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terça-feira, 1 de outubro de 2013

Sonda Cassini encontra constituinte de plástico doméstico em Titã

Descoberto propileno na maior lua de Saturno, Titã - (Reprodução)

A sonda Cassini da NASA detectou propileno na lua Titã, de Saturno. Na Terra, esta molécula, que inclui três átomos de carbono e seis átomos de hidrogénio, é um constituinte de vários tipos de plásticos, usados para fazer, por exemplo, recipientes para armazenar alimentos, pára-choques de automóveis e outros produtos de consumo. É a primeira vez que se detecta um ingrediente plástico em qualquer lua ou planeta, para além da Terra.
O propileno foi identificado na baixa atmosfera de Titã, através do espectrómetro infravermelho da Cassini (CIRS), e é a primeira molécula a ser descoberta pelo instrumento, em Titã.
A descoberta é apresentada num artigo científico publicado na revista Astrophysical Journal Letters, em 30 de Setembro de 2013.
"Este produto químico faz parte do nosso dia-a-dia, unido em longas cadeias para formar o chamado polipropileno plástico", disse Conor Nixon, um cientista do Goddard Space Flight Center da NASA, em Greenbelt, Maryland, e principal autor do artigo. "Os recipientes de plástico do supermercado, com o código de reciclagem 5 no fundo - são de polipropileno."

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Grande tempestade de Saturno revela água no interior profundo da atmosfera do planeta

Imagens da missão Cassini, da NASA, mostrando o poder da tubulência de uma gigantesca tempestade em Saturno. A imagem Cassini de luz visível na parte de trás, obtida em 25 de Fevereiro de 2011, mostra as nuvens turbulentas produzidas através de Saturno. A imagem em infravermelho inserida, obtida no dia anterior, mostra gelo de água e amónia de profundidade trazidos para a atmosfera de Saturno - Crédito: NASA / JPL-Caltech / SSI / Univ. of Arizona / Univ. de Wisconsin 

No final de 2010, a sonda Cassini detectou uma monstruosa e turbulenta tempestade que rodeou o hemisfério norte de Saturno, numa banda à volta de 33 graus norte, e com uma extensão de mais de 300.000 Km.
Um novo estudo, publicado na revista Icarus, revela que a gigantesca tempestade fez subir água gelada a partir das grandes profundidades da atmosfera de Saturno.
A descoberta resultou das medições em infravermelho próximo da sonda Cassini. É a primeira vez que se detecta gelo de água em Saturno. A água tem origem nas camadas profundas da atmosfera do Planeta Vermelho.
O novo estudo baseia-se nos dados colhidos, em 24 de Fevereiro de 2011, pelo espectrómetro de mapeamento visual e infravermelho da Cassini. A equipa de cientistas, liderada por Lawrence Sromovsky, da Universidade de Wisconsin, descobriu que as partículas das nuvens, no topo da grande tempestade, são compostas por uma mistura de água gelada, gelo de amónia, e um terceiro elemento incerto, possivelmente, hidrossulfeto de amónio.

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Terra acena e sorri para Saturno ao ser fotografada pela sonda Cassini

Pessoas de todo o mundo - mais de 40 países e 30 estados dos EUA - compartilharam mais de 1.400 imagens de si mesmos como parte da onda em Saturno, um evento organizado pela missão Cassini da NASA - Crédito: NASA / JPL-Caltech

Como parte do evento "Wave at Saturn" (Onda em Saturno) organizado pela equipa de cientistas que fazem parte da missão Cassini, da NASA, pessoas de mais de 40 países em todo o mundo e 30 estados dos Estados Unidos compartilharam mais de 1.400 imagens delas próprias em celebração.
O evento, em 19 de Julho de 2013, marcou o dia em que a sonda Cassini se voltou em direcção à Terra e fotografou o nosso planeta e toda a sua vida e, agora, faz parte de um mosaico maior do sistema de Saturno.
Homenageando toda a humanidade, a equipa da missão Cassini reuniu e fez uma colagem com as imagens compartilhadas, tendo como base uma imagem da Terra.
"Obrigada a todos vocês, próximos e distantes, velhos e jovens, que se juntaram à missão Cassini para marcar a primeira vez que os habitantes da Terra souberam, com antecedência, que a sua imagem estava a ser captada desde distâncias interplanetárias", disse Linda Spilker, cientista do projeto Cassini no Jet Propulsion Laboratory da NASA, em Pasadena, na Califórnia.
"Como a Terra é muito pequena nas imagens da Cassini para poder distinguir individualmente qualquer ser humano, a missão fez esta colagem para que possamos celebrar todas as mãos acenando, pernas erguidas, rostos sorridentes e obras de arte".
Fonte: NASA

segunda-feira, 22 de julho de 2013

O "pequeno ponto azul" visto de Saturno

Imagem única, obtida em 19 de Julho de 2013, em que a sonda Cassini captou os anéis de Saturno, o nosso planeta Terra e a Lua no mesmo quadro - Crédito: NASA / JPL-Caltech / Space Science Institute

Imagem rara a cores obtida pela câmara grande angular da sonda Cassini, da NASA, em 19 de Julho de 2013, onde os anéis de Saturno, o nosso planeta Terra e sua Lua surgem no mesmo enquadramento. O nosso planeta surge como um "pequeno ponto azul", com uma ténue saliência do lado direito, que é a Lua.
Nas imagens Cassini, a Terra e a Lua aparecem como simples pontos - a Terra em azul pálido e a Lua a branco - visíveis entre os anéis de Saturno.
As imagens foram tiradas combinando filtros de cores vermelho, verde e azul para dar uma visão de cor natural. A sonda Cassini encontrava-se a cerca de 1212 mil km de Saturno e a 1.440 milhões km da Terra.
Foi a primeira vez que uma câmera de alta resolução da Cassini captou a Terra e a sua lua como dois objectos distintos. Os dois podem ser claramente vistos na imagem seguinte, que foi ampliada cinco vezes.

domingo, 21 de julho de 2013

Terra e Lua captadas pela sonda Cassini a partir de Saturno

Aqui estamos nós, com os nossos amores, preconceitos, ódios,... Imagem não processada, da Terra iluminada e Lua (pontinho em baixo e à esquerda), captada pela sonda Cassini a partir de Saturno, em 19 de Julho de 2013 - Crédito: Missão Cassini

Imagem não processada da Terra e Lua, vistos pela sonda Cassini sexta-feira (19) a partir de Saturno, à distância de cerca de 898 milhões de quilómetros.
Cassini tirou várias fotografias do sistema de Saturno, e algumas delas captaram a Terra, uma imagem brilhante do nosso planeta com a sua lua (pontinho mais pequeno em baixo), a terceira obtida do sistema solar exterior. Em 1990, a nave Voyager 1 registou o famoso "pale blue dot", a partir de 4 biliões de quilómetros. A segunda foto foi captada pela sonda Cassini, em 2006, a uma distância de 926 milhões de quilómetros.
Em todas as imagens, o tamanho da Terra pouco difere de um pixel mas, tal como afirmou Carl Sagan olhando para esse "pequeno ponto azul", "É aqui! É o nosso lar! Somos nós! Aqui, todos os que amamos, conhecemos ou de quem nunca ouvimos falar, todos os seres humanos que já existiram, viveram as suas vidas!".
De acordo com a NASA, o mosaico final das imagens do sistema de Saturno recentemente captadas - e onde se inclui a Terra - deverá estar completo dentro de "várias semanas".
Mais informações no site da NASA.

sexta-feira, 19 de julho de 2013

Sorria, pois está a ser fotografado a partir de Saturno

Imagem Cassini de 2006, captada a 1,49 biliões de quilómetros, mostrando a Terra como um pequeno ponto azul, visto através dos anéis do gigante gasoso (acima dos sistema principal de anéis) - Crédito:NASA/JPL/Space Science Institute

Hoje, sexta-feira (19 de Julho), entre as 21:27 e 21:47 ( UTC – hora de Portugal), olhem para Saturno – a Sul e à direita da Lua – e mostrem o vosso melhor sorriso, porque estão a ser fotografados!
A partir do sistema do gigante dos anéis, a sonda Cassini, da NASA, vai fotografar a Terra a cerca de 900 milhões de milhas (cerca de 1,5 biliões de quilómetros) de distância do nosso planeta, quase 10 vezes a distância entre a Terra e o Sol.
Esta é a segunda vez que a Cassini fotografa o nosso Planeta Azul, no entanto, é a primeira vez que os terráqueos tiveram conhecimento, com antecedência, que a sua foto será tirada a partir de distâncias interplanetárias.
Simultâneamente, os cientistas pensam que também podem obter imagens da Terra captadas pela sonda Messemger, a orbitar Mercúrio, e vão tentar captá-las em 19 e 20 de Julho, entre as 11:49, 12:38 e 13: 41 (UTC – hora de Lisboa), em ambos os dias.

quinta-feira, 2 de maio de 2013

A pequena Enceladus iluminada por Saturno

Enceladus mostra os seus jactos de vapor de água, partículas de gelo e componentes orgânicos do pólo sul, numa bela imagem da sonda Cassini.
A lua, de 504 Km de diâmetro, é vista aqui iluminada pela luz reflectida do gigante planeta dos anéis, a uma distância de cerca de 777.000 quilómetros, em 18 de Janeiro de 2013.
Crédito: NASA/JPL-Caltech/Space Science Institute

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Grande furacão no pólo norte de Saturno fotografado pela sonda Cassini

As imagens do vórtice da tempestade no pólo norte de Saturno foram captadas pela sonda Cassini, em 27 de Novembro de 2012, usando uma combinação de filtros espectrais sensíveis a comprimentos de onda da luz infravermelha. Na imagem, o vermelho indica nuvens baixas e o verde nuvens altas - Crédito: NASA/JPL-Caltech/SSI

A sonda Cassini captou as primeiras imagens, em luz visível, de um furacão gigante rodopiando à volta do pólo norte de Saturno.
Nesta espectacular imagem, em cor falsa, o vórtice giratório da tempestade no pólo norte de Saturno parece uma rosa vermelho escuro de proporções gigantescas, cercada por folhagem verde.
As medições efectuadas pelos cientistas indicam que o olho do furacão tem cerca de 1.250 milhas (2.000 quilómetros) de largura, 20 vezes maior do que o olho de um furacão médio na Terra, e nuvens rodando a velocidades da ordem de 330 milhas por hora (150 metros por segundo).

sábado, 16 de março de 2013

Lua Mimas de Saturno, um Pac-Man no espaço

A imagem mostra, à direita, o inesperado e bizarro padrão "Pac-Man" de temperaturas diurnas na superfície da pequena lua de Saturno, Mimas (396 Km de diâmetro), observada em luz visível à esquerda.
O mapa das temperaturas foi obtido a partir de dados recolhidos pela sonda Cassini, que sobrevoou Mimas o mais próximo de sempre, em 13 de Fevereiro de 2010. O mapa mostra uma parte quente à esquerda (em tons amarelo e vermelho) e outra mais fria à direita (onde predomina o azul). As duas áreas estão separadas por uma fronteira acentuada em "V".
Na parte mais fria situa-se a gigante Cratera Herschel, que parece um pouco mais quente que o ambiente à sua volta, e que dá a Mimas a aparência da "Death Star" (Estrela da Morte), do filme "Star Wars."
Crédito: NASA/JPL/GSFC/SWRI/SSI

terça-feira, 12 de março de 2013

Rhea, lua de Saturno, observada pela sonda Cassini

Rhea, lua de Saturno observada em 10 de Março de 2013, pela sonda Cassini, a cerca de 280.317 km - Crédito:NASA/JPL/Space Science Institute

Imagem de Rhea, lua gelada de Saturno. Mostra uma superfície antiga, cheia de crateras resultantes de impactos com muitas rochas espaciais.
A imagem foi obtida em 10 de Março de 2013, e recebida na Terra no mesmo dia, pela sonda Cassini a 280.317 km de distância, durante o seu último voo rasante à lua para medir o campo de gravidade.
Na sua maior aproximação a Rhea, Cassini captou várias imagens da superfície áspera e gelada da lua e também tentou detectar quaisquer detritos de poeira projectados para fora da superfície pelo bombardeamento de minúsculos meteoros, usando o seu analisador de poeira cósmica. Estes dados irão ajudar os cientistas a compreender a taxa a que objectos espaciais estranhos estão a cair no sistema de Saturno.
Fonte: NASA

segunda-feira, 4 de março de 2013

Vénus visto através dos anéis de Saturno

A sonda Cassini capta o planeta Vénus brilhando através dos anéis de Saturno - Crédito:NASA/JPL-Caltech/Space Science Institute

Por entre os anéis de Saturno e através do espaço interplanetário, a sonda Cassini, da NASA, observou o brilhante e nublado planeta terrestre, Vénus. Dada a grande distância, é apenas um pontinho branco, um pouco acima e à direita do centro da imagem.
Vénus, juntamente com Mercúrio, Terra, e Marte, é um dos planetas rochosos "terrestres" do Sistema Solar que orbitam relativamente próximos do Sol.
Embora Vénus tenha uma atmosfera de dióxido de carbono, que atinge cerca de 900 graus Fahrenheit ou 500 graus Celsius e uma pressão de superfície 100 vezes maior que a da Terra, ele é considerado um planeta gémeo do nosso pela semelhança do tamanho, massa, composição rochosa e órbita. Vénus está coberto por espessas nuvens de ácido sulfúrico que o tornam muito brilhante.
A imagem foi captada em 10 de Novembro de 2012, com a sonda a 802.000 quilómetros de Saturno e a 1,42 biliões de quilómetros de Vénus.
Outras imagens do Planeta dos Anéis como este espectacular mosaico de Saturno ou Na Sombra de Saturno, uma das imagens mais populares da Cassini até ao momento.
Fonte: NASA

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Cientistas sugerem pedaços de gelo de hidrocarbonetos flutuando nos lagos de Titã

Ilustração mostrando como poderia parecer a formação de gelo de hidrocarbonetos num mar de hidrocarbonetos líquidos, em Titã, lua de Saturno. Um novo modelo de cientistas da missão Cassini, da NASA, sugere que pedaços de gelo de metano e etano - que aparecem aqui como os aglomerados de cor clara - poderiam flutuar em determinadas condições - Crédito: NASA/JPL-Caltech/USGS

Pedaços de gelo de hidrocarbonetos podem flutuar na superfície dos lagos e mares de hidrocarbonetos líquidos existentes em Titã, a maior lua de Saturno. É o que sugere um novo estudo de cientistas da missão Cassini, da NASA, o que poderia explicar algumas das diferenças detectadas pela sonda Cassini na reflectividade das superfícies de lagos em Titã.
"Uma das questões mais intrigantes sobre estes lagos e mares é se eles podem hospedar alguma forma de vida exótica", disse Jonathan Lunine, co-autor de um artigo científico e cientista da Cassini/Titã, da Universidade de Cornell, Ithaca, NY. Para o cientista, "a formação de gelo de hidrocarbonetos flutuante será uma oportunidade para química interessante ao longo da fronteira entre o líquido e o sólido, um limite que pode ter sido importante na origem da vida terrestre."

sábado, 22 de dezembro de 2012

Trânsito de Vénus, visto pela sonda Cassini

Trânsito de Vénus observado pela sonda Cassini, a partir do sistema de Saturno, em 21 de Dezembro de 2012 - Crédito:NASA/JPL-Caltech

A sonda Cassini, em actividade no sistema de Saturno, observou a passagem de Vénus através do disco solar (da esquerda para a direita), em 21 de Dezembro de 2012.
É a primeira vez que uma nave espacial segue o trânsito de um planeta no nosso Sistema Solar a partir de um local para além da órbita da Terra.

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Saturno - postal de Natal da sonda Cassini

Saturno captado pela sonda Cassini situada na sombra do planeta dos anéis, em 17 de Outubro de 2012 - Crédito: NASA/JPL-Caltech/Space Science Institute

Espectacular vista de Saturno, obtida pela sonda Cassini nesta época natalícia, quando a nave se encontrava na sombra do planeta, em 17 de Outubro de 2012 (o sol está por trás do planeta, que está a proteger as câmaras da luz solar directa).
É uma bela e rara visão do planeta dos anéis. Cassini captou uma imagem como esta em Setembro de 2006, num mosaico processado para se parecer com a cor natural, intitulado "Na Sombra de Saturno." Nesse mosaico, o planeta Terra tem uma participação especial, fazendo "Na Sombra de Saturno", uma das imagens mais populares da Cassini até ao momento. A Terra não aparece neste mosaico pois está escondida atrás do planeta.
Nesta nova imagem aparecem duas das luas de Saturno: Enceladus e Tétis. Ambas aparecem no lado esquerdo do planeta, abaixo dos anéis. Enceladus está mais próximo dos anéis; Tétis está abaixo e para a esquerda.
A imagem foi obtida combinando filtros espectrais infravermelho, vermelho e violeta para criar essa visão aprimorada de cor, com a sonda Cassini a uma distância de 800000 Km de Saturno.
Fonte: NASA

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

A sonda Cassini comemora 15 anos de missão interplanetária

Ilustração da sonda Cassini sobre os anéis de Saturno - Crédito: wikipédia

Nesta segunda-feira (15 de Outubro), a sonda Cassini, da NASA, comemora 15 anos de voo na sua missão interplanetária.
Lançada para o espaço em 15 de Outubro de 1997, a nave espacial já percorreu mais de 6,1 biliões de km, o equivalente a circular a Terra mais de 152 mil vezes.
Depois de passar por Vénus duas vezes, pela Terra, e depois por Júpiter no seu caminho para Saturno, a Cassini entrou em órbita do planeta dos anéis, em 2004, onde tem passado os últimos oito anos estudando Saturno, os seus brilhantes anéis e as misteriosas luas.
Durante todo este tempo, Cassini já enviou para a Terra algo como 444 gigabytes de dados científicos e mais de 300.000 imagens.

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Saturno - o grande "senhor dos anéis"

Saturno, visto pela sonda Cassini, em 15 de Junho de 2012 - Crédito: NASA/JPL-Caltech/Space Science Institute

Planeta Saturno, captado pela sonda Cassini a partir do sul. Os anéis em diagonal projectam largas sombras no seu hemisfério sul.
A lua Enceladus (504 km de diâmetro) aparece como uma pequena mancha brilhante no canto inferior esquerdo da imagem, obtida a cerca de 2,9 milhões de quilómetros do gigante gasoso, em 15 de Junho de 2012.

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Saturno e Titâ nas suas cores naturais

Uma lua gigante na frente de um planeta gigante, passando por mudanças sazonais, mosaico de imagens de Titã e Saturno captadas pela sonda Cassini em cores naturais, aproximadamente a 778000 quilómetros de Titâ, em 6 de Maio de 2012 - Crédito: NASA/JPL-Caltech/SSI

A NASA apresentou, nesta quarta-feira (29 de Agosto) espectaculares imagens de Saturno e da sua maior lua, Titã, em cores naturais. As imagens da sonda Cassini captam o sistema de Saturno que passa por uma mudança sazonal.
O planeta dos anéis e as suas luas estão muito diferentes de quando Cassini chegou, em 2004. Após a chegada da Cassini, há oito anos, o hemisfério norte de Saturno, no inverno, era azul-celeste. Agora que o inverno está a mudar-se para o hemisfério sul do planeta e o verão para o norte, o esquema de cores está a inverter-se: o azul está a surgir na atmosfera do sul e está a desaparecer do norte.

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Cassini detectou relâmpagos em plena luz do dia em Saturno

Mosaicos de cores falsas do relâmpago captado pela sonda Cassini no meio das nuvens da gigantesca tempestade que rodeava o hemisfério norte de Saturno, durante a maior parte de 2011. O mosaico maior (à esquerda) mostra o relâmpago, que aparece como um ponto azul, assinalado pela seta branca. O mosaico menor (à direita) é composto por imagens captadas 30 minutos mais tarde, e onde já não se notam relâmpagos no local - Crédito: NASA/JPL-Caltech/SSI

A sonda Cassini, da NASA, captou imagens de relâmpagos em Saturno, em plena luz do dia do planeta. Cassini estava a estudar a grande tempestade que alastrou no hemisfério norte de Saturno, o ano passado.
Os relâmpagos aparecem como manchas azuladas no meio das nuvens da maior tempestade que se conhece no planeta. É a primeira vez que os cientistas detectam um raio em comprimentos de onda visíveis, no lado de Saturno iluminado pelo Sol.
Os raios surgem mais brilhantes no filtro sensível à luz visível azul das imagens da câmara da sonda Cassini, em 6 de Março de 2011. Os cientistas aumentaram o tom azul para determinar o seu tamanho e localização, tornando o brilho mais visível. Eles observaram vários relâmpagos, mas ainda não sabem por que só o filtro azul os captou.
As imagens revelam que só a energia visível do relâmpago de dia em Saturno pode atingir os 3 biliões de watts por segundo, podendo comparar-se aos relâmpagos mais fortes da Terra. Além disso, abrange uma região com cerca de 200 Km de diâmetro, quando sai do topo das nuvens. Por isso, os cientistas acham que os raios se originam nas nuvens mais baixas da atmosfera de Saturno, onde congelam gotículas de água, tal como acontece com a formação de relâmpagos na Terra.
Embora sem a visão privilegiada da Cassini, podemos observar Saturno todos os dias a oeste, ao anoitecer, durante o mês de Julho, acompanhado de Vénus e a estrela Spica, da constelação de Virgem.
Fonte: NASA

terça-feira, 10 de julho de 2012

Os anéis de Saturno estão de volta

Anéis de Saturno - Crédito: NASA/JPL-Caltech/SSI

Recentemente, a sonda Cassini da NASA voltou a seguir o tipo de órbitas que permitem vistas espectaculares dos anéis de Saturno, o que já não acontecia há quase dois anos.
Agora, Cassini mudou o ângulo em que orbita Saturno e regularmente passa acima e abaixo do plano equatorial do planeta. Estas órbitas muito inclinadas à volta do sistema de Saturno também permitem observar melhor os pólos e a atmosfera de Saturno e as suas luas.
Esta imagem, captada pela câmara de Cassini, mostra o anel exterior A e o anel F. A lacuna escura é a divisão de Encke, onde aparece embutida a pequena lua Pan. A borda interna da divisão de Encke apresenta um padrão ondulado como resultado da influência gravitacional de Pan. A abertura estreita perto da borda exterior é a lacuna Keeler.
Fonte: NASA

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Titã pode conter um oceano subterrâneo de água líquida

Ilustração da possível estrutura interna da Titã, sugerida pelos dados da sonda Cassini, da NASA. Os cientistas têm tentado determinar o que está por baixo da atmosfera de Titã, rica em compostos orgânicos, e da crosta gelada. Os dados sugerem fortemente um oceano global subterrâneo, sobre uma camada de gelo de alta pressão e um núcleo de silicatos hidratados - Crédito: A. Tavani

Os dados recolhidos pela sonda Cassini revelaram que Titã, a maior lus de Saturno, pode conter uma camada de água líquida no seu interior, debaixo da capa de gelo.
Segundo o estudo publicado esta semana na revista Science, as deformações observadas no interior da lua, enquanto orbita Saturno sugerem que Titã alberga um oceano subterrâneo de água líquida.
A atracção gravitacional de Saturno provoca deformações ou marés sólidas em Titã que foram observadas pela sonda Cassini. Os dados da nave mostram que essas deformações podem atingir 10 metros de altura, o que mostra que Titã não é feito apenas de material rochoso sólido.