O Espectrómetro Magnético Alfa ou AMS foi transportado no voo STS-134 do vaivém espacial Endeavour, em Maio de 2011, e instalado na estrutura exterior da Estação Espacial Internacional. Desde então, tem feito a medição de partículas - Crédito: NASA
Uma equipa internacional de cientistas anunciou hoje os primeiros resultados de uma importante experiência de procura de matéria escura no espaço, realizada com o Espectrómetro Magnético Alfa ou AMS (sigla em inglês).
Os resultados, apresentados esta quarta-feira por Samuel Ting, do MIT, responsável máximo pela experiência AMS, mostram que existe um excesso de positrões (antipartículas dos electrões) no fluxo de raios cósmicos por todo o Universo e que poderão ter origem em colisões (aniquilação) de partículas de matéria escura no espaço.
A experiência envolve cientistas de 16 países, entre os quais Portugal. Os resultados foram apresentados durante uma conferência no Laboratório Europeu de Física de Partículas (CERN), em Genebra, e deverão ser publicados na próxima sexta-feira na revista Physical Review Letters.
O Espectrómetro Magnético Alfa (AMS) é um detector de partículas instalado a bordo da Estação Espacial Internacional e destinado a analisar os raios cósmicos antes de interagirem com a atmosfera terrestre. Ele conta o número de electrões e as suas correspondentes antipartículas, os positrões, à medida que vão atravessando os detectores.
A teoria sugere que essas partículas se devem formar quando, em algum lugar no espaço, partículas de matéria escura colidem e se destroem umas às outras.
