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terça-feira, 29 de maio de 2012

Desigualdade entre os homens já vem da Idade da Pedra

Artefactos do período Neolítico. O novo estudo mostra que os homens do início do Neoliítico enterrados com ferramentas de trabalho tinham vivido em melhores condições que aqueles que não tinham artefactos junto ao corpo, uma primeira evidência da desigualdade hereditária entre seres humanos - Fonte: wikipédia

Uma nova pesquisa revela que a desigualdade hereditária entre seres humanos começou há mais de 7.000 anos, no início do Neolítico, período em que se iniciou a sedentarização e surgiu a agricultura na pré-história europeia.
Arqueólogos das Universidades de Bristol, Cardiff e Oxford encontraram novas evidências que mostram que os agricultores dessa altura enterrados com ferramentas viveram em melhores terras do que aqueles que foram enterrados sem elas. A pesquisa foi publicada na revista 'Proceedings of National Academy of Science' (PNAS), em 28 de Maio.
Os cientistas analisaram os isótopos de estrôncio de mais de 300 esqueletos humanos distribuídos por várias jazidas na Europa Central. Estes isótopos dão indicações do lugar de origem. Os resultados sugerem que os homens enterrados com ferramentas para cortar madeira tiveram acesso consistente a terras mais próximas, e possivelmente melhores do que os outros. Estas são as evidências mais antigas do diferente acesso à terra entre os primeiros agricultores do Neolítico.

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Foram encontrados glóbulos vermelhos no "homem de gelo" Ötzi

Múmia do "homem de gelo" Ötzi, encontrada num glaciar dos Alpes, em 1991 - Fonte: wikipédia

Cientistas de Itália e Alemanha anunciaram hoje a descoberta de glóbulos vermelhos nas feridas de Ötzi, que viveu há 5300 anos, confirmando que ele morreu logo depois de ser atingido por uma seta nas costas. A descoberta vem publicada na revista britânica 'Journal of the Royal Society Interface'.
O corpo mumificado de Ötzi, conhecido por "homem do gelo", foi encontrado num glaciar entre Italia e Austria, em 1991, e é a primeira vítima de assassinato que se tem conhecimento científico.

quinta-feira, 8 de março de 2012

Sequenciado o genoma do gorila, uma parte importante para a compreensão da evolução humana

Em 15% do seu genoma, o gorila está mais próximo dos humanos do que os chimpanzés - Fonte: wikipédia

Investigadores completaram o sequenciamento do genoma do gorila, o último que faltava para descobrir o código genético dos grandes símios, os parentes mais próximos do ser humano, uma parte importante para o estudo da evolução da espécie humana.
À sequência de ADN do ser humano, em 2002, seguiu-se o chimpamzé, depois o orangotango e, agora, o gorila. O genoma completo foi obtido a partir de Kamilah, uma fêmea da subespécie Gorilla gorilla gorilla, conhecida como “Gorila-do-ocidente”, que nasceu em cativeiro e vive no Zoo Safari Park, em San Diego. O estudo revela que em 15% do seu genoma está mais próxima dos humanos do que os chimpanzés.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Sequenciado o genoma de Ötzi, o "homem do gelo"

Múmia de Ötzi (reconstrução) - Fonte: wikipédia
Uma equipa de cientistas conseguiu sequenciar o genoma completo de Ötzi, o "homem do gelo", um indivíduo de quase 5.300 anos, cujo corpo foi encontrado mumificado nos Alpes italianos, em 1991.
Num estudo publicado na revista 'Nature Communications', os investigadores relatam novas descobertas sobre a fisionomia, origem étnica e predisposição para a doença da múmia gelada mais antiga do mundo.
As investigações genéticas revelaram informações adicionais sobre a aparência física do 'homem do gelo': ele tinha provavelmente olhos e cabelos castanhos. Sofria de intolerância à lactose, o que significava que não podia digerir produtos lácteos e tinha predisposição para doenças cardiovasculares. A equipa também encontrou informação genética da bactéria que causa a doença de Lyme, que é transmitida pela carraça. É a indicação mais antiga desta doença.

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

A primeira "oficina de arte" do homem moderno

Molusco marinho, Haliotis midae (abalone), encontrado nas praias da África-do-Sul, e cuja concha o homem moderno usou, há 100.000 anos para armazenar a mistura de ocre para as suas "decorações artísticas" - Fonte: wikipédia

Uma equipa de investigadores sul-africanos e franceses encontrou, na gruta Blombos dos arredores da Cidade do Cabo, um conjunto de ferramentas e recipientes que foram utilizados para criar pigmentos há 100.000 anos, revelando que o homem moderno já era capaz de criar arte, muito tempo antes de deixar África.
As descobertas mostraram uma espécie de oficina de trabalho onde foi produzida uma mistura rica em ocre armazenada em duas conchas de Haliotis midae (abalone ), uma espécie de caracol-do-mar, que ainda hoje se encontra com facilidade nas praias da África-do-Sul. Foram encontradas também várias pedras utilizadas para moer o mineral ocre, juntamente com outros elementos moídos, como ossos de mamíferos, pedaços de pedra, carvão e algum líquido. Não se sabe onde era aplicada a mistura, talvez para decorar e proteger a pele ou para decoração da roupa.
Até agora, a utilização do ocre e das técnicas de esmagamento e raspagem para a sua obtenção estava datada apenas há 60.000 anos. Todas estas ferramentas encontradas fornecem mais evidências sobre o desenvolvimento tecnológico e o comportamento social dos primeiros homens modernos na África.
"Esta descoberta é um marco na evolução da cognição humana complexa porque demonstra que os humanos há 100.000 anos tinham a capacidade de procurar, produzir e armazenar substâncias que usavam nas suas práticas sociais", assinalou Christopher Henshilwood, um dos autores do artigo publicado na revista Science.
 Fonte: El Mundo

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Os neandertais ibéricos já comiam marisco há 150 mil anos

Muito recentemente os portugueses elegeram o arroz de marisco como uma das 7 maravilhas da gastronomia. Agora, ficámos a saber que os habitantes da Península Ibérica já consumiam marisco há 150.000 anos. É uma preferência bastante antiga!

Moluscos marinhos e crustáceos da Gruta de Bajondillo, no sul da Península Ibérica, utilizados pelos neandertais na sua alimentação - Fonte: PLoS ONE

A descoberta deveu-se a um grupo internacional de cientistas, onde colaboraram investigadores portugueses, ao examinar os restos deixados numa gruta da localidade malaguenha de Torremolinos, no sul de Espanha. É o vestígio mais antigo que comprova o consumo de moluscos por parte dos nossos antepassados neandertais.
O estudo, liderado pelo professor Miguel Cortés Sánchez, da Universidade de Sevilha, é publicado na revista de acesso aberto PLoS ONE.

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Australopithecus Sediba pode ser o antepassado das espécies Homo

Pesquisadores revelaram que o homínideo primitivo 'Australopithecus sediba' pode ser o antepassado do "Homo erectus", o mais antigo representante do género humano reconhecido pela ciência.

Fóssil do crânio de 'Australopithecus sediba' - Fonte: wikipédia

Os cientistas analisaram vários aspectos da sua morfologia (cérebro, pélvis, mãos e pés) através dos restos fósseis de dois jovens encontrados numa caverna de Malapa, perto de Joanesburgo (África do Sul), com cerca de 1,977 milhões de anos. Os 'Australopithecus sediba' são descritos em cinco artigos publicados na revista Science e onde se defende que este hominídeo pode ser a base do género 'Homo' (que inclui a espécie humana Homo sapiens) na árvore da vida.

domingo, 28 de agosto de 2011

Cruzamento com Neandertais fortaleceu o sistema imunitário do homem moderno

De acordo com um novo estudo da revista Science, a convivência com os Neandertais, que se extinguiram há 28 mil anos, na Península Ibérica, melhorou o sistema imunitário do 'Homo sapiens', depois de deixar a África.

Homo sapiens - Fonte: wikipédia

Estudos anteriores já tinham demonstrado que herdámos ADN desses nossos antepassados, até quatro por cento no nosso genoma. Do mesmo modo, os Denisovanos, que viveram entre há 30 a 50 mil anos na Sibéria e Sudeste asiático, também se reproduziram com a nossa espécie, os humanos modernos, dos quais recebemos cerca de seis por cento, nalgumas populações actuais asiáticas.
No estudo agora divulgado, a equipa de Peter Parham, da Universidade de Stanford, nos EUA, quis determinar a importância do contributo desses humanos menos evoluídos, e centrou a sua atenção nos genes que colaboram na defesa contra os vírus e outros agentes patogénicos - os genes do sistema HLA, porque estão submetidos à influência das doenças e mudam com facilidade. Os cientistas conseguiram identificar vários genes e regiões do ADN que foram doados pelos nossos antepassados ao sistema imunitário que ainda temos.
Os autores concluiram que o cruzamento com outras espécies melhorou os humanos modernos. Durante milhares de anos, Neandertais e Denisovanos adaptaram-se ao ambiente, na Eurásia, e criaram defesas imunológicas contra os seres patogénicos locais que, depois, transmitiram aos humanos actuais, que assim ficaram beneficiados. Num claro exemplo de selecção natural, segundo os investigadores, os humanos que resultaram do cruzamento de espécies e receberam os genes protectores sobreviveram.
Fonte: Público.pt

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Homo erectus provavelmente foi o primeiro a dominar a arte de cozinhar

Segundo um estudo americano, o primeiro dos nossos antepassados a cozinhar alimentos foi, provavelmente, o Homo erectus, que evoluiu há cerca de 1,9 milhão de anos.

Família Homo erectus (ilustração) - Fonte: wikipédia

Segundo os cientistas da Universidade de Harvard, cozinhar não foi simplesmente uma forma de preparar alimentos mais saborosos, mas foi uma adaptação evolucionária importante nos humanos. Cozinhar não só aumentou as calorias disponíveis para os antepassados e lhes deu mais tempo para outras actividades, mas também provocou mudanças físicas, como um cérebro maior e um menor intestino, para além de mudanças sociais em torno da casa e da lareira.

terça-feira, 21 de junho de 2011

Encontrados os fósseis mais antigos do homem moderno na Europa

Foram encontrados os fósseis mais antigos do homem moderno na Europa, com 32 mil anos, na Ucrânia, de acordo com um estudo publicado na revista PLoS One.
A descoberta foi feita pelo arqueólogo Alexander Yanevich, da Academia Nacional das Ciências da Ucrânia, na gruta Buran-Kaya (na cordilheira da Crimeia), que servia de abrigo, em escavações feitas em 2001, 2009 e 2010.

Foram encontrados ossos e dentes fossilizados do Homo Sapiens - Crédito: PLoS One

Para além de fragmentos de ossos humanos e dentes, entre os fósseis encontrados existem ferramentas, restos de animais e objectos decorativos fabricados de marfim. Os investigadores relacionaram estes objectos com a cultura gravetense, que se espalhou pela Europa nessa época. O nome vem do sítio arqueológico La Gravette, em França, onde foram descobertos os primeiros vestígios desta cultura.

Objectos decorativos encontrados na gruta Buran-Kaya - Crédito: PLoS One

Segundo o estudo, as características das peças dentais e a morfologia dos ossos occipitais (no crânio) sugerem que eram humanos anatomicamente modernos.
A datação por radiocarbono revelou que os restos humanos têm 32 mil anos: “São as mais antigas provas directas da presença de homens anatomicamente modernos [no Sudeste da Europa], num contexto arqueológico bem documentado”, escreve a equipa de Yanevich.

Indústria lítica da gruta Buran-Kaya - Crédito: PLoS One

A descoberta destes fósseis pode dar novas pistas para compreender as migrações dos primeiros humanos modernos, nomeadamente a sua expansão pela Europa durante o Paleolítico superior (33.000-9.000 a. C, aproximadamente), onde entraram então em contacto com os Neandertais, extintos há 28 mil anos. De qualquer modo os achados revelaram novas informações sobre as suas tradições e cultura.
Mais informações aqui e aqui.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Australopiteco Lucy já caminhava

Em 1974, o investigador Donald Johanson e a sua equipa encontraram os restos fósseis, com cerca de 3,2 milhões de anos, muito bem conservados, da fêmea de uma espécie de hominídeo, então desconhecida, a que deram o nome de Lucy, inspirados na canção dos Beatles, 'Lucy in the sky with diamonds'. É o esqueleto mais completo da espécie 'Australopithecus afarensis'. No entanto, ela foi encontrada sem os ossos do pé, e não foi possível saber se já tinha andar bípede ou ainda vivia nas árvores.

           
Esqueleto de Lucy (Australopithecus afarensis) - Fonte: wikipédia

O mistério acaba de resolver-se com a descoberta, publicada hoje na revista 'Science', de um osso fóssil do pé de um 'Australopithecus afarensis', que certifica que esta espécie já caminhava de forma bípeda, como os humanos modernos, de acordo com os autores do relatório, Carol Ward, da Universidade de Missouri, em conjunto com William Kimbel e Donald Johanson de Arizona State University’s Institute of Human Origins.
O osso fossilizado foi recuperado em Hadar, na Etiópia, tal como Lucy, e com idade aproximada de 3,2 milhões de anos. É o quarto dos cinco ossos que compõem o metatarso (pé esquerdo) – que no pé faz a ligação entre os ossos do calcanhar e dos dedos. Este osso tem a curvatura própria dos pés, tanto nos primeiros hominídeos bípedos conhecidos, como no Homo sapiens, o que prova que esta espécie caminhava sobre duas pernas, assentando os pés no chão (ver osso aqui).

Lucy era bípede - Fonte: wikipédia

Esta espécie, cujo exemplar mais conhecido é "Lucy", viveu na África Oriental entre 3,0-3,8 milhões de anos atrás. Antes de Australopithecus afarensis, a espécie Australopithecus anamensis esteve presente no Quénia e na Etiópia entre 4,2-4,0 milhões de anos atrás, mas o seu esqueleto não é bem conhecido.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Orangotango e homem compartilham 97% dos seus genes

Uma equipa internacional conseguiu sequenciar o genoma completo do orangotango. Foi escolhida como referência “Susie”, uma orangotango de Sumatra, Pongo abelii, que vive no Jardim Zoológico Gladys Porter, em Brownsville, no Texas. É a primeira orangotango a ter o seu genoma conhecido.

Orangotango de Sumatra, Pongo abelii, está criticamente em perigo de extinção - Fonte: wikipédia

A equipa concluiu que Orangotangos e humanos partilham 97% do ADN, o que os coloca como nossos parentes mais afastados que o chimpanzé, com uma semelhança de 99%.
A sequenciação do genoma do orangotango foi realizada por cientistas de 34 instituições de vários países, incluindo os biólogos portugueses Rui Faria e Olga Fernando. Tendo como base a leitura do genoma completo de Susie, os cientistas fizéram o estudo menos pormenorizado do genoma de outros cinco orangotangos da sua espécie, Pongo abelii, da ilha Sumatra, e de cinco orangotangos do Bornéu, Pongo pygmaeus, todos em estado selvagem. Actualmente os orangotangos habitam as florestas tropicais das ilhas de Sumatra e Bornéu, cada uma com uma espécie distinta.

domingo, 9 de janeiro de 2011

Os piolhos revelam que o homem usa roupa há 170 mil anos

Um estudo da evolução dos piolhos, publicado na revista Molecular Biology and Evolution (Open Acess), revelou que o homem moderno começou a vestir-se há cerca de 170 mil anos.
O investigador David Reed, do Museu de Historia Natural da Flórida, durante cinco anos analisou sequências de ADN para calcular quando os piolhos da roupa começaram a divergir geneticamente dos piolhos da cabeça.

Piolho da cabeça - Fonte: wikipédia

Os piolhos são parasitas sugadores de sangue que acompanharam o homem desde os eventos mais antigos aos mais modernos da sua evolução. A relação permite que os cientistas aprendam sobre as mudanças evolutivas no hospedeiro com base nas alterações do parasita.
Constituem uma fonte ideal para determinar quando os hominídeos começaram a usar roupa. O desenvolvimento de roupas provavelmente ocorreu depois que os humanos perderam a cobertura de pêlos do corpo e passaram a sentir mais o frio.

O piolho da roupa(corpo) surgiu quando o homem se vestiu - Fonte: wikipédia

O piolho humano ( Pediculus humanus ) é uma única espécie (parasita) que ocorre em dois tipos ecológicos (piolhos de cabeça e de vestuário) com diferenças morfológicas, comportamentais e ecológicas. A perda de pêlos no corpo humano restringiu os piolhos à cabeça, divergindo posteriormente quando surgiu um novo nicho, isto é, a roupa. Sendo assim, saber quando os piolhos da cabeça e os piolhos da roupa começaram a divergir indica a data em que os seres humanos passaram a usar vestuário regularmente.
Segundo o estudo publicado, o uso regular de roupas deve ter ocorrido há 170 mil anos, coincidindo com o início de uma Idade de Gelo e com o Homo sapiens em África, o que reforça uma tendência geral do desenvolvimento do homem moderno em África, durante o Pleistoceno Médio-Superior. A saída de África deu-se quando o homem moderno decidiu usar peles para se cobrir.
Fonte: Estudo publicado / El Mundo.es