Mostrar mensagens com a etiqueta Degelo Árctico. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Degelo Árctico. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Dados da NASA revelam um grande desfiladeiro debaixo da capa de gelo da Gronelândia


Dados de uma missão científica da NASA revelaram evidências de um grande desfiladeiro, até agora desconhecido, escondido debaixo da capa de gelo da Gronelândia. Os dados sugerem que é um desfiladeiro rochoso contínuo, que se estende desde quase o centro da ilha e termina abaixo do fiorde do Galciar Petermann, no norte da Gronelândia.
O desfiladeiro apresenta características de um vale de rio sinuoso, ao longo de pelo menos 750 Km, o que o torna maior que o Grand Canyon, nos Estados Unidos. Nalguns pontos, a sua profundidade pode ir até aos 800 metros. Pensa-se que é anterior à camada de gelo que cobre a Gronelândia nos últimos milhões de anos.
Os cientistas usaram dados de radar obtidos em milhares de quilómetros, através de meios aéreos, recolhidos por cientistas da NASA e pesquisadores do Reino Unido e da Alemanha, ao longo de várias décadas. Uma grande parte desses dados foram obtidos entre 2009 e 2012, durante a Operação IceBridge da NASA, uma campanha científica aérea que estuda o gelo polar.
Os pesquisadores acreditam que o desfiladeiro desempenha um papel importante no transporte da água de degelo subglacial, desde o interior da Gronelândia até a borda da camada de gelo, no oceano Árctico. Mas, há 4 milhões de anos, as evidências sugerem que o desfiladeiro era um grande sistema fluvial, que transportava a água do interior para o litoral, antes da presença da capa de gelo.
Os resultados foram publicados num artigo científico na revista Science.
Fonte: NASA

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Degelo do Árctico não deve quebrar valores recorde este ano, segundo cientistas da NASA

 

O vídeo mostra o degelo diário do mar Árctico e as alterações sazonais da cobertura de gelo em terra, entre 16 de Maio e 15 de Agosto de 2013.
O degelo marinho no Ártico está a caminho do seu "mínimo", anual, a altura em que a calota de gelo flutuante cobre menos do Oceano Ártico do que em qualquer outro período do ano, o que acontece por volta de meados de Setembro.
Os cientistas consideram pouco provável que o degelo deste verão possa atingir um valor recorde, embora as taxas de fusão deste ano estejam de acordo com o declínio sustentado da cobertura de gelo do Árctico, observado pela NASA e outros satélites ao longo das últimas décadas.
A cobertura de gelo do Oceano Árctico media 5,83 milhões de quilómetros quadrados, em 21 de Agosto de 2013. Na mesma data, em 2012, a menor extensão de gelo do mar Árctico registada foi 4,34 milhões de quilómetros quadrados. Nesta mesma data, mas em 1996, foi registada a maior extensão de gelo que cobria 8.200 mil quilómetros quadrados do Oceano Árctico.
A dinâmica de verão da calota de gelo do Árctico tem sido objecto de muita atenção nos últimos anos, atendendo a que o tamanho da extensão mínima tem vindo a diminuir rapidamente. Em 16 de Setembro de 2012, o gelo do mar Árctico atingiu a sua menor extensão já registada por satélites, 3.41 milhões de quilómetros quadrados. Isto é cerca de metade do tamanho da extensão média em 1979-2010.
Fonte: NASA

quarta-feira, 24 de julho de 2013

Cientistas explicam a surpreendente aceleração do gelo das regiões do interior da Gronelândia

A animação mostra como o gelo, na Gronelândia, é naturalmente transportado das várias partes do interior para a costa através dos glaciares. As cores representam a velocidade do fluxo de gelo, com as áreas em vermelho e roxo deslocando-se mais rapidamente, a taxas de quilómetros por ano. As setas indicam a direcção do fluxo. 

Durante a última década, os cientistas mostraram que o fluxo de gelo está a acelerar nos terminais dos glaciares da Gronelândia, à medida que se deslocam para o oceano na costa ocidental.
Agora uma nova pesquisa mostra que as regiões do interior também estão a fluir muito mais rápidamente do que estavam no inverno de 2000/2001.
Os autores do estudo explicam que a água resultante do degelo superficial, ao infiltrar-se através de fracturas da camada de gelo, vai aquecer o gelo a partir de dentro, facilitando o seu fluxo que se torna mais rápido.
"O sol derrete o gelo na superfície, e a água flui para interior da camada de gelo carregando uma enorme quantidade de energia latente", disse William Colgan, pesquisador e co-autor do estudo. "A energia latente, em seguida, aquece o gelo."
De acordo com os cientistas, os resultados têm implicações importantes nas plataformas de gelo e glaciares em todo o mundo. "Isso poderia implicar que as plataformas de gelo podem descarregar gelo no oceano muito mais rapidamente do que o previsto actualmente", disse Thomas Phillips, principal autor do novo estudo. "Isso também significa que os glaciares ainda não terminaram de acelerar e podem continuar por mais algum tempo. À medida que o degelo se expande para o interior, a aceleração vai acontecer mais para o interior.
Por isso, para entender o futuro aumento do nível do mar, os cientistas precisam levar em conta a energia latente da água do degelo e o seu potencial papel no aumento de velocidade dos glaciares e plataformas de gelo em direcção aos oceanos de todo o mundo.
Fonte: NASA

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Degelo no Árctico atingiu o mínimo, desde que é observado por satélite

A imagem mostra a extensão do gelo do mar Árctico, em 26 de Agosto de 2012, o mínimo valor registado em mais de três décadas de medições por satélite. A linha marca a extensão mínima média no período que abrange 1979-2010, tal como medido pelos satélites. O tamanho deste mínimo está em declínio a longo prazo. A extensão a 26 de Agosto 2012 quebrou o recorde anterior, estabelecido em 18 de Setembro de 2007. Mas a temporada de degelo 2012 ainda não terminou - Crédito: Scientific Visualization Studio, NASA Goddard Space Flight Center

A extensão do gelo marinho que cobre o Oceano Ártico diminuiu, tendo atingido o menor valor das últimas três décadas, desde que a calota polar é observada por satélite. A informação é dada pelos cientistas da NASA e do National Snow and Ice Data Center (NSIDC), apoiadao pela NASA, em Boulder, Colorado.
A extensão de gelo no mar Árctico, em 26 de Agosto de 2012, medida pelo satélite do Defense Meteorological Satellite Program dos Estados Unidos, foi de 4,1 milhões de quilómetros quadrados, ou 70.000 quilómetros quadrados inferior ao valor medido em 18 de Setembro de 2007, 4,17 milhões de quilómetros quadrados.

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Satélites detectam grande extensão de degelo superficial na Gronelândia

Entre 8 e 12 de Julho de 2012,  a área com degelo passou de 40% do total da superfície da capa de gelo da Gronelândia para 97%, de acordo com medições de satélites. Na imagem, as áreas rosa claro correspondem aos locais onde, pelo menos, um satélite detectou fusão de superfície. As áreas rosa mais escuro correspondem aos locais onde dois ou três satélites detectaram degelo de superfície - Crédito: Nicolo E. DiGirolamo, SSAI / GSFC NASA, e Jesse Allen, NASA Earth Observatory

A maior parte da camada de gelo que cobre a Gronelândia derreteu neste mês de Julho, o maior degelo de superfície registado em 30 anos de observações de satélite.
De acordo com informações da NASA, a capa de gelo que cobre a Gronelândia sofreu algum tipo de degelo à superfície, como mostram as medições de três satélites diferentes, segundo as quais o degelo foi particularmente rápido entre os dias 8 e 12 de Julho.
Em média, cerca de metade da superfície da capa gelada da Gronelândia derrete durante os meses de Verão. Enquanto nos pontos mais elevados a água volta rapidamente a congelar, perto da costa alguma da água é retida pelo gelo e o resto perde-se no oceano. Mas este ano, a velocidade e a extensão do degelo surpreendeu os cientistas.
Durante os quatro dias, a área com degelo passou de 40% do total da superfície da camada de gelo para 97%, o que significa que quase toda a camada sofreu algum derretimento, desde as suas bordas costeiras mais finas até à camada grossa do centro, com mais de dois quilómetros de espessura.

terça-feira, 17 de julho de 2012

Grande iceberg separou-se de um glaciar da Gronelândia

O Glaciar de Petermann originou um novo iceberg gigante, observado através do satélite Aqua da NASA - Crédito: NASA/NASA Earth Observatory/Jesse Allen

O Glaciar de Petermann é um grande glaciar ao longo da costa Noroeste da Gronelândia, em direcção ao Oceano Árctico, onde termina numa plataforma de gelo gigante alongada flutuante.
Periodicamente, este glaciar quebra formando icebergs. Em 2010, Petermann originou um iceberg gigantesco, uma verdadeira ilha de gelo. Este ano, o glaciar voltou a quebrar, libertando mais um iceberg.
A formação do novo iceberg foi observada pelo satélite Aqua, da NASA, que tem uma órbita polar e passa sobre a região várias vezes por dia. As duas imagens do Glaciar de Petermann, captadas em 16 de Julho de 2012, permitem ver que às 10:25 Tempo Universal Coordenado (UTC), o iceberg ainda se mantinha próximo do glaciar, mas pelas 12:00 UTC, o iceberg já tinha começado a mover-se para o norte até ao fiorde. No dia seguinte, 17 de Julho, o afastamento do iceberg era maior.

terça-feira, 24 de abril de 2012

Criado o mapa da variação da espessura do gelo durante o Inverno, no Oceano Árctico

Espessura do gelo Árctico em Março de 2011, medida pelo satélite CryoSat, da Agência Espacial Europeia - Crédito: ESA

Foi criado o primeiro mapa que mostra como varia a espessura do gelo na superfície do Oceano Árctico durante o Inverno, com base nos dados captados pelo satélite CryoSat, da Agência Espacial Europeia (ESA). Os resultados deste estudo foram apresentados hoje na Royal Society, em Londres.
O primeiro mapa da espessura do gelo do mar Árctico foi apresentado, em Junho de 2011, utilizando os dados adquiridos entre Janeiro e Fevereiro desse ano. O mapa, agora divulgado, mostra a variação da espessura do gelo marinho durante toda a estação de Inverno, com os dados completos do CryoSat entre Outubro de 2010 a Março de 2011 e que pode ser visto neste endereço.
Este é considerado o primeiro mapa gerado a partir de dados de muito alta resolução, em comparação com medições de satélite anteriores.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Satélites detectam grande quantidade de água doce no Árctico que poderá arrefecer a Europa

No Oceano Árctico está a acumular-se água doce do degelo - (reprodução)

Usando satélites da Agência Espacial Europeia (ESA), cientistas do University College of London e do National Oceanography Centre descobriram que se está a formar uma enorme bolsa de água doce no Oceano Árctico, durante os últimos 15 anos. Se os ventos mudarem e esta água correr para o norte do Atântico, a Europa poderá arrefecer.
Os pesquisadores mediram a altura da superfície do mar entre 1995 e 2010, e verificaram que, a oeste do Árctico, ela subiu cerca de 15 centímetros desde 2002. O volume de água doce aumentou pelo menos 8.000 Km cúbicos, ou cerca de 10% de toda a água doce do Oceano Ártico.
De acordo com a pesquisa publicada no jornal científico Nature Geoscience, se o vento mudar de direcção, essa água doce poderá libertar-se para o resto do Oceano Árctico e até mesmo para o norte do Atlântico. Esta movimentação de água fresca poderá provocar o arrefecimento da Europa, pois irá diminuir uma corrente oceânica vinda da Corrente do Golfo, que mantém o clima da Europa relativamente moderado, comparado ao de países com latitudes semelhantes.
Fonte: ESA

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Gelo no Árctico está a atingir o mínimo histórico

O degelo do Árctico afecta directamente a vida das algas e dos pequenos animais que formam a cadeia alimentar da qual dependem os peixes, os mamíferos como os ursos polares, as focas e o próprio homem - Crédito: wikipédia

O gelo flutuante sobre o Árctico este verão diminuiu até um mínimo recorde. Nos últimos cinco anos observaram-se as menores extensões de gelo no mar, desde que começaram as medições por satélite, na década de 1970.
Este ano, a extensão do gelo do mar Árctico é comparável ao nível mais baixo registado em 2007. De acordo com os cientistas da Universidade de Bremen, na Alemanha, o gelo do mar no início de Setembro era mesmo inferior ao registado nesse ano.