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terça-feira, 8 de outubro de 2013

Supervulcões explodiram em Marte


Algumas das enormes crateras existentes numa região planáltica de Marte - Arabia Terra, no hemisfério Norte - podem ter resultado da erupção de supervulcões, segundo um estudo publicado esta quinta-feira (3 de Outubro) na revista Nature.
"Esta descoberta alertou os cientistas para a possibilidade de outras depressões, classificadas como crateras de impacto, serem efectivamente caldeiras de supervulcões que terão estado activos há mais de 4000 milhões de anos na superfície marciana".
Os supervulcões apresentam explosões muito potentes, lançando para o espaço grandes quantidades de materiais, como gases, lava, cinzas e fragmentos rochosos e bloqueando a luz do Sol.
Na Terra, um dos supervulcões mais conhecido é o de Yellowstone (Estados Unidos), que entrou em erupção há 640 mil de anos, e que pode ter expelido mais de um milhão de milhões de metros cúbicos de materiais, dez mil vezes mais material que o vulcão Eyjafjallajökull, na Islândia, em 2010, e que afectou o trafego aéreo em quase todo o mundo.
Os investigadores acreditam que as explosões gigantescas destes supervulcões poderão ter condicionado o clima, a composição da atmosfera marciana e a evolução do próprio planeta. Eventualmente, podem ter expelido quantidades consideráveis de água e de elementos essenciais para a vida, criando as condições para o desenvolvimento de vida em Marte. No entanto, o planeta actual é inóspito, e os cientistas não sabem o que pode ter acontecido.
Fonte: Público.pt e BBC Brasil/UltimoSegundo

sábado, 28 de setembro de 2013

Robô Curiosity encontra água no solo marciano analisado

Auto-retrato do robô Curiosity, obtido em 31 de Outubro e 1 de Novembro de 2012. O robô encontrava-se em "Rocknest", o local da Cratera Gale onde foi usada a colher, pela primeira vez, para recolher uma amostra de solo. Na frente do robô, podem distinguir-se quatro locais já escavados. O mosaico mostra ainda, à direita, o Monte Sharp, uma montanha sedimentar de 5 Km de altura, situada na base da Cratera Gale, o destino final da viagem do Curiosity - Crédito: NASA/JPL-Caltech

Análises feitas pelo robô Curiosity, da NASA, revelaram que o solo marciano da Cratera Gale contém uma quantidade de água que surpreendeu os cientistas.
Cerca de 2 por cento do solo na superfície de Marte é constituído por água, em que as moléculas de água estão ligadas quimicamente às partículas de solo de granulação fina.
Embora as evidências de água em Marte não sejam uma novidade, a descoberta do Curiosity pode vir a ser importante para futuros exploradores de Marte, pela possibilidade de acesso a este recurso vital para os seres humanos. À partida, basta escavar o solo e aquecê-lo, para obter água.
O robô Curiosity poisou na Cratera Gale, na superfície de Marte, em 6 de agosto de 2012, com o objectivo de saber se, algum dia, o planeta vermelho teve ambiente favorável à vida. Para isso ele, ele possui dez instrumentos científicos, alguns dos quais podem recolher e processar amostras de solo e rochas.
Um dos equipamentos usados nesta investigação, de nome SAM (Análise de Amostras de Marte), permite identificar uma vasta gama de compostos químicos e determinar as proporções de diferentes isótopos de elementos chave.
Estes resultados fazem parte de um artigo científico publicado, em 27 de Setembro de 2013, na revista Science, conjuntamente com outros quatro artigos, todos sobre a missão Curiosity.
Fonte: NASA

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

NASA selecciona quatro possíveis locais de pouso para a missão robótica a Marte, em 2016

Os quatro potenciais locais de pouso para a próxima missão da NASA a Marte, prevista para 2016, estão localizados perto uns dos outros, na região de Elysium Planitia de Marte. O mapa topográfico usa dados do Mars Orbiter Laser Altimeter, na sonda Mars Global Surveyor, da NASA. A codificação de cor neste mapa indica elevação em relação a um dado de referência, pois em Marte não há "do nível do mar" como na Terra.  As menores elevações são apresentados em azul escuro e o mais alto, em branco. A diferença entre o verde e o laranja é de cerca de 2,5 milhas (4 km) verticalmente, na codificação de cores - Crédito: NASA / JPL-Caltech

A agência espacial americana escolheu quatro potenciais locais de pouso para a próxima missão a Marte, em 2016, para estudar o interior do planeta.
O robô estacionário Interior Exploration Using Seismic Investigations, Geodesy and Heat Transport ou, usando as iniciais, InSight, está programado para ser lançado em Março de 2016 e pousar no Planeta Vermelho, seis meses depois, num dos quatro locais seleccionados entre os 22 possíveis candidatos.
Os quatro lugares são próximos uns dos outros e estão situados numa planície equatorial de uma área de Marte conhecida por Elysium Planitia, suficientemente perto do equador para que os painés solares da sonda robótica possam receber energia adequada em todas as épocas do ano.
"Nós escolhemos quatro locais que parecem mais seguros", disse o geólogo Matt Golombek, do Laboratório de Propulsão a Jacto da NASA, em Pasadena, Califórnia, e líder do processo de selecção. "Eles têm, sobretudo, terreno liso, com algumas pedras e muito pouca inclinação".

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Afinal, podemos ser todos marcianos!

Seremos os orgulhosos descendentes de primitivos astronautas marcianos? - Crédito imagem: NASA

A vida podia ter-se originado em Marte e trazida para a Terra através de meteoritos marcianos, é o que sugere o novo estudo do cientista Steven Benner apresentado durante a Conferência Goldschmidt, em Florência (Italia). Isto significa que podemos, talvez, ser marcianos!
De acordo com o cientista, uma forma oxidada do elemento molibdénio, que pode ter sido fundamental para a origem da vida, provavelmente existia na superfície do planeta vermelho há muito tempo, mas não estava disponível na Terra no tempo em que a vida começou, porque há 3.000 milhões de anos de anos, a superfície da Terra tinha muito pouco oxigénio, mas Marte tinha.
Nessa altura, a Terra e Marte eram constantemente bombardeados por cometas e asteróides, o que explica como é que detritos marcianos foram projetados no espaço e chegaram até ao nosso planeta, atraídos pelo campo de gravidade.
Para Benner, é mais "uma evidência que torna mais provável a vida ter chegado à Terra num meteorito marciano do que ter começado no nosso planeta".
Tal como explicou o cientista, os compostos orgânicos são os blocos de construção da vida, mas eles precisam de ajuda, para além de energia como calor ou luz, para iniciarem a formação da vida. É aqui que entra o molibdénio oxidadado ou o boro, um outro elemento, para ajudar a mistura orgânica na origem da vida.
Pensa-se que os minerais de boro, necessários para formar o ARN - considerada por muitos como a primeira molécula genética - a partir da sopa pré-biótica, não existiam em quantidade suficiente nessa época da Terra, assim como não estavam disponíveis as formas químicas correctas de molibdénio.
"Recentemente, a análise de um meteorito marciano mostrou que havia boro em Marte, agora acreditamos que a forma oxidada de molibdénio também estava presente lá".
"A evidência aponta que todos somos de facto marcianos, que a vida começou em Marte e chegou à Terra trazida por um meteorito. Contudo, tivémos sorte de ficar por aqui, porque certamente a Terra foi o melhor dos planetas para manter a vida", concluiu o cientista.
Fonte: El Mundo.es

Robô Curiosity observa eclipse do Sol causado por Phobos

Três imagens do robô Curiosity onde Phobos, a maior lua de Marte, passa directamente em frente ao Sol, causando um eclipse anular, visto da superfície do planeta vermelho. As imagens foram captadas, em 17 de Agosto de 2013, o 369º dia marciano de actividade do robô - Crédito: NASA / JPL-Caltech / Malin Space Science Systems / Texas A & M Univ.

As imagens captadas pelo robô Curiosity, da NASA, mostram a maior das duas luas de Marte, Phobos, passando directamente em frente do Sol, as melhores imagens de sempre de um eclipse solar visto de Marte. Como a lua não cobre totalmente o Sol, é o que se chama um eclipse solar anular.
As imagens são as primeiras de uma série enviadas para a Terra em 20 de Agosto de 2013. Mais tarde, poderá ser feita uma animação sobre o eclipse. O robô Curiosity fez uma pausa nesse dia para gravar o evento astronómico.
"Este evento ocorreu perto do meio-dia no local onde se encontrava o Curiosity, o que colocou Phobos no seu ponto mais próximo do robô, parecendo maior contra o Sol do que pareceria noutros momentos do dia", disse Mark Lemmon de Texas A & M University, College Station, um co-investigador do Curiosity. "Este é o mais próximo de um eclipse total do Sol que se pode ter em Marte."
Fonte: NASA

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Robô Curiosity observa as luas de Marte passando em frente uma da outra


Observando o céu nocturno marciano, o robô Curiosity captou uma série de imagens onde a maior das duas luas de Marte, Phobos, passa directamente na frente da menor, Deimos.
As 41 imagens do vídeo são vistas em maior velocidade, e nelas são claramente visíveis grandes crateras em Phobos. É a primeira vez que uma missão robótica na superfície de Marte consegue captar uma lua a eclipsar outra.
Phobos orbita muito lentamente e está mais próximo de Marte, muito mais perto de Marte que a nossa Lua está da Terra, apesar de ter um diâmetro inferior a um por cento do diâmetro da Lua (Terra). Visto a partir da superfície de Marte, Phobos parece ter metade da largura da nossa lua observada da Terra.

terça-feira, 6 de agosto de 2013

NASA usa instrumento científico para cantar os Parabéns ao robô Curiosity pelo primeiro aniversário em Marte

 

Em 6 de Agosto de 2012 (UTC), o robô Curiosity, da NASA, pousou em Marte. Para festejar o primeiro aniversário do robô no planeta vermelho, os engenheiros do Goddard Space Flight Center usaram o Instrumento de Análise de Amostras em Marte (SAM) para "cantar" os Parabéns ao Curiosity.
Play it again, SAM!

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

O primeiro ano do robô Curiosity em Marte em dois minutos


 Em 6 de Agosto de 2012, o robô Curiosity, da NASA entusiasmou muita gente, em todo o mundo, com o seu espectacular pouso na cratera de Gale, em Marte.
O vídeo mostra, em dois minutos, por onde tem andado o robô na sua deslocação na superfície do planeta, para além da actividade do seu braço robótico na recolha de amostras do solo marciano, escavação e perfuração de rochas para analisar, neste primeiro ano no planeta vermelho, um ano terrestre com 365 dias. O ano marciano é diferente, tem 687 dias terrestres.
O ponto de vista do Curiosity foi obtido a partir de 548 imagens de uma câmara "olho de peixe", colocada na sua frente, e captadas entre Agosto de 2012 e Julho de 2013.

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Paraquedas do robô Curiosity balança ao vento marciano

Esta sequência de sete imagens da câmara de Alta Resolução Imaging Science Experiment (HiRISE), a bordo da nave espacial Mars Reconnaissance Orbiter, da NASA, mostra as mudanças provocadas pelo vento no paraquedas que ajudou o robô Curiosity a descer em segurança em Marte.
O paraquedas desacelerou a descida do Curiosity através da atmosfera marciana, e encontra-se no solo do planeta vermelho desde 5 de Agosto de 2012 (PST; 6 de Agosto, UTC).
HiRISE adquiriu estas imagens entre 12 de Agosto de 2012 e 13 de Janeiro de 2013. A copa do paraquedas é a forma clara na metade inferior da sequência e linhas de suspensão ainda o mantêm ligado ao escudo protector da nave, que é a forma clara na metade superior. É um dos maiores paraquedas do seu tipo já construídos, com cerca de 19,8 metros de diâmetro. O seu comprimento, incluindo as linhas, é cerca de 50 m.
Crédito imagem: NASA/JPL-Caltech/Univ. of Arizona

terça-feira, 19 de março de 2013

Uma rocha branca no Planeta Vermelho

Quando a roda do robô Curiosity esmagou a rocha Tintina, ficou exposta uma superfície branca brilhante, revelando a presença de minerais hidratados - Crédito:NASA/JPL-Caltech/MSSS

Uma rocha esmagada pelas rodas do robô Curiosity surpreendeu os cientistas da missão. A rocha, baptizada Tintina, partiu-se e expôs uma brilhante superfície branca, uma rocha invulgar na superfície do Planeta Vermelho.
Segundo os cientistas, a cor clara indica a presença de minerais hidratados que se formaram quando a água corria através do local onde o robô pousou, em tempos mais antigos. A rocha Tintina oferece mais uma evidência da presença de água na área da Baía de Yellowknife, no interior da Cratera Gale.
A rocha foi analisada e os pesquisadores detectaram um sinal muito forte de hidratação, que corresponde a todo o material branco que se vê, isto é, água que está ligada à estrutura mineral das rochas - água do passado retida e preservada nos minerais hidratados. O sinal de hidratação não aparece em nenhum outro lugar da imagem.

segunda-feira, 18 de março de 2013

Robô Curiosity detecta novas evidências de presença de água em Marte

Nesta imagem da rocha chamada 'Knorr," o código de cores mapeia a quantidade de minerais hidratados indicada por índices de brilho medidos pela câmera de mastro do Curiosity (Mastcam). O vermelho indica um sinal mais elevado de hidratação. O mapa mostra que os sinais mais fortes para a hidratação estão associados a veios de tons claros distribuídos na rocha. A imagem e os dados para avaliar a hidratação da rocha resultam de uma observação da Mastcam, em 20 de Dezembro de 2012 - Crédito: NASA / JPL-Caltech / MSSS / ASU

A semana passada, a equipa de cientistas que trabalha com o robô Curiosity anunciou que a análise do pó extraído de uma rocha sedimentar perfurada, em Marte, indica condições ambientais favoráveis ​​à vida microbiana no passado do planeta vermelho. Nesta segunda-feira (18 de Março), a mesma equipa sugere que essas condições se verificam para além do local da perfuração.
O robô Curiosity detectou evidências de minerais hidratados nas rochas perto onde ele já havia encontrado minerais de argila no interior da rocha perfurada.
Os pesquisadores usaram imagens em infravermelo de uma câmara do robô (MastCam) e um instrumento que dispara neutrões para o chão, Dynamic Albedo of Neutrons (DAN), para procurar hidrogénio, e encontraram mais hidratação de minerais nas rochas perto dos locais ricos em argila do que noutras áreas que o Curiosity visitou anteriormente.
A câmara do mastro do robô (Mastcam) também pode servir como ferramenta de detecção de um mineral e detecção de hidratação, informou Jim Bell da Universidade do Estado de Arizona, Tempe. "Algumas rochas contendo ferro e minerais podem ser detectadas e mapeadas usando a Mastcam com filtros de infravermelho próximo."

sábado, 16 de março de 2013

Monte Sharp visto pelo robô Curiosity

Mosaico de imagens do Monte Sharp, em cor melhorada, obtido pela câmara do mastro do robô Curiosity, em Marte, em 20 de Setembro de 2012 - Crédito: NASA/JPL-Caltech /MSSS

Mosaico de imagens da câmara do mastro (Mastcam) do robô Curiosity, em Marte, mostrando o Monte Sharp, com uma cor melhorada, que torna o céu marciano excessivamente azul, mas mostra o terreno como se estivésse iluminado na Terra. Isto ajuda os cientistas a reconhecerem materiais rochosos, baseando-se na sua experiência de observação de rochas no nosso planeta.
A mesma imagem em cores mais naturais "marcianas", pode ser vista aqui.
O principal destino da missão Mars Science Laboratory (MSL), da NASA, situa-se nas encostas mais baixas do Monte Sharp, embora o robô possa passar algum tempo num local designado por Baía de Yellowknife ("Yellowknife Bay"), onde encontrou evidências de um ambiente favorável à vida microbiana no passado do Planeta Vermelho. As imagens foram obtidas no Dia Marciano 45 (Sol 45) ou 20 de Setembro de 2012, no calendário terrestre.
Fonte: NASA

quarta-feira, 13 de março de 2013

Ambientes aquosos diferentes no passado de Marte

As imagens comparam rochas vistas pelos robôs Opportunity e Curiosity, da NASA, em dois locais diferentes de Marte. À esquerda, a rocha "Wopmay", na Cratera Endurance, em Meridiani Planum, estudada pelo robô Opportunity. No lado direito estão rochas da área "Sheepbed", na Baía de Yellowknife, na Cratera Gale, observadas pelo Curiosity - Crédito:NASA/JPL-Caltech/Cornell/MSSS

As duas rochas marcianas mostram antigos ambientes aquosos do Planeta Vermelho, mas não oferecem iguais condições de habitabilidade no seu passado longínquo.
A rocha da esquerda é formada a partir de arenito rico em sulfatos. Os cientistas pensam que as partículas eram, em parte, formadas e cimentadas na presença de água, o mesmo acontecendo com as formações esféricas distribuídas na superfície da rocha. As rochas Meridiani registam um ambiente aquoso antigo que, provavelmente, não era habitável devido à extraordinária acidez da água, pouca energia disponível e grande salinidade que teria impedido o metabolismo microbiano - no caso de alguma vez os microrganismos terem estado presentes.
Os sedimentos muito finos da rocha da Baía de Yellowknife, à direita, registam também um ambiente aquoso antigo e habitável. Provavelmente, foram depositados sob a água e, do mesmo modo, pensa-se que foram cimentados pela água, assim como as formações esféricas da superfície.
Com o tempo, a rocha partiu-se e as fracturas foram preenchidas por minerais de sulfatos, quando a água fluiu através das fracturas (linhas brancas que atravessam a rocha).

terça-feira, 12 de março de 2013

Robô Curiosity encontra condições favoráveis à vida no passado de Marte

O mapa em cor falsa mostra a área dentro da cratera Gale, em Marte, onde o robô Curiosity pousou, em 5 de Agosto de 2012 PDT (6 Ago 2012 EDT) e o local onde o robô recolheu a sua primeira amostra, perfurando a rocha "John Klein", dentro da área da Baía de Yellowknife. Esta rocha encontra-se numa antiga rede de canais de fluxo, descendendo a partir da borda da cratera Gale, com depósitos de aluvião em forma de leque - Crédito: NASA/JPL-Caltech/ASU

A NASA anunciou hoje (12 de Março) que a análise de uma amostra de rocha recolhida pelo robô Curiosity mostrou que Marte poderia ter tido vida microbiana no seu passado.
Os cientistas identificaram enxofre, azoto, hidrogénio, oxigénio, fósforo e carbono - alguns dos ingredientes químicos essenciais para a vida - no pó que o robô retirou de uma rocha sedimentar perto de um antigo leito da Cratera Gale, no Planeta Vermelho.
A descoberta surge apenas sete meses depois da chegada do robô Curiosity a Marte e cuja missão principal de dois anos é, precisamente, determinar se o planeta já teve um ambiente favorável à vida no seu passado.
Em Fevereiro, o robô perfurou um afloramento rochoso, de nome John Klein, retirando do seu interior uma amostra de pó acinzentado que, depois, foi analisada por dois instrumentos científicos a bordo, Química e Mineralogia (CheMin) e análise de amostras em Marte, ou SAM.
Os resultados indicam que a área que o robô está a explorar, na Baía de Yellowknife, era o fim de um antigo sistema de canais, onde a água fluiu provavelmente há milhões de anos, ou o leito de um lago intermitente que podia ter fornecido energia química e outras condições favoráveis ​​a micróbios.
A rocha contém minerais de argila e sulfatos, sugerindo um ambiente húmido há muito tempo atrás e que era neutro e não muito salgado, ao contrário de outros ambientes em Marte.

quinta-feira, 7 de março de 2013

Por que procura o robô Curiosity moléculas orgânicas?


O vídeo, com cerca de 60 minutos, explica o que são moléculas orgânicas e o que elas permitem descobrir sobre a história de Marte.
Mais informações no site da missão.

terça-feira, 5 de março de 2013

Cometa vai passar à porta de Marte em Outubro de 2014

O gráfico de computador mostra a órbita do cometa 2013 A1 (Siding Spring), através do sistema solar interno. Em 19 de Outubro de 2014, espera-se que ele passe a uma distância inferior a 186.000 milhas (300.000 quilómetros) de Marte - Crédito: NASA / JPL-Caltech

O cometa 2013 A1, também chamado de Siding Spring, vai passar perto de Marte, em Outubro de 2014. O objecto foi descoberto por Rob McNaught, em 3 de Janeiro de 2013, no Observatório Siding Spring, na Austrália. No entanto, o estudo de observações de arquivo permitiram identificar o cometa por volta de Outubro de 2012.
A última trajectória do cometa 2013 A1, obtida pelo Programa Near-Earth Object, da NASA, indica que o corpo vai passar dentro de 300.000 quilómetros de Marte, e com uma forte possibilidade de passar muito mais perto.
Estimativas actuais, baseadas em observações de 1 de Março de 2013, dizem que passará a cerca de 50.000 quilómetros da superfície do Planeta Vermelho, uma distância duas vezes e meia a da órbita da lua exterior, Deimos. Os cientistas esperam que observações futuras possam fornecer dados para determinar uma órbita cada vez mais correcta.
De qualquer modo, Marte fica na faixa de caminhos possíveis para o cometa Siding Spring e não se pode excluir a possibilidade de um impacto. Os cientistas pensam que o corpo gelado - com um diâmetro entre 8 e 48 Km - já se encontra a viajar no espaço há mais de um milhão de anos, vindo da nuvem de Oort do Sistema Solar.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Primeira colherada de rocha pulverizada do robô Curiosity

A imagem do robô Curiosity, da NASA, mostra a primeira amostra de rocha em pó, extraída pela broca do robô, do interior da rocha "John Klein", e não tem a cor vermelha da superfície marciana - Crédito: NASA / JPL-Caltech / MSSS

O robô Curiosity, da NASA, mostra a primeira amostra de rocha em pó extraída pela broca situada na extremidade do seu braço. A rocha pulverizada já está na colher do robô, com cerca de 4,5 centímetros de largura. Posteriormente, a amostra será peneirada e transferida, em porções, para o laboratório científico, onde será analisada.
A amostra foi retirada de uma rocha sedimentar, chamada de "John Klein," em memória de um cientista da missão que morreu em 2011. A rocha foi seleccionada para ser a primeira a ser perfurada, pois pode conter evidências de condições ambientais com água, no passado de Marte. As análises do pó podem fornecer informações sobre essas condições.
A imagem foi obtida pela câmera do mastro do Curiosity, em 20 de Fevereiro de 2013, ou Sol 193, o 193º dia de actividade do robô em solo marciano.
Fonte: NASA

domingo, 10 de fevereiro de 2013

Robô Curiosity recolhe a primeira amostra do interior de uma rocha de Marte

No centro da imagem, captada pelo Curiosity, está o furo de onde foi recolhida a amostra de pó para análise. Com 1,6 cm de diâmetro e 6,4 cm de altura, é mais profundo que o orifício de teste, à esquerda, que tem o mesmo diâmetro e apenas 2 cm de profundidade, feito dois dias antes. A histórica perfuração realizou-se em 8 de Fevereiro de 2013, o 182º dia marciano de actividade do robô Curiosity - Crédito:NASA/JPL-Caltech/MSSS

O robô Curiosity, da NASA, finalmente usou a broca na extremidade do seu braço robótico para fazer um furo suficientemente fundo numa rocha, e recolher uma amostra de pó do seu interior para análise. A perfuração, com cerca de 1,6 centímetros de largura e 6,4 centímetros de profundidade, foi feita numa rocha de sedimentos muito finos, mas atravessados por veios claros do que poderia ser sulfato de cálcio. Acredita-se que pode guardar evidências de ambientes húmidos do passado. Por isso, o material recolhido será analisado no laboratório científico do robô, nos próximos dias.
"Este feito é o marco mais importante para a equipa do Curiosity, desde o desembarque no passado mês de Agosto, outro dia de orgulho para a América", disse John Grunsfeld, administrador associado da Nasa para a ciência.
A rocha perfurado pelo robô Curiosity foi chamada de "John Klein", em memória de um engenheiro da missão falecido em 2011. Está localizada a cerca de meio quilómetro do local de pouso do robô, no interior da cratera Gale, uma bacia profunda situada no equador de Marte.
A perfuração da amostra de rocha foi a última nova actividade do projecto Mars Science Laboratory Project, que usa o robô Curiosity para investigar se a área no interior da cratera marciana algum dia já foi um ambiente favorável à vida.
Fonte: NASA

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Robô Curiosity martelou uma rocha em Marte

Batendo com a broca de percussão e rotação do braço robótico, o robô Curiosity deixou a sua marca numa rocha de Marte, durante um teste realizado em 2 de Fevereiro de 2013. Os cientistas preparam a primeira perfuração de uma rocha pelo robô - Crédito: NASA / JPL-Caltech / MSSS 

O robô Curiosity usou o seu sistema de perfuração pela primeira vez numa rocha marciana. A ferramenta, uma broca situada na extremidade do braço, martelou brevemente, sem rotação, uma rocha da cratera Gale, baptizada de "John Klein", deixando uma cavidade cinzenta com cerca de 1,7 centímetros, e que se pode ver na imagem.
A operação fez parte de um teste, realizado em 2 de Fevereiro de 2013, como preparação para a primeira perfuração de uma rocha, onde o robô usará a sua broca pela primeira vez. Os cientistas pretendem determinar se a rocha é a mais adequada para a experiência, assim como avaliar o comportamento da ferramenta robótica (a forma da ponta da broca  de perfuração pode ser vista aqui).
Outros testes serão realizados fazendo uma perfuração completa - utilizando o sistema de rotação da broca como também o de percussão - antes de ser retirada uma amostra de pó, para ser levada e analisada nos laboratórios a bordo do robô. Isto irá permitir uma avaliação do material, tentando descobrir se ele se comporta como um pó seco, que possa ser processado pelos mecanismos de manipulação de amostras do Mars rover Curiosity.
Mais informações sobre a missão Curiosity na sua página Web.
Fonte: NASA

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Robô Curiosity capta imagens nocturnas pela primeira vez

Imagem de uma rocha marciana iluminada por luz branca de LEDs (díodos emissores de luz), com uma área de 3,4 por 2,5 centímetros. É uma das imagens nocturnas adquiridas pela câmara MAHLI, situada no final do braço robótico do Mars rover Curiosity, da NASA - Crédito: NASA / JPL-Caltech / MSSS

O robô Curiosity usou a sua câmara Mars Hand Lens Imager (MAHLI), pela primeira vez, para tirar fotografias nocturnas, iluminando com luzes branca e ultravioleta produzidas por LEDs da própria câmara, situada no extremo do braço robótico.
Um dos alvos fotografados foi uma rocha, baptizada por "Sayunei", numa área onde a roda da frente-esquerda do Curiosity tinha raspado, para obter material livre de poeira para examinar. As observações sob luz ultravioleta são feitas para detectar minerais fluorescentes (a mesma rocha em ultravioleta).
A rocha está localizada em "Bay Yellowknife", no interior da cratera marciana Gale, perto do local onde está programado começar a usar o Curiosity para perfurar rochas, na próxima semana.
As imagens da rocha "Sayunei" foram captadas, após anoitecer, em 22 de Janeiro (PST) ou (23 de Janeiro UTC).
Fonte: NASA