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quarta-feira, 17 de abril de 2013

Munição com chumbo ameaça o já raro condor-da-califórnia

Condor-da-califórnia (Gymnogyps californianus), dos Estados Unidos, está criticamente ameaçado de extinção - Crédito: wikipédia

Conservacionistas dos Estados Unidos denunciam que fragmentos de balas de chumbo nas carcaças continuam a matar um número "desesperador" de uma das aves mais raras do país, o condor-da-califórnia.
Desde dezembro do ano passado, já morreram sete exemplares desta espécie na área do Grand Canyon, numa população de 80, sendo que três das mortes foram devidas à ingestão de chumbo das balas de presas mortas deixadas pelos caçadores.
Os activistas pedem que seja proibido o uso de munições à base de chumbo em áreas públicas do país, como os parques nacionais.
O condor-da-Califórnia é um necrófago, alimentando-se de carcaças de animais atropelados nas estradas ou que morreram por causas naturais, restos mortais deixados por caçadores, podendo comer também presas mortas por eles mesmos.
É uma das maiores aves dos Estados Unidos, actualmente considerada criticamente ameaçada segundo a União Internacional para a Conservação da Natureza.

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Descoberto primeiro fóssil de ave com dentes adaptados para alimentos duros

Ilustração da ave Sulcavis geeorum em voo - Crédito: Stephanie Abramowicz

Enquanto as aves actuais possuem bico para se alimentarem, órgãos com proporções e formas variadas - reflectindo a diversidade de habitats -, os seus antepassados fósseis apresentavam dentes. Agora foi descoberto um novo fóssil que mostra que algumas aves fósseis evoluíram desenvolvendo dentes adaptados a dietas especializadas.
Um estudo dos dentes de uma nova espécie de ave primitiva, Sulcavis geeorum, publicado na última edição do Journal of Vertebrate Paleontology, sugere esta ave fóssil tinha os dentes capazes de comer presas com exoesqueletos duros, como insectos ou caranguejos.
Os investigadores acreditam que os dentes do novo exemplar fazem aumentar bastante a diversidade conhecida de formas de dentes das aves primitivas, revelando uma diversidade ecológica anterior não reconhecida.
Sulcavis geeorum é uma ave Enantiornithes, do Cretáceo Inferior (121-125 milhões de anos) da província de Liaoning, na China. Enantiornithes constituía um grupo primitivo (já extinto) de aves, as mais numerosas do Mesozóico (o tempo dos dinossauros). Sulcavis é a primeira descoberta de uma ave com dentes ornamentados de esmalte.

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Aves da Amazónia estão mais ameaçadas que nunca, revela a Lista Vermelha

Nem só as aves dos trópicos estão em perigo. Mais de um milhão de patos-de-cauda-longa (Clangula hyemalis) desapareceram do mar Báltico, ao longo dos últimos 20 anos, elevando o seu estatuto de risco para a categoria de “vulnerável” - Fonte: wikipédia

Cerca de 100 espécies de aves da Amazónia enfrentam um cada vez maior risco de extinção, de acordo com a última actualização da Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas para as aves, da União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN). A nova avaliação está baseada em modelos que têm em conta a extensão e o padrão de desflorestação da Amazónia.
A divulgação foi feita pela BirdLife International que manifesta a sua grande preocupação pelos perigos que correm muitas espécies de aves da Amazónia, situação que pode agravar-se ainda mais com o recente enfraquecimento da legislação florestal brasileira, segundo a organização. O código florestal brasileiro, recentemente aprovado, é bastante criticado pelos ambientalistas.

sábado, 26 de maio de 2012

Agricultor filipino multado por ter morto e comido uma águia rara

Águia Filipina, espécie criticamente em perigo - Fonte: wikipédia

Um tribunal das Filipinas multou um agricultor por ter morto e comido uma águia rara, que é considerada a ave nacional do país. Em 2008, Bryan Balaon matou e comeu, juntamente com os amigos, uma águia Filipina (Pithecophaga jefferyi), uma espécie criticamente em perigo.
O julgamento foi o primeiro da nova lei para a Vida Selvagem no país, mas os conservacionistas consideram que a multa de 2.300 dólares imposta foi muito branda e que se perdeu uma oportunidade "para enviar uma mensagem importante contra os caçadores furtivos". Segundo a lei das Filipinas, matar uma espécie em extinção pode resultar em prisão, multa ou ambas.
Estimativas indicam que existem menos de 250 águias Filipinas adultas em estado selvagem. A espécie faz parte do programa de reprodução em cativeiro, na Fundação da Águia Filipina (The Philippine Eagle Foundation). O exemplar morto tinha sido libertado na natureza em 2006 e os seus restos foram descobertos através do disposito electrónico de rastreamento que levava.
Bryan Balaon afirma que não sabia que era um animal em perigo e vai recorrer da sentança num tribunal superior.
Fonte: BBC news

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Reserva de aves marinhas na Ilha do Corvo-Açores

Cagarro, cagarra ou pardiela-de-bico-amarelo (Calonectris diomedea) no ninho - Fonte: wikipédia

A ilha do Corvo, Açores, já tem uma reserva biológica muito especial, um projecto pioneiro que pretende criar uma colónia de aves marinhas livre de predadores.
A Reserva Anti-Predadores para a Nidificação de Aves Marinhas, ou o "Hotel dos cagarros" como é chamada, abrange uma área com cerca de um hectare na Ponta do Topo, vedada por uma rede que impede a entrada de gatos e ratos, predadores de aves marinhas. São terrenos sem uso agrícola, com boas condições para a nidificação das aves e onde se está a recuperar a flora endémica, para que volte o habitat natural.
Este santuário tem o objectivo de trazer as aves marinhas para um local protegido dos predadores, de modo a aumentar as suas populações. O "Hotel dos cagarros" não se destina apenas aos cagarros, mas também a outras aves nidificantes nos Açores, como os estapagados ou os frulhos.

sábado, 14 de abril de 2012

Imagens de satélite duplicam a população de pinguins-imperador na Antárctida

Pinguim-imperador (Aptenodytes forsteri), adultos e crias - Fonte: wikipédia

Uma equipa internacional de cientistas utilizou imagens de muito alta resolução tiradas por satélite para estimar o número de pinguins-imperador na Antárctida e descobriu que eles são muito mais abundantes do que se pensava.
Os resultados da pesquisa indicam 595.000 pinguins, quase o dobro das estimativas anteriores, com números entre 270.000 e 350.000 aves. É o primeiro censo completo de uma espécie, feito a partir do espaço.
O estudo, publicado sexta-feira na revista PLoS ONE, não só revelou que há mais pinguins na Antárctida, mas também descobriu sete colónias anteriormente desconhecidas. É uma descoberta agradável e tranquilizadora para os pinguins-imperador que podem estar ameaçados pelo aquecimento global e poderão continuar a ser monitorizados no futuro.

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Águia subsariana selvagem avistada na Europa pela primeira vez

Águia-sem-rabo 'Terathopius ecaudatus', do sul do deserto de Sahara, observada pela primeira vez na Europa, no sul de Espanha - Fonte imagem: wikipédia

Foi avistada pela primeira vez na Europa uma ave de rapina rara africana, a águia-sem-rabo, 'Terathopius ecaudatus'. Um exemplar juvenil da espécie foi detectado, em 5 de Abril de 2012, em Punta Carnero (Algeciras), no sul de Espanha, supondo-se que cruzou o estreito de Gibraltar, coincidindo com a travessia de muitas outras aves de rapina.
A jovem águia não apresenta qualquer identificação e pensa-se que se trata da chegada natural de uma ave selvagem. Neste caso, será o primeiro indivíduo desta espécie a cruzar o maior deserto quente do planeta, o Sahara, com uma área superior a nove milhões de quilómetros quadrados e, ainda, o estreito de Gibraltar até chegar à Europa.

terça-feira, 27 de março de 2012

Uma espécie extinta de mocho foi descoberta na Madeira

O mocho-de-orelhas (Otus mauli) foi a primeira ave de rapina nocturna a extinguir-se na Madeira. Actualmente, só a coruja-das-torres nidifica no arquipélago - Fonte: wikipédia

Uma equipa internacional de investigadores, liderada por Juan Carlos Rando, da Universidade de La Laguna, Tenerife, Canárias, descreveu um novo tipo de fóssil de mocho-de-orelhas pertencente a uma nova espécie, o mocho-de-orelhas de Maul, a primeira ave extinta no arquipélago da Madeira (Portugal).

segunda-feira, 5 de março de 2012

Entre 600 e 900 espécies de aves podem extinguir-se até 2100, prevê um estudo

O colibri é uma das espécies de aves mais ameaçadas pelo aquecimento do clima - Fonte: wikipédia

Um estudo publicado na revista Biological Conservation Journal, prevê que poderão extinguir-se até 2100, "entre 600 a 900 espécies de aves, especialmente as tropicais como os colibris", em consequência do aquecimento global, se as temperaturas médias aumentarem 3.5ºC.
Segundo o estudo, "as aves mais afectadas serão aquelas que vivem em zonas montanhosas tropicais, nas florestas perto da costa, aquelas que já ocupam um território muito limitado e as que não têm acesso a territórios com altitudes mais elevadas".
Para os investigadores, a perda de habitat poderá agravar mais as extinções causadas pelas alterações climáticas e estimam que 89% das extinções vão acontecer nos trópicos.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Pequenas aves cantoras fazem longas viagens transcontinentais

Chasco-do-monte (Oenanthe oenanthe) - Fonte: wukipédia

O chasco-do-monte (Oenanthe oenanthe) é uma pequena ave (cerca de 25 g) migratória, insectívora com uma das maiores áreas de distribuição de aves canoras do mundo, desde a tundra congelada da Eurásia até ao leste do Árctico Canadiano e Alasca. Para ver onde passam os invernos frios, cientistas prenderam minúsculos geolocalizadores nas patas de 46 aves, no Alasca e na Ilha de Baffin, no nordeste do Canadá.
Os pesquisadores ficaramm impressionados com o desempenho em voo das pequenas aves, fizéram verdadeiras corridas, seguindo a sua rota migratória até à África, onde passaram o inverno, regressando depois.

sábado, 11 de fevereiro de 2012

Flamingos morrem, presos na água congelada de lagos em França


Pelo menos 55 flamingos morreram, vítimas do rigoroso frio europeu. Foram encontrados mortos presos à água congelada de lagos, na cidade de Gruissan, nos arredores de Paris. Enfraquecidos por cerca de 10 dias de frio intenso e ventos fortes, os animais ficaram impossibilitados de voar. Bombeiros da região recolheram os sobreviventes, que foram levados para um parque de aves em Camargue, de acordo com o jornal Guardian online.

Link relacionado:
Cães de rua sofrem com o frio na Bósnia

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Tráfico ilegal de aves exóticas em Portugal

30 ovos de papagaio de cauda curta (Graydidascalus brachyurus) – no valor comercial de 3000 euros por casal – foram apreendidos no aeroporto de Lisboa. Portugal é a porta de entrada de aves exóticas da América do Sul para a Europa - Fonte imagem: wikipédia

Nos últimos cinco meses, as autoridades portuguesas apreenderam no aeroporto de Lisboa 140 ovos de tucanos, araras e papagaios, vindos do Brasil.
A maior parte das aves conseguiu sobreviver em dois parques zoológicos para onde foram levadas e as pessoas envolvidas foram sujeitas a processos de contra-ordenação ou mesmo processo-crime.

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Abutre-preto recomeçou a reproduzir-se em Portugal

Depois de 40 anos, o abutre-preto está a começar a reproduzir-se em Portugal - Fonte: wikipédia

“Idanha”, “Tejo” e “Aravil” são abutres-pretos nascidos em Portugal nos dois últimos anos, os primeiros desde 1973.
No Parque Natural do Tejo Internacional, junto à fronteira, está a iniciar-se uma pequena colónia com três casais reprodutores de abutre-preto (Aegypius monachus), espécie classificada como "criticamente em perigo" e que conseguiram reproduzir-se no nosso país, depois de uma ausência de 40 anos.

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Pinguins-de-Adélia podem "roubar" o ninho do vizinho na colónia


Para gravar um programa, uma equipa de filmagens da BBC passou quatro meses perto de uma grande colónia de pinguins-de-Adélia, na Antárctida, na época de reprodução.
Os machos da espécie constroem os ninhos com pedras para proteger os ovos. Os que conseguem os melhores ninhos têm mais hipótese de conseguir uma fémea. Por isso, nas colónias com milhares de pinguins as melhores pedras são muito disputadas, inclusivamente podem ser retiradas do ninho do vizinho, como a equipa de filmagem teve oportunidade de presenciar. Enquanto um dos pinguins se empenhava na construção do seu ninho, o "ladrão" esperava que ele se afastasse para lhe "roubar" as pedras rapidamente.
Fonte: ÚltimoSegundo

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Pinguins na Antárctida com vestígios de metais pesados

As penas de pinguins-gentoo, pinguins-de-barbicha e pinguins-Adélia têm vestígios de metais pesados, de acordo com a investigação da Universidade de Múrcia. A Antárctida também já está poluída - Fonte imagem: wikipédia

De um modo geral, considera-se a Antárctida uma das regiões do planeta menos sujeita às consequências da intervenção humana. No entanto, um recente estudo da Universidade de Múrcia, publicado na revista “Environmental Pollution”, mostrou que as penas de três espécies de pinguins têm vestígios de vários metais pesados.
Investigadores espanhóis analisaram as penas de 207 pinguins-de-Adélia (Pygoscelis adeliae), pinguins-de-barbicha (Pygoscelis antarcticus) e pinguins-gentoo (Pygoscelis papua), em oito locais diferentes da Península Antárctica, encontrando-se concentrações de metais pesados como o chumbo, cádmio, níquel, cobre, zinco, arsénio e alumínio.
A Ilha King George e a Ilha Deception apresentaram níveis mais elevados dos metais, talvez devido a uma maior presença humana nos locais, quer pelo turismo quer por actividades científicas, para além da ameaça mais global provocada pelos poluentes vindos de outras partes do mundo.
Os investigadores alertam para a contaminação encontrada na Antárctida que é semelhante à encontrada noutras regiões do planeta, consideradas mais poluídas.
Fonte: Público.pt

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Abutre com fome gera movimento de solidariedade

Um abutre-fouveiro (Gyps fulvus), também conhecido pelo nome de grifo, aterrou ontem junto a um grupo de pessoas idosas que se preparavam para a tradicional novena a Nossa Senhora da Serra, na Serra da Nogueira, nos arredores de Bragança.

O grifo pode chegar a medir até 1 metro de comprimento e 2,7 metros de envergadura, pesando entre 6 a 12 kg - Crédito: Richard Bartz/wikipédia

Como o animal não reagia perante a curiosidade das pessoas que giravam à sua volta, o que não é próprio da espécie, foi contactado o Serviço de Protecção á Natureza (SEPNA) da GNR, que verificou que o grifo não parecia ferido nem doente, provavelmente estava cansado e com fome. Imediatamente se gerou um movimento de solidariedade entre todos e alimentaram o animal.
Passadas umas horas, já no final do dia, mais descansado e reconfortado, o grifo levantou voo e continuou a sua viagem para sul.
A história vem contada no blog dos Bombeiros Voluntários de Bragança, com fotografias do grifo e pessoas que ajudaram a ave, incluindo os próprios bombeiros presentes na área.

domingo, 31 de julho de 2011

Pinguim-imperador perdido na Nova Zelândia está recuperado

"Happy feet" já está bem e regressará, em breve, à sua casa (reprodução)

O jovem pinguim-imperador que foi encontrado numa praia da Nova Zelândia está a recuperar bem e pode regressar à Antártida no próximo mês.
De acordo com o pessoal do zoológico de Wellington que acolheu e tratou o pinguim, "Happy Feet" (como foi baptizado), está muito bem e até já aumentou de peso, após a cirurgia endoscópica que lhe fizéram para extrair a areia que ele engoliu ao confundi-la com neve (ver vídeo).
Desde que chegou, "Happy Feet" tem sido a principal atracção do zoológico, é o primeiro pingüim-imperador na Nova Zelândia em pelo menos 44 anos. Para que se possa sentir como no seu habitat, está numa sala refrigerda a 8ºC e com uma cama de gelo. Esta semana deu o primeiro mergulho numa piscina arrefecida a 0ºC (ver o vídeo).
Nas próximas semanas "Happy Feet" será lançado de regresso à Antártida a partir da extremidade sul do país.
Fonte: BBC News

Link relacionado:
Happy Feet Live Stream

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Aves herdaram o sentido do olfacto dos dinossáurios

Novas pesquisas sugerem que as aves desenvolveram um melhor sentido de olfacto do que os seus ancestrais dinossáurios.
Actualmente, as aves são mais admiradas pelas suas capacidades de vôo, visão e equilíbrio mais do que pelo olfacto. Mas, um novo estudo publicado na revista Proceedings of the Royal Society B, mostra que o sentido do olfacto realmente melhorou durante a transição dinossáurio-ave, assim como a visão e o equilíbrio.

O dinossáurio Bambiraptor ajudou os cientistas a determinar que os pássaros herdaram um bom olfatco dos dinossauros e, ainda, o desenvolveram mais - Fonte: wikipédia

A equipa de investigação usou a técnica de tomografia computadorizada para visualizar, em 3D, os crânios de dinossáurios e aves extintas, para determinar o tamanho dos bolbos olfactivos, uma parte do cérebro envolvida no sentido do olfacto. Entre os pássaros modernos e mamíferos, os bolbos maiores correspondem a um aumento da sensação de cheiro (vídeo do estudo no final)
O estudo dos fósseis revelou detalhes interessantes sobre a evolução do sentido do olfacto entre as aves primitivas.
A ave mais antiga conhecida, o Archaeopteryx, herdou o sentido do cheiro de pequenos dinossáurios carnívoros, há cerca de 150 milhões de anos. Mais tarde, há cerca de 95 milhões de anos, os antepassados de todas as aves modernas desenvolveram, ainda mais, a sua capacidade olfactiva.

O Archaeopteryx, ave primitiva tinha um sentido de cheiro semelhante ao pombo actual - Fonte: wikipédia

A combinação de um sentido do olfacto mais aguçado, boa visão e coordenação nas primeiras aves modernas pode ter sido vantajoso para orientar-se na procura de alimento, companheiros ou habitats mais adequados.
A equipa também comparou alguns animais antigos e modernos. Os cientistas descobriram que os pássaros antigos, como o Archaeopteryx, tinham um sentido de cheiro semelhante ao pombo.

Aves mais inteligentes não precisam de um grande sentido de cheiro - Fonte: wikipédia

Para a Dra. Darla Zelenitsky, Professora Assistente de Paleontologia do Departamento de Geociências da Universidade de Calgary e principal autora do artigo publicado, "Os Abutres-da-Turquia e os albatrozes são aves bem conhecidos pelo seu sentido de cheiro aguçado, que eles usam para procurar comida ou navegar em grandes áreas". "A nossa descoberta de que pequenos dinossáurios Velociraptor, como Bambiraptor, tinham um olfato tão desenvolvido como estas aves sugere que o cheiro pode ter desempenhado um papel importante enquanto estes dinossáurios caçavam a sua comida".
O estudo constatou que entre as aves modernas, as espécies mais primitivas, como os patos e os flamingos, têm bolbos olfactivos relativamente grandes. As aves que vemos mais todos os dias, como, por exemplo, corvos, tentilhões e papagaios nas gaiolas, têm dos menores bolbos olfactivos. Coincide que são também as aves mais inteligentes, o que sugere que a inteligência avançada pode diminuir a necessidade de um sentido do cheiro poderoso.

Sentido do olfacto nas aves
(clicar na imagem para aceder ao vídeo)

Fonte: Universidade de Calgary/Notícias / ÚltimoSegundo (português)

domingo, 30 de janeiro de 2011

Os pintos têm sons próprios para reclamar a sua comida

Tal como acontece com os bebés, que choram quando têm fome, as crias de aves também emitem sons específicos para chamar a atenção dos pais que querem comer. Uma equipa de ornitólogos alemães e suissos chegou a esta conclusão, depois de estudar uma colónia de pássaros 'Ploceus jacksoni', no Lago Baringo, no Quénia.

Os pais distinguem as suas crias pelos sons que emitem. Esta espécie, 'Ploceus jacksoni', emite, primeiro, um som parecido com um apito e, em seguida, um trinado. Com fome, o silvo é mais curto e o trinado mais enérgico.
Fonte: wikipédia

Já se sabia que os pássaros são capazes de distinguir as suas crias pelos sons que emitem, mesmo no meio de outras aves. O estudo publicado na revista BMC Ecology, permite concluir que também conseguem perceber quando as crias têm fome, e até se estão muito ou pouco famintas.
Os investigadores instalaram câmeras e microfones, nos ninhos, e gravaram o seu comportamento e os sons que eles emitem. Verificaram que, à medida que vão tendo mais vontade de comer, os sons das crias eram mais volumosos e enérgicos. Elas modificavam a duração, o tom e a amplitude das suas chamadas de atenção, tornando-as cada vez mais distintas das dos seus companheiros.
Fonte: El Mundo