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sábado, 28 de setembro de 2013

Robô Curiosity encontra água no solo marciano analisado

Auto-retrato do robô Curiosity, obtido em 31 de Outubro e 1 de Novembro de 2012. O robô encontrava-se em "Rocknest", o local da Cratera Gale onde foi usada a colher, pela primeira vez, para recolher uma amostra de solo. Na frente do robô, podem distinguir-se quatro locais já escavados. O mosaico mostra ainda, à direita, o Monte Sharp, uma montanha sedimentar de 5 Km de altura, situada na base da Cratera Gale, o destino final da viagem do Curiosity - Crédito: NASA/JPL-Caltech

Análises feitas pelo robô Curiosity, da NASA, revelaram que o solo marciano da Cratera Gale contém uma quantidade de água que surpreendeu os cientistas.
Cerca de 2 por cento do solo na superfície de Marte é constituído por água, em que as moléculas de água estão ligadas quimicamente às partículas de solo de granulação fina.
Embora as evidências de água em Marte não sejam uma novidade, a descoberta do Curiosity pode vir a ser importante para futuros exploradores de Marte, pela possibilidade de acesso a este recurso vital para os seres humanos. À partida, basta escavar o solo e aquecê-lo, para obter água.
O robô Curiosity poisou na Cratera Gale, na superfície de Marte, em 6 de agosto de 2012, com o objectivo de saber se, algum dia, o planeta vermelho teve ambiente favorável à vida. Para isso ele, ele possui dez instrumentos científicos, alguns dos quais podem recolher e processar amostras de solo e rochas.
Um dos equipamentos usados nesta investigação, de nome SAM (Análise de Amostras de Marte), permite identificar uma vasta gama de compostos químicos e determinar as proporções de diferentes isótopos de elementos chave.
Estes resultados fazem parte de um artigo científico publicado, em 27 de Setembro de 2013, na revista Science, conjuntamente com outros quatro artigos, todos sobre a missão Curiosity.
Fonte: NASA

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Vídeos dos eclipses solares observados pelo robô Curiosity em Marte


Em 19 e 20 de Agosto, o robô Curiosity registou dois eclipses solares, a partir da superfície de Marte, quando a maior lua do planeta, Phobos, passou em frente ao Sol.
Com as imagens captadas pelo robô, os cientistas da missão criaram dois vídeos, um para cada dia. O primeiro, mostrado acima, inclui ainda imagens da sombra provocada à volta do robô, enquanto a lua marciana Phobos atravessou o disco solar.
O segundo vídeo, em baixo, mostra um eclipse solar anular, o mais parecido possível a um eclipse total observado de Marte. Phobos tem apenas 22 Km de largura média e não cobre completamente o Sol, tal como acontece quando a Lua tapa todo o Sol, num eclipse total visto da Terra.

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Robô Curiosity observa eclipse do Sol causado por Phobos

Três imagens do robô Curiosity onde Phobos, a maior lua de Marte, passa directamente em frente ao Sol, causando um eclipse anular, visto da superfície do planeta vermelho. As imagens foram captadas, em 17 de Agosto de 2013, o 369º dia marciano de actividade do robô - Crédito: NASA / JPL-Caltech / Malin Space Science Systems / Texas A & M Univ.

As imagens captadas pelo robô Curiosity, da NASA, mostram a maior das duas luas de Marte, Phobos, passando directamente em frente do Sol, as melhores imagens de sempre de um eclipse solar visto de Marte. Como a lua não cobre totalmente o Sol, é o que se chama um eclipse solar anular.
As imagens são as primeiras de uma série enviadas para a Terra em 20 de Agosto de 2013. Mais tarde, poderá ser feita uma animação sobre o eclipse. O robô Curiosity fez uma pausa nesse dia para gravar o evento astronómico.
"Este evento ocorreu perto do meio-dia no local onde se encontrava o Curiosity, o que colocou Phobos no seu ponto mais próximo do robô, parecendo maior contra o Sol do que pareceria noutros momentos do dia", disse Mark Lemmon de Texas A & M University, College Station, um co-investigador do Curiosity. "Este é o mais próximo de um eclipse total do Sol que se pode ter em Marte."
Fonte: NASA

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Robô Curiosity observa as luas de Marte passando em frente uma da outra


Observando o céu nocturno marciano, o robô Curiosity captou uma série de imagens onde a maior das duas luas de Marte, Phobos, passa directamente na frente da menor, Deimos.
As 41 imagens do vídeo são vistas em maior velocidade, e nelas são claramente visíveis grandes crateras em Phobos. É a primeira vez que uma missão robótica na superfície de Marte consegue captar uma lua a eclipsar outra.
Phobos orbita muito lentamente e está mais próximo de Marte, muito mais perto de Marte que a nossa Lua está da Terra, apesar de ter um diâmetro inferior a um por cento do diâmetro da Lua (Terra). Visto a partir da superfície de Marte, Phobos parece ter metade da largura da nossa lua observada da Terra.

terça-feira, 6 de agosto de 2013

NASA usa instrumento científico para cantar os Parabéns ao robô Curiosity pelo primeiro aniversário em Marte

 

Em 6 de Agosto de 2012 (UTC), o robô Curiosity, da NASA, pousou em Marte. Para festejar o primeiro aniversário do robô no planeta vermelho, os engenheiros do Goddard Space Flight Center usaram o Instrumento de Análise de Amostras em Marte (SAM) para "cantar" os Parabéns ao Curiosity.
Play it again, SAM!

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

O primeiro ano do robô Curiosity em Marte em dois minutos


 Em 6 de Agosto de 2012, o robô Curiosity, da NASA entusiasmou muita gente, em todo o mundo, com o seu espectacular pouso na cratera de Gale, em Marte.
O vídeo mostra, em dois minutos, por onde tem andado o robô na sua deslocação na superfície do planeta, para além da actividade do seu braço robótico na recolha de amostras do solo marciano, escavação e perfuração de rochas para analisar, neste primeiro ano no planeta vermelho, um ano terrestre com 365 dias. O ano marciano é diferente, tem 687 dias terrestres.
O ponto de vista do Curiosity foi obtido a partir de 548 imagens de uma câmara "olho de peixe", colocada na sua frente, e captadas entre Agosto de 2012 e Julho de 2013.

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Paraquedas do robô Curiosity balança ao vento marciano

Esta sequência de sete imagens da câmara de Alta Resolução Imaging Science Experiment (HiRISE), a bordo da nave espacial Mars Reconnaissance Orbiter, da NASA, mostra as mudanças provocadas pelo vento no paraquedas que ajudou o robô Curiosity a descer em segurança em Marte.
O paraquedas desacelerou a descida do Curiosity através da atmosfera marciana, e encontra-se no solo do planeta vermelho desde 5 de Agosto de 2012 (PST; 6 de Agosto, UTC).
HiRISE adquiriu estas imagens entre 12 de Agosto de 2012 e 13 de Janeiro de 2013. A copa do paraquedas é a forma clara na metade inferior da sequência e linhas de suspensão ainda o mantêm ligado ao escudo protector da nave, que é a forma clara na metade superior. É um dos maiores paraquedas do seu tipo já construídos, com cerca de 19,8 metros de diâmetro. O seu comprimento, incluindo as linhas, é cerca de 50 m.
Crédito imagem: NASA/JPL-Caltech/Univ. of Arizona

terça-feira, 19 de março de 2013

Uma rocha branca no Planeta Vermelho

Quando a roda do robô Curiosity esmagou a rocha Tintina, ficou exposta uma superfície branca brilhante, revelando a presença de minerais hidratados - Crédito:NASA/JPL-Caltech/MSSS

Uma rocha esmagada pelas rodas do robô Curiosity surpreendeu os cientistas da missão. A rocha, baptizada Tintina, partiu-se e expôs uma brilhante superfície branca, uma rocha invulgar na superfície do Planeta Vermelho.
Segundo os cientistas, a cor clara indica a presença de minerais hidratados que se formaram quando a água corria através do local onde o robô pousou, em tempos mais antigos. A rocha Tintina oferece mais uma evidência da presença de água na área da Baía de Yellowknife, no interior da Cratera Gale.
A rocha foi analisada e os pesquisadores detectaram um sinal muito forte de hidratação, que corresponde a todo o material branco que se vê, isto é, água que está ligada à estrutura mineral das rochas - água do passado retida e preservada nos minerais hidratados. O sinal de hidratação não aparece em nenhum outro lugar da imagem.

segunda-feira, 18 de março de 2013

Robô Curiosity detecta novas evidências de presença de água em Marte

Nesta imagem da rocha chamada 'Knorr," o código de cores mapeia a quantidade de minerais hidratados indicada por índices de brilho medidos pela câmera de mastro do Curiosity (Mastcam). O vermelho indica um sinal mais elevado de hidratação. O mapa mostra que os sinais mais fortes para a hidratação estão associados a veios de tons claros distribuídos na rocha. A imagem e os dados para avaliar a hidratação da rocha resultam de uma observação da Mastcam, em 20 de Dezembro de 2012 - Crédito: NASA / JPL-Caltech / MSSS / ASU

A semana passada, a equipa de cientistas que trabalha com o robô Curiosity anunciou que a análise do pó extraído de uma rocha sedimentar perfurada, em Marte, indica condições ambientais favoráveis ​​à vida microbiana no passado do planeta vermelho. Nesta segunda-feira (18 de Março), a mesma equipa sugere que essas condições se verificam para além do local da perfuração.
O robô Curiosity detectou evidências de minerais hidratados nas rochas perto onde ele já havia encontrado minerais de argila no interior da rocha perfurada.
Os pesquisadores usaram imagens em infravermelo de uma câmara do robô (MastCam) e um instrumento que dispara neutrões para o chão, Dynamic Albedo of Neutrons (DAN), para procurar hidrogénio, e encontraram mais hidratação de minerais nas rochas perto dos locais ricos em argila do que noutras áreas que o Curiosity visitou anteriormente.
A câmara do mastro do robô (Mastcam) também pode servir como ferramenta de detecção de um mineral e detecção de hidratação, informou Jim Bell da Universidade do Estado de Arizona, Tempe. "Algumas rochas contendo ferro e minerais podem ser detectadas e mapeadas usando a Mastcam com filtros de infravermelho próximo."

sábado, 16 de março de 2013

Monte Sharp visto pelo robô Curiosity

Mosaico de imagens do Monte Sharp, em cor melhorada, obtido pela câmara do mastro do robô Curiosity, em Marte, em 20 de Setembro de 2012 - Crédito: NASA/JPL-Caltech /MSSS

Mosaico de imagens da câmara do mastro (Mastcam) do robô Curiosity, em Marte, mostrando o Monte Sharp, com uma cor melhorada, que torna o céu marciano excessivamente azul, mas mostra o terreno como se estivésse iluminado na Terra. Isto ajuda os cientistas a reconhecerem materiais rochosos, baseando-se na sua experiência de observação de rochas no nosso planeta.
A mesma imagem em cores mais naturais "marcianas", pode ser vista aqui.
O principal destino da missão Mars Science Laboratory (MSL), da NASA, situa-se nas encostas mais baixas do Monte Sharp, embora o robô possa passar algum tempo num local designado por Baía de Yellowknife ("Yellowknife Bay"), onde encontrou evidências de um ambiente favorável à vida microbiana no passado do Planeta Vermelho. As imagens foram obtidas no Dia Marciano 45 (Sol 45) ou 20 de Setembro de 2012, no calendário terrestre.
Fonte: NASA

quarta-feira, 13 de março de 2013

Ambientes aquosos diferentes no passado de Marte

As imagens comparam rochas vistas pelos robôs Opportunity e Curiosity, da NASA, em dois locais diferentes de Marte. À esquerda, a rocha "Wopmay", na Cratera Endurance, em Meridiani Planum, estudada pelo robô Opportunity. No lado direito estão rochas da área "Sheepbed", na Baía de Yellowknife, na Cratera Gale, observadas pelo Curiosity - Crédito:NASA/JPL-Caltech/Cornell/MSSS

As duas rochas marcianas mostram antigos ambientes aquosos do Planeta Vermelho, mas não oferecem iguais condições de habitabilidade no seu passado longínquo.
A rocha da esquerda é formada a partir de arenito rico em sulfatos. Os cientistas pensam que as partículas eram, em parte, formadas e cimentadas na presença de água, o mesmo acontecendo com as formações esféricas distribuídas na superfície da rocha. As rochas Meridiani registam um ambiente aquoso antigo que, provavelmente, não era habitável devido à extraordinária acidez da água, pouca energia disponível e grande salinidade que teria impedido o metabolismo microbiano - no caso de alguma vez os microrganismos terem estado presentes.
Os sedimentos muito finos da rocha da Baía de Yellowknife, à direita, registam também um ambiente aquoso antigo e habitável. Provavelmente, foram depositados sob a água e, do mesmo modo, pensa-se que foram cimentados pela água, assim como as formações esféricas da superfície.
Com o tempo, a rocha partiu-se e as fracturas foram preenchidas por minerais de sulfatos, quando a água fluiu através das fracturas (linhas brancas que atravessam a rocha).

terça-feira, 12 de março de 2013

Robô Curiosity encontra condições favoráveis à vida no passado de Marte

O mapa em cor falsa mostra a área dentro da cratera Gale, em Marte, onde o robô Curiosity pousou, em 5 de Agosto de 2012 PDT (6 Ago 2012 EDT) e o local onde o robô recolheu a sua primeira amostra, perfurando a rocha "John Klein", dentro da área da Baía de Yellowknife. Esta rocha encontra-se numa antiga rede de canais de fluxo, descendendo a partir da borda da cratera Gale, com depósitos de aluvião em forma de leque - Crédito: NASA/JPL-Caltech/ASU

A NASA anunciou hoje (12 de Março) que a análise de uma amostra de rocha recolhida pelo robô Curiosity mostrou que Marte poderia ter tido vida microbiana no seu passado.
Os cientistas identificaram enxofre, azoto, hidrogénio, oxigénio, fósforo e carbono - alguns dos ingredientes químicos essenciais para a vida - no pó que o robô retirou de uma rocha sedimentar perto de um antigo leito da Cratera Gale, no Planeta Vermelho.
A descoberta surge apenas sete meses depois da chegada do robô Curiosity a Marte e cuja missão principal de dois anos é, precisamente, determinar se o planeta já teve um ambiente favorável à vida no seu passado.
Em Fevereiro, o robô perfurou um afloramento rochoso, de nome John Klein, retirando do seu interior uma amostra de pó acinzentado que, depois, foi analisada por dois instrumentos científicos a bordo, Química e Mineralogia (CheMin) e análise de amostras em Marte, ou SAM.
Os resultados indicam que a área que o robô está a explorar, na Baía de Yellowknife, era o fim de um antigo sistema de canais, onde a água fluiu provavelmente há milhões de anos, ou o leito de um lago intermitente que podia ter fornecido energia química e outras condições favoráveis ​​a micróbios.
A rocha contém minerais de argila e sulfatos, sugerindo um ambiente húmido há muito tempo atrás e que era neutro e não muito salgado, ao contrário de outros ambientes em Marte.

quinta-feira, 7 de março de 2013

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Primeira colherada de rocha pulverizada do robô Curiosity

A imagem do robô Curiosity, da NASA, mostra a primeira amostra de rocha em pó, extraída pela broca do robô, do interior da rocha "John Klein", e não tem a cor vermelha da superfície marciana - Crédito: NASA / JPL-Caltech / MSSS

O robô Curiosity, da NASA, mostra a primeira amostra de rocha em pó extraída pela broca situada na extremidade do seu braço. A rocha pulverizada já está na colher do robô, com cerca de 4,5 centímetros de largura. Posteriormente, a amostra será peneirada e transferida, em porções, para o laboratório científico, onde será analisada.
A amostra foi retirada de uma rocha sedimentar, chamada de "John Klein," em memória de um cientista da missão que morreu em 2011. A rocha foi seleccionada para ser a primeira a ser perfurada, pois pode conter evidências de condições ambientais com água, no passado de Marte. As análises do pó podem fornecer informações sobre essas condições.
A imagem foi obtida pela câmera do mastro do Curiosity, em 20 de Fevereiro de 2013, ou Sol 193, o 193º dia de actividade do robô em solo marciano.
Fonte: NASA

domingo, 10 de fevereiro de 2013

Robô Curiosity recolhe a primeira amostra do interior de uma rocha de Marte

No centro da imagem, captada pelo Curiosity, está o furo de onde foi recolhida a amostra de pó para análise. Com 1,6 cm de diâmetro e 6,4 cm de altura, é mais profundo que o orifício de teste, à esquerda, que tem o mesmo diâmetro e apenas 2 cm de profundidade, feito dois dias antes. A histórica perfuração realizou-se em 8 de Fevereiro de 2013, o 182º dia marciano de actividade do robô Curiosity - Crédito:NASA/JPL-Caltech/MSSS

O robô Curiosity, da NASA, finalmente usou a broca na extremidade do seu braço robótico para fazer um furo suficientemente fundo numa rocha, e recolher uma amostra de pó do seu interior para análise. A perfuração, com cerca de 1,6 centímetros de largura e 6,4 centímetros de profundidade, foi feita numa rocha de sedimentos muito finos, mas atravessados por veios claros do que poderia ser sulfato de cálcio. Acredita-se que pode guardar evidências de ambientes húmidos do passado. Por isso, o material recolhido será analisado no laboratório científico do robô, nos próximos dias.
"Este feito é o marco mais importante para a equipa do Curiosity, desde o desembarque no passado mês de Agosto, outro dia de orgulho para a América", disse John Grunsfeld, administrador associado da Nasa para a ciência.
A rocha perfurado pelo robô Curiosity foi chamada de "John Klein", em memória de um engenheiro da missão falecido em 2011. Está localizada a cerca de meio quilómetro do local de pouso do robô, no interior da cratera Gale, uma bacia profunda situada no equador de Marte.
A perfuração da amostra de rocha foi a última nova actividade do projecto Mars Science Laboratory Project, que usa o robô Curiosity para investigar se a área no interior da cratera marciana algum dia já foi um ambiente favorável à vida.
Fonte: NASA

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Robô Curiosity martelou uma rocha em Marte

Batendo com a broca de percussão e rotação do braço robótico, o robô Curiosity deixou a sua marca numa rocha de Marte, durante um teste realizado em 2 de Fevereiro de 2013. Os cientistas preparam a primeira perfuração de uma rocha pelo robô - Crédito: NASA / JPL-Caltech / MSSS 

O robô Curiosity usou o seu sistema de perfuração pela primeira vez numa rocha marciana. A ferramenta, uma broca situada na extremidade do braço, martelou brevemente, sem rotação, uma rocha da cratera Gale, baptizada de "John Klein", deixando uma cavidade cinzenta com cerca de 1,7 centímetros, e que se pode ver na imagem.
A operação fez parte de um teste, realizado em 2 de Fevereiro de 2013, como preparação para a primeira perfuração de uma rocha, onde o robô usará a sua broca pela primeira vez. Os cientistas pretendem determinar se a rocha é a mais adequada para a experiência, assim como avaliar o comportamento da ferramenta robótica (a forma da ponta da broca  de perfuração pode ser vista aqui).
Outros testes serão realizados fazendo uma perfuração completa - utilizando o sistema de rotação da broca como também o de percussão - antes de ser retirada uma amostra de pó, para ser levada e analisada nos laboratórios a bordo do robô. Isto irá permitir uma avaliação do material, tentando descobrir se ele se comporta como um pó seco, que possa ser processado pelos mecanismos de manipulação de amostras do Mars rover Curiosity.
Mais informações sobre a missão Curiosity na sua página Web.
Fonte: NASA

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Robô Curiosity capta imagens nocturnas pela primeira vez

Imagem de uma rocha marciana iluminada por luz branca de LEDs (díodos emissores de luz), com uma área de 3,4 por 2,5 centímetros. É uma das imagens nocturnas adquiridas pela câmara MAHLI, situada no final do braço robótico do Mars rover Curiosity, da NASA - Crédito: NASA / JPL-Caltech / MSSS

O robô Curiosity usou a sua câmara Mars Hand Lens Imager (MAHLI), pela primeira vez, para tirar fotografias nocturnas, iluminando com luzes branca e ultravioleta produzidas por LEDs da própria câmara, situada no extremo do braço robótico.
Um dos alvos fotografados foi uma rocha, baptizada por "Sayunei", numa área onde a roda da frente-esquerda do Curiosity tinha raspado, para obter material livre de poeira para examinar. As observações sob luz ultravioleta são feitas para detectar minerais fluorescentes (a mesma rocha em ultravioleta).
A rocha está localizada em "Bay Yellowknife", no interior da cratera marciana Gale, perto do local onde está programado começar a usar o Curiosity para perfurar rochas, na próxima semana.
As imagens da rocha "Sayunei" foram captadas, após anoitecer, em 22 de Janeiro (PST) ou (23 de Janeiro UTC).
Fonte: NASA

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Robô Curiosity limpa o pó em Marte

Esta imagem do Curiosity Mars Rover, da NASA, mostra o pedaço de rocha limpo durante a primeira utilização da escova para remoção de poeira (DRT) - Crédito: NASA / JPL-Caltech / MSSS

Entre as várias actividades que o robô Curiosity pode realizar em Marte, encontram-se algumas limpezas como, por exemplo, retirar a poeira que cobre as rochas para serem analisadas.
A imagem tirada pelo robô mostra um pedaço de rocha limpo de poeira, utilizando pela primeira vez uma escova que ele transporta na extremidade do seu braço, designada por DRT (Dust Removal Tool ou ferramenta para remoção do pó).
A actividade foi realizada no 150º dia marciano, ou Sol, da missão (6 de Janeiro de 2013). A imagem foi captada a cerca de 25 cm, depois da escovagem completa da rocha baptizada "Ekwir_1", com a dimensão aproximada de 47 milímetros por 62 milímetros.
Fonte: NASA

sábado, 5 de janeiro de 2013

Robô Curiosity encontra rocha tipo serpente ondulando na superfície de Marte

O robô Curiosity encontrou, no interior da cratera Gale de Marte, uma estrutura rochosa sinuosa "Snake River", no centro inferior da imagem - Crédito: NASA/JPL-Caltech

Na sua missão em Marte, o robô Curiosity fotografou a estrutura rochosa sinuosa como uma serpente que se pode ver no centro inferior do mosaico de imagens, denominada 'Snake River' ('rio serpente', tradução livre).
As imagens foram captadas em 20 de Dezembro de 2012, o 133º dia marciano (ou sol 133) de actividade do robô no planeta vermelho. Em 3 de Janeiro de 2013 (147º dia marciano), Curiosity deslocou-se cerca de 3 metros para olhar mais de perto esta estrutura ondulada, antes de continuar para outras rochas próximas. Ao todo, o robô já se movimentou cerca de 702 metros a partir do ponto em que poisou no planeta vermelho, no interior da cratera Gale.
O robô Curiosity encontra-se no interior de uma depressão, de nome Yellowknife Bay, onde ele passou o Natal e tirou algumas fotografias das rochas à sua volta. A equipa científica está a avaliar a possibilidade do Curiosity poder usar a sua broca, recolhendo o pó a partir do interior das rochas, para análise com os instrumentos científicos que transporta.
Fonte: NASA

sábado, 3 de novembro de 2012

Robô Curiosity faz o seu auto-retrato enquanto analisa a atmosfera de Marte

Auto-retrato do robô Curiosity, um mosaico construído com base em 55 imagens de alta resolução, obtidas em 31 de Outubro, com a câmara colocada no extremo do seu braço robótico. À direita da imagem, pode ver-se a base Aeolis Mons, o Monte Sharp, com quase 5000 metros de altura e situado no centro da cratera - Crédito: NASA/JPL-Caltech/Malin Space Science Systems

Quase três meses depois da sua chegada à cratera Gale, em Marte, o robô Curiosity enviou o seu primeiro auto-retrato. 
A NASA utiliza estas imagens para determinar o estado do robô que, durante pelo menos dois anos, vai estudar se Marte já teve, ou ainda tem, condições ambientais favoráveis à vida.
Para além das imagens de várias áreas de Marte captadas pelas 17 câmaras do Curiosity, análises de solo e rochas, os instrumentos científicos a bordo já começaram também a analisar amostras do que resta da atmosfera marciana, e não detectaram qualquer metano, pelo menos na cratera Gale onde foi feita a análise, o que pode decepcionar aqueles que esperam encontrar vida no planeta vermelho.
O metano é importante quando se procura sinais de vida, pois é um elemento químico precursor de vida. Na Terra, os organismos vivos produzem mais de 90 por cento do metano encontrado na sua atmosfera, embora ele também possa ser produzido por processos não biológicos.
Fonte: NASA