sábado, 14 de abril de 2012

Imagens de satélite duplicam a população de pinguins-imperador na Antárctida

Pinguim-imperador (Aptenodytes forsteri), adultos e crias - Fonte: wikipédia

Uma equipa internacional de cientistas utilizou imagens de muito alta resolução tiradas por satélite para estimar o número de pinguins-imperador na Antárctida e descobriu que eles são muito mais abundantes do que se pensava.
Os resultados da pesquisa indicam 595.000 pinguins, quase o dobro das estimativas anteriores, com números entre 270.000 e 350.000 aves. É o primeiro censo completo de uma espécie, feito a partir do espaço.
O estudo, publicado sexta-feira na revista PLoS ONE, não só revelou que há mais pinguins na Antárctida, mas também descobriu sete colónias anteriormente desconhecidas. É uma descoberta agradável e tranquilizadora para os pinguins-imperador que podem estar ameaçados pelo aquecimento global e poderão continuar a ser monitorizados no futuro.
Os cientistas analisaram 44 colónias de pinguim-imperador em toda a costa da Antárctida. A plumagem branca e preta destes pinguins destaca-se no gelo e as colónias são perfeitamente visíveis nas imagens de satélite.
Os pesquisadores utilizaram uma tecnologia que permite aumentar a resolução das imagens de satélite, de modo a distinguir os pinguins, o gelo, sombras e as suas fezes (o chamado guano) e combinaram com contagens no terreno e fotografias aéreas.

Colónia de pinguim-imperador no Mar Weddell (Antárctida) - Fonte: wikipédia

Há preocupação que o aquecimento global possa comprometer o futuro dos pinguins-imperador. Eles nidificam no gelo da Antárctida durante o inverno rigoroso, mas Primaveras que chegam mais cedo podem estar a derreter o gelo do mar que é o seu habitat, sobretudo em relação às colónias mais a norte, tornando-as mais vulneráveis às alterações climáticas.
Para o biólogo Phil Trathan, co-autor do estudo, “as investigações científicas actuais sugerem que as colónias de pinguim-imperador serão gravemente afectadas pelas alterações climáticas”. “Um censo rigoroso à escala do continente pode ser facilmente repetido regularmente para nos ajudar a monitorizar os impactos das mudanças futuras nesta espécie icónica.”
Mais informações aqui e aqui.

1 comentário:

Rogério Maestri disse...

Pelo visto, mais um alarde do WWF sem nenhuma base científica, acharia melhor eles controlarem os seus presidentes de Honra que caçam elefantes na África e Ursos na Europa oriental para o seu deleite pessoal