Vermes Caenorhabditis elegans, descendentes dos que conseguiram sobreviver ao desastre do Columbia, em 2003, viajaram até à Estação Espacial Internacional, transportados pelo vaivém espacial Endeavour durante a sua última missão, em Maio de 2011, antes de ser retirado de serviço - Crédito imagem: wikipédia
Em 1 de Fevereiro de 2003, o vaivém espacial Columbia desintegrou-se, quando retornava à Terra, matando sete astronautas. Mas, surpreendendo todos, outros seres vivos a bordo da nave espacial conseguiram sobreviver.
O Columbia deixou a Terra, pela última vez, em 16 de Janeiro de 2003. Durante o tempo que permaneceu no espaço, na sua missão STS-107, os tripulantes dedicaram-se à pesquisa científica e passaram o tempo realizando experiências - cerca de 80 - sobre ciências da vida, ciências dos materiais, física de fluidos e outros assuntos. Entretanto, o vaivém permaneceu em órbita, e não visitou a Estação Espacial Internacional.
Com a desintegração do vaivém espacial e as altas temperaturas verificadas na reentrada da atmosfera terrestre, pensou-se que nenhum ser vivo podia sobreviver. Para além dos sete astronautas, os cientistas acreditaram que as 80 experiências também tinham sido destruídas.
Para surpresa de todos, várias experiências foram recuperadas dos destroços, incluindo um grupo vivo de vermes (nematóides) de um milímetro de comprimento, de nome científico Caenorhabditis elegans.
