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sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Descoberta nova espécie de tubarão que "caminha" no fundo do mar


Uma equipa de investigadores, liderada pelo biólogo Gerald Allen, da organização não-governamental Conservation International, identificou uma nova espécie de tubarão, que se desloca no fundo do mar com ajuda das barbatanas barbatanas peitorais e pélvicas, que usa como se fossem uma espécie de patas. A descoberta aconteceu nas águas junto da ilha de Ternate, no arquipélago indonésio das Molucas.
O tubarão recém-descoberto, de nome científico Hemiscyllium halmahera, tem sido designado por "tubarão de Halmahera". Com cerca de 80 cm de comprimento, possui várias manchas castanhas espalhadas pelo corpo e mostra-se inofensivo para os humanos.
A nova espécie pertence à família Hemiscylliidae de tubarões conhecidos como tubarões-tapete de cauda longa ou tubarões bambu. Estes são frequentes nas águas do Pacífico e do Índico, sobretudo na Austrália, Papua Nova Guiné e Indonésia, e utilizam as barbatanas peitorais e pélvicas para se movimentar nos recifes e fendas do mar.
A descrição da espécie está publicada no aqua International Journal of Ichthyology.
Fonte: Publico.pt

sexta-feira, 15 de março de 2013

Tubarões do Mediterrâneo e do Mar Negro em risco de extinção

O número de tubarões tem diminuído muito no Mediterrâneo e a sua captura tem aumentado por causa das barbatanas, carne e cartilagem - Crédito imagem: wikipédia

As populações de tubarões nos mares Mediterrâneo e Negro estão em risco de extinção, com consequências graves para os ecossistemas marinhos e cadeias alimentares, de acordo com um novo estudo divulgado nesta quinta-feira pela Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO).
O estudo "Elasmobrânquios do Mediterrâneo e do Mar Negro: estado, ecologia e biologia," salienta que o número de tubarões tem diminuído muito ao longo dos últimos dois séculos.
“O número de tubarões e o peso das capturas no Mediterrâneo diminuíram mais de 97% nos últimos 200 anos. Se a actual pressão da pesca continuar, correm o risco de extinção”, refere o documento. No Mar Negro, embora a informação seja escassa, as capturas das principais espécies de tubarões também diminuíram para cerca de metade das capturas no início de 1990.
“Esta perda de grandes predadores pode ter implicações graves em todo o ecossistema marinho, afectando substancialmente a cadeia alimentar na região”, de acordo com o estudo.
O documento chama a atenção, que as espécies de peixes cartilaginosos, como os tubarões e raias, "são de longe o grupo mais ameaçado de peixes marinhos nos mares Mediterrâneo e Negro, onde se conhecem 85 espécies diferentes." Das 71 espécies avaliadas no mar Mediterrâneo em 2007, 30 (42 por cento) foram consideradas ameaçadas.

segunda-feira, 11 de março de 2013

Surfista mordido por tubarão passou a defender a sua preservação


Depois de ter sido mordido por um tubarão numa praia da Califórnia, em 1998, Jonathan Kathrein, passou a ser um activista na defesa dos tubarões, seriamente ameaçados pelas suas barbatanas, usadas para fazer sopa no Japão, China e países asiáticos.
Kathrein dá palestras e escreve livros sobre a sua experiência, tentando consciencializar os jovens para os problemas que enfrentam os tubarões e a necessidade da sua protecção.
Fonte: ÚltimoSegundo

Mais cinco espécies de tubarões poderão ficar mais protegidas

O tubarão-de-pontas-brancas-oceânico (Carcharhinus longimanus), extremamente raro, é uma das cinco espécies a proteger, regulando o seu comércio. Esta e outras espécies de tubarão estão ameaçadas pela sobrepesca, com a crescente procura de barbatanas para sopa - Crédito: wikipédia

Cinco espécies de tubarão em perigo, mas com valor comercial, podem vir a receber mais protecção, segundo uma decisão tomada esta segunda-feira na conferência internacional em Banguecoque, Tailândia.
A decisão, tomada por maioria de dois terços, foi saudada pelos activistas do ambiente como histórica e um grande avanço para a conservação marinha.
Se a decisão for aprovada no plenário final da conferência da Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies Selvagens (Cites, na sigla em inglês), as cinco espécies – o tubarão-de-pontas-brancas-oceânico (Carcharhinus longimanus), o tubarão-sardo (Lamna nasus) e os tubarões-martelo recortado (Sphyrna lewini), gigante(Sphyrna mokarran) e liso (Sphyrna zygaena) – passarão a integrar o anexo II da Cites, a lista de espécies não necessariamente ameaçadas, mas cujo comércio precisa ser controlado, para que não corram perigo de extinção.
Actualmente, apenas o tubarão-branco, o tubarão-baleia e o tubarão-frade fazem parte do Anexo II da Cites.

sexta-feira, 1 de março de 2013

Mais de 100 milhões de tubarões são mortos por ano

Milhões de tubarões são massacrados para retirar as suas barbatanas (shark finning) - Crédito imagem: wikipédia

Pesquisadores conseguiram criar a primeira estimativa dos tubarões massacrados em todo o planeta.
No estudo publicado no jornal Marine Policy, a equipa relata que pelo menos 1,4 milhões de toneladas, ou 100 milhões de tubarões são mortos por ano, com uma gama total de possíveis valores entre 63 e 273 milhões de indivíduos por ano. Os valores foram obtidos a partir de dados de organizações pesqueiras e documentos científicos.
"Esta é a melhor tentativa, publicada até à data, de reunir os dados disponíveis para quantificar os impactos da pesca sobre os tubarões a uma escala global", diz John Musick, um especialista em tubarões no Instituto de Ciência Marinha da Virgínia, em Gloucester Point.
Esta taxa de exploração é considerada muito alta, especialmente para uma espécie que se reproduz mais tarde na vida. O comércio é incentivado pela procura de barbatanas de tubarão para a sopa em comunidades chinesas. Outros animais são  capturados acidentalmente durante a pesca de outras espécies.
Isto significa que estão a desaparecer mais tubarões do que nascem, o que compromete o futuro da espécie.
Os tubarões são indicadores claros da qualidade dos oceanos e dos seus ecossistemas. São partes fundamentais para regular e equilibrar as cadeias alimentares marinhas, pois são predadores com uma grande e variada especialização alimentar.
Segundo os autores do estudo, os tubarões precisam de uma protecção forte, tal como os acordos internacionais que já existem para proteger baleias, ou restrições ao comércio das barbatanas e carne.
Várias destas propostas serão apresentadas este mês, durante a Conferência das Partes para a Convenção sobre o Comércio Internacional das Espécies de Fauna e Flora Selvagens Ameaçadas de Extinção (CITES) que se reúne em Banguecoque (Krung Thep), Tailândia, entre 3 e 14 de Março de 2013.
Mais informações sobre tubarões em Shark Alliance.
Fonte: Science

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Tubarões são monitorizados para ajudar a preservá-los


Pescadores da Escócia participam de um programa para monitorizar seis espécies de tubarões, para tentar evitar que os seus números desçam. Na costa britânica, há mais de 30 espécies e a maioria delas está protegida por lei. Apesar disso, um terço das espécies de tubarões está ameaçado de extinção.
Os tubarões já existem há mais de 400 milhões de anos, mas agora estão entre as espécies mais vulneráveis dos oceanos, devido à pesca excessiva. As suas barbatanas são muito apreciadas no Oriente.
Fonte: ÚltimoSegundo

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Tubarões-baleia aprenderam a sugar peixes através dos buracos das redes de pesca


Numa recente expedição à Baía Cendrawasih da Indonésia, investigadores das organizações Conservation International e WWF (Fundo Mundial para a Natureza) e do Instituto de Investigação Hubbs Sea World captaram imagens de tubarões-baleia que aprenderam a sugar os peixes das redes de pesca.
Os cientistas ajudavam as autoridades locais a estudar a população de tubarão-baleia (Rhincodon typus), recentemente descoberta na região, e tiveram a oportunidade de observar como os tubarões se aproximavam das redes de pesca, esperando pelos peixes que normalmente se soltam.
No entanto, os tubarões desta baía Cendrawasih não se mostraram muito pacientes, e rapidamente aprenderam a sugar os peixes através dos buracos das redes de pesca.
O tubarão-baleia, o maior tubarão e também o maior peixe – que pode pesar até 20 toneladas e medir 12 metros de comprimento - é filtrador, isto é, alimenta-se de plâncton e pequenos peixes que filtra na água através de sucção.
Apesar de ser proveitosa para o tubarão-baleia, esta estratégia de alimentação pode ser perigosa, aumentando o perigo do animal ficar preso nas redes.
Fonte: via comunicado da Conservation Internacional

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Ímãs e terras raras, repelentes de tubarões


No vídeo, o químico americano Eric Stroud e a sua equipa testa o efeito de metais como repelentes de tubarões, na Estação Biológica Bimini, nas Bahamas. Ele descobriu que ímãs e metais de terras raras como samário, neodímio e praseodímio são eficientes e fazem fugir os tubarões.
A pesquisa pretende descobrir formas de proteger os humanos e também os próprios animais, reduzindo a sua captura. Muitos tubarões são apanhados, por engano, por pescadores. Algumas espécies correm risco de extinguir-se.

terça-feira, 20 de março de 2012

Ministros europeus apoiam novas regras sobre o corte de barbatanas de tubarão

A UE pretende mais protecção para os tubarões, através de um maior controlo da sua pesca e o fim do "shark finning", a prática cruel de cortar as barbatanas do animal que é atirado à água, por vezes, ainda vivo. A sopa de barbatanas de tubarão é muito apreciada no oriente asiático - Fonte: wikipédia

Os ministros das Pescas da União Europeia (UE) apoiaram ontem (19) a proposta da Comissão Europeia de obrigar que as barbatanas de tubarões sejam desembarcadas amarradas às carcaças, faltando agora a aprovação do Parlamento Europeu.

quarta-feira, 14 de março de 2012

Tubarões alimentam-se perto de praia australiana


Um cardume de tubarões, com cerca de 50 animais de várias espécies, foi visto a alimentar-se a poucas centenas de metros de uma praia australiana, que teve que ser fechada por isso.
Os tubarões aproveitavam um cardume de atuns que, por sua vez, se alimentavam de outros peixes mais pequenos. Um verdadeiro banquete na natureza, onde participaram também as aves marinhas. A situação causou alguma surpresa pois, normalmente, acontece em mar alto.
Fonte: ÚltimoSegundo

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Descobertos os primeiros tubarões híbridos em águas australianas

Tubarão-de-ponta-negra comum (Carcharhinus limbatus) - fonte: wikipédia

Cientistas da Universidade de Queensland, na Austrália, encontraram os primeiros tubarões híbridos do planeta em águas australianas. Os investigadores acreditam que os tubarões resultaram da reprodução cruzada do tubarão-de-ponta-negra australiano (Carcharhinus tilstoni) , que é encontrado no litoral desse país, com a do tubarão-de-ponta-negra de outros lugares do mundo (C. limbatus).
O tubarão-de-ponta-negra australiano é menor do que os mais comuns de outros lugares e só pode viver em águas tropicais. No entanto, os seus descendentes híbridos foram localizados a 2.000 km mais ao sul, em águas muito mais frias. Esta reprodução com a espécie comum permite ao tubarão australiano aumentar o seu habitat, já podendo viver em águas mais temperadas. Será feito um mapeamento detalhado do material genético destes tubarões para determinar se a criação dos híbridos é parte de um processo antigo entre tubarões ou um fenómeno novo.
Fonte: ÚltimoSegundo

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Comissão Europeia quer proibir a remoção de barbatanas de tubarão nos barcos de pesca

A União Europeia pretende proibir a remoção de barbatanas de tubarão a bordo dos seus barcos em qualquer parte do mundo, tentando proteger este grupo de animais. Nos últimos anos, algumas populações de tubarões ficaram gravemente ameaçadas, devido ao forte aumento da procura de produtos de tubarões, nomeadamente de barbatanas - Fonte: wikipédia

Por proposta da Comissão Europeia, deve ser imediatamente proibído remover as barbatanas de tubarões (finning) a bordo dos navios de pesca, muitas vezes quando ainda estão vivos, e devolver o resto do corpo ao mar.
Em comunicado, a Comissão propõe que, a partir de agora, "todos os navios que pescam nas águas da UE (União Europeia) e todos os navios da UE que pescam em qualquer lugar do mundo desembarquem os tubarões com as barbatanas ainda unidas ao corpo".
De acordo com a Comissão, o objectivo das novas regras é proteger melhor as populações vulneráveis de tubarões nos oceanos do mundo.

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Campanha Mundial a favor da conservação dos tubarões

O tubarão-azul, Prionace glauca, corre o risco de extinguir-se pela sua captura descontrolada. Pensa-se que a grande maioria das barbatanas colhidas pertence a esta espécie - Fonte: wikipédia

Muitas espécies de tubarão correm perigo de sobrevivência, porque milhões de exemplares são mortos por causa das suas barbatanas que são colhidas de forma insustentável.
Entre 15 e 30 de Outubro decorrerá uma campanha mundial de recolhha de assinaturas a favor da conservação dos tubarões. O Sea Life Porto, no Porto, em Portugal, vai aderir à iniciativa, procurando conseguir 10 mil assinaturas durante a "Semana do tubarão". Esta iniciativa está inserida na ‘Semana Europeia do Tubarão’, organizada pela Shark Alliance e o Shark Trust.
As petições recolhidas durante a campanha servirão para pressionar os Ministérios da Pesca da União Europeia, no sentido de elaborar leis mais duras relativamente ao "finning" e proibir a remoção das barbatanas de tubarão no mar.
O "finning” é uma prática de pesca cruel e destrutiva (fin significa barbatana, em inglês), em que o tubarão é capturado e cortam as barbatanas imediatamente, atirando o resto do animal ao mar, muitas vezes ainda vivo, acabando por morrer em grande sofrimento.
As barbatanas são consideradas uma iguaria, principalmente no leste asiático, onde uma sopa de barbatanas de tubarão pode valer 100 dólares, o que torna esta pesca um grande negócio para os pescadores. Com o amento da população na Ásia, a tendência é aumentar cada vez mais.
Alguns países já proibiram o "finning", como os Estados Unidos. Mas, a proibição é difícil de implementar porque os tubarões migram regularmente, é sempre possível segui-los. As populações de algumas espécies estão em claro declínio, muito perto da extinção como, por exemplo, o tubarão-azul que é um dos mais sacrificados. Segundo algumas autoridades, cerca de 90% das barbatanas colhidas pertencem a esta espécie.
Fonte: Via Público.pt   e  Sea Life Porto

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Dia Mundial do Animal 2011

Desde 1930 que neste dia se celebra o Dia Mundial do Animal, numa homenagem a S. Francisco de Assis, um protector dos animais, e que faleceu a 4 de Outubro de 1226.
A Declaração dos Direitos dos Animais, criada pela Unesco, desde 15 de Outubro de 1978 pretende assegurar a preservação das espécies em todo o mundo e garantir o seu bem estar.
Neste dia dedicado à consciencialização e protecção dos animais, gostaria de salientar duas notícias recentes sobre animais.

A primeira tem a ver com tubarões, animais que estão a desaparecer dos oceanos transformados em "sopas de barbatanas". Esta notícia, bastante animadora, refere que o Governo das ilhas Marshall, no Pacífico, criou o maior santuário do mundo para tubarões, numa área quatro vezes maior do que a superfície de Espanha. Aqui será proibída a pesca comercial ao tubarão e o comércio de todos os derivados de tubarão, como por exemplo as barbatanas.

A segunda notícia é sobre baleias e não é boa para os cetáceos, nem para o planeta. O Japão anunciou que vai regressar à caça das baleias, na Antárctida, a partir de Dezembro. Mas desta vez, os barcos baleeiros serão escoltados por um navio patrulha da Agência de Pescas nipónica para os resguardar dos navios ecologistas da Sea Shepherd.
Uma moratória da Comissão Baleeira Internacional proíbe a caça comercial de cetáceos, desde 1986. Mas admite a sua caça com objectivos científicos. As autoridades japonesas justificam que precisam continuar a investigação científica na Antárctida, porque o seu objectivo é conseguir voltar à caça comercial.
As duas notícias completas podem ser lidas nos endereços:
O maior santuário do mundo para tubarões foi criado no oceano Pacífico
Japão vai voltar à Antárctida para caçar baleias, agora com escolta

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

China inicia campanha contra sopa de tubarão


A China parece começar a preocupar-se com o declínio das populações de tubarões e iniciou uma campanha pela sua preservação.
Uma exposição em Pequim mostra como cortam as barbatanas dos tubarões, muitos dos quais são devolvidos à água a sangrar e ainda vivos. Muitos chineses acreditam que os animais sobrevivem e que as barbatanas voltam a crescer, mas na realidade eles sangram até morrer.
Depois de secas, as barbatanas são vendidas aos restaurantes para a confecção da sopa de barbatanas de tubarão, um prato tradicional do país, considerado com propriedades afrodisíacas, embora a barbatana não tenha gosto nem valor nutritivo.
Milhões de tubarões são mortos todos os anos por causa da sopa, segundo a organização internacional WildAid.
Também participa da campanha o mais famoso atleta chinês, o ex-jogador de basquete Yao Ming, cujo lema é: "Quando pararem de comprar, a matança pode parar também".
Fonte: ÚltimoSegundo

domingo, 5 de junho de 2011

Mulher alimenta grande tubarão-branco à mão


Vídeo, talvez arrepiante, mostrando Valerie Taylor, uma especialista em tubarões de renome mundial, alimentando à mão um grande tubarão-branco, colocada do lado de fora do barco. Depois de colocar um peixe dentro da boca do animal, ela ainda lhe dá uma pancadinha no nariz.
De acordo com Yannis Papastamatiou, bióloga do Programa da Florida para Pesquisa de Tubarões, do Museu Natural de História da Florida, os grandes tubarões-brancos são inteligentes e aprendem bem.
Apesar da sua reputação de caçador perverso, como muitos animais selvagens, os pesquisadores conseguem condicionar o grande tubarão-branco com bastante prática, paciência e peixes.
Fonte: Live Science

quarta-feira, 2 de março de 2011

Algumas espécies de tubarões fazem "mapas mentais" do local onde costumam nadar

De acordo com os resultados de um estudo publicado no Journal of Animal Ecology, algumas espécies de tubarões fazem "mapas mentais" do local onde costumam nadar, o que lhes permite movimentar de um lado para o outro e percorrer longas distâncias com muita precisão.

Os tubarões-tigre foram os que demonstraram maior capacidade de se localizar, tal como já tinha sido mostrado numa pesquisa anterior, realizada no Havai - Fonte: wikipédia

Os pesquisadores rastrearam eletronicamente 32 tubarões de três espécies diferentes, por um período variando entre sete e 72 horas. Concluiram que os tubarões-tigre (Galeocerdo cuvier) e os tubarões-raposa (família Alopias) seguiram caminhos pré-estabelecidos para determinados locais. Pelo contrário, os tubarões-de-pontas-negras-do-recife (Carcharhinus melanopterus) nadaram distâncias muito mais curtas e de forma aparentemente aleatória.

O maior conhecimento dos tubarões é essencial para o desenvolvimento de estratégias de conservação - Fonte: wikipédia

Segundo o novo estudo, o “movimento dirigido” mostra que os tubarões já conhecem o ambiente, por isso se dirigem directamente ao seu destino, preservando deste modo energia.
No entanto, ainda não se sabe ao certo como funciona esse mecanismo. Os pesquisadores acreditam que os tubarões podem usar sinais das correntes oceânicas, temperatura da água e cheiros para se localizarem ou utilizar, tal como outros animais, os campos magnéticos da Terra.

O tubarão-de-pontas-negras-do-recife não apresentou movimento dirigido, nadou de modo aparentemente aleatório - Fonte: wikipédia

Para os pesquisasdores é importante determinar quando e onde os animais usam o movimento dirigido, e em que escalas espaciais, são dados cruciais para o desenvolvimento de modelos de dispersão populacional mais precisos essenciais na estratégia de conservação
Fonte: ÚltimoSegundo

terça-feira, 1 de março de 2011

Marcação por satélite usada, pela primeira vez, para controlar um grande tubarão-martelo

Utilizando o rastreamento com tecnologia de satélite, um grupo de cientistas seguiu um grande tubarão-martelo, Sphyrna mokarran, durante 62 dias a partir das águas quentes da costa da Flórida, onde foi marcado. Durante este tempo, o tubarão de 250 cm migrou uma distância mínima de aproximadamente 1.200 km, desde a costa da Flórida até às águas pelágicas internacionais do Atlântico Noroeste.
Segundo os autores do estudo, esta é a primeira vez que a marcação por satélite é usada com sucesso para controlar um grande tubarão-martelo, um peixe solitário e nómada que vive em águas tropicais ao redor do globo e que, em algumas regiões, está altamente ameaçado de extinção.

Cerca de um terço das espécies de tubarão do planeta estão ameaçadas, entre elas o grande tubarão-martelo - Fonte: wikipédia

Este estudo sobre o tubarão-martelo faz parte de um esforço maior por parte de Neil Hammerschlag, professor assistente da Universidade de Rosenstiel School of Marine & Atmospheric Science de Miam e colegas para rastrear tubarões tropicais para identificar zonas críticas - áreas importantes para o acasalamento e alimentação - e para documentar as suas rotas migratórias em grande parte desconhecidas.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Plano da ONU para preservar os tubarões falhou

A nível mundial, as populações de tubarões estão em declínio devido à pesca massiva. Cerca de 73 milhões de tubarões são mortos anualmente, principalmente pela grande procura das suas barbatanas, usadas na sopa de barbatana de tubarão, um prato tradicional e popular em muitos países do Leste Asiático. 30% de todas as espécies de tubarão estáo ameaçadas ou quase ameaçadas de extinção.

Cerca de 73 milhões de tubarões são mortos anualmente, principalmente pela grande procura das suas barbatanas 
 Fonte: wikipédia

Em 2001, a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura das Nações Unidas (FAO) aprovou um plano internacional para a conservação de tubarões, no entanto uma nova análise da situação considera que ele ainda não foi totalmente implementado, sendo mesmo um fracasso.
O estudo The Future of Sharks: A Review of Action and Inaction, uma parceria da TRAFFIC e do grupo americano Pew Environment, divulgado hoje (27 de Janeiro), responsabiliza os 20 maiores países pescadores de tubarão, a maioria dos quais falhou no cumprimento do plano para salvar esta espécie ameaçada.
De acordo com o estudo, apenas 13 dos 20 países desenvolveram planos nacionais de acção para proteger os tubarões, uma das principais recomendações de 2001, e ainda não está claro como esses planos foram implementados ou que tenham sido eficazes.
Estes vinte países são responsáveis por mais de 640 mil toneladas por ano, cerca de 80% do total das capturas de tubarões reportadas mundialmente. O top 10, na ordem, são: Indonésia, Índia, Espanha, Taiwan, Argentina, México, Paquistão, Estados Unidos, Japão e Malásia.
Indonésia, Índia, Espanha e Taiwan representam mais de 35% de todos os tubarões capturados anualmente, com base nos próprios dados fornecidos.
Este estudo surge antes da reunião do Comité da FAO sobre a Pesca (COFI), que acontecerá entre 31 de Janeiro e 4 de Fevereiro em Roma, Itália, para examinar os resultados do Plano de Acção Internacional para a preservação de tubarões e arraias. As organizações responsáveis por esta nova análise da situação dos tubarões no mundo recomendam, como prioritário, uma revisão sobre a aplicação dos princípios do plano por parte dos 20 países, a maior parte dos quais faz parte do COFI.
O futuro dos tubarões depende de 20 países!
Fonte: TRAFFIC / ÚltimoSegundo

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Os tubarões do Aquário do Zoo de Madrid celebram o Natal

Dois mergulhadores do aquário do Zoológico de Madrid, em Espanha, trabalharam lentamente para colocar todas as figuras tradicionais do presépio de Natal, debaixo de água entre os 12 tubarões residentes.


Mais informações aqui e aqui (espanhol)