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domingo, 15 de setembro de 2013

Descoberta a maior população conhecida de aglomerados de estrelas e que fornece pistas sobre a matéria negra

A imagem do Telescópio Espacial Hubble mostra a maior população conhecida, mais de 160.000 aglomerados globulares, no agrupamento de galáxias Abell 1689. À esquerda, as inúmeras galáxias que compõem o gigante agrupamento de galáxias Abell 1689. A caixa perto do centro representa uma das regiões observadas pelo Hubble, que contém uma enorme colecção de aglomerados globulares, e que aparece ampliada, à direita. A visão é monocromática, tirada em comprimentos de onda visíveis, onde os aglomerados globulares aparecem como milhares de pequenos pontos brancos, que se parecem com uma tempestade de flocos de neve. As manchas brancas maiores são galáxias de estrelas - Crédito:NASA, ESA, J. Blakeslee

Com a ajuda do Telescópio Espacial Hubble, uma equipa internacional de astrónomos descobriu a maior e a mais distante população conhecida de aglomerados globulares, um número estimado de 160 mil, localizados perto do núcleo do gigante aglomerado de galáxias conhecido por Abell 1689. Em comparação, a Via Láctea abriga cerca de 150 desses aglomerados.
Ao estudar os aglomerados globulares deste enorme aglomerado de galáxias, os astrónomos descobriram que eles estão intimamente relacionados com a matéria negra e que podem ser usados como traçadores confiáveis ​​da quantidade de matéria escura contida em aglomerados de galáxias como Abell 1689.
O estudo dos aglomerados globulares é importante para compreender os primeiros e mais intensos episódios de formação estelar durante a formação de galáxias. Embora a matéria escura seja invisível, ela é considerada a estrutura gravitacional subjacente na formação de estrelas e galáxias. A compreensão da matéria escura pode fornecer pistas sobre como as grandes estruturas como galáxias e aglomerados de galáxias se uniram há milhares de milhões de anos.

domingo, 1 de setembro de 2013

Voando no Campo Ultra Profundo do Hubble em 3-D


O vídeo mostra um voo através do Hubble Ultra Deep Field, a visão mais distante do universo em luz visível.
O Hubble Ultra Deep Field ("Campo Ultra Profundo do Hubble"), ou HUDF, é uma imagem de uma pequena região do espaço, na constelação de Fornax, composta por dados do Telescópio Espacial Hubble, captados entre 3 de Setembro de 2003 e 16 de Janeiro de 2004, com mais de 10.000 galáxias. É a imagem mais profunda do universo tirada em luz visível, mostrando o passado a mais de 13 biliões de anos atrás.
Neste vídeo, é possível ver mais de 5.330 galáxias da imagem do Campo Ultra Profundo do Hubble. Estas bonitas espirais e enormes elípticas são algumas das mais antigas e mais distantes galáxias já fotografadas por um telescópio óptico. Aqui, as galáxias são vistas como elas eram entre 400 a 800 milhões de anos após o Big Bang.
As distâncias para estas galáxias foram medidas usando o desvio para o vermelho cosmológico, que é o alongamento da luz devido à expansão do universo. Quanto mais a luz viajou por todo o universo, mais ela é esticada e tanto maior é o valor do desvio para o vermelho. Os desvios para o vermelho destas galáxias foram convertidos para distâncias para montar um modelo 3-D dos dados.
Esta visualização científica voa através dos dados para mostrar a verdadeira natureza 3-D da imagem do Hubble Ultra Deep Field.

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Telescópio Hubble observa uma lagarta cósmica

Nuvem de gás e poeira interestelar em forma de lagarta, IRAS 20324 4057, a cerca de 4.500 anos-luz de distância, na constelação de Cygnus - Crédito: NASA, ESA, and the Hubble Heritage Team (STScI/AURA)

Espectacular nuvem de gás e poeira interestelar em forma de lagarta, captada pelo Telescópio Espacial Hubble. Na realidade, é o embrião de uma futura estrela que ainda se encontra em processo de formação e que está a ser bombardeada por ventos fortes de radiação ultravioleta provenientes de estrelas vizinhas extremamente brilhantes, que esculpem a extraordinária estrutura da "lagarta".
As estrelas "escultoras" são 65 das mais quentes e brilhantes estrelas conhecidas, classificadas como estrelas do tipo O, localizadas a 15 anos-luz de distância da nuvem, em direcção à borda direita da imagem. Estas estrelas, juntamente com outras 500 menos brilhantes, mas ainda altamente luminosas do tipo B, formam o que se chama associação Cygnus OB2, um conjunto estelar com uma massa mais de 30 mil vezes maior do que o nosso Sol.
A nuvem em forma de lagarta, de nome IRAS 20324 4057, é uma protoestrela numa fase ainda muito primitiva da sua formação. Observações espectroscópicas da estrela central de IRAS 20324 4057 mostram que ainda se encontra num processo de recolha de material a partir do gás que a envolve.
Os cientistas acreditam que as protoestrelas desta região, eventualmente, podem tornar-se em jovens estrelas com massas finais entre 1-10 vezes maiores do que o nosso Sol, desde qua as estrelas brilhantes vizinhas não destruam o gás circundante antes de terminarem a sua formação. Caso contrário, as suas massas poderão ser menores.
Fonte: NASA

sábado, 24 de agosto de 2013

Telescópio Hubble capta movimento de jacto de plasma quente lançado por buraco negro

 

Este vídeo começa com uma visão das estrelas e galáxias na constelação de primavera Virgem , e com uma aproximação da galáxia elíptica gigante M87, que fica perto do centro do aglomerado de galáxias de Virgem.
Bem no interior da galáxia, encontra-se um jacto de alta velocidade de plasma quente ejectado por um supermassivo buraco negro, quase à velocidade da luz. Este vídeo time-lapse do Telescópio Espacial Hubble capta o movimento do jacto durante um período de tempo de 13 anos.
Fonte: HubbleSite

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Ilusão de óptica cósmica numa imagem do Hubble


À primeira vista, esta imagem do telescópio Hubble parece mostrar duas gigantes galáxias entrelaçadas uma na outra numa fusão cósmica para formar uma só. No entanto, é apenas uma questão de perspectva.
Por acaso, estas galáxias parecem estar alinhadas do ponto de vista da Terra e do Hubble. Em primeiro plano, está a galáxia anã irregular PGC 16389 - vista como uma nuvem de estrelas - que encobre parte da sua galáxia vizinha APMBGC 252 125-117, que aparece de perfil e se encontra mais distante.
A imagem do Hubble mostra, também, outras galáxias ainda mais distantes, incluindo uma em espiral vista de frente, no lado direito.
Crédito: ESA/Hubble & NASA, Acknowledgement: Luca Limatola

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Telescópio Hubble explora a origem das galáxias do Universo actual

Ilustração com imagens de galáxias actuais organizadas na forma da sequência de Hubble. O diagrama descreve e separa as galáxias de acordo com a sua morfologia: em espiral (S), elíptica (E) e lenticular (S0). À esquerda do diagrama estão as elípticas, com galáxias lenticulares no meio, e as espirais aparecem nos ramos à direita. As galáxias espirais no ramo inferior apresentam barras no seu centro (galáxia espiral barrada). O nosso universo local exibe grandes galáxias, totalmente formadas e com formas complexas - Crédito: NASA, ESA, M. Kornmesser

As galáxias são importantes blocos de construção fundamentais do Universo. Os astrónomos utilizaram observações do telescópio espacial Hubble para explorar a evolução galáctica no início do universo, e estudar a anatomia de galáxias, pelo menos 1 bilião de anos após o Big Bang.
Os cientistas estudaram os tamanhos, formas e cores de galáxias distantes de mais de 80% da história do Universo. As galáxias actuais apresentam uma variedade de formas diferentes, e são classificados através de um sistema conhecido como a sequência de Hubble (sugerida porEdwin Hubble)
Os astrónomos descobriram que há 11 biliões de anos atrás as galáxias já mostravam esta mesma sequência. Embora pequenas e em processo de formação, a anatomia de galáxias, quando o Universo ainda era muito jovem, não é diferente de galáxias do Universo actual.

quinta-feira, 25 de julho de 2013

O cometa ISON aproxima-se do Sistema Solar Interior

Magnífica imagem do cometa ISON com a sua longa cauda flutuando num cenário com inúmeras galáxias em pano de fundo e estrelas em primeiro plano. É uma composição de imagens captadas pelo Telescópio Espacial Hubble, em 30 de Abril de 2013 - Crédito: NASA, ESA, and the Hubble Heritage Team (STScI/AURA)

O cometa ISON, de nome oficial C/2012 S1, é, como todos os cometas, uma bola de neve suja composta de poeira e gases congelados como água, amónia, metano e dióxido de carbono. Os cientistas acreditam que estes são alguns dos blocos de construção fundamentais que levaram à formação dos planetas há 4,5 biliões de anos.
De acordo com os cientistas, o cometa está a fazer a sua primeira viagem em direcção ao sistema solar interior, vindo da distante Nuvem de Oort, uma colecção aproximadamente esférica de cometas e estruturas em forma de cometa que existe num espaço entre um décimo ano-luz e um ano-luz do Sol.
ISON vai passar a cerca de 1.200 mil quilómetros do Sol, em 28 de Novembro, tornando-se um cometa Sungrazer (rasante), que poderá evaporar ainda mais a sua poeira rochosa perto do periélio - ponto da órbita mais próximo do Sol, podendo revelar melhor a sua composição.
À medida que se aproxima do Sol, o cometa vai aquecendo gradualmente e, neste processo, vão-se libertando diferentes gases conforme vão sendo ultrapassados os seus pontos de evaporação. Os cientistas estão a monitorizar toda esta actividade a partir do solo e também do espaço.
Utilizando o Telescópio Espacial Spitzer, da Nasa, astrónomos observaram fortes emissões de dióxido de carbono com origem no cometa ISON. As observações do telescópio, em infravermelho, indicam a emissão lenta de dióxido de carbono, juntamente com poeira, formando uma cauda com cerca de 300.000 quilómetros de comprimento.

segunda-feira, 15 de julho de 2013

Nova lua de Neptuno descoberta pelo Telescópio Espacial Hubble

Imagem composta do Telescópio Espacial Hubble mostrando a localização da nova lua descoberta, designada S/2004 N 1, em órbita de Neptuno. A imagem em preto e branco foi tirada em 2009, em luz visível, com Wide Field Camera 3. A foto de Neptuno foi captada também pelo Hubble, em Agosto de 2009 - Crédito: NASA, ESA, M. Showalter/SETI Institute

O Telescópio Espacial Hubble, da NASA, descobriu uma nova lua - a décima quarta conhecida - orbitando o distante planeta Neptuno.
A lua, designada S/2004 N 1, é a menor do sistema de Neptuno, aparentando não ter mais de 12 milhas de diâmetro. Por ser tão pequena e escura, não foi detectada pela nave Voyager 2, da NASA, que visitou o gigante azul-esverdeado Neptuno no verão de 1989, e observou o sistema de luas e anéis do planeta.
A nova lua de Neptuno foi encontrada, em 1 de Julho deste ano, pelo astrónomo Mark Showalter, do Instituto SETI em Mountain View, na Califórnia, quando analisava fotos do planeta tiradas pelo telescópio Hubble. A extraordinária sensibilidade e nitidez do telescópio permitiu captar a imagem da lua na forma de um pequeno ponto branco, a cerca de 65.400 milhas de Neptuno, entre as órbitas das luas Larissa e Proteus.
S/2004 N 1 apresenta uma órbita circular que completa a cada 23 horas.
Fonte: NASA

terça-feira, 4 de junho de 2013

Auroras de Saturno observadas pelo telescópio Hubble

Primeira imagem de espetaculares auroras de luz ultravioleta rodeando os pólos norte e sul de Saturno, a mais de mil milhas acima do topo das nuvens. A visão foi captada pelo Telescópio Espacial Hubble, em Outubro de 1997, com o planeta dos anéis a 1.300 mil quilómetros da Terra.
Crédito: J.T. Trauger (Jet Propulsion Laboratory) and NASA/ESA

sexta-feira, 19 de abril de 2013

Nova imagem infravermelha da Nebulosa Cabeça de Cavalo no 23º aniversário em órbita do Telescópio Espacial Hubble

Nova visão infravermelha da nebulosa Cabeça de Cavalo, no 23 º aniversário do Telescópio Espacial Hubble - Crédito: NASA, ESA, and the Hubble Heritage Team (STScI/AURA)

O Telescópio Espacial Hubble celebra o seu 23º aniversário com uma nova espectacular imagem em infravermelho da Nebulosa Cabeça de Cavalo (Horsehead Nebula).
A nebulosa, sombria em luz óptica, aparece transparente e celestial em comprimentos de onda infravermelhos, aqui representada com tonalidades visíveis. A Nebulosa Cabeça de Cavalo sobressai num fundo de estrelas da Via Láctea e galáxias distantes, que são facilmente observadas em luz infravermelha.
O cume superior da Cabeça de Cavalo, em contraluz, é iluminado por Sigma Orionis, um sistema jovem de cinco estrelas perto da parte superior da imagem do Hubble. O brilho ultravioleta de uma dessas estrelas brilhantes está a evaporar lentamente a nebulosa, um pilar de gás hidrogénio ténue misturado com poeira.
Os astrónomos estimam que a formação Cabeça de Cavalo irá desintegrar-se em cerca de cinco milhões de anos.

terça-feira, 5 de março de 2013

Efeito lente gravitacional cria invasor espacial de jogo de computador

O campo gravitacional do aglomerado de galáxias, Abell 68, actua como uma lente natural no espaço, e ampliou e distorceu a imagem de uma galáxia espiral muito distante (na parte superior esquerda da imagem), dando-lhe a aparência de um invasor espacial do jogo de computador "Space Invaders!", de 1970 - Crédito:NASA/ESAe the Hubble Heritage/ESA-Hubble Collaboration

Este objecto de aparência estranha, na imagem do Telescópio Espacial Hubble, na realidade é uma miragem criada pelo campo gravitacional de um aglomerado de galáxias em primeiro plano, Abell 68, que curvou o espaço e distorceu as imagens de fundo de galáxias mais distantes.
A imagem de uma galáxia espiral na parte superior esquerda foi ampliada e distorcida, ficando com a aparência de um alienígena do clássico jogo "Space Invaders!", de 1970. Uma imagem menos distorcida da mesma galáxia aparece à esquerda da grande e brilhante galáxia elíptica.
Objectos de grande massa, como aglomerados de galáxias, podem deformar o espaço-tempo, de modo que a luz que passa por eles segue uma trajectória curva e produz imagens distorcidas. O fenómeno é conhecido como lente gravitacional, porque muitas vezes amplia as imagens de objectos distantes, que de outro modo não seriam visíveis.
O campo gravitacional do grande aglomerado de galáxias Abell 68, actuou como uma lente natural no espaço, avivando e ampliando a luz vinda de galáxias de fundo, muito distantes. Assim, esta lente cósmica criou uma paisagem de imagens distorcidas das galáxias de fundo. O aglomerado está a 2.000 milhões de anos-luz, e as imagens ampliadas vêm de galáxias que estão muito atrás dele.
O efeito de lente gravitacional é uma ferramenta poderosa na astronomia, pois permite que os cientistas consigam aumentar ainda mais o poder de ampliação dos seus melhores telescópios, e possam observar alguns dos objectos mais distantes e ténues do Universo.
Fonte: NASA

sábado, 2 de março de 2013

O Olho de Sauron cósmico - nebulosa ESO 456-67

Nebulosa planetária ESO 456-67, captada pelo Hubble - Crédito:ESA/Hubble and NASA

Pode parecer o "olho de Sauron" de "O Senhor dos Anéis", mas é uma nebulosa planetária conhecida como ESO 456-67. O redemoinho de fogo está localizado na constelação de Sagitário (O Arqueiro), no hemisfério sul do céu.
Apesar do nome, estes objectos não têm nada a ver com planetas. O equívoco aconteceu há mais de um século, quando os primeiros astrónomos observavam com telescópios de pouca qualidade, e as nebulosas deste tipo pareciam pequenas e compactas como planetas.
Estas nebulosas formam-se quando uma estrela se aproxima do fim da vida, e atira material para o espaço à sua volta, formando conchas brilhantes de poeira e gás saídos da estrela - as nebulosas planetárias. No centro ficam os restos da estrela original - pequenas e densas estrelas anãs brancas.
Na imagem do Telescópio Espacial Hubble, é possível ver as várias camadas de material expelido pela estrela central, cada uma brilhando num tom diferente - são visíveis bandas de gás de cor vermelha, laranja, amarela e verde-escuro, com manchas claras do espaço no centro da nebulosa.
Não se sabe bem como as nebulosas planetárias apresentam uma tal variedade de formas e estruturas. Algumas parecem ser esféricas, algumas elípticas, outros materiais são atirados em ondas a partir das regiões polares, algumas parecem ampulhetas ou em forma de oito, e outras ainda parecem grandes explosões estelares desordenadas, entre outras.
Fonte: NASA

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Telescópios da NASA descobrem clarões luminosos numa misteriosa protoestrela binária


O vídeo, obtido a partir de uma sequência de imagens do Telescópio Espacial Hubble, mostra uma protoestrela misteriosa que se comporta como uma luz intermitente. A cada 25,3 dias, o objecto, designado LRLL 54361, desencadeia uma explosão de luz que se propaga através da poeira e do gás à sua volta. Esta é apenas a terceira vez que este fenómeno cósmico raro é observado. Pode constituir uma oportunidade de estudar a formação de estrelas e a sua evolução inicial. Segundo os cientistas, duas jovens estrelas binárias próximass, ou ligadas gravitacionalmente, podem ser a fonte das explosões luminosas periódicas do objecto LRLL 54361.
Os astrónomos propõem que os clarões de luz são causados por interacções periódicas entre as duas estrelas e que acontecem quando o material, num disco circundante, cai subitamente sobre as jovens estrelas em formação e desencadeando uma explosão de radiação, cada vez que elas se aproximam uma da outra nas suas órbitas.

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Telescópios espaciais observam padrões de tempo numa anã castanha

Ilustração da anã castanha, de nome 2MASSJ22282889-431026, observada pelos telescópios espaciais Spitzer e Hubble - Crédito: NASA / JPL-Caltech

Com ajuda dos telescópios espaciais Spitzer e Hubble, astrónomos observaram a atmosfera turbulenta de uma anã castanha, e criaram o "mapa do tempo" mais detalhado para este tipo de corpos frios semelhantes a estrelas.
Os telescópios observaram simultaneamente o objecto, a rodar a cada 1,4 horas. Os resultados sugerem ventos e nuvens envolvendo este estranho mundo.
As anãs castanhas formam-se por condensação de gás, como as estrelas, mas não têm a massa suficiente para fundir átomos de hidrogénio e produzir energia. Em vez disso, estes corpos, que alguns chamam de estrelas fracassadas, são mais parecidos a planetas de gás, com atmosferas variadas e complexas. As suas atmosferas podem ser semelhantes à do planeta gigante Júpiter.
A nova pesquisa pode ajudar uma melhor compreensão não só de anãs castanhas, mas também das atmosferas de planetas, fora do nosso sistema solar.
O estudo descrevendo os resultados, liderado por Esther Buenzli, da Universidade do Arizona, está publicado no Astrophysical Journal Letters.
Fonte: NASA

sábado, 22 de dezembro de 2012

Ornamento de Natal Cósmico, Hubble style

Nebulosa planetária próxima NGC 5189, fotografada pelo Telescópio Espacial Hubble, em 8 de Outubro de 2012 - Crédito:NASA, ESA, and the Hubble Heritage Team (/AURA)

Nesta época festiva, astrónomos e o Telescópio Espacial Hubble oferecem-nos um ornamento precioso para a árvore de Natal: uma imagem da bonita nebulosa gasosa planetária próxima chamada NGC 5189, cuja estrutura se assemelha a um ornamento natalício de vidro soprado, com uma colorida e brilhante fita entrelaçada.
A fotografia foi captada em 8 de Outubro de 2012.
Mais informações em HUBBLESITE

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Galáxia monstruosa não apresenta núcleo brilhante

A galáxia elíptica gigante no centro da imagem, obtida pelo Telescópio Espacial Hubble, é o membro mais massivo e mais brilhantes do aglomerado de galáxias Abell 2261. A galáxia tem cerca de 10 vezes o diâmetro da Via Láctea, com um núcleo difuso preenchido com uma névoa de luz das estrelas. As observações do Hubble foram feitas em Março-Maio ​​de 2011 - Crédito: NASA; ESA; M. Postman, STScI; T. Lauer, NOAO, Tucson; equipa Clash.

Com a ajuda do Telescópio Espacial Hubble, astrónomos observaram uma nova e extraordinária gigantesca galáxia elíptica que pode ter aumentado devido à acção de um ou mais buracos negros no seu núcleo. A galáxia, com pouco mais de um milhão de anos-luz, tem cerca de 10 vezes o diâmetro da nossa galáxia, a Via Láctea.
Esta galáxia inchada pertence a um tipo incomum de galáxias com núcleo difuso, preenchido por uma névoa de luz das estrelas, onde deveria existir, normalmente, um pico de luz concentrada em torno de um buraco negro central.
Os astrónomos mediram a quantidade de luz das estrelas por toda a galáxia, denominada A2261-BCG, revelando que o núcleo da galáxia inchada, com cerca de 10.000 anos-luz, é o maior já visto.
O artigo descrevendo os resultados foi publicado, em 10 de Setembro de 2012, no Astrophysical Journal. Os astrónomos esperavam ver uma concentração ligeira de luz no centro da galáxia, marcando a localização do buraco negro e estrelas envolventes. Em vez disso, a intensidade da luz das estrelas permaneceu bastante uniforme em toda a galáxia.

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Hubble capta a visão mais profunda de sempre do Universo


O Telescópio Espacial Hubble captou a visão mais profunda de sempre do universo.
Designada por eXtreme Deep Field, ou XDF, a imagem revela milhares de galáxias a biliões de anos-luz de diatância, quase no tempo em que começaram a brilhar as primeiras estrelas.
XDF combina 10 anos de observações pelo telescópio Hubble de um pedaço de céu, no centro do campo original Hubble Ultra Deep Field.
Hubble Ultra Deep Field (HUDF) é uma imagem de uma pequena área do espaço, na constelação de Fornax, criada usando dados do Hubble de 2003 e 2004. Recolhendo luz fraca durante várias sessões de observação, ele conseguiu revelar milhares de galáxias, umas próximas e outras muito distantes, tornando-a a imagem mais profunda do universo nesse momento.
A nova imagem XDF é ainda mais sensível, e contém cerca de 5.500 galáxias, mesmo dentro de seu campo de visão menor. As galáxias menos luminosas têm um décimo bilionésimo do brilho que o olho humano pode ver.

sábado, 8 de setembro de 2012

Telescópio Hubble observa estrelas antigas

Estrelas antigas do centro de Messier 4, vistas pelo Telescópio Espacial Hubble - Crédito: ESA/NASA

Fantástica imagem do centro do aglomerado globular de estrelas M4 ou Messier 4, captada pelo Telescópio Espacial Hubble que, com o seu poder de resolução conseguiu mostrar uma multidão de estrelas brilhantes.
Messier 4 está localizado a 7200 anos-luz, relativamente perto da Terra, o que o torna um objecto de estudo muito procurado. Contém várias dezenas de milhares de estrelas, entre elas muitas anãs brancas, que são os núcleos de antigas estrelas moribundas que perderam as camadas exteriores para o espaço.
Em julho de 2003, o Hubble ajudou a descobrir um planeta surpreendente, chamado PSR B1620-26 b, localizado neste aglomerado. Tem uma massa cerca de 2,5 vezes a de Júpiter e uma idade estimada em cerca de 13 biliões de anos - quase três vezes mais velho que o Sistema Solar. Além disso, orbita um sistema binário de uma anã branca e um pulsar (um tipo de estrela de neutrões).
Fonte: NASA

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Tesouros escondidos do Telescópio Espacial Hubble 2012

Conjunto de imagens Hubble, tesouros escondidos premiados em 2012 - Crédito: NASA/ESA

O público foi convidado a ajudar a encontrar imagens do Hubble espalhadas entre os dados científicos do arquivo do telescópio e que, mesmo sendo bonitas, não eram conhecidas pela maioria das pessoas.
Estas imagens, conhecidas como "tesouros escondidos" (hidden treasures), foram seleccionadas e premiadas as 10 melhores nas categorias de imagens processadas e imagens básicas.
Os tesouros escondidos do Hubble podem ser apreciados na página web Hubble/ESA.

sábado, 21 de julho de 2012

Messier 107 observado pelo telescópio Hubble

Messier 107 captado pelo Telescópio Espacial Hubble - Crédito: ESA/NASA

Esta colecção de jóias brilhantes é Messier 107, um dos mais de 150 aglomerados globulares encontrados em volta do disco da nossa galáxia Via Láctea, captado pelo Telescópio Espacial Hubble.
Estes aglomerados esféricos contêm centenas de milhares de estrelas extremamente antigas e estão entre os objectos mais antigos da Via Láctea. A sua origem e impacto na evolução galáctica ainda não é conhecida.
Comparando com outros aglomerados, como M53 ou M54, a imagem de Messier 107 mostra que não é muito denso, as suas estrelas não estão atraídas por grandes forças e são mais distintas.
Messier 107 está localizado a cerca de 20000 anos-luz da Terra, na constelação de Ophiuchus (o portador da serpente).