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segunda-feira, 22 de julho de 2013

Sonda espacial capta uma ejecção de massa coronal (CME)

A nave Solar Terrestrial Relations Observatory, da NASA, ou STEREO-B, captou esta imagem de uma ejecção de massa coronal (CME) emergindo rapidamente do lado esquerdo do Sol, esta segunda-feira 22 de Julho de 2013. a CME dirige-se para Marte. A luz brilhante no canto inferior direito é o planeta Mercúrio - Crédito: NASA / STEREO

Nesta segunda-feira (22 de Julho de 2013), o Sol projectou uma ejecção de massa coronal ou CME, uma erupção solar que pode enviar biliões de toneladas de partículas solares para o espaço e que podem afectar os sistemas eletrónicos em satélites que orbitam a Terra.
De acordo com a NASA, esta CME não é dirigida ao nosso planeta, mas pode passar por Marte, onde existem sondas espaciais em actividade. Também poderá passar pela nave de observação solar STEREO-A, que será colocada em modo de segurança como protecção, caso se justifique.
As observações feitas indicam que as partículas solares foram ejectadas a cerca de 715 milhas por segundo, o que é uma velocidade bastante rápida para CMEs.
Fonte: NASA

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Tempo espacial: erupção solar de classe média M5,7

O Observatório Solar Dinâmico da NASA captou a imagem de uma erupção solar de classe M5.7, em 3 de Maio de 2013. A imagem mostra a luz no comprimento de onda de 131 angstrom, que pode mostrar o material a temperaturas muito elevadas de uma erupção solar - Crédito: NASA/SDO/AIA

Uma região activa, situada precisamente sobre a borda esquerda do disco solar, explodiu produzindo uma erupção solar de classe média M5,7, nesta sexta-feira (3 de Maio de 2013).
É a segunda vez em três dias que esta mesma região activa desencadeou uma erupção solar. A rotação do Sol vai trazer esta mancha solar para a frente, tornando-a visível da Terra no fim-de-semana. Depois disso, é possível haver explosões solares dirigidas ao nosso planeta.
As erupções solares são poderosas rajadas de radiação nociva que podem atingir a Terra. No entanto, a atmosfera terrestre protege o nosso planeta e toda a vida na sua superfície, embora a radiação possa perturbar a atmosfera na camada onde viajam os sinais de GPS e comunicações, se for intensa o suficiente, o que afecta os sinais de rádio.
As erupções solares de nível médio são as explosões mais fracas que ainda podem causar alguns efeitos meteorológicos espaciais perto da Terra.
O aumento do número de erupções é comum nesta altura, à medida que o Sol caminha para o seu máximo de actividade no ciclo de 11 anos, esperado no final de 2013.
No mesmo dia, o Observatório Solar Dinâmico observou também uma nuvem de plasma quente projectada a partir do mesmo local da explosão, conhecida por proeminência solar.

quarta-feira, 1 de maio de 2013

Ejecção de massa coronal circular

 

Nesta madrugada de 1 de Maio de 2013, uma região activa do Sol, no lado leste, explodiu lançando plasma para o espaço, numa gigantesca ejecção de massa coronal (CME) em ondas circulares.
O evento solar, não dirigido à Terra, abrangeu cerca de duas horas e meia (entre 2:30h e 5:10 UT) e foi captado, em luz ultravioleta, pelo Observatório Solar Dinâmico da NASA.

domingo, 21 de abril de 2013

Ejecção de massa coronal dirigida a Mercúrio

Imagem de uma ejecção de massa coronal (CME) captada pelo Observatório Solar Heliosférico (SOHO), em 20 de Abril de 2013. A CME desloca-se na direcção de Mercúrio. O grande ponto brilhante à esquerda é Vénus - Crédito: ESA e NASA / SOHO 

Neste sábado (20 de Abril), o Sol produziu mais uma ejecção de massa coronl (CME), um fenómeno solar que pode enviar biliões de toneladas de partículas solares para o espaço e que podem afectar os sistemas electrónicos nos satélites ou em terra, se a CME for dirigida ao nosso planeta.
De acordo com os especialistas da NASA, esta CME não se move na direcção da Terra, mas deve passar pelo satélite STEREO-A, a orbitar o Sol, e pela sonda MESSENGER que orbita Mercúrio, o planeta mais próximo do Sol. Quando se justifica, os operadores das missões podem colocar as sondas interplanetárias em modo de segurança para proteger os instrumentos electrónicos a bordo do material solar. Isso acontece, sobretudo, quando há emissão de partículas de radiação associadas às CMEs, o que não aconteceu com esta CME.
Se a ejecção de massa coronal atinge Mercúrio, que tem um campo magnético relativamente fraco, pode arrancar material da superfície do planeta, criando uma atmosfera temporária e adicionando material à cauda do planeta, semelhante à de um cometa.
Mais informações em Spaceweather

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Tempo espacial: Ejecção de massa coronal dirigida à Terra

A sonda Observatório Solar Heliosférico (SOHO), da ESA/NASA, captou esta série de imagens de uma ejeção de massa coronal (CME), na manhã de 11 abril de 2013, entre as 7.48 UT e as 8:36 UT. Pode ver-se Marte no lado esquerdo - Crédito: ESA e NASA / SOHO / GSFC

A erupção solar M6.5, na quinta-feira (11 de Abril de 2013), foi associada a uma ejecção de massa coronal (CME) dirigida à Terra, que pode enviar biliões de partículas solares para o espaço e atingir o nosso planeta, em 1-3 dias depois.
As CMEs podem afectar os sistemas electrónicos nos satélites e, também, em terra. Modelos teóricos da NASA mostram que esta CME deixou o Sol a mais de 600 quilómetros por segundo.
As ejecções de massa coronal dirigidas à Terra podem provocar tempestades geomagnéticas, que ocorrem quando contactam com a parte exterior da magnetosfera que envolve o planeta, durante um período de tempo prolongado.
O clima (ou tempo) espacial actual também está a ser influenciado por um evento de partículas solares de fraca energia (SEP) perto da Terra. Estas situações acontecem quando protões muito rápidos e partículas carregadas do Sol viajam em direcção à Terra, por vezes na sequência de uma explosão solar. Estes acontecimentos são também referidos como tempestades de radiação solar.
Qualquer radiação nociva destas é bloqueada pela magnetosfera e atmosfera terrestres, e não pode alcançar os seres humanos na Terra. No entanto, as tempestades de radiação solar podem perturbar as regiões atravessadas pelas comunicações de alta frequência de rádio.
Fonte: NASA

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Tempo espacial: explosão solar de nível médio

A sonda Observatório Solar Dinâmico, da NASA, captou esta imagem de uma explosão solar de classe M6.5, pelas 03:16 EDT, em 11 de Abril de 2013. Resulta de uma combinação de luz em comprimentos de onda de 131 e 171 angstroms - Crédito: NASA / SDO

Nesta quinta-feira (11 de Abril de 2013), o Sol produziu uma explosão de radiação de nível médio, pelas 03:16 EDT.
Embora seja uma radiação prejudicial, este tipo de erupção solar não afecta a vida na Terra, porque a atmosfera do nosso planeta protege. No entanto, se for suficientemente intensa, as erupções solares podem perturbar a atmosfera, na camada onde viajam o GPS e os sinais de comunicação, o que pode fazer interromper os sinais de rádio em qualquer lugar, durante minutos até horas, enquanto decorre a erupção solar.
A explosão de hoje está classificada de valor médio, M6,5, cerca de dez vezes menos potente que as explosões mais fortes, designadas de erupções de classe X. As erupções de classe M são mais fracas, mas ainda podem causar alguns efeitos meteorológicos espaciais perto da Terra.
Esta erupção causou um apagão de rádio que tem vindo a diminuir. Este apagão foi classificado de nível R2, numa escala de R1 a R5 do centro de previsão do tempo espacial da NOAA.
Em todo o caso, é a explosão mais forte deste ano de 2013, até agora. O ciclo de actividade solar está a aumentar em direcção ao máximo solar, esperado no final deste ano. Nesta fase, é comum haver um aumento das erupções solares, inclusivamente muitas explosões num só dia.
Mais informações em http://spaceweather.com/
Fonte: NASA

quinta-feira, 14 de março de 2013

Meteorologia espacial: Sol produziu duas ejecções de massa coronal (CMEs)

O Observatório Solar e Heliosférico (SOHO) captou esta imagem de uma ejecção de massa coronal (CME), a partir do lado esquerdo, pelas 9:25 EDT em 12 de Março de 2013. A parte central do Sol está escurecida com um coronógrafo, para poder observar melhor o que se passa à sua volta - Crédito: ESA e NASA/SOHO

O Sol produziu recentemente duas ejecções de massa coronal, CME. A primeira, em 12 de Março de 2013, foi dirigida a três naves espaciais da NASA, o Spitzer, Kepler e Epoxi. No entanto, não há partículas de radiação associadas ao evento, que poderiam afectar os computadores a bordo.
A segunda CME, em 13 de Março, pode passar pela Terra e onde não se espera um grande impacto.
Modelos de pesquisa experimentais da NASA, baseados em informações dos observatórios Solar Terrestrial Relations Observatory (STEREO) e Solar and Heliospheric Observatory (SOHO), da ESA/NASA, indicam que as duas CMEs deixaram o Sol a cerca de 400 quilómetros por segundo, uma velocidade bastante típica para CMEs.
A ejecção de massa coronal ou CME pode enviar partículas solares para o espaço e chegar à Terra um a três dias mais tarde. Quando dirigida ao nosso planeta, pode provocar uma tempestade geomagnética, por um tempo prolongado, ao encontrar a superfície exterior da magnetosfera que proteje a Terra.
Tempestades semelhantes a estas últimas CMEs costumam originar auroras perto dos pólos, sendo pouco provável que afectem os sistemas eléctricos em Terra ou interfiram com GPS ou sistemas baseados em satélites de comunicações.
Mais informações em SpaceWeather.com.
Fonte: NASA

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Magnetosfera terrestre

Magnetosfera terrestre. Durante mais de seis anos no espaço, cinco naves espaciais da missão THEMIS, da NASA, ajudaram a mapear essa área com o objectivo de melhorar a capacidade de prever eventos climáticos espaciais que, embora não prejudiquem a vida, podem afectar satélites no espaço Crédito: NASA

A Terra é cercado por uma bolha magnética gigante, chamada de magnetosfera. Esta bolha demarca a região do espaço à volta do nosso planeta onde se faz sentir a acção do campo magnético terrestre. As linhas representam as direcções em que actuam as forças do campo magnético.
A magnetosfera protege a superfície da Terra dos raios cósmicos e partículas carregadas do vento solar ou outras partículas resultantes de eventos eruptivos do Sol. É comprimida no lado diurno (voltado para o Sol), devido à força das partículas que chegam, e alongada no lado nocturno.
Quando a magnetosfera terrestre é atingida por partículas carregadas resultantes, por exemplo, de ventos solares, tempestades solares como erupções solares ou ejecções de massa coronal(CMEs), podem formar-se as auroras polares - conhecidas por auroras boreais (no norte) e auroras austrais (no sul) - e tempestades geomagnéticas, que podem afectar os satélites no espaço, as comunicações e até as redes de distribuição de energia eléctrica na superfície da Terra.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Tempo espacial: ejecção de massa coronal (CME) e erupções solares

O tríptico mostra uma ejecção de massa coronal ou CME emitida pelo Sol, na manhã de 13 de Janeiro de 2013. As imagens foram captadas pelo observatório Solar Terrestrial Relations Observatory, da NASA (STEREO) - Crédito: NASA / STEREO 

Este domingo, 13 de Janeiro de 2013, o Sol produziu uma ejecção de massa coronal, ou CME, dirigida à Terra, enviando partículas solares carregadas que poderão atingir o nosso planeta em 2-3 dias.
De acordo com os especialistas da NASA, a CME desloca-se a uma velocidade de 275 milhas (442,5 Km) por segundo, típica para as CMEs, embora muito mais lenta do que as mais rápidas, que podem ser quase dez vezes maiores do que esta velocidade.
Tratando-se de uma CME dirigida à Terra, pode causar uma tempestade geomagnética durante algum tempo, quando encontrar a camada exterior do campo magnético terrestre, conhecida por magnetosfera. No entanto, CMEs com esta velocidade podem não provocar tempestade e, apenas, originar auroras perto dos pólos. Também não é provável, segundo a NASA, que possam afectar os sistemas eléctricos ou interferir com o GPS ou sistemas baseados em satélites de comunicação.

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

O Sol produziu uma CME bastante ampla, embora seja considerada não perigosa

O Observatório Solar e Heliosférico da NASA captou esta imagem de uma ejecção de massa coronal particularmente ampla (CME), que surgiu a partir do Sol, em 27 de Setembro de 2012, pelas 22:23 EDT. A CME parece envolver mais da metade do Sol, enquanto se move para o espaço - Crédito: SOHO / ESA e NASA

O Sol produziu uma ejecção de massa coronal (CME) bastante ampla e orientada directamente para a Terra, em 27 de Setembro de 2012, 10:25 p.m. EDT. A CME está associada a uma erupção solar bastante pequena, de classe C, a terceira em força depois das erupções de classes X e M. A erupção surgiu na região activa AR 1577, no lado mais afastado do Sol.
As CMEs podem enviar biliões de toneladas de partículas solares para o espaço e que, por vezes, atingem o nosso planeta, entre um a três dias mais tarde, afectando os sistemas eletrónicos nos satélites e em terra.
De acordo com Modelos experimentais de pesquisa da NASA, a nuvem de partículas desta CME viaja a cerca de 700 quilómetros por segundo e irá atingir a Terra sábado (29 de Setembro). Com velocidades desta grandeza, espera-se que a CME não cause interrupção de sistemas eléctricos ou interferências significativas em GPS ou sistemas baseados em satélites de comunicações. CMEs semelhantes no passado causaram auroras perto dos pólos.
Mais informações em http://spaceweather.com/
Fonte: NASA

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Longo filamento solar captado em vários comprimentos de onda

Quatro imagens do filamento de material solar que emergiu em 31 de Agosto de 2012, e que foi captado pelo Observatório Solar Dinâmico da NASA em vários comprimentos de onda, 335, 171, 304 e 131 Angstrom (começando no canto superior esquerdo e seguindo o sentido horário) - Crédito: NASA / SDO / AIA / GSFC

Em 31 de Agosto de 2012, um longo filamento de material solar que pairou na atmosfera do Sol (coroa) irrompeu no espaço, constituindo uma ejecção de massa coronal (CME) que se deslocou a mais de 900 quilómetros por segundo. Embora não dirigida à Terra, a CME interferiu com o campo magnético terrestre, produzindo auroras na noite de segunda-feira (3 de Setembro).
O filamento solar foi captado pelo Observatório Solar Dinâmico da NASA, em diferentes comprimentos de onda, como se vê na imagem. Os cientistas usam imagens como estas para observar como o material solar se move durante uma erupção, atendendo que cada comprimento de onda de luz geralmente corresponde a material solar com uma determinada temperatura.
Fonte: NASA

sábado, 1 de setembro de 2012

Erupção de filamento solar


Em 31 de Agosto de 2012, o Sol produziu um filamento que colapsou de forma espectacular e foi registado em vìdeo pelo Observatório Solar Dinâmico, em luz ultravioleta extrema e comprimento de onda de 304 angstroms (Red Sun - Sol vermelho), cobrindo quase três horas.
Os filamentos longos como este costumam colapsar e produzir explosões quando atingem a superfície do Sol. De acordo com SpaceWeather.com, o filamento ondulando no extrema sudeste do Sol produziu uma ejecção de massa coronal (CME) e uma explosão solar de classe 8, que lançou a CME para o espaço a mais de 500 Km/h.
A nuvem de partículas não se dirige directamente para a Terra, mas poderá atingir o campo magnético do nosso planeta, cerca de 3 de Setembro.

sábado, 18 de agosto de 2012

Erupção solar de classe M não dirigida à Terra

Explosão de radiação solar captada pelo Observatório Solar Dinâmico (SDO), no comprimento de onda de 131 Angstrom, em 17 de Agosto de 2012 - Crédito: NASA / SDO

O Observatório Solar Dinâmico da NASA captou uma erupção solar de classe M5.6, em 17 de Agosto de 2012, 9:01 pm EDT ou ( 18 de Agosto de 2012, 1:02 UT).
A gigantesca explosão de radiação partiu do lado distante esquerdo do Sol, anunciando a aproximação de uma região activa que ainda não tem nome, mas que está a girar para a frente acompanhando o movimento de rotação do Sol.
Este tipo de explosão solar não prejudica a vida à superfície da Terra, pois não atravessa a atmosfera terrestre. No entanto, se for suficientemente forte, pode perturbar os GPS e sinais de comunicação. As explosões de classe M, como a que se verificou, podem causar breves apagões de rádio nos pólos e tempestades menores de radiação que colocam em perigo os astronautas.
Mais informações em  NASA e SpaceWeather (Tempo Espacial)

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Tempo espacial: Sol produz erupção de intensidade média

Em 28 de Julho de 2012, o Sol produziu uma explosão de radiação de nível médio, classificada como M6.2. A erupção é visível na parte inferior do lado esquerdo, vinda da região activa no Sol AR 1532. A imagem foi captada pelo Observatório Solar Dinâmico (SDO), da NASA, no comprimento de onda de131 Angstrom (em tons de verde) -  Crédito: NASA / SDO

A nossa estrela produziu mais uma erupção de energia classificada de nível médio, M6.2, sábado (28 de Julho de 2012). A radiação teve origem na região activa do Sol AR 1532, visível na parte inferior do lado esquerdo.
A erupção foi acompanhada por uma ejecção de massa coronal (CME) que poderá atingir o campo magnético terrestre, em 31 de Julho, de acordo com os analistas do Laboratório do Clima Espacial (Goddard Space Weather Lab). No entanto o impacto deverá ser fraco, atendendo a que é uma CME lenta e não está directamente dirigida à Terra. Estima-se que a velocidade da nuvem de partículas seja de 382Km/s.

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Tempo espacial: forte erupção solar de classe M7.7

Imagem do Sol captada pelo Observatório Solar Dinâmico, da NASA (SDO), em 19 de Julho de 2012, durante uma erupção solar de classe M7.7. A imagem representa a luz no comprimento de onda de 131 Angstrom, que é particularmente bom para ver erupções, e que normalmente é colorida em tom verde - Crédito: NASA / SDO

O complexo de manchas solares AR1520-1521 produziu, novamente, esta quinta-feira (19 de Julho) uma grande explosão de radiação, classificada de M7.7, quase atingindo uma erupção de tipo X, a mais poderosa.
A gigantesca erupção também produziu uma ejecção de massa coronal (CME), que não deve atingir a Terra, pois a região activa já se encontra a passar para o outro lado do Sol (à direita). No entanto, poderá produzir-se uma leve tempestade de radiação, provocada por protões acelerados pela erupção.
O aumento da actividade solar é normal, dado que o Sol caminha para o máximo do seu ciclo de 11 anos, que deve acontecer em 2013. Durante esta fase, espera-se que o número de erupções solares aumente, podendo até ser mais intensas.
A magnetosfera terrestre protege o nosso planeta, impedindo a entrada de radiação que possa prejudicar a vida à superfície. Mas se as erupções forem muito intensas e dirigidas directamente à Terra, sobretudo no caso de CMEs que enviam partículas solares para o espaço, as comunicações podem ser afectadas assim como os sistemas electrónicos nos satélites e na Terra.
Mais informações em Spaceweather 

sábado, 14 de julho de 2012

Tempo espacial: tempestade geomagnética e auroras



O Observatório Solar Dinâmico da NASA registou, em vários comprimentos de onda, a explosão solar de classe X1.4, que emergiu a partir do centro do Sol da região activa 1520, em 12 de Julho de 2012.
O vídeo utiliza imagens AIA SDO em 131 (verde azulado), 171 (ouro) e comprimentos de onda 335 angstrom (azul). Cada comprimento de onda mostra uma diferente temperatura plasma na atmosfera do Sol. 171 mostra 600.000 Kelvin plasma, 335 mostra 2,5 milhões Kelvin plasma, e 131 mostra 10 milhões Kelvin plasma. A cena final é uma composição em 171 e 335 angstrom.
A erupção foi acompanhada por uma ejecção de massa coronal (CME) que atingiu a Terra este sábado, 14 de Julho, pelas 18:00 UT.
De acordo com Spaceweather, as condições parecem favoráveis ​​à formação de auroras nas mais altas latitudes, nalguns locais como o Canadá, Escandinávia, Antárctida e Sibéria.
Ainda não se sabe se a tempestade geomagnética vai tornar-se mais forte e provocar auroras em latitudes mais baixas.

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Tempo espacial: erupção solar de classe X e CME em direcção à Terra

Em 12 de Julho de 2012, o Sol produziu uma erupção de classe X1.4, a partir do seu centro e que foi registada pelo Observatório Solar Dinâmico, no comprimento de onda ultravioleta extremo 335, que mede a temperatura na faixa de 2.500.000 K - Crédito: NASA/SDO/AIA

A região activa 1520, uma gigantesca mancha solar localizada mesmo no centro do disco solar, produziu uma explosão de energia de classe X1.4, nesta quinta-feira (12 de Julho), pelas 16:53 UT.
Esta explosão foi acompanhada por uma ejecção de massa coronal (CME). As informações obtidas a partir do observatório STEREO-B mostram que a CME viaja em direcção à Terra, a mais de 850 quilómetros por segundo, devendo atingir o nosso planeta em 14 de Julho e provocar fortes tempestades geomagnéticas e bonitas auroras.
A explosão solar também produziu um flash de radiação ultravioleta extrema sobre a Terra, que ionizou parcialmente a alta atmosfera terrestre, perturbando a normal propagação dos sinais de rádio à volta do planeta. Simultaneamente, verifica-se uma tempestade de radiação, com protões solares acelerados pela explosão a envolver o nosso planeta.
As erupções de classe X são as tempestades mais fortes que ocorrem no Sol. Quando são dirigidas à Terra, as mais poderosas de classe X podem colocar em risco satélites e astronautas no espaço, interferir com a navegação e sinais de comunicação, para além de danificar as infraestruturas do sistema de energia no nosso planeta.
A explosão solar de hoje é a sexta deste tipo que acontece este ano e não é a mais forte. A maior aconteceu no passado mês de Março, com uma explosão intensa de classe X5.4.
O sol está a meio de uma fase activa do seu ciclo de 11 anos, designado po Ciclo Solar 24. Terá o seu máximo de actividade em 2013.
Mais informações em Spaceweather / NASA

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Tempo espacial: actividade solar de classe M

Crédito: NASA / SDO / AIA

A região activa AR1515 despede-se com uma explosão solar de classe M6.9, em 7 de Julho de 2012.
O Observatório Solar Dinâmico, da NASA, captou o evento logo a seguir ao seu máximo, e mostra uma gigantesca erupção de material solar, com mais de 20 Terras para fora do lado inferior direito do Sol, na imagem.
Entretanto, a rotação do Sol revela o surgimento de uma nova mancha, AR1520 (à esquerda), que se move em direcção ao nosso planeta. Esta mancha estende-se por cerca de 127000 Km (cerca de 10 Terras de largura) e com campo magnético do tipo 'beta-gama", com energia para erupções de classeM. Meteorologistas da NOAA (National Oceanic and Atmospheric Administration) estimam 80% de probabilidades para a ocorrência de erupções desta classe nas próximas 24 horas, segundo informação do Spaceweather.

Crédito: SOHO/SDO/HMI

sábado, 7 de julho de 2012

Tempo espacial: erupção solar numa região activa

O Observatório Solar Dinâmico (SDO), da NASA, captou uma erupção solar X1.1 no comprimento de onda de 171 Angstrom, em 6 de Julho de 2012 - Crédito: NASA/SDO/AIA

A região activa 1515 produziu uma erupção solar de classe X1.1, a partir da parte inferior direita do Sol, em 6 de Julho de 2012.
Esta emissão de energia provocou um apagão de rádio, classificado de R3, pela National Oceanic and Atmospheric Administrations, numa escala que vai de R1 a R5. Estes apagões podem perturbar as altas e baixas frequências de rádio.
A magnetosfera da Terra também passou por uma tempestade geomagnética menor, na noite de 6 de Julho, em consequência de ejecções de massa coronal (CMEs) relativamente lentas vindas de outras regiões do Sol desde 4 de Julho de 2012.

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Tempo espacial: a Terra foi atingida por duas ejecções de massa coronal

Aurora boreal observada em Badlands, South Dakota - Crédito: NASA/Marko Korosec

Em 16 de Junho de 2012, a magnetosfera Terra foi atingida por duas ejecções de massa coronal da região activa AR 1504, cujos efeitos combinados comprimiram fortemente a magnetopausa - região limite da magnetosfera -  para um mínimo aproximadamente de 24.000 milhas da superfície terrestre. Isto significou uma altitude cerca de 2.000 milhas inferior à orbita geoestacionária da nave espacial Advanced Composition Explorer (ACE), da NASA, que se encontra a cerca de 900.000 Km da Terra e que pode detectar estas nuvens de partículas 30-45 minutos antes de baterem na magnetosfera protectora do nosso planeta.
A mudança de forma da magnetopausa da Terra influenciou a formação de auroras boreais, originando brilhantes e coloridas auroras observadas em latitudes mais baixas do que o normal.
Fonte: NASA