O astronauta canadiano Chris Hadfield, a bordo da Estação Espacial Internacional, mostra o que acontece no espaço, quando se torce um pano molhado. A água não escorre no ambiente de microgravidade, mas a tensão superficial faz que permaneça, envolvendo o pano e as mãos do astronauta.
A experiência foi concebida por Kendra Lemke e Meredith Faulkne, estudantes do 10º grau do Lockview High School, em Fall River, Nova Scotia, no Canadá. As estudantes venceram um concurso nacional de ciência, realizado pela Agência Espacial Canadiana (CSA), com a sua experiência "Ring it out", que investiga os efeitos da microgravidade sobre a reacção da água, depois de espremer um pano molhado.
Mais informações em http://www.asc-csa.gc.ca/eng/media/news_releases/2013/0416.asp
Crédito: Agência Espacial Canadiana / NASA
O astronauta canadiano Chris Hadfield, conhecido pelas espectaculares imagens da Terra e vídeos interessantes que envia a partir da Estação Espacial Internacional, mostra que chorar no espaço pode ser um verdadeiro estorvo. Com a gravidade zero, as lágrimas não caem e acumulam-se em grandes bolhas na cara.
O Espectrómetro Magnético Alfa ou AMS foi transportado no voo STS-134 do vaivém espacial Endeavour, em Maio de 2011, e instalado na estrutura exterior da Estação Espacial Internacional. Desde então, tem feito a medição de partículas - Crédito: NASA
Uma equipa internacional de cientistas anunciou hoje os primeiros resultados de uma importante experiência de procura de matéria escura no espaço, realizada com o Espectrómetro Magnético Alfa ou AMS (sigla em inglês).
Os resultados, apresentados esta quarta-feira por Samuel Ting, do MIT, responsável máximo pela experiência AMS, mostram que existe um excesso de positrões (antipartículas dos electrões) no fluxo de raios cósmicos por todo o Universo e que poderão ter origem em colisões (aniquilação) de partículas de matéria escura no espaço.
A experiência envolve cientistas de 16 países, entre os quais Portugal. Os resultados foram apresentados durante uma conferência no Laboratório Europeu de Física de Partículas (CERN), em Genebra, e deverão ser publicados na próxima sexta-feira na revista Physical Review Letters.
O Espectrómetro Magnético Alfa (AMS) é um detector de partículas instalado a bordo da Estação Espacial Internacional e destinado a analisar os raios cósmicos antes de interagirem com a atmosfera terrestre. Ele conta o número de electrões e as suas correspondentes antipartículas, os positrões, à medida que vão atravessando os detectores.
A teoria sugere que essas partículas se devem formar quando, em algum lugar no espaço, partículas de matéria escura colidem e se destroem umas às outras.
Vermes Caenorhabditis elegans, descendentes dos que conseguiram sobreviver ao desastre do Columbia, em 2003, viajaram até à Estação Espacial Internacional, transportados pelo vaivém espacial Endeavour durante a sua última missão, em Maio de 2011, antes de ser retirado de serviço - Crédito imagem: wikipédia
Em 1 de Fevereiro de 2003, o vaivém espacial Columbia desintegrou-se, quando retornava à Terra, matando sete astronautas. Mas, surpreendendo todos, outros seres vivos a bordo da nave espacial conseguiram sobreviver.
O Columbia deixou a Terra, pela última vez, em 16 de Janeiro de 2003. Durante o tempo que permaneceu no espaço, na sua missão STS-107, os tripulantes dedicaram-se à pesquisa científica e passaram o tempo realizando experiências - cerca de 80 - sobre ciências da vida, ciências dos materiais, física de fluidos e outros assuntos. Entretanto, o vaivém permaneceu em órbita, e não visitou a Estação Espacial Internacional.
Com a desintegração do vaivém espacial e as altas temperaturas verificadas na reentrada da atmosfera terrestre, pensou-se que nenhum ser vivo podia sobreviver. Para além dos sete astronautas, os cientistas acreditaram que as 80 experiências também tinham sido destruídas.
Para surpresa de todos, várias experiências foram recuperadas dos destroços, incluindo um grupo vivo de vermes (nematóides) de um milímetro de comprimento, de nome científico Caenorhabditis elegans.
O astronauta americano Kevin Ford, comandante da Expedição 34, a bordo da Estação Espacial Internacional, observa uma bolha de água que flutua livremente entre ele e a câmara, que capta a sua imagem refractada.
A Óptica numa bolha de água flutuante no espaço parece ser muito mais interessante do que na água de uma tina!!!
Crédito: NASA
Peixes Medaka no seu Habitat Aquático, durante a realização da investigação sobre os seus osteoclastos, a bordo da Estação Espacial Internacional (JAXA) - Crédito: NASA/JAXA
Patrocinado pela Agência de Exploração Aeroespacial do Japão (JAXA), a bordo da Estação Espacial Internacional, os astronautas japoneses investigaram pequenos peixes Medaka (Oryzias latipes), e o estudo irá ajudar os cientistas a descobrir novos conhecimentos sobre a saúde óssea humana no espaço e na Terra.
Os peixes Medaka, vivendo num habitat aquático adaptado à estação orbital, serviram como modelo para pesquisar o impacto de ambientes de microgravidade sobre os osteoclastos - as células responsáveis pelo processo pelo qual o osso se parte durante a regeneração.
O osso é um tecido vivo que se decompõe naturalmente e reconstrói, e isso faz parte do funcionamento do corpo humano. Este processo de remodelação permite o crescimento e cura à medida que envelhecemos. No entanto, quando surge algum desequilíbrio, podem ocorrer doenças como a osteoporose.
Sabe-se que os astronautas, em órbita, experimentam uma diminuição da sua densidade óssea causada pelos osteoclastos, de acordo com estudos já realizados.
A pesquisa para compreender os mecanismos básicos de como funcionam os osteoclastos dos peixes em ambiente de microgravidade pode ser útil para compreender o que se passa nos ossos humanos, atendendo a que os peixes também são vertebrados, com ossos e músculos.
O astronauta Andre Kuipers (à esquerda), da Agência Espacial Europeia (ESA), mostra a sua imagem refractada e, depois, reflectida numa bolha de água fora do seu recipiente de bebida, a bordo da Estação Espacial Internacional.
Também o astronauta Joe Acaba, da NASA (à esquerda), tem a sua imagem refractada numa bolha de água que flutua livremente, entre ele e a câmara, no interior da estação orbital. Actualmente a Estação Espacial Internacional tem uma tripulação de seis astronautas que formam a Expedição 31, três russos, dois americanose umholandês.Três dosastronautasdeverão regressar à Terra no domingo (1 de julho),a bordo deuma nave espacial russaSoyuz, depois de quase seis meses no espaço. Andre Kuipers é um dos astronautas que regressam, juntamente com DonPettit, da NASA, e o cosmonauta russoOlegKononenko. Ainda em Julho, os astronautas serão substituídos por outros três tripulantes.
Crédito imagens: NASA/ISS/
Joe Acaba/
Andre Kuipers
O Youtube lançou, hoje (10), o seu novo canal “YouTube Space Lab”, que pretende incentivar estudantes de todo o mundo, de 14 a 18 anos, a criarem experiências científicas para a Estação Espacial Internacional (ISS). As propostas vencedoras, escolhidas por um grupo de cientistas, serão enviadas à ISS no próximo ano, que transmitirá as etapas da sua realização via canal do Youtube em 2012. O projecto tem a colaboração da NASA, ESA e JAXA.
Os interessados devem submeter os vídeos, até dois minutos, onde descrevem a experiência ao site www.youtube.com/spacelab, até ao dia 7 de Dezembro de 2011.
"O canal Space Lab será o local do Youtube para a criação, compartilhamento e descoberta dos melhores vídeos sobre o espaço e a ciência no mundo".
Mais informações no YoutubeSpaceLab
Fonte: ÚltimoSegundo
As duas aranhas-de-ouro (Nephila clavipes), transportadas no vaivém Endeavour, chegaram bem à Estação Espacial Internacional. Pelo menos uma, a Esmeralda, já tinha a sua teia. As aranhas fazem parte de uma pesquisa sobre os hábitos dos aracnídeos "em ambiente de microgravidade".
Fonte: NASA
Na sua última viagem, o vaivém espacial Endeavour (missão STS-134) transporta dois passageiros especiais, duas aranhas "Nephila clavipes" que fazem parte de uma investigação científica (CSI-05), em que os pesquisadores observam os hábitos do aracnídeo em ambiente de microgravidade.
A investigação utiliza o ambiente de microgravidade único da Estação Espacial Internacional (ISS) como parte da formação na sala de aula, para estimular a aprendizagem e interesse em ciência, tecnologia, engenharia e matemática (a experiência também é realizada por alunos na Terra). É realizado em parceria com BioServe Space Technologies, da Universidade de Colorado.
Fêmea de Nephila clavipes (aranhas de ouro) na sua teia - Crédito: NASA/Danielle Anthony
Cada aranha viaja no seu habitat, uma espécie de sala de estar, sala de tecelagem para a teia e onde encontra moscas da fruta como fonte de alimento. Os habitats serão transferidos para a Estação Espacial Internacional e instalados de modo a manter uma temperatura adequada, humidade e ciclo de iluminação para as aranhas e a sua fonte de sustento de moscas da fruta.
Habitat da aranha durante a investigação no espaço - Crédito: NASA/BioServe
Esta é a segunda pesquisa realizada com aranhas na Estação Espacial Internacional, a primeira foi (CSI-03) que também viajou com o vaivém espacial Endeavour, na sua missão STS-126. O objectivo foi analisar a capacidade das aranhas para tecer uma teia, comer e manter-se saudáveis no espaço.
Nesta primeira investigação foram usadas duas aranhas, "Larinioides patagiatus" e "Metepeira labyrinthea", seleccionadas especificamente pela simetria da formação da sua teia.
Aranha tecendo a teia em CSI habitat-03, a bordo da Estação Espacial Internacional, durante a Expedição 18 da ISS. Embora existam duas aranhas a bordo da ISS, apenas uma era visível quando a equipa filmou o video.
O par de aranhas actualmente previstos para a investigação em CSI-05 são aranhas "Nephila clavipes", que tecem uma teia assimétrica a três dimensões.
As moscas não são, contudo, simplesmente alimento para as aranhas. Elas são objecto de um estudo secundário. Os cientistas pretendem analisar a sua mobilidade ao longo do tempo, para ver se e como eles reagem ao ambiente de microgravidade. Pretende-se observar o crescimento, padrões de comportamento e de vôo à medida que as moscas se desenvolvem. A investigação ajudará a compreender mais claramente como organismos diferentes são afectados pelo ambiente de microgravidade.
A investigação CSI-03 também analisou o ciclo de vida completo de borboletas "senhoras pintadas" "Vanessa cardui ".
Vídeo time-lapse da borboleta, em órbita a bordo da Estação Espacial Internacional. Este vídeo é uma compilação de imagens capturadas do habitat, durante um período de três semanas, mostrando as metamorfoses da borboleta.
Antes da Estação Espacial Internacional, em 1973, duas aranhas comuns viajaram até ao espaço, lançadas na nave espacial Apollo com a tripulação do segundo Skylab. Teceram as suas teias, embora com algumas dificuldades, acabando por chegar à Terra já mortas por desidratação.