclo de actividade solar. Actualmente, o Sol caminha para o seu máximo solar, previsto para o final de 2013. Durante esta parte do ciclo, o número de buracos coronais diminui, mas aumenta em número e tamanho quando o Sol se mover novamente em direção ao mínimo solar. Nessas ocasiões, os buracos coronais podem ser ainda maiores do que este.
Embora não se saiba ao certo o que provoca os buracos coronais, eles são importantes para compreender o clima espacial, pois são fonte de ventos de partículas solares com alta velocidade, que fluem para fora do Sol cerca de três vezes mais rápidas do que nos ventos solares mais lentos noutros lugares.
Mais informações no site do SOHO.
Fonte: NASA

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Tempo espacial: erupção solar de classe média M5,7

O Observatório Solar Dinâmico da NASA captou a imagem de uma erupção solar de classe M5.7, em 3 de Maio de 2013. A imagem mostra a luz no comprimento de onda de 131 angstrom, que pode mostrar o material a temperaturas muito elevadas de uma erupção solar - Crédito: NASA/SDO/AIA

Uma região activa, situada precisamente sobre a borda esquerda do disco solar, explodiu produzindo uma erupção solar de classe média M5,7, nesta sexta-feira (3 de Maio de 2013).
É a segunda vez em três dias que esta mesma região activa desencadeou uma erupção solar. A rotação do Sol vai trazer esta mancha solar para a frente, tornando-a visível da Terra no fim-de-semana. Depois disso, é possível haver explosões solares dirigidas ao nosso planeta.
As erupções solares são poderosas rajadas de radiação nociva que podem atingir a Terra. No entanto, a atmosfera terrestre protege o nosso planeta e toda a vida na sua superfície, embora a radiação possa perturbar a atmosfera na camada onde viajam os sinais de GPS e comunicações, se for intensa o suficiente, o que afecta os sinais de rádio.
As erupções solares de nível médio são as explosões mais fracas que ainda podem causar alguns efeitos meteorológicos espaciais perto da Terra.
O aumento do número de erupções é comum nesta altura, à medida que o Sol caminha para o seu máximo de actividade no ciclo de 11 anos, esperado no final de 2013.
No mesmo dia, o Observatório Solar Dinâmico observou também uma nuvem de plasma quente projectada a partir do mesmo local da explosão, conhecida por proeminência solar.

quarta-feira, 1 de maio de 2013

Ejecção de massa coronal circular

 

Nesta madrugada de 1 de Maio de 2013, uma região activa do Sol, no lado leste, explodiu lançando plasma para o espaço, numa gigantesca ejecção de massa coronal (CME) em ondas circulares.
O evento solar, não dirigido à Terra, abrangeu cerca de duas horas e meia (entre 2:30h e 5:10 UT) e foi captado, em luz ultravioleta, pelo Observatório Solar Dinâmico da NASA.

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Três anos de imagens da sonda Observatório Solar Dinâmico (SDO)


A sonda Observatório Solar Dinâmico (SDO) da NASA fotografa o Sol, sem interrupção, desde a primavera de 2010. Nestes três anos, ela tem acompanhado o aumento da actividade da nossa estrela em direcção ao máximo solar, o pico da actividade do Sol no seu ciclo regular de 11 anos.
Este vídeo mostra os três anos de actividade solar, a um ritmo de duas imagens por dia. Nelas podemos tentar descobrir eclipses parciais, erupções solares, o cometa Lovejoy, e o trânsito de Vénus.
As imagens apresentadas estão baseadas num comprimento de onda de 171 angstroms, que está na faixa do ultravioleta extremo e mostra material solar com cerca de 600 mil kelvins (cerca de 1.080.000 F).
Neste comprimento de onda é fácil ver a rotação de 25 dias do Sol, bem como a actividade solar tem aumentado ao longo dos três anos.

domingo, 21 de abril de 2013

Ejecção de massa coronal dirigida a Mercúrio

Imagem de uma ejecção de massa coronal (CME) captada pelo Observatório Solar Heliosférico (SOHO), em 20 de Abril de 2013. A CME desloca-se na direcção de Mercúrio. O grande ponto brilhante à esquerda é Vénus - Crédito: ESA e NASA / SOHO 

Neste sábado (20 de Abril), o Sol produziu mais uma ejecção de massa coronl (CME), um fenómeno solar que pode enviar biliões de toneladas de partículas solares para o espaço e que podem afectar os sistemas electrónicos nos satélites ou em terra, se a CME for dirigida ao nosso planeta.
De acordo com os especialistas da NASA, esta CME não se move na direcção da Terra, mas deve passar pelo satélite STEREO-A, a orbitar o Sol, e pela sonda MESSENGER que orbita Mercúrio, o planeta mais próximo do Sol. Quando se justifica, os operadores das missões podem colocar as sondas interplanetárias em modo de segurança para proteger os instrumentos electrónicos a bordo do material solar. Isso acontece, sobretudo, quando há emissão de partículas de radiação associadas às CMEs, o que não aconteceu com esta CME.
Se a ejecção de massa coronal atinge Mercúrio, que tem um campo magnético relativamente fraco, pode arrancar material da superfície do planeta, criando uma atmosfera temporária e adicionando material à cauda do planeta, semelhante à de um cometa.
Mais informações em Spaceweather

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Tempo espacial: Ejecção de massa coronal dirigida à Terra

A sonda Observatório Solar Heliosférico (SOHO), da ESA/NASA, captou esta série de imagens de uma ejeção de massa coronal (CME), na manhã de 11 abril de 2013, entre as 7.48 UT e as 8:36 UT. Pode ver-se Marte no lado esquerdo - Crédito: ESA e NASA / SOHO / GSFC

A erupção solar M6.5, na quinta-feira (11 de Abril de 2013), foi associada a uma ejecção de massa coronal (CME) dirigida à Terra, que pode enviar biliões de partículas solares para o espaço e atingir o nosso planeta, em 1-3 dias depois.
As CMEs podem afectar os sistemas electrónicos nos satélites e, também, em terra. Modelos teóricos da NASA mostram que esta CME deixou o Sol a mais de 600 quilómetros por segundo.
As ejecções de massa coronal dirigidas à Terra podem provocar tempestades geomagnéticas, que ocorrem quando contactam com a parte exterior da magnetosfera que envolve o planeta, durante um período de tempo prolongado.
O clima (ou tempo) espacial actual também está a ser influenciado por um evento de partículas solares de fraca energia (SEP) perto da Terra. Estas situações acontecem quando protões muito rápidos e partículas carregadas do Sol viajam em direcção à Terra, por vezes na sequência de uma explosão solar. Estes acontecimentos são também referidos como tempestades de radiação solar.
Qualquer radiação nociva destas é bloqueada pela magnetosfera e atmosfera terrestres, e não pode alcançar os seres humanos na Terra. No entanto, as tempestades de radiação solar podem perturbar as regiões atravessadas pelas comunicações de alta frequência de rádio.
Fonte: NASA

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Tempo espacial: explosão solar de nível médio

A sonda Observatório Solar Dinâmico, da NASA, captou esta imagem de uma explosão solar de classe M6.5, pelas 03:16 EDT, em 11 de Abril de 2013. Resulta de uma combinação de luz em comprimentos de onda de 131 e 171 angstroms - Crédito: NASA / SDO

Nesta quinta-feira (11 de Abril de 2013), o Sol produziu uma explosão de radiação de nível médio, pelas 03:16 EDT.
Embora seja uma radiação prejudicial, este tipo de erupção solar não afecta a vida na Terra, porque a atmosfera do nosso planeta protege. No entanto, se for suficientemente intensa, as erupções solares podem perturbar a atmosfera, na camada onde viajam o GPS e os sinais de comunicação, o que pode fazer interromper os sinais de rádio em qualquer lugar, durante minutos até horas, enquanto decorre a erupção solar.
A explosão de hoje está classificada de valor médio, M6,5, cerca de dez vezes menos potente que as explosões mais fortes, designadas de erupções de classe X. As erupções de classe M são mais fracas, mas ainda podem causar alguns efeitos meteorológicos espaciais perto da Terra.
Esta erupção causou um apagão de rádio que tem vindo a diminuir. Este apagão foi classificado de nível R2, numa escala de R1 a R5 do centro de previsão do tempo espacial da NOAA.
Em todo o caso, é a explosão mais forte deste ano de 2013, até agora. O ciclo de actividade solar está a aumentar em direcção ao máximo solar, esperado no final deste ano. Nesta fase, é comum haver um aumento das erupções solares, inclusivamente muitas explosões num só dia.
Mais informações em http://spaceweather.com/
Fonte: NASA

sexta-feira, 5 de abril de 2013

Brincando com o Sol, ou não?


De tempos em tempos, a nave espacial de observação do Sol "Observatório Solar Dinâmico" ou SDO necessita verificar o funcionamento do instrumento de imagem HMI (Helioseismic e Magnetic Imager) e medir alguns dados de calibração. Para isso, toda a sonda SDO gira sobre si mesma de modo a que o instrumento HMI possa fazer a verificação.
As imagens do vídeo foram captadas durante um desses exercícios de manutenção da sonda SDO, realizado em 3 de Abril de 2013. A música é um extra!

quinta-feira, 14 de março de 2013

Meteorologia espacial: Sol produziu duas ejecções de massa coronal (CMEs)

O Observatório Solar e Heliosférico (SOHO) captou esta imagem de uma ejecção de massa coronal (CME), a partir do lado esquerdo, pelas 9:25 EDT em 12 de Março de 2013. A parte central do Sol está escurecida com um coronógrafo, para poder observar melhor o que se passa à sua volta - Crédito: ESA e NASA/SOHO

O Sol produziu recentemente duas ejecções de massa coronal, CME. A primeira, em 12 de Março de 2013, foi dirigida a três naves espaciais da NASA, o Spitzer, Kepler e Epoxi. No entanto, não há partículas de radiação associadas ao evento, que poderiam afectar os computadores a bordo.
A segunda CME, em 13 de Março, pode passar pela Terra e onde não se espera um grande impacto.
Modelos de pesquisa experimentais da NASA, baseados em informações dos observatórios Solar Terrestrial Relations Observatory (STEREO) e Solar and Heliospheric Observatory (SOHO), da ESA/NASA, indicam que as duas CMEs deixaram o Sol a cerca de 400 quilómetros por segundo, uma velocidade bastante típica para CMEs.
A ejecção de massa coronal ou CME pode enviar partículas solares para o espaço e chegar à Terra um a três dias mais tarde. Quando dirigida ao nosso planeta, pode provocar uma tempestade geomagnética, por um tempo prolongado, ao encontrar a superfície exterior da magnetosfera que proteje a Terra.
Tempestades semelhantes a estas últimas CMEs costumam originar auroras perto dos pólos, sendo pouco provável que afectem os sistemas eléctricos em Terra ou interfiram com GPS ou sistemas baseados em satélites de comunicações.
Mais informações em SpaceWeather.com.
Fonte: NASA

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Tempo Espacial: Vento solar através de buraco coronal

O Sol visto pelo Observatório Solar Dinâmico através de filtros ultravioleta extremos - Crédito: NASA/SDO / AIA

Um "buraco coronal" na atmosfera do Sol está a lançar um fluxo de vento solar para o espaço. O Observatório Solar Dinâmico fotografou a abertura desta área escura nas primeiras horas de 24 de Fevereiro.
Os buracos coronais são locais onde o campo magnético do Sol se abre, permitindo que o vento solar escape. Espera-se que o fluxo de vento solar que escapa deste buraco coronal, em particular, chegue à Terra por volta de 2 de Março, com formação de auroras nas regiões polares.
A imagem também mostra os arcos magnéticos de um grupo de manchas solares que se aproximam por detrás do lado nordeste, acompanhando o movimento de rotação do Sol. A região activa deve surgir nas próximas horas.
Mais informações em http://spaceweather.com/

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Espectacular "chuva" em arco na atmosfera do Sol


Os eventos eruptivos do Sol podem ser muito variados. Alguns são apenas erupções solares, outros são acompanhados por uma ejecção adicional de material solar, chamada de ejecção de massa coronal (CME), e ainda outros por complexas estruturas móveis, em associação com mudanças nas linhas de campo magnético que formam arcos na atmosfera do Sol, a corona.
Em 19 de Julho de 2012, ocorreu uma erupção no Sol que produziu os três eventos. Uma erupção solar moderada explodiu na parte inferior direita do sol, produzindo luz e radiação. Seguidamente, formou-se uma CME, que foi projectada para o espaço. E em seguida, o Sol presenteou-nos com uma das suas deslumbrantes exibições magnéticas - um fenómeno conhecido como "chuva coronal".
Durante o dia seguinte, o plasma quente na corona arrefeceu e condensou ao longo dos fortes campos magnéticos na região. Os campos magnéticos, em si, são invisíveis, mas o plasma carregado é forçado a mover-se ao longo das linhas, mostrando-se muito brilhante no comprimento de onda ultravioleta extremo de 304 Angstroms, o que evidencia o material a uma temperatura de cerca de 50.000 Kelvin. Este plasma funciona como um marcador, ajudando os cientistas a observar a dança dos campos magnéticos no sol, delineando os campos à medida que cai lentamente de volta para a superfície solar.
O vídeo foi obtido com imagens do Observatório Solar Dinâmico, de modo que cada segundo corresponde a seis minutos de tempo real de observação.
Fonte: NASA

Observatório espacial solar detecta mancha solar de rápido crescimento

Duas manchas solares apareceram rapidamente ao longo de 19-20 Fevereiro de 2013. Elas constituem um mesmo sistema, com uma extensão maior que seis diâmetros da Terra.A imagem é uma combinação de imagens do Observatório Solar Dinâmico, da NASA - Crédito: NASA / SDO / AIA / HMI / Goddard Space Flight Center 

Enquanto os campos magnéticos do Sol se reorganizam e alinham, podem aparecer manchas solares na sua superfície. Ao longo de 19-20 Fevereiro de 2013, cientistas observaram a formação de uma mancha solar gigante, em menos de 48 horas. Ela cresceu numa extensão superior a seis diâmetros da Terra.
O local rapidamente evoluiu para o que se chama "uma região delta", em que as áreas mais claras em torno da mancha solar, a penumbra, apresentam campos magnéticos que apontam na direcção oposta dos campos do centro, a área escura. Esta configuração é considerada bastante instável e os cientistas sabem que pode originar erupções solares.
Fonte: NASA

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Terceiro aniversário do observatório solar SDO


Em 11 de Fevereiro de 2010, a NASA lançou a sonda Solar Dynamics Observatory (SDO) (Observatório Solar Dinâmico), para observação do Sol em alta resolução. Desde então, os dados enviados pela sonda mostram, em pormenor, todo o esplendor dos eventos eruptivos da nossa estrela. Mais do que bonitas imagens, elas representam tudo o que os cientistas estudam.
Através de observações em diferentes comprimentos de onda, os cientistas podem acompanhar como se move o material no Sol, o que pode ajudar a compreender melhor a causa das grandes explosões solares que, quando dirigidas à Terra, podem perturbar a tecnologia no espaço.
O objectivo da missão SDO é desenvolver os conhecimentos científicos necessários para lidar com esses aspectos do sistema Sol-Terra que afectam directamente as nossas vidas e a sociedade.
O vídeo celebra o terceiro aniversário do observatório SDO, mostrando uma série das imagens mais sensacionais captadas pela sonda entre Fevereiro de 2012 e Fevereiro de 2013, incluindo o trânsito de Vénus, em 5 de Junho de 2012.
Fonte: NASA

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Sol produz filamento "Dragon Tail" (Cauda de Dragão)



O Observatório Solar Dinâmico (SDO), da NASA, registou a erupção de um gigantesco filamento solar de plasma super aquecido, ejectado a partir da superfície do Sol.
A erupção de plasma solar, que os cientistas da NASA apelidaram de "Dragon Tail" (Cauda de Dragão), aconteceu nesta quinta-feira (31 de Janeiro de 2013), estendendo-se através da face nordeste do Sol ao longo de quatro horas.
Algum do plasma ejectado foi lançado para o espaço, mas outro voltou a cair na estrela devido à intensa atracção gravitacional. SDO gravou o evento em luz de vários comprimentos de onda.
Os filamentos são formações de plasma no Sol, esculpidas pelo seu intenso campo magnético. Uma das extremidades fica presa na superfície e a outra pode estender-se no espaço, centenas de milhares de quilómetros para além da coroa solar.
Actualmente o Sol está numa fase activa do seu ciclo de 11 anos (ciclo solar 24), a caminho do máximo de actividade, esperado em 2013.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Sol produziu duas ejecções de massa coronal (CME)


O vídeo mostra as duas ejecções de massa coronal (CMEs) produzidas pelo Sol ontem, 23 de Janeiro de 2013. As imagens foram captadas pelo Observatório Solar e Heliosférico (SOHO), missão conjunta da ESA e NASA.
A primeira CME não foi dirigida à Terra, mas a segunda é, embora não se espere que tenha um impacto forte. A primeira ejecção de massa coronal passou em frente ao planeta Mercúrio, como pode ver-se na parte final do vídeo (último terço).
A CME pode enviar partículas solares para espaço, e que chegam à Terra entre um e três dias. Quando as CMEs são dirigidas à Terra, podem provocar tempestades geomagnéticas ao atingirem a camada exterior do campo magnético terrestre, a magnetosfera, durante um período de tempo que pode ser prolongado.
As CMES agora produzidas pelo Sol foram ejectadas para o espaço a velocidades da ordem dos 375 quilómetros por segundo, o que é uma velocidade bastante típica para CMEs, e que não costumam causar grandes tempestades geomagnéticas. Às vezes, originam auroras perto dos pólos, mas é improvável que afectem os sistemas eléctricos na Terra ou interfiram com o GPS ou sistemas baseados em satélites de comunicações.
Mais informações em SpaceWeather.
Fonte: NASA

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Tempo espacial: buraco coronal (sul) do Sol

O vento solar que flui deste buraco coronal sul pode chegar à Terra em 26-27 de Janeiro de 2013 - Crédito: SDO / AIA.

Nas primeiras horas desta quarta-feira (23 de Janeiro de 2013), o Observatório Solar Dinânico (SDO), da NASA, observou um buraco na atmosfera do Sol - um "buraco coronal" - no hemisfério sul do Sol, e que está a lançar uma corrente de vento solar para o espaço.
Os buracos coronais são áreas na atmosfera solar onde o campo magnético do Sol se abre, permitindo que o vento solar escape. As temperaturas dos buracos são frias, em comparação com as regiões activas das proximidades. A temperatura mais baixa é uma das razões para a aparência mais escura.
Um fluxo de vento solar, que flui a partir deste particular buraco coronal, deve atingir a órbita da Terra, em 26-27 de Janeiro, embora não se saiba se realmente vai atingir o nosso planeta. Atendendo a que o buraco negro se localiza a uma latitude elevada (sul), o vento solar que emite pode falhar a Terra, passando ao alto sobre o pólo sul terrestre. No entanto, há possibilidade de se formarem bonitas e coloridas auroras. Fonte: SpaceWeathercom

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

O Sol em diferentes comprimentos de onda

Colagem de imagens solares obtidas pelo Observatório Solar Dinâmico (SDO), da NASA, mostrando como as observações do Sol, em diferentes comprimentos de onda, ajudam a realçar diferentes aspectos da superfície do sol e da sua atmosfera. (A colagem também inclui imagens de instrumentos do SDO que exibem informações magnética e Doppler.) - Crédito:NASA/SDO/Goddard Space Flight Center

Atendendo a que não se deve olhar o Sol directamente, pode obter-se uma imagem correspondente à visão a olho nu, fotografando a nossa estrela com uma câmara padrão.
A imagem mostra um disco amarelado, ou um pouco mais avermelhado se ele estiver perto do horizonte, pois a luz tem que viajar por mais atmosfera terrestre e, conseqüentemente, perde comprimentos de onda azul antes de chegar à lente da câmera.
Embora o Sol emita luz em todas as cores, o amarelo é o comprimento de onda mais brilhante do Sol, por isso, se vê mais essa cor a olho nu. A combinação de todas as cores visíveis forma o que os cientistas chamam de "luz branca".
No entanto, instrumentos especializados, tanto em telescópios terrestres ou espaciais, podem observar a luz muito para além das faixas visíveis a olho nu. Diferentes comprimentos de onda transmitem informações sobre diferentes componentes da superfície do Sol e da sua atmosfera. Por isso os cientistas os usam para obter um quadro completo - do ponto de vista científico e muito colorido -  da nossa estrela em constante mutação.
Fonte: NASA

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Tempo espacial: ejecção de massa coronal (CME) e erupções solares

O tríptico mostra uma ejecção de massa coronal ou CME emitida pelo Sol, na manhã de 13 de Janeiro de 2013. As imagens foram captadas pelo observatório Solar Terrestrial Relations Observatory, da NASA (STEREO) - Crédito: NASA / STEREO 

Este domingo, 13 de Janeiro de 2013, o Sol produziu uma ejecção de massa coronal, ou CME, dirigida à Terra, enviando partículas solares carregadas que poderão atingir o nosso planeta em 2-3 dias.
De acordo com os especialistas da NASA, a CME desloca-se a uma velocidade de 275 milhas (442,5 Km) por segundo, típica para as CMEs, embora muito mais lenta do que as mais rápidas, que podem ser quase dez vezes maiores do que esta velocidade.
Tratando-se de uma CME dirigida à Terra, pode causar uma tempestade geomagnética durante algum tempo, quando encontrar a camada exterior do campo magnético terrestre, conhecida por magnetosfera. No entanto, CMEs com esta velocidade podem não provocar tempestade e, apenas, originar auroras perto dos pólos. Também não é provável, segundo a NASA, que possam afectar os sistemas eléctricos ou interferir com o GPS ou sistemas baseados em satélites de comunicação.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Sol saúda 2013 com uma erupção solar

Erupção solar, em 31 de Dezembro de 2012, captada pelo SDO. Embora relativamente pequena, o plasma estendeu-se cerca de 20 vezes o diâmetro do nosso planeta - Crédito: NASA/SDO/Steele Hill


Uma erupção solar emergiu do Sol, em 31 de Dezembro de 2012, torcendo-se e girando como num ballet. As forças magnéticas que dirigem o fluxo de plasma não foram suficientemente fortes para vencer a gravidade, e o plasma acabou por cair para o Sol (ver vídeo aqui).
O evento durou cerca de quatro horas e foi captado, em luz ultravioleta extrema, pelo Observatório Solar Dinâmico (SDO), da NASA, com o plasma estendendo-se por 160000 milhas fora do Sol. Embora possa considerar-se uma erupção solar relativamente pequena, ainda é cerca de 20 vezes o diâmetro da Terra (7.900 milhas).
Fonte: NASA