Bonita animação de SnakeForcePictures onde biliões de quilómetros do Sistema Solar são percorridos numa viagem interplanetária de 10 minutos.
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segunda-feira, 26 de agosto de 2013
Viagem no Sistema Solar em dez minutos
Bonita animação de SnakeForcePictures onde biliões de quilómetros do Sistema Solar são percorridos numa viagem interplanetária de 10 minutos.
quarta-feira, 9 de janeiro de 2013
Astrónomos descobrem possível cinturão de asteróides em torno da estrela Vega
Os telescópios espaciais Spitzer e Herschel detectaram evidências de um cinturão de asteróides à volta de Vega, a estrela mais brilhante da constelação de Lira, localizada a 25 anos-luz do nosso Sistema Solar - Crédito: NASA/JPL-Caltech
Com base em dados dos telescópios espaciais Spitzer, da NASA, e Herschel, da ESA, os astrónomos descobriram o que parece ser um grande cinturão (cintura) de asteróides em torno da estrela Vega, a segunda estrela mais brilhante no céu nocturno do hemisfério norte. A descoberta deste anel de detritos circundando Vega torna esta estrela semelhante à estrela Fomalhaut.
Os dados são consistentes para as duas estrelas, ambas com cinturões internos quentes e cinturões frios externos, separados por um espaço. Esta estrutura é semelhante ao que se passa no nosso próprio Sistema Solar, com o cinturão interno de asteróides e o cinturão externo de Kuiper.
sábado, 12 de maio de 2012
O Sol está a mover-se mais devagar do que se pensava
As estrelas deslocam-se através da galáxia, rodeadas por uma bolha de gás carregado e campos magnéticos, chamada astroesfera ou helioesfera, no caso do Sol. Esta imagem mostra alguns exemplos de astroesferas que são muito fortes, são visíveis e apresentam onda de choque - Crédito: NASA / Goddard Space Flight Center
Os novos dados divulgados pelo satélite Interstellar Boundary Explorer (IBEX), da NASA, indicam que o Sol está a mover-se na Via Láctea mais devagar do que se pensava.
Desde os anos de 1980, os cientistas de um modo geral aceitavam que a heliosfera - a bolha de gás e campos magnéticos gerados pelo Sol - se move através do espaço, criando três níveis de limites distintos que culminam numa onda de shock à frente, tal como o estrondo sonoro criado à frente de um jacto supersónico ou as ondas criadas na frente da proa de um barco deslocando-se velozmente na água.
A Terra também tem uma dessas ondas de choque no lado do seu campo magnético voltado para o Sol, assim como outros planetas e estrelas. No entanto, os novos dados do satélite IBEX revelam que o sol não tem onda de choque, precisamente aquela que resultaria do movimento da heliosfera através do material galáctico local.
quarta-feira, 18 de abril de 2012
Cientistas não encontram, à volta do Sol, a matéria escura que esperavam
Ilustração da distribuição de matéria escura esperada em torno da Via Láctea ( halo de matéria azul). A matéria escura foi introduzida, pela primeira vez, pelos astrónomos para explicar as propriedades de rotação da galáxia e faz agora parte integrante das actuais teorias de formação e evolução de galáxias. As novas medições mostram que a quantidade de matéria escura numa grande região em volta do Sol é muito menor do que a prevista e indicam que afinal não existe matéria escura significativa na vizinhança do Sol - Crédito: ESO/L. Calçada
Um novo estudo sobre o movimento das estrelas na Via Láctea, divulgado pelo Observatório Europeu do Sul (ESO, na sigla em inglês), revelou que não há evidências da existência de grandes quantidades de matéria escura à volta do Sol.
De acordo com as teorias geralmente aceites, a vizinhança do Sol deveria estar cheia de matéria escura, a matéria invisível misteriosa que só pode ser detectada de modo indirecto pela força gravitacional que exerce.
Mas a pesquisa de uma equipa de astrónomos do Chile - considerada a mais precisa até agora - descobriu que estas teorias não explicam os dados observados, o que pode significar que tentativas de detectar directamente partículas de matéria escura na Terra dificilmente serão bem sucedidas.
domingo, 29 de janeiro de 2012
Meteorologia espacial: erupção solar e CME
O Observatório Solar e Heliosférico (SOHO) captou a imagem de uma ejecção de massa coronal (CME) associada com uma erupção solar de classe X1.8, em 27 Janeiro de 2012, que não parece vir directa à Terra. Crédito: NASA/SOHO
A mancha solar 1402 continua activa e desencadeou uma explosão de classe X1.8, em 27 de Janeiro de 2012. No entanto, a mancha está a mover-se para o lado mais afastado do Sol, devido ao seu movimento de rotação. Deste modo, a explosão não foi dirigida directamente para a Terra.
A explosão também produziu uma ejecção de massa coronal espetacular (CME). O vídeo do Observatório Solar e Heliosférico (SOHO) mostra a nuvem afastando-se do sol a 2500 km/s.
Modelos a partir do Goddard Space Weather Center, da NASA, prevêem que a CME passará ao lado da Terra, em 30-31 de Janeiro.
O satélite GOES da NOAA também detectou a emissão de partículas (protões) solares energéticas (SEP) e que ainda estão a afectar a Terra hoje. Segundo a NOAA, é uma tempestade de radiação classe S2, não muito severa. Mesmo assim, pode afectar naves espaciais e satélites.
A imagem do satélite SOHO mostra manchas e estrias que resultam dos choques de protões energéticos nas câmaras a bordo da nave. Nota-se um aumento de impactos em 27 de Janeiro, após a CME pelas 19.30 h. O satélite também captou o planeta Mercúrio, à direita.

Crédito: SOHO
A actual tempestade de radiação, provavelmente terminará hoje, mais tarde.Fonte: Space Weather.com / NASA
Link relacionado:
Classificando erupções solares (em inglês)
terça-feira, 6 de dezembro de 2011
A nave espacial Voyager 1 atingiu nova região no final do Sistema Solar
A nave espacial Voyager 1, da NASA, entrou na região de estagnação, entre o nosso Sistema Solar e o espaço interestelar, onde ela deverá entrar dentro de poucos meses ou anos - Crédito: NASA/JPL-Caltech
A nave espacial Voyager 1, da NASA, entrou numa nova região entre o nosso Sistema Solar e o espaço interestelar, que os cientistas chamam de "stagnation region" (região de estagnação).
Na região de estagnação, o vento de partículas carregadas que flui para fora do nosso Sol abrandou e voltou-se para o interior, pela primeira vez, o campo magnético do Sistema Solar aumentou de intensidade e as partículas de maior energia do interior do nosso Sistema Solar parecem estar a sair para o espaço interestelar.
Ao mesmo tempo, a Voyager detectou um fluxo 100 vezes maior de electrões vindos do espaço interestelar, o que é outra indicação da aproximação da fronteira.
quarta-feira, 26 de outubro de 2011
Éris, o planeta-anão gémeo de Plutão
Ilustração do distante planeta-anão Éris. Novas observações mostraram que Éris tem quase o mesmo tamanho de Plutão. Éris é extremamente reflector e sua superfície está coberta de gelo, provavelmente formado a partir de restos congelados de sua atmosfera - Crédito: ESO/L. Calçada
Astrónomos mediram, pela primeira vez e de modo preciso o diâmetro de Éris, o longínquo planeta-anão do Sistema Solar, no momento em que ele passou em frente de uma estrela de luminosidade baixa, evento conhecido por ocultação (da estrela que foi temporariamente tapada).
A ocultação da estrela ténue, pelo planeta-anão Éris, ocorreu no final de 2010 e foi acompanhada através de vários telescópios, em diversos locais da Terra. As observações indicam que Éris tem uma forma praticamente esférica e é um gémeo quase perfeito de Plutão, em termos de tamanho.
sábado, 27 de agosto de 2011
Grande Mancha Vermelha, a maior tempestade conhecida no Sistema Solar
A Grande Mancha Vermelha de Júpiter foi descoberta no século 17 e, na realidade, é uma tempestade enorme, girando como um ciclone, que ainda está presente na atmosfera do planeta gigante, 300 anos depois.
Diferente de um furacão de baixa pressão no mar das Caraíbas, no entanto, a Grande Mancha Vermelha roda no sentido contrário dos ponteiros do relógio (sentido anti-horário) no hemisfério sul, mostrando que é um sistema de alta pressão. Nesta tempestade os ventos podem atingir velocidades de cerca de 270 mph.
A Mancha Vermelha é a maior tempestade conhecida no Sistema Solar. Com um comprimento cerca de 25.000 Km, tem quase o dobro do tamanho da Terra e um sexto do diâmetro do próprio Júpiter.
A longa duração da Grande Mancha Vermelha pode ser devida ao facto de que Júpiter é, sobretudo, um planeta gasoso. Possivelmente tem camadas líquidas, mas não tem uma superfície sólida para dissipar a energia da tempestade, assim como acontece quando um furacão alcança terra no nosso planeta.
Fonte: Photojournal da NASA
A Mancha Vermelha de Júpiter muda a sua forma, tamanho e cor, às vezes dramaticamente. As alterações podem ser vistas, em alta resolução, nas imagens obtidas pelo Telescópio Espacial Hubble e apresentadas pela equipa do projecto Hubble Heritage. O mosaico apresenta uma série de imagens da Grande Mancha Vermelha obtidas pelo Hubble entre 1992 e 1999 - Crédito: Hubble Heritage Team (STScI/AURA/NASA) and Amy Simon (Cornell U.)
Diferente de um furacão de baixa pressão no mar das Caraíbas, no entanto, a Grande Mancha Vermelha roda no sentido contrário dos ponteiros do relógio (sentido anti-horário) no hemisfério sul, mostrando que é um sistema de alta pressão. Nesta tempestade os ventos podem atingir velocidades de cerca de 270 mph.
A Mancha Vermelha é a maior tempestade conhecida no Sistema Solar. Com um comprimento cerca de 25.000 Km, tem quase o dobro do tamanho da Terra e um sexto do diâmetro do próprio Júpiter.
A longa duração da Grande Mancha Vermelha pode ser devida ao facto de que Júpiter é, sobretudo, um planeta gasoso. Possivelmente tem camadas líquidas, mas não tem uma superfície sólida para dissipar a energia da tempestade, assim como acontece quando um furacão alcança terra no nosso planeta.
Fonte: Photojournal da NASA
quarta-feira, 13 de julho de 2011
Neptuno completou a 1ª órbita desde que foi descoberto
Estas quatro imagens de Neptuno foram tiradas pelo Telescópio Espacial Hubble durante a rotação de 16 horas do planeta, em 25-26 de Junho de 2011. Os instantâneos foram obtidos em intervalos de aproximadamente quatro horas, oferecendo uma visão completa do planeta azul-verde. As imagens revelam nuvens de alta altitude nos hemisférios norte e sul. As nuvens são compostas de cristais de gelo de metano. Comemoram a primeira órbita do planeta desde que foi descoberto há 165 anos - Crédito: NASA, ESA, and the Hubble Heritage Team (STScI/AURA)
Neptuno, o planeta gasoso mais distante do Sistema Solar, completou nesta terça-feira (12) a primeira órbita à volta do Sol desde que foi descoberto há 165 anos.
Para comemorar o evento, o Telescópio Espacial Hubble tirou algumas "fotos de aniversário" do planeta gigante azul-esverdeado.Neptuno foi descoberto pelo astrónomo alemão Johann Galle, em 23 de Setembro de 1846. Com esta descoberta, o nosso Sistema Solar ficou com o dobro do tamanho que tinha nessa altura. O planeta está a 4,5 biliões de km do Sol e é 30 vezes maior que a Terra. Completa uma volta aproximadamente a cada 165 anos.
terça-feira, 12 de julho de 2011
O nosso Sol hoje
O vídeo mostra a actividade solar nas primeiras horas de hoje, 12 de Julho de 2011. Numa região activa, a leste do Sol, o plasma elevou-se muito acima da superfície solar, mas como não tinha a velocidade de escape necessária, a maioria do plasma voltou a cair sobre o Sol
Ontem (11), a região activa 1249 produziu uma erupção solar de classe C. O vídeo mostra a explosão em três comprimentos de onda diferentes.
segunda-feira, 27 de junho de 2011
Titã 'cortado' pelos anéis de Saturno
Titã atravessado pelos anéis de Saturno - Crédito: NASA / JPL / Space Science Institute
Nesta imagem da sonda Cassini, os anéis de Saturno parecem cortar Titã, a sua maior lua (5.150 km de diâmetro). São visíveis, no equador, áreas com albedo escuro e no pólo norte (parte superior) uma capa de nevoeiro.
A imagem foi tirada com a câmera da sonda Cassini, em 12 de Maio de 2011, a uma distância de aproximadamente 2,3 milhões de quilómetros de Titã.
Fonte: Photojournal/NASA
sexta-feira, 24 de junho de 2011
Missão Juno para explorar Júpiter
Com lançamento programado para 5 de Agosto de 2011, a nave espacial Juno deverá chegar a Júpiter, em 2016, para estudar o planeta gigante a partir de uma órbita polar elíptica, a partir de 5.000 Km do topo das nuvens, na maior aproximação.
O objectivo principal da missão é compreender melhor a origem e evolução de Júpiter. Para isso, durante um ano, a sonda vai investigar as origens do planeta, a estrutura interior, a atmosfera profunda e magnetosfera. Este estudo de Júpiter pode ajudar a entender a história do nosso próprio Sistema Solar e proporcionar uma nova visão sobre como se formam e desensenvolvem os sistemas planetários, na nossa galáxia e noutras.
Juno é a segunda de quatro missões espaciais a lançar este ano. Aquarius partiu a 10 de Junho para estudar a salinidade dos oceanos, seguindo-se Graal, em 8 de Setembro, para estudar o campo de gravidade lunar. Por último, Mars Science Laboratory e o robô Curiosity serão enviados para Marte, por volta de 25 de Novembro.
Mais informações sobre a missão Juno em http://missionjuno.swri.edu/ (em inglês)
Fonte: NASA/Juno
A sonda Juno passa em frente a Júpiter (ilustração). Juno, a segunda missão no programa New Frontiers (Novas Fronteiras), da NASA, irá melhorar a nossa compreensão do sistema solar - Crédito: NASA / JPL-Caltech
O objectivo principal da missão é compreender melhor a origem e evolução de Júpiter. Para isso, durante um ano, a sonda vai investigar as origens do planeta, a estrutura interior, a atmosfera profunda e magnetosfera. Este estudo de Júpiter pode ajudar a entender a história do nosso próprio Sistema Solar e proporcionar uma nova visão sobre como se formam e desensenvolvem os sistemas planetários, na nossa galáxia e noutras.
Juno é a segunda de quatro missões espaciais a lançar este ano. Aquarius partiu a 10 de Junho para estudar a salinidade dos oceanos, seguindo-se Graal, em 8 de Setembro, para estudar o campo de gravidade lunar. Por último, Mars Science Laboratory e o robô Curiosity serão enviados para Marte, por volta de 25 de Novembro.
Mais informações sobre a missão Juno em http://missionjuno.swri.edu/ (em inglês)
Fonte: NASA/Juno
terça-feira, 21 de junho de 2011
Erupção solar e ejecção de massa coronal no solstício de verão
Halo da ejecção de massa coronal (CME) captado pelo Observatório Solar e Heliosférico (SOHO) - Créditp: NASA/SOHO
Na noite de 20 para 21 de Junho, verificou-se uma erupção solar classe C (é relativamente pequena) de longa duração, associada a uma ejecção de massa coronal (CME), que foi registada pela nave espacial SOHO. Esta massa solar está a mover-se em direcção à Terra, a cerca de 800 Km/s. Espera-se que o efeitos geomagnéticos e possíveis auroras na Terra sejam moderados, surgindo em 23 de Junho.
Fonte: NASA
segunda-feira, 13 de junho de 2011
Sonda Dawn aproxima-se do asteróide Vesta
Os cientistas que trabalham com a sonda Dawn, da NASA, criaram um novo vídeo mostrando o gigantesco asteróide Vesta enquanto a nave espacial se aproxima do objecto no cinturão de asteróides, e onde já se começa a notar alguns detalhes da superfície.
As imagens mostram uma estrutura escura, perto do equador de Vesta, que se move da esquerda para a direita através do campo de visão, à medida que o asteróide roda. O pólo sul de Vesta é o canto inferior direito, na posição das 5 horas.
quinta-feira, 9 de junho de 2011
Bolhas magnéticas na orla do Sistema Solar, sugerem os dados das sondas Voyager
Analisando os dados das sondas Voyager da NASA com um novo modelo de computador, os cientistas descobriram que o campo magnético solar, na orla do nosso Sistema Solar, é constituído por bolhas magnéticas de aproximadamente 160 milhões de Km de largura, formando uma espécie de espuma de bolhas magnéticas. As bolhas são criadas quando as linhas de campo magnético se reorganizam.
Os resultados são descritos na edição de 9 de Junho (hoje) da revista científica Astrophysical Journal.
A Voyager 1 entrou na "zona de espuma" por volta de 2007, e a Voyager 2, um ano depois. Elas encontram-se na região de fronteira, a heliosfera, prestes a sair do Sistema Solar. Nesta área, o vento solar e o campo magnético solar são afectados pelo material expelido por outras estrelas da nossa galáxia.
De acordo com o astrónomo Merav Opher, da Universidade de Boston, "O campo magnético do Sol estende-se até à orla do Sistema Solar. Como ele gira, o seu campo magnético fica distorcido e enrugado, um pouco como a saia de uma bailarina. Bastante longe do Sol, onde se encontram as Voyager agora, os folhos das saias estão em cima".
A compreensão da estrutura do campo magnético solar permitirá que os cientistas possam explicar como os raios cósmicos galácticos entram no nosso Sistema Solar e ajudando, também, a definir como a nossa estrela interage com o resto da galáxia.
Esta animação mostra o efeito do novo cenário de raios cósmicos galácticos. Os limites da heliosfera são muito importantes para proteger o interior do sistema solar a partir do fluxo de raios cósmicos galácticos. O heliopausa, a última região que nos separa do resto da galáxia, age mais como uma membrana que é permeável a raios cósmicos galácticos do que um escudo que desvia as partículas energéticas. Os raios cósmicos galácticos lentamente vagueam na heliosfera e podem ficar retidos no mar de bolhas magnéticas.
Fonte: NASA / ScienceDaily
Os resultados são descritos na edição de 9 de Junho (hoje) da revista científica Astrophysical Journal.
As bolhas magnéticas na orla do Sistema Solar têm cerca de 160 milhões de Km de largura, semelhante à distância entre a Terra e o Sol - Crédito: NASA
A Voyager 1 entrou na "zona de espuma" por volta de 2007, e a Voyager 2, um ano depois. Elas encontram-se na região de fronteira, a heliosfera, prestes a sair do Sistema Solar. Nesta área, o vento solar e o campo magnético solar são afectados pelo material expelido por outras estrelas da nossa galáxia.
As duas visões da heliosfera, a antiga (esquerda) e a nova (direita). As espirais vermelhas e azuis representam as linhas de campo magnético de modelos ortodoxos. As informações das sondas Voyager acrescentaram a "espuma magnética" na orla do Sistema Solar (direita)- Crédito: NASA
De acordo com o astrónomo Merav Opher, da Universidade de Boston, "O campo magnético do Sol estende-se até à orla do Sistema Solar. Como ele gira, o seu campo magnético fica distorcido e enrugado, um pouco como a saia de uma bailarina. Bastante longe do Sol, onde se encontram as Voyager agora, os folhos das saias estão em cima".
A compreensão da estrutura do campo magnético solar permitirá que os cientistas possam explicar como os raios cósmicos galácticos entram no nosso Sistema Solar e ajudando, também, a definir como a nossa estrela interage com o resto da galáxia.
Crédito: NASA
Esta animação mostra o efeito do novo cenário de raios cósmicos galácticos. Os limites da heliosfera são muito importantes para proteger o interior do sistema solar a partir do fluxo de raios cósmicos galácticos. O heliopausa, a última região que nos separa do resto da galáxia, age mais como uma membrana que é permeável a raios cósmicos galácticos do que um escudo que desvia as partículas energéticas. Os raios cósmicos galácticos lentamente vagueam na heliosfera e podem ficar retidos no mar de bolhas magnéticas.
Fonte: NASA / ScienceDaily
quarta-feira, 8 de junho de 2011
Matérias-primas para fazer planetas
Disco protoplanetário - Crédito: NASA/JPL-Caltech
Ilustração mostrando gás e poeiras, as matérias-primas para fazer os planetas, girando à volta de uma estrela jovem.
Os planetas do Sistema Solar formaram-se a partir de um disco semelhante - disco protoplanetário - de gás e poeira captada por nosso Sol.
Fonte: NASA
terça-feira, 7 de junho de 2011
Explosão solar espectacular
Ejecção de massa coronal vista pelo SDO em 7 de Junho de 2011 - Crédito: NASA/SDO
Na madrugada de hoje, 7 de Junho de 2011, todos os observatórios espaciais solares da Nasa registaram uma grande explosão solar. Verificou-se uma erupção solar do tipo M-2 (média), uma tempestade de radiação de classe S1 (menor) e uma ejecção espectacular de massa coronal (CME), a partir das manchas solares complexas 1226-1227. A grande nuvem de partículas dispersou-se no espaço e caiu de volta, cobrindo uma área de quase metade da superfície solar.
O Observatório Solar Dinâmico (SDO) gravou as imagens em luz ultravioleta extrema que mostram uma erupção muito grande de gás frio. É algo único, pois em muitos lugares na erupção parece haver material a temperaturas inferiores a 80.000 K.
O vídeo mostra o evento em vários comprimentos de onda. Na primeira parte é visto em 304 Angstrom e na parte final é composto (comprimentos de onda 211, 193 e 171), com um gráfico do satélite GOES-15 no topo, mostrando as correspondentes medidas de raios-X do evento.
Quando visto no Observatório Solar e Heliosférico (SOHO), o evento mostra plasma brilhante e partículas de alta energia saindo do Sol e pode ser observado aqui.
Os Observatórios STEREO também gravaram a expansão da massa coronal, vista de cada lado do Sol. As imagens podem ser vistas aqui.
A massa coronal ejectada não se dirige directamente para a Terra, mas deve afectar o nosso planeta, podendo gerar algumas auroras.
Mais informações em SpaceWeather.com
Fonte: NASA
quinta-feira, 19 de maio de 2011
Filamento solar e plasma dançante registados pelo SDO
Na madrugada de 17 de Maio de 2011, Solar Dynamics Observatory captou um belo filamento solar que lançou uma nuvem de plasma para o espaço. Esta ejecção de massa coronal não foi dirigida à Terra, mas provavelmente vai interagir com o campo magnético da Terra, dois dias depois (19 de Maio), criando algumas bonitas auroras.
A segunda parte do vídeo é relativa a 18 de Maio de 2011 e mostra algum plasma dançando e mais plasma a cair, de volta na superfície do Sol. O plasma não se liberta da atracção gravitacional do Sol, tal como já aconteceu no início de Maio.
domingo, 8 de maio de 2011
Descoberto um dos primeiros minerais formados no Sistema Solar
Uma equipa de cientistas anunciou, no jornal periódico American Mineralogist, a descoberta de um novo mineral, krotite, um dos primeiros minerais formados no nosso sistema solar.
O mineral foi encontrado numa inclusão (grão) invulgar do meteorito (NWA 1934), no noroeste da África. Esta é uma inclusão refractária e supõe-se que as inclusões deste tipo constituem os primeiros materiais planetários formados no nosso sistema solar, antes da formação da Terra e dos outros planetas.
Grão "Ovo Rachado", cujo principal componente é o krotite, contido no Meteorito NWA 1934 - Crédito: Photo Copyright © California Institute of Technology - Creative Commons Non-Commercial Share Alike Licence - Some Rights Reserved
O mineral foi encontrado numa inclusão (grão) invulgar do meteorito (NWA 1934), no noroeste da África. Esta é uma inclusão refractária e supõe-se que as inclusões deste tipo constituem os primeiros materiais planetários formados no nosso sistema solar, antes da formação da Terra e dos outros planetas.
quarta-feira, 4 de maio de 2011
Trânsito lunar captado pelo SDO
Na manhã de ontem, 3 de Maio, a nave espacial SDO da NASA foi observou um trânsito lunar, com a Lua passando entre ela e o sol. Com as câmeras de alta resolução podem ver-se montanhas subtis iluminadas pela atmosfera do Sol.
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