Uma equipa de investigadores da Universidade de Tóquio tenciona
trazer à vida, novamente, o mamute, o paquiderme que existiu na Terra até cerca de 6 mil anos atrás, graças ao
avanço na tecnologia de clonagem.
Os cientistas pretendem
criar um embrião com genes de mamute (extraídos das suas células) a partir de óvulos de elefante, onde se substitui os núcleos originais por aqueles obtidos das células do mamute. O embrião irá desenvolver-se no interior do útero de um elefante até ao parto.
Mamute lanoso, Mammuthus primigenius. O gelo da Sibéria guarda os seus restos bem conservados
Os
trabalhos de recuperação desta espécie vão começar já este ano. Alguns membros da equipa vão à Rússia recolher amostras
de tecido mole de um mamute congelado.
Os melhores exemplares congelados e muito bem conservados têm sido encontrados na camada subterrânea de gelo ou permafrost da zona da Sibéria.
Se a investigação tiver êxito, os
mamutes poderão voltar a existir dentro de cinco anos. Os cientistas esperam
esclarecer as razões da extinção da espécie.
Uma das explicações mais recentes refere que o aumento de temperatura depois da última glaciação, há cerca de 10 mil anos, afectou o habitat do mamute. No entanto, o animal conseguiu sobreviver a outras alteração climáticas no passado. Neste período,
a perda do habitat e a perseguição dos caçadores primitivos levaram-no à extinção.
Apesar das questões éticas levantadas na comunidade científica sobre o regresso à vida de um animal cujo habitat já desapareceu, há hipótese dos cientistas conseguirem o seu propósito. Um outro investigador japonês, Teruhiko Wakayama, com uma
técnica pioneira em 2008, conseguiu clonar um rato a partir das células de outro que estiveram congeladas, a temperaturas muito baixas, durante 16 anos.
Fonte:
El Mundo /
The Telegraph