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sexta-feira, 8 de março de 2013

Meteorito de 18 Kg encontrado na Antárctida

Plataforma de gelo na Antárctida - Crédito. wikipédia

Um grupo de oito cientistas, que procurava meteoritos espalhados por todo o campo de gelo de Nansen, encontrou o que pensam ser um condrito de 18 Kg, o tipo mais comum de meteoritos.
A equipa descobriu um total de 425 meteoritos, com um peso total de 75 kg durante a expedição de 40 dias ao campo de gelo, a 140 quilómetros a sul da base científica belga Princess Elisabeth – situada nos montes Sør Rondane, na Antárctida –, e a uma altitude de 2900 metros.
A descoberta foi inesperada para os pesquisadores, não só pelo tamanho do meteorito mas, sobretudo, porque não é normal encontrar meteoritos tão grandes neste continente austral. É a maior rocha encontrada desde 1988 na plataforma de gelo da Antárctida Oriental.
"Estudamos meteoritos, para entender melhor como se formou e evoluiu o sistema solar, e perceber como a Terra se tornou num planeta único no nosso sistema solar", disse Vinciane Debaille, geóloga da Universidade Livre de Bruxelas (ULB), num comunicado da International Polar Foundation.
Fotografias do meteorito e da expedição na Antárctida aqui.
Fonte: Comunicado da International Polar Foundation

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Novas evidências sugerem que um asteróide (ou cometa) deu o golpe final nos dinossauros

Ilustração do impacto de um grande objecto espacial com a Terra - Crédito: wikimédia commons

Cada vez se acredita mais que o impacto de um asteróide ou cometa, com alguns quilómetros de diâmetro, devastou os ecossistemas da Terra há milhões de anos, e vitimou boa parte dos seres vivos da época, incluindo os dinossauros e outros répteis gigantes.
Utilizando uma técnica de datação de alta resolução, cientistas do Centro de Geocronologia da Universidade de Berkley, na Califórnia, e de universidades holandesas e britânicas conseguiram determinar com mais precisão as datas de extinção dos dinossauros e do impacto do asteróide ou cometa, que ocorreu por volta do mesmo período.
O evento aconteceu no norte da província Yucatán, no México, e é conhecido por impacto de Chicxulub, nome de uma pequena cidade mexicana perto do local, no mar, onde caiu o objecto espacial.
Os resultados obtidos, publicados na revista Science, mostram que as datas estão tão próximas, que os pesquisadores acreditam que o corpo espacial que atingiu a Terra, se não foi totalmente responsável pela extinção a nível mundial, pelo menos deu o golpe final nos dinossauros.
A nova data do impacto, 66.038 mil anos atrás, é a mesma, dentro dos limites da margem de erro, daquela que é sugerida para a extinção em massa, ocorrida há cerca de 66.043 mil anos atrás. A descoberta esclarece as dúvidas existentes sobre se o impacto ocorreu, de facto, antes ou após a extinção, caracterizada pelo desaparecimento quase imediato de registos fósseis de dinossauros terrestres e muitas criaturas marinhas.

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Cientistas identificam meteorito rico em água e com origem na crosta de Marte

Meteorito marciano rico em água (NWA) 7034 ou "Beleza Negra", constituído por material de origem vulcânica da crosta do planeta vermelho e pesando cerca de 320 gr. Foi encontrado no deserto do Saara, em 2011 - Crédito: NASA

Cientistas analisaram um pequeno meteorito que pode ser o primeiro descoberto com origem na crosta de Marte - a capa geológica mais superficial - e que contém 10 vezes mais água que outros meteoritos marcianos com origens desconhecidas.
O meteorito, designado por NWA 7034 e apelidado de "Beleza Negra" (Black Beauty), é um pedaço de material vulcânico com cerca de 320 gramas de peso e foi encontrado no deserto do Saara, em 2011. De acordo com os cientistas que o estudaram, o meteorito formou-se há 2,1 biliões de anos, durante o início do período geológico mais recente de Marte, conhecido por Amazonian.
"A idade de NWA 7034 é importante porque é significativamente mais velho do que a maioria de outros meteoritos marcianos", disse Mitch Schulte, cientista do programa para o Mars Exploration Program, na sede da NASA em Washington. "Nós agora vemos um pedaço da história de Marte num momento crítico da sua evolução."
Segundo o comunicado da NASA, o meteorito é uma excelente combinação de rochas e afloramentos superficiais que a agência tem estudado à distância, através dos robôs enviados a Marte e satélites em órbita do planeta vermelho.

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Descoberto novo mineral primitivo num meteorito

Um pedaço de meteorito Allende (520g), um condrito carbonáceo que caiu no México, em 8 de Fevereiro de 1969. Apresenta uma crosta negra resultante da fusão pelo calor ao atravessar a atmosfera terrestre - Fonte: wikipédia

Cientistas do Instituto de Tecnología de California (Caltech) descobriram um mineral primitivo, desconhecido da ciência, incrustado no meteorito 'Allende', que caíu no México, em 1969.
Acredita-se que o mineral, constituído por um novo óxido de titânio, é um dos mais antigos formados no Sistema Solar, que tem cerca de 4,5 biliões de anos. Foi baptizado com o nome de 'Panguite', derivado de Pan Gu, o gigante da antiga mitologia chinesa que fundou o mundo, separando o yin do yang para criar a terra e o céu.
O novo mineral foi detectado através de um microscópio electrónico de varrimento numa incrustação do meteorito, conhecida por incrustação refractária, que se supõe ser dos primeiros materiais planetários formados no Sistema Solar, anteriores à formação da Terra e outros planetas.
Allende é o maior condrito carbonáceo encontrado no nosso planeta. Pertence a um tipo de meteoritos primitivos que os cientistas pensam ser restos remanescentes dos primitivos blocos de construção dos planetas. É um dos mais estudados e onde já foram descobertos, até agora, 9 novos minerais, incluindo o Panguite. Todos estes constituintes são essenciais para a compreensão das origens do Sistema Solar.
Fonte: Space.com

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Chuva de meteoros Oriónidas na madrugada deste sábado

A Terra está a passar, mais uma vez, pelos detritos deixados pelo cometa Halley provocando a conhecida "chuva de estrelas" resultante dos impactos das poeiras na atmosfera terrestre.

Chuva de meteoros Oriónidas, na madrugada de sábado, 22 de Outubro de 2011

É a chuva anual de meteoros Oriónidas, que acontece todos os anos em Outubro. O seu nome indica que os meteoros incandescentes parecem vir de um ponto (chamado radiante) na constelação de Orion.
Esta noite as Oriónidas atingim o seu pico, depois da meia-noite ou quando a constelação Orion estiver bem acima do horizonte, a este/sudeste no céu nocturno. Estima-se que possam ver-se 15-20 meteoros por hora antes do amanhecer.
No entanto, este ano talvez as Oriónidas sejam mais interessantes, irão atingir também a Lua e Marte. Estes dois planetas estarão na constelação de Leão, no momento mais activo da chuva.
Com um telescópio pode observar-se o brilho que resulta dos impactos na superfície lunar. Como a Lua não tem atmosfera, os meteoros impactam directamente na superfície do nosso satélite, provocando o aquecimento térmico das rochas lunares, que brilham durante breves instantes. É um espectáculo, sobretudo se os impactos são na face não iluminada.
Fonte: NASA Science

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Sonda japonesa confirma a origem dos meteoritos mais comuns na Terra

Em 13 de Junho de 2010, a sonda japonesa Hayabusa regressou à Terra para entregar amostras de poeira da superfície do asteróide 25143 Itokawa, que a nave tinha visitado em 2005.

Ilustração da sonda japonesa Hayabusa sobre o asteróide 25143 Itokawa, em 2005, onde recolheu amostras de poeira que entregou na Terra, em 2010 - Fonte: wikipédia

As partículas, com tamanhos até 180 micrómetros, foram as primeiras recolhidas num asteróide e entregues na Terra para serem analisadas. O objectivo era confirmar a hipótese de que os meteoritos mais comuns que chegam à Terra são provenientes de um tipo específico de asteróide, os chamados tipo S.
Em seis estudos publicados nesta quinta-feira (25) no períodico científico Science, um grupo de pesquisadores japoneses confirma a relação entre os asteróides e os meteoritos condritos encontrados na Terra e faz uma análise minuciosa do material recolhido, que fornece pistas sobre a evolução do Sistema Solar.
O asteróide 2543 Itokawa foi escolhido para este estudo por estar relativamente perto da Terra e, além disso, é um asteróide tipo S, o tipo mais abundante no cinturão de asteróides entre as órbitas de Marte e Júpiter.
Os cientistas japoneses tencionam continuar a pesquisa com asteróides. A nave espacial Hayabusa 2 será lançada em 2014, para recolher amostras de asteróide tipo C, que é rico em água e materiais orgânicos. O objectivo é encontrar informações sobre a origem da água e da vida na Terra.
Mais informações em ÙltimoSegundo

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Blocos de construção do DNA podem ser feitos no espaço

Há evidências de que alguns blocos de construção de DNA, a molécula com o código genético da vida, encontrados em meteoritos provavelmente foram criados no espaço. A descoberta foi feita por cientistas financiados pela NASA e suporta a teoria de que algumas partes criadas no espaço e deixadas na Terra por impactos de meteoritos e cometas, ajudaram na origem da vida.

Os meteoritos contêm uma grande variedade de nucleobases, um componente essencial do DNA (ilustração) - Crédito: NASA Goddard Space Flight Center / Chris Smith

Desde 1960 que têm sido encontrados alguns componentes do DNA em meteoritos, mas não se sabe se foram criados no espaço ou se resultam de contaminação pela vida terrestre.
"Pela primeira vez, temos três linhas de evidências que, juntas, nos permitem confiar que esses blocos de construção do DNA, na verdade, foram criados no espaço." disse o Dr. Michael Callahan do Goddard Space Flight Center da NASA, em Greenbelt, e que é o principal autor de um artigo sobre o estudo publicado na Proceedings of the National Academy of Sciences.

quarta-feira, 4 de maio de 2011

"Chuva de estrelas" Eta Aquaridas, meteoros do cometa Halley

O cometa Halley orbita o sol uma vez a cada 76 anos. Cada vez que oscila pelo sol, o calor solar intenso evapora cerca de 6 metros de gelo e rochas do núcleo. As partículas de detritos, com o tamanho de grãos de areia, espalham-se ao longo da órbita do cometa, enchendo-a com pequenos meteoróides. - Crédito: NASA

Estamos na época dos meteoros Eta Aquaridas. Em 2011, o pico ocorrerá na noite de 5 de Maio e na manhã do dia 6 de Maio. A lua nova vai ajudar escurecer o céu, permitindo uma boa visualização, que será melhor no hemisfério sul.
Cada meteoro Eta Aquaridas é um pedacinho do cometa Halley. Este cometa proporciona uma chuva de meteoros duas vezes por ano, quando o nosso planeta passa pela nuvem de escombros que ele deixa. Em Maio temos a Eta Aquaridas e em Outubro a Oriónidas.

A chuva de meteoros Eta Aquaridas parece vir da constelação de Aquário - Crédito: NASA

O cometa Halley é visível da Terra, aproximadamente a cada 76 anos. A última visita foi em 1986 e não será visível novamente até meados de 2061. A chuva de meteoros anual Eta Aquarida tem este nome porque o radiante ou a direção da origem dos meteoros parece ser a constelação de Aquário.


Fonte: NASAScience

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Cientistas descobrem novo tipo de mineral num meteorito da Antárctida

NASA e outros pesquisadores dos Estados Unidos, Coreia do Sul e Japão descobriram um novo mineral chamado "Wassonite" num dos meteoritos historicamente mais significativos, recuperados na Antárctida em Dezembro de 1969. O meteorito foi descoberto no mesmo ano que os meteoritos Allende e Murchison e das primeiras amostras lunares Apollo.

O novo mineral Wassonite foi descoberto dentro do meteorito, oficialmente designado por Yamato 691 chondrite enstatita, encontrado na Antárctida - Fonte: Centro Espacial Johnson (NASA)

Provavelmente o meteorito foi originado a partir de uma órbita de asteróides entre Marte e Júpiter. Wassonite é um dos mais pequenos, mas dos mais importantes, minerais identificados na amostra de 4,5 biliões de anos. O mineral passou a fazer parte da lista dos 4.500 aprovados oficialmente pela Associação Internacional de Mineralogia.
Wassonite é um mineral formado a partir de enxofre e titânio, e possui uma estrutura cristalina única não observada na natureza.
Em 1969, os membros da Expedição Japonesa da Antarctic Research descobriram 9 meteoritos numa zona das montanhas Yamato, na Antárctida. Foi a primeira recuperação significativa de meteoritos na Antárctida e com amostras de vários tipos diferentes. Como resultado, os Estados Unidos e o Japão realizaram uma busca sistemática de meteoritos na região, recuperando mais de 40.000 exemplares, inclusive meteoritos extremamente raros de Marte e da Lua.
O novo mineral Wassonite estava cercado por mais sais minerais desconhecidos que estão sendo investigados. O mineral tem uma largura inferior a um centésimo da largura de um cabelo humano ou 50x450 nanómetros. Foi descoberto com o microscópio electrónico de transmissão da NASA, que é capaz de isolar os grãos de Wassonite e determinar sua composição química e estrutura atómica.
Os meteoritos, e os minerais dentro delas, ajudam na compreensão da formação e da história do sistema solar.
Fonte: Centro Espacial Johnson (NASA)

domingo, 6 de março de 2011

Cientista afirma ter encontrado restos de vida extraterrestre num meteorito

Richard Hoover, cientista da Nasa, publicou um artigo no periódico Journal of Cosmology (acesso livre) onde anunciou ter encontrado evidências de fósseis de vida extraterrestre, em fragmentos de meteoritos.
Hoover analisou as superfícies interiores de vários tipos de meteoritos condritos carbonáceos (Alais, Ivuna e Orgueil) CII, que são os mais primitivos de todos os meteoritos conhecidos e que podem conter água e material orgânico
Utilizando Microscopia Eletrónica de Varredura (FESEM), Hoover observou imagens de grandes filamentos complexos, que considerou semelhantes a cianobactérias.

Filamento de bactéria fossilizada indígena encontrado no meteorito CII Ivuna, de acordo com a publicação de Richard Hoover - (Imagem- reprodução)

Os estudos realizados levaram à conclusão de que os filamentos encontrados nos meteoritos CII são fósseis indígenas, que Hoover acredita que tiveram origem fora da Terra. Segundo o cientista, estas bactérias fossilizadas não são contaminantes terrestres, mas são os restos fossilizados de organismos vivos que viviam nos corpos celestes de que resultaram os meteoritos, por exemplo, cometas, luas e outros corpos celestes, quando a água líquida estava presente, muito antes dos meteoritos entrarem na atmosfera da Terra.
Para Richard Hoover, "Esta descoberta tem implicações directas na distribuição da vida no Cosmos e a possibilidade de vida microbiana nos regimes de água líquida de núcleos de cometas que viajam dentro da órbita de Marte e em luas geladas com oceanos de água líquida, como Europa e Enceladus".
Atendendo ao carácter controverso da descoberta, a comunidade científica foi convidada a analisar os resultados e a fazer comentários críticos.
Fonte: ÚltimoSegundo / Artigo de Richard Hoover

Link relacionado:
Nasa refuta pesquisa de bactéria extraterrestre   (actualizado em 7/03/2011)
O homem é descendente de formas de vida alienígena?