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sábado, 14 de setembro de 2013

Uma flor etérea cósmica

Nebulosa planetária IC 5148, observada pelo New Technology Telescope do ESO - Crédito: ESO

Bonita imagem da nebulosa planetária IC 5148, a cerca de 3.000 anos-luz de distância na constelação de Grus. A nebulosa tem um diâmetro com cerca de dois de anos-luz, e ainda está a crescer a mais de 50 km por segundo, sendo uma das nebulosas planetárias de mais rápida expansão conhecida.
Apesar do nome, esta nebulosa nada tem a ver com planetas. O termo "nebulosa planetária" surgiu no século 19, quando este tipo de objectos foram confundidos com planetas gigantes, ao serem observados através dos pequenos telescópios disponíveis na época. Pelo contrário, estes objectos cósmicos têm uma origem estelar.
Quando uma estrela, com uma massa semelhante ou algumas vezes maior que a do nosso Sol, se aproxima do fim da vida, lança para o espaço as suas camadas mais exteriores. O gás em expansão é iluminado pelo núcleo quente remanescente da estrela no centro, formando a nebulosa planetária que, muitas vezes, adquire uma espectacular forma brilhante.
Quando observada por telescópios mais pequenos, IC 5148 parece um anel de material, com a estrela moribunda brilhando no meio do buraco central. Este aspecto fez com que a nebulosa seja conhecida, também, por Pneu de Reserva (Pneu Sobressalente). A estrela central vai arrefecendo até se tornar numa anã branca.
Na imagem apresentada, captada pelo New Technology Telescope do ESO (Observatório Europeu do Sul), o Pneu Sobressalente Cósmico mostra-se como uma bela flor etérea com pétalas em camadas.
Uma outra beleza cósmica semelhante é NGC 5882, uma nebulosa planetária pequena, mas bastante brilhante, localizada no sul da Via Láctea, na constelação de Lupus.

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Região de formação estelar NGC 6559


Imagem da nebulosa NGC 6559 que mostra bem a anarquia existente no interior de uma nuvem interestelar quando se formam as estrelas. A nuvem de gás e poeira está situada a uma distância de cerca de 5000 anos-luz da Terra, na constelação do Sagitário.
Captada pelo telescópio dinamarquês de 1,54 metros, situado no Observatório de La Silla do ESO, no Chile, esta zona do céu inclui nuvens vermelhas brilhantes, essencialmente constituídas por hidrogénio gasoso que emite radiação e é a matéria prima para a formação estelar, regiões azuis onde a radiação das jovens estrelas está a ser reflectida por partículas de poeira minúsculas e regiões escuras onde a poeira é espessa e opaca, obscurecendo completamente a luz que está por trás.
Fonte: ESO

sexta-feira, 19 de abril de 2013

Nebulosa da Cabeça de Cavalo vista pelo telescópio Herschel

Nebulosa da Cabeça de Cavalo e arredores, mostrando a vigorosa actividade de formação estelar que ocorre na constelação Orion, pelo Observatório Espacial Herschel - Crédito: ESA/ Herschel/PACS,SPIRE/N. schneider, Ph. André, V. Konyves (CEA Saclay, França)

Nova visão deslumbrante da Nebulosa Cabeça de Cavalo no contexto do seu ambiente espacial, a cerca de 1.300 anos-luz, na constelação de Orion, fazendo parte do vasto complexo, chamado Nuvem Molecular de Orion, uma das melhores e mais próximas regiões do espaço para estudar a formação de estrelas.
A imagem, obtida em infravermelho distante pelo Observatório Espacial Herschel da ESA, mostra em detalhe o cenário à volta da Nebulosa Cabeça de Cavalo, que parece elevar-se acima do gás e poeira circundantes, no extremo do lado direito, e aponta para a brilhante Nebulosa da Chama ou NGC 2024. A intensa radiação emitida por estrelas recém-nascidas aquece a poeira e o gás circundantes, fazendo-os brilhar perante o Herschel (em rosa e branco na imagem).
A vista panorâmica também abrange outros dois locais importantes de formação de estrelas massivas, conhecidos como NGC 2068 (ou M78) e NGC 2071, situados no lado esquerdo da imagem (manchas rosa). Têm a aparência de asas de borboletas, com longas caudas de gás frio e poeira afastando-se para longe.
Os dois objectos são nebulosas de reflexão, pois reflectem a luz de estrelas próximas, revelando a sua presença mesmo em comprimentos de onda visíveis.
A área é percorrida por extensas redes de gás frio e poeira na forma de filamentos vermelhos e amarelos, alguns dos quais podem hospedar estrelas recém-formadas.
O Telescópio Espacial Hubble também apresentou uma nova imagem da nebulosa, tirada em comprimentos de onda do infravermelho próximo, para celebrar o 23 º aniversário do seu lançamento. A sua visão incide apenas na Cabeça de Cavalo, mostrando a sua estrutura.
Fonte: ESA

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Nebulosa planetária IC 1295 - uma bolha verde no espaço

Imagem da nebulosa planetária verde IC 1295 que rodeia uma ténue estrela moribunda, captada pelo Very Large Telescope do ESO. É a mais detalhada obtida até hoje deste objecto situado a cerca de 3300 anos-luz de distância na constelação do Escudo de Sobieski - Crédito: ESO

A nova imagem do telescópio Very Large Telescope do ESO, no Chile, mostra a nebulosa planetária IC 1295, verde e brilhante, que rodeia uma estrela ténue moribunda situada a cerca de 3300 anos-luz de distância, na constelação do Escudo de Sobieski.
É a imagem mais detalhada deste objecto obtida até hoje, composto por inúmeras conchas que o fazem parecer um microorganismo visto através do microscópio, com as muitas camadas correspondendo às várias membranas de uma célula.
Estas bolhas são formadas pelo gás que constituía a atmosfera da estrela, e que foi expelido para o espaço pelas reacções de fusão instáveis no núcleo da estrela no final da sua vida. Estas reacções geram libertação de energia súbita, como se fossem enormes jorros termonucleares.
O gás brilha devido à intensa radiação ultravioleta emitida pela estrela moribunda, que fica rodeada por espectaculares nuvens brilhantes e coloridas de gás ionizado, a nebulosa planetária. Os diferentes elementos químicos brilham com diferentes cores e o tom esverdeado da IC 1295 vem do oxigénio ionizado.

sábado, 2 de março de 2013

O Olho de Sauron cósmico - nebulosa ESO 456-67

Nebulosa planetária ESO 456-67, captada pelo Hubble - Crédito:ESA/Hubble and NASA

Pode parecer o "olho de Sauron" de "O Senhor dos Anéis", mas é uma nebulosa planetária conhecida como ESO 456-67. O redemoinho de fogo está localizado na constelação de Sagitário (O Arqueiro), no hemisfério sul do céu.
Apesar do nome, estes objectos não têm nada a ver com planetas. O equívoco aconteceu há mais de um século, quando os primeiros astrónomos observavam com telescópios de pouca qualidade, e as nebulosas deste tipo pareciam pequenas e compactas como planetas.
Estas nebulosas formam-se quando uma estrela se aproxima do fim da vida, e atira material para o espaço à sua volta, formando conchas brilhantes de poeira e gás saídos da estrela - as nebulosas planetárias. No centro ficam os restos da estrela original - pequenas e densas estrelas anãs brancas.
Na imagem do Telescópio Espacial Hubble, é possível ver as várias camadas de material expelido pela estrela central, cada uma brilhando num tom diferente - são visíveis bandas de gás de cor vermelha, laranja, amarela e verde-escuro, com manchas claras do espaço no centro da nebulosa.
Não se sabe bem como as nebulosas planetárias apresentam uma tal variedade de formas e estruturas. Algumas parecem ser esféricas, algumas elípticas, outros materiais são atirados em ondas a partir das regiões polares, algumas parecem ampulhetas ou em forma de oito, e outras ainda parecem grandes explosões estelares desordenadas, entre outras.
Fonte: NASA

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Lagosta cósmica observada pelo telescópio VISTA

A Nebulosa da Lagosta observada, em infravermelho, pelo telescópio VISTA do ESO - Crédito:ESO/VVV Survey/D. Minniti. Acknowledgement: Ignacio Toledo

Nova imagem infravermelha da maternidade estelar NGC 6357, revelando uma paisagem celeste de nuvens brilhantes de gás e filamentos de poeira que rodeiam estrelas quentes jovens.
A imagem foi captada pelo telescópio VISTA do ESO (Observatório Europeu do Sul), que actualmente está a mapear a Via Láctea, de modo a criar uma enorme base de dados que ajudará os astrónomos a obter a sua estrutura e a explicar como é que se formou a nossa galáxia.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

"Uma gota de tinta num céu luminoso" ou uma estranha lagartixa cósmica?

O enxame estelar NGC 6520 e a nuvem escura de estranha forma Barnard 86, surgem num dos campos mais ricos de estrelas em todo o céu - a Grande Nuvem Estelar de Sagitário, na nova imagem captada pelo telescópio MPG/ESO de 2,2 metros, no Observatório de La Silla do ESO, no Chile - Crédito: ESO

O brilhante enxame estelar NGC 6520 e a sua vizinha, a nuvem escura com uma estranha forma de lagartixa Barnard 86, tendo como pano de fundo milhões de estrelas situadas na região mais brilhante da Via Láctea, aparecem no centro da nova imagem do instrumento Wide Field Imager, montado no telescópio MPG/ESO de 2,2 metros, no Observatório de La Silla do ESO, no Chile.
Esta parte da constelação do Sagitário é um dos campos do céu mais rico em estrelas - a Grande Nuvem Estelar de Sagitário. A grande quantidade de estrelas que ilumina a região, faz sobressair as nuvens escuras como a Barnard 86. Foi descrita pelo seu descobridor Edward Emerson Barnard como sendo “uma gota de tinta num céu luminoso”.

sábado, 22 de dezembro de 2012

Ornamento de Natal Cósmico, Hubble style

Nebulosa planetária próxima NGC 5189, fotografada pelo Telescópio Espacial Hubble, em 8 de Outubro de 2012 - Crédito:NASA, ESA, and the Hubble Heritage Team (/AURA)

Nesta época festiva, astrónomos e o Telescópio Espacial Hubble oferecem-nos um ornamento precioso para a árvore de Natal: uma imagem da bonita nebulosa gasosa planetária próxima chamada NGC 5189, cuja estrutura se assemelha a um ornamento natalício de vidro soprado, com uma colorida e brilhante fita entrelaçada.
A fotografia foi captada em 8 de Outubro de 2012.
Mais informações em HUBBLESITE

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Um fantasma em Cepheus

Nebulosa de reflexão Ced 201, na constelação de Cepheus - Crédito:NASA/Stephen Leshin

O fantasma cósmico deste Dia das Bruxas é uma misteriosa nebulosa de reflexão, catalogada por VdB 152 ou Ced 201, localizada a cerca de 1400 anos-luz na constelação de Cepheus, no norte da Via Láctea. Esta imagem telescópica profunda da região estende-se por cerca de 7 anos-luz.
Perto da borda de uma nuvem molecular, bolsas de poeira interestelar na região bloqueiam a luz das estrelas que estão atrás ou dispersam a luz da estrela brilhante, dando uma cor azul característica a algumas partes da nebulosa.
A luz ultravioleta desta estrela também causa uma luminescência avermelhada na poeira da nebulosa. Embora as estrelas se formem em nuvens moleculares, parece que esta estrela entrou acidentalmente na área, pois a sua velocidade através do espaço é muito diferente da velocidade da nuvem.

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Uma colorida gaivota cósmica

A imagem mostra parte da Nebulosa da Gaivota (cabeça da gaivota), uma maternidade estelar, e foi captada pelo telescópio MPG/ESO, instalado no Observatório de La Silla do ESO, no Chile - Crédito: ESO

A imagem obtida no Observatório de La Silla do ESO, mostra parte da maternidade estelar chamada Nebulosa da Gaivota.
É uma nuvem de gás, conhecida como Sh 2-292, RCW 2 e Gum 1, parecendo a cabeça de uma gaivota, com brilho intenso devido à radiação muito energética emitida por uma estrela jovem e muito quente que se encontra no seu centro.
As nebulosas estão entre os objectos visualmente mais impressionantes do céu nocturno. São nuvens interestelares de poeira, moléculas, hidrogénio, hélio e outros gases ionizados, onde nascem novas estrelas. Embora estas nebulosas apresentem diferentes formas e cores, quando observadas pela primeira vez, muitas das suas formas estranhas fazem lembrar figuras e objectos conhecidos, e os astrónomos dão-lhes nomes curiosos, como acontece com esta região de formação estelar.

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Uma esfera cósmica quase perfeita

A espectacular nebulosa planetária esférica Abell 39, captada a partir de Mount Lemmon SkyCenter, usando um telescópio Schulman 0.8m. A imagem mostra, ainda, algumas galáxias de fundo e outras através da própria nebulosa que é translúcida - Crédito: Adam Block / Mount Lemmon SkyCenter / Universidade do Arizona (via wikipédia)

Abell 39 é uma nebulosa planetária, na constelação de Hércules. Destaca-se por ter uma forma esférica quase perfeita e ser uma das maiores esferas cósmicas da nossa galáxia, com cerca de 2,5 anos-luz de raio.
A bonita nebulosa deve o seu nome a George Ogden Abell, que a descobriu em 1966, ocupando o lugar 39 no catálogo de grandes nebulosas descobertas pelo astrónomo. Está localizada a cerca de 6800 anos-luz da Terra e 4600 anos-luz acima do plano galáctico.
Estudos de Abell 39 revelam que ela contém apenas metade de oxigénio do nosso Sol. A estrela central, de magnitude 15,7, está a evoluir para uma anã branca quente. Tem uma temperatura de 150 000 K e uma massa aproximada de 0,6 massas solares.
Apesar da forma esférica desta nebulosa, o seu brilho não parece uniforme. O seu lado oriental é mais luminoso que o ocidental. Além disso, apresenta irregularidades no brilho da concha que a envolve.
Ver mais em http://skycenter.arizona.edu/gallery/nebulae/Abell39

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Nebulosa do Lápis - vassoura de bruxa cósmica?

Nebulosa do Lápis, também conhecida por NGC 2736, é um resto de forma estranha que resultou da explosão de uma supernova. A imagem foi obtida pelo instrumento Wide Field Imager montado no telescópio MPG/ESO de 2.2 metros, instalado no Observatório de La Silla do ESO, no Chile - Crédito: ESO

A nova imagem da Nebulosa do Lápis, obtida no Observatório de La Silla do ESO, no Chile mostra que o Universo não é um local tranquilo. No seu ciclo interminável de vida, as estrelas nascem e morrem e, por vezes, a morte de uma delas cria objectos cósmicos fantásticos quando a matéria é lançada para o espaço, formando estranhas estruturas no céu.
A Nebulosa do Lápis, a cerca de 800-luz da Terra, é uma dessas figuras que faz parte de um enorme anel de restos deixados por uma explosão de supernova, que teve lugar há cerca de 11 000 anos, na constelação austral da Vela.
Os filamentos mais brilhantes foram criados pela morte violenta de uma estrela, e parecem formar um lápis, daí o seu nome, mas toda a estrutura tem mais a forma tradicional de uma vassoura de bruxa.

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Barnard 59 e a nebulosa que não é um cachimbo

Imagem de Barnard 59, parte de uma enorme nuvem escura de poeira interestelar chamada Nebulosa do Cachimbo. Esta nova imagem extremamente detalhada foi obtida com o instrumento Wide Field Imager montado no telescópio MPG/ESO de 2.2 metros, instalado no Observatório de La Silla do ESO - Crédito: ESO (clicar na ligação para ampliar)

A imagem mostra parte de uma vasta nuvem escura de poeira interestelar chamada Nebulosa do Cachimbo, conhecida por Barnard 59. Foi obtida com o telescópio MPG/ESO de 2.2 metros instalado no Observatório de La Silla do ESO.
Inicialmente, os astrónomos pensavam que as nebulosas escuras eram áreas do céu onde não existiam estrelas. Mas descobriu-se que são constituídas por nuvens de poeira interestelar, tão espessas que bloqueiam a radiação que vem das estrelas que se encontram por trás.
A Nebulosa do Cachimbo aparece sob um fundo de nuvens estelares próximas do centro da Via Láctea, na constelação de Ofiúco (ou Serpentário). A imagem retrata a boquilha da Nebulosa do Cachimbo, Barnard 59, situada a cerca de 600-700 anos-luz de distância, com uma extensão de seis anos-luz.

sábado, 21 de abril de 2012

Ainda a Nebulosa de Tarântula no aniversário do Telescópio Espacial Hubble

No seu 22º aniversário, o Telescópio Espacial Hubble lançou uma nova imagem da região de formação estelar de 30 Doradus, mas agora com a colaboração dos três grandes observatórios da NASA: Chandra, Hubble e Spitzer - Crédito: X-ray: NASA/CXC/PSU/L.Townsley et al.; Optical: NASA/STScI; Infrared: NASA/JPL/PSU/L.Townsley et al.

30 Doradus, também conhecida por Nebulosa de Tarântula, está situada na vizinha galáxia da Grande Nuvem de Magalhães. É uma das maiores regiões de formação estelar, localizada próximo da Via Láctea. Os milhares de estrelas massivas do seu centro ejectam material e produzem radiação intensa conjuntamente com fortes ventos estelares.
O Observatório de raios X Chandra detecta o gás aquecido, a milhões de graus, por estes ventos estelares e também por explosões de supernovas. Os raios X, de cor azul na imagem, resultam de frentes de choque formadas pela actividade de alta energia estelar.
Na imagem, os dados do Hubble são verdes, revelando a luz das estrelas massivas, juntamente com estrelas em diferentes fases de formação.
A emissão de infravermelho do Spitzer, em vermelho, mostra gás frio e poeira contendo bolhas gigantes esculpidas no seu interior pela mesma radiação quente e ventos fortes das estrelas massivas do centro de 30 Doradus.
Fonte: NASA

quinta-feira, 8 de março de 2012

Brilhantes azuis na nebulosa da Tarântula

Imagem do brilhante aglomerado de estrelas R136, na nebulosa da Tarântula. Foi captada, em luz ultravioleta visível e vermelho, pelo Telescópio Espacial Hubble, em  20-27 de Outubro de 2009, abrangendo cerca de 100 anos-luz. A nebulosa está perto o suficiente da Terra para que o Hubble possa resolver as estrelas individuais, dando informações importantes aos astrónomos sobre o nascimento das estrelas e a sua evolução - Crédito: NASA, ESA, and F. Paresce (INAF-IASF, Bologna, Italy), R. O'Connell (University of Virginia, Charlottesville), and the Wide Field Camera 3 Science Oversight Committee

O massivo aglomerado de estrelas jovens, de nome R136, com alguns milhões de anos apenas, está situado na nebulosa 30 Doradus, também conhecida por nebulosa da Tarântula ou NGC 2070, uma região de formação estelar da Grande Nuvem de Magalhães, uma galáxia satélite da Via Láctea. Não há nenhuma região de formação estelar conhecida na Via Láctea tão grande ou tão prolífica como esta.
Muitas das estrelas azuis semelhantes a diamantes estão entre as estrelas mais massivas conhecidas, várias delas 100 vezes mais massivas que o Sol. Em alguns milhões de anos vão desaparecer em explosões de supernovas.
Estas estrelas brilhantes estão a criar cavidades profundas no material que as rodeia, através da intensa luz ultravioleta e da força dos seus ventos estelares (jactos de partículas carregadas), que estão a afastar a nuvem de gás hidrogénio envolvente onde elas nasceram. Além de esculpir o ambiente gasoso, estas estrelas também podem ajudar a criar uma nova geração de estrelas, pelos choques entre os ventos estelares nas áreas densas de gás.
Fonte: NASA

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

"Eco de luz" da poderosa explosão do sistema binário de Eta Carinae, há 170 anos

Nebulosa Carina e o "eco de luz" da "Grande erupção" do sistema binário Eta Carinae, há 170 anos -Crédito: NASA, NOAO, and A. Rest (Space Telescope Science Institute)

As imagens revelam a luz de uma explosão estelar massiva na nebulosa de Carina, reflectindo nas nuvens de poeira em torno do sistema binário de Eta Carinae.
A imagem à esquerda mostra a Nebulosa de Carina, uma região de formação estelar situada 7.500 anos-luz da Terra. O enorme sistema estelar duplo Eta Carinae está perto do topo da imagem e é cerca de 120 vezes mais massivo que o Sol.
Há cerca de 170 anos, Eta Carinae produziu uma explosão espectacular, baptizada como "Grande Erupção" que foi vista na Terra de 1837 a 1858.
Apesar de não haver nenhum registo do evento, pois os astrónomos da altura não tinham os instrumentos científicos para isso, os astrónomos actuais têm a oportunidade rara de ver uma espécie de "transmissão retardada" dessa explosão, devido a um efeito conhecido por "light echo" ou "eco de luz" (tradução livre). Parte da luz da erupção de Eta Carinae seguiu um caminho indirecto para a Terra e só agora está a atingir o nosso planeta, oferecendo uma oportunidade para analisar a explosão em detalhe (imagens a preto e branco, à direita).

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Nebulosa Carina em todo o seu esplendor

Impressionante imagem da Nebulosa de Carina, uma região de formação estelar massiva nos céus do sul, obtida em luz infravermalha pelo Very Large Telescope, do ESO - Crédito: ESO/T. Preibisch

Imagem, em infravermelho captada pelo Very Large Telescope, do ESO, considerada a mais detalhada até agora da Nebulosa Carina, uma maternidade estelar. São visíveis muitas estruturas que permaneciam escondidas nesta espectacular paisagem cósmica de gás, poeira e jovens estrelas.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Nebulosa Helix - um fogo de artifício celeste

Imagem da Nebulosa planetária Helix (NGC 7293), captada em infravermelho pelo Telescópio VISTA, do ESO - Crédito: ESO/VISTA/J. Emerson. Acknowledgment: Cambridge Astronomical Survey Unit

Bonita imagem da Nebulosa Helix, obtida com o telescópio VISTA do ESO, instalado no Observatório do Paranal, no Chile. Foi captada em infravermelho e revela filamentos de gás frio nebular, num fundo rico em estrelas e galáxias.
A Nebulosa Helix é uma das mais próximas e interessantes nebulosas planetárias, situada na constelação do Aquário, a cerca de 700 anos-luz.

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Uma nova visão da Nebulosa da Águia

Nebulosa da Águia vista, em infravermelho distante, pelo Observatório Espacial Herschel da ESA e em Raios X pelo Telescópio XMM-Newton, também da ESA - Crédito: far-infrared: ESA/Herschel/PACS/SPIRE/Hill, Motte, HOBYS Key Programme Consortium; X-ray: ESA/XMM-Newton/EPIC/XMM-Newton-SOC/Boulanger

Fantástica nova vista da Nebulosa da Águia (também conhecida por Messier 16 ou M16) obtida pela combinação das imagens, em infravermelho distante, do Observatório Espacial Herschel da ESA e Raios X do Telescópio XMM-Newton, também da ESA, que destaca o aglomerado de estrelas jovens quentes, NGC6611, responsável por esculpir e iluminar o gás frio e poeira do ambiente que o rodeia, o material essencial para a formação de estrelas, apenas a alguns graus acima do zero absoluto. Desta interacção resulta uma gigantesca cavidade oca e pilares, cada um dos quais com vários anos-luz de comprimento.
No entanto, esta bela região pode já não existir assim. Os astrónomos suspeitam que uma das estrelas mais massivas e quentes no aglomerado NGC6611 pode ter explodido numa supernova, há 6000 anos atrás, emitindo uma onda de choque que destruiu os pilares. Mas, por causa da distância da Nebulosa da Águia, só veremos o evento daqui a várias centenas de anos.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

O núcleo rosa e brumoso da Nebulosa Ómega

Núcleo rosa e brumoso da Nebulosa Ómega, observado a partir do solo - Crédito: ESO

Nova imagem da Nebulosa Ómega, uma das mais nítidas obtidas a partir do solo, com o Very Large Telescope do ESO (VLT). Nela podemos observar as regiões centrais  cor de rosa e brumosas  de uma das mais jovens e mais activas maternidades estelares na Via Láctea, onde nascem estrelas de grande massa, mostrando detalhadamente as nuvens de gás, poeira e estrelas recém-nascidas.
O gás colorido e a poeira escura da Nebulosa Ómega constituem a matéria prima na criação da próxima geração de estrelas. Aqui, as estrelas mais jovens - brilhando em tons branco-azulados - iluminam todo o conjunto. As zonas de poeira da nebulosa, semelhantes a brumas, contrastam visivelmente com o gás brilhante. As cores vermelhas dominantes têm origem no hidrogénio, que brilha sob a influência da intensa radiação ultravioleta emitida pelas estrelas quentes jovens.
A Nebulosa Ómega situa-se a cerca de 6500 anos-luz de distância, na direcção da constelação de Sagitário. É conhecida por muitos outros nomes, dependendo de quem a observou, quando e do que julgou ter visto. Entre esses nomes inclui-se: Nebulosa Cisne, Nebulosa Cabeça de Cavalo e ainda Nebulosa Lagosta. Também foi catalogada como Messier 17 (M17) e NGC 6618.
Fonte: ESO