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sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Gigante buraco negro da Via Láctea rejeita material

Imagem composta da região em torno de Sagitário A * (Sgr A *), o buraco negro supermassivo no centro da Via Láctea. Contém emissão de raios X do Observatório de Raios-X Chandra, em azul, e emissão de infravermelho do Telescópio Espacial Hubble, em roxo e amarelo. A caixa mostra uma ampliação de Sgr A *, apenas em raios-X, cobrindo uma região de meio ano-luz de largura. A emissão difusa de raios-X é de gás quente capturado pelo buraco negro e sendo absorvido. Este gás quente tem origem nos ventos produzidos por uma distribuição, em forma de disco, de jovens estrelas massivas detectadas em observações em infravermelho - Crédito: NASA/UMass/D.Wang et al., IR: NASA/STScI

Novas observações do gigantesco buraco negro, localizado no centro da nossa galáxia Via Láctea, indicam que menos de um por centro do gás dentro do seu alcance gravitacional é absorvido pelo buraco. Em vez disso, a maior parte do gás é ejectado de novo para o espaço, o que ajuda a explicar por que o objecto tem um brilho fraco.
O supermassivo buraco negro da Via Láctea, de nome Sagitário A* ou Sgr A *, com a massa de 4 milhões de sóis, está localizado a cerca de 26.000 anos-luz da Terra. Os astrónomos usaram o Observatório de raios-X Chandra, da NASA, para tentar explicar por que o material ao redor do gigante buraco negro apresenta um brilho extremamente fraco em raios-X.
Embora os buracos negros não sejam visíveis, nas áreas próximas à sua volta de um modo geral há emissão de radiação forte a partir do material que cai dentro delas. Mas isto não acontece com Sgr A *.
As novas descobertas do Chandra mostram que a maior parte do material dentro da influência gravitacional de Sgr A * é atirada de novo para o espaço. Consequentemente, a emissão de raios-X a partir do material perto do buraco negro é extremamente fraca, tal como acontece com a maior parte dos buracos negros gigantes de galáxias no Universo próximo.

sábado, 24 de agosto de 2013

Telescópio Hubble capta movimento de jacto de plasma quente lançado por buraco negro

 

Este vídeo começa com uma visão das estrelas e galáxias na constelação de primavera Virgem , e com uma aproximação da galáxia elíptica gigante M87, que fica perto do centro do aglomerado de galáxias de Virgem.
Bem no interior da galáxia, encontra-se um jacto de alta velocidade de plasma quente ejectado por um supermassivo buraco negro, quase à velocidade da luz. Este vídeo time-lapse do Telescópio Espacial Hubble capta o movimento do jacto durante um período de tempo de 13 anos.
Fonte: HubbleSite

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Primeira medição da taxa de rotação de um buraco negro supermassivo

Ilustração de um buraco negro supermassivo com milhões de biliões de vezes a massa do nosso Sol. Buracos negros supermassivos são objectos extremamente densos localizados no coração de galáxias - Crédito da imagem: NASA / JPL-Caltech

Os astrónomos fizeram a primeira medição confiável da taxa de rotação de um buraco negro supermassivo, e mostraram que ele gira quase tão rápido - cerca de 84 por cento - quanto a teoria geral da relatividade de Einstein permite.
O enorme buraco negro, com uma massa 2 milhões de vezes superior à do nosso Sol, está localizado no centro poeirento e cheio de gás de uma galáxia de nome NGC 1365.
Os resultados publicados no periódico cientifico Nature demonstram que pelo menos alguns buracos negros supermassivos giram rapidamente - uma sugestão anterior não confirmada - e vão ajudar a uma melhor compreensão de como os buracos negros e as galáxias evoluem.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Explosão rara criou o buraco negro mais novo da Via Láctea

Remanescente de supernova W49B. Pode conter o mais novo buraco negro formado na nossa galáxia Via Láctea - Crédito:X-ray: NASA/CXC/MIT/L.Lopez et al.; Infrared: Palomar; Radio: NSF/NRAO/VLA

Novos dados do Observatório de Raios X Chandra sugerem que o remanescente de supernova altamente distorcido da imagem pode conter o buraco negro mais recente, formado na galáxia Via Láctea.
O remanescente, chamado W49B, tem cerca de mil anos de idade, quando visto da Terra, e está localizado a cerca de 26.000 anos-luz de distância. É o primeiro do seu tipo descoberto na galáxia.
Estes restos parecem resultar de uma explosão rara, em que a matéria é ejectada a velocidades mais elevadas ao longo dos pólos do que do equador de uma estrela em rotação.W49B tem mais forma de barrilque outros remanescentes.

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Buracos negros brilham numa bela galáxia espiral

Nova imagem da galáxia espiral IC 342, também conhecida como Caldwell 5, que inclui observações do telescópio NuStar, da NASA, e imagem de luz visível, a partir do Digitized Sky Survey - Crédito: NASA / JPL-Caltech / DSS

Esta nova imagem da galáxia espiral IC 342, também conhecida como Caldwell 5, inclui dados do telescópio Nuclear Spectroscopic Telescope Array ou NuSTAR, da NASA. As observações em raios X de alta energia do NuSTAR permitiram salientar dois brilhantes buracos negros escondidos no seu interior - na imagem em cor magenta.
Os dados do NuSTAR estão sobrepostas a uma imagem de luz visível, a partir do Digitized Sky Survey, destacando a galáxia e os seus braços cheios de estrelas.
NuSTAR, lançado a 13 de Junho de 2012, é o primeiro telescópio orbital para tirar fotos em raios X de alta energia. É possível ver objectos muito mais detalhadamente que outras missões anteriores operando em comprimentos de onda semelhantes.
NuSTAR começou a pesquisar buracos negros na região interna da galáxia Via Láctea e noutras galáxias distantes no universo. A galáxia espiral IC342 é um dos seus alvos, situada a 7 milhões de anos-luz de distância, na constelação de Camelopardalis (a girafa).

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Buraco negro do centro da Via Láctea observado em Raios X

O telescópio NuSTAR, captou as primeiras imagens do buraco negro supermassivo no centro da Via Láctea em raios X de alta energia - Crédito: NASA / JPL-Caltech

O observatório "Nuclear Spectroscopic Telescope Array" OU NuSTAR, da NASA, captou as primeiras imagens do buraco negro supermassivo do centro da nossa galáxia em raios X de alta energia. A observações mostram um buraco, que normalmente é calmo, no meio de uma erupção.
A imagem de fundo, em luz infravermelha, mostra a localização do gigantesco buraco negro da nossa Via Láctea, denominado Sagitário A * ou Sgr A * (abreviado).
NuSTAR, lançado a 13 de Junho, é o único telescópio capaz de produzir imagens focadas da mais alta-energia de raios X, permitindo que os astrónomos possam estudar objectos extremos, como os buracos negros.
Comparado com buracos negros gigantes no centro de outras galáxias, Sgr A * é relativamente calmo. Buracos negros activos tendem a devorar estrelas e outros combustíveis das redondezas. Quando os buracos negros consomem combustível - seja uma estrela, uma nuvem de gás ou, como recentes observações do Chandra têm sugerido, mesmo um asteróide, eles explodem com grande energia extra. NuSTAR observou Sgr A * nessa situação.

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Nuvem espacial sugere que podem formar-se planetas no centro da Via Láctea

Ilustração mostrando um disco protoplanetário de gás e pó sendo atraído pelas poderosas forças de gravitação do buraco negro do centro da nossa galáxia Via Láctea - Crédito: David A. Aguilar (CFA)

Astrónomos descobriram uma nuvem de gás - hidrogénio e hélio - e poeira que está a ser devorada pelo gigantesco buraco negro do centro da nossa galáxia, a Via Láctea. Eles dizem que essa nuvem representa os restos de um disco de formação planetária orbitando uma estrela invisível, o que sugere que os planetas também se podem formar nos núcleos galácticos. ´
A Via Láctea, como muitas outras galáxias, também esconde no seu centro um buraco negro supermassivo, de nome Sagittarius A*, e com uma massa cerca de 4,3 milhões de vezes a do Sol.
A nuvem em questão foi descoberta no ano passado por uma equipa de astrónomos, utilizando o Very Large Telescope, no Chile. Eles sugeriram que se formou quando o gás fluindo de duas estrelas próximas colidiu.
Agora, os cientistas explicam que a nuvem é o disco protoplanetário em torno de uma estrela de baixa massa. As estrelas jovens podem reter à sua volta um disco de gás e poeira durante milhões de anos. Se uma dessas estrelas se aproximar do buraco negro central da nossa galáxia, as forças de gravidade rapidamente rompem o disco de matéria circundante.

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

WISE observou quasars e galáxias hot DOGs

Pesquisando todo o céu em infravermelho o telescópio WISE da NASA identificou milhões de candidatos a quasar (circulos amarelos) - Crédito: NASA/JPL-Caltech/UCLA

O telescópio espacial Wide-field Infrared Survey Explorer (WISE) descobriu uma enorme quantidade de buracos negros supermassivos e uma população menor de objectos raros, que os cientistas chamam de galáxias "hot DOGs" e que são galáxias quentes obscurecidas pela poeira.
As descobertas foram feitas a partir dos dados recolhidos pelo telescópio de infravermelhos WISE, da NASA, que examinou o céu inteiro, duas vezes, em luz infravermelha, entre Dezembro de 2009 e Fevereiro de 2011, captando milhões de imagens de objectos espaciais variados como, por exemplo, asteróides potencialmente perigosos para a Terra.
O catálogo completo das suas observações durante a missão foi lançado publicamente, em Março de 2012, permitindo aos astrónomos fazer novas descobertas.

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Observação mais precisa de um quasar distante

Ilustração do quasar brilhante 3C 279, no centro de uma galáxia distante. Os quasars são centros muito brilhantes de galáxias longínquas, alimentados por buracos negros de elevada massa. Este quasar contém um buraco negro com uma massa de cerca de mil milhões de vezes a do Sol e encontra-se tão distante da Terra que a sua luz demorou mais de 5 mil milhões de anos para chegar até nós. Foi observado com a maior precisão conseguida até agora, utilizando três telescópios localizados em diferentes locais e ligados de modo a funcionar como um só grande telescópio - Crédito: ESO/M. Kornmesser

Uma equipa internacional de astrónomos observou o coração de um quasar distante com uma precisão sem precedentes, dois milhões de vezes melhor que a da visão humana.
Para isso, os astrónomos ligaram três telescópios situados em continentes diferentes, e conseguiram fazer a observação directa mais precisa de sempre do centro de uma galáxia distante, o quasar brilhante 3C 279, que contém um buraco negro supermassivo, com uma massa cerca de mil milhões de vezes a do Sol. Está localizado a uma grande distâcia da Terra, na constelação da Virgem, que a sua radiação demorou mais de 5 mil milhões de anos a chegar até nós.

sábado, 30 de junho de 2012

Telescópio NuSTAR abriu os seus olhos de raios X

Primeiras imagens em raios X de alta energia, captadas como teste pelo telescópio Nuclear Spectroscopic Telescope Array (NuSTAR), da NASA. Foi escolhido um buraco negro brilhante da Via Láctea, Cygnus X-1, na constelação de Cygnus (à esquerda) - Crédito: NASA/JPL-Caltech

O telescópio Nuclear Spectroscopic Telescope Array (NuSTAR), da NASA, captou as suas primeiras imagens de teste do universo de raios X de alta energia. Foi lançado a 13 de Junho, e é o primeiro telescópio espacial com capacidade para detectar raios X de alta energia.
As imagens mostram Cygnus X-1, um buraco negro na nossa galáxia, que está a atrair gás de uma estrela companheira gigante, a cerca de 6000 anos-luz, na constelação Cygnus. Ele foi escolhido pela equipa científica para testar os instrumentos do telescópio por ser muito brilhante em raios X, o que facilita o trabalho.
A calibração do telescópio continua das duas próximas semanas, com outros dois objectos brilhantes: G21.5-0.9, o remanescente de uma explosão de supernova que ocorreu na nossa galáxia, a Via Láctea, há vários milhares de anos e 3C273, um buraco negro que está a alimentar-se activamente, ou quasar, localizado a 2000 milhões de anos-luz, no centro de outra galáxia.
Outros telescópios colaboram na calibração de NuSTAR, incluindo os telescópios espaciais Swift e Chandra, da NASA, e o telescópio XMM-Newton, da Agência Espacial Europeia (ESA). A missão deve iniciar a sua actividade científica principal dentro de duas semanas.
Fonte: NASA

quarta-feira, 13 de junho de 2012

"Caçador" de buracos negros da NASA já está no espaço

Ilustração do NuSTAR em órbita. O fundo é uma imagem do centro galáctico, obtida pelo observatório Chandra de raios X, da NASA - Crédito: NASA/JPL-Caltech

A NASA lançou esta quarta-feira (13 de Junho), com sucesso, o seu potente observatório de raios X, Nuclear Spectroscopic Telescope Array (NuSTAR), um "caçador" de buracos negros, com o objectivo de conhecer melhor estes objectos cósmicos e ajudar a compreender a estrutura do universo.
Ao contrário de outras missões, o observatório não foi lançado de uma base terrestre, mas sim de um avião especialmente equipado, o 'Stargazer', o que diminuiu bastante o custo da missão. A NASA também está a passar por tempos difíceis, preferindo missões científicas de custos relativamente baixos, e NuSTAR é uma dessas missões.

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Jactos de raios gama no centro da nossa galáxia

Bolhas e jactos fracos de raios gama no núcleo da nossa galáxia (reprodução). Sugerem que o centro da Via Láctea já foi muito mais activo - Crédito: David A. Aguilar (CfA)

Astrónomos do Centro Harvard-Smithsonian de Astrofísica (CFA) identificaram dois jactos de raios gama saindo, em direcções opostas, do buraco negro supermassivo existente no centro da nossa galáxia, e que é conhecido por Sagitário A.
O núcleo da Via Láctea mostra pouca actividade, mas a descoberta destes jactos fracos sugere que o núcleo galáctico já foi mais activo num passado recente. De acordo com o estudo publicado na revista 'Astrophysical Journal', os jactos são uma "pálida imagem" do que foram no passado e devem ter-se produzido há um milhão de anos atrás.

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Buracos negros demasiado alimentados fizéram parar a formação de estrelas nas galáxias

Imagem artisticamente modificada da galáxia local Arp 220, captada pelo Telescópio Espacial Hubble, que ajuda a ilustrar os resultados do telescópio Herschel. O núcleo brilhante da galáxia, combinado com a ilustração sobreposta dos jactos que dele emanam, indica que a actividade do buraco negro central está a intensificar-se. À medida que a actividade do buraco negro vai crescendo, a taxa de formação estelar na galáxia baixa - Crédito: NASA/JPL-Caltech

O Observatório Espacial Herschel ajudou a mostrar que as galáxias com buracos negros mais poderosos e activos nos seus núcleos produzem menos estrelas do que as galáxias com buracos negros menos activos. Os resultados são os primeiros a demonstrar que buracos negros impediram a formação de estrelas galácticas quando o Universo tinha menos de metade da sua idade actual.

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Buraco negro apanhado a engolir uma estrela

Simulação por computador mostrando o gás de uma estrela (atraída pela gravidade) a cair num buraco negro. Parte dos gases também está a ser ejectada a altas velocidades para o espaço. Os astrónomos observaram o brilho em luz ultravioleta, usando o telescópio espacial Galaxy Evolution Explorer (Galex), da NASA, e em luz óptica usando o telescópio Pan-STARRS1, no monte Haleakala, no Havaí. A luz vem do gás ao cair no buraco negro, e do brilho do hélio do gás da estrela rica em hélio que é expulso do sistema - Crédito: NASA/JPL-Caltech/JHU/UCSC

Uma equipa de astrónomos detectou, em tempo real, evidências de um buraco negro supermassivo a engolir uma estrela que passou perto. Para além disso, pela primeira vez, conseguiram identificar a estrela vítima.
Os buracos negros supermassivos, por vezes pesando biliões de vezes mais que o Sol, encontram-se no centro da maioria das galáxias e detectam-se devido à intensa radiação que emitem quando absorvem gás à sua volta. É o que acontece, por exemplo, se uma estrela passa nas proximidades e é atraida pela suas poderosas forças gravitacionais. Quando não existe esse gás, a sua radiação é fraca.

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Na mira de buracos negros

Ilustração de buraco negro supermassivo activo, com uma corrente de jacto saindo, na nossa direcção, a uma velocidade próxima à da luz - blazar - Crédito: NASA / JPL-Caltech

Os blazars (blazares) estão entre os objectos mais energéticos do universo. São buracos negros supermassivos activos, no núcleo de galáxias gigantes. À medida que a matéria é atraída para o buraco negro, parte da energia é libertada na forma de jactos deslocando-se quase à velocidade da luz. Os jactos dos "Blazars" estão apontados directamente para a Terra.
Os astrónomos procuram este tipo de buraco negro supermassivo por todo o universo, analisando os dados recolhidos pelo satélite Wide-field Infrared Survey Explorer (WISE), da NASA, tendo encontrado mais de 200 blazars.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Fluxos rápidos de gás (UFOs) de buracos negros gigantes ajudam a moldar as suas galáxias hospedeiras

Os buracos negros supermassivos em galáxias activas podem produzir jactos de partículas estreitos (laranja) e fluxos mais amplos de gás (cinza-azulado), conhecidos como 'saídas ultra-rápidas' ou UFOs, que são poderosos o suficiente para regular não só a formação de estrelas em galáxias maiores as também o crescimento dos próprios buracos negros. À direita está uma ampliação de um uraco negro e do seu disco de acreção - Crédito ilustração: ESA/AOES Medialab

sábado, 18 de fevereiro de 2012

Buraco negro sobreviveu à destruição da sua galáxia

Espectacular galáxia, ESO 243-49, vista de perfil, onde se localiza um buraco negro de massa intermédia, que pode ter pertencido a uma galáxia anã que ela canibalizou. O buraco, de 20.000 massas solares, está acima do plano galáctico, marcado pelo círculo. Neste local foi identificada uma fonte de raios X que aponta o buraco negro. Acredita-se que os raios X têm origem no disco de acreção quente em redor do buraco negro. A luz azul resulta do disco de acreção quente, mas também de um aglomerado de estrelas jovens e quentes que se formaram à volta do buraco negro, e que o telescópio Hubble descobriu. Ele não conseguiu resolver as estrelas individualmente porque o possível aglomerado está muito longe. A sua presença foi inferida a partir da cor e brilho da luz vinda da localização do buraco negro - Crédito: NASA, ESA, e S. Farrell, Sydney Instituto de Astronomia da Universidade de Sydney

Com a ajuda do Telescópio Espacial Hubble, astrónomos encontraram recentemente evidências de um aglomerado de jovens estrelas azuis em torno de um dos primeiros buracos negros de massa intermédia já descobertos. Isto sugere que esse buraco negro já esteve, alguma vez, no centro de uma galáxia anã, que agora já não existe pois terá sido destruída pela gravidade de uma galáxia anfitriã mais massiva e que ela orbitava.

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Buraco negro supermassivo no centro da Via Láctea é premiado pela Real Academia Sueca de Ciências

Estrelas que orbitam o centro da Via Láctea, observadas em infravermelho próximo pelo Very Large Telescope, do ESO - Crédito: ESO/S. Gillessen et al.

Seguindo os movimentos das estrelas em torno do centro da Via Láctea ao longo de mais de 16 anos, o astrónomo alemão Reinhard Genzel e Andrea Ghez dos Estados Unidos, e os seus colegas, conseguiram determinar a massa do buraco negro supermassivo que se esconde lá, conhecido por Sagitário A *, localizado na constelação de Sagitário. Os seus estudos permitiram comprovar que a zona central é ocupada por um buraco negro supermassivo de 4,3 milhões de massas solares. Reconhecendo a importância destes resultados, a Real Academia Sueca das Ciências concedeu-lhes o Prémio Crafoord 2012 em Astronomia, que é considerado o 'Nobel' da Astronomia.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Observatório Chandra detecta buraco negro da Via Láctea "devorando" asteróides

Gigantesco buraco negro Sagitário A * (Sgr A *), no centro da Via Láctea, onde o Observatório de raios X Chandra detectou misteriosas explosões que podem ser asteróides caindo no buraco negro - Crédito: X-ray: NASA/CXC/MIT/F. Baganoff et al.; Illustrations: NASA/CXC/M.Weiss

O buraco negro gigante no centro da Via Láctea pode estar a vaporizar e a devorar asteróides (ou cometas), o que poderia explicar as explosões freqüentemente observadas pelo Observatório de raios X Chandra.
Se for confirmado, este resultado pode significar que há uma nuvem de centenas de triliões de asteróides e cometas em redor do buraco negro.

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Satélite da NASA detecta bolhas massivas de gás nos jactos de buraco negro

Utilizando observações do satélite Rossi X-ray Timing Explorer (RXTE), da NASA, e do radio-telescópio National Science Foundation's (NSF) Very Long Baseline Array (VLBA)X-ray Timing Explorer (RXTE), uma equipa internacional de astrónomos identificou o momento em que um buraco negro, na nossa galáxia, lançou nós de gás extremamente rápidos para o espaço.


Raios X e informação rádio permitiram aos astrónomos detectar quando o sistema do buraco negro H1743-322 ejectou 'balas' de gás, durante a sua poderosa explosão em meados de 2009. Nesta animação, um "hot spot" de raios X no gás, ao redor do buraco negro, produziu sinais de freqüência crescente à medida que o local se aproximava do buraco negro. Quando as "balas" de gás foram expulsos, em 3 de Junho de 2009, o "hot spot" desapareceu.

Pensa-se que estas "balas" de gás ionizado, lançadas para fora a cerca de um quarto da velocidade da luz, têm origem a partir de uma região localizada precisamente do lado de fora do ponto para além do qual nada pode escapar do buraco negro.
A pesquisa centrou-se na explosão, em meados de 2009, de um sistema binário conhecido como H1743-322, localizado a cerca de 28.000 anos-luz, na direção da constelação de Escorpião. O sistema foi descoberto pelo satélite HEAO-1 da NASA, em 1977, e é composto por uma estrela normal e um buraco negro de massa modesta, mas desconhecida.