Abutre-indiano-de-dorso-branco (Gyps bengalensis), uma das aves mais ameaçadas do Sul da Ásia. Os necrófagos alimentam-se de carcaças, um serviço muito útil numa região onde abundam as vacas sagradas - Crédito imagem: wikipédia
Os
abutres, com uma envergadura que pode chegar aos dois metros, prosperaram no Sul da Ásia. São aves necrófagas e desempenham um
papel importante na limpeza dos ecossistemas, pois alimentam-se de animais mortos ou em decomposição, que constituem um perigo para a saúde.
Mas, em meados da década de 1990, as
populações de abutres da Índia, e países vizinhos, sofreram reduções catastróficas, caindo para menos de 1 por cento do que eram há algumas décadas, resultando numa quantidade enorme de carcaças de gado não comidas e um aumento no número de ratos, cães selvagens e casos de raiva humana por mordidas de cão.
Três espécies de abutres indianos ficaram à beira da extinção: o abutre-indiano-de-dorso-branco (
Gyps bengalensis), o abutre-de-bico-longo (
Gyps indicus) e o abutre-de-bico-estreito (
Gyps tenuirostris).
Descobriu-se que as
aves estavam a ingerir uma droga anti-inflamatória veterinária - diclofenaco - quando comiam o gado morto. Os agricultores usavam o produto para tratar o gado e foi considerado o principal causador do declínio dos abutres.
De acordo com um
artigo publicado na revista Science, esta quinta-feira (7 de Fevereiro),
ainda pode haver esperança para estes animais. O seu declínio desacelerou, parou ou mesmo reverteu em algumas áreas do subcontinente indiano.
Por fim, cientistas e políticos tentam resolver o acidental, mas catastrófico envenenamento dos abutres da região pelo uso generalizado de uma droga veterinária.