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sábado, 14 de setembro de 2013

Anel de matéria escura num aglomerado de galáxias

"Anel" espectral de matéria escura no aglomerado de galáxias Cl 0024+17 (ZwCl 0024+1652). As observações do Hubble foram obtidas em Novembro de 2004. A alta resolução dos seus instrumentos permitiram aos astrónomos observarem, com detalhe, a teia de formas distorcidas de galáxias distantes pelo efeito de lente gravitacional no aglomerado de galáxias - Crédito: HubbleSite news

A imagem composta do Telescópio Espacial Hubble mostra um "anel" espectral da matéria escura no aglomerado de galáxias ZwCl0024 1652. Os astrónomos sugerem que o anel de matéria escura foi produzido durante uma colisão entre dois aglomerados de galáxias gigantescos.
A matéria escura - embora não se saiba de que é feita - constitui a maior parte do material do universo. A matéria comum, que compõe estrelas e planetas, compreende apenas uma pequena percentagem da matéria do universo. Os cientistas acreditam que a matéria escura é a fonte de gravidade adicional que mantém unidos os aglomerados de galáxias.
Os pesquisadores detectaram o inesperado anel, com 2,6 milhões de anos-luz de diâmetro, quando estavam a mapear a distribuição da matéria escura no aglomerado de galáxias Cl 0024 +17 (ZwCl 0024 1652), localizado a 5 biliões de anos-luz da Terra.
Embora não se possa ver a matéria escura, pois ela não brilha nem reflecte a luz, os astrónomos podem inferir a sua existência em aglomerados de galáxias ao observar como a sua gravidade desvia a luz de fundo das galáxias mais distantes, uma ilusão de óptica chamada de lente gravitacional.
As galáxias mais afastadas surgem deformadas, com a aparência de arcos e faixas. Mapeando as formas distorcidas das galáxias de fundo, os astrónomos podem deduzir a massa do conjunto da matéria escura e traçar como ela está distribuída no aglomerado.
Fonte: Hubble/ESA

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Portugal vai ajudar a procurar a misteriosa energia escura do Universo

Ilustração do Telescópio Espacial Euclides, da ESA, que será lançado em 2020, para estudar a energia escura e a matéria escura do Universo - Crédito: ESA - C. Carreau

A Agência Espacial Europeia (ESA) aprovou esta terça-feira (20 de Junho) a missão Euclides, que deverá ser lançada em 2020, com o objectivo de explorar o lado misterioso do Universo, a energia escura e a matéria escura.
Cerca de 1000 cientistas de mais de 100 institutos de vários países vão participar na missão, entre eles vários investigadores portugueses. O projecto de cooperação científica tentará responder por que é que o Universo está a expandir-se a uma velocidade cada vez maior, em vez de abrandar devido à atracção gravitacional. Supõe-se que isso acontece devido à misteriosa energia escura, que está a acelerar a expansão do Universo.

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Cientistas não encontram, à volta do Sol, a matéria escura que esperavam

Ilustração da distribuição de matéria escura esperada em torno da Via Láctea ( halo de matéria azul). A matéria escura foi introduzida, pela primeira vez, pelos astrónomos para explicar as propriedades de rotação da galáxia e faz agora parte integrante das actuais teorias de formação e evolução de galáxias. As novas medições mostram que a quantidade de matéria escura numa grande região em volta do Sol é muito menor do que a prevista e indicam que afinal não existe matéria escura significativa na vizinhança do Sol - Crédito: ESO/L. Calçada

Um novo estudo sobre o movimento das estrelas na Via Láctea, divulgado pelo Observatório Europeu do Sul (ESO, na sigla em inglês), revelou que não há evidências da existência de grandes quantidades de matéria escura à volta do Sol.
De acordo com as teorias geralmente aceites, a vizinhança do Sol deveria estar cheia de matéria escura, a matéria invisível misteriosa que só pode ser detectada de modo indirecto pela força gravitacional que exerce.
Mas a pesquisa de uma equipa de astrónomos do Chile - considerada a mais precisa até agora - descobriu que estas teorias não explicam os dados observados, o que pode significar que tentativas de detectar directamente partículas de matéria escura na Terra dificilmente serão bem sucedidas.

sexta-feira, 2 de março de 2012

Aglomerado de galáxias, em fusão, Abell 520


A imagem composta mostra a distribuição da matéria escura, as galáxias e o gás quente no centro do aglomerado de galáxias em fusão Abell 520, resultante de uma violenta colisão de aglomerados massivos de galáxias, a 2,4 biliões de anos-luz de distância.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Cientistas criaram o maior mapa da matéria escura do Universo

Imagem do aglomerado de galáxias Abell 1689, com a distribuição de massa da matéria escura sobreposta na lente gravitacional (em roxo). A massa desta lente é feita em parte da matéria normal e em parte da matéria escura. Galáxias distorcidas são claramente visíveis nas bordas da lente gravitacional. A gravidade do aglomerado de triliões de estrelas - e a matéria escura - age como uma "lente" no espaço, com cerca de 2 milhões de anos-luz de largura . Esta "lente gravitacional" curva e aumenta a luz das galáxias situadas muito atrás dela. A imagem é uma demonstração da previsão de Albert Einstein de que a gravidade deforma o espaço e distorce feixes de luz - Fonte: wikipédia / Hubblesite

Cientistas da Universidade de Edimburgo (Escócia) e da  British Columbia (Canadá) conseguiram produzir o maior e mais detalhado mapa da distribuição da matéria escura do Universo.
Os investigadores mostraram um Universo composto por uma complexa rede cósmica de matéria escura e galáxias que se expande numa região de 1.000 milhões de anos -luz.
Pelo que se sabe actualmente, apenas 4% do Universo é constituído pela matéria que todos conhecemos, como os protões, neutrões, electrões e outras partículas. Do restante, 23% é ocupado pela matéria escura que, segundo os físicos, explica como as galáxias estão presas umas às outras, e 73% do Universo é formado por energia escura que funcionará como uma força repulsiva que provoca a constante expansão do Universo.
Embora não seja visível, já se conseguem observar alguns efeitos que a matéria escura provoca no Universo.

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Telescópio Espacial Hubble ajuda a construir mapas da matéria escura de grandes aglomerados de galáxias

Aglomerado de galáxias MACS 1206, a 4.000 milhões de anos-luz da Terra. A imagem foi obtida pelo Telescópio Espacial Hubble, que ajudou os astrónomos a descobrir 47 imagens múltiplas de 12 galáxias distantes, recentemente identificadas. As novas observações são baseadas em trabalho anteriormente desenvolvido pelo Hubble e telescópios terrestres - Crédito: NASA, ESA, M. Postman (STScI), and the CLASH Team

O aglomerado de galáxias MACS J1206.2-0847 (ou MACS 1206) faz parte de uma investigação com o Telescópio Espacial Hubble.
As formas distorcidas do aglomerado são galáxias distantes cuja luz é deformada pela força gravitacional da matéria escura, um material invisível dentro do aglomerado de galáxias. Este aglomerado faz parte de uma pesquisa que permitirá aos astrónomos construir mapas detalhados da matéria escura de mais aglomerados de galáxias do que nunca.