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terça-feira, 3 de setembro de 2013

Grande tempestade de Saturno revela água no interior profundo da atmosfera do planeta

Imagens da missão Cassini, da NASA, mostrando o poder da tubulência de uma gigantesca tempestade em Saturno. A imagem Cassini de luz visível na parte de trás, obtida em 25 de Fevereiro de 2011, mostra as nuvens turbulentas produzidas através de Saturno. A imagem em infravermelho inserida, obtida no dia anterior, mostra gelo de água e amónia de profundidade trazidos para a atmosfera de Saturno - Crédito: NASA / JPL-Caltech / SSI / Univ. of Arizona / Univ. de Wisconsin 

No final de 2010, a sonda Cassini detectou uma monstruosa e turbulenta tempestade que rodeou o hemisfério norte de Saturno, numa banda à volta de 33 graus norte, e com uma extensão de mais de 300.000 Km.
Um novo estudo, publicado na revista Icarus, revela que a gigantesca tempestade fez subir água gelada a partir das grandes profundidades da atmosfera de Saturno.
A descoberta resultou das medições em infravermelho próximo da sonda Cassini. É a primeira vez que se detecta gelo de água em Saturno. A água tem origem nas camadas profundas da atmosfera do Planeta Vermelho.
O novo estudo baseia-se nos dados colhidos, em 24 de Fevereiro de 2011, pelo espectrómetro de mapeamento visual e infravermelho da Cassini. A equipa de cientistas, liderada por Lawrence Sromovsky, da Universidade de Wisconsin, descobriu que as partículas das nuvens, no topo da grande tempestade, são compostas por uma mistura de água gelada, gelo de amónia, e um terceiro elemento incerto, possivelmente, hidrossulfeto de amónio.

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Titã e o seu colar invulgar

Titã, a maior lua de Saturno, observada pela sonda Cassini, em 13 de Abril de 2013 - Crédito: NASA/JPL-Caltech/Space Science Institute

Nesta imagem da sonda Cassini, Titã surge com uma banda escura à volta na região polar norte, como se fosse um colar tornado visível em luz ultravioleta. Colares polares já tinham sido vistos antes pelo Telescópio Espacial Hubble e também a sonda Votager 2.
Os cientistas acreditam que este colar é de natureza sazonal. O verão está a chegar lentamente a Saturno e a sonda Cassini estuda as mudanças que vão ocorrendo no planeta dos anéis e nas suas luas.
Cassini captou a imagem, em 13 de Abril de 2013, a uma distância de 1.800 mil quilómetros da lua Titã, que tem o Norte para cima e rodado 32º para a direita.
Fonte: NASA/Photojournal

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Terra acena e sorri para Saturno ao ser fotografada pela sonda Cassini

Pessoas de todo o mundo - mais de 40 países e 30 estados dos EUA - compartilharam mais de 1.400 imagens de si mesmos como parte da onda em Saturno, um evento organizado pela missão Cassini da NASA - Crédito: NASA / JPL-Caltech

Como parte do evento "Wave at Saturn" (Onda em Saturno) organizado pela equipa de cientistas que fazem parte da missão Cassini, da NASA, pessoas de mais de 40 países em todo o mundo e 30 estados dos Estados Unidos compartilharam mais de 1.400 imagens delas próprias em celebração.
O evento, em 19 de Julho de 2013, marcou o dia em que a sonda Cassini se voltou em direcção à Terra e fotografou o nosso planeta e toda a sua vida e, agora, faz parte de um mosaico maior do sistema de Saturno.
Homenageando toda a humanidade, a equipa da missão Cassini reuniu e fez uma colagem com as imagens compartilhadas, tendo como base uma imagem da Terra.
"Obrigada a todos vocês, próximos e distantes, velhos e jovens, que se juntaram à missão Cassini para marcar a primeira vez que os habitantes da Terra souberam, com antecedência, que a sua imagem estava a ser captada desde distâncias interplanetárias", disse Linda Spilker, cientista do projeto Cassini no Jet Propulsion Laboratory da NASA, em Pasadena, na Califórnia.
"Como a Terra é muito pequena nas imagens da Cassini para poder distinguir individualmente qualquer ser humano, a missão fez esta colagem para que possamos celebrar todas as mãos acenando, pernas erguidas, rostos sorridentes e obras de arte".
Fonte: NASA

segunda-feira, 22 de julho de 2013

O "pequeno ponto azul" visto de Saturno

Imagem única, obtida em 19 de Julho de 2013, em que a sonda Cassini captou os anéis de Saturno, o nosso planeta Terra e a Lua no mesmo quadro - Crédito: NASA / JPL-Caltech / Space Science Institute

Imagem rara a cores obtida pela câmara grande angular da sonda Cassini, da NASA, em 19 de Julho de 2013, onde os anéis de Saturno, o nosso planeta Terra e sua Lua surgem no mesmo enquadramento. O nosso planeta surge como um "pequeno ponto azul", com uma ténue saliência do lado direito, que é a Lua.
Nas imagens Cassini, a Terra e a Lua aparecem como simples pontos - a Terra em azul pálido e a Lua a branco - visíveis entre os anéis de Saturno.
As imagens foram tiradas combinando filtros de cores vermelho, verde e azul para dar uma visão de cor natural. A sonda Cassini encontrava-se a cerca de 1212 mil km de Saturno e a 1.440 milhões km da Terra.
Foi a primeira vez que uma câmera de alta resolução da Cassini captou a Terra e a sua lua como dois objectos distintos. Os dois podem ser claramente vistos na imagem seguinte, que foi ampliada cinco vezes.

Duas luas na noite em Saturno

Mimas e Pandora, luas de Saturno, vistas juntas nesta imagem da sonda Cassini, da NASA, em 14 de Maio de 2013.
Por ser mais pequena, Pandora não tem a gravidade suficiente para adquirir a forma esférica da lua maior, Mimas (396 km de diâmetro). De acordo com os cientistas, a sua forma alongada (cerca de 81 Km de comprimento) pode dar pistas de como ela e outras luas se formaram perto dos anéis de Saturno.
Crédito: NASA/JPL-Caltech/Space Science Institute

domingo, 21 de julho de 2013

Terra e Lua captadas pela sonda Cassini a partir de Saturno

Aqui estamos nós, com os nossos amores, preconceitos, ódios,... Imagem não processada, da Terra iluminada e Lua (pontinho em baixo e à esquerda), captada pela sonda Cassini a partir de Saturno, em 19 de Julho de 2013 - Crédito: Missão Cassini

Imagem não processada da Terra e Lua, vistos pela sonda Cassini sexta-feira (19) a partir de Saturno, à distância de cerca de 898 milhões de quilómetros.
Cassini tirou várias fotografias do sistema de Saturno, e algumas delas captaram a Terra, uma imagem brilhante do nosso planeta com a sua lua (pontinho mais pequeno em baixo), a terceira obtida do sistema solar exterior. Em 1990, a nave Voyager 1 registou o famoso "pale blue dot", a partir de 4 biliões de quilómetros. A segunda foto foi captada pela sonda Cassini, em 2006, a uma distância de 926 milhões de quilómetros.
Em todas as imagens, o tamanho da Terra pouco difere de um pixel mas, tal como afirmou Carl Sagan olhando para esse "pequeno ponto azul", "É aqui! É o nosso lar! Somos nós! Aqui, todos os que amamos, conhecemos ou de quem nunca ouvimos falar, todos os seres humanos que já existiram, viveram as suas vidas!".
De acordo com a NASA, o mosaico final das imagens do sistema de Saturno recentemente captadas - e onde se inclui a Terra - deverá estar completo dentro de "várias semanas".
Mais informações no site da NASA.

sábado, 20 de julho de 2013

Dançando a valsa em Saturno


Bonito vídeo, elaborado por Fabio Di Donato, mostrando mais de 200.000 imagens reais tiradas pela sonda Cassini em torno de Saturno, entre 2005 e 2013, e onde podemos ver os seus magníficos anéis e luas.
A apresentação é acompanhada pela música Jazz Suíte No.2: VI. Waltz 2, de Shostakovich, numa interpretação da Orquestra Sinfónica Armonie, e é dedicada pelo autor a Margherita Hack, astrofísica e escritora sobre ciência, falecida este ano.

terça-feira, 4 de junho de 2013

Auroras de Saturno observadas pelo telescópio Hubble

Primeira imagem de espetaculares auroras de luz ultravioleta rodeando os pólos norte e sul de Saturno, a mais de mil milhas acima do topo das nuvens. A visão foi captada pelo Telescópio Espacial Hubble, em Outubro de 1997, com o planeta dos anéis a 1.300 mil quilómetros da Terra.
Crédito: J.T. Trauger (Jet Propulsion Laboratory) and NASA/ESA

quinta-feira, 2 de maio de 2013

A pequena Enceladus iluminada por Saturno

Enceladus mostra os seus jactos de vapor de água, partículas de gelo e componentes orgânicos do pólo sul, numa bela imagem da sonda Cassini.
A lua, de 504 Km de diâmetro, é vista aqui iluminada pela luz reflectida do gigante planeta dos anéis, a uma distância de cerca de 777.000 quilómetros, em 18 de Janeiro de 2013.
Crédito: NASA/JPL-Caltech/Space Science Institute

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Grande furacão no pólo norte de Saturno fotografado pela sonda Cassini

As imagens do vórtice da tempestade no pólo norte de Saturno foram captadas pela sonda Cassini, em 27 de Novembro de 2012, usando uma combinação de filtros espectrais sensíveis a comprimentos de onda da luz infravermelha. Na imagem, o vermelho indica nuvens baixas e o verde nuvens altas - Crédito: NASA/JPL-Caltech/SSI

A sonda Cassini captou as primeiras imagens, em luz visível, de um furacão gigante rodopiando à volta do pólo norte de Saturno.
Nesta espectacular imagem, em cor falsa, o vórtice giratório da tempestade no pólo norte de Saturno parece uma rosa vermelho escuro de proporções gigantescas, cercada por folhagem verde.
As medições efectuadas pelos cientistas indicam que o olho do furacão tem cerca de 1.250 milhas (2.000 quilómetros) de largura, 20 vezes maior do que o olho de um furacão médio na Terra, e nuvens rodando a velocidades da ordem de 330 milhas por hora (150 metros por segundo).

domingo, 28 de abril de 2013

Saturno está mais brilhante e mais perto da Terra hoje

Aurora boreal de Saturno, vista pela Telescópio Espacial Hubble, em Janeiro de 2004 - Crédito:NASA, ESA, J. Clarke (Boston University), and Z. Levay (STScI)

Nesta noite de domingo (28 de Abril), Saturno brilha mais no céu nocturno. Ele encontra-se o mais próximo da Terra, em seis anos, com o planeta a atingir o seu ponto de oposição, o que acontece quando a Terra fica quase perfeitamente alinhada entre Saturno e o Sol.
Na oposição, Saturno nasce a leste, ao pôr-do-sol, e põe-se a oeste, ao nascer do sol. Assim, o planeta pode ser visto durante toda a noite, bem colocado para visualização. Brilhará assim intensamente durante Abril e Maio de 2013. Poderá ser observado todo o verão, no hemisfério norte.
O gigante planeta dos anéis é considerado o mais belo do Universo conhecido e, com esta sua aproximação à Terra, fica maior e muito mais brilhante, quase com o mesmo brilho de estrelas famosas, como Betelgeuse, a segunda estrela que se vê mais brilhante na constelação de Orion. É um bom momento para apreciar toda a beleza de Saturno e dos seus anéis.
O planeta pode observar-se a olho nu no céu nocturno, a sul, à esquerda da também brilhante estrela azul Spica, na constelação de Virgem, por volta da meia-noite.
No entanto, para quem não tem telescópio, também pode acompanhar a oposição de Saturno, ao vivo online, através do site Slooh Space Camera, que transmite o evento a partir de telescópios nas Ilhas Canárias (Espanha), começando a 1:30 horas (GMT, 29 de Abril).
Um vídeo da NASA sobre Saturno:

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Anéis de Saturno fazem 'chover' no planeta

A imagem ilustra como as partículas de água carregadas fluem na atmosfera de Saturno a partir dos anéis do planeta, causando uma redução no brilho atmosférico (faixas sombreadas). As observações foram feitas com o W.M. Observatório Keck, em Mauna Kea, Havaí - Crédito: NASA/JPL-Caltech/Space Science Institute/University of Leicester

Chove em Saturno e, aparentemente, os anéis do planeta gigante são os culpados, dizem os cientistas num estudo da NASA e da Universidade de Leicester, na Inglaterra.
O novo estudo sugere que minúsculas partículas de gelo que compõem os anéis gelados de Saturno formam a água da chuva que cai sobre certas partes do planeta, influenciando a composição e a estrutura da temperatura de certas partes da atmosfera superior de Saturno.
Essas gotículas criam uma espécie de chuva no planeta (a chuva de anéis), causando uma redução no brilho atmosférico nos locais onde caem.
"Saturno é o primeiro planeta a mostrar uma interacção significativa entre sua atmosfera e sistema de anéis", disse James O'Donoghue, principal autor do estudo publicado na revista Nature. "O principal efeito da chuva de anéis é que age 'apagando' a ionosfera de Saturno. Por outras palavras, esta chuva reduz severamente a densidade de electrões nas regiões em que cai."
Para os cientistas, este estudo poderá ajudar a entender melhor a origem e a evolução do sistema de anéis de Saturno e as mudanças na atmosfera do planeta.

sábado, 16 de março de 2013

Lua Mimas de Saturno, um Pac-Man no espaço

A imagem mostra, à direita, o inesperado e bizarro padrão "Pac-Man" de temperaturas diurnas na superfície da pequena lua de Saturno, Mimas (396 Km de diâmetro), observada em luz visível à esquerda.
O mapa das temperaturas foi obtido a partir de dados recolhidos pela sonda Cassini, que sobrevoou Mimas o mais próximo de sempre, em 13 de Fevereiro de 2010. O mapa mostra uma parte quente à esquerda (em tons amarelo e vermelho) e outra mais fria à direita (onde predomina o azul). As duas áreas estão separadas por uma fronteira acentuada em "V".
Na parte mais fria situa-se a gigante Cratera Herschel, que parece um pouco mais quente que o ambiente à sua volta, e que dá a Mimas a aparência da "Death Star" (Estrela da Morte), do filme "Star Wars."
Crédito: NASA/JPL/GSFC/SWRI/SSI

terça-feira, 12 de março de 2013

Rhea, lua de Saturno, observada pela sonda Cassini

Rhea, lua de Saturno observada em 10 de Março de 2013, pela sonda Cassini, a cerca de 280.317 km - Crédito:NASA/JPL/Space Science Institute

Imagem de Rhea, lua gelada de Saturno. Mostra uma superfície antiga, cheia de crateras resultantes de impactos com muitas rochas espaciais.
A imagem foi obtida em 10 de Março de 2013, e recebida na Terra no mesmo dia, pela sonda Cassini a 280.317 km de distância, durante o seu último voo rasante à lua para medir o campo de gravidade.
Na sua maior aproximação a Rhea, Cassini captou várias imagens da superfície áspera e gelada da lua e também tentou detectar quaisquer detritos de poeira projectados para fora da superfície pelo bombardeamento de minúsculos meteoros, usando o seu analisador de poeira cósmica. Estes dados irão ajudar os cientistas a compreender a taxa a que objectos espaciais estranhos estão a cair no sistema de Saturno.
Fonte: NASA

segunda-feira, 4 de março de 2013

Vénus visto através dos anéis de Saturno

A sonda Cassini capta o planeta Vénus brilhando através dos anéis de Saturno - Crédito:NASA/JPL-Caltech/Space Science Institute

Por entre os anéis de Saturno e através do espaço interplanetário, a sonda Cassini, da NASA, observou o brilhante e nublado planeta terrestre, Vénus. Dada a grande distância, é apenas um pontinho branco, um pouco acima e à direita do centro da imagem.
Vénus, juntamente com Mercúrio, Terra, e Marte, é um dos planetas rochosos "terrestres" do Sistema Solar que orbitam relativamente próximos do Sol.
Embora Vénus tenha uma atmosfera de dióxido de carbono, que atinge cerca de 900 graus Fahrenheit ou 500 graus Celsius e uma pressão de superfície 100 vezes maior que a da Terra, ele é considerado um planeta gémeo do nosso pela semelhança do tamanho, massa, composição rochosa e órbita. Vénus está coberto por espessas nuvens de ácido sulfúrico que o tornam muito brilhante.
A imagem foi captada em 10 de Novembro de 2012, com a sonda a 802.000 quilómetros de Saturno e a 1,42 biliões de quilómetros de Vénus.
Outras imagens do Planeta dos Anéis como este espectacular mosaico de Saturno ou Na Sombra de Saturno, uma das imagens mais populares da Cassini até ao momento.
Fonte: NASA

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Sonda Cassini ajuda a conhecer o nevoeiro acastanhado de Titã

A imagem mostra o primeiro reflexo de luz solar num lago de Titã, lua de Saturno, confirmando a presença de líquido no hemisfério norte da lua, onde os lagos são mais numerosos e maiores que os do hemisfério sul. O Sol só começou a iluminar directamente os lagos do norte com a aproximação do equinócio de Agosto de 2009, quando se inicia a primavera no hemisfério norte de Titã. A imagem foi captada em 8 de Julho de 2009. Os cientistas já tinham confirmado a presença de líquido no Lago Ontário, o maior lago no hemisfério sul, em 2008 - Crédito: NASA/JPL/Universidade do Arizona /DLR

Com base em dados da missão Cassini, da NASA, cientistas descrevem em pormenor como se dá o arranque inicial dos aerossóis na parte mais alta da atmosfera de Titã, a maior lua de Saturno. Eles querem compreender a formação de aerossóis em Titã, pois poderia ajudar a prever o comportamento das camadas de aerossóis de poluentes na Terra.
De acordo com o novo estudo, publicado esta semana na revista Proceedings, da Academia Nacional de Ciências, a neblina castanha avermelhada característica de Titã parece começar com a radiação solar incidindo sobre as moléculas de azoto e metano, na ionosfera, o que faz criar uma mistura de iões positivos e negativos. As colisões entre as moléculas orgânicas e os iões ajudam as moléculas a crescerem, tornando-se em aerossóis maiores e mais complexos.
Mais abaixo na atmosfera, estes aerossóis colidem uns com os outros e coagulam e, ao mesmo tempo, interagem com outras partículas neutras. Eventualmente, eles constituem o núcleo dos processos físicos que fazem precipitar hidrocarbonetos líquidos na superfície de Titã (como a chuva (água) na Terra), com formação de lagos, canais e dunas, revelados pela sonda Cassini.
Fonte: NASA

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Cientistas sugerem pedaços de gelo de hidrocarbonetos flutuando nos lagos de Titã

Ilustração mostrando como poderia parecer a formação de gelo de hidrocarbonetos num mar de hidrocarbonetos líquidos, em Titã, lua de Saturno. Um novo modelo de cientistas da missão Cassini, da NASA, sugere que pedaços de gelo de metano e etano - que aparecem aqui como os aglomerados de cor clara - poderiam flutuar em determinadas condições - Crédito: NASA/JPL-Caltech/USGS

Pedaços de gelo de hidrocarbonetos podem flutuar na superfície dos lagos e mares de hidrocarbonetos líquidos existentes em Titã, a maior lua de Saturno. É o que sugere um novo estudo de cientistas da missão Cassini, da NASA, o que poderia explicar algumas das diferenças detectadas pela sonda Cassini na reflectividade das superfícies de lagos em Titã.
"Uma das questões mais intrigantes sobre estes lagos e mares é se eles podem hospedar alguma forma de vida exótica", disse Jonathan Lunine, co-autor de um artigo científico e cientista da Cassini/Titã, da Universidade de Cornell, Ithaca, NY. Para o cientista, "a formação de gelo de hidrocarbonetos flutuante será uma oportunidade para química interessante ao longo da fronteira entre o líquido e o sólido, um limite que pode ter sido importante na origem da vida terrestre."

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Saturno - postal de Natal da sonda Cassini

Saturno captado pela sonda Cassini situada na sombra do planeta dos anéis, em 17 de Outubro de 2012 - Crédito: NASA/JPL-Caltech/Space Science Institute

Espectacular vista de Saturno, obtida pela sonda Cassini nesta época natalícia, quando a nave se encontrava na sombra do planeta, em 17 de Outubro de 2012 (o sol está por trás do planeta, que está a proteger as câmaras da luz solar directa).
É uma bela e rara visão do planeta dos anéis. Cassini captou uma imagem como esta em Setembro de 2006, num mosaico processado para se parecer com a cor natural, intitulado "Na Sombra de Saturno." Nesse mosaico, o planeta Terra tem uma participação especial, fazendo "Na Sombra de Saturno", uma das imagens mais populares da Cassini até ao momento. A Terra não aparece neste mosaico pois está escondida atrás do planeta.
Nesta nova imagem aparecem duas das luas de Saturno: Enceladus e Tétis. Ambas aparecem no lado esquerdo do planeta, abaixo dos anéis. Enceladus está mais próximo dos anéis; Tétis está abaixo e para a esquerda.
A imagem foi obtida combinando filtros espectrais infravermelho, vermelho e violeta para criar essa visão aprimorada de cor, com a sonda Cassini a uma distância de 800000 Km de Saturno.
Fonte: NASA

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Saturno - o grande "senhor dos anéis"

Saturno, visto pela sonda Cassini, em 15 de Junho de 2012 - Crédito: NASA/JPL-Caltech/Space Science Institute

Planeta Saturno, captado pela sonda Cassini a partir do sul. Os anéis em diagonal projectam largas sombras no seu hemisfério sul.
A lua Enceladus (504 km de diâmetro) aparece como uma pequena mancha brilhante no canto inferior esquerdo da imagem, obtida a cerca de 2,9 milhões de quilómetros do gigante gasoso, em 15 de Junho de 2012.

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Saturno e Titâ nas suas cores naturais

Uma lua gigante na frente de um planeta gigante, passando por mudanças sazonais, mosaico de imagens de Titã e Saturno captadas pela sonda Cassini em cores naturais, aproximadamente a 778000 quilómetros de Titâ, em 6 de Maio de 2012 - Crédito: NASA/JPL-Caltech/SSI

A NASA apresentou, nesta quarta-feira (29 de Agosto) espectaculares imagens de Saturno e da sua maior lua, Titã, em cores naturais. As imagens da sonda Cassini captam o sistema de Saturno que passa por uma mudança sazonal.
O planeta dos anéis e as suas luas estão muito diferentes de quando Cassini chegou, em 2004. Após a chegada da Cassini, há oito anos, o hemisfério norte de Saturno, no inverno, era azul-celeste. Agora que o inverno está a mudar-se para o hemisfério sul do planeta e o verão para o norte, o esquema de cores está a inverter-se: o azul está a surgir na atmosfera do sul e está a desaparecer do norte.