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sábado, 12 de novembro de 2011

Jornalistas visitaram pela primeira vez Fukushima desde o acidente nuclear


30 jornalistas, quase todos japoneses, foram autorizados a visitar pela primeira vez o reactor nuclear de Fukushima, danificado pelo terramoto e tsunami de Março deste ano.
Equipados com máscaras, roupas de protecção e sem descer dos autocarros que os transportaram, os jornalistas atravessaram as cidades abandonadas na zona interdita de 20 quilómetros em redor da central. Constataram que o nível de radioactividade já era de 20 microsieverts por hora às portas da central. À medida que os veículos se aproximavam dos reactores, o nível subiu rapidamente para os 500 microsieverts por hora, junto aos reactores. A dose anual máxima imposta em tempos de normalidade na maioria dos países é de mil microsieverts.
Um jornalista contou que o edifício do reactor 3 era o mais danificado, rodeado de partes de camiões, barreiras metálicas retorcidas e reservatórios de água esventrados.

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Nagasaki homenageia as vítimas da bomba atómica com mensagem antinuclear

Há 66 anos, em 9 de Agosto de 1945, uma bomba atómica americana lançada sobre Nagasaki matou mais de 100 mil pessoas. A cidade lembra o aniversário e homenageia as vítimas do bombardeamento no Parque da Paz, fazendo um apelo a favor da energia renovável em vez da energia nuclear.

Monumento que marca o hipocentro, ou marco zero, da explosão da bomba atómica sobre Nagasaki - Fonte: wikipédia

Estiveram presentes na cerimónia o primeiro-ministro do Japão, Naoto Kan, e representantes de outros 45 países. Pela primeira vez, também participou da homenagem um representante dos Estados Unidos.
No momento exacto em que a bomba "Fat Man" explodiu sobre Nagasaki, os sinos lembraram no Parque da Paz todas as vítimas deste segundo bombardeamento, no final da II Guerra Mundial.

Estátua da Paz, no Parque da Paz, em Nagasaki - Fonte: wikipédia

Na sua Declaração pela Paz, junto à famosa Estátua da Paz, o perfeito de Nagasaki manifestou incredulidade pelo acidente de Fukushima, que aconteceu num país com o compromisso de "não mais hibakusha" (como são conhecidas no Japão as vítimas da bomba atómica). Defendeu o desenvolvimento das energias renováveis que trazem maior segurança à sociedade e pediu aos países possuidores de armas atómicas o fim da proliferação nuclear, um objectivo a ser promovido pelo seu país, para além de mais apoio aos sobreviventes da bomba atómica, muitos deles idosos.
Tal como aconteceu em 6 de Agosto, na cerimônia que lembrou o bombardeamento atómico de Hiroshima, o primeiro-ministro Kan, do Japão, defendeu a redução da dependência japonesa em relação à energia nuclear e uma investigação profunda sobre as causas do acidente na central nuclear de Fukushima, depois do terramoto de 11 de março.
Kan voltou a defender, no seu discurso, os três princípios não nucleares do Japão (não possuir, produzir ou introduzir armas atómicas no país) e, simultaneamente, destacou o compromisso do seu país em contribuir para acabar com a proliferação nuclear.
Fonte: ÚltimoSegundo

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Radiação de Chernobyl ainda afecta fauna e flora


Depois de 25 anos do acidente de Chernobyl, parece que a natureza está a renascer no local. Mas, de acordo com os cientistas que investigam a região há anos, o nível de radiação continua 2 mil vezes acima do normal, afectando os animais e plantas que aí vivem.
Fonte: ÚltimoSegundo

domingo, 10 de julho de 2011

Exposição Hiroshima – Marco Zero – 1945, em Nova York


A exposição Hiroshima – Marco Zero – 1945 está no International Center of Photography, em Nova York e reúne mais de 60 fotos da cidade japonesa, logo depois da explosão da bomba atómica.
As fotos foram feitas por autoridades americanas, para documentar os efeitos da bomba. Até há pouco tempo foram consideradas documentos secretos. Elas mostram a total destruição de Hiroshima, onde morreram, pelo menos, 80 mil pessoas no próprio dia do bombardeamento, e milhares morreram depois.
A exposição mostra o início da "era nuclear que mudou o mundo de maneira definitiva".
Fonte: ÚltimoSegundo

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Hiroshima: Ground Zero 1945 - fotografias inéditas

Hiroshima: Ground zero 1945
Vídeo com fotos inéditas de Hiroshima, depois de bombardeada. Foi produzido e dirigido por Adam Harrison Levy, com música de Paul Brill e editado por Stephanie Gould

O Museu do Centro Internacional de Fotografia, nos Estados Unidos, organizou uma exposição com fotografias inéditas de Hiroshima, no Japão, captadas após a explosão da bomba atómica lançada por forças americanas, no final da Segunda Guerra, em 6 de Agosto de 1945. As fotos fazem parte de um conjunto de imagens encomendadas pelo governo dos Estados Unidos da altura, para registar a destruição causada e nunca foram divulgadas até agora.
As 60 fotos da exposição "Hiroshima: Ground Zero 1945" mostram a destruição provocada pela explosão, que matou mais de 140 mil pessoas. Segundo os responsáveis, elas testemunham o primeiro bombardeamento nuclear contra uma cidade. Foram escolhidas numa colecção única de mais de 700 fotografias do museu.
Logo após o bombardeamento, o governo do presidente Harry Truman dos Estados Unidos pediu um estudo sobre a devastação da cidade. Foram tiradas mais de 1100 fotografias sobre o impacto da explosão nos edifícios e materiais de construção em Hiroshima, em torno do local da explosão, o primeiro "Ground Zero". Estas fotos formaram a base para a arquitectura de defesa civil nos Estados Unidos.
Cerca de 800 fotografias de Hiroshima fizéram parte de um relatório confidencial de 1947, sobre os efeitos da bomba atómica, e que também faz parte da exposição "Hiroshima: Ground Zero 1945", que decorre entre 20 de Maio e 28 de Agosto de 2011, em Nova York.
Fonte: Centro Internacional de Fotografia / ÚltimoSegundo

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Greenpeace exige o fim imediato do nuclear nas Portas de Brandeburgo, em Berlim

Um grupo de 14 activistas, da organização ecologista Greenpeace, colocou uma grande faixa na conhecida Porta de Brandeburgo de Berlím, exigindo o fim imediato do nuclear ao governo de Angela Merkel.

Nas Portas de Bradenburgo, em Berlim, a faixa do Greenpeace alerta "Cada dia com a energia nuclear é demasiado" - Crédito: Greenpeace

O grupo elogiou a decisão do governo alemão sobre o encerramento imediato de oito das centrais nucleares alemães, é um passo muito importante para acabar com a energia nuclear a nível mundial, mas defende que a Alemanha pode abandonar o uso da energia nuclear até 2015, e não prolongar até 2021 o encerramento definitivo das 17 centrais nucleares do país.
Segundo os ecologistas, a Alemanha, a quarta maior economia do mundo, pode fechar todos os 17 reactores nucleares até 2015, sem depender de importações de energia nuclear ou tecnologias de combustíveis fósseis, pela rápida substituição dos reactores por uma combinação de energias renováveis ​​e medidas de eficiência.
Este protesto do Greenpeace surgiu um dia depois das manifestações com dezenas de milhares de pessoas, em várias cidades alemães, exigindo o abandono imediato da energia nuclear.
Mais informações aqui e aqui.

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Protestos contra a energia nuclear assinalaram o aniversário da catástrofe de Chernobyl


Em vários países do mundo, protestos contra a energia nuclear marcaram o 25º aniversário da grande catástrofe de Chernobyl, ocorrida na Ucrânia, em 26 de abril de 1986, com a explosão do reactor 4 da central nuclear. A recente fuga de material radioactivo da central nuclear de Fukushima, no Japão, levantou, mais uma vez, a questão da segurança da energia nuclear.
Ver fotos das manifestações neste endereço.

Link relacionado:
Chernobyl, 25 anos depois (galeria de imagens)
Turismo radioactivo (em espanhol)

terça-feira, 26 de abril de 2011

A maior lição de Chernobyl é a necessidade de dizer a verdade às pessoas, afirmou o líder russo

A Ucrânia assinala hoje o 25º aniversário da explosão do reactor da central nuclear soviética de Chernobyl, considerada o mais grave acidente nuclear do mundo.
Na cerimónia na capital ucraniana de Kyiv estará presente o presidente ucraniano, Viktor Yanukovich e o seu homólogo russo, Dmitry Medvedev.
A maior lição que as autoridades de todo o mundo aprenderam com as tragédias de Chernobyl e Fukushima é que é necessário dizer sempre a verdade, disse o presidente russo Dmitri Medvedev, nesta segunda-feira, 25 de Abril.

Monumento, em Obninsk, aos bombeiros que trabalharam no reactor de Chernobyl, após a explosão - Fonte: wikipédia

Medvedev encontrava-se numa reunião com socorristas que participaram dos arriscados trabalhos de limpeza de Chernobyl. Estes técnicos foram expostos a níveis muito elevados de radiação e reclamavam da falta de informação por parte do governo sobre os reais riscos que corriam.

Reactor nuclear de Chernobyl envolto num sarcófago protector - Fonte: wikipédia

Medvedev condenou a atitude da União Soviética durante a catástrofe de Chernobyl, em 1986, cujas autoridades não queriam admitir a extensão do acidente e que nada informaram durante os três primeiros dias. Só no dia 28 as Agências oficiais anunciaram o acidente, depois do reactor nuclear de Forsmark, na Suécia, ter detectado um nível alto de radiação no continente.
A Tokyio Electrical Power Co. (Tepco), responsável pela central nuclear de Fukushima, no Japão, também foi acusada de não divulgar tudo o que sabia de maneira clara, principalmente nos primeiros dias após o acidente, cujas consequências ainda não foram completamente controladas.
Seis trabalhadores de limpeza de Chernobyl e 22 técnicos do reactor nuclear morreram em poucos meses, devido à exposição radioactiva. A maioria dos trabalhadores que sobreviveu ainda sofre com  os graves problemas de saúde provocados pelo trabalho no local do desastre.
Dmitri Medvedev homenageou 16 dos trabalhadores com medalhas de honra, mas muitos veteranos do grupo lamentam o tratamento indiferente do Estado russo em relação a eles e às famílias dos que não sobreviveram nestes 25 anos.
Fonte: ÚltimoSegundo

Links relacionados:
Acidente de Chernobyl completa 25 anos
Chernobyl também carrega a negligência como legado
Milhares lembram Chernobyl e protestam contra energia nuclear

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Greenpeace organiza espectáculo de luz antinuclear em Espanha

Projecção de imagens antinucleares sobre a central nuclear de Ascó - Fonte: Greenpeace

Quando se completa um mês do acidente nuclear no Japão, em consequência do tsunami, os activistas do Greenpeace, em Espanha, lembraram Fukushima e projectaram imagens e mensagens antinucleares em todas as centrais nucleares espanholas em funcionamento, para reclamar o abandono da energia nuclear em Espanha.
Mensagens como "Não mais Fukushima", "Perigo Nuclear" e "Perigo" serviram para chamar a atenção sobre o funcionamento perigoso das centrais espanholas, com uma vida média já de 29 anos e problemas de segurança, especialmente a central nuclear de Garoña, com problemas importantes de corrosão em diversos componentes do núcleo do reactor.


Fonte: Greenpeace

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Ação da Greenpeace na central nuclear espanhola de Cofrentes, em Valência

Ativistas da organização ambientalista Greenpeace, em Espanha, escalaram nesta terça-feira (15) uma das torres de refrigeração da central nuclear de Cofrentes, para reivindicar o encerramento das instalações, situadas na província de Valência, em Espanha. A Greenpeace pede ao Conselho de Segurança Nuclear (CSN) e o Governo para não renovar a a licença de funcionamento de Cofrentes, que expira em 19 de março.

Crédito: Greenpeace

Os ecologistas pretendem denunciar o que consideram falta de segurança da central, o seu envelhecimento e o risco de acidentes. A central entrou em funcionamento em 1984 e cuja autorização de exploração está pendente de um relatório do Conselho de Segurança Nuclear e de uma posterior decisão do Ministério de Indústria, Turismo e Comércio.
A direção da central nuclear decidiu declarar "alerta de emergência", de acordo com seu Plano de Emergência Interior e continua a funcionar em condições estáveis e com todos os sistemas de segurança disponíveis.


Mais informações em: ÚltimoSegundo / El Mundo / Greenpeace em Espanha

Última Hora: foram detidos 15 ativistas da Greenpeace e um fotógrafo