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terça-feira, 1 de outubro de 2013

Sonda Cassini encontra constituinte de plástico doméstico em Titã

Descoberto propileno na maior lua de Saturno, Titã - (Reprodução)

A sonda Cassini da NASA detectou propileno na lua Titã, de Saturno. Na Terra, esta molécula, que inclui três átomos de carbono e seis átomos de hidrogénio, é um constituinte de vários tipos de plásticos, usados para fazer, por exemplo, recipientes para armazenar alimentos, pára-choques de automóveis e outros produtos de consumo. É a primeira vez que se detecta um ingrediente plástico em qualquer lua ou planeta, para além da Terra.
O propileno foi identificado na baixa atmosfera de Titã, através do espectrómetro infravermelho da Cassini (CIRS), e é a primeira molécula a ser descoberta pelo instrumento, em Titã.
A descoberta é apresentada num artigo científico publicado na revista Astrophysical Journal Letters, em 30 de Setembro de 2013.
"Este produto químico faz parte do nosso dia-a-dia, unido em longas cadeias para formar o chamado polipropileno plástico", disse Conor Nixon, um cientista do Goddard Space Flight Center da NASA, em Greenbelt, Maryland, e principal autor do artigo. "Os recipientes de plástico do supermercado, com o código de reciclagem 5 no fundo - são de polipropileno."

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Titã e o seu colar invulgar

Titã, a maior lua de Saturno, observada pela sonda Cassini, em 13 de Abril de 2013 - Crédito: NASA/JPL-Caltech/Space Science Institute

Nesta imagem da sonda Cassini, Titã surge com uma banda escura à volta na região polar norte, como se fosse um colar tornado visível em luz ultravioleta. Colares polares já tinham sido vistos antes pelo Telescópio Espacial Hubble e também a sonda Votager 2.
Os cientistas acreditam que este colar é de natureza sazonal. O verão está a chegar lentamente a Saturno e a sonda Cassini estuda as mudanças que vão ocorrendo no planeta dos anéis e nas suas luas.
Cassini captou a imagem, em 13 de Abril de 2013, a uma distância de 1.800 mil quilómetros da lua Titã, que tem o Norte para cima e rodado 32º para a direita.
Fonte: NASA/Photojournal

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Sonda Cassini ajuda a conhecer o nevoeiro acastanhado de Titã

A imagem mostra o primeiro reflexo de luz solar num lago de Titã, lua de Saturno, confirmando a presença de líquido no hemisfério norte da lua, onde os lagos são mais numerosos e maiores que os do hemisfério sul. O Sol só começou a iluminar directamente os lagos do norte com a aproximação do equinócio de Agosto de 2009, quando se inicia a primavera no hemisfério norte de Titã. A imagem foi captada em 8 de Julho de 2009. Os cientistas já tinham confirmado a presença de líquido no Lago Ontário, o maior lago no hemisfério sul, em 2008 - Crédito: NASA/JPL/Universidade do Arizona /DLR

Com base em dados da missão Cassini, da NASA, cientistas descrevem em pormenor como se dá o arranque inicial dos aerossóis na parte mais alta da atmosfera de Titã, a maior lua de Saturno. Eles querem compreender a formação de aerossóis em Titã, pois poderia ajudar a prever o comportamento das camadas de aerossóis de poluentes na Terra.
De acordo com o novo estudo, publicado esta semana na revista Proceedings, da Academia Nacional de Ciências, a neblina castanha avermelhada característica de Titã parece começar com a radiação solar incidindo sobre as moléculas de azoto e metano, na ionosfera, o que faz criar uma mistura de iões positivos e negativos. As colisões entre as moléculas orgânicas e os iões ajudam as moléculas a crescerem, tornando-se em aerossóis maiores e mais complexos.
Mais abaixo na atmosfera, estes aerossóis colidem uns com os outros e coagulam e, ao mesmo tempo, interagem com outras partículas neutras. Eventualmente, eles constituem o núcleo dos processos físicos que fazem precipitar hidrocarbonetos líquidos na superfície de Titã (como a chuva (água) na Terra), com formação de lagos, canais e dunas, revelados pela sonda Cassini.
Fonte: NASA

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Cientistas sugerem pedaços de gelo de hidrocarbonetos flutuando nos lagos de Titã

Ilustração mostrando como poderia parecer a formação de gelo de hidrocarbonetos num mar de hidrocarbonetos líquidos, em Titã, lua de Saturno. Um novo modelo de cientistas da missão Cassini, da NASA, sugere que pedaços de gelo de metano e etano - que aparecem aqui como os aglomerados de cor clara - poderiam flutuar em determinadas condições - Crédito: NASA/JPL-Caltech/USGS

Pedaços de gelo de hidrocarbonetos podem flutuar na superfície dos lagos e mares de hidrocarbonetos líquidos existentes em Titã, a maior lua de Saturno. É o que sugere um novo estudo de cientistas da missão Cassini, da NASA, o que poderia explicar algumas das diferenças detectadas pela sonda Cassini na reflectividade das superfícies de lagos em Titã.
"Uma das questões mais intrigantes sobre estes lagos e mares é se eles podem hospedar alguma forma de vida exótica", disse Jonathan Lunine, co-autor de um artigo científico e cientista da Cassini/Titã, da Universidade de Cornell, Ithaca, NY. Para o cientista, "a formação de gelo de hidrocarbonetos flutuante será uma oportunidade para química interessante ao longo da fronteira entre o líquido e o sólido, um limite que pode ter sido importante na origem da vida terrestre."

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Titã pode conter um oceano subterrâneo de água líquida

Ilustração da possível estrutura interna da Titã, sugerida pelos dados da sonda Cassini, da NASA. Os cientistas têm tentado determinar o que está por baixo da atmosfera de Titã, rica em compostos orgânicos, e da crosta gelada. Os dados sugerem fortemente um oceano global subterrâneo, sobre uma camada de gelo de alta pressão e um núcleo de silicatos hidratados - Crédito: A. Tavani

Os dados recolhidos pela sonda Cassini revelaram que Titã, a maior lus de Saturno, pode conter uma camada de água líquida no seu interior, debaixo da capa de gelo.
Segundo o estudo publicado esta semana na revista Science, as deformações observadas no interior da lua, enquanto orbita Saturno sugerem que Titã alberga um oceano subterrâneo de água líquida.
A atracção gravitacional de Saturno provoca deformações ou marés sólidas em Titã que foram observadas pela sonda Cassini. Os dados da nave mostram que essas deformações podem atingir 10 metros de altura, o que mostra que Titã não é feito apenas de material rochoso sólido.

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Sonda Cassini detecta lagos tropicais em Titã

Imagem de Titã, em frente aos anéis de Saturno, onde a sonda Cassini observou a região escura de Shangri-La, a leste do local de pouso da sonda Huygens, em 9 de Agosto de 2011. O recente estudo indica que as manchas são de lagos de metano líquido - Crédito: NASA/JPL-Caltech/Space Science Institute

Uma nova análise dos dados da sonda Cassini revela que as manchas escuras observadas nos trópicos de Titã, a maior lua de Saturno, podem ser lagos de metano líquido, de acordo com o estudo publicado na revista científica Nature.
Até agora, os cientistas já tinham observado lagos de metano nos pólos de Titã, mas nunca nas regiões equatoriais, que na sua maioria são áridas e com grandes extensões de dunas.
As imagens da Cassini, que orbita Saturno desde 2004, permitiram detectar as manchas negras no equador de Titã, indicando a presença de um lago tropical de metano maior, com uma profundidade mínima de um metro, e um conjunto de lagos mais pequenos e menos profundos, semelhantes a pântanos terrestres.
Segundo Caitlin Griffith, principal autora do estudo e colaboradora da equipa Cassini na Universidade de Arizona, Tucson, o metano será fornecido a esses lagos a partir de um aquífero subterrâneo, o que pode explicar a existência de metano à superfície e que está constantemente a evaporar-se.

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Lago de Titã semelhante a lago africano

Lago Ontário é o maior lago do hemisfério sul de Titã. É semelhante à salina Etosha, na Namíbia, África. Ambos são lagos efémeros, depressões rasas que às vezes se enchem de líquido. Em Titã o líquido é constituído por hidrocarbonetos, enquanto que na Terra é água - Crédito: imagem de radar Cassini do JPL / NASA; imagem de radar Envisat da ESA e imagem composta do LPGNantes

Analisando os dados da sonda Cassini, um novo estudo sugere que o Lago Ontário, o maior lago da região polar sul de Titã, a maior lua de Saturno, se comporta de modo semelhante a uma salina (salt pan ou salar), na Terra, mais precisamente a salina de Etosha, na Namíbia (África).
Os cientistas encontraram evidências de canais no leito do lago, dentro do limite sul da depressão. Isto sugere que o Lago Ontário, que se pensava estar completamente cheio com hidrocarbonetos líquidos, poderia realmente ser o resultado de hidrocarbonetos líquidos subterrâneos, ocasionalmente, brotando e inundando a depressão, antes de secar parcialmente de novo, expondo em redor materiais como areias saturadas ou lama, indicando que o nível do líquido esteve mais alto no passado.

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Enceladus e Titã, enigmáticas luas de Saturno

Enceladus, Titã e os anéis de Saturno, vistos pela sonda Cassini, em 12 de Março de 2012 - Crédito: NASA/Photojournal

Na nova imagem da sonda Cassini, Enceladus, a lua gelada de Saturno, aparece abaixo dos anéis do gigante gasoso, projectada contra a maior lua Titã, que se esconde mais ao longe.
Enceladus (504 Km de largura) e os seus jactos de gelo de água e vapor no pólo sul, o que sugere um mar subterrâneo rico em compostos orgânicos, e Titâ (5.150 Km de largura) com os lagos de hidrocarbonetos líquidos na superfície, debaxo da espessa atmosfera, são duas das mais misteriosas e interessantes luas de Saturno.
A imagem foi tirada em 12 de Março de 2012, a cerca de 1 milhão de quilómetros de Enceladus.
Fonte: NASA/Photojournal

terça-feira, 3 de abril de 2012

Titã nebuloso

Titã, a maior lua de Saturno, vista pela sonda Cassini - Crédito: NASA/JPL-Caltech/Space Science Institute


Titã, a maior lua de Saturno vista pela sonda Cassini em cor natural (laranja). O seu aspecto difuso deve-se à atmosfera da lua.
Na parte superior da imagem pode ver-se a capa polar norte de Titã (5.150 Km de diâmetro), assim como uma névoa azul sobre o pólo sul, na parte inferior.
A imagem foi obtida, em 30 de Janeiro de 2012, a uma distância de cerca de 191.000 Km de Titã.

sábado, 25 de fevereiro de 2012

'Looks' de Titã, um primo afastado da Terra

Sequência de imagens, em cor falsa, obtidas pela sonda Cassini da NASA, mostrando a cobertura de nuvens dissipando-se sobre o pólo norte da lua de Saturno, Titã. As imagens, foram obtidas pelo espectrómetro de mapeamento visual e infravermelho (VIMS) da Cassini, entre 2006 e 2009, quando Titã estava a transitar do inverno para a primavera, no hemisfério norte. Em 2006, a nuvem polar norte apareceu densa e opaca. Mas nas imagens próximas do equinócio de 2009, quando o sol estava directamente sobre os equadores de Saturno e Titã e o inverno do norte foi transformando-se em primavera, a nuvem apareceu muito mais fina e dispersa, o que permitiu aos cientistas ver os lagos e os mares do norte, incluindo Mare Kraken. Nas imagens de cor falsa, os mares do norte e lagos na superfície, feitos de hidrocarbonetos líquidos, aparecem em cores escuras - Crédito: NASA/JPL-Caltech/University of Arizona/CNRS/LPGNantes

Tal como acontece na Terra, também Titã, a maior lua de Satuno, muda com as estações e até mesmo durante o dia.
Um conjunto de trabalhos científicos recentes, muitos dos quais baseados em dados da sonda Cassini, revelam novos detalhes das mudanças de Titã e a sua semelhança com o nosso planeta.
No seu conjunto, os trabalhos, publicados na revista Planetary and Space Science, numa secção especial intitulada "Titã através do Tempo", mostram em pormenor "como a atmosfera e a superfície de Titã se comportam como as da Terra - com nuvens, chuva, vales de rios e lagos. Eles mostram que as estações também mudam em Titã, embora de maneiras inesperadas".

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Cores verdadeiras e tamanhos que enganam



A maior lua de Saturno, Titã, parece mais pequena junto a Dione, a terceira maior lua de Saturno, nesta imagem da sonda Cassini. Titã (5150 km de diâmetro) está muito mais longe da nave espacial do que Dione (1123 km de diâmetro).
A imagem foi obtida a uma distância de aproximadamente 1,1 milhões de quilómetros da Titã, mas apenas a cerca de 136,000 km de Dione, em 6 de Novembro de 20011. Titã aparece em cor verdadeira (amarela), mas foi iluminado por um factor de cerca de 1,6 em relação a Dione. O Norte é para cima nas luas.
Fonte: NASA

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Cassini encontra Tétis e Titã

Tétis, a lua gelada de Saturno, tendo ao fundo Titã, o maior satélite do planeta, em imagem da sonda Cassini - Crédito: NASA/JPL-Caltech/Space Science Institute

A sonda Cassini captou a lua de Saturno Tétis à frente da maior lua do planeta dos anéis, Titã, envolto em neblina. Tétis, com 1062 Km de diâmetro, é um corpo gelado com uma superfície coberta de crateras. Titã tem um diâmetro de 5.150 Km, sendo o único satélite natural com uma atmosfera que se considera semelhante à primitiva atmosfera da Terra, daí o seu aspecto nebuloso.
A imagem foi obtida aproximadamente a 1,9 milhões de quilómetros de Tétis, em 14 de Julho de 2011.
Fonte: Photojournal

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Titã 'cortado' pelos anéis de Saturno

Titã atravessado pelos anéis de Saturno - Crédito: NASA / JPL / Space Science Institute

Nesta imagem da sonda Cassini, os anéis de Saturno parecem cortar Titã, a sua maior lua (5.150 km de diâmetro). São visíveis, no equador, áreas com albedo escuro e no pólo norte (parte superior) uma capa de nevoeiro.
A imagem foi tirada com a câmera da sonda Cassini, em 12 de Maio de 2011, a uma distância de aproximadamente 2,3 milhões de quilómetros de Titã.
Fonte: Photojournal/NASA

domingo, 8 de maio de 2011

Segundo cientistas, a atmosfera de Titã pode ter sido gerada por impactos na sua superfície

Na imagem, Titã com a sua atmosfera espessa e densa contrasta com Tétis, outra lua de Saturno e sem qualquer atmosfera - Crédito: NASA/JPL/Space Science Institute

Titã é a única lua com uma atmosfera gasosa, rica em azoto que, segundo um novo estudo, de pesquisadores da Universidade de Tóquio dirigidos pelo cientista Yasuhito Sekine, pode ter resultado do bombardeamento da superfície gelada da lua, rica em amónia, por grande quantidade de asteróides e cometas, há biliões de anos atrás.
A atmosfera de Titã é constituida por mais de 95% de azoto, com uma pressão atmosférica na superfície cerca de 50% maior do que na Terra.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Existe um oceano interno de água em Titã?

Pesquisadores sugerem que algumas particularidades na rotação da maior lua de Saturno, Titã, podem constituir mais uma evidência de que ela tem um oceano subterrâneo.
Titã é o único planeta, além da Terra, que tem líquidos na sua superfície. Possui uma atmosfera espessa, rica em azoto, na qual existem milhares de diferentes tipos de moléculas orgânicas. A lua também tem um ciclo de tempo baseado em metano, com chuva de metano caindo em lagos de hidrocarbonetos líquidos.

A superfície de Titã tem lagos de hidrocarbonetos. Os cientistas acreditam que podem existir oceanos de água líquida e amónia abaixo da sua superfície - Crédito: NASA/JPL

Recentes descobertas também sugeriram que Titã possui um oceano interno, formado por água e amónia. Rastreando através da densa atmosfera de Titã com um radar, a sonda Cassini descobriu que ao longo do tempo, algumas estruturas proeminentes da superfície tinham-se deslocado mais de 30 Km da posição em que eram esperadas, mostrando que a crosta estava a mover-se, o que sugere que ela está sobre líquido.

Ilustração da estrutura interior de Titã. O interior frio não conseguiu separar-se em camadas diferenciadas de gelo e rocha. Além da superfície nebulosa de Titã (amarelo), as camadas seguintes mostram uma camada de gelo perto da superfície (cinzento claro), um oceano interno (azul), mais uma camada de gelo (cinzento claro) e a mistura de gelo e rocha no interior (cinzento escuro) - Crédito: NASA/JPL

A gravidade da Cassini e observações de radar de Titã descobriram mais pistas de que deve ter um oceano subterrâneo.
A órbita de Titã é semelhante à da nossa Lua, voltando sempre a mesma face para Saturno. No entanto, os pesquisadores notaram que o eixo de rotação de Titã estava inclinado cerca de 0,3 graus, o que parece um valor alto dada a estimativa do momento de inércia da lua.

terça-feira, 3 de maio de 2011

Anel de Titã

Titã observado pela Cassini em 2010 - Crédito: NASA / JPL / Space Science Institute

A sonda Cassini observa o hemisfério oculto de Titã, a maior lua de Saturno, e capta o anel brilhante produzido por dispersão da luz na periferia da sua atmosfera densa e espessa. Destaca-se uma camada de neblina de alta altitude que envolve Titã. O seu Norte é para cima.
A imagem foi obtida em 26 de Novembro de 2010, a 1,9 milhões de quilómetros de distância da lua.

Titã observado pela Cassini em 2005 - Crédito: NASA / JPL / Space Science Institute

Titã colorido brilha envolto por um anel brilhante de neblina violeta. A imagem foi obtida pela sonda Cassini, em 5 de Maio de 2005, a 1,4 milhões de quilómetros.
Foram tiradas imagens com filtros espectrais azul, verde e vermelho, combinadas com uma visão de raios ultravioleta, para tornar visível a camada destacada de neblina de alta altitude. Foi dada uma tonalidade arroxeada à parte ultravioleta da imagem composta, para coincidir com a coloração roxo-azulada da neblina atmosférica superior observada à luz visível.
Fonte: Photojournal/NASA

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Comparando Titã (região de Xanadu), lua de Saturno e Calisto, lua de Júpiter

Em Titã, a paisagem surge erodida pelo clima, em Calisto e erosão tem outra causa - Crédito: NASA / JPL

As imagens comparam as características da superfície de Titã, lua de Saturno, observadas pela sonda Cassini da NASA, na região de Xanadu, e as características observadas, pela sonda Galileo da NASA, das crateras de Calisto (à direita), lua de Júpiter.
Inicialmente, Titã pode ter tido uma paisagem de crateras semelhante à de Calisto, e que desde então tem sido destruída pela chuva e enxurradas de metano.
Há estruturas grandes e circulares na região de Xanadu, em Titã, que têm algumas das características de crateras de impacto, como, por exemplo, picos centrais e falésias interiores circulares, que fazem os cientistas pensar que são, na verdade, crateras de impacto erodidas. A superfície de Calisto também tem uma paisagem formada substancialmente por crateras de impacto erodidas. No entanto, a erosão de Calisto não é causada pelo clima mas, de acordo com os cientistas, é provocada pela evaporação do gelo no solo.
A imagem do radar da Cassini, foi obtida em sobrevôo de Titã a 30 de Abril de 2006, e a imagem da câmera da Galileo foi obtida em 25 de Junho de 1997.
Fonte: NASA

quinta-feira, 17 de março de 2011

Cassini observa a transformação da superfície equatorial de Titã por acção das chuvas sazonais

Agora que o inverno do hemisfério sul em Titã dá lugar à primavera, os cientistas observaram, pela primeira vez, evidências de chuva de metano na região equatorial da maior lua de Saturno.
As observações da sonda Cassini, de nuvens concentradas perto do equador, fornecem evidências de uma mudança de clima sazonal de Titã para baixas latitudes, após o equinócio de Agosto de 2009 no sistema de Saturno (planeta e luas).

A sonda Cassini da NASA revela a mudança das estações, pois capta nuvens concentradas perto do equador da maior lua de Saturno, Titã. As nuvens de metano na troposfera, a parte mais baixa da atmosfera, aparecem em branco e estão, principalmente, perto do equador de Titã. As áreas mais escuras são as partes da superfície com albedo baixo, isto é, não reflectem muita luz - Crédito: NASA/JPL/SSI

As chuvas originadas por estas nuvens, captadas pela sonda Cassini, no final de 2010, aparentemente escureceram a superfície da lua e os cientistas acreditam que isso aconteceu porque essas áreas ficaram molhadas depois das chuvas de metano.
Estas observações, publicadas hoje na revista Science, combinadas com observações anteriores, mostram que os sistemas climáticos da espessa atmosfera de Titã e as alterações na sua superfície são afectados pela mudança das estações.
Para os cientistas, estas observações ajudam a compreender o funcionamento de Titâ como um sistema, assim como processos semelhantes no nosso planeta.

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Titã, a única lua do sistema solar com uma atmosfera densa, e a sua "semelhança" com a Terra


A imagem mostra Titã, a lua alaranjada, atrás de dois anéis de Saturno e sobre os anéis está Epimetheus, outra das 62 luas de Saturno.
Titã está coberta por uma neblina de aerossóis cor de laranja/castanha, feita de pequenas gotas de hidrocarbonetos e outras substâncias químicas nocivas.
Titã é a única lua do sistema solar com uma atmosfera densa. O planeta está envolto numa espessa atmosfera e parte dela é uma forte neblina de aerossóis que esconde a superfície da lua, tal como observou a sonda Voyager 1.
A atmosfera de Titã é composta principalmente por nitrogénio, como a Terra. No entanto, não tem oxigénio nem água, mas contém pequenas quantidades de materiais orgânicos, incluindo alguns hidrocarbonetos, como metano, etano e propano.
Mais do que uma meia dúzia de hidrocarbonetos foram identificados na forma gasosa na atmosfera de Titã, mas os cientistas acham que deve haver muitos mais que ainda não foram identificados.

Atmosfera superior de Titã. A imagem foi obtida pela sonda Cassini, a 9.500 Km de Titã, em 31 de Março de 2005.

Esta imagem mostra, em cor natural, a atmosfera superior de Titã - um lugar ativo, onde as moléculas de metano são destruídas pela luz ultravioleta solar e os produtos dessa divisão recombinam para formar uma variedade de moléculas orgânicas (as moléculas orgânicas contêm carbono e hidrogénio, e muitas vezes incluem nitrogénio, oxigénio e outros elementos importantes para a vida na Terra). Nesta zona da atmosfera de Titã, a neblina forma uma estrutura complexa em camadas.
Mais para baixo na atmosfera, a neblina transforma-se num nevoeiro espesso de moléculas orgânicas complexas. Essa neblina espessa de cor laranja absorve a luz solar visível, permitindo que somente talvez 10 por cento da luz possa alcançar a superfície. Apesar de Titã ter uma atmosfera mais espessa do que a Terra, a neblina espessa global provoca um efeito de estufa um pouco mais fraco do que na Terra.
Embora com ambientes diferentes, Titã, a maior lua de Saturno, é dos mundos mais parecidos com a Terra conhecidos até agora. A sua atmosfera densa e rica em compostos orgânicos, faz lembrar a Terra há bilhões de anos atrás (embora muito mais quente) e no início da sua história, antes do aparecimento da vida, responsável pela formação do oxigénio da nossa atmosfera.
Estudar Titã pode ajudar a compreender a evolução da atmosfera da Terra ao longo dos tempos. Tudo indica que a sua atmosfera activa e complexa moldou a superfície do planeta, com processos semelhantes ao que se passa na Terra.

 Primeiro flash de luz solar reflectida num lago de Titã, observado pela sonda Cassini, em 8 de julho de 2009.

A sonda Cassini revelou que a superfície de Titã é formada por rios e lagos de etano líquido e metano (o principal componente do gás natural), que formam nuvens, sobretudo nas zonas polares e, ocasionalmente, precipitam do céu como a chuva (água) na Terra.
Cassini capturou o primeiro raio de luz solar reflectido num lago do hemisfério norte do satélite de Saturno, confirmando a presença de líquido na parte do satélite que é coberta por muitas bacias, que possuem a forma de lagos gigantescos. O Sol só começou a iluminar diretamente os lagos do norte com a aproximação do equinócio de Agosto de 2009, quando se inicia a primavera no hemisfério norte de Titã.

A parte setentrional de Titã, onde é primavera, aparece um pouco mais escura do que a metade sul, onde é início do outono (foto tirada em 22 de março de 2010 pela Cassini). Tal como a Terra, Titã tem quatro estações distintas, cada uma delas dura cerca de sete anos da Terra.

Na investigação da lua de Saturno, a semelhança entre Titã e a Terra continua. Agora os cientistas confirmaram a existência de finas nuvens de partículas de gelo, semelhantes aos Cirros da Terra, que se formam na alta atmosfera e que se parecem com pérolas brancas de neve recente. Tinham sido detectadas pela Voyager, em Novembro de 1980.
Os pesquisadores acreditam que o esclarecimento sobre a origem destas nuvens de gelo ajudará a perceber o funcionamento da atmosfera de Titã, com o seu "meio ciclo" que precipita hidrocarbonetos e outros compostos orgânicos no solo do planeta. No entanto, estes compostos não evaporam para reabastecer a atmosfera e a precipitação continua.
Um dos grandes mistérios de Titã é a fonte do seu metano, que é destruído na atmosfera pela luz do Sol, deve haver uma fonte para repor o que se perde. Os investigadores suspeitam que o metano pode ser expelido na atmosfera de Titã, por criovulcões, vulcões de gelo que podem expelir substâncias como metano, por exemplo. Cassini continua a observar esta actividade.

Mosaico processado com nove imagens de Cassini, na sua primeira grande aproximação a Titã, em 26 de Outubro de 2004. Podem ver-se nuvens brilhantes perto do Pólo Sul.

As nuvens de metano e etano já tinham sido observadas antes pelos observadores terrestres e em imagens tiradas pela sonda Cassini. Estas novas nuvens, cirros, são muito mais finas e localizadas na alta atmosfera.
Para os cientistas a chave é o metano. A ação começa no alto da atmosfera, onde algum metano é destruído pela radiação ultravioleta, formando etano e outros hidrocarbonetos, ou se combina com o nitrogénio para fornar materiais chamados nitrilas. Qualquer um destes compostos pode formar nuvens, provavelmente, se se acumular o bastante numa área suficientemente fria.
Os compostos orgânicos na atmosfera de Titã tornam este planeta muito atraente para a ciência, especialmente porque se considera que alguns estão envolvidos nos acontecimentos que levaram ao aparecimento da vida na Terra. Um deles, o cianoacetileno é um nitrilo (derivado do cianeto de hidrogénio HCN), foi o primeiro a ser identificado nas nuvens de gelo da lua de Saturno.
Para Carrie Anderson, do Goddard Space Flight Center da NASA, ligar estas moléculas e a vida não é a questão. "Eu gosto de gelados e aerossóis", diz ela, "e Titã é um grande laboratório natural para estudá-los".
Fonte: NASA / Jet Propulsion Laboratory-Photojournal (actualizado em 5/02/2011)