A animação mostra a circulação das correntes oceânicas em torno das plataformas de gelo da Antárctida ocidental. As plataformas flutuantes estão indicados pela cores do arco-íris; vermelho onde é mais espessa (maior do que 550 metros), enquanto que o azul significa mais fina (inferior a 200 metros) - Crédito: NASA / Goddard CGI Lab
Um novo estudo da NASA, usando medições de satélite, revelou que o degelo que está a acontecer recentemante na Antárctida se deve, sobretudo, às correntes oceânicas quentes em contacto com a base das plataformas de gelo flutuante do continente austral.
Sabe-se que as plataformas de gelo descongelam devido à acção das correntes oceânicas quentes na sua base, mas também com o ar quente em contacto com a sua parte superior.
Uma equipa internacional de cientistas quis saber qual destas duas causas de fusão de gelo tem maior impacto nas plataformas de gelo austrais e combinou modelos e medições do satélite Ice, Cloud, and land Elevation Satellite (ICESat), da NASA. A sua descoberta foi publicada ontem (25) na revista Nature e poderá ser um contributo para projecções mais fiáveis sobre a futura subida do nível do mar.
