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quarta-feira, 1 de maio de 2013

Nuvem de gás quente gigante envolve galáxias em fusão

Na nova imagem composta de NGC 6240, os raios-X do telescópio Chandra revelam uma enorme nuvem de gás quente de cor púrpura. Estes dados foram combinados com dados ópticos do telescópio espacial Hubble sobre as galáxias em fusão, para dar a bonita imagem apresentada - Crédito: X-ray (NASA/CXC/SAO/E.Nardini et al); Optical (NASA/STScI)

Espectacular nuvem de gás quente, envolvendo duas grandes galáxias em colisão. A imagem resulta da combinação de dados do telescópip de raios X Chandra (roxo) com dados ópticos do telescópio espacial Hubble.
O enorme reservatório de gás tem uma massa de 10 biliões do nosso Sol e estende-se por cerca de 300.000 anos-luz, irradiando a uma temperatura de mais de 7 milhões de graus.
Esta nuvem gigante de gás, que os cientistas chamam de "halo", situa-se no sistema NGC 6240, onde se encontram em fusão duas grandes galáxias espirais, de tamanho semelhante à nossa Via Láctea. Cada galáxia contém, no seu centro, um buraco negro supermassivo. Os buracos negros movem-se em espiral em direcção um do outro e, eventualmente podem fundir-se para formar um buraco negro maior.
Em consequência da colisão entre as galáxias, o gás contido em cada uma foi violentamente agitado, o que causou uma explosão de novas estrelas (baby boom) que durou pelo menos 200 milhões de anos.

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Cientistas revelam a maior galáxia do Universo

Esta imagem da gigante galáxia espiral barrada NGC 6872 combina imagens de luz visível do telescópio Very Large, do Observatório Europeu do Sul (ESO), com dados em ultravioleta extremo do telescópio GALEX, da NASA e, ainda, dados infravermelhos adquiridos pelo telescópio espacial Spitzer, da NASA. A espiral tem 522.000 anos-luz (medidos entre as extremidades dos braços), o que a torna cerca de 5 vezes maior do que a nossa galáxia, a Via Láctea. A pequena galáxia de disco IC 4970, que está a interagir com NGC 6872, está localizada acima da região central da espiral - Crédito: NASA Goddard Space Flight Center / ESO / JPL-Caltech / DSS 

Embora a espectacular galáxia espiral barrada NGC 6872 já fosse classificada entre os maiores objectos estelares conhecidos, uma equipa de astrónomos dos Estados Unidos, Chile e Brasil descobriu, agora, que é a maior galáxia espiral alguma vez registada.
Os cientistas analisaram dados de arquivo da missão Galaxy NASA Evolution Explorer (Galex), e ficaram surpreendidos ao ver uma grande faixa de luz ultravioleta formada por jovens estrelas, indicando uma enorme galáxia. O satélite Galex foi construído para procurar a luz ultravioleta irradiada por estrelas novas. Foi desligado em Fevereiro de 2012.
A galáxia NGC 6872 mede cerca de 522.000 anos-luz, entre as extremidades dos seus braços exagerados, com cinco vezes o tamanho da nossa galáxia, a Via Láctea. Este tamanho fora do vulgar deve-se à interacção entre NGC 6872 e a pequena galáxia de disco IC 4970, localizada acima da região central da galáxia espiral. Os cientistas acreditam que esta tem um quinto do tamanho da primeira, e que terá sido atraída por ela, tornando NGC 6872 maior do que se julgava.
Este interessante par de galáxias encontra-se a 212 milhões de anos-luz da Terra, na constelação de Pavo, no hemisfério sul. Os astrónomos acreditam que as grandes galáxias, incluindo a Via Láctea, cresceram absorvendo inúmeros sistemas estelares mais pequenos, durante biliões de anos.
Fonte: NASA

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Uma colorida gaivota cósmica

A imagem mostra parte da Nebulosa da Gaivota (cabeça da gaivota), uma maternidade estelar, e foi captada pelo telescópio MPG/ESO, instalado no Observatório de La Silla do ESO, no Chile - Crédito: ESO

A imagem obtida no Observatório de La Silla do ESO, mostra parte da maternidade estelar chamada Nebulosa da Gaivota.
É uma nuvem de gás, conhecida como Sh 2-292, RCW 2 e Gum 1, parecendo a cabeça de uma gaivota, com brilho intenso devido à radiação muito energética emitida por uma estrela jovem e muito quente que se encontra no seu centro.
As nebulosas estão entre os objectos visualmente mais impressionantes do céu nocturno. São nuvens interestelares de poeira, moléculas, hidrogénio, hélio e outros gases ionizados, onde nascem novas estrelas. Embora estas nebulosas apresentem diferentes formas e cores, quando observadas pela primeira vez, muitas das suas formas estranhas fazem lembrar figuras e objectos conhecidos, e os astrónomos dão-lhes nomes curiosos, como acontece com esta região de formação estelar.

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Asteróide que se aproxima da Terra, este fim-de-semana, pode ser visto online

Diagrama da órbita do grande asteróide 2002 AM31 no sistema solar, em aproximação do nosso planeta. No domingo (22 de Julho) passará mais perto, cerca de 13,7 vezes a distância entre a Terra e a Lua - Crédito:  Solar System Dynamics

Um grande asteróide vai aproximar-se da Terra neste fim de semana, mas a uma distância segura, bem para além da órbita da Lua.
O asteróide 2002 AM31, descoberto em 2002, fará a sua maior aproximação ao nosso planeta, no domingo (22 de Julho), passando a uma distância cerca de 13,7 vezes a distância entre a Terra e a Lua ou 5,2 milhões de quilómetros.
De acordo com os cientistas, não há hipótese do asteróide colidir com a Terra nesta passagem, embora seja uma rocha espacial que pode causar preocupação no futuro.
2002 AM31 está classificado como um "asteróide potencialmente perigoso" pelo Minor Planet Center em Cambridge, Massachusetts. É um asteróide grande, mas os cientistas não coincidem no seu tamanho. Mediçoes de radar do Observatório de Arecibo indicam 340 metros de diâmetro e o Programa Asteroid Watch, da NASA, estima que tem o dobro do tamanho, cerca de 792 metros.
Vai ser possível observar este asteróide online, durante a sua passagem pelo nosso planeta. No domingo, a página web de observação espacial, Slooh Space Camera, transmite imagens da rocha espacial a partir de telescópios no Observatório Prescott, no Arizona, e Ilhas Canárias.
Fonte: via Space.com

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Voando no universo

A região de formação estelar Vela C, parte do complexo de Vela, captada pelo Observatório Espacial Herschel da ESA - Crédito: ESA/PACS & SPIRE Consortia, T. Hill, F. Motte, Laboratoire AIM Paris-Saclay, CEA/IRFU – CNRS/INSU – Uni. Paris Diderot, HOBYS Key Programme Consortium

Uma bela borboleta azul e amarela parece voar em direcção a uma flor arredondada de poeira quente e gás, também azul, sobre um emaranhado de filamentos frios avermelhados. É uma imagem da região Vela C captada pelo Observatório Espacial Herschel da ESA.
Vela C é a mais massiva das quatro partes do complexo Vela, uma vasta região de formação de estrelas no plano da nossa galáxia, a Via Láctea, apenas a 2300 anos-luz. Nesta região estão a nascer estrelas massivas, mas também de massa mais baixa ou intermédia, tornando-a num laboratório ideal para o estudo do nascimento de estrelas.

sábado, 30 de junho de 2012

Telescópio NuSTAR abriu os seus olhos de raios X

Primeiras imagens em raios X de alta energia, captadas como teste pelo telescópio Nuclear Spectroscopic Telescope Array (NuSTAR), da NASA. Foi escolhido um buraco negro brilhante da Via Láctea, Cygnus X-1, na constelação de Cygnus (à esquerda) - Crédito: NASA/JPL-Caltech

O telescópio Nuclear Spectroscopic Telescope Array (NuSTAR), da NASA, captou as suas primeiras imagens de teste do universo de raios X de alta energia. Foi lançado a 13 de Junho, e é o primeiro telescópio espacial com capacidade para detectar raios X de alta energia.
As imagens mostram Cygnus X-1, um buraco negro na nossa galáxia, que está a atrair gás de uma estrela companheira gigante, a cerca de 6000 anos-luz, na constelação Cygnus. Ele foi escolhido pela equipa científica para testar os instrumentos do telescópio por ser muito brilhante em raios X, o que facilita o trabalho.
A calibração do telescópio continua das duas próximas semanas, com outros dois objectos brilhantes: G21.5-0.9, o remanescente de uma explosão de supernova que ocorreu na nossa galáxia, a Via Láctea, há vários milhares de anos e 3C273, um buraco negro que está a alimentar-se activamente, ou quasar, localizado a 2000 milhões de anos-luz, no centro de outra galáxia.
Outros telescópios colaboram na calibração de NuSTAR, incluindo os telescópios espaciais Swift e Chandra, da NASA, e o telescópio XMM-Newton, da Agência Espacial Europeia (ESA). A missão deve iniciar a sua actividade científica principal dentro de duas semanas.
Fonte: NASA

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Astrónomos descobriram nova maneira de estudar atmosferas de exoplanetas

Ilustração do exoplaneta Tau Boötis b, um dos primeiros exoplanetas a ser descoberto, em 1996, e um dos sistemas planetários mais próximos que se conhece. Os astrónomos utilizaram o VLT do ESO para captar e estudar, pela primeira vez, a fraca radiação emitida pelo planeta. Ao aplicar uma nova técnica observacional, a equipa descobriu que a atmosfera do planeta parece ser mais fria a maior altitude, o contrário do que se esperava - Crédito: ESO/L. Calçada

Uma equipa internacional de astrónomos usou, pela primeira vez, uma nova técnica que permite estudar detalhadamente a atmosfera de um exoplaneta, mesmo que ele não passe em frente da sua estrela hospedeira.
Com ajuda do Very Large Telescope do ESO (VLT), os astrónomos conseguiram captar directamente o brilho fraco do planeta tau Boötis b, o que permitiu pela primeira vez estudar a estrutura da atmosfera de Tau Boötis b e determinar a sua órbita e massa de forma precisa.
A equipa de cientistas utilizou o instrumento CRICES montado no VLT, instalado no Observatório do Paranal do ESO, no Chile. Os astrónomos combinaram observações infravermelhas de alta qualidade (com comprimentos de onda da ordem dos 2.3 microns) com uma técnica nova que consegue extrair o fraco sinal emitido pelo planeta a partir radiação muito mais forte emitida pela estrela hospedeira.
Os resultados serão publicados na revista Nature.

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Aglomerado globular M10

Conjunto de "jóias" brilhantes do centro do aglomerado globular M10, aptado pelo telescópio Hubble - Crédito: ESA/Hubble & NASA

O aglomerado globular Messier 10 (M10) é um conjunto esférico de estrelas, com aproximadamente 80 anos-luz de diâmetro, a cerca de 15.000 anos-luz da Terra, na constelação de Ophiuchus (o Portador da Serpente). Mesmo o seu núcleo relativamente brilhante é muito fraco para se ver a olho nu.
A imagem captada pelo Telescópio Espacial Hubble, em luz visível e inframelho, mostra o centro do aglomerado M10, uma região com cerca de 13 anos-luz de diâmetro.
M10 faz parte do catálogo de Messier desde a sua primeira edição, publicada em 1774. Charles Messier, astrónomo francês do século 18, catalogou mais de 100 galáxias e aglomerados, embora ele preferísse os cometas. O seu catálogo inclui muitos dos objectos mais famosos do céu nocturno.

domingo, 17 de junho de 2012

Galáxia anã azul captada pelo Hubble

Galáxia anã UGC 5497 numa imagem captada pelo Telescópio Espacial Hubble - Crédito: ESA/NASA

UGC 5497 é uma galáxia anã compacta que está impregnada de aglomerados de estrelas formados recentemente e cujas brilhantes estrelas azuis dão uma aparência azulada à galáxia. Estas estrelas são de combustão rápida e durarão algns milhares de anos até explodirem em supernovas.
A galáxia UGC 5497 faz parte do grupo de galáxias M81, localizado a cerca de 12 milhões de anos-luz, na constelação de Ursa Maior.
De acordo com a teoria cosmológica sobre a formaçãio de galáxias, chamada Lambda Cold Dark Matter, deveria haver muitas mais galáxias anãs como satélites associadas a grandes galáxias, como a Via Láctea e Messier 81, do que as que se conhecem actualmente, o que tem constituído um problema para os astrofísicos.
Fonte: NASA

quarta-feira, 13 de junho de 2012

"Caçador" de buracos negros da NASA já está no espaço

Ilustração do NuSTAR em órbita. O fundo é uma imagem do centro galáctico, obtida pelo observatório Chandra de raios X, da NASA - Crédito: NASA/JPL-Caltech

A NASA lançou esta quarta-feira (13 de Junho), com sucesso, o seu potente observatório de raios X, Nuclear Spectroscopic Telescope Array (NuSTAR), um "caçador" de buracos negros, com o objectivo de conhecer melhor estes objectos cósmicos e ajudar a compreender a estrutura do universo.
Ao contrário de outras missões, o observatório não foi lançado de uma base terrestre, mas sim de um avião especialmente equipado, o 'Stargazer', o que diminuiu bastante o custo da missão. A NASA também está a passar por tempos difíceis, preferindo missões científicas de custos relativamente baixos, e NuSTAR é uma dessas missões.

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Missão NuSTAR irá observar o céu em raios X de alta energia

A missão NuSTAR vai orbitar a Terra para detectar buracos negros e outros objectos cósmicos exóticos - Crédito: NASA/JPL-Caltech

Nuclear Spectroscopic Telescope Array, ou NuSTAR, é uma missão da NASA que partirá brevemente para o espaço, onde irá analisar o céu em raios X de alta energia, com uma sensibilidade muito maior que qualquer outra missão anterior.
O telescópio NuSTAR vai conduzir um censo de alguns dos objectos mais quentes, mais densos e com mais energia no universo, incluindo buracos negros, os seus jactos de partículas de alta velocidade, estrelas de neutrões muito densas, restos de supernovas e também o nosso Sol. O objectivo é compreender como se formam e evoluem as estruturas do universo.
O lançamento do observatório NuSTAR está previsto para o dia 13 de Junho de 2012, a partir do Atol de Kwajalein, nas Ilhas Marshall, a bordo de um foguetão Pegasus, da Orbital Sciences Corporation's.
Mais informações sobre a missão NuSTAR em http://www.nasa.gov/nustar.
Fonte: NASA

domingo, 13 de maio de 2012

O "Cisne" visto pelo telescópio Herschel

A nova imagem da região de formação estelar Cygnus X, captada em infravermelho pelo telescópio Herschel, destaca os filamentos caóticos de poeira e gás que indicam os lugares de formação de estrelas massivas - Crédito: ESA/PACS/SPIRE/Martin Hennemann & Frédérique Motte, Laboratoire AIM Paris-Saclay, CEA/Irfu – CNRS/INSU – Univ. Paris Diderot, France.

Impressionante nova imagem de Cygnus-X, captada pelo telescópio espacial Herschel da ESA, mostrando os emaranhados de filamentos de pó e gás que assinalam onde se está a formar novas estrelas massivas.
Cygnus-X é uma região de formação de estrelas extremamente activa, a 4500 anos-luz da Terra, na constelação de Cygnus, o Cisne. As observações do telescópio do Herschel, em infravermelho distante, ajudam os astrónomos no estudo deste tipo de regiões, orientando-os na procura de novas gerações de estrelas.

sábado, 12 de maio de 2012

O Sol está a mover-se mais devagar do que se pensava

As estrelas deslocam-se através da galáxia, rodeadas por uma bolha de gás carregado e campos magnéticos, chamada astroesfera ou helioesfera, no caso do Sol. Esta imagem mostra alguns exemplos de astroesferas que são muito fortes, são visíveis e apresentam onda de choque -  Crédito: NASA / Goddard Space Flight Center

Os novos dados divulgados pelo satélite Interstellar Boundary Explorer (IBEX), da NASA, indicam que o Sol está a mover-se na Via Láctea mais devagar do que se pensava.
Desde os anos de 1980, os cientistas de um modo geral aceitavam que a heliosfera - a bolha de gás e campos magnéticos gerados pelo Sol - se move através do espaço, criando três níveis de limites distintos que culminam numa onda de shock à frente, tal como o estrondo sonoro criado à frente de um jacto supersónico ou as ondas criadas na frente da proa de um barco deslocando-se velozmente na água.
A Terra também tem uma dessas ondas de choque no lado do seu campo magnético voltado para o Sol, assim como outros planetas e estrelas. No entanto, os novos dados do satélite IBEX revelam que o sol não tem onda de choque, precisamente aquela que resultaria do movimento da heliosfera através do material galáctico local.

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Buracos negros demasiado alimentados fizéram parar a formação de estrelas nas galáxias

Imagem artisticamente modificada da galáxia local Arp 220, captada pelo Telescópio Espacial Hubble, que ajuda a ilustrar os resultados do telescópio Herschel. O núcleo brilhante da galáxia, combinado com a ilustração sobreposta dos jactos que dele emanam, indica que a actividade do buraco negro central está a intensificar-se. À medida que a actividade do buraco negro vai crescendo, a taxa de formação estelar na galáxia baixa - Crédito: NASA/JPL-Caltech

O Observatório Espacial Herschel ajudou a mostrar que as galáxias com buracos negros mais poderosos e activos nos seus núcleos produzem menos estrelas do que as galáxias com buracos negros menos activos. Os resultados são os primeiros a demonstrar que buracos negros impediram a formação de estrelas galácticas quando o Universo tinha menos de metade da sua idade actual.

Enxame globular Messier 55, uma "bola" de estrelas

Bonita imagem do enxame estelar globular Messier 55, situado na constelação do Sagitário. Foi obtida em infravermelho com o telescópio de rastreio VISTA, instalado no Observatório do Paranal do ESO, no Chile. O enxame forma uma "bola" enorme de estrelas velhas localizada a cerca de 17 000 anos-luz de distância - Crédito: ESO/J. Emerson/VISTA. Acknowledgment: Cambridge Astronomical Survey Unit

Uma nova imagem do telescópio de rastreio infravermelho VISTA mostra Messier 55, um enxame globular com dezenas de milhares de estrelas entre as mais velhas do Universo e confinadas num espaço relativamente pequeno, como uma "bola" de estrelas. O estudo dos enxames globulares, que são objectos antigos, ajuda a compreender como evoluem as galáxias e envelhecem as estrelas.

terça-feira, 8 de maio de 2012

Luz de um exoplaneta "Super-Terra" detectada pela primeira vez

O Telescópio Espacial Spitzer detectou a luz directa emanada de uma super-Terra pela primeira vez, usando a sua visão infravermelha. A super-Terra é mais massiva que a Terra, mas mais leve do que os gigantes gasosos como Neptuno. Nesta ilustração, em luz visível na parte superior, o planeta fica 'perdido' no brilho da sua estrela. Quando visto em infravermelho, o planeta fica mais brilhante em relação à sua estrela (em baixo),  principalmente porque o calor escaldante do planeta brilha em luz infravermelha - Crédito: NASA/JPL-Caltech

O Telescópio Espacial Spitzer, da NASA, detectou luz vinda de uma super-Terra fora do nosso Sistema Solar pela primeira vez. O planeta não é habitável, mas a detecção da luz é um passo histórico na procura de sinais de vida noutros planetas.
O exoplaneta, de nome 55 Cancri e, é uma super-Terra pois é mais massivo que o nosso planeta, mas mais leve do que planetas gigantes como Neptuno. É duas vezes maior e com oito vezes mais massa que a Terra, orbitando a brilhante estrela 55 Cancri, durante 18 horas.
55 Cancri e já tinha sido analisado anteriormente, recorrendo ao método de transição, isto é, analisando como variou a luz da estrela mãe, quando o planeta passou na sua frente.

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Estrelas anãs brancas apanhadas a "comer" planetas rochosos, algo que também pode acontecer no sistema solar no futuro

Ilustração de uma estrela anfitriã que está a terminar o combustível do seu núcleo, dilata e a sua superfície torna-se mais fria. A estrela também perde massa, o que faz com que os planetas se movam mais para fora. A perturbação das órbitas pode levar a colisões que geram grandes quantidades de detritos rochosos - Crédito: “© Mark A. Garlick / space-art.co.uk / University of Warwick”

Uma equipa de astrofísicos da Universidade de Warwick, no Reino Unido, descobriu quatro estrelas anãs brancas, rodeadas de poeira que os cientistas dizem ser os restos de planetas semelhantes à Terra e que foram destruídos pelas estrelas, um evento cósmico destrutivo que também poderá acontecer um dia no nosso Sistema Solar.

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Buraco negro apanhado a engolir uma estrela

Simulação por computador mostrando o gás de uma estrela (atraída pela gravidade) a cair num buraco negro. Parte dos gases também está a ser ejectada a altas velocidades para o espaço. Os astrónomos observaram o brilho em luz ultravioleta, usando o telescópio espacial Galaxy Evolution Explorer (Galex), da NASA, e em luz óptica usando o telescópio Pan-STARRS1, no monte Haleakala, no Havaí. A luz vem do gás ao cair no buraco negro, e do brilho do hélio do gás da estrela rica em hélio que é expulso do sistema - Crédito: NASA/JPL-Caltech/JHU/UCSC

Uma equipa de astrónomos detectou, em tempo real, evidências de um buraco negro supermassivo a engolir uma estrela que passou perto. Para além disso, pela primeira vez, conseguiram identificar a estrela vítima.
Os buracos negros supermassivos, por vezes pesando biliões de vezes mais que o Sol, encontram-se no centro da maioria das galáxias e detectam-se devido à intensa radiação que emitem quando absorvem gás à sua volta. É o que acontece, por exemplo, se uma estrela passa nas proximidades e é atraida pela suas poderosas forças gravitacionais. Quando não existe esse gás, a sua radiação é fraca.

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Observada erupção de poeira numa velha estrela

Imagens do observatório WISE, da NASA, durante o levantamento em infravermelho de 2010, captaram uma estrela gigante vermelha ejectando grandes quantidades de poeira para o espaço à sua volta (ponto laranja no canto superior esquerdo) - Crédito: NASA/JPL-Caltech

Uma velha estrela lançando poeira para o espaço, no meio de uma explosão de luz, foi captada pelo observatório Wide-field Infrared Survey Explorer (WISE), da NASA. O evento é uma rara visão em tempo real como estrelas como o nosso Sol fornecem ao universo o material para a formação de novas estrelas, planetas ou mesmo vida.
A estrela, catalogada como WISE J180956.27-330500,2, foi descoberta em imagens obtidas durante o levantamento WISE, em 2010, o levantamento em infravermelho mais detalhado de todo o céu, até ao momento.
A estrela brilhava intensamente com luz infravermelha, destacando-se dos outros objetos. Comparado com imagens tiradas há 20 anos atrás, os astrónomos descobriram que a estrela estava 100 vezes mais brilhante e escondida atrás de um véu espesso de poeira.

Segredos do gigante asteróide Vesta

As imagens compostas obtidas pela sonda Dawn, da NASA, mostram três pontos de vista de um terreno com sulcos e ranhuras perto da cratera Aquilia, no hemisfério sul do gigante asteróide Vesta. A imagem a preto-e-branco destaca a topografia, a imagem colorida central destaca a composição da superfície e a imagem à direita, combinação das imagens a preto-e-branco e colorida, para mostrar a relação entre topografia e a composição. - Crédito: NASA/JPL-Caltech/UCLA/MPS/DLR/IDA

Mais descobertas da sonda Dawn, da NASA, revelam novos detalhes sobre a variada composição da superfície do gigante asteróide Vesta, nomeadamente materiais ricos em ferro e magnésio. Para além disso, conseguiu mais informações sobre as mudanças de temperatura e pistas para a sua estrutura interna.
Os resultados foram apresentados, ontem (25), na União Europeia de Geociências, em Viena, Áustria, em que se pretende ajudar os cientistas a entender melhor o início do sistema solar e os processos que dominaram a sua formação.