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sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Nave Voyager 2 visitou Urano há 27 anos

Urano visto pela nave Voyager 2, em 25 de Janeiro de 1986- Crédito: wikipédia

Imagem de Urano, em crescente, registada pela sonda Voyager 2, em 25 de Janeiro de 1986, quando a nave espacial deixou o planeta para trás - a cerca de um milhão de quilómetros - e prosseguiu a sua viagem até Neptuno, o último planeta do Sistema Solar.
A maior aproximação a Urano ocorreu no dia anterior, 24 de Janeiro do mesmo ano, tendo chegado a 81500 Km do topo das nuvens do planeta.
Urano mantém a cor azul-verde pálida vista pelos astrónomos em Terra e registada pela Voyager durante o seu encontro histórico. Esta cor resulta da presença de metano na atmosfera do planeta; o gás absorve os comprimentos de onda de luz vermelha, deixando a tonalidade predominante observada na imagem.
A sonda Voyager 2 foi lançada em 20 de Agosto de 1977, para estudar o Sistema Solar exterior. Aproximou-se dos quatro planetas gigantes, Júpiter em 1979, Saturno e Urano em 1981 e 1986, respectivamente, e Neptuno em 1989.

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Sonda Voyager 1, uma viajante longe de casa

Terra (em forma de crescente) e Lua captadas, em 18 de Setembro de 1977, quando a Voyager 1 se encontrava apenas a 11660 mil km da Terra e diretamente acima do Monte Everest (no lado nocturno do planeta) - Crédito: NASA/JPL

Depois das 21.00 h (Tempo Universal) desta terça-feira (4 de Setembro de 2012), a nave espacial Voyager 1 está a 18,21 biliões de quilómetros da Terra, donde partiu em 5 de Setembro de 1977, 16 dias depois da nave gémea Voyager 2.
Agora, trinta e cinco anos depois, a Voyager 1 é uma sonda interestelar que viajou mais longe que qualquer objecto feito pelo homem. Encontra-se a uma distância 121 vezes a que separa a Terra do Sol e que a luz demora a percorrer 33 horas e 44 minutos.
Embora lançada mais tarde, a Voyager 1 chegou a Júpiter e Saturno antes que a Voyager 2, vendo primeiro os vulcões da lua de Júpiter, Io, a natureza do anel principal mais externo de Saturno, e a atmosfera profunda e obscura de Titã, lua de Saturno. Também se deve à Voyager a última imagem da missão, o famoso retrato de família do sistema solar, que mostrou a nossa Terra como um pálido ponto azul.

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Dados da Voyager 1 indicam aproximação do espaço interestelar

A ilustração mostra as duas sondas Voyager, da NASA, numa região turbulenta do espaço conhecida como heliosfera, a camada exterior da bolha de partículas carregadas à volta do nosso Sol. Depois de mais de 33 anos de viagem, as duas naves espaciais Voyager em breve vão atingir o espaço interestelar, que é o espaço entre as estrelas - Crédito: NASA/JPL-Caltech

Os dados recebidos a partir da Voyager 1 indicam aos cientistas que a nave está próximo a entrar no espaço interestelar. Aumentou consideravelmente a intensidade das partículas carregadas vindas do exterior do sistema solar. As medições feitas pelos dois telescópios de alta energia a bordo da nave indicam que as partículas energéticas foram geradas por estrelas vizinhas que explodiram em supernovas.
Este aumento acentuado de partículas de alta energia foi previsto, e pode significar que a velha nave de 34 anos de idade chegou ao fim do Sistema Solar e está prestes a atingir o seu objectivo histórico e passar para o espaço exterior, embora não se saiba quando.

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

A nave espacial Voyager 1 atingiu nova região no final do Sistema Solar

A nave espacial Voyager 1, da NASA, entrou na região de estagnação, entre o nosso Sistema Solar e o espaço interestelar, onde ela deverá entrar dentro de poucos meses ou anos - Crédito: NASA/JPL-Caltech

A nave espacial Voyager 1, da NASA, entrou numa nova região entre o nosso Sistema Solar e o espaço interestelar, que os cientistas chamam de "stagnation region" (região de estagnação).
Na região de estagnação, o vento de partículas carregadas que flui para fora do nosso Sol abrandou e voltou-se para o interior, pela primeira vez, o campo magnético do Sistema Solar aumentou de intensidade e as partículas de maior energia do interior do nosso Sistema Solar parecem estar a sair para o espaço interestelar.
Ao mesmo tempo, a Voyager detectou um fluxo 100 vezes maior de electrões vindos do espaço interestelar, o que é outra indicação da aproximação da fronteira.

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Sonda Voyager 1 pode estar mais perto de entrar no espaço interestelar do que se pensava

Ilustração sobre as duas sondas Voyager da NASA, atravessando uma região turbulenta da heliosfera (heliosheath), na orla do Sistema Solar, com a Voyager 1 na frente e podendo entrar no espaço interestelar em breve. O Sol emite uma corrente de partículas carregadas que formam uma bolha em torno do nosso sistema solar conhecida como heliosfera. Fora da helioesfera é o espaço interestelar, onde o vento interestelar - soprando da esquerda na imagem - forma uma onda de choque em arco quando encontra a helioesfera (arco de cor clara) - Crédito: NASA/JPL-Caltech

Analisando os dados recentes da Voyager, da NASA, e da sonda Cassini, os cientistas calcularam que a Voyager 1, depois de quase 34 anos de viagem, poderia passar a fronteira do espaço interestelar, a qualquer momento e muito mais cedo do que se pensava. As descobertas estão publicadas na edição desta semana da revista Nature.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Bolhas magnéticas na orla do Sistema Solar, sugerem os dados das sondas Voyager

Analisando os dados das sondas Voyager da NASA com um novo modelo de computador, os cientistas descobriram que o campo magnético solar, na orla do nosso Sistema Solar, é constituído por bolhas magnéticas de aproximadamente 160 milhões de Km de largura, formando uma espécie de espuma de bolhas magnéticas. As bolhas são criadas quando as linhas de campo magnético se reorganizam.
Os resultados são descritos na edição de 9 de Junho (hoje) da revista científica Astrophysical Journal.

As bolhas magnéticas na orla do Sistema Solar têm cerca de 160 milhões de Km de largura, semelhante à distância entre a Terra e o Sol - Crédito: NASA

A Voyager 1 entrou na "zona de espuma" por volta de 2007, e a Voyager 2, um ano depois. Elas encontram-se na região de fronteira, a heliosfera, prestes a sair do Sistema Solar. Nesta área, o vento solar e o campo magnético solar são afectados pelo material expelido por outras estrelas da nossa galáxia.

As duas visões da heliosfera, a antiga (esquerda) e a nova (direita). As espirais vermelhas e azuis representam as linhas de campo magnético de modelos ortodoxos. As informações das sondas Voyager acrescentaram a "espuma magnética" na orla do Sistema Solar (direita)- Crédito: NASA

De acordo com o astrónomo Merav Opher, da Universidade de Boston, "O campo magnético do Sol estende-se até à orla do Sistema Solar. Como ele gira, o seu campo magnético fica distorcido e enrugado, um pouco como a saia de uma bailarina. Bastante longe do Sol, onde se encontram as Voyager agora, os folhos das saias estão em cima".
A compreensão da estrutura do campo magnético solar permitirá que os cientistas possam explicar como os raios cósmicos galácticos entram no nosso Sistema Solar e ajudando, também, a definir como a nossa estrela interage com o resto da galáxia.


Crédito: NASA

Esta animação mostra o efeito do novo cenário de raios cósmicos galácticos. Os limites da heliosfera são muito importantes para proteger o interior do sistema solar a partir do fluxo de raios cósmicos galácticos. O heliopausa, a última região que nos separa do resto da galáxia, age mais como uma membrana que é permeável a raios cósmicos galácticos do que um escudo que desvia as partículas energéticas. Os raios cósmicos galácticos lentamente vagueam na heliosfera e podem ficar retidos no mar de bolhas magnéticas.
Fonte: NASA / ScienceDaily

sexta-feira, 29 de abril de 2011

A viagem mais distante da Humanidade

Após 33 anos da sua partida da Terra, as sondas gémeas Voyager da NASA encontram-se na borda do sistema solar e ainda continuam activas, recebendo e enviando mensagens. Actualmente, as sondas ainda estão na heliosfera, uma bolha gigante feita de plasma solar e campos magnéticos. A heliosfera é aproximadamente três vezes maior do que a órbita de Plutão. Todos os planetas, asteróides, naves espaciais, e formas de vida que pertencem ao nosso sistema solar estão dentro dela.

Ilustração com as duas sondas Voyager da NASA, atravessando uma região turbulenta do espaço, a heliosfera, a casca exterior da bolha de partículas carregadas em torno de nosso Sol - Crédito: NASA / JPL-Caltech

Não se sabe ao certo quantos quilómetros faltam para que a Voyager 1, a mais adiantada, entre no espaço interestelar. A maioria dos pesquisadores acredita que acontecerá no prazo de cinco anos. As Voyagers obtêm energia pelo decaimento radioactivo de uma fonte de calor plutónio 238, que deve manter os sistemas das naves funcionando pelo menos até 2020.
Depois disso, a "Voyager tornar-se-á o nosso embaixador em silêncio para as estrelas".
Cada sonda está equipada com um disco de ouro, "Golden Record", literalmente, um registo fonográfico de cobre revestido de ouro. Contém fotografias da Terra, música do mundo, um ensaio de áudio com sons da Terra; saudações em 55 línguas humanas e uma língua de baleia; as ondas cerebrais de uma jovem apaixonada e saudações do secretário-geral das Nações Unidas. Uma equipa liderada por Carl Sagan montou o registo como uma mensagem a possíveis civilizações extraterrestres que possam encontrar a nave espacial.

Cada uma das duas Voyagers, lançadas em 1977, transporta um registo fonográfico de 12 polegadas, banhado a ouro, com imagens e sons da Terra. A capa do Golden Record, mostrada na parte superior direita, tem instruções explicando como usar o registo, um diagrama mostrando a localização do nosso Sol e os dois estados mais baixos do átomo de hidrogénio, como um relógio de referência fundamental. A imagem à esquerda é uma ampliação do interior do registo - Crédito: NASA/JPL-Caltech

"Um bilião de anos a partir de agora, quando tudo o que fizémos na Terra estiver reduzido a pó, quando os continentes mudarem para além do reconhecimento e a nossa espécie estiver inimaginavelmente alterada ou extinta, o registo Voyager falará por nós", escreveu Carl Sagan e Ann Druyan, na introdução para uma versão em CD.
Este vídeo apresenta destaques das viagens Voyager aos planetas exteriores, e mostra onde se encontram agora, na heliosfera, prontas para entrar no espaço interestelar.



Fonte: NASA

Link relacionado:
Há 25 anos, a sonda Voyager 2 visitou Urano
Sondas Voyager 1 e 2

terça-feira, 8 de março de 2011

A sonda Voyager 1 procura o vento solar

Ontem, 7 de março, a Voyager 1 fez uma manobra que já não fazia há 21 anos, exceptuando um teste de preparação em Fevereiro passado. A nave rodou de 70º no sentido contrário aos ponteiros do relógio (tal como visto da Terra), para obter os dados sobre o vento solar, durante 2 hoas e 33 minutos, uma espécie de "catavento solar". A última manobra semelhante foi em 14 de Fevereiro de 1990, quando a Voyager 1 se voltou e tirou um retrato de família dos planetas do Sistema Solar, onde a Terra surge como um pequeno ponto azul pálido (Pale Blue Dot).

A Terra é um minúsculo ponto, a 6.4 biliões de Km, no meio de um raio solar (assinalada a azul) - Fonte: wikipédia

Em junho de 2010, quando a Voyager 1 se encontrava a 17 biliões de Km do Sol, na heliosfera, os seus instrumentos começaram a mostrar que o fluxo do vento solar para fora era zero. E permaneceu assim desde então. Os cientistas não consideram que o vento desapareceu, mas que mudou de direcção nessa área. Por isso decidiram mudar a orientação da Voyager, de modo a poder determinar a nova direcção do vento solar. Eles consideram essencial conhecer a força e a direcção do vento solar para perceber a forma da bolha que envolve o nosso Sol e estimar quanto falta para atingir o espaço interestelar.
A manobra foi bem sucedida e os dados recolhidos pela nave já chegaram à Terra para serem analisados pelos cientistas. A Voyager foi reorientada de volta para a sua estrela guia, Alpha Centauri.

As sondas Voyagers na heliosfera, a camada exterior da bolha de partículas carregadas em torno de nosso sol - Crédito: NASA / JPL-Caltech 

Ilustração da localização das duas sondas Voyager da NASA, numa região turbulenta do espaço conhecida como heliosfera, a camada exterior da bolha de partículas carregadas à volta do Sol. Depois de 33 anos de viagem, brevemente chegam ao espaço interestelar.
O Sol emite radialmente uma corrente de partículas carregadas que formam uma bolha envolvendo o nosso sistema solar e que é conhecida como heliosfera. O vento solar viaja a velocidades supersónicas, até que atravessa a zona chamada choque de terminação, parte do nosso sistema solar em azul escuro na imagem.
A Voyager 1 cruzou o choque de terminação em dezembro de 2004 e a Voyager 2 em agosto de 2007. Depois do choque de terminação é a heliosfera, em cor cinzenta na imagem, onde o vento solar abranda drasticamente e aquece. Fora destas duas áreas fica o espaço interestelar, dominado pelo vento interestelar que sopra do lado esquerdo na imagem. À medida que o vento interestelar se aproxima da heliosfera, forma-se um arco de choque, o arco claro e brilhante da imagem.
A Voyager 2 foi lançada no dia 20 de agosto de 1977 e a Voyager 1 em 5 de setembro de 1977. Em 7 de março, a Voyager 1 estava a  17,4 biliões de Km do Sol e a Voyager 2 a 14,2 biliões de Km, numa trajectória diferente.
Fonte: NASA

domingo, 23 de janeiro de 2011

Há 25 anos, a sonda Voyager 2 visitou Urano

Urano, visto pela Voyager 2 em 17 de Janeiro de 1986
Crédito: NASA / JPL

As duas imagens de Urano, à esquerda de cor verdadeira e a outra em cor falsa, foram compiladas a partir de imagens da sonda Voyager 2, em 17 de Janeiro de 1986. A nave estava a 9,1 milhões de quilómetros (5.7 milhões de milhas) do planeta, a vários dias da maior aproximação.
A Voyager 2 foi lançada a 20 de Agosto de 1977, 16 dias antes da Voyager 1. Depois de completar a sua missão principal de voar por Júpiter e Saturno, a Voyager 2 foi enviada até Urano, que está a cerca de 3 bilhões de Km de distância do sol. A Voyager 2 fez sua maior aproximação - a 81.500 km do topo das nuvens de Urano - em 24 de Janeiro de 1986.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Voyager 1 aproxima-se da fronteira do Sistema Solar

A sonda espacial Voyager 1 da NASA, lançada há 33 anos, encontra-se a 17,4 bilhões de Km de casa, no final do nosso Sistema Solar, num ponto onde não existe nenhum movimento do vento solar.
Pela análise dos dados recebidos da Voyager 1, os cientistas consideram que a nave atravessa uma área onde a velocidade do gás quente ionizado, ou plasma, que emana diretamente para fora do sol diminuiu para zero - heliosfera. Os cientistas suspeitam que o vento solar agora se movimenta lateralmente pressionado pelo vento interestelar na região.

As sondas seguem trajectórias diferentes e viajam a diferentes velocidades
Crédito: NASA/JPL

O Sol emite uma corrente de partículas carregadas que formam uma bolha conhecida como heliosfera em torno do nosso sistema solar. O vento solar viaja a uma velocidade supersónica, até que atravessa uma onda de choque chamada "Termination Shock". Neste ponto, o vento solar abranda drasticamente e aquece na heliosfera.