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quinta-feira, 26 de abril de 2012

Correntes oceânicas quentes são as maiores responsáveis pelo degelo na Antárctida

A animação mostra a circulação das correntes oceânicas em torno das plataformas de gelo da Antárctida ocidental. As plataformas flutuantes estão indicados pela cores do arco-íris; vermelho onde é mais espessa (maior do que 550 metros), enquanto que o azul significa mais fina (inferior a 200 metros) - Crédito: NASA / Goddard CGI Lab

Um novo estudo da NASA, usando medições de satélite, revelou que o degelo que está a acontecer recentemante na Antárctida se deve, sobretudo, às correntes oceânicas quentes em contacto com a base das plataformas de gelo flutuante do continente austral.
Sabe-se que as plataformas de gelo descongelam devido à acção das correntes oceânicas quentes na sua base, mas também com o ar quente em contacto com a sua parte superior.
Uma equipa internacional de cientistas quis saber qual destas duas causas de fusão de gelo tem maior impacto nas plataformas de gelo austrais e combinou modelos e medições do satélite Ice, Cloud, and land Elevation Satellite (ICESat), da NASA. A sua descoberta foi publicada ontem (25) na revista Nature e poderá ser um contributo para projecções mais fiáveis sobre a futura subida do nível do mar.

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

O nascimento de um grande iceberg na Antárctida

Uma grande fractura é claramente visível em toda a plataforma de gelo flutuante do glaciar de Pine Island, na Antárctida. A fractura pode partir-se nos próximos meses e formar um iceberg com cerca de 800 quilómetros quadrados - Crédito: NASA / Michael Studinger

Em Outubro de 2011, cientistas do programa IceBridge da NASA descobriram uma enorme fenda no glaciar Pine Island, no oeste da Antárctida. Esta fractura, que atravessa a plataforma de gelo flutuante do glaciar, estende-se por 29 Km de comprimento e com 50 metros de profundidade, poderá produzir um iceberg com mais de 800 Km quadrados de tamanho.