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quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Mapa 3D do bojo central da Via Láctea mostra que tem a forma de um amendoím

Ilustração que mostra qual a forma da Via Láctea, quando vista de perfil e de uma perspectiva completamente diferente da que se tem a partir da Terra. O bojo central parece uma bola brilhante de estrelas em forma de amendoim. Os braços em espiral e as suas nuvens de poeira associadas formam uma banda estreita - Crédito: ESO/NASA/JPL-Caltech/M. Kornmesser/R. Hurt

Dois grupos de astrónomos usaram dados de telescópios do ESO e criaram o melhor mapa a três dimensões de sempre das zonas centrais da Via Láctea. Os cientistas descobriram que a região interna da nossa galáxia se parece com um amendoim ou uma estrutura em X, quando observada de certos ângulos. Estruturas semelhantes também foram observadas nas protuberâncias centrais de outras galáxias.
O mapeamento foi conseguido com a ajuda de dados públicos do telescópio de rastreio em infravermelho VISTA do ESO e também a partir de medições dos movimentos de centenas de estrelas muito ténues situadas no bojo central, utilizando o telescópio MPG/ESO de 2,2 metros. O objectivo era obter uma visão muito mais clara da estrutura do bojo central da Via Láctea.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Explosão rara criou o buraco negro mais novo da Via Láctea

Remanescente de supernova W49B. Pode conter o mais novo buraco negro formado na nossa galáxia Via Láctea - Crédito:X-ray: NASA/CXC/MIT/L.Lopez et al.; Infrared: Palomar; Radio: NSF/NRAO/VLA

Novos dados do Observatório de Raios X Chandra sugerem que o remanescente de supernova altamente distorcido da imagem pode conter o buraco negro mais recente, formado na galáxia Via Láctea.
O remanescente, chamado W49B, tem cerca de mil anos de idade, quando visto da Terra, e está localizado a cerca de 26.000 anos-luz de distância. É o primeiro do seu tipo descoberto na galáxia.
Estes restos parecem resultar de uma explosão rara, em que a matéria é ejectada a velocidades mais elevadas ao longo dos pólos do que do equador de uma estrela em rotação.W49B tem mais forma de barrilque outros remanescentes.

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Catálogo com mais de 84 milhões de estrelas do núcleo da Via Láctea, criado pelo telescópio VISTA

Mosaico VISTA de vários gigapixeis das regiões centrais da Via Láctea - Crédito: ESO/VVV Consortium/Ignacio Toledo, Martin Kornmesser

Utilizando uma enorme imagem, de nove gigapixeis, do telescópio de rastreio infravermelho VISTA, localizado no Observatório do Paranal do ESO, uma equipa internacional de astrónomos criou um catálogo de mais de 84 milhões de estrelas situadas nas partes centrais da Via Láctea.
Este conjunto gigantesco de dados contém dez vezes mais estrelas que os estudos anteriores e representa uma enorme passo em frente na compreensão da nossa Galáxia. A imagem proporciona uma incrível visão detalhada da região central da nossa galáxia. É tão grande que, se fosse impressa com a mesma resolução de um livro, teria 9 metros de comprimento e 7 de altura.
Para ajudar a analisar este enorme catálogo, é calculado o brilho de cada estrela em função da cor, para as cerca de 84 milhões de estrelas, de modo a criar um diagrama cor-magnitude. Esta é a primeira vez que um gráfico deste tipo é calculado para todo o núcleo galáctico.
Os diagramas cor-magnitude são ferramentas indispensáveis aos astrónomos, para estudar as diferentes propriedades físicas das estrelas, tais como temperaturas, massas e idades.
Mais informações em ESO

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

A Via Láctea está rodeada por um halo de gás quente

Ilustração do enorme halo de gás quente (em azul) à volta da galáxia Via Láctea. No canto inferior esquerdo da Via Láctea, estão a Pequena e a Grande Nuvem de Magalhães, duas pequenas galáxias vizinhas. O halo de gás está representado com um raio de cerca de 300.000 anos luz, embora possa estender-se bastante mais - Crédito: NASA/CXC/M.Weiss; NASA/CXC/Ohio State/A.Gupta et al.

Os astrónomos encontraram evidências que a nossa galáxia Via Láctea está envolta num enorme halo de gás quente, que se estende por centenas de milhares de anos-luz.
Estimou-se que a massa do halo é comparável à massa de todas as estrelas da Via Láctea. Se o tamanho e a massa desta nuvem de gás forem confirmados, poderia resolver o problema da "falta de bariões" na galáxia.
Os cientistas suspeitam que o halo é composto principalmente de hidrogénio, com um pouco de oxigénio e outros elementos. A temperatura, o tamanho e a massa foram estimados usando dados do Observatório de raios X Chandra, da NASA, Observatório Espacial XMM-Newton, da ESA e o satélite Suzaku, do Japão. O valor da temperatura do halo está entre 1 milhão e 2,5 milhões de graus Kelvin.

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Nuvem espacial sugere que podem formar-se planetas no centro da Via Láctea

Ilustração mostrando um disco protoplanetário de gás e pó sendo atraído pelas poderosas forças de gravitação do buraco negro do centro da nossa galáxia Via Láctea - Crédito: David A. Aguilar (CFA)

Astrónomos descobriram uma nuvem de gás - hidrogénio e hélio - e poeira que está a ser devorada pelo gigantesco buraco negro do centro da nossa galáxia, a Via Láctea. Eles dizem que essa nuvem representa os restos de um disco de formação planetária orbitando uma estrela invisível, o que sugere que os planetas também se podem formar nos núcleos galácticos. ´
A Via Láctea, como muitas outras galáxias, também esconde no seu centro um buraco negro supermassivo, de nome Sagittarius A*, e com uma massa cerca de 4,3 milhões de vezes a do Sol.
A nuvem em questão foi descoberta no ano passado por uma equipa de astrónomos, utilizando o Very Large Telescope, no Chile. Eles sugeriram que se formou quando o gás fluindo de duas estrelas próximas colidiu.
Agora, os cientistas explicam que a nuvem é o disco protoplanetário em torno de uma estrela de baixa massa. As estrelas jovens podem reter à sua volta um disco de gás e poeira durante milhões de anos. Se uma dessas estrelas se aproximar do buraco negro central da nossa galáxia, as forças de gravidade rapidamente rompem o disco de matéria circundante.

quinta-feira, 31 de maio de 2012

Via Láctea e Andrómeda terão uma colisão frontal

A ilustração mostra como irá desenrolar-se a fusão prevista entre a nossa galáxia Via Láctea e a galáxia vizinha de Andrómeda , ao longo dos próximos biliões de anos. Nesta imagem nocturna da Terra daqui a 3,75 biliões de anos, Andromeda (à esquerda) preenche o campo de visão e começa a distorcer a Via Láctea pela atracção - Crédito: NASA; ESA; Z. Levay and R. van der Marel, STScI; T. Hallas; and A. Mellinger

A colisão frontal entre a Via Láctea e a galáxia vizinha Andrómeda será o próximo evento cósmico mais importante a afectar a nossa galáxia, o sistema solar e o Sol, anunciaram hoje (31 de Maio) astrónomos da NASA.
O encontro entre as duas galáxias está previsto acontecer dentro de 4 biliões de anos, e vai alterar bastante a nossa galáxia. No entanto, os cientistas acham que a Terra e o sistema solar não estão em perigo de serem destruídos, mas é provável que o Sol seja atirado para uma nova região da galáxia.

Halo da Via Láctea aponta a história da nossa galáxia

Ilustração mostrando o halo interno e o halo externo da galáxia Via Láctea - Crédito: NASA, ESA, and A. Feild (STScI)

Os astrónomos propuseram que o halo (auréola) da Via Láctea - a nuvem esférica de estrelas em torno da galáxia - é composto por duas populações de estrelas. De acordo com medições do Observatório do Paranal, as estrelas do halo interior têm cerca de 11,5 biliões de anos. As mediçoes sugerem que estas estrelas são mais jovens que aquelas do halo exterior, algumas das quais podem ter 13,5 biliões de anos, muito perto da idade do Universo, que é de 13,7 biliões de anos.
É fundamental saber a idade das estrelas, para compreender como se construiu a nossa galáxia, a Via Láctea, ao longo de biliões de anos a partir de galáxias mais pequenas. Os últimos estudos sobre o halo da Via Láctea reforçam a ideia que ele se formou por etapas durante biliões de anos.
Mais informações em Hubble newscenter

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Jactos de raios gama no centro da nossa galáxia

Bolhas e jactos fracos de raios gama no núcleo da nossa galáxia (reprodução). Sugerem que o centro da Via Láctea já foi muito mais activo - Crédito: David A. Aguilar (CfA)

Astrónomos do Centro Harvard-Smithsonian de Astrofísica (CFA) identificaram dois jactos de raios gama saindo, em direcções opostas, do buraco negro supermassivo existente no centro da nossa galáxia, e que é conhecido por Sagitário A.
O núcleo da Via Láctea mostra pouca actividade, mas a descoberta destes jactos fracos sugere que o núcleo galáctico já foi mais activo num passado recente. De acordo com o estudo publicado na revista 'Astrophysical Journal', os jactos são uma "pálida imagem" do que foram no passado e devem ter-se produzido há um milhão de anos atrás.

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Cientistas não encontram, à volta do Sol, a matéria escura que esperavam

Ilustração da distribuição de matéria escura esperada em torno da Via Láctea ( halo de matéria azul). A matéria escura foi introduzida, pela primeira vez, pelos astrónomos para explicar as propriedades de rotação da galáxia e faz agora parte integrante das actuais teorias de formação e evolução de galáxias. As novas medições mostram que a quantidade de matéria escura numa grande região em volta do Sol é muito menor do que a prevista e indicam que afinal não existe matéria escura significativa na vizinhança do Sol - Crédito: ESO/L. Calçada

Um novo estudo sobre o movimento das estrelas na Via Láctea, divulgado pelo Observatório Europeu do Sul (ESO, na sigla em inglês), revelou que não há evidências da existência de grandes quantidades de matéria escura à volta do Sol.
De acordo com as teorias geralmente aceites, a vizinhança do Sol deveria estar cheia de matéria escura, a matéria invisível misteriosa que só pode ser detectada de modo indirecto pela força gravitacional que exerce.
Mas a pesquisa de uma equipa de astrónomos do Chile - considerada a mais precisa até agora - descobriu que estas teorias não explicam os dados observados, o que pode significar que tentativas de detectar directamente partículas de matéria escura na Terra dificilmente serão bem sucedidas.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

O coração da Via Láctea no Dia dos Namorados

Via Láctea e o Dia dos Namorados 2012 - Crédito: Julien Girard/ESO

Cartão cósmico para o Dia dos Namorados, onde a nossa galáxia Via Láctea aparece "abraçada" por um grande coração cor-de-rosa.
A imagem é do astrónomo Julien Girard, que trabalha no Very Large Telesxcope (VLT), no Observatório Espacial do Sul (ESO), no Chile.
Na foto espacial, a região central da Via Láctea aparece no meio do coração, enquanto o plano da nossa galáxia se estende através da imagem. Na parte superior esquerda do coração, as estrelas da constelação de Corona Australis (A Coroa do Sul) formam um arco brilhante. Na imagem também é possivel perceber as silhuetas, no fundo à direita, dos telescópios de 8,2 metros do VLT, do ESO, no topo do Cerro Paranal, no Chile.
Fonte: ESO

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Buraco negro supermassivo no centro da Via Láctea é premiado pela Real Academia Sueca de Ciências

Estrelas que orbitam o centro da Via Láctea, observadas em infravermelho próximo pelo Very Large Telescope, do ESO - Crédito: ESO/S. Gillessen et al.

Seguindo os movimentos das estrelas em torno do centro da Via Láctea ao longo de mais de 16 anos, o astrónomo alemão Reinhard Genzel e Andrea Ghez dos Estados Unidos, e os seus colegas, conseguiram determinar a massa do buraco negro supermassivo que se esconde lá, conhecido por Sagitário A *, localizado na constelação de Sagitário. Os seus estudos permitiram comprovar que a zona central é ocupada por um buraco negro supermassivo de 4,3 milhões de massas solares. Reconhecendo a importância destes resultados, a Real Academia Sueca das Ciências concedeu-lhes o Prémio Crafoord 2012 em Astronomia, que é considerado o 'Nobel' da Astronomia.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

A nossa galáxia, Via Láctea, é branca como a neve, dizem os astrónomos

A nossa galáxia, Via Láctea, vista do deserto do Atacama, no Chile. À sua direita estão as galáxias Grande Nuvem de Magalhães e a Pequena Nuvem de Magalhães, mais afastada - Crédito: G. Hüdepohl/ESO

Os astrónomos consideram que uma das características mais importantes de uma galáxia é a sua cor, e há galáxias de várias cores. Por exemplo, as cores azuis indicam que existem milhões de estrelas a formarem-se neste instante. As vermelhas, já são galáxias envelhecidas, sem estrelas a nascer.
E a nossa galáxia, Via Láctea?
“A melhor descrição que posso dar [da cor da Via Láctea] é se olharmos para a neve acabada de cair na Primavera, que tem grãos finos, cerca de uma hora depois do amanhecer ou uma hora antes do anoitecer, iria ver-se o mesmo espectro de luz que um astrónomo alienígena de outra galáxia veria, se olhasse para a Via Láctea”, explicou Jeffrey Newman, na apresentação feita durante o 219ª encontro da Sociedade Americana de Astronomia, citado pela BBC News.
Em termos astronómicos, isto significa que a Via Láctea, já com uma cor parecida com o leite, ainda produz estrelas mas está “a terminar esse processo”, explicou o cientista. “Daqui a uns milhares de milhões de anos irá ser um local aborrecido, cheio de estrelas de meia-idade a usar o seu combustível e a morrer, mas sem novas estrelas a serem formadas.”
Mais informações em Publico.pt / BBC News

Na Via Láctea, planetas em torno de estrelas são a regra e não a excepção

Ilustração mostrando como os planetas são comuns em torno das estrelas na Via Láctea. Os planetas, as suas órbitas e estrelas hospedeiras estão todos muito ampliados, em comparação com as distâncias reais. Uma pesquisa de seis anos, usando a técnica de microlente, concluiu que os planetas ao redor de estrelas são a regra e não a excepção. O número médio de planetas por estrela é maior do que um - Crédito: ESO/M. Kornmesser

Utilizando a técnica de microlente gravitacional, uma equipa internacional, incluindo três astrónomos do Observatório Europeu do Sul (ESO), procurou determinar quão comuns são os planetas na Via Láctea.
Após uma busca observando milhões de estrelas, durante seis anos, a equipa concluiu que os planetas em torno de estrelas são a regra e não a excepção. Os resultados são publicados na revista Nature, em 12 de Janeiro de 2012.

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Telescópio VISTA descobre novos enxames estelares globulares na Via Láctea

Nesta imagem do Telescópio VISTA, que faz parte do projecto de rastreio em infravermelho, à direita pode ver-se o aglomerado estelas globular UKS 1 mais brilhante e, à esquerda, uma nova descoberta mais ténue, o aglomerado globular CL001, que surge como um agrupamento de estrelas fracas a cerca de 25% da largura da imagem a partir da borda esquerda, e cerca de 60% do caminho de baixo para cima - Crédito: ESO/D. Minniti/VVV Team

O telescópio de rastreio VISTA do ESO encontrou mais dois novos enxames globulares na Via Láctea, fazendo um total de 160 conhecidos na nossa galáxia. A descoberta foi feita no âmbito do rastreio, em infravermelho, que está a ser levado a cabo na Via Láctea, onde se descobriu também o primeiro enxame estelar que se encontra muito para além do centro da galáxia e cuja luz, para chegar até nós, teve que viajar através do gás e poeira que envolve essa região.

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

O Núcleo Galáctico visto em vermelho pelo Telescópio Espacial Hubble

Núcleo da nossa galáxia Via Láctea, visto em infravermelho pelo Telescópio Espacial Hubble - Crédito: NASA, ESA, and Q.D. Wang (University of Massachusetts, Amherst)

O mosaico de imagens, em infravermelho, obtido pelo Telescópio Espacial Hubble representa a maior investigação sobre o Núcleo Galáctico feita até agora. Ela revela uma nova população de estrelas massivas e novos detalhes na área cental de 300 x 115 anos-luz. Em luz visível, o núcleo é obscurecido por nuvens de poeira, que a luz infravermelha consegue penetrar.
A região inferior esquerda mostra pilares de gás esculpidos por ventos quentes de estrelas de grande massa no aglomerado Quintuplet. No centro da imagem, o gás ionizado à volta do buraco negro supermassivo no centro da galáxia está confinado a uma espiral brilhante.
A imagem, em cor falsa foi obtida através de um filtro que revela o brilho do hidrogénio quente no espaço.
Fonte: NASA

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Filmes com imagens do telescópio Hubble mostram os jactos supersónicos de jovens estrelas

Imagens captadas pelo Telescópio Espacial Hubble, durante duas décadas de observações, foram combinadas em vídeos por uma equipa de astrónomos revelando o espectacular nascimento de novas estrelas na Via Láctea, uma nova luz sobre a formação de estrelas como o Sol. Os vídeos podem ser vistos neste endereço.

As imagens do telescópio Huble mostram jactos brilhantes de gás, indicando o nascimento de estrelas. São conhecidos como objectos Herbig-Haro ou objectos HH. O objecto HH 47 está localizado na constelação de Vela, no hemisfério sul. HH 34 e HH 2 situam-se próximo da Nebulosa de Orion, no hemisfério norte - Crédito: NASA/ESA/P. Hartigan (Rice University)

A equipa é constituída por cientistas de vários países, liderada por Patrick Hartigan, da Universidade de Rice, em Houston, nos Estados Unidos. Os astrónomos recolheram numerosas imagens dos jactos de gás, que brilham intensamente e que viajam pelo espaço a velocidades supersónicas em direcções opostas.
Foram usadas as imagens de jactos expulsos por três jovens estrelas durante os últimos 14 anos. As imagens do Hubble permitiram aos astrónomos observar as alterações nos jactos de gás, ao longo de um tempo relativamente pequeno. Na maioria dos processos astronómicas, as mudanças acontecem numa escala de tempo maior do que o tempo de uma vida humana. Os filmes revelam detalhadamente o movimento rápido de saída do gás e como ele se desloca no espaço, assim como pormenores na estrutura dos jactos. São pistas sobre as fases finais do nascimento de uma estrela, que podem ser semelhantes ao que aconteceu ao nosso Sol, há cerca de 4,5 biliões de anos.

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Descoberto pequeno planeta de diamante na Via Láctea

Astrónomos descobriram um planeta mais denso do que qualquer outro, possivelmente o remanescente de uma estrela massiva. Este mundo exótico é, em grande parte, semelhante a diamante.
A descoberta foi feita por uma equipa internacional de pesquisadores, liderada pelo Professor Matthew Bailes da Universidade de Tecnologia de Swinburne, em Melbourne, Austrália, e está publicada na revista Science.

Ilustração de um pulsar, uma estrela de neutrões girando a grande velocidade, com cerca de 20 Km de diâmetro e que emite um feixe intenso de ondas de rádio. Enquanto a estrela gira o feixe de rádio varre a Terra repetidamente e os radiotelescópios detectam um padrão regular de impulsos de rádio - Crédito: NASA

O planeta orbita um pulsar, conhecido por PSR J1719-1438, em apenas duas horas e dez minutos, a uma distância de 600.000 Km - um pouco menos do que o raio de nosso Sol. O planeta deve ser pequeno, menor que 60.000 Km de diâmetro, pois está tão perto do pulsar que, se fosse maior seria destruído pela gravidade do pulsar. Mas, apesar de seu pequeno tamanho, o planeta tem um pouco mais massa do que Júpiter.
O sistema binário formado pelo planeta e o pulsar está situado no plano da via Láctea a 4.000 anos-luz, na constelação Serpens (Serpente).

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Vídeo: Tempestade Via Láctea

Bonito vídeo de Randy Halverson sobre tempestades tendo como fundo a Via Láctea. Também podemos apreciar algumas chuvas de meteoros. A música "Tempest" é de Simon Wilkinson.

Tempestade e Via Láctea
Crédito: Randy Halverson / Vimeo (clicar imagem para ver)

terça-feira, 19 de julho de 2011

O anel torcido da nossa galáxia

O Observatório Espacial Herschel descobriu um anel suspeito, de gás denso e frio e poeira, no centro da nossa galáxia. O anel é torcido e não se sabe explicar porquê - Crédito: ESA / NASA / JPL-Caltech

Utilizando o Observatório Espacial Herschel, em infravermelho, Observatório Espacial Herschel, em infravermelho, da ESA, os astrónomos descobriram um anel suspeito distorcido no centro da nossa galáxia. O anel é constituído por gás muito denso e frio e poeira, e torcido de modo que parte dele se eleva acima do plano da galáxia e a outra parte fica para baixo.

A imagem do Herschel, em infravermelho, revela o anel de gás e poeira com uma grande clareza. Parece um laço amarelo com dois lóbulos, destacado na figura com uma faixa branca - Crédito: ESA/NASA/JPL-Caltech

Parte do anel já tinha sido revelada em observações anteriores. Com o infravermelho de Herschel foi possível penetrar a região escura no centro da nossa galáxia, permitindo uma visão mais completa.
Os astrónomos não sabem ao certo como se formam anéis destes em galáxias, mas algumas teorias sugerem que eles surgem devido a perturbações gravitacionais com galáxias vizinhas. Pensa-se que se formarão novas estrelas no gás denso que compõe o anel.
O anel estende-se por mais de 600 anos-luz e está a cerca de 15º Kelvin (433 graus Fahrenheit). Na imagem, o material mais quente é azul, e o mais frio é vermelho.
A torção no anel não é o único mistério para descobrir resultante das novas observações do Herschel. Os astrónomos também verificaram que o centro do anel não coincide com o centro da galáxia, considerado em torno de "Sagitário A *", onde existe um buraco negro massivo.
De acordo com Alberto Noriega-Crespo do Processamento de infravermelhos da NASA e co-autor do estudo publicado na revista Astrophysical Journal Letters, não é claro por que o centro do anel não corresponde ao centro da nossa galáxia. "Ainda há muito por descobrir sobre a nossa galáxia", disse ele.
O artigo da revista Astrophysical Journal Letters pode consultar-se online em http://arxiv.org/abs/1105.5486
Fonte: NASA

quarta-feira, 8 de junho de 2011

A nossa galáxia Via Láctea

Via Láctea

Vídeo sobre a Via Láctea, com imagens fantásticas obtidas por Randy Halverson no centro de Dakota do Sul, nos Estados Unidos.
Dez segundos no vídeo correspondem a cerca de 2 horas e 20 minutos de tempo real. A música é uma criação de Simon Wilkinson.
Mais trabalhos do autor em http://dakotalapse.com/
Fonte: Vimeo via Universe Today